São Pedro Vincioli, Abade

São Pedro Vincioli nasceu perto de Perusa, onde fez os estudos. Da clericatura passou ao sacerdócio. Contristado com o abandono em que jazia a catedral dedicada ao Apóstolo Pedro, dirigiu-se ao bispo Honesto, solicitando-lhe permissão para restaurá-la. O bispo, depois de alguma hesitação, deu-lhe a ordem de iniciar os trabalhos, e Pedro, cheio do mais ardoroso afã, deu começo às obras. Muito antiga, deixada à ação do tempo, por Rogério, predecessor de Honesto, a catedral requeria árduo labor. Muitos milagres marcaram aquela restauração. Sem qualquer auxílio senão o de Deus, Pedro vivia a braços com as necessidades dos operários. Assim, do céu veio a ajuda. Certa vez, misteriosos personagens surgiram a trazer pão para os trabalhadores, quando nem uma migalha havia; de outra feita, de alto andaime, precipitou-se ao solo um dos pedreiros, chegando embaixo sem qualquer dano: uma coluna, a pender, tornava ao lugar com fervoroso sinal da cruz do futuro abade. Findo o trabalho, a catedral reluzia, com as suas três naves, de transepto, de teto sustentado por dezoito colunas e de mármore, que Pedro fizera vir de lugares distantes. A dedicação da igreja de São Pedro ocorreu no ano de 969. Com o bispo de Perusa, o Santo buscou Roma, e ao Papa João XIII disse que, servida por monges beneditinos, a nova fundação só necessitava de aprovação, a qual, humildemente, solicitou do Sumo Pontífice. Feito abade pelo Papa, Pedro Vincioli tornou com o bispo. Desde 1002 o mosteiro de São Pedro de Perusa abraçou a reforma de Cluny. Após ter feito inúmeros milagres e ter levado vida da mais santas, São Pedro Vincioli faleceu aos 10 de Julho de 1007. A abadia passou por duras fases. Destruída por um incêndio, foi reconstruída em 1318. Em 1436 Eugênio IV reuniu-a à congregação do Monte Cassino. Suprimida por Napoleão, Pio VII restaurou-a. Novamente suprimida pelo governo italiano, reapareceu pouco mais tarde, sempre debaixo da congregação beneditina do Monte Cassino. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XII, p. 359-360) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
São Pedro Vincioli, Abade

São Pedro Vincioli nasceu perto de Perusa, onde fez os estudos. Da clericatura passou ao sacerdócio. Contristado com o abandono em que jazia a catedral dedicada ao Apóstolo Pedro, dirigiu-se ao bispo Honesto, solicitando-lhe permissão para restaurá-la. O bispo, depois de alguma hesitação, deu-lhe a ordem de iniciar os trabalhos, e Pedro, cheio do mais ardoroso afã, deu começo às obras. Muito antiga, deixada à ação do tempo, por Rogério, predecessor de Honesto, a catedral requeria árduo labor. Muitos milagres marcaram aquela restauração. Sem qualquer auxílio senão o de Deus, Pedro vivia a braços com as necessidades dos operários. Assim, do céu veio a ajuda. Certa vez, misteriosos personagens surgiram a trazer pão para os trabalhadores, quando nem uma migalha havia; de outra feita, de alto andaime, precipitou-se ao solo um dos pedreiros, chegando embaixo sem qualquer dano: uma coluna, a pender, tornava ao lugar com fervoroso sinal da cruz do futuro abade. Findo o trabalho, a catedral reluzia, com as suas três naves, de transepto, de teto sustentado por dezoito colunas e de mármore, que Pedro fizera vir de lugares distantes. A dedicação da igreja de São Pedro ocorreu no ano de 969. Com o bispo de Perusa, o Santo buscou Roma, e ao Papa João XIII disse que, servida por monges beneditinos, a nova fundação só necessitava de aprovação, a qual, humildemente, solicitou do Sumo Pontífice. Feito abade pelo Papa, Pedro Vincioli tornou com o bispo. Desde 1002 o mosteiro de São Pedro de Perusa abraçou a reforma de Cluny. Após ter feito inúmeros milagres e ter levado vida da mais santas, São Pedro Vincioli faleceu aos 10 de Julho de 1007. A abadia passou por duras fases. Destruída por um incêndio, foi reconstruída em 1318. Em 1436 Eugênio IV reuniu-a à congregação do Monte Cassino. Suprimida por Napoleão, Pio VII restaurou-a. Novamente suprimida pelo governo italiano, reapareceu pouco mais tarde, sempre debaixo da congregação beneditina do Monte Cassino. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XII, p. 359-360) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
São Pedro Vincioli, Abade

São Pedro Vincioli nasceu perto de Perusa, onde fez os estudos. Da clericatura passou ao sacerdócio. Contristado com o abandono em que jazia a catedral dedicada ao Apóstolo Pedro, dirigiu-se ao bispo Honesto, solicitando-lhe permissão para restaurá-la. O bispo, depois de alguma hesitação, deu-lhe a ordem de iniciar os trabalhos, e Pedro, cheio do mais ardoroso afã, deu começo às obras. Muito antiga, deixada à ação do tempo, por Rogério, predecessor de Honesto, a catedral requeria árduo labor. Muitos milagres marcaram aquela restauração. Sem qualquer auxílio senão o de Deus, Pedro vivia a braços com as necessidades dos operários. Assim, do céu veio a ajuda. Certa vez, misteriosos personagens surgiram a trazer pão para os trabalhadores, quando nem uma migalha havia; de outra feita, de alto andaime, precipitou-se ao solo um dos pedreiros, chegando embaixo sem qualquer dano: uma coluna, a pender, tornava ao lugar com fervoroso sinal da cruz do futuro abade. Findo o trabalho, a catedral reluzia, com as suas três naves, de transepto, de teto sustentado por dezoito colunas e de mármore, que Pedro fizera vir de lugares distantes. A dedicação da igreja de São Pedro ocorreu no ano de 969. Com o bispo de Perusa, o Santo buscou Roma, e ao Papa João XIII disse que, servida por monges beneditinos, a nova fundação só necessitava de aprovação, a qual, humildemente, solicitou do Sumo Pontífice. Feito abade pelo Papa, Pedro Vincioli tornou com o bispo. Desde 1002 o mosteiro de São Pedro de Perusa abraçou a reforma de Cluny. Após ter feito inúmeros milagres e ter levado vida da mais santas, São Pedro Vincioli faleceu aos 10 de Julho de 1007. A abadia passou por duras fases. Destruída por um incêndio, foi reconstruída em 1318. Em 1436 Eugênio IV reuniu-a à congregação do Monte Cassino. Suprimida por Napoleão, Pio VII restaurou-a. Novamente suprimida pelo governo italiano, reapareceu pouco mais tarde, sempre debaixo da congregação beneditina do Monte Cassino. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XII, p. 359-360) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
BEATO ADRIANO FORTESCUE, Mártir // SANTA VERÔNICA GIULIANI, Virgem

BEATO ADRIANO FORTESCUE, Mártir Originário da Inglaterra, do Devon, Adriano pertenceu à velha família tradicional. Era, pelo lado materno, primo de Ana Bolena. Moço, casou-se com Ana Stonor de Stonor, a qual lhe deu duas filhas. Viúvo, doze anos depois da morte de Ana, Rede de Boarstall, da qual lhe nasceram três filhos. Adriano Fortescue teve arroubos de aventureiro. Na França, combateu em 1513 e em 1523. Inscrito entre os terciários dominicanos, fazia também o bem-aventurado parte dos cavaleiros de São João de Jerusalém, ou da ordem de Malta. Com o tempo, Sir Adriano foi-se tornando sossegado e contemplativo, circunspecto e de pouco falar. Jazia neste estado de espírito quando ocorreu o conflito entre Henrique VIII e Roma. Tendo tomado atitude contrária ao rei, foi preso. Era a 29 de Agosto de 1534, mas, na primavera do ano seguinte, conseguiria a liberdade. No ano de 1539, em fevereiro, prenderam-no de novo, e foi enviado para a temida Torre de Londres como traidor e sedicioso. No cárcere, encontrou grandes homens, grandes companheiros: o Cardeal Pole, Tomás Goldwell e o franciscano Guilherme Peto. Pole morreu na Inglaterra. Goldwell acabou os dias no exílio. Peto, como cardeal, igualmente findou-se no degredo. Adriano Fortescue, ao mesmo tempo que o bem-aventurado Tomás Dingley, foi decapitado no dia 8 ou 9 de Julho de 1539. Honram-no com um culto os cavaleiros de Malta. Leão XIII beatificou-o em 1895. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XII, p. 325-326) ****************************************************************** SANTA VERÔNICA GIULIANI, Virgem Verônica nasceu aos 27 de Dezembor de 1660 em Mercatello, no ducado de Urbino. Era filha de Francisco Giuliani e de Benedita Mancini, Batizada no segundo dia de vida, recebeu o nome de Úrsula. Em 1677, no dia 28 de Outubro, em Cittá di Castello, na Úmbria, foi admitida entre as clarissas tomando-lhes o hábito. Levando vida austera, penitente, de longos jejuns, irmã Verônica principiou a palmilhar a via que leva ao céu. Manifestando uma particular devoção para a Paixão de Nosso Senhor, a santa virgem tudo fazia para, em si mesma, renovar os sofrimentos que o divino Salvador experimentou. Assim, em 1693, de Jesus recebeu a coroa de espinhos, e, em 1697, numa sexta-feira santa, quando contemplava as chagas do divino Crucificado, viu sair raios que, transformando-se em lança e cravos, imprimiram-lhe os estigmas. Desde então, viveu como que escondida, até 1716, quando foi eleita abadessa. Pouco depois, Maria Santíssima apareceu-lhe, falou-lhe: – Não olhes o passado nem o futuro. Governa a comunidade com amor e por amor, sem a influência humana e a procura de ti, mas com Deus, em Deus, para Deus. Depois disso, ocorreu o período de ouro no mosteiro, tanto espiritual como material. Falecida em 1727, aos 9 de Julho, vitimada pela apoplexia, que a atacou aos 6 de Junho, as chagas das mãos e dos pés foram constatadas ainda depois da morte, e o coração aberto de lada a lado, foi enterrado separadamente, com um pergaminho, onde se liam os termos da autópsia. Beatificada em 1804, canonizada em 1839. Fotos: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XII, p. 323-324) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Beato Eugênio III, Papa

O Papa Eugênio III nasceu em Montemagno, numa família cristã, rica e da nobreza italiana. Foi batizado com o nome de Píer Bernardo Paganelli, estudou e recebeu a ordenação sacerdotal na diocese de Pisa, centro cultural próximo da sua cidade natal. Possuía um temperamento reservado, era inteligente, muito ponderado e calmo. Segundo os registros da época, em 1130 ele teve um encontro com São Bernardo de Claraval, fundador da Ordem dos Monges Cistercienses. A afinidade entre ambos foi tão grande que, cinco anos depois, Píer Bernardo ingressou no mosteiro dirigido pelo amigo e vestiu o hábito cisterciense. Através da convivência com São Bernardo de Claraval, ele se tornou conhecido, pois foi escolhido para abrir um outro mosteiro da Ordem em Farfa, diocese de Viterbo, sendo consagrado o abade pelo Papa Inocêncio II. Quando esse papa morreu, o abade Píer Bernardo foi eleito sucessor. Isto ocorreu não por acaso, ele era o homem adequado para enfrentar a difícil e delicada situação que persistia na época. Roma estava agitada e às voltas com graves transtornos provocados, especialmente, pelo líder político Arnaldo de Bréscia e outros republicanos que exigiam que fosse eleito um Papa que favorecesse suas ambições políticas, fazendo pressão junto ao Colégio Cardinalício. Muitas casas de bispos e cardeais já tinham sido saqueadas. Por isso os cardeais resolveram escolher o abade Píer Bernardo, justamente porque ele estava fora do colégio cardinalício, portanto isento das pressões dos republicanos. Ele assumiu o Pontificado com o nome de Papa Eugênio III, mas teve de fugir de Roma à noite, horas após sua eleição, para ser coroado no mosteiro de Farfa, em Viterbo. Era o dia 18 de fevereiro de 1145. Como a situação da cidade não era segura, o novo Papa e seus cardeais decidiram mudar para Viterbo. Quando a população romana foi informada, correu para pedir sua volta. Foi assim, apoiado pelo povo, que o Papa Eugênio III retornou para Roma e assumiu o controle da cidade, impondo a paz. Infelizmente, durou pouco. Em 1146, Arnaldo passou a exigir a destruição total de Trívoli. Novamente o Papa Eugênio III teve de fugir. Como se recusou a comandar o massacre, ele corria risco de morte. Teve de atravessar os Alpes para ingressar na França, onde permaneceu exilado por três anos. Os conflitos não paravam, o povo estava sempre nas ruas, liderado por Arnaldo, e o Papa teve de ser duro com os insubordinados da Igreja que se aproveitavam da situação. Nesse período, convocou quatro Concílios para impor disciplina. Também depôs os arcebispos de York e Mainz; promoveu uma séria reforma na Igreja e na Cúria Romana em defesa da ortodoxia nos estudos eclesiásticos. Enviou o Cardeal Breakspear, o futuro Papa Adriano IV, para divulgá-la na Escandinávia, enquanto ele próprio ainda o fazia percorrendo o norte da Itália. Só retornou a Roma depois de receber ajuda do imperador alemão Frederico Barba-Roxa, contra os republicanos de Arnaldo. Ainda pôde defender a Igreja contra os invasores turcos e iniciar a construção do palácio pontifício. Morreu no dia 8 de julho de 1153, depois de governar a Igreja por oito anos e cinco meses, num período tão complicado e violento da história. O Papa Eugênio III foi beatificado em 1872. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Beata Maria Romero De Meneses
Maria Romero Meneses nasceu em Granada, Nicarágua, no dia 13 de Janeiro de 1902, em uma família muito rica, mas de grande sensibilidade para as necessidades dos mais pobres, a quem socorria regularmente com generosidade. Orientada pela família fez seus estudos artísticos e logo revelou seu talento para a música e pintura. Aos doze anos, no colégio das Filhas de Maria Auxiliadora, recém chegadas a sua cidade, começa a conhecer a vida de São João Bosco. Identificou-se imediatamentecom a figura do grande apóstolo da juventude, em quem encontra como realização de seus ideais que vibravam em seu espírito, primeiro de maneira genérica e, cada vez mais claramente, com maior capacidade de entusiasmo. Tornou-se filha de Maria Auxiliadora em 1923 e com o nome de sua Mãe e Rainha – como amava invocá-la – realiza uma incansável atividade apostólica, dando vida a grandiosas obras sociais, especialmente na Costa Rica, onde foi enviada em 1931. Com viva sensibilidade evangélica e eclesial, conquista para sua missão apostólica as mais jovens alunas para que se tornem missionárias, nas aldeias dos arredores da capital, entre crianças abandonadas e famílias carentes.. Logo, também adultos, empresários endinheirados e renomados profissionais são conquistados por sua devoção mariana, que obtém grandes graças e se sentem portanto, comprometidos a colaborar efetivamente com as iniciativas assistenciais que Madre Maria Romero Meneses, sob a ação do Espírito Santo, vai projetando continuamente com a audácia da mais autêntica fé na Providência. Madre Maria sonha que seus pobres encontrem novas soluções para situações de emergência: obtêm primeiro visitas médicas gratuitas, graças a ação voluntária de médicos especialistas e com a colaboração de complexos industriais organiza cursos de formação para jovens e mulheres que, na pobreza haviam encontrado mau conselheiro. Desta forma consegue dar vida, em pouco tempo, a um ambulatório múltiplo, com várias especialidades, para assegurar assistência médico-farmaceutica a muitas pessoas e famílias privadas dando toda garantia social. Ao mesmo tempo cria, instalações adequadas para a acolhida dos pacientes – e as vezes famílias inteiras – salas para catequeses e alfabetização nos momentos de espera, e até mesmo uma Capela e um gracioso jardim, com varanda e canários. Em meio à sucessão de obras para organizar, e de uma peculiar atividade sua como conselheira espiritual (diariamente, horas e horas de intensos conversas privadas, as chamadas consultas) encontra espaço e momentos de ardentes elevações de espírito e de uma profunda vida mística, que é na realidade a fonte da força interior de onde seu apostolado brota e recebe extraordinária eficácia. Seu ideal: amar profundamente a Jesus, “seu Rei” e difundir sua devoção junto a sua Divina Mãe. Sua intima alegria é a possibilidade de trazer a verdade do Evangelho para as crianças, os pobres, os sofredores, os marginalizados. A recompensa mais cobiçada por seus sacrifícios é de ver reflorescer a paz e a fé em uma vida “perdida”. Fazendo-se como o Apóstolo, “tudo para todos” e esquecendo-se de si para conquistar cada vez mais novos amigos para Jesus, Ele vem para o fim de seus dias. Esperava ali o descanso eterno com “seu Rei”. Era 7 de Julho de 1977. A fama de sua santidade estava expressa, através da dor geral de seus próximos e colaboradores, que deu prosseguimento a obra por ela fundada até os dias de hoje. (Fonte: http://bit.ly/2KUorOT) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santa Maria Goretti, Virgem E Mártir

Nascida em 16 de outubro de 1890, na aldeia de Corinaldo, próxima do mar Adriático, a segunda filha de Luigi Goretti e Assunta Carlini foi batizada logo no dia seguinte, com o nome de Maria Teresa. A família era pobre, mas profundamente católica, e, seguindo o costume vigente naquele tempo, os pais fizeram com que Marietta – como passou a ser carinhosamente chamada – recebera o Sacramento da Crisma com apenas seis anos de idade. Marietta manifestava um caráter bondoso, dócil e humilde, e se revelou de uma maturidade precoce impressionante, diante da necessidade da mudança de vida que se lhe apresentou. Ajudou nos cuidados do pai enfermo como uma pessoa adulta e, após sua morte, assumiu os encargos do lar, para a mãe poder substituir o marido nos trabalhos do campo. Limpava a casa, buscava água na fonte, rachava lenha, cozinhava e cuidava dos quatro irmãos menores como uma pequena mãezinha. Quando lhes faltava o alimento, conseguia algo a custa de alguns trabalhos, como a venda de pombos e ovos no mercado da cidade próxima, Nettuno. Não se esquecia da educação dos irmãozinhos: repreendia-os pelas travessuras, ensinava-lhes as boas maneiras, as orações e os rudimentos do Catecismo. Apaixonada pelo Santo Rosário, rezava-o todas as noites em companhia da mãe e dos irmãos, com uma piedade edificante. E depois de todos se recolherem, recitava mais um terço em sufrágio da alma de seu falecido pai. Mais de uma vez viu a mãe sem um centavo na bolsa e sem uma fatia de pão no armário, chorando e lamentando- se pela falta do esposo. Nessas ocasiões, com o coração compungido, a menina a abraçava e beijava, esforçando- se para não chorar também, e dizia-lhe: “Coragem, mãezinha! Coragem! Dentro em pouco estamos crescidos, depressa nos faremos todos grandes… De que tem medo? Nós a sustentaremos!… Nós a manteremos!… Deus providenciará!…”. Estes são alguns lampejos de sua alma angelical. Sua mãe, depois de falecida a filha, não deixava de dar testemunho de sua virtude: “Sempre, sempre, sempre obediente a minha filhinha! Nunca me deu o mais pequenino desgosto. Mesmo quando recebia alguma repreensão imerecida, por faltazinhas involuntárias, nunca se mostrou rebelde, nunca se desculpou, mas mantinha-se calma, respeitosa, sem nunca ficar amuada. Na festa de Corpus Christi de 1902, quando, não tendo ainda completado 12 anos, Maria Goretti recebia Nosso Senhor em seu coração. Quais terão sido as impressões e os colóquios divinos, nesse primeiro encontro entre Jesus Eucarístico e aquela alma inocente, disposta a nunca ofendê-Lo pelo pecado, mesmo à custa da própria vida? Só se saberá na eternidade… Poucas semanas se passaram e a pequena não comungara mais que duas ou três vezes, sempre aos domingos. No sábado, 5 de julho, manifestou o desejo de ir, no dia seguinte, acompanhada de uma amiga, receber novamente a Sagrada Comunhão. Estava disposta a caminhar dez quilômetros até Nettuno ou Campomorto, sob o Sol inclemente e em jejum, para receber seu amado Jesus. Seus planos foram, porém, modificados pela sanha de Alessandro. Este já a havia assediado por duas vezes e fora energicamente repelido. Ameaçou então matá-la, e não só ela, mas também a Assunta, caso falasse a alguém sobre isso. Marietta nada dissera à mãe, para não afligi-la aindaNascida em 16 de outubro de 1890, na aldeia de Corinaldo, próxima do mar Adriático, a segunda filha de Luigi Goretti e Assunta Carlini foi batizada logo no dia seguinte, com o nome de Maria Teresa. A família era pobre, mas profundamente católica, e, seguindo o costume vigente naquele tempo, os pais fizeram com que Marietta – como passou a ser carinhosamente chamada – recebera o Sacramento da Crisma com apenas seis anos de idade. Marietta manifestava um caráter bondoso, dócil e humilde, e se revelou de uma maturidade precoce impressionante, diante da necessidade da mudança de vida que se lhe apresentou. Ajudou nos cuidados do pai enfermo como uma pessoa adulta e, após sua morte, assumiu os encargos do lar, para a mãe poder substituir o marido nos trabalhos do campo. Limpava a casa, buscava água na fonte, rachava lenha, cozinhava e cuidava dos quatro irmãos menores como uma pequena mãezinha. Quando lhes faltava o alimento, conseguia algo a custa de alguns trabalhos, como a venda de pombos e ovos no mercado da cidade próxima, Nettuno. Não se esquecia da educação dos irmãozinhos: repreendia-os pelas travessuras, ensinava-lhes as boas maneiras, as orações e os rudimentos do Catecismo. Apaixonada pelo Santo Rosário, rezava-o todas as noites em companhia da mãe e dos irmãos, com uma piedade edificante. E depois de todos se recolherem, recitava mais um terço em sufrágio da alma de seu falecido pai. Mais de uma vez viu a mãe sem um centavo na bolsa e sem uma fatia de pão no armário, chorando e lamentando- se pela falta do esposo. Nessas ocasiões, com o coração compungido, a menina a abraçava e beijava, esforçando- se para não chorar também, e dizia-lhe: “Coragem, mãezinha! Coragem! Dentro em pouco estamos crescidos, depressa nos faremos todos grandes… De que tem medo? Nós a sustentaremos!… Nós a manteremos!… Deus providenciará!…”. Estes são alguns lampejos de sua alma angelical. Sua mãe, depois de falecida a filha, não deixava de dar testemunho de sua virtude: “Sempre, sempre, sempre obediente a minha filhinha! Nunca me deu o mais pequenino desgosto. Mesmo quando recebia alguma repreensão imerecida, por faltazinhas involuntárias, nunca se mostrou rebelde, nunca se desculpou, mas mantinha-se calma, respeitosa, sem nunca ficar amuada. Na festa de Corpus Christi de 1902, quando, não tendo ainda completado 12 anos, Maria Goretti recebia Nosso Senhor em seu coração. Quais terão sido as impressões e os colóquios divinos, nesse primeiro encontro entre Jesus Eucarístico e aquela alma inocente, disposta a nunca ofendê-Lo pelo pecado, mesmo à custa da própria vida? Só se saberá na eternidade… Poucas semanas se passaram e a pequena não comungara mais que duas ou três vezes, sempre aos domingos. No sábado, de julho, manifestou o desejo de ir, no dia seguinte, acompanhada de uma amiga, receber novamente a
Santo Antônio Maria Zaccaria, Fundador Dos Barnabitas

Antônio Maria foi o fundador da congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo, conhecidos como Barnabitas. Nascido em Cremona em fins de 1502, foi Santo Antônio Maria Zaccaria um dos grandes a lutar pela restauração da Santa Igreja na Itália, antes do Concílio de Trento. Órfão de pai em tenra idade, graças ao valor, à coragem da mãe, viúva aos dezoito anos, pode estudar. Em Pavia, cursou filosofia e, em Pádua, medicina, em que se doutorou. Principiava, então, a rebelião contra Roma, comandada por Lutero. Formado, de volta a Cremona, com vinte e dois anos, logo se sentiu Antônio Maria atraído para o rude trabalho de cuidar das almas. E, ao mesmo tempo que exercia a medicina, deu-se com todo o afinco à teologia. Na pequena igreja de São Vital, perto da casa em que vivia com a mãe, reunia alguns meninos e, muito docemente, principiou a ministrar-lhes aulas de catecismo. A pouco e pouco, foi-lhe invadindo a alma o desejo de somente procurar as coisas de Deus: em 1528, totalmente tomado por aquele afã, era ordenado padre. Em 1530, estava em Milão. Ali, com dois jovens, aos quais se ligaria por sólida amizade, membros duma sociedade chamada da Sabedoria Eterna, Tiago Antonio Morigia e Bartolomeu Ferrari, Zaccaria iria lançar os fundamentos dos clérigos regulares, ou seja, de padres que teriam uma regra e votos, mas que não seriam monges nem irmãos, mas pregadores e administradores dos sacramentos. Que escopo primordial teve a congregação que triunfaria sem peias? Era um contra-ataque à propaganda luterana. Em 1533, no dia 18 de Fevereiro, assinava o Papa Clemente VII um breve que aprovava a sociedade dos clérigos regulares, e, no ano seguinte, Antônio Maria dava aos irmãos o hábito de religião, que é o traje ordinário dos padres seculares. Paulo III, a 24 de Julho de 1535, nomeou-os clérigos regulares de São Paulo, clérigos que o povo logo passou a chamar paulinos. Luísa Torelli, condessa de Guastalla, desde 1530 que agrupara em Milão algumas moças e senhoras para levar, por amor de Deus, vida singela e penitente. Aquelas moças e senhoras grandemente auxiliaram Zaccaria no mister que se propusera. Dali nasceram as Angélicas, outra fundação do santo médico. Estabelecidos mais tarde na igreja de São Barnabé de Milão, os paulinos começaram a responder pelo nome de barnabitas. Paulatinamente, crescia a congregação e, com as constituições revistas por São Carlos Borromeu, em 1537, assentou-se definitivamente. Antônio Maria, na qualidade de fundador, era o superior geral. Morigia, porque o Santo queria levar mais longe o nome da sociedade, como missionário, eleito em 1536, tomou a seu cargo a administração. Em Vicência, Zaccaria adoeceu gravemente. Obrigado a voltar pra Cremona, abatido e fraco, encontrou a mãe alarmada, toda banhada em lágrimas. O Santo sorriu-lhe. Olhou-a muito ternamente: – Ah! Doce mãe! exclamou. Não chores mais! Logo tu te alegrarás comigo na glória eterna, onde espero entrar agora! No dia 5 de Julho de 1539, falecia o bom fundador, às três horas, justamente no momento em que iniciavam as vésperas da oitava dos santos Apóstolos. Ia-se para Deus com apenas trinta e seis anos. A causa da beatificação do pai dos barnabitas foi introduzida quando se assentava na Cátedra de Pedro o Papa Pio VI, em 1806. A heroicidade das virtudes dói proclamada em 1849, sob Pio IX, e, a 27 de Maio de 1897, era Antônio Maria Zaccaria elevado às honras dos altares, tendo o nome inscrito no catálogo dos santos. Célebre pelos milagres, veneram-lhe o corpo na igreja de São Barnabé de Milão. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XII, p. 205 à 207) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santa Isabel De Portugal

Santa Isabel não é portuguesa de nascença. Quis a mão da Providência colhê-la no solo aragonês, onde veio ao mundo no longínquo ano de 1271. Precedeu-a em nobreza e santidade sua tia-avó, Santa Isabel da Hungria, de quem herdou, além do nome, os mais excelentes predicados. A pequena filha de Pedro III de Aragão e de Constança da Sicília foi, a exemplo de sua tia, grande seguidora de São Francisco de Assis e uma alma toda voltada para os pobres e necessitados. Em 1282 partiu para as terras lusas, a fim de contrair matrimônio com Dom Dinis, que acabava de subir ao trono. Pacificou ânimos e guerras desde o berço até a hora da morte, e não houve, entre o primeiro nobre e o último, doente quem se furtasse à sua tão benéfica influência. Todos saíam de sua presença dispostos a reconciliar-se com Deus e a perdoar o próximo. A oração e a vida de piedade exerceram papel primordial em sua existência, e foram a causa de todas as conquistas pelo bem do reino e das almas que ela obteve. Toda manhã assistia à Santa Missa em seu oratório com o espírito absorto em santas considerações. Desde os oito anos de idade recitava o Ofício Divino, e acrescentou depois a recitação diária dos salmos penitenciais e outras devoções em honra dos Santos e de Nossa Senhora. Sua devoção a Maria Santíssima foi terna e fecunda, legando à posteridade um traço indelével para a espiritualidade luso- brasileira: o patrocínio da Imaculada Conceição. De fato, foi Santa Isabel quem A escolheu como padroeira de Portugal e fez com que se celebrasse por primeira vez a sua festa, em 8 de dezembro de 1320, quando os raios das disputas teológicas em favor da Conceição Imaculada de Maria espargiam seus primeiros fulgores. A mais pungente atuação de Santa Isabel, a que lhe custou mais sofrimentos e angústias, foi a de enfrentar a rebeldia de seu filho contra o rei. Desejoso de mandar logo no reino e julgando que a coroa tardava muito, o invejoso herdeiro quis proclamar-se rei e declarou guerra a Dom Dinis. Desprezando todos os bons exemplos que sua mãe sempre lhe dera, organizou um exército e defrontou-se contra o autor de seus dias. Ao morrer Dom Dinis, em 1325, Santa Isabel contava 54 anos de idade, e ainda viveu mais onze. Nesse período abraçou a Ordem Terceira de São Francisco e abandonou as pompas da corte, a fim de viver exclusivamente para a oração e a caridade. Sua virtude heróica e a doação de si mesma atingiram o máximo esplendor; ela estava pronta para reinar no Céu. No dia 4 de julho de 1336, enquanto intermediava uma ação de paz em Estremoz, veio Maria Santíssima buscá-la para a pátria definitiva, onde gozaria da glória eterna. Enquanto todos choravam a perda insuperável, ela se rejubilava por estar na iminência da posse definitiva do Deus a quem tão bem servira. Suas últimas palavras foram: “Maria, Mãe da graça, Mãe de misericórdia, protege-nos do inimigo e recebe-nos à hora da morte”. Era desejo seu ser enterrada em Coimbra, no convento de Santa Clara, fundado por ela. Foi canonizada em 25 de Maio de 1625 pelo Papa Urbano VIII. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo Tomé, Apóstolo De Jesus

São Tomé foi um dos doze Apóstolos de Jesus. São três as grandes passagens do Apóstolo São Tomé nas Sagradas Escrituras. A primeira é quando Jesus é chamado para voltarà Judéia e acudir Lázaro. Os Apóstolos tentam impedi-lo que se arrisque, pois havia ameaças dos inimigos e Jesus poderia ser apedrejado, porém Tomé intima os demais: “Então vamos também e morramos com ele!” Na segunda passagem, Jesus reuniu os discípulos no Cenáculo e os avisou de que era chegada a hora do cumprimento das determinações do Pai. Falou com eles em tom de despedida, conclamando-os a segui-lo: “Para onde eu vós sabeis o caminho”. Tomé queria mais detalhes : “Se não sabemos para onde vais, como poderemos conhecer o caminho?”. A resposta de Jesus passou para a história: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”. E a terceira e definitiva passagem foi a que mais marcou a trajetória do apóstolo. Foi justamente quando todos lhe contaram que Cristo havia ressuscitado, pois era o único que não estava presente. Tomé disse que só acreditaria se visse nas mãos do Cristo o lugar dos cravos e tocasse-lhe o peito dilacerado. Ele pôde comprovar tanto quanto quis, pois Jesus apareceu-lhe e disse: “Põe o teu dedo aqui e vê minhas mãos!… Não sejas incrédulo!” Dessa forma, sua incredulidade tornou-se apenas mais uma prova dos fatos que mudaram a história da humanidade. ‘Se não vir nas suas mãos (do Redentor) a abertura dos cravos e não meter a minha mão no seu lado, não creio’, asseverou, na ocasião (Jo, 20, 25). Oito dias depois, estavam os discípulos reunidos, e São Tomé com eles. Jesus apareceu-lhes e disse então a São Tomé: “Mete aqui o teu dedo e vê as minhas mãos, aproxima também a tua mão, e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas fiel!. Respondeu Tomé, e disse-lhe: “Senhor meu, e Deus meu”. Disse-lhe Jesus: “Tu creste, Tomé, porque me viste, bem-aventurados os que não viram, e creram” (Jo. 20, 27-29). Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho