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Bem-Aventuradas Carmelitas De Compiégne, Virgens E Mártires

Aos 22 de Junho de 1794, catorze dias depois da Convenção reconhecer a existência de um Ente Supremo, levada por Robespierre, desprezando leis, a tramar, assim o queriam os revolucionários, “pour Le rétablissement de La royauté et l’anéantissement de La Republique”, várias religiosas, que viviam em comunidade, foram presas e encerradas no mosteiro da Visitação, o qual fora transformado em prisão. Levadas a prestar o juramento de Liberté-Egalité, preferiram mil vezes morrer do que “rester coupables d’um serment”. A recusa significava a guilhotina e, assim, dezesseis carmelitas receberam a palma do martírio, na triste tarde do dia 17 de Julho daquele mesmo ano de 1794. Eram elas: –  Reverenda Madre Teresa de Santo Agostinho (Maria Madalena Claudina Lidoire, priora, nascida em Paris no dia 22 de setembro de 1752. – Irmã São Luís (Maria Ana Francisca Brideau) sub-priora, nascida em Belford aos 7 de Dezembro de 1752. – Irmã de Jesus Crucificado (Maria Ana Piedcourt), de Paris, onde veio ao mundo aos 9 de Dezembro de 1715. – Irmã Carlota da Ressurreição (Ana Maria Madalena Thouret), nascida em Mouy-Oise – a 16 de Setembro de 1715. – Irmã Eufrásia da Imaculada Conceição (Maria Cláudia Cipriana Brard), de Bourth, onde nasceu aos 12 de Maio de 1736. – Madre Henriqueta de Jesus (Maria Gabriela de Croissy), nascida em Paris no dia 18 de Junho de 1745. – Irmã Teresa do Coração de Maria (Maria Ana Hanisset), de Reims, de 18 de Janeiro de 1742. – Irmã Teresa de Santo Inácio (Maria Gabriela Trézelle), nascida em Compiégne aos 4 de Abril de 1743. – Irmã Júlia Luísa de Jesus (Rosa Cristão de Neufville), nascida em Evreux aos 30 de Dezembro de 1741) – Irmã Maria Henriqueta da Providência (Annette Pelras), nascida aos 16 de Junho de 1760 em Cajard. – Irmã Constância (Maria Genoveva Meunier), de São Dionísio, onde nasceu aos 28 de Maio de 1765. – Irmã Maria do Santo Espírito (Angélica Roussel), nascida em Fresnes no dia 3 de Agosto de 1742. – Irmã Santa Marta (Maria Dufour), nascida em Bannes, Sarthe, aos 2 de Outubro de 1741. – Irmã São Francisco (Isabel Júlia Vérolot), de Ligniéres, Aube, nascida aos 13 de Janeiro de 1764. – Catarina Soiron, irmã rodeira, nascida em Compiégne aos 2 de Fevereiro de 1742. – Teresa Soiron, irmã rodeira, nascida em Compiégne aos 23 de Janeiro de 1748. Antes de morrer, serenes, indiferentes, cantavam o Miserere, o Salve Regina. Aos pés do cadafalso, entoaram o Te Deum, depois o Veni Creator. Mortas, tiveram os restos mutilados transportados para o cemitério de Picpus. E, como homenagem, no muro que rodeia a tuba comum, onde foram depositadas, lê-se, numa placa de mármore:                                                Beati qui in Domino moriuntur Somente uma carmelita escapou do massacre: Francisca Genoveva Filipe, no século – Irmã Josefina Maria da Encarnação, na vida religiosa. O processo de beatificação, aberto por iniciativa do cardeal Ricardo, arcebispo de Paris, a 23 de Fevereiro de 1896, teve tramitação rápida. No dia 6 de Dezembro de 1902, o Papa Leão XIII, declarava as carmelitas veneráveis, e, a 10 de Dezembro de 1905, Pio X, beatificava-as. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 118 à 120) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Bem-Aventuradas Carmelitas De Compiégne, Virgens E Mártires

Aos 22 de Junho de 1794, catorze dias depois da Convenção reconhecer a existência de um Ente Supremo, levada por Robespierre, desprezando leis, a tramar, assim o queriam os revolucionários, “pour Le rétablissement de La royauté et l’anéantissement de La Republique”, várias religiosas, que viviam em comunidade, foram presas e encerradas no mosteiro da Visitação, o qual fora transformado em prisão. Levadas a prestar o juramento de Liberté-Egalité, preferiram mil vezes morrer do que “rester coupables d’um serment”. A recusa significava a guilhotina e, assim, dezesseis carmelitas receberam a palma do martírio, na triste tarde do dia 17 de Julho daquele mesmo ano de 1794. Eram elas: –  Reverenda Madre Teresa de Santo Agostinho (Maria Madalena Claudina Lidoire, priora, nascida em Paris no dia 22 de setembro de 1752. – Irmã São Luís (Maria Ana Francisca Brideau) sub-priora, nascida em Belford aos 7 de Dezembro de 1752. – Irmã de Jesus Crucificado (Maria Ana Piedcourt), de Paris, onde veio ao mundo aos 9 de Dezembro de 1715. – Irmã Carlota da Ressurreição (Ana Maria Madalena Thouret), nascida em Mouy-Oise – a 16 de Setembro de 1715. – Irmã Eufrásia da Imaculada Conceição (Maria Cláudia Cipriana Brard), de Bourth, onde nasceu aos 12 de Maio de 1736. – Madre Henriqueta de Jesus (Maria Gabriela de Croissy), nascida em Paris no dia 18 de Junho de 1745. – Irmã Teresa do Coração de Maria (Maria Ana Hanisset), de Reims, de 18 de Janeiro de 1742. – Irmã Teresa de Santo Inácio (Maria Gabriela Trézelle), nascida em Compiégne aos 4 de Abril de 1743. – Irmã Júlia Luísa de Jesus (Rosa Cristão de Neufville), nascida em Evreux aos 30 de Dezembro de 1741) – Irmã Maria Henriqueta da Providência (Annette Pelras), nascida aos 16 de Junho de 1760 em Cajard. – Irmã Constância (Maria Genoveva Meunier), de São Dionísio, onde nasceu aos 28 de Maio de 1765. – Irmã Maria do Santo Espírito (Angélica Roussel), nascida em Fresnes no dia 3 de Agosto de 1742. – Irmã Santa Marta (Maria Dufour), nascida em Bannes, Sarthe, aos 2 de Outubro de 1741. – Irmã São Francisco (Isabel Júlia Vérolot), de Ligniéres, Aube, nascida aos 13 de Janeiro de 1764. – Catarina Soiron, irmã rodeira, nascida em Compiégne aos 2 de Fevereiro de 1742. – Teresa Soiron, irmã rodeira, nascida em Compiégne aos 23 de Janeiro de 1748. Antes de morrer, serenes, indiferentes, cantavam o Miserere, o Salve Regina. Aos pés do cadafalso, entoaram o Te Deum, depois o Veni Creator. Mortas, tiveram os restos mutilados transportados para o cemitério de Picpus. E, como homenagem, no muro que rodeia a tuba comum, onde foram depositadas, lê-se, numa placa de mármore:                                                Beati qui in Domino moriuntur Somente uma carmelita escapou do massacre: Francisca Genoveva Filipe, no século – Irmã Josefina Maria da Encarnação, na vida religiosa. O processo de beatificação, aberto por iniciativa do cardeal Ricardo, arcebispo de Paris, a 23 de Fevereiro de 1896, teve tramitação rápida. No dia 6 de Dezembro de 1902, o Papa Leão XIII, declarava as carmelitas veneráveis, e, a 10 de Dezembro de 1905, Pio X, beatificava-as. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 118 à 120) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Bem-Aventuradas Carmelitas De Compiégne, Virgens E Mártires

Aos 22 de Junho de 1794, catorze dias depois da Convenção reconhecer a existência de um Ente Supremo, levada por Robespierre, desprezando leis, a tramar, assim o queriam os revolucionários, “pour Le rétablissement de La royauté et l’anéantissement de La Republique”, várias religiosas, que viviam em comunidade, foram presas e encerradas no mosteiro da Visitação, o qual fora transformado em prisão. Levadas a prestar o juramento de Liberté-Egalité, preferiram mil vezes morrer do que “rester coupables d’um serment”. A recusa significava a guilhotina e, assim, dezesseis carmelitas receberam a palma do martírio, na triste tarde do dia 17 de Julho daquele mesmo ano de 1794. Eram elas: –  Reverenda Madre Teresa de Santo Agostinho (Maria Madalena Claudina Lidoire, priora, nascida em Paris no dia 22 de setembro de 1752. – Irmã São Luís (Maria Ana Francisca Brideau) sub-priora, nascida em Belford aos 7 de Dezembro de 1752. – Irmã de Jesus Crucificado (Maria Ana Piedcourt), de Paris, onde veio ao mundo aos 9 de Dezembro de 1715. – Irmã Carlota da Ressurreição (Ana Maria Madalena Thouret), nascida em Mouy-Oise – a 16 de Setembro de 1715. – Irmã Eufrásia da Imaculada Conceição (Maria Cláudia Cipriana Brard), de Bourth, onde nasceu aos 12 de Maio de 1736. – Madre Henriqueta de Jesus (Maria Gabriela de Croissy), nascida em Paris no dia 18 de Junho de 1745. – Irmã Teresa do Coração de Maria (Maria Ana Hanisset), de Reims, de 18 de Janeiro de 1742. – Irmã Teresa de Santo Inácio (Maria Gabriela Trézelle), nascida em Compiégne aos 4 de Abril de 1743. – Irmã Júlia Luísa de Jesus (Rosa Cristão de Neufville), nascida em Evreux aos 30 de Dezembro de 1741) – Irmã Maria Henriqueta da Providência (Annette Pelras), nascida aos 16 de Junho de 1760 em Cajard. – Irmã Constância (Maria Genoveva Meunier), de São Dionísio, onde nasceu aos 28 de Maio de 1765. – Irmã Maria do Santo Espírito (Angélica Roussel), nascida em Fresnes no dia 3 de Agosto de 1742. – Irmã Santa Marta (Maria Dufour), nascida em Bannes, Sarthe, aos 2 de Outubro de 1741. – Irmã São Francisco (Isabel Júlia Vérolot), de Ligniéres, Aube, nascida aos 13 de Janeiro de 1764. – Catarina Soiron, irmã rodeira, nascida em Compiégne aos 2 de Fevereiro de 1742. – Teresa Soiron, irmã rodeira, nascida em Compiégne aos 23 de Janeiro de 1748. Antes de morrer, serenes, indiferentes, cantavam o Miserere, o Salve Regina. Aos pés do cadafalso, entoaram o Te Deum, depois o Veni Creator. Mortas, tiveram os restos mutilados transportados para o cemitério de Picpus. E, como homenagem, no muro que rodeia a tuba comum, onde foram depositadas, lê-se, numa placa de mármore:                                                Beati qui in Domino moriuntur Somente uma carmelita escapou do massacre: Francisca Genoveva Filipe, no século – Irmã Josefina Maria da Encarnação, na vida religiosa. O processo de beatificação, aberto por iniciativa do cardeal Ricardo, arcebispo de Paris, a 23 de Fevereiro de 1896, teve tramitação rápida. No dia 6 de Dezembro de 1902, o Papa Leão XIII, declarava as carmelitas veneráveis, e, a 10 de Dezembro de 1905, Pio X, beatificava-as. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 118 à 120) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santa Maria Madalena Postel, Virgem

Júlia Maria Francisca Postel era filha de João Postel e de Teresa Levallois. Nascida em Barfleur, no dia 28 de Novembro de 1756, foi batizada no dia mesmo em que veio ao mundo, à tardinha. À santa virgem deve-se a fundação do Instituto das Irmãs das escolas cristãs da Misericórdia. Desde os cinco anos, Maria Madalena principiou a preocupar-se com a pobreza e os enfermos. De uma feita, pequenina ainda, encontrou na estrada um menino todo vestido de farrapos: impressionada e contristada, deu-lhe o casado; a um outro, de sapatos rotos, deu-lhe os seus novos, adquiridos fazia pouco. E esmolava para os mendigos, carregava água para as mulheres atarefadas com a penca de filhos, acendia o fogo para as donas de casa enfermas, tratava das crianças abandonadas. Aos nove anos, fez o voto de castidade e o de devotamento à salvação do próximo. E tanto era benquista que o bispo resolveu admiti-la à primeira comunhão, porque, “como Júlia Postel outra não haveria”. Às escondidas dos pais, jejuava duramente, passando a pão seco. Um dia, ao sair da escola, findas as aulas, deparou com dois soldados, velhos desafetos, prontos para se digladiar num duelo: Júlia ajoelhou-se à frente dos dois, mostrou-lhes o Crucificado, e os soldados, tocados pela graça, abraçando-se, com lágrimas nos olhos, reconciliaram-se para sempre. Em 1774, com dezoito anos, terminados os estudos, abriu um pensionato em Barfleur. Ali, pacientemente, ministrava ensinamentos às crianças: linguagem, cálculos, aulas de crochê e de culinária para as meninas. Dos pobres, os seus pobres, jamais se esqueceu. Procurava-os, consolava, aliviava no que lhe era possível, sempre zelosa para com os que nada tinham de próprio. Em 1798, foi admitida entre os terciários de São Francisco. A instituição das Pobres Filhas da Misericórdia nasceu aos 8 de Setembro de 1807, e a sua rega era “silêncio, obediência pronta, absoluta e alegre”. Logo duzentas meninas freqüentavam as aulas das pobres filhas da agora Maria Madalena. Em 1817, com grande fome, as religiosas foram as laboriosas organizadoras das chamadas sopas populares, em que os menos favorecidos eram carinhosamente socorridos. E a instituição, abençoada por Deus, foi crescendo. A 21 de Setembro de 1837, catorze veteranas e dez noviças pronunciavam o voto, segundo novas constituições, as de São João Batista de La Salle: instrução gratuita aos pobres; ensinar e trabalhar nos hospitais; dependência direta de Roma. Maria Madalena Postel, teve a alegria, antes de morrer, de ver fundadas trinta e sete casas. Estava velha, mas trazia na alma a cantar; como jovem cheia de energia, sentia-se feliz por tudo aquilo que fizera, pelo bem que semeara, pelo trabalho que desenvolvera. Nem mesmo a asma, que a perseguia, deixou-a de mau humor por um único instante que seja. Aos que se inquietavam, quando jazia numa das crises, dizia-lhes, sorrindo: – Estou bem, já que estou como o Bom Deus quer que eu esteja. Santa Maria Madalena Postel faleceu em 1846, aos 15 de Julho. Previra o futuro, multiplicara pães, curara doentes. Fora-se para Deus depois de noventa anos de vida, de vida vivida para o bem, rodeada de cento e cinqüenta professas e vinte postulantes. Declarada venerável a 31 de Maio de 1903, foi beatificada a 22 de Janeiro de 1908 e canonizada a 24 de Maio de 1925. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 88 à 90) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santa Maria Madalena Postel, Virgem

Júlia Maria Francisca Postel era filha de João Postel e de Teresa Levallois. Nascida em Barfleur, no dia 28 de Novembro de 1756, foi batizada no dia mesmo em que veio ao mundo, à tardinha. À santa virgem deve-se a fundação do Instituto das Irmãs das escolas cristãs da Misericórdia. Desde os cinco anos, Maria Madalena principiou a preocupar-se com a pobreza e os enfermos. De uma feita, pequenina ainda, encontrou na estrada um menino todo vestido de farrapos: impressionada e contristada, deu-lhe o casado; a um outro, de sapatos rotos, deu-lhe os seus novos, adquiridos fazia pouco. E esmolava para os mendigos, carregava água para as mulheres atarefadas com a penca de filhos, acendia o fogo para as donas de casa enfermas, tratava das crianças abandonadas. Aos nove anos, fez o voto de castidade e o de devotamento à salvação do próximo. E tanto era benquista que o bispo resolveu admiti-la à primeira comunhão, porque, “como Júlia Postel outra não haveria”. Às escondidas dos pais, jejuava duramente, passando a pão seco. Um dia, ao sair da escola, findas as aulas, deparou com dois soldados, velhos desafetos, prontos para se digladiar num duelo: Júlia ajoelhou-se à frente dos dois, mostrou-lhes o Crucificado, e os soldados, tocados pela graça, abraçando-se, com lágrimas nos olhos, reconciliaram-se para sempre. Em 1774, com dezoito anos, terminados os estudos, abriu um pensionato em Barfleur. Ali, pacientemente, ministrava ensinamentos às crianças: linguagem, cálculos, aulas de crochê e de culinária para as meninas. Dos pobres, os seus pobres, jamais se esqueceu. Procurava-os, consolava, aliviava no que lhe era possível, sempre zelosa para com os que nada tinham de próprio. Em 1798, foi admitida entre os terciários de São Francisco. A instituição das Pobres Filhas da Misericórdia nasceu aos 8 de Setembro de 1807, e a sua rega era “silêncio, obediência pronta, absoluta e alegre”. Logo duzentas meninas freqüentavam as aulas das pobres filhas da agora Maria Madalena. Em 1817, com grande fome, as religiosas foram as laboriosas organizadoras das chamadas sopas populares, em que os menos favorecidos eram carinhosamente socorridos. E a instituição, abençoada por Deus, foi crescendo. A 21 de Setembro de 1837, catorze veteranas e dez noviças pronunciavam o voto, segundo novas constituições, as de São João Batista de La Salle: instrução gratuita aos pobres; ensinar e trabalhar nos hospitais; dependência direta de Roma. Maria Madalena Postel, teve a alegria, antes de morrer, de ver fundadas trinta e sete casas. Estava velha, mas trazia na alma a cantar; como jovem cheia de energia, sentia-se feliz por tudo aquilo que fizera, pelo bem que semeara, pelo trabalho que desenvolvera. Nem mesmo a asma, que a perseguia, deixou-a de mau humor por um único instante que seja. Aos que se inquietavam, quando jazia numa das crises, dizia-lhes, sorrindo: – Estou bem, já que estou como o Bom Deus quer que eu esteja. Santa Maria Madalena Postel faleceu em 1846, aos 15 de Julho. Previra o futuro, multiplicara pães, curara doentes. Fora-se para Deus depois de noventa anos de vida, de vida vivida para o bem, rodeada de cento e cinqüenta professas e vinte postulantes. Declarada venerável a 31 de Maio de 1903, foi beatificada a 22 de Janeiro de 1908 e canonizada a 24 de Maio de 1925. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 88 à 90) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Pompílio Maria Pirrotti, Confessor

Pompílio Maria, nasceu aos 29 de Setembro de 1710 em Montecalvo, na arquidiocese de Benevento, no reino de Nápoles. Era filho de Jerônimo, advogado, e de Úrsula, de antigas e ricas famílias . Batizado no dia 30 de setembro, com o nome de Domingos, a 9 de Dezembro de 1714 recebia a confirmação. Domingos teve no pai o primeiro mestre. Desde pequenino, mostrou-se dócil, sério e piedoso. Aos dezesseis anos, acendera-se-lhe no coração o vivo desejo de se dar a Deus, coisa que os pais procuraram apagar a todo o custo, mas não o conseguiram: Domingos evadiu-se, deixando uma carta onde explicava os motivos da fuga e consolava os dois desolados seres que lhe deram a vida. Aceito entre os clérigos regulares da Mãe de Deus, das escolas pias, recebeu o hábito e o nome de Pompílio Maria de São Nicolau. O maior desejo do novo religioso era ensinar os pobres. Depois dos estudos clericais em Teano, foi ordenado padre em Brindisi, no dia 20 de Março de 1734. Discípulo modelo de São José Calazans, dedicou-se de corpo e alma à educação e à instrução dos jovens. Em 1736, o capítulo provincial de Nápoles destinou-o ao ministério apostólico da pregação. Desde então, todos os que o ouviam, ardoroso que era, beneficiavam-se com a palavra e os exemplos que dava. São Pompílio Maria foi, na Itália, um dos primeiros a propagar o culto do Coração sagrado por meio de orações, meditações e congregações em honra de Cristo Jesus. A Maria, dedicara especial afeição, chamando-a a “Mãe toda bela” e, ao rosário, amava-o entranhadamente, O clero de Roma venerava-o. Não é, pois, de admirar, que invejosos lhe atirassem feias calúnias. Era já o fim da vida do Santo, que foi expulso de Nápoles. O povo, porém, reclamou, gritou contra a injustiça, e o rei se viu obrigado a revogar o decreto de exílio, A volta de São Pompílio Maria foi um triunfo. Amado pelos humildes, faleceu em Campi, a 15 de Julho de 1766, com cinqüenta e seis anos de idade. Beatificado em 1890, por Leão XIII, canonizou-o o Papa Pio XI a 11 de Março de 1934. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 62-63) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Camilo De Léllis

Nascido em Bucchianico, Itália, no domingo de Pentecostes de 1550, teve a infância marcada pela piedosa formação de sua mãe, Camila Compellis. Acostumada ao governo da casa, devido às longas ausências do marido, Giovanni de Lellis, grande militar mercenário, ela sabia harmonizar a disciplina e a bondade na educação do filho. Dotado de um caráter impulsivo e forte, o menino sentiu-se atraído desde pequeno pelo estilo aventureiro da vida do pai, capitão famoso por haver servido a vários reinos da Europa. Aos 17 anos, Camilo dirigiu-se a Veneza a fim de alistar-se na luta contra os corsários turcos. Não muito tempo depois, encontrava o pai em Ancona, pois este também decidira lutar em Veneza. Mas, já idoso, Giovanni de Lellis foi tomado por uma grave doença e faleceu nos braços do filho, a meio caminho, antes que o pudesse levar de volta a Bucchianico. Sentindo-se só – a mãe falecera alguns anos antes -, Camilo deixou- se arrastar pelos vícios do jogo e da bebida, tão comuns nos rudes ambientes soldadescos daquele então. Tornou-se um vagabundo e passou a viver do dinheiro que ganhava nas tabernas. Confessou, mais tarde, ter chegado a apostar sua própria camisa por nada mais possuir, sem, entretanto, jamais haver cedido à tentação do roubo. E afirmava, com gratidão, que Deus o preservara de cair no pecado da impureza. Começou, nessa época, a sentir uma profunda dor na perna, na qual surgira uma chaga misteriosa que o acompanhou durante toda a vida e tornou-se um fator decisivo para sua conversão. Dela foi se tratar no conhecido hospital São Tiago dos Incuráveis, em Roma. Sem recursos para pagar as despesas, ofereceu seus préstimos como criado e ali teve o primeiro contato com o mundo dos enfermos. Contudo, acabou sendo expulso alguns meses mais tarde, devido a seu difícil temperamento. Parcialmente curado, voltou a alistar-se como soldado e participou ainda de combates na Tunísia. No regresso para terras italianas, uma violenta tempestade surpreendeu sua embarcação perto de Nápoles. Ante o iminente risco de morte, fez o voto de vestir o hábito de São Francisco de Assis caso escapasse com vida. Passado o perigo, esqueceu-se da promessa, recaiu em seus inveterados vícios e seguiu perambulando pela Itália… (continue lendo…) Saiba mais sobre a História de São Camilo de Léllis: CLIQUE AQUI Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Silas – Apóstolo – I° Século

São Silas foi um dos notáveis na Igreja de Jerusalém. Aparece nos Atos dos Apóstolos, fazendo parte da deputação enviada de Jerusalém a Antioquia para fazer conhecidas as decisões do concílio de Jerusalém. Ora, alguns vindos da Judéia, ensinavam aos irmãos: Se vos não circuncidais segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos. Tendo-se levantado uma viva altercação entre Paulo e Barnabé contra eles, resolveram que fossem Paulo e Barnabé e alguns outros consultar os Apóstolos e os presbitérios de Jerusalém sobre esta questão. Eles, pois, acompanhados (durante algum tempo) pelos membros da comunidade, iam passando pela Fenícia, e pela Samaria, contando a conversão dos gentios, e davam grande contentamento a todos os irmãos. Tendo chegado a Jerusalém, foram recebidos pela Igreja, pelos Apóstolos e pelos anciãos, e contaram quão grandes coisas tinha feito Deus com eles, Mas levantaram alguns da seita dos fariseus, que tinham abraçado a fé, dizendo que era necessário (que os gentios) fossem circuncidados, e que se lhes intimasse a observância da lei de Moisés. Ia reunir-se o concílio e os Apóstolos iam deliberar: Reuniram-se, pois, os Apóstolos e os presbíteros para examinar a questão. Tendo-se suscitado uma grande discussão, levantando-se Pedro, disse-lhe: – Homens irmãos, vós sabeis que deus, há muito tempo, escolheu-me entre vós para que da minha boca ouvissem os gentios a palavra do Evangelho e cressem (nela). Deus, que conhece os corações, deu testemunho em favor deles, conferindo-lhes o Espírito Santo, como também a nós, e não fez diferença alguma entre nós e eles, purificando com a fé os seus corações. Logo, por que tentais agora a Deus, impondo um jugo sobre as cervizes dos discípulos, que nem nossos pais, nem nós podemos suportar? Mas, pela graça do Senhor Jesus Cristo, cremos ser salvos, do mesmo modo que eles. Depois que se calaram, Tiago tomou a palavra dizendo: – Homens irmãos, ouvi-me. Simão contou como Deus, desde o princípio, cuidou em tirar do meio dos gentios um povo para o seu nome. Com isto concordam as palavras dos profetas, como está escrito: Depois disso, voltarei, e reedificarei o tabernáculo de Davi que caiu, e repararei as suas ruínas, e o levantarei, a fim de que busquem a Deus todos os outros homens e todas as gentes, sobre as quais tem sido invocado o meu nome, diz o Senhor, que faz estas coisas, determinadas desde a eternidade (Am 9, 11-12). Por isso eu sou de opinião que se não devem inquietar os que, dentre os gentios, se convertem a Deus, mas que se lhes escreva que se abstenham das contaminações dos ídolos, da fornicação, das carnes sufocadas (1) e do sangue. Porque Moisés, desde tempos antigos, tem em cada cidade homens que o pregam nas sinagogas, onde é lido todos os sábados. Chegara, assim, a hora da promulgação das decisões do Concílio: Então pareceu bem aos Apóstolos e aos presbíteros, com toda a Igreja, eleger algumas pessoas dentre eles, e enviá-las a Antioquia, com Paulo e Barnabé. (Elegeram) Judas, que tinha o sobrenome de Barsabas, e Silas, pessoas eminentes entre os irmãos, mandando por mão deles esta carta: Os Apóstolos e os presbíteros irmãos, aos irmãos convertidos dos gentios, que estão em Antioquia, na Síria e na Cilícia, saúde. Tendo nós sabido que alguns, indo da nossa parte, perturbaram-vos com discursos que agitaram as vossas almas, aprouve-nos a nós, depois de nos termos reunido, escolher alguns homens, e enviá-los a vós com os nossos muito amados Barnabé e Paulo, homens que tem exposto as suas vidas pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Enviamos, portanto, Judas e Silas que vos exporão as mesmas coisas de viva voz. Porque pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargos além destes indispensáveis: Que vos abstenhais das coisas imoladas aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e da fornicação, das quais fareis bem em vos guardar. Deus esteja convosco. Eles, pois, tendo-se despedido, foram a Antioquia e, tendo reunido a multidão (dos fiéis), entregaram a carta, Tendo-a eles lido, encheram-se de contentamento pela consolação (que lhes causou). E Judas e Silas, como também eram profetas, consolaram e confortaram com muitas palavras os irmãos. Tendo-se demorado ali algum tempo, foram remetidos em paz pelos irmãos aos que lhos tinham enviado. Aprouve, porém, a Silas ficar ali, e Judas voltou só para Jerusalém. (2) Depois do desacordo havido entre Paulo e Barnabé, por causa de João, o que tinha Marcos por sobrenome, Paulo, tendo escolhido São Silas partiu para a Síria e a Cilícia, onde confirmou as igrejas e ordenou que guardassem os preceitos dos Apóstolos e dos presbíteros. Chegou a Derbe e a Listra. Havia lá um discípulo, chamado Timóteo, filho de uma mulher judia convertida à fé, e de pai gentio, e os irmãos, que estava em Listra e em Icônio, davam bom testemunho dele, Quis Paulo que ele fosse consigo; e, tomando-o, circuncidou-o, por causa dos judeus que havia naqueles lugares. Porque todos sabiam que o pai dele era gentio. Ao passar pelas cidades, recomendavam que guardassem as decisões tomadas pelos Apóstolos e pelos presbíteros, que estavam em Jerusalém. Assim, pois, As igrejas eram confirmadas na fé, e cresciam em número cada dia. Tendo atravessado a Frísia e a província da Galácia, foram proibidos (por então) pelo Espírito Santo de anunciar a palavra de Deus na Ásia. E, tendo chegado a Misia, intentavam passar a Bitínia, mas não lho permitiu o Espírito de Jesus (3). Depois de terem atravessado a Misia, desceram a Tróade. Durante a noite, Paulo teve uma visão: Apresentava-se diante dele, em pé, um homem da Macedônia que lhe rogava, dizendo: – Passa à Macedônia, e ajuda-nos. Logo que teve esta visão, procuramos (4) partir para a Macedônia, certificados de que Deus nos chamava a ir lá evangelizar. Tendo-nos, pois, feito à vela de Tróade, fomos em direção à Samotrácia, e, no dia seguinte, a Neápolis; daí a Filipos, que é uma colônia (romana) e a primeira cidade daquela parte da Macedônia. Nesta cidade detivemo-nos alguns

São João Gualberto, Fundador Da Ordem De Valumbrosa

Como outrora São Pedro visitava as Igrejas da Judéia, para confirmar a fé e a piedade, do mesmo modo, seu sucessor, o Papa São Leão IX, visitava as principais províncias da Igreja universal. No ano de 1049, numa dessas visitas, aproximando-se de Passignano, na estrada de Pavia, o Santo Papa mandou dizer a São João Gualberto, fundador da congregação de Valumbrosa, que desejava jantar com ele em seu mosteiro de Passignano. Muito surpreso com tal visita, Gualberto perguntou ao ecônomo do mosteiro se ainda havia peixe. Ante a resposta negativa, mandou dois noviços pescar num lago vizinho. Como jamais havia existido peixe algum naquele lago, os noviços disseram que seria muito difícil apanhá-los. O santo abade, ante tal resposta, reiterou a ordem e eles voltaram, atiraram a rede por obediência, e apanharam dois enormes lúcios, que serviram para o jantar do Papa e de sua comitiva. São João Gualberto era oriundo de uma família rica e nobre, estabelecida em Florença. Fora cuidadosamente educado nas máximas da piedade e do conhecimento das letras. Mal tinha entrado no mundo, tomou-lhe logo o espírito gosto pelas vaidades. Ele estaria perdido se não fosse um fato, que o poderia perder de verdade. Seu irmão único fora assassinado por um gentil-homem; João, incitado ainda por seu pai, resolveu vingar-lhe a morte. Numa sexta-feira santa, voltando do campo com alguns homens armados, encontrou o gentil-homem, numa passagem estreita onde não podia voltar, nem de um lado nem de outro. A presença do inimigo acendeu-lhe a vingança; saca da espada para lhe atravessar o corpo, mas o outro se lhe atira aos pés e, de braços abertos, em forma de cruz, roga-lhe, pela Paixão de Jesus Cristo, cuja memória se celebrava naquele mesmo dia, que não lhe tire a vida. João Gualberto sentiu-se tocado até o fundo da alma. Estende a mão ao assassino do irmão e diz-lhe com doçura: Não vos posso recusar o que me pedis em nome de Jesus Cristo. Concedo-vos não somente à vida, mas até mesmo minha amizade. Rogai a deus que me perdoe o pecado. Abraçaram-se e separaram-se. João continuando o caminho a uma igreja: entra, reza com fervor extraordinário diante de um crucifixo, que vê inclinar distintamente a cabeça, como para lhe agradecer a misericórdia de que acabava de usar, por amor dele. Profundamente comovido por aquilo que via, Gualberto, pôs-se a pensar de que maneira poderia melhor agradecer a Deus; pois, dizia a si mesmo, que recompensa receberei do céu, se servir fielmente o Senhor, ele que, pelo pouco que acabo de fazer, me recompensa com tão grande milagre? Cheios desses pensamentos, aproximava-se de Florença; ali despede o escudeiro, e entra no mosteiro de São Miniato, no arrabalde; conta ao abade tudo o que lhe acabava de suceder e pede-lhe o hábito monástico. O abade ponderando tudo com atenção, encoraja-o no intento de deixar o mundo e de se consagrar a deus, mas, para lhe dar o hábito, propõe-lhe esperar, quer, para o experimentar, quer pelo temor de seu pai, que, efetivamente, tendo sabido onde estava o filho, veio reclamá-lo com ameaça de destruir o mosteiro até os alicerces. Nessa situação crítica, Gualberto, toma o hábito religioso e leva-o ao altar da igreja; corta ele mesmo o cabelo, veste-se com o hábito de religião, e, depois, põe-se a ler tranquilamente um livro. O pai, encontrando-o naquele estado, enche-se de cólera, arranca os cabelos, rola por terra, mas acaba por se acalmar e por lhe dar a benção. O jovem religioso, entrega-se às mais austeras práticas de penitência. Por sua extrema fidelidade a todos os exercícios, torna-se bem depressa modelo completo de todas as virtudes. O abade morreu e ele foi escolhido, a uma voz, para o substituir; mas foi-lhe impossível obter o consentimento. Aspirava a obedecer, não a mandar, repetia muitas vezes estas palavras do profeta: “Eu sou um verme e não um homem, o opróbrio dos homens e abjeção do povo.” Entretanto, outro monge obteve do Bispo de Florença, por meio de dinheiro, o governo do mosteiro; São Gualberto, sabendo disso, foi com outro irmão consultar um santo recluso de Florença, chamado Teuzon, que condenava publicamente a simonia. O velho, tendo experimentado sua fé e sua constância, disse-lhes: Ide à grande praça da cidade, proclamai diante de todo o povo que o bispo e o abade são simoníacos. Depois, ide procurar outro mosteiro onde possais servir livremente a Jesus Cristo. São Gualberto seguiu o conselho. Visitou várias comunidades, em particular a de Camáldula e enfim fundou ele mesmo um mosteiro, onde se seguia a regra de São Bento, segundo toda sua primitiva austeridade; fundou essa comunidade num vale, sombreado por salgueiros, de onde lhe veio o nome de Valumbrosa. O espírito dominante da nova ordem foi o amor ao retiro e ao silêncio, o desapego de todas as coisas da terra, a prática da humildade, o amor das austeridades da penitência e da caridade mais universal João Gualberto estabeleceu vários outros mosteiros, entre outros o de Passignano e reanimou a regularidade e o fervor em vários outros. Além dos religiosos de coro, recebia também irmãos leigos, para as funções exteriores, divisão que foi logo adotada por outras ordens. A congregação de Valumbrosa, com seu santo fundador, ajudou potentemente o Papa São Leão IX, e o Papa São Gregório VII, a extirpar a simonia e a restaurar a disciplina do clero. No século onde o clero secular tinha necessidade de uma grande reforma; encontrou-se ele principalmente na ordem monástica. Daí lhe vieram os maiores Papas e os maiores Bispos. São João Gualberto morreu a 12 de Julho de 1073, na cidade de setenta e quatro anos, e foi canonizado em 1183 pelo Papa Celestino III. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XII, p. 382 à 385)             Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Bento, Fundador Da Ordem Dos Beneditinos

São Bento de Núrsia, nascido Benedetto da Norcia (Nórcia, c. 480 – monastério de Montecassino, c. 547) foi um monge italiano, fundador da Ordem dos Beneditinos, até hoje uma das maiores ordens monásticas do mundo. Foi o criador também da “Regra de São Bento”, provavelmente a mais importante e mais utilizada regra de vida monástica existente, inspiração de muitas outras comunidades religiosas. Foi designado santo padroeiro da Europa pelo Papa Paulo VI em 1964. Foi o fundador da Abadia do Monte Cassino, na Itália (destruída durante a Segunda Guerra Mundial e posteriormente restaurada). A fonte de todos os acontecimentos da vida de São Bento são os Diálogos de São Gregório Magno, que se baseou em fatos narrados por monges que conheceram pessoalmente São Bento. Segundo São Gregório, São Bento foi filho de um nobre romano, tendo realizado seus primeiros estudos na região de Núrsia (próximo à cidade italiana de Spoleto). Mais tarde, foi enviado a Roma para estudar retórica e filosofia, mas, tendo se decepcionado com a decadência moral da cidade, abandona logo a capital e se retira para Enfide (atual Affile). Ajudado por um abade da região chamado Romano, instalou-se em uma gruta de difícil acesso, a fim de viver como eremita. Depois de três anos nesse lugar, dedicando-se à oração e ao sacrifício, foi descoberto por alguns pastores, que divulgaram sua fama de santidade. A partir de então, foi visitado constantemente por pessoas que buscavam seus conselhos e direção espiritual. É então eleito Abade de um mosteiro em Vicovaro, no norte da Itália; no entanto, por causa de seu regime de vida exigente, os monges tentaram envenená-lo, mas no momento em que deu a bênção sobre o alimento a taça se fez em pedaços. Com isso, São Bento resolve deixar a comunidade. Volta à sua caverna onde, recebendo grande quantidade de discípulos, funda diversos mosteiros. Em 529, por causa da inveja de um sacerdote da região, tem de se mudar para Montecassino, onde funda o mosteiro que viria a ser o fundamento da expansão da Ordem Beneditina. Em 540 escreve a Regula Monasteriorum (“Regra dos Mosteiros”). Morre em 547. As representações de São Bento geralmente mostram, junto com o santo, o livro da Regra, um cálice quebrado e um corvo com um pão na boca, em memória ao pão envenenado que recebeu de um sacerdote invejoso. São Gregório conta que, por sua ordem, o corvo levou o pão até onde ninguém o encontrasse. As relíquias de São Bento estão conservadas na crípta da Abadia de Saint-Benoît-sur-Loire (Fleury), próximo a Orleáns e Germigny-des-Prés, no centro da França. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho