São Charbel Makhlouf: Paz De Alma, Silêncio E Solidão

No Líbano, cujos majestosos cedros e míticas montanhas foram tantas vezes louvados pela Sagrada Escritura, brilhou, em pleno século XIX, um dos maiores anacoretas da história da Igreja. Raphaela Nogueira Thomaz Desde os primórdios do Cristianismo, reluziram no firmamento da Igreja homens e mulheres orantes que passavam a vida na contemplação e no silêncio, absortos somente em Deus. Despojados por completo das preocupações terrenas, tinham a alma fixada num único fim: vacare Deo – descansar em Deus, dar-se a Deus. Retrocedamos quase dois séculos e viajemos, em busca de uma dessas almas, a um país de escarpados montes cujas maravilhas foram inúmeras vezes proclamadas nos L ivros Sagrados: o Líbano. Foi ali onde, em 1828, na aldeia de Beqaa Kafra, nascera à sombra dos cedros centenários o pequeno Youssef Makhlouf. Deus começa a lhe falar ao coração Já nos tenros anos de sua infância, morreu seu pai, Antun Za’rur Makhlouf, submetido pelo exército otomano a um regime de trabalhos forçados. Sua mãe, Brígida, contraíra novas núpcias, deixando a casa e as pequenas propriedades de Antun para os filhos, que passaram a ser tutelados pelo tio paterno, Tannus. Inclinado à piedade e à devoção, coube ao pequeno Youssef, sendo embora o caçula de cinco irmãos, dar-lhes bom exemplo na piedade e no cumprimento dos deveres. Dotado de um espírito piedoso e altamente submisso, recitava diariamente as orações com a família, bem como desempenhava com grande esmero a tarefa de vigiar os animais no pasto. Suas virtudes logo se tornaram manifestas a todos os habitantes da aldeia. Gostava da solidão, era prudente e inteligente. Na igreja, mantinha-se recolhido, sem sequer olhar ao redor de si. De tal forma seu bom comportamento chamava a atenção, que os rapazes da região a ele se referiam como “o Santo”. A Providência foi preparando aos poucos a alma desse seu filho eleito até o ponto de que, vivendo ainda no mundo, dele se utilizava apenas para cumprir o que era a única aspiração de sua vida. “Quando Deus quer se unir intimamente a um homem e lhe falar ao coração, Ele o conduz à solidão. Se se trata de um homem chamado à vida religiosa contemplativa, Deus, para realizar o seu desejo, começa por separá-lo do mundo”.1 Foi assim que, no ano de 1851, aos 23 anos de idade, Youssef deixou o lar materno e ingressou no Mosteiro de Nossa Senhora, em Maïfuq, onde adotou o nome de Charbel, em louvor ao mártir de Edessa, do segundo século. De Maifouk a São Maron de Annaya Porém, com esse desejo de isolar- se do mundo ardendo-lhe na alma, Maifouk certamente não era o ambiente mais propício para a realização de seu ideal. Embora ali levasse uma vida de oração e trabalho, como a santa Regra pedia, o contato com os camponeses vizinhos prejudicava-lhe muito o recolhimento. Certo dia em que os noviços se ocupavam de sua tarefa diária de tirar as folhas e cascas das amoreiras, para a criação do bicho-da-seda, uma mocinha que trabalhava ao lado, querendo pôr à prova o silêncio e a seriedade de Charbel, lançou-lhe ao rosto um casulo. Não obtendo resultado, lançou outro. O jovem noviço permaneceu impassível, mas naquela mesma noite saiu do mosteiro de Maifouk, sem dizer nada a ninguém, e foi recolher-se ao convento de São Maron de Annaya, situado a quatro horas de marcha. Ali reiniciou o noviciado, separado do mundo por uma severa clausura, observando a regra que o guiava nas vias da contemplação, do recolhimento, da oração e da obediência. Dois anos depois recebeu o hábito dos maronitas – túnica preta, capuz em forma de cone e cordão feito de pele de cabra – e pronunciou os votos de pobreza, castidade e obediência. Desde então, foi um monge submergido no anonimato e nos seus colóquios com Deus. Embora tudo fizesse para lançar sua pessoa ao olvido, sua santidade tornou-se notória para os outros religiosos. Por decisão do superior e do conselho da comunidade, foi admitido às ordens sacras e, após fazer os necessários estudos, recebeu a ordenação presbiteral em 1859. Charbel celebrava o Santo Sacrifício com a máxima dignidade e com uma fé tão viva, que, com frequência, durante a Consagração, as lágrimas corriam-lhe dos olhos escuros e profundos, os quais eram como duas janelas abertas para o Céu. E, na contemplação, ficava de tal modo absorto que não prestava atenção alguma a eventuais ruídos ou rumores. Modelo de obediência e pureza Desde o tempo de noviciado até seu último alento, destacou-se como monge exemplar na obediência e na observância da Regra. Ao ponto de que, quando o Superior ordenava a um monge fazer algo muito penoso, era frequente ouvir uma resposta do tipo: – Pensa o senhor, por acaso, que sou o padre Charbel? Certa ocasião, sendo ele ainda noviço, um sacerdote resolveu pôr à prova sua paciência. Na hora de transportar de um campo para outro os instrumentos agrícolas, começou a amontoar sobre seus ombros sacos de sementes, peças de arados, ferramentas e outros materiais… Quando terminou, via-se no meio da carga o rosto sorridente de Charbel que repetia a censura de Jesus aos doutores da Lei: “Ai de vós, que carregais os homens com pesos que não podem levar…” (Lc 11, 46). Todos riram desse dito espirituoso e apressaram-se em livrá-lo do excesso de carga. Brilhou também de modo especial na luta para preservar a virtude da castidade, com atos de heroísmo extremos, sem jamais demonstrar aos outros as mortificações que fazia. A Regra da Ordem incita os monges a refrear com todo empenho os próprios sentidos. Entre outras atitudes de vigilância, exorta-os a evitar qualquer conversa com pessoas do sexo feminino, mesmo tratando- se de parentes. São Charbel foi mais longe: ele fez, e cumpriu, o propósito de jamais olhar para o rosto de uma mulher. O dom de fazer milagres Teve o dom de fazer milagres, e o exerceu com sua costumeira humildade. Certa vez, uma pobre mulher hemorroíssa, cuja enfermidade resistia a todos os tratamentos, encarregou um mensageiro de
São Charbel Makhlouf: Paz De Alma, Silêncio E Solidão

No Líbano, cujos majestosos cedros e míticas montanhas foram tantas vezes louvados pela Sagrada Escritura, brilhou, em pleno século XIX, um dos maiores anacoretas da história da Igreja. Raphaela Nogueira Thomaz Desde os primórdios do Cristianismo, reluziram no firmamento da Igreja homens e mulheres orantes que passavam a vida na contemplação e no silêncio, absortos somente em Deus. Despojados por completo das preocupações terrenas, tinham a alma fixada num único fim: vacare Deo – descansar em Deus, dar-se a Deus. Retrocedamos quase dois séculos e viajemos, em busca de uma dessas almas, a um país de escarpados montes cujas maravilhas foram inúmeras vezes proclamadas nos L ivros Sagrados: o Líbano. Foi ali onde, em 1828, na aldeia de Beqaa Kafra, nascera à sombra dos cedros centenários o pequeno Youssef Makhlouf. Deus começa a lhe falar ao coração Já nos tenros anos de sua infância, morreu seu pai, Antun Za’rur Makhlouf, submetido pelo exército otomano a um regime de trabalhos forçados. Sua mãe, Brígida, contraíra novas núpcias, deixando a casa e as pequenas propriedades de Antun para os filhos, que passaram a ser tutelados pelo tio paterno, Tannus. Inclinado à piedade e à devoção, coube ao pequeno Youssef, sendo embora o caçula de cinco irmãos, dar-lhes bom exemplo na piedade e no cumprimento dos deveres. Dotado de um espírito piedoso e altamente submisso, recitava diariamente as orações com a família, bem como desempenhava com grande esmero a tarefa de vigiar os animais no pasto. Suas virtudes logo se tornaram manifestas a todos os habitantes da aldeia. Gostava da solidão, era prudente e inteligente. Na igreja, mantinha-se recolhido, sem sequer olhar ao redor de si. De tal forma seu bom comportamento chamava a atenção, que os rapazes da região a ele se referiam como “o Santo”. A Providência foi preparando aos poucos a alma desse seu filho eleito até o ponto de que, vivendo ainda no mundo, dele se utilizava apenas para cumprir o que era a única aspiração de sua vida. “Quando Deus quer se unir intimamente a um homem e lhe falar ao coração, Ele o conduz à solidão. Se se trata de um homem chamado à vida religiosa contemplativa, Deus, para realizar o seu desejo, começa por separá-lo do mundo”.1 Foi assim que, no ano de 1851, aos 23 anos de idade, Youssef deixou o lar materno e ingressou no Mosteiro de Nossa Senhora, em Maïfuq, onde adotou o nome de Charbel, em louvor ao mártir de Edessa, do segundo século. De Maifouk a São Maron de Annaya Porém, com esse desejo de isolar- se do mundo ardendo-lhe na alma, Maifouk certamente não era o ambiente mais propício para a realização de seu ideal. Embora ali levasse uma vida de oração e trabalho, como a santa Regra pedia, o contato com os camponeses vizinhos prejudicava-lhe muito o recolhimento. Certo dia em que os noviços se ocupavam de sua tarefa diária de tirar as folhas e cascas das amoreiras, para a criação do bicho-da-seda, uma mocinha que trabalhava ao lado, querendo pôr à prova o silêncio e a seriedade de Charbel, lançou-lhe ao rosto um casulo. Não obtendo resultado, lançou outro. O jovem noviço permaneceu impassível, mas naquela mesma noite saiu do mosteiro de Maifouk, sem dizer nada a ninguém, e foi recolher-se ao convento de São Maron de Annaya, situado a quatro horas de marcha. Ali reiniciou o noviciado, separado do mundo por uma severa clausura, observando a regra que o guiava nas vias da contemplação, do recolhimento, da oração e da obediência. Dois anos depois recebeu o hábito dos maronitas – túnica preta, capuz em forma de cone e cordão feito de pele de cabra – e pronunciou os votos de pobreza, castidade e obediência. Desde então, foi um monge submergido no anonimato e nos seus colóquios com Deus. Embora tudo fizesse para lançar sua pessoa ao olvido, sua santidade tornou-se notória para os outros religiosos. Por decisão do superior e do conselho da comunidade, foi admitido às ordens sacras e, após fazer os necessários estudos, recebeu a ordenação presbiteral em 1859. Charbel celebrava o Santo Sacrifício com a máxima dignidade e com uma fé tão viva, que, com frequência, durante a Consagração, as lágrimas corriam-lhe dos olhos escuros e profundos, os quais eram como duas janelas abertas para o Céu. E, na contemplação, ficava de tal modo absorto que não prestava atenção alguma a eventuais ruídos ou rumores. Modelo de obediência e pureza Desde o tempo de noviciado até seu último alento, destacou-se como monge exemplar na obediência e na observância da Regra. Ao ponto de que, quando o Superior ordenava a um monge fazer algo muito penoso, era frequente ouvir uma resposta do tipo: – Pensa o senhor, por acaso, que sou o padre Charbel? Certa ocasião, sendo ele ainda noviço, um sacerdote resolveu pôr à prova sua paciência. Na hora de transportar de um campo para outro os instrumentos agrícolas, começou a amontoar sobre seus ombros sacos de sementes, peças de arados, ferramentas e outros materiais… Quando terminou, via-se no meio da carga o rosto sorridente de Charbel que repetia a censura de Jesus aos doutores da Lei: “Ai de vós, que carregais os homens com pesos que não podem levar…” (Lc 11, 46). Todos riram desse dito espirituoso e apressaram-se em livrá-lo do excesso de carga. Brilhou também de modo especial na luta para preservar a virtude da castidade, com atos de heroísmo extremos, sem jamais demonstrar aos outros as mortificações que fazia. A Regra da Ordem incita os monges a refrear com todo empenho os próprios sentidos. Entre outras atitudes de vigilância, exorta-os a evitar qualquer conversa com pessoas do sexo feminino, mesmo tratando- se de parentes. São Charbel foi mais longe: ele fez, e cumpriu, o propósito de jamais olhar para o rosto de uma mulher. O dom de fazer milagres Teve o dom de fazer milagres, e o exerceu com sua costumeira humildade. Certa vez, uma pobre mulher hemorroíssa, cuja enfermidade resistia a todos os tratamentos, encarregou um mensageiro de
Santa Brígida, Da Suécia

O que o Salvador disse a Nicodemos: O espírito sopra onde quer, o mundo cristão o viu, pelos fins do século XIV em Santa Brígida, da Suécia e Santa Catarina de Siena. Aquela nasceu nos confins extremos da Suécia, na província de Upland, no domínio de Finstad, não longe de Upsala, então capital de todo o reino. Nasceu no começo do século XIV, no ano de 1302. Seu nome é propriamente Birgida, transforma em Brígida pelo uso comum. Sua família era mas mais ilustres; tinha parentesco próximo com a família real e descendia dos antigos reis do país. Nela a piedade era hereditária, como a nobreza. O avô, o bisavô e o trisavô do pai de Brígida, por devoção aos mistérios da Paixão do Salvador, fizeram uma peregrinação a Jerusalém e aos outros santos lugares, que Jesus Cristo ilustrou com sua presença. O príncipe Birger, seu pai, juiz ou governador da província de Upland, era homem cheio de piedade e de virtude. Fundou grande número de igrejas e de mosteiros; fez peregrinações a Roma, a Jerusalém e a outros santos lugares, a exemplo de Pedro, seu pai e de seus antepassados. Jejuava, confessava-se e comungava todas as sextas-feiras, a fim de conseguir a graça de sofrer pacientemente as cruzes que Deus lhe mandava até a sexta-feira seguinte. A princesa, sua esposa, chamada Indeburga, filha de Ligride, não tinha menos piedade. O túmulo dos dois esposos existe ainda na catedral de Upsala. Quanto à Santa Brígida, da qual temos uma vida contemporânea escrita por Birger, arcebispo de Upsala, seu nascimento foi ilustrado por diversos prodígios. Sua mãe, a princesa Ingenurga, escondia terna piedade, sob hábitos, convenientes à alta linhagem. Uma religiosa, vendo-a assim vestida, tachou-a de orgulhosa, em seu coração. Na noite seguinte, durante o sono, um personagem venerável apareceu-lhe, dizendo: Por que pensaste mal de minha serva, tratando-a de orgulhosa, o que, entretanto, não é verdade? Dela farei nascer uma filha, com a qual farei aliança, conferindo-lhe uma graça tão grande, que todas as nações não serão suficientes para a admirar. A essa circunstância maravilhosa, o arcebispo de Upsala, bem como os outros biógrafos acrescentam uma segunda. A princesa Ingeburga, estando grávida de Brígida, naufragou nas costas da Suécia e foi salva do perigo pelo irmão do rei. Na noite seguinte, um personagem vestido, com uma roupa brilhante apareceu a Ingeburga, e lhe disse: Foi em consideração à criança que trazeis, que fostes salva da morte; tende cuidado em criar no amor de Deus o que Deus vos deu especialmente. Enfim, no nascimento de Brígida, o vigário da paróquia, homem venerável por sua idade e virtude, passava as noites em oração numa igreja vizinha, quando viu uma nuvem luminosa e no meio da nuvem a Santa Virgem sentada, tendo na mão um livro e dizendo-lhe: Nasceu em Birger uma menina cuja voz admirável será ouvida por todo o mundo. Eis o que refere o arcebispo de Upsala, bem como os outros biógrafos contemporâneos de Santa Brígida. Entretanto, a maravilhosa criança ficou muda durante os três primeiros anos. No fim desse tempo, começou, não a balbuciar, como as crianças, mas a falar perfeitamente como as pessoas já adultas. Viu-se aí um efeito da sabedoria divina que abre a boca dos mudos e torna eloqüentes as línguas das crianças, a fim de tirar da boca das crianças, e daqueles que ainda mama, um louvor perfeito. Esperando, sua piedosa mãe, cheia de boas obras e esmolas, como outro Tabit, caiu gravemente doente. Soube e predisse a morte vários dias antes. Vendo a aflição do esposo e dos outros, disse-lhes com muita coragem: Por que afligir-vos. É muito ter vivivo e ter vivido bastante; ao contrário, devemos alegrar-nos de que sou chamada a um Senhor mais poderosos, Tendo-se, então, despedido de todos, adormeceu no Senhor. A jovem Brígida dói confiada pelo pai e uma tia materna tão prudente quão piedosa. Na idade de sete anos, a criança viu diante do leito um altar, e sobre ele uma senhora assentada com vestes resplandecentes, tendo na mão uma coroa e que lhe disse: Vem, Brígida. A menina levantou-se logo e correu para o altar. A senhora perguntou-lhe: Queres esta coroa? A criança disse que sim e a senhora colocou-a sobre a cabeça e Brígida sentiu-a como um círculo. Voltando ao leito, a visão desapareceu. Ela jamais, porém, a esqueceu. O que não é de admirar, observa o arcebispo de Upsala, pois era sinal de que seria um altar de holocausto, onde o fogo da caridade divina arderia sempre e Jesus Cristo, seu esposo lhe conservaria uma coroa imortal e sem mancha nos céus. Na idade de dez anos, era como um lírio muito puro que se erguia da terra ao céu. Ostentava o modelo de todas as virtudes, a sobriedade, com a modéstia, a simplicidade com a ponderação, a humildade com a obediência, com a beleza na consciência, a hilaridade na paciência com uma caridade infatigável. Aparecia como esposa de Deus, como uma pérola brilhante, cheia de graça a todos os olhos e amada por todos. Devia, porém, subir ainda mais alto. Um dia, ouviu um sermão sobre a Paixão de Jesus Cristo; ficou tão emocionada, que escreveu aquela Paixão nas tábuas do coração. Na noite seguinte, viu Jesus Cristo, sendo crucificado, o qual lhe disse: Eis como fui tratado. Ela, pensando que era coisa recente, respondeu-lhe: Senhor, quem vos fez isso? – Aqueles que me desprezam e são insensíveis a meu amor, respondeu Jesus Cristo. Desde esse momento, refletindo, ela sentia-se tão sensível à paixão do Salvador, que não podia lembrá-la sem derramar torrentes de lágrimas. Uma noite, quando as jovens companheiras dormiam, saiu do leito e prostrou-se em adoração e em lágrimas diante do crucifixo do quarto. Naquele mesmo momento lá entrou secretamente a tia, que, muito admirada de a ver naquela posição, julgou ser uma brincadeira da sobrinha e mandou buscar umas varas para a corrigir e tornar mais discreta. Mas, com sua grande surpresa, as varas quebraram-se-lhe na mão. Disse então:
Santa Maria Madalena

Eis algumas particularidades que se nos apresentam sobre Maria Madalena. Um dia pediu ao Salvador que fosse a um banquete em sua casa e Jesus tendo entrado na casa do fariseu, sentou-se à mesa. Eis que uma mulher da cidade, pecadora, tendo sabido que ele estava à mesa na casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro cheio de perfume; estando por trás dele, a seus pés, começou a banhá-lo com as lágrimas e os enxugava com os cabelos; beijava-os, ungindo-os com aquele perfume. Ora, o fariseu que o tinha convidado, vendo aquilo, dizia consigo: Se esse homem fosse profeta certamente saberia quem é essa mulher que o toca, pois é pecadora. E Jesus respondendo, disse-lhe: Simão tenho alguma coisa para vos dizer. Disse ele: Mestre, dizei-o. E Jesus: Um credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos e outro cinqüenta. Como não tinham com o que lhe pagar, ele perdoou a ambos. Qual dos dois, portanto deve amá-lo mais? Simão respondeu: Creio que aquele ao qual concedeu um benefício maior. Jesus disse-lhe: Julgastes bem. Voltando-se para a mulher, ele disse a Simão: Vedes esta mulher? Entrei em vossa casa e vós não me destes água para os pés; e ela os banhou com suas lágrimas e os enxugou com os cabelos. Vós não me destes o ósculo e ela, depois que entrou não cessou de beijar meus pés. Não espalhastes óleo sobre minha cabeça e ela embalsamou meus pés com perfumes. Por isso, eu vos digo: muitos pecados lhe serão perdoados, porque muito amou e aquele a quem menos for perdoado, menos ama. Depois disse à mulher: Vossos pecados vos são perdoados. E os que estavam à mesa começaram a dizer: Quem é este que perdoa os pecados? Mas Jesus disse àquela mulher: Vossa fé vos salvou; ide em paz Amar a Deus, amar quem é infinitamente amável, é o que há de mais doce, de mais fácil, de mais feliz; amar a Deus é a felicidade dos santos, é a felicidade do céu. Entretanto, essa é no funfo a única penitência que Deus pede ao pecador; todas as outras tendem somente a nos fazer chegar àquela. Sim, para nos perdoar logo todos os pecados que tivéssemos podido cometer, a grande pena que Deus nos impõe é, de todas as coisas, a mais doce e a mais fácil; é o que faz a felicidade dos santos sobre a terra e no céu, é amá-lo de todo nosso coração e com toda nossa alma. Desde que o ama assim, de pecador torna-se justo, de mau torna-se bom, do inferno está no paraíso. Oh! Quem não amaria um Deus tão bom! Aconteceu depois que Jesus ia de cidade em cidade, de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o reino de Deus; e os doze estavam com ele e algumas mulheres, que tinham sido curadas dos espíritos malignos e de enfermidades. Maria, que se chamou Madalena, da qual sete demônios tinham saído e Joana, mulher de Chusa, procurador de Herodes e Susana, e várias outras, que o ajudavam com suas posses Era costume entre os israelitas, como sabemos de São Jerônimo, eu os profetas que iam anunciar a palavra de Deus, fossem mantidos com víveres e vestes, por piedosas mulheres. Vimos mesmo exemplos, em Elias e Eliseu. Outra vez, quando Jesus veio a Jerusalém, ainda no arrabalde, uma mulher chamada Marta o recebeu em casa. Tinha uma irmã, chamada Maria, a qual, tendo-se sentado aos pés de Jesus, lhe escutava as palavras. Ora, Marta, estava ocupada com muitos cuidados para o servir; ela deteve-se e disse: Senhor, não vedes que minha irmã me deixa sozinha para o servir? Dizei-lhe que me venha ajudar. E o Senhor, respondendo, disse-lhe: Marta, Marta, vós vos preocupais demasiado com muitas coisas. Entretanto, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte que jamais lhe será tirada. Marta é a imagem da vida ativa. Maria a imagem da vida contemplativa; são irmãs, estreitamente unidas uma à outra; tem ambas o mesmo objetivo, agradar a Jesus, mas uma a isso tende, por meio de muitas ações exteriores, a outra, por um caminho mais direto, a vista do mesmo Jesus, o amor de sua palavra. Toda vida cristã tem por fim último ver, contemplar eternamente a Deus, em si mesmo. A vida, portanto, que faz seu fim principal exercitar-se desde este mundo, na contemplação divina é a melhor parte, a quem ela é dada; a morte mesmo não a tirará; continuará mais perfeita na eternidade. A vida que faz seu fim principal servir a Deus por obras exteriores é uma parte certamente boa; mas expõe o homem à perturbação e ao embaraço; sob esse aspecto, ela cessará no céu. Não devemos imaginar, entretanto, que a vida contemplativa seja sem ação, nem a vida ativa sem contemplação; distingue-se, por isso, a que domina em cada um. Que a vida mais ativa que a dos apóstolos? E entretanto que vida mais altamente contemplativa! Nós nos aplicaremos, dirão eles, à oração e à pregação; à oração, para contemplar a verdade divina; à pregação, para fazer os outros contemplá-la. Os bons anjos velam por nós, eis uma ação contínua; e eles vêem sem cessar a face de nosso Pai, que está no céu; eis uma contínua contemplação. Deus sobretudo une nele um e outro; não somente age sempre, conservando o mundo; produz o Filho; o Pai e o Filho, contemplando-se, amam-se, produzem o Espírito Santo: o Filho é o ato de amor do Pai e do Filho; e tudo isso é a ação infinita de uma infinita contemplação. A vida do cristão será tanto mais perfeita quanto mais se assemelhar à vida de Deus. Ora, havia um homem doente, chamado Lázaro, de Betânia, da vila de Maria e Marta, sua irmã. Maria era aquela que tinha derramada perfume sobre o Senhor. E lhe enxugara os pés com os cabelos; e seu irmão Lázaro estava doente. As irmãs, então, mandaram chamá-lo dizendo: Senhor aquele a quem amais está doente. O que Jesus ouviu e disse:
São Lourenço De Bríndisi, Confessor

Lourenço nasceu em Bríndisi, em julho de 1559, e no século chamou-se Júlio César. Conta-se que, com a idade de seis anos, pregou na catedral da cidade natal, deixando o auditório pasmado. Depois da morte do pai, procurou os franciscanos, com os quais ficou até os catorze anos. Os turcos, então, ameaçaram Bríndisi e o jovem, com a mãe, foi refugiar-se em Veneza, onde um tio se encarregou de sua educação. Em 1575, fazia parte dos capuchinhos de Veneza. Adotando o nome de Lourenço, foi noviço modesto, grave e amável. Amante da penitência, cingia-se com correntes de ferro, jejuava três dias por semana, alimentando-se somente de pão e verdura. Meditando assiduamente os sofrimentos de Nosso Senhor, viveu em Verona até o dia em que, adoecendo, enviaram-no a Pádua, para que mudasse de ares e onde, depois da convalecença, continuasse os estudos. Ótimo estudante, nas horas de lazer estudou francês, o grego, o alemão, o siríaco e o hebraico. São Lourenço principiou a pregar antes mesmo da ordenação. Ordenado, continuou o ministério com redobrado calor. O Papa Clemente VIII fê-lo pregar aos judeus de Roma durante três anos. Tendo obtido êxito incomum, graças aos bons conhecimentos que tinha do hebraico, acabou, pela cultura lingüística, a percorrer a Europa: pregou na Hungria, Boêmia, Portugal, Bélgica, Suíça, Alemanha, França e Espanha. Aplaudido, São Lourenço de Bríndisi buscava a sombra. De 1602 a 1605, dirigiu a ordem. Sempre simples, doce e afável, assim levou a vida. Depois de ter fundado vários conventos, na Alemanha, no Tirol e na Áustria, faleceu em paz, em 1619, no dia 22 de Julho, em Lisboa, onde, junto de Filipe III, tratava da causa dos napolitanos oprimidos. São Lourenço de Bríndisi foi enterrado na Galícia. Beatificado em 1783 por Pio VI, Leão XIII canonizou-o em 1881. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 268-269) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo Elias, Profeta

Seu nome, que significa “o Senhor é meu Deus”, aparece de forma abrupta na História do Reino de Israel, e já com um brilho prodigioso: “Suas palavras queimavam como uma rocha ardente. Elias, o profeta, levantou- se logo como um fogo” (Ecle 48, 1-10). Sabe-se que ele nasceu em torno do ano 900 a.C. em Tesba de Galaad, junto à fronteira do país dos amonitas (atual Jordânia). “Quando Elias estava para nascer, seu pai Sabacha viu-o saudado por alvos anjos, envolvido por faixas de fogo e alimentado com chamas. Tendo ido a Jerusalém, relatou [no templo] a visão, e o oráculo lhe disse que não temesse, pois aquele que ia nascer habitaria na luz, suas palavras seriam sentença segura e julgaria Israel com gládio e fogo” (Doroteu, Sto. Epifânio e Metafrates, apud Cornelio a Lápide, Comentários ao Livro 1º dos Reis, cap. 17) Sua vida foi repleta de aspectos extraordinários. Numerosos autores lhe atribuem a virgindade perpétua, embora essa virtude fosse rara em seu tempo. O famoso exegeta Cornélio a Lápide lhe confere, logo no início de seus comentários, a santidade, austeridade e inocência de vida. Mostra, depois, como o profeta se tornou fundador da vida monástica e eremítica, ao retirar-se para o Monte Carmelo, onde se dedicou à contemplação, reunindo Eliseu e vários discípulos. Leia mais: CLIQUE AQUI Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo Elias, Profeta

Seu nome, que significa “o Senhor é meu Deus”, aparece de forma abrupta na História do Reino de Israel, e já com um brilho prodigioso: “Suas palavras queimavam como uma rocha ardente. Elias, o profeta, levantou- se logo como um fogo” (Ecle 48, 1-10). Sabe-se que ele nasceu em torno do ano 900 a.C. em Tesba de Galaad, junto à fronteira do país dos amonitas (atual Jordânia). “Quando Elias estava para nascer, seu pai Sabacha viu-o saudado por alvos anjos, envolvido por faixas de fogo e alimentado com chamas. Tendo ido a Jerusalém, relatou [no templo] a visão, e o oráculo lhe disse que não temesse, pois aquele que ia nascer habitaria na luz, suas palavras seriam sentença segura e julgaria Israel com gládio e fogo” (Doroteu, Sto. Epifânio e Metafrates, apud Cornelio a Lápide, Comentários ao Livro 1º dos Reis, cap. 17) Sua vida foi repleta de aspectos extraordinários. Numerosos autores lhe atribuem a virgindade perpétua, embora essa virtude fosse rara em seu tempo. O famoso exegeta Cornélio a Lápide lhe confere, logo no início de seus comentários, a santidade, austeridade e inocência de vida. Mostra, depois, como o profeta se tornou fundador da vida monástica e eremítica, ao retirar-se para o Monte Carmelo, onde se dedicou à contemplação, reunindo Eliseu e vários discípulos. Leia mais: CLIQUE AQUI Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo Elias, Profeta

Seu nome, que significa “o Senhor é meu Deus”, aparece de forma abrupta na História do Reino de Israel, e já com um brilho prodigioso: “Suas palavras queimavam como uma rocha ardente. Elias, o profeta, levantou- se logo como um fogo” (Ecle 48, 1-10). Sabe-se que ele nasceu em torno do ano 900 a.C. em Tesba de Galaad, junto à fronteira do país dos amonitas (atual Jordânia). “Quando Elias estava para nascer, seu pai Sabacha viu-o saudado por alvos anjos, envolvido por faixas de fogo e alimentado com chamas. Tendo ido a Jerusalém, relatou [no templo] a visão, e o oráculo lhe disse que não temesse, pois aquele que ia nascer habitaria na luz, suas palavras seriam sentença segura e julgaria Israel com gládio e fogo” (Doroteu, Sto. Epifânio e Metafrates, apud Cornelio a Lápide, Comentários ao Livro 1º dos Reis, cap. 17) Sua vida foi repleta de aspectos extraordinários. Numerosos autores lhe atribuem a virgindade perpétua, embora essa virtude fosse rara em seu tempo. O famoso exegeta Cornélio a Lápide lhe confere, logo no início de seus comentários, a santidade, austeridade e inocência de vida. Mostra, depois, como o profeta se tornou fundador da vida monástica e eremítica, ao retirar-se para o Monte Carmelo, onde se dedicou à contemplação, reunindo Eliseu e vários discípulos. Leia mais: CLIQUE AQUI Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
São Pedro Crisci De Foligno, Confessor

Filho de nobre e rica família, Pedro Crisci foi moço de vida toda ela cheia de aventuras. Converteu-se aos trinta anos. Abominando tudo aquilo que fizera na ruidosa juventude, vendeu o que possuía, o que apurou distribuiu aos pobres e, nada mais restando, quis vender-se a si mesmo, prometendo a quem o comprasse obedecê-lo em tudo. Um senhor comprou-o, mas, tocado pela humildade do jovem Pedro, restituiu-lhe a liberdade, impondo-lhe, como condição para tal, que não se esquecesse jamais de pedir a Deus por si. Vestido com um saco, Pedro de Crisci orava a olhar para o sol, que para ele simbolizava Jesus Cristo. Banhado em suor, enquanto não terminava as orações, não abandonava aquela postura, o que, logo, levou os habitantes de Foligno a tê-lo como louco. Morto aos 19 de Julho de 1323 no campanário da catedral, que era a sua casa, foi honrado como santo quase que imediatamente depois – já que interrogado pelos inquisidores de Assis e de Espoleto, saíra-se honrosamente de tudo aquilo que os afoitos e os mal informados o haviam acusado. Escreveu-lhe a vida um dos bispos de Foligno, o dominicano João Corini de São Geminiano. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 180-181) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
São Simão De Lipnica, Confessor

Simão nasceu em Lipnica, Murowana, na Polônia meridional, entre os anos de 1435-1440. Seus pais, Gregório e Ana, souberam dar a ele uma boa educação, inspirada nos valores da fé cristã e, apesar de sua modesta condição, preocuparam-se em assegurar uma adequada formação cultural. Simão cresceu com um caráter piedoso e responsável, uma natural predisposição à oração e um terno amor à Mãe de Deus. Em 1454, viajou a Cracóvia para assistir à famosa Academia Jagellonica. Nesse tempo São João de Capistrano entusiasmava a cidade com a santidade de sua vida e o fervor de sua pregação, atraindo à vocação franciscana um numeroso grupo de jovens. Em 8 de setembro de 1453, o santo italiano havia também fundado, na Cracóvia, o primeiro convento da Observância, com o nome de São Bernardino de Sena. Por esse motivo, os frades menores daquele convento foram chamados pelo povo de “bernardinos”. Em 1457, também o jovem Simão, fascinado pelo ideal franciscano, preferiu seguir o Evangelho, interrompendo uma carreira de sucessos. Para tanto, pediu para ser aceito, com outros dez companheiros de estudos, no convento de Stradom. Sob a orientação do Mestre de noviços, P. Cristóforo de Varese, religioso eminente por sua doutrina e santidade de vida, Simão recorreu com generosidade à vida humilde e pobre dos frades menores, alcançando o sacerdócio em 1460. Exerceu seu primeiro ministério no convento de Tarnów, onde foi guardião da fraternidade. Em seguida, se estabaleceu em Stradom (Cracóvia), dedicando-se incansavelmente à pregação evangélica, com palavra limpa, plena de ardor, de fé e sabedoria, que deixava entrever sua profunda união com Deus e o prolongado estudo da Sagrada Escritura. Como São Bernardino de Sena e São João de Capistrano, Fr. Simão estende a devoção ao Nome de Jesus, obtendo a conversão de inúmeros pecadores. Em 1463, primeiro entre os Frades Menores, ocupou o ofício de pregador na catedral de Wawel. Por sua entrega à pregação evangélica das fontes antigas, ganhou o título de “Pregador Fervorosíssimo”. Desejoso em render homenagem a São Bernardino de Sena, inspirador de sua pregação, em 17 de maio de 1472, junto a outros frades poloneses, chegou a Aquitania para participar da solene transladação do santo para o novo templo erguido em sua honra. Novamente foi à Itália, em 1478, por ocasião do Capítulo Geral em Pávia. Nessa ocasião pode satisfazer um desejo profundo de visitar as tumbas dos Apóstolos, em Roma, e prosseguir depois sua peregrinação à Terra Santa. Viveu a feliz experiência em espírito de penitência, de verdadeiro amante da Paixão de Cristo, com a oculta aspiração de derramar o próprio sangue pela salvação das almas, agradando assim a Deus. Imitador de São Francisco em seu amor pelos lugares santos, na eventualidade de ser capturado pelos infiéis, antes de viajar memorizou todo o texto da Regra da Ordem “para tê-la sempre diante dos olhos e da mente”. O amor de Simão pelos irmãos se manifestou de maneira extraordinária no último ano de sua vida, quando uma epidemia da peste devastou Cracóvia. De julho de 1482 a 6 de junho de 1483, a cidade esteve sob o flagelo da enfermidade. Na desolação geral, os franciscanos do convento de São Bernardino se doaram incansavelmente no cuidado aos enfermos, como verdadeiros anjos de consolo. São Simão tomou aquele como um “tempo propício” para exercitar a caridade e para levar a cabo a oferenda da própria vida. Por todas as partes passou confortando, prestando ajuda, administrando os sacramentos e anunciando a consoladora Palavra de Deus aos moribundos. E acabou também contagiado. Suportou com extraordinária paciência os sofrimentos da enfermidade e, próximo da morte, expressou o desejo de ser sepultado no umbral da igreja, para que todos pudessem pisoteá-lo. No sexto dia da enfermidade, a 18 de julho de 1482, sem temer a morte e com os olhos fixos sobre a Cruz, entregou sua alma a Deus. A causa de sua canonização, retomada pelo Papa Pio 12, em 25 de junho de 1948, chegou a bom termo com o reconhecimento de um milagre na cidade de Cracóvia em 1943 e decretada pelo Papa Bento XVI, em dezembro de 2006. São Simão de Lipnica soube harmonizar admiravelmente o compromisso da evangelização e o testemunho da caridade, que brota de seu grande amor à Palavra de Deus e aos irmãos mais pobres e que mais sofrem. (Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, edizioni Porziuncola) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho