São João De Matera, Abade

São João de Matera foi o fundador da Congregação beneditina de Pulsano. Nascido em Matera, na província de Basilicata, bem cedo deixou a família e entrou num mosteiro, perto de Tarento. Um tanto arredio, insociável, não se sentiu satisfeito na comunidade. Deixou-a, e partiu para a Calábria, na Sicília. Pouco mais tarde, irrequieto, também dali saía. Tornou à península, estabelecendo-se em Ginosa. Um dia, São Pedro, aparecendo-lhe numa visão, ordenou-lhe que reparasse uma igreja arruinada. Dedicada em honra do Príncipe dos Apóstolos, jazia em escombros, completamente abandonada. João meteu-se ao trabalho com ardor incomum. E tal era o afinco e a disposição de ânimo que levantou suspeitas. Acusado de ter encontrado um tesouro escondido, fabuloso, foi preso pelo governador e encarcerado. Um dia, evadiu-se, ajudado por um anjo, e demandou Cápua, donde, instigado por uma voz do céu, partiu para Monte Laceno. Em Monte Laceno, encontrou-se São João de Matera com São Guilherme de Montevergino. Passando ao Monte Gargano, em Pulsano, perto do lugar onde aparecera o arcanjo São Miguel, São João de Matera ali estabeleceu um mosteiro. Prudente, arguto, profeta e taumaturgo, a 20 de Junho de 1139, falecia e era enterrado na igreja de Santa Maria, que erigira. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 67-68) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santa Juliana Falconieri

Na cidade de Florença havia dois irmãos, nobres e ricos, Caríssimo e Aléssio Falconieri; exerciam o comércio como a maior parte das mais ilustres famílias de Florença e de outras cidades da Itália. O bem-aventurado Aléssio Falconieri tinha devoção particular pela Mãe de Deus.Foi um dos sete comerciantes de Florença, todos bem-aventurados, que, com São Felipe Beniti, seu compatriota, fundaram a ordem dos Servitas. Chama-se servitas pessoas religiosas que se consagram ao serviço de Deus sob a proteção especial da Santa Virgem. Caríssimo Falconieri, avançando em idade, impressionou-se com o exemplo e as exortações do piedoso irmão. Passando uma acurada revista na vida, muito se inquietou com a possibilidade de ter adquirido algo por vias injustas. Pediu esclarecimentos a Deus, fez restituições e esmolas. Enfim, em 1263, suplicou ao Papa Urbano IV lhe concedesse uma absolvição geral por todos os erros que poderia ter cometido sem saber. O soberano Pontífice concedeu-lha sob certas condições, que Caríssimo cumpriu com zelo. Além das restituições e das esmolas, mandou construir em Florença uma igreja da Anunciação que, pela riqueza e beleza de arquitetura, é ainda hoje considerada uma maravilha. Foi recompensado de mais de uma maneira. Era já velho, quando lhe nasceu uma filha, que foi Santa Juliana Falconieri. Era pelo ano de 1270: a alegria foi grande para toda a família. Juliana perdeu o pai pouco depois; apenas se lembrava de tê-lo visto. Mais tempo conservou o bem-aventurado tio Aléssio, que foi seu pai na piedade. As primeiras palavras que Juliana aprendeu a balbuciar foram os nomes de Jesus e Maria. Pronunciava-as tão freqüentemente, que a ama muito se admirava, e sua piedosa mãe a via com alegria. O bem-venturado Aléssio dizia à cunhada que ela havia dado à luz não uma menina, mas um anjo, À medida que crescia, Juliana ocupava-se muito mais nos exercícios de devoção que lhe ensinava o santo tio, do que nos afazeres das mulheres, a que sua mãe se empenhava por habituá-la. Em lugar de manejar as agulhas e o fuso, construía pequenos altares, lia livros de piedade, cantava louvores da santa Virgem, recitava orações. Sua mãe com ela ralhava por vezes, dizendo que não sabia manter um ofício e dificilmente encontraria um marido. Juliana contentava-se em responder: Quando vier o tempo, a santa Virgem providenciará. Como se tornasse muito bela com o correr dos anos, e virtuosa, a mãe alimentava dia por dia maiores esperanças em vê-la encontrar um dos mais honrosos partidos; já falava disso com o pessoal da casa. Mas Juliana tinha pensamentos inteiramente outros. De acordo com as inspirações do santo tio, havia resolvido guardar a virgindade, e consagrar-se ao serviço da Santa Virgem. Eis porque, nada obstante as exortações de sua mãe, nada obstante as carícias da família e do mundo, ligou-se pelo voto de continência, pronta a renunciar ao mundo e à família, para seguir Jesus Cristo pobre, desde que obtivesse permissão. Completados, pois, seus dezesseis anos, recebeu das mãos de São Felipi Beniti o hábito da ordem terceira dos servitas. Meditou piedosamente nos mistérios durante o ano de provação. A túnica negra representava-lhe a trsiteza de Maria sobre o Calvário, e a grandeza de seu martírio entre os sofrimentos do filho: a cintura de pele representava-lhe a pele do Salvador dilacerada pelos açoites, pelos pregos e pela lança; o véu branco a pureza da Virgem; a coroa os louvores que lhe foram rendidos pelo arcanjo. O livro lhe sugeria as meditações sobre a paixão de Jesus Cristo; o manto lhe recordava a proteção da mão de Deus, a quem se rejubilava em pertencer; o círio esta lâmpada acesa que devia trazer pronta, como virgem prudente, para ir ao encontro do esposo. Meditando assim sobre o seu piedoso hábito, Juliana foi uma edificação constante para a mãe, a família e todas as irmãs. No ano seguinte, 1285, fez profissão diante de São Filipe, que morreu pouco após. A lembrança desse santo homem despertava nela de dia para dia, maior desejo de perfeição. Continuou junto de sua mãe, mas aumento muito as austeridades precedentes. Nas quartas e sextas-feiras tomava por alimento apenas a santa comunhão. Jejuava ainda no sábado, a pão e água, em honra da Virgem Santa, em cujas sete dores meditava. Empregava as sextas-feiras na meditação da paixão do Salvador. Para tornar-se semelhante a ele, macerava a carne até o sangue, com rudes disciplinas. Muitas vezes foi arrebatada em êxtases, pelo veemente desejo de ser crucificada com Jesus sofredor. À sua morte encontraram-lhe uma cintura de ferro sobre os rins e tão fundo tinha penetrado na carne, que não puderam retirá-la sem lesar o corpo; isso faz crer que ela a carregasse desde a juventude. Seu tio, o bem-aventurado Aléssio Falconieri, dava-lhe o exemplo; recusou sempre ser promovido nas ordens sacras, e permaneceu a vida inteira na ordem leiga, dedicando-se aos mais humildes misteres, e mendigando todos os dias o pão para os irmãos. Da mesma maneira a sobrinha, em lugar de viver nobremente de seus bens, preferia ganhar a vida com o trabalho das mãos e partilhar o lucro com as irmãs. Imitou principalmente Filipe Beniti, no zelo pela conversão das almas. Com a morte da mãe, entrou no convento de syas irmãs da ordem terceira, e atraiu para lá várias nobres jovens de Florença. Em 1316, foi mister dar a esta casa uma regra definitiva e uma superiora. Juliana foi eleita prioresa por unanimidade. Recusou por longo tempo, julgando-se incapaz e indigna, e acabou aceitando por lembrar-se das palavras de São Filipe Beniti, que lhe recomendara a congregação nascente, como prevendo que ela seria, um dia, a segunda fundadora. Foi-o menos pela autoridade do que pelo exemplo. A longevidade era como que um privilégio hereditário na família; seu tio, o bem-aventurado Aléssio, tinha cento e dez anos quando morreu, em 17 de Fevereiro de 1310. Se Juliana não ultrapassoui os setenta, deve-se atribuir o fato às grandes austeridades. As religiosos da ordem terceira dos servitas devotavam´se particularmente ao serviço dos enfermos e a outras obras de
Beata Osana De Mântua, Virgem

Osana Andreasi nasceu em Mântua no dia 17 de Janeiro de 1449, num esplendoroso palácio, pertencia a nobilíssima família vinda da Hungria. Desde pequenina caracterizou-se pela piedade e humildade. Um dia, estava com seis anos, passeava sozinha pelas margens do Pó, quando ouviu uma voz que, clara, dizia-lhe com firmeza: – Menina, a vida e a morte consistem em amar a Deus. Extasiada, viu-se erguida do solo, por um grande e belo anjo, e entrou no Paraíso. E ouviu o anjo dizer-lhe: – Para entrar no céu é necessário que a Deus muito se ame. Vê, todas as coisas cantam-lhe a glória e gritam aos homens: Ama-o! Ama-o! Ele a tudo criou para que o amem! Diante de Deus, disse-lhe ela: – Ó meu Deus, Deus meu por amor tu me criaste, e antes de que existisse para te amar e ser reconhecida pelas imensas e inumeráveis bondades! Ó meu doce Senhor, inclina os ouvidos de tua bondade, escuta só um pouco meu pedido, não desdenhes da minha intenção e meu santo desejo. Eu tremo, ó meu Senhor, porque tenho medo de não te amar e não te conhecer como deves ser amado e conhecido. Eis, ó bondade eterna, estou disposta no meu espírito a te amar só a ti. Oh, eu queria saber, é meu doce Senhor, queria encontrar o modo e a maneira de poder, com afeição, abraçar-te só a ti. Por isso, rogo-te, ilumina-me muito com o fogo do Espírito Santo, ensina-me, estabeleça-me de tal sorte que, perfeitamente, possa amar-te, e só a ti meu Deus, e de coração perfeito poder servir-te. Um grande desejo de ser teóloga invadiu-a avassaladoramente, mas o pai achava que aquilo não convinha a uma jovenzinha. Proibiu-lhe leituras, as santas leituras. Então, com calor, Osana recorreu à oração. E Nossa Senhora, ensinou-a, ministrou-lhe lições. E a bem-aventurada, dominando o latim, chegou a um sólido conhecimento da santa Bíblia, podendo citar Padres da Igreja. E a proibição paterna, a pouco e pouco, caiu por terra. Osana de Mântua foi noviça por trinta e sete anos. Só em 1501 fez profissão. Habitualmente, recitava o ofício da Virgem. Falecida em 1505, teve magnífico mausoléu na igreja de São Domingos. Transformada a igreja em estabelecimento militar, o corpo de Osana de Mântua, intacto depois de quatrocentos anos, acha-se atualmente na catedral, no transepto esquerdo. A bem-aventurada Osana de Mântua deixou cartas belíssimas, escritas no mais puro e cantante italiano. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 39-40) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo Hervê, Abade // São Raniero, Confessor

SANTO HERVÊ, Abade (Século VI) Santo Hervê, segundo a lenda, era filho de Hyarnion e de Rivanone. Hyarnion, o bardo, piedoso e casto homem, deixou a corte do rei Childeberto para retirar-se à terra natal, a Bretanha. A caminho, adormeceu, e um anjo a ele em senhos apareceu, ordenando-lhe que se casasse com uma jovem, a pura Rivanone. Desperto, impressionando pelo sonho, Hyarnion não tardou encontrar a mulher que o anjo lhe propusera. Do casamento de ambos nasceu Hervê, que, pouco depois, tornou-se cego. Menino predestinado, buscou com avidez a solidão. Conta-se que um lobo o guiava. Santo Hervê dirigiu um mosteiro em Plouvien, depois transferido para Lanhouarneau, onde faleceu e foi sepultado. Consta que Santo Hervê participou co concílio do Menez-Bré, reunido contra o tirano Conomor. (Vida dos Santos, Padre Rohbacher, Volume XI, p. 21) *********************************************************************** SÃO RANIERO, Confessor São Raniero era natural de Pisa, tendo sido convertido por Alberto da Córsega, homem de grande santidade que a tudo abandonara para seguir Nosso Senhor Jesus Cristo. Vivendo solitariamente, depois de um certo tempo perdeu a vista. Os pais consternados, foram procurá-lo, e tanta era a dor que lhes ia na alma que Raniero, comovidíssimo, obteve de Deus a própria cura. A uma ordem do Senhor, demandou os Lugares santos. Alimentando-se somente duas vezes por semana, embora se desse a rudes trabalhos, nem por isso perdeu o vigor que sempre teve. Quatro anos depois da ordem recebida, satisfez o ardente desejo que lhe consumia a alma: tomou o hábito de peregrino. Com mais ardor do que então, revisitou os santos lugares, e passou a viver de esmolas. Favorecido na Terra santa com numerosas visões, Nosso Senhor, por secreta inspiração, fê-lo tornar à cidade natal. Em Pisa, procurou os cônegos regulares, os quais, pouco mais tarde, deixava para se estabelecer no mosteiro de São Guido. Em São Guido, Raniero foi mais humilde e mais dado às mortificações. Operou milagres, expulsou demônios e presisse a morte, que o levou desta para melhor vida no dia 17 de Junho de 1160, numa sexta-feira. Enterrado pelo cônsul de Pisa, depois de 1591 foi o corpo do bem-aventurado Raniero depositado, com grande solenidade, na catedral da cidade. Pouco antes da morte, São Raniero formulou uma benção para o pão e a água, que, bentos por ele ou por qualquer outro, mas empregando a fórmula, apaziguavam tempestades, curavam numerosas doenças, livravam possessos e libertavam prisioneiros. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 26-27) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santa Lutgarda, Virgem

Lutgarda nasceu em Tongres no ano de 1182. Vivendo entre as beneditinas de Santa Catarina, apareceu-lhe, um dia, Nosso Senhor. Mostrou-lhe as chagas sagradas, pedindo à jovem que o amasse exclusivamente: deixada com aquelas religiosas pelos pais que eram pobres, sem possibilidades de lhe dar sequer um pequenino dote para se casar, em Santa Catarina vivia Lutgarda a rir e a brincar, um tanto mundanamente. Desde aquele aparecimento de Nosso Senhor, a santa virgem mudou completamente, atirando-se piedosamente à oração e às mortificações. E pôs-se a meditar a Paixão tão intensamente que, por vezes, era vista com a cabeça toda orvalhada de sangue. Maria de Oignies, uma santa mulher belga, retirada numa cela em Namur, atestou que Lutgarda converteu muitíssimos pecadores e livrou um sem número de almas das durezas do Purgatório. Para levar vida mais austera, a jovem deixou Santa Catarina e se fixou em Aywieres, no Brabante, então diocese de Namur. Como ali só se falasse o francês, Lutgarda rejubilou, porque, só conhecendo o alemão, podia dar-se tranquilamente ao silêncio e à humildade. Onze anos antes de morrer, a santa virgem ficou cega. E, um dia, disse-lhe o Senhor que se preparasse para deixar o mundo rogando pelos pecadores abandonando-se a Deus. Santa Lutgarda faleceu a 16 de Junho de 1246 com sessenta e quatro anos de idade. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume X, p. 414-415) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santa Germana Cousin, Virgem

Germana Cousin falecida em 1601, deixou o mundo bastante jovem: vinte e dois anos. Foi, desde que perdeu a mãe, que não chegou a conhecer, perene sofredora. Filha dum pobre lavrador de Pibrac, aldeia que se situava perto de Tolosa, nasceu em 1579, quando das tristes guerrasde religião. Magra, mal nutrida, escrofulosa, tinha umas das mãos, a direita, deformada. O pai não a amava. Nunca lhe deu sequer um carinho. E, quando se casou pela segunda vez, jamais se apoquentou com a perseguição que a madrasta sistematicamente moveu à filha. Assim, na casa paterna, Germana nunca encontrou aquele repouso e aquela paz que todos encontramos, porto seguro que nos põem ao abrigo das piores tempestades. Um dos seus biógrafos escreveu: A madrasta, sempre irritada, repreendia-a constantemente, e deu-lhe, como quarto, o estábulo, como cama, duros sarmentos. Pouco satisfeita com tanta dureza, aquela mulher, por um capricho do mau humor, proibia ainda a pobre Germana de se abeirar das outras crianças da família, irmãos e irmãs que ela amava com grande ternura, procurando todas as ocasiões para servi-los sem manifestar qualquer ciúme das preferências odiosas do qual eles eram objetos, e ela a vítima. Deus ensinou-lhe o amor ao sofrimento, por isso aceitava com alegria aquelas humilhações e estas injustiças. Calava-se e escondia-se, E, como se a cruz que carregava lhe parecesse assaz leve, juntava-lhe austeridades. Recusou, durante toda a vida, outra alimentação que não fora pão e água. Pastora, Germana era a responsável pelos carneiros da família. E, conta-se, para ir à igreja, deixava-os aos cuidados de Deus: nunca, nestas ausências, animal algum se extraviou ou se perdeu, nem lobo jamais fez qualquer incursão nos campos em que os animais jaziam placidamente a pastar. Conta-se também que, barrando-lhe o caminho da igreja havia um largo ribeirão, sem ponte: no verão, passava-o Germana facilmente pelo vau, mas, no tempo das chuvas, quando então o curso crescia, tornando-se rumoroso e perigoso, a jovem, viram-no vários camponeses da região, atravessava-o a pé enxuto, uma vez que as águas, como no Mar Vermelho, abriam-lhe um seguro caminho. Quando nos campos sem fim, Germana estava constantemente com Deus. Do terço, fazia-o a principal oração. E, quando os sinos da igreja, ao longe, no crepúsculo, tocavam o Angelus, punha-se ela de joelhos, tivesse neve ou não, e suplicava à Virgem com grande ardor que lhe desse forças para tudo vencer e assim agradar a Deus. Aos pequenos das redondezas, que às vezes vinham até ela, trazidos pelos folguedos sentava-os em roda e, com doçura, ensinava-lhes o catecismo, terminando por lhes falar de Deus, do quão bom era Ele, quão poderosa a sua Virgem Mãe e quão doce o Mestre, o Sublime Senhor Jesus nosso. Penalizada com os pobres que pelos campos passavam, resolveu recolher os restos da casa para mitigar-lhes a fome. Um dia, a madrasta suspeitou da enteada. Saía ela sempre com fatias de pão escondidas no avental? Deslindaria o caso. Havia de segui-la e, na hora azada, apanhá-la-ia de improviso. Empunhou, certa tarde, um porrete, e pôs-se a seguir a jovem. Em dado momento, tomou por um atalho, ligeira, e foi, numa curva, surpreendê-la. Ríspida, ordenou a enteada que soltasse as pontas do avental. Que levava ela ali tão apertadamente? Germana obedeceu, e uma chuva de flores jamais vistas, esquisitas e de grande frescor, caiu por terra, perfumando os ares. Era um milagre, uma vez que se estava no mais rijo inverno. Um dia, não a viram sair com o rebanho, como habitualmente fazia. O pai, então, tratou de ver o que acontecera. No estábulo, onde dormia, não estava. Não costumava ela, às vezes, dormir no fundo do corredor, sobre o leito de sarmentos? Havia, pois, de lá estar. Perdera a hora, dormira mais do que devia. Com efeito, Germana lá estava e dormia o sono eterno. O povo, em massa, compareceu aos funerais da jovem Germana Cousin, porque sempre fora doce, caridosa, humilde, amiga, boa e paciente. Que dizer do ribeirão que separavam as águas para que pudesse atravessá-lo? Que dizer dos ensinamentos ministrados às crianças, nos campos? Que pensar das flores maravilhosas que, em pleno inverno, caíram-lhe do sujo avental, às vistas da madrasta sempre e sempre má e má? Sabiam todos que perdiam um tesouro. Pressentiam-no. Germana dói enterrada na igreja, diante do púlpito. Quarenta e três anos mais tarde, ou seja, em 1644, o coveiro, fazendo preparativos para enterrar uma parenta da Santa, encontrou, quase à flor da terra, um corpo deveras conservado. Era o corpo duma jovem que, ao ser tirado totalmente da cova, chamou a atenção por ter uma das mãos, a direita, deformada. Os mais velhos do lugar de Pibrac, num átimo, reconheceram naquele corpo a jovem Germana Cousin, Muitos milagres então foram operados por Deus, e a heroicidade das virtudes de Germana, a 20 de Maio de 1850, foi proclamada em Roma. Beatificada a 7 de Maio de 1854, foi canonizada a 29 de Junho de 1867. Logo, por todo o globo, espalhou-se o culto da doce pastorazinha, e, em 1901, em Pibrac, foi lançada a primeira pedra duma basílica em sua honra. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume X, p. 387 à 390) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo Eliseu, Profeta – Antigo Testamento

Eliseu, com Elias, é o gigante do profetismo antigo. Filho de um rico lavrador, labutava com o arado quando Elias lhe surgiu. Temeroso da ira de Jezabel, a quem Acab referira tudo que o profeta fizera, Elias viu-se obrigado a fugir, indo-se para o deserto. Sentando-se “debaixo de um junípero, desejou para si a morte, e disse: – Basta-me de vida, Senhor, tirai-ma, porque eu não sou melhor do que meus pais. Depois lançou-se por terra e adormeceu à sombra do junípero. Então, um anjo do Senhor o tocou e lhe disse: – Levanta-te e come. Olhou e viu junto à sua cabeça um pão cozido debaixo da cinza, e um vaso d’água; comeu, pois, e bebeu, e tornou a adormecer. Voltou segunda vez o anjo do Senhor, que o tocou e lhe disse: – Levanta-te e come, porque te resta um longo caminho. Tendo-se ele levantado, comeu e bebeu e, com o vigor daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites, até o monte de Deus, Horeb. Tendo chegado ali, passou a noite numa caverna. Então o Senhor lhe dirigiu a sua palavra: – Que fazes aqui, Elias? Ele respondeu: – Eu me consumo de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos, porque os filhos de Israel abandonaram a tua aliança, destruíram os teus altares, mataram os teus profetas à espada. Eu fiquei só, mas procuram-me tirar a vida. – Disse-lhe o Senhor: – Sai e conserva-te sobre o monte diante do Senhor, porque o Senhor vai passar. Nesse momento, diante do Senhor correu um vento impetuoso e forte, que fendia as montanhas e quebrava as rochas; mas o Senhor não estava naquele vento. Depois do vento houve um terremoto; e o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto, acendeu-se um fogo, mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma branda viração. Tendo Elias ouvido isto, cobriu o seu rosto com a capa, e, tendo saído, pôs-se à entrada da caverna. Então fez-se ouvir uma voz que lhe dizia: – Que fazes aqui, Elias? – Ele respondeu: – Consumo-me de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos porque os filhos de Israel abandonaram a tua aliança, destruíram os teus altares, mataram os teus profetas à espada; eu fiquei só, e eles me procuram para me tirar a vida. – O Senhor lhe disse: – Vai e torna ao teu caminho pelo deserto de Damasco; quando lá tiveres chegado, ungirás Hazael como rei da Síria; a Jeú, filho de Namsi, ungirás rei de Israel; a Eliseu, filho de Safat, que é de Abelmeula, ungi-lo-ás profeta em teu lugar. Acontecerá que todo o que escapar à espada de Hazael, Jeú o matará; e todo o que escapar à espada de Jeú, Eliseu o matará. Eu reservarei para mim em Israel sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal e não o adorarão, beijando a sua mão. Tendo Elias partido dali, encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando com doze juntas de bois; ele mesmo conduzia um dos arados das doze juntas de bois. Chegando Elias junto de Eliseu, pôs a sua capa sobre ele. Ele, deixando imediatamente os bois, correu após Elias e disse: – Permite-me que eu vá beijar meu pai e minha mãe; depois seguir-te-ei. – Elias disse: – Vai e volta, porque sabes o que te fiz. Tendo Eliseu deixado Elias, tomou uma junta de bois e matou-os; com o arado dos bois cozeu as carnes e deu-as a comer ao povo. Depois, levantando-se, partiu e seguiu Elias, para o servir. Audaciosamente, Eliseu solicitou do mestre uma parte dupla na distribuição dos dons proféticos. Isto sucedeu quando o Senhor quis arrebatar Elias ao céu num remoinho de fogo, do outro lado do Jordão, depois da partida de Galgala. Elias disse a Eliseu: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou a Betel. – Eliseu respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Indo para Betel, saíram os filhos dos profetas, que estavam em Betel, a receber Eliseu, e disseram-lhe: – Porventura sabes tu que o Senhor te há de levar hoje o teu amo? – Ele respondeu: – Eu também o sei; calai-vos. – Disse Elias a Eliseu: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou a Jericó. – Ele respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Tendo chegado a Jericó, foram os filhos dos profetas, que estavam em Jericó, ter com Eliseu, e disseram-lhe: – Porventura sabes tu que o Senhor te há de tirar hoje o teu amo: – Ele lhes disse: – Eu também o sei; calai-vos. – Disse-lhe novamente Elias: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou até o Jordão. – Ele respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Foram, pois, ambos juntos, e cinqüenta dos filhos dos profetas os seguiram. Pararam defronte deles, ao longe, e eles ambos se puseram à borda do Jordão. Elias tomou a sua capa, dobrou-a, e feriu as águas, as quais se dividiram para as duas bandas de modo que passaram ambos a pé enxuto. Tendo passado, disse Elias a Eliseu: – Pede-me o que queres que eu te alcance, antes que eu seja arrebatado de ti. – Eliseu respondeu: – Seja-me concedida uma porção dobrada do teu espírito. – Elias respondeu: – Dificultosa coisa pediste; todavia, se tu me vires quando me arrebatarem de ti, isto é o sinal de que terás o que pediste; mas, se não me vires, não o terás. Continuando o seu caminho, entretidos a conversar, eis que um carro de fogo e uns cavalos de fogo os separaram um do outro, e Elias subiu ao céu no meio de um remoinho. Eliseu o via e clamava: – Meu pai, meu pai! Carro de Israel e seu condutor! Depois não o viu mais. Tomando então as suas vestes, rasgou-as em duas partes, e levantou do chão a capa que Elias lhe tinha deixado cair.
Santo Eliseu, Profeta – Antigo Testamento

Eliseu, com Elias, é o gigante do profetismo antigo. Filho de um rico lavrador, labutava com o arado quando Elias lhe surgiu. Temeroso da ira de Jezabel, a quem Acab referira tudo que o profeta fizera, Elias viu-se obrigado a fugir, indo-se para o deserto. Sentando-se “debaixo de um junípero, desejou para si a morte, e disse: – Basta-me de vida, Senhor, tirai-ma, porque eu não sou melhor do que meus pais. Depois lançou-se por terra e adormeceu à sombra do junípero. Então, um anjo do Senhor o tocou e lhe disse: – Levanta-te e come. Olhou e viu junto à sua cabeça um pão cozido debaixo da cinza, e um vaso d’água; comeu, pois, e bebeu, e tornou a adormecer. Voltou segunda vez o anjo do Senhor, que o tocou e lhe disse: – Levanta-te e come, porque te resta um longo caminho. Tendo-se ele levantado, comeu e bebeu e, com o vigor daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites, até o monte de Deus, Horeb. Tendo chegado ali, passou a noite numa caverna. Então o Senhor lhe dirigiu a sua palavra: – Que fazes aqui, Elias? Ele respondeu: – Eu me consumo de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos, porque os filhos de Israel abandonaram a tua aliança, destruíram os teus altares, mataram os teus profetas à espada. Eu fiquei só, mas procuram-me tirar a vida. – Disse-lhe o Senhor: – Sai e conserva-te sobre o monte diante do Senhor, porque o Senhor vai passar. Nesse momento, diante do Senhor correu um vento impetuoso e forte, que fendia as montanhas e quebrava as rochas; mas o Senhor não estava naquele vento. Depois do vento houve um terremoto; e o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto, acendeu-se um fogo, mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma branda viração. Tendo Elias ouvido isto, cobriu o seu rosto com a capa, e, tendo saído, pôs-se à entrada da caverna. Então fez-se ouvir uma voz que lhe dizia: – Que fazes aqui, Elias? – Ele respondeu: – Consumo-me de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos porque os filhos de Israel abandonaram a tua aliança, destruíram os teus altares, mataram os teus profetas à espada; eu fiquei só, e eles me procuram para me tirar a vida. – O Senhor lhe disse: – Vai e torna ao teu caminho pelo deserto de Damasco; quando lá tiveres chegado, ungirás Hazael como rei da Síria; a Jeú, filho de Namsi, ungirás rei de Israel; a Eliseu, filho de Safat, que é de Abelmeula, ungi-lo-ás profeta em teu lugar. Acontecerá que todo o que escapar à espada de Hazael, Jeú o matará; e todo o que escapar à espada de Jeú, Eliseu o matará. Eu reservarei para mim em Israel sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal e não o adorarão, beijando a sua mão. Tendo Elias partido dali, encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando com doze juntas de bois; ele mesmo conduzia um dos arados das doze juntas de bois. Chegando Elias junto de Eliseu, pôs a sua capa sobre ele. Ele, deixando imediatamente os bois, correu após Elias e disse: – Permite-me que eu vá beijar meu pai e minha mãe; depois seguir-te-ei. – Elias disse: – Vai e volta, porque sabes o que te fiz. Tendo Eliseu deixado Elias, tomou uma junta de bois e matou-os; com o arado dos bois cozeu as carnes e deu-as a comer ao povo. Depois, levantando-se, partiu e seguiu Elias, para o servir. Audaciosamente, Eliseu solicitou do mestre uma parte dupla na distribuição dos dons proféticos. Isto sucedeu quando o Senhor quis arrebatar Elias ao céu num remoinho de fogo, do outro lado do Jordão, depois da partida de Galgala. Elias disse a Eliseu: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou a Betel. – Eliseu respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Indo para Betel, saíram os filhos dos profetas, que estavam em Betel, a receber Eliseu, e disseram-lhe: – Porventura sabes tu que o Senhor te há de levar hoje o teu amo? – Ele respondeu: – Eu também o sei; calai-vos. – Disse Elias a Eliseu: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou a Jericó. – Ele respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Tendo chegado a Jericó, foram os filhos dos profetas, que estavam em Jericó, ter com Eliseu, e disseram-lhe: – Porventura sabes tu que o Senhor te há de tirar hoje o teu amo: – Ele lhes disse: – Eu também o sei; calai-vos. – Disse-lhe novamente Elias: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou até o Jordão. – Ele respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Foram, pois, ambos juntos, e cinqüenta dos filhos dos profetas os seguiram. Pararam defronte deles, ao longe, e eles ambos se puseram à borda do Jordão. Elias tomou a sua capa, dobrou-a, e feriu as águas, as quais se dividiram para as duas bandas de modo que passaram ambos a pé enxuto. Tendo passado, disse Elias a Eliseu: – Pede-me o que queres que eu te alcance, antes que eu seja arrebatado de ti. – Eliseu respondeu: – Seja-me concedida uma porção dobrada do teu espírito. – Elias respondeu: – Dificultosa coisa pediste; todavia, se tu me vires quando me arrebatarem de ti, isto é o sinal de que terás o que pediste; mas, se não me vires, não o terás. Continuando o seu caminho, entretidos a conversar, eis que um carro de fogo e uns cavalos de fogo os separaram um do outro, e Elias subiu ao céu no meio de um remoinho. Eliseu o via e clamava: – Meu pai, meu pai! Carro de Israel e seu condutor! Depois não o viu mais. Tomando então as suas vestes, rasgou-as em duas partes, e levantou do chão a capa que Elias lhe tinha deixado cair.
Santo Eliseu, Profeta – Antigo Testamento

Eliseu, com Elias, é o gigante do profetismo antigo. Filho de um rico lavrador, labutava com o arado quando Elias lhe surgiu. Temeroso da ira de Jezabel, a quem Acab referira tudo que o profeta fizera, Elias viu-se obrigado a fugir, indo-se para o deserto. Sentando-se “debaixo de um junípero, desejou para si a morte, e disse: – Basta-me de vida, Senhor, tirai-ma, porque eu não sou melhor do que meus pais. Depois lançou-se por terra e adormeceu à sombra do junípero. Então, um anjo do Senhor o tocou e lhe disse: – Levanta-te e come. Olhou e viu junto à sua cabeça um pão cozido debaixo da cinza, e um vaso d’água; comeu, pois, e bebeu, e tornou a adormecer. Voltou segunda vez o anjo do Senhor, que o tocou e lhe disse: – Levanta-te e come, porque te resta um longo caminho. Tendo-se ele levantado, comeu e bebeu e, com o vigor daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites, até o monte de Deus, Horeb. Tendo chegado ali, passou a noite numa caverna. Então o Senhor lhe dirigiu a sua palavra: – Que fazes aqui, Elias? Ele respondeu: – Eu me consumo de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos, porque os filhos de Israel abandonaram a tua aliança, destruíram os teus altares, mataram os teus profetas à espada. Eu fiquei só, mas procuram-me tirar a vida. – Disse-lhe o Senhor: – Sai e conserva-te sobre o monte diante do Senhor, porque o Senhor vai passar. Nesse momento, diante do Senhor correu um vento impetuoso e forte, que fendia as montanhas e quebrava as rochas; mas o Senhor não estava naquele vento. Depois do vento houve um terremoto; e o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto, acendeu-se um fogo, mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma branda viração. Tendo Elias ouvido isto, cobriu o seu rosto com a capa, e, tendo saído, pôs-se à entrada da caverna. Então fez-se ouvir uma voz que lhe dizia: – Que fazes aqui, Elias? – Ele respondeu: – Consumo-me de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos porque os filhos de Israel abandonaram a tua aliança, destruíram os teus altares, mataram os teus profetas à espada; eu fiquei só, e eles me procuram para me tirar a vida. – O Senhor lhe disse: – Vai e torna ao teu caminho pelo deserto de Damasco; quando lá tiveres chegado, ungirás Hazael como rei da Síria; a Jeú, filho de Namsi, ungirás rei de Israel; a Eliseu, filho de Safat, que é de Abelmeula, ungi-lo-ás profeta em teu lugar. Acontecerá que todo o que escapar à espada de Hazael, Jeú o matará; e todo o que escapar à espada de Jeú, Eliseu o matará. Eu reservarei para mim em Israel sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal e não o adorarão, beijando a sua mão. Tendo Elias partido dali, encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando com doze juntas de bois; ele mesmo conduzia um dos arados das doze juntas de bois. Chegando Elias junto de Eliseu, pôs a sua capa sobre ele. Ele, deixando imediatamente os bois, correu após Elias e disse: – Permite-me que eu vá beijar meu pai e minha mãe; depois seguir-te-ei. – Elias disse: – Vai e volta, porque sabes o que te fiz. Tendo Eliseu deixado Elias, tomou uma junta de bois e matou-os; com o arado dos bois cozeu as carnes e deu-as a comer ao povo. Depois, levantando-se, partiu e seguiu Elias, para o servir. Audaciosamente, Eliseu solicitou do mestre uma parte dupla na distribuição dos dons proféticos. Isto sucedeu quando o Senhor quis arrebatar Elias ao céu num remoinho de fogo, do outro lado do Jordão, depois da partida de Galgala. Elias disse a Eliseu: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou a Betel. – Eliseu respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Indo para Betel, saíram os filhos dos profetas, que estavam em Betel, a receber Eliseu, e disseram-lhe: – Porventura sabes tu que o Senhor te há de levar hoje o teu amo? – Ele respondeu: – Eu também o sei; calai-vos. – Disse Elias a Eliseu: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou a Jericó. – Ele respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Tendo chegado a Jericó, foram os filhos dos profetas, que estavam em Jericó, ter com Eliseu, e disseram-lhe: – Porventura sabes tu que o Senhor te há de tirar hoje o teu amo: – Ele lhes disse: – Eu também o sei; calai-vos. – Disse-lhe novamente Elias: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou até o Jordão. – Ele respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Foram, pois, ambos juntos, e cinqüenta dos filhos dos profetas os seguiram. Pararam defronte deles, ao longe, e eles ambos se puseram à borda do Jordão. Elias tomou a sua capa, dobrou-a, e feriu as águas, as quais se dividiram para as duas bandas de modo que passaram ambos a pé enxuto. Tendo passado, disse Elias a Eliseu: – Pede-me o que queres que eu te alcance, antes que eu seja arrebatado de ti. – Eliseu respondeu: – Seja-me concedida uma porção dobrada do teu espírito. – Elias respondeu: – Dificultosa coisa pediste; todavia, se tu me vires quando me arrebatarem de ti, isto é o sinal de que terás o que pediste; mas, se não me vires, não o terás. Continuando o seu caminho, entretidos a conversar, eis que um carro de fogo e uns cavalos de fogo os separaram um do outro, e Elias subiu ao céu no meio de um remoinho. Eliseu o via e clamava: – Meu pai, meu pai! Carro de Israel e seu condutor! Depois não o viu mais. Tomando então as suas vestes, rasgou-as em duas partes, e levantou do chão a capa que Elias lhe tinha deixado cair.
Santo Eliseu, Profeta – Antigo Testamento

Eliseu, com Elias, é o gigante do profetismo antigo. Filho de um rico lavrador, labutava com o arado quando Elias lhe surgiu. Temeroso da ira de Jezabel, a quem Acab referira tudo que o profeta fizera, Elias viu-se obrigado a fugir, indo-se para o deserto. Sentando-se “debaixo de um junípero, desejou para si a morte, e disse: – Basta-me de vida, Senhor, tirai-ma, porque eu não sou melhor do que meus pais. Depois lançou-se por terra e adormeceu à sombra do junípero. Então, um anjo do Senhor o tocou e lhe disse: – Levanta-te e come. Olhou e viu junto à sua cabeça um pão cozido debaixo da cinza, e um vaso d’água; comeu, pois, e bebeu, e tornou a adormecer. Voltou segunda vez o anjo do Senhor, que o tocou e lhe disse: – Levanta-te e come, porque te resta um longo caminho. Tendo-se ele levantado, comeu e bebeu e, com o vigor daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites, até o monte de Deus, Horeb. Tendo chegado ali, passou a noite numa caverna. Então o Senhor lhe dirigiu a sua palavra: – Que fazes aqui, Elias? Ele respondeu: – Eu me consumo de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos, porque os filhos de Israel abandonaram a tua aliança, destruíram os teus altares, mataram os teus profetas à espada. Eu fiquei só, mas procuram-me tirar a vida. – Disse-lhe o Senhor: – Sai e conserva-te sobre o monte diante do Senhor, porque o Senhor vai passar. Nesse momento, diante do Senhor correu um vento impetuoso e forte, que fendia as montanhas e quebrava as rochas; mas o Senhor não estava naquele vento. Depois do vento houve um terremoto; e o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto, acendeu-se um fogo, mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma branda viração. Tendo Elias ouvido isto, cobriu o seu rosto com a capa, e, tendo saído, pôs-se à entrada da caverna. Então fez-se ouvir uma voz que lhe dizia: – Que fazes aqui, Elias? – Ele respondeu: – Consumo-me de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos porque os filhos de Israel abandonaram a tua aliança, destruíram os teus altares, mataram os teus profetas à espada; eu fiquei só, e eles me procuram para me tirar a vida. – O Senhor lhe disse: – Vai e torna ao teu caminho pelo deserto de Damasco; quando lá tiveres chegado, ungirás Hazael como rei da Síria; a Jeú, filho de Namsi, ungirás rei de Israel; a Eliseu, filho de Safat, que é de Abelmeula, ungi-lo-ás profeta em teu lugar. Acontecerá que todo o que escapar à espada de Hazael, Jeú o matará; e todo o que escapar à espada de Jeú, Eliseu o matará. Eu reservarei para mim em Israel sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal e não o adorarão, beijando a sua mão. Tendo Elias partido dali, encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando com doze juntas de bois; ele mesmo conduzia um dos arados das doze juntas de bois. Chegando Elias junto de Eliseu, pôs a sua capa sobre ele. Ele, deixando imediatamente os bois, correu após Elias e disse: – Permite-me que eu vá beijar meu pai e minha mãe; depois seguir-te-ei. – Elias disse: – Vai e volta, porque sabes o que te fiz. Tendo Eliseu deixado Elias, tomou uma junta de bois e matou-os; com o arado dos bois cozeu as carnes e deu-as a comer ao povo. Depois, levantando-se, partiu e seguiu Elias, para o servir. Audaciosamente, Eliseu solicitou do mestre uma parte dupla na distribuição dos dons proféticos. Isto sucedeu quando o Senhor quis arrebatar Elias ao céu num remoinho de fogo, do outro lado do Jordão, depois da partida de Galgala. Elias disse a Eliseu: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou a Betel. – Eliseu respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Indo para Betel, saíram os filhos dos profetas, que estavam em Betel, a receber Eliseu, e disseram-lhe: – Porventura sabes tu que o Senhor te há de levar hoje o teu amo? – Ele respondeu: – Eu também o sei; calai-vos. – Disse Elias a Eliseu: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou a Jericó. – Ele respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Tendo chegado a Jericó, foram os filhos dos profetas, que estavam em Jericó, ter com Eliseu, e disseram-lhe: – Porventura sabes tu que o Senhor te há de tirar hoje o teu amo: – Ele lhes disse: – Eu também o sei; calai-vos. – Disse-lhe novamente Elias: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou até o Jordão. – Ele respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Foram, pois, ambos juntos, e cinqüenta dos filhos dos profetas os seguiram. Pararam defronte deles, ao longe, e eles ambos se puseram à borda do Jordão. Elias tomou a sua capa, dobrou-a, e feriu as águas, as quais se dividiram para as duas bandas de modo que passaram ambos a pé enxuto. Tendo passado, disse Elias a Eliseu: – Pede-me o que queres que eu te alcance, antes que eu seja arrebatado de ti. – Eliseu respondeu: – Seja-me concedida uma porção dobrada do teu espírito. – Elias respondeu: – Dificultosa coisa pediste; todavia, se tu me vires quando me arrebatarem de ti, isto é o sinal de que terás o que pediste; mas, se não me vires, não o terás. Continuando o seu caminho, entretidos a conversar, eis que um carro de fogo e uns cavalos de fogo os separaram um do outro, e Elias subiu ao céu no meio de um remoinho. Eliseu o via e clamava: – Meu pai, meu pai! Carro de Israel e seu condutor! Depois não o viu mais. Tomando então as suas vestes, rasgou-as em duas partes, e levantou do chão a capa que Elias lhe tinha deixado cair.