Santo Abdias, Profeta – Antigo Testamento

Abdias, um dos chamados “pequenos” profetas, quer dizer Servidor de Javé, do hebreu Obadyah ou Obadyahu. O livro deste santo profeta é um dos mais curtos da Bíblia, com vinte e um versículos. No hebreu e na Vulgata latina, Abdias é o quarto dos pequenos profetas, situado entre Amós e Jonas. No grego, é o quinto, entre Joel e Jonas. A profecia de Abdias compreende duas partes: a primeira do tipo oráculo contra as nações e a segunda apocalíptica. Não se sabe ao certo a época em que o profeta viveu. Anunciou aos idumens os castigos que Deus lhe enviaria, por causa do modo desumano com que tinham tratado o povo de Judá e de Jacó, seu irmão. Profetiza a ruína da idolatria e o estabelecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. PROFECIA DE ABDIAS Visão de Abdias. Isto diz o Senhor Deus a Edom: Eis que ouvimos do Senhor, que um mensageiro foi enviado a dizer às nações: Levantai-vos e partamos todos contra Edon, para o combater. Tu vês (diz o Senhor a Edom) que te fiz pequenino entre as nações; és desprezível em extremo. A soberba do teu coração transviou-te. A ti que habitas nas fendas dos rochedos, que fazes das alturas a tua morada, que dizes dentro do teu coração: Quem me fará cair por terra? Ainda que te eleves, como a águia, e ponhas o teu ninho entre os astros, precipitar-te-ei de lá, diz o Senhor. Se ladrões entrassem em tua casa – ou salteadores de noite – não se teriam contentado com roubar o preciso (deixando o resto)? Se viessem a ti vindimadores (à tua vinha), não deixariam nada de rebusco? Como esquadrinharam a Esaú, (ou os idumeus) investigaram os seus esconderijos! Expulsaram-te até a fronteira; todos os teus aliados zombaram de ti; os (que se diziam) teus amigos subjugaram-te; os que, comiam o teu pão, armaram-te laços à falsa fé. Edom não tem inteligência! Acaso naquele dia não farei desaparecer do monte de Esaú? Os teus vaçentes, ó Teman, serão tomados de medo, de maneira que morrerá todo o varão, sobre o monte de Esaú. Por causa da mortandade, da violência que cometeste contra o teu irmão Jacó, cobrir-te-á a confusão, e perecerás para sempre. No dia em que, diante de ti (sem te importares com isso), bárbaros faziam prisioneiro o seu exército, em que estrangeiros entrava, pelas portas e deitavam sortes sobre Jerusalém, tu também eras como um deles. Não te deleites contemplando teu irmão, no dia do seu infortúnio; não te alegres sobre os filhos de Judá no dia da sua perdição; não te portes com insolência no dia da angústia. Não entres pelas portas (ou cidades) do meu povo no dia da sua ruína (para recolher despojos); não te alegres com os seus males no dia da sua desgraça; não deites a mão às riquezas no dia da sua calamidade; não te ponhas nas encruzilhadas para matar os (hebreus) que fugirem;não entregues o resto dos seus habitantes no dia da tribulação. Porque o dia (do castigo) do Senhor está perto para todas as nações, far-se-á contigo como tu fizeste (com o meu povo); (Deus) fará cair sobre a tua cabeça as tuas obras. Assim como vós bebestes (sacrilegamente) sobre o meu santo monte, assim também beberão de contínuo (do cálice da cólera divina) todas as (outras) nações (idólatras); beberão, sorverão, e virão a ser como se nunca tivessem sido. Mas sobre o monte Sião haverá escarpados, será (um lugar) santo e a casa de Jacó despojará aqueles que a despojaram. A casa de Jacó será um fogo, a casa de José uma chama, e a casa de Esaú palha seca, a qual será abrasada e devorada por aquelas, sem ficar resto algum da casa de Esaú, porque o Senhor assim o disse. Os que habitam na planície (tomarão) o país dos filisteus. Serão senhores do país de Efraim e do território de Samaria, e Benjamim possuirá Galaad. Os dispersos (até então) do exército dos filhos de Israel ocuparão todas as terras dos cananeus até Sarepta e os deportados de Jerusalém, que estão em Sefarad, possuirão as cidades do meio-dia. Subirão salvadores ao monte de Sião para julgar o monte de Esaú, e império pertencerá ao Senhor. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 154 à 157) The post Santo Abdias, Profeta – Antigo Testamento appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-11-18

Domingo, 18 de Novembro de 2018. Santo do dia: Santa Filipina Duchesne, virgemCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Marcos 13, 24-32 Primeira leitura: Daniel 12, 1-3Leitura da profecia de Daniel: 1“Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, defensor dos filhos de teu povo; e será um tempo de angústia, como nunca houve até então, desde que começaram a existir nações. Mas, nesse tempo, teu povo será salvo, todos os que se acharem inscritos no livro. 2Muitos dos que dormem no pó da terra despertarão, uns para a vida eterna, outros para o opróbrio eterno. 3Mas os que tiverem sido sábios brilharão como o firmamento; e os que tiverem ensinado a muitos homens os caminhos da virtude brilharão como as estrelas, por toda a eternidade.” – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 15 (16) – Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois, se o tenho a meu lado, não vacilo. R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! – Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte nem vosso amigo conhecer a corrupção. R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! – Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado! R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Segunda leitura: Hebreus 10, 11-14.18Leitura da carta aos Hebreus: 11Todo sacerdote se apresenta diariamente para celebrar o culto, oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, incapazes de apagar os pecados. 12Cristo, ao contrário, depois de ter oferecido um sacrifício único pelos pecados, sentou-se para sempre à direita de Deus. 13Não lhe resta mais senão esperar até que seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés. 14De fato, com esta única oferenda, levou à perfeição definitiva os que ele santifica. 18Ora, onde existe o perdão, já não se faz oferenda pelo pecado. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 13, 24-32 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– É preciso vigiar e ficar de prontidão; em que dia o Senhor há de vir, não sabeis, não! (Lc 21,36); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos: Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 24“Naqueles dias, depois da grande tribulação, o sol vai se escurecer e a lua não brilhará mais, 25as estrelas começarão a cair do céu e as forças do céu serão abaladas. 26Então vereis o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. 27Ele enviará os anjos aos quatro cantos da terra e reunirá os eleitos de Deus de uma extremidade à outra da terra. 28Aprendei, pois, da figueira esta parábola: quando seus ramos ficam verdes e as folhas começam a brotar, sabeis que o verão está perto. 29Assim também, quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Filho do homem está próximo, às portas. 30Em verdade vos digo, esta geração não passará até que tudo isso aconteça. 31O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão. 32Quanto àquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor The post Evangelho do dia 2018-11-18 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Dedicação Das Basílicas De São Pedro E São Paulo, Apóstolos

A Basílica de São Pedro de Roma, cuja cúpula é a primeira coisa que o peregrino, emocionado, vê, a caminho da Cidade Eterna, é a maior do globo. Nela repousa o primeira vigário de Nosso Senhor. Erguida à glória do Mestre e do Príncipe dos Apóstolos, começava por Bramante, em 1506, deve a cúpula ao gênio do imortal Miguel Ângelo, que nela trabalhou de 1546 a 1564. Carlos Maderna elevou-lhe a fachada e terminou a nave, de 1607 a 1614. Bernino levantou o grande baldaquino do altar-mor em 1623 e continuou até a morte a decoração interior. Foi quem desenhou a praça com a colunata. Urbano VIII, a 18 de novembro de 1626, consagrava a basílica, em cujo centro repousa São Pedro. Sobre a tumba do apóstolo, dizia o Papa Pio XII na radiomensagem de 23 de dezembro de 1950, falando a respeito das explorações levadas a efeito: O resultado foi riquíssimo, importantíssimo. Mas a questão essencial é a seguinte: encontrou-se verdadeiramente a tumba de São Pedro? A esta pergunta, a conclusão final dos trabalhos e dos estudos responde muito claramente pela afirmativa: sim, a tumba do Príncipe dos Apóstolos foi encontrada. Uma segunda questão, subordinada à primeira, diz respeito às relíquias do Santo: foram elas encontradas? À beira da sepultura encontraram-se restos de ossos humanos. Pertenciam eles ao despojo mortal do Apóstolo? Não é possível prová-lo com certeza. Isso, entretanto, deixa intacta a realidade histórica da tumba. A gigantesca cúpula desenvolve a sua curva exatamente sobre o sepulcro do primeiro bispo de Roma, do primeiro Papa; sepulcro originalmente muito modesto, mas sobre o qual a veneração dos séculos posteriores elevou, por uma maravilhosa sucessão de trabalhos, o maior templo da cristandade. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 119-120) ***** O Papa Pio IX quis que as dedicações das basílicas de São Pedro e de São Paulo fossem celebradas juntas a 18 de Novembro. Como São Pedro, São Paulo foi enterrado, possivelmente, no lugar do suplício, num cemitério comum a todos. A basílica, situada num lugar relativamente distante da cidade, foi restaurada, de 440 a 461, pelo Papa São Leão. A 15 de julho de 1823, um incêndio destruiu-a, de modo que foi necessário reerguê-la, o que a tornou mais bela. Ainda pode ser vista, sob o altar, a placa de mármore que cobre a tumba de São Paulo, onde se lê: “Paulo, Apóstolo, mártir.” Admite-se, desde há muito, que o túmulo do grande Apóstolo foi por diversas vezes aberto e mesmo violado. Lemos no martirológio romano: Em Roma, a Dedicação das Basílicas de São Pedro e de São Paulo, apóstolos. A primeira, tendo sido reconstruída e aumentada, foi solenemente consagrada neste dia, pelo Soberano Pontífice urbano VIII (1626). A segunda, depois de ter sido completamente destruída por deplorável incêndio, foi reerguida com mais magnificência e consagrada solenemente a 10 de dezembro por Pio IX (1854), que fixou no presente dia a comemoração anual deste dedicação. Desde os tempos de Gregório II (715-731) o serviço na basílica de São Paulo foi assegurado por monges beneditinos. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 121-122) The post Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo, Apóstolos appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-11-17

Sábado, 17 de Novembro de 2018. Santo do dia: Santa Isabel da Hungria, religiosa; Beato Josafá Kocylovskyj, Bispo e mártirCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Lucas 18, 1-8 Primeira leitura: São João 5-8Leitura da terceira carta de São João: 5Caríssimo Gaio, é muito leal o teu proceder, agindo assim com teus irmãos, ainda que estrangeiros. 6Eles deram testemunho da tua caridade diante da Igreja. Farás bem em provê-los para a viagem de um modo digno de Deus. 7Pois, por amor do Nome, eles empreenderam a viagem sem aceitar nada da parte dos pagãos. 8A nós, portanto, cabe acolhê-los, para sermos cooperadores da verdade. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 111 (112) – Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei! Sua descendência será forte sobre a terra, abençoada a geração dos homens retos! R: Feliz aquele que respeita o Senhor! – Haverá glória e riqueza em sua casa, e permanece para sempre o bem que fez. Ele é correto, generoso e compassivo, como luz brilha nas trevas para os justos. R: Feliz aquele que respeita o Senhor! – Feliz o homem caridoso e prestativo, que resolve seus negócios com justiça. Porque jamais vacilará o homem reto, sua lembrança permanece eternamente! R: Feliz aquele que respeita o Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 18, 1-8 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Pelo evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo (2Ts 2,14); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, 1Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre e nunca desistir, dizendo: 2“Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus e não respeitava homem algum. 3Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ 4Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus e não respeito homem algum. 5Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha agredir-me!’” 6E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. 7E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? 8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?” – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santo Agostinho, Bispo e Doutor da IgrejaSermão 115, 1; PL 38, 655 (a partir da trad. de Delhougne, Les Pères commentent, p. 447) «Quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a Terra?» Haverá método mais eficaz para nos encorajar à oração do que a parábola do juiz iníquo que o Senhor nos contou? Evidentemente, o juiz iníquo nem temia a Deus nem respeitava os homens. Não experimentava qualquer benevolência pela viúva que a ele recorrera e, no entanto, vencido pelo aborrecimento, acabou por ouvi-la. Se, pois, ele atendeu esta mulher que o importunava com as suas súplicas, como não seremos nós atendidos por Aquele que nos encoraja a apresentar-Lhe as nossas? Foi por isso que o Senhor nos propôs esta comparação, conseguida por contraste, para nos dar a perceber que é preciso «orar sempre sem desanimar». E depois acrescentou: «Mas quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a Terra?» Se a fé desaparecer, a oração extingue-se. Com efeito, ninguém se lembraria de rezar para pedir aquilo em que não crê. Diz o apóstolo Paulo, exortando-nos à oração: «Todo o que invocar o nome do Senhor será salvo»; e depois, para mostrar que a fé é a fonte da oração e que o ribeiro não pode correr se a fonte estiver seca, acrescenta : «Ora, como hão de invocar Aquele em quem não acreditaram?» (Rom 10,13-14) Acreditemos, pois, para podermos orar e oremos para que a fé, que é o princípio da nossa oração, nunca nos venha a faltar. A fé expande a oração e a oração, ao expandir-se, obtém por seu turno o fortalecimento da fé The post Evangelho do dia 2018-11-17 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-11-17

Sábado, 17 de Novembro de 2018. Santo do dia: Santa Isabel da Hungria, religiosa; Beato Josafá Kocylovskyj, Bispo e mártirCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Lucas 18, 1-8 Primeira leitura: São João 5-8Leitura da terceira carta de São João: 5Caríssimo Gaio, é muito leal o teu proceder, agindo assim com teus irmãos, ainda que estrangeiros. 6Eles deram testemunho da tua caridade diante da Igreja. Farás bem em provê-los para a viagem de um modo digno de Deus. 7Pois, por amor do Nome, eles empreenderam a viagem sem aceitar nada da parte dos pagãos. 8A nós, portanto, cabe acolhê-los, para sermos cooperadores da verdade. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 111 (112) – Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei! Sua descendência será forte sobre a terra, abençoada a geração dos homens retos! R: Feliz aquele que respeita o Senhor! – Haverá glória e riqueza em sua casa, e permanece para sempre o bem que fez. Ele é correto, generoso e compassivo, como luz brilha nas trevas para os justos. R: Feliz aquele que respeita o Senhor! – Feliz o homem caridoso e prestativo, que resolve seus negócios com justiça. Porque jamais vacilará o homem reto, sua lembrança permanece eternamente! R: Feliz aquele que respeita o Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 18, 1-8 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Pelo evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo (2Ts 2,14); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, 1Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre e nunca desistir, dizendo: 2“Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus e não respeitava homem algum. 3Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ 4Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus e não respeito homem algum. 5Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha agredir-me!’” 6E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. 7E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? 8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?” – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santo Agostinho, Bispo e Doutor da IgrejaSermão 115, 1; PL 38, 655 (a partir da trad. de Delhougne, Les Pères commentent, p. 447) «Quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a Terra?» Haverá método mais eficaz para nos encorajar à oração do que a parábola do juiz iníquo que o Senhor nos contou? Evidentemente, o juiz iníquo nem temia a Deus nem respeitava os homens. Não experimentava qualquer benevolência pela viúva que a ele recorrera e, no entanto, vencido pelo aborrecimento, acabou por ouvi-la. Se, pois, ele atendeu esta mulher que o importunava com as suas súplicas, como não seremos nós atendidos por Aquele que nos encoraja a apresentar-Lhe as nossas? Foi por isso que o Senhor nos propôs esta comparação, conseguida por contraste, para nos dar a perceber que é preciso «orar sempre sem desanimar». E depois acrescentou: «Mas quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a Terra?» Se a fé desaparecer, a oração extingue-se. Com efeito, ninguém se lembraria de rezar para pedir aquilo em que não crê. Diz o apóstolo Paulo, exortando-nos à oração: «Todo o que invocar o nome do Senhor será salvo»; e depois, para mostrar que a fé é a fonte da oração e que o ribeiro não pode correr se a fonte estiver seca, acrescenta : «Ora, como hão de invocar Aquele em quem não acreditaram?» (Rom 10,13-14) Acreditemos, pois, para podermos orar e oremos para que a fé, que é o princípio da nossa oração, nunca nos venha a faltar. A fé expande a oração e a oração, ao expandir-se, obtém por seu turno o fortalecimento da fé The post Evangelho do dia 2018-11-17 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santa Isabel Da Hungria, Religiosa

Em 1207, a rainha Gertrudes, esposa do rei André da Hungria deu à luz uma filha, que recebeu na pia batismal o nome de Isabel. Desde o berço, a menina deu provas do destino que Deus lhe reservara. Os nomes consagrados pela religião foram as primeiras palavras que lhe impressionaram a atenção, os primeiros também que ela balbuciou, à medida que a língua se lhe desprendia. Quando pode desembaraçadamente falar, principiou a recitar orações. Prestava surpreendente atenção aos primeiros ensinamentos da fé que lhe ministravam, se bem que uma luz interior já lhe aclarasse aquelas santas verdades, que então, se concretizavam. Com a idade de três anos, segundo afirmam seus biógrafos, era toda ela ternura e compaixão pelos pobres, esforçando-se por suavizar-lhe com presentes, a miséria. Do berço, saíram-lhe a primeira esmola e a primeira oração. Pesarosa, via as guerras que se alastravam na Hungria. Quando cessaram, à volta da tranqüilidade, o rei André viu, satisfeito, que as violações da lei de Deus, os excessos, as blasfêmias iam sendo menos freqüentes, e a princezinha alegrava-se. O duque da Turíngia, um belo dia, pediu a jovem princesa em casamento, para o filho, o duque Luís. Isabel foi, assim, educada na corte da Turíngia desde a idade de quatro anos. Desde então, todos os pensamentos, todas as emoções pareciam estar concentrados no desejo de servir a Deus e merecer o céu. Todas as vezes que podia, entrava na capela do castelo, e lá, deitando-se ao pé do altar, abria um grande saltério, embora não soubesse ler. Olhava-o terna, demoradamente, como que adivinhando o que continha e elevando o pensamento para o céu, ficava tempo enorme a rezar, em recolhimento precoce para a meditação. Quando brincava com as companheiras, tudo fazia para que, sem perceberem, se encaminhassem à capela. Se sozinha, encontrando-a fechada, ternamente beijava a porta, a fechadura, os muros exteriores, por amor de Deus, que lá dentro repousava. Em todos os brinquedos era o pensamento de Deus que dominava. Esperava ganhá-lo um dia, porque dava aos pobres tudo aquilo que lhe davam, impondo-lhes a recitação dum determinado número de Padre-nossos e Ave-Marias. Desejava sempre estar próxima de Deus, e, quando achava que já fazia algumas horas que não rezava, porque com as companheiras, inventava: – Atiremo-nos ao chão, e vejamos quem mais tempo ficará com a respiração suspensa. Assim, por terra, aproveitava-se para dirigir-se a Deus com um rápido Padre-nosso, uma curta jaculatória ou uma Ave-Maria. Quando moça, já esposa e mãe, deliciava-se em referir aqueles inocentes ardis da infância. Quase sempre também, conduzia as amiguinhas ao cemitério, E, dizia-lhes: – Lembrai-vos que um dia nós também não seremos mais nada aqui na terra. Aproximava-se do ossário, chamava-se as companheiras e dizia, apontando os ossos que lá branqueavam: – Eis os ossos dos mortos.Esses ossos pertenceram a pessoas que foram vivas como nós, e agora estão mortas como um dia também estaremos. Contemplava aqueles restos, com tristeza, e propunha: – Vamos, ajoelhemo-nos que e rezemos. Repeti comigo: “Senhor, por tua morte cruel e por tua Mãe Maria, dá paz às pobres almas”. Diz um autor que, lá do cemitério, o grupo brincava, e que o menino Jesus frequentemente aparecia, saudava as crianças e com elas brincava também, Isabel, porém, quando as amigas contavam o fato, repreendia-as, proibindo-as de referir o que quer que fosse. Quando não brincava, procurava aprender o maior número possível de orações. Tudo aquilo que lhe falasse de Deus e da santa lei lhe era caríssimo. Propusera-se recitar determinado número de orações por dia, e enquanto não se desincumbisse do proposto voluntariamente, não se deitava. Sentia já que grande era o prêmio conferido à modéstia e ao decoro, de modo que arranjava o véu de tal maneira, que se lhe viam o menos possível, os traços infantis. A caridade sem limites, que mais tarde devia identificar-se com a própria vida, já lhe inflamava a alma predestinada. Distribuía todo o dinheiro recebido dos pais adotivos, ou o que deles conseguia arranjar sob qualquer pretexto. Todos os dias, invariavelmente pela tardinha, ia às cozinhas do castelo em busca do que sobrara e, com cuidado, levava o que conseguia colher aos pobres esfaimados, que se haviam acostumado a esperá-la. Com pães, roscas, doces, carne, que lhes matava a fome, abençoavam-na, retiravam-se mais aliviados e com a alma em festa. Tais incursões nas cozinhas não era muito do agrado de copeiros e cozinheiros e, não raro, quando Isabel aparecia, fechavam a carranca. Era costume, naqueles tempos, que as princesas e as jovens da nobreza tirassem a sorte entre os santos apóstolos para ter um deles como padroeiro especial. Isabel, que já havia escolhido a santa Virgem como protetora e advogada suprema, nutria veneração incomum por São João Evangelista, por causa da pureza virginal, da qual o apóstolo era o representante inconteste. Com ardor, pôs-se a suplicar a Nosso Senhor. – Ó Jesus meu, fazei que a sorte caia em vosso apóstolo João! Humildemente, foi ter com as companheiras e, com elas, à eleição. Para a sorte, procedia-se da seguinte maneira: levavam-se ao altar doze velas, nas quais iam escritos os nomes dos apóstolos, um em cada uma; lá eram misturadas. Em seguida, as postulantes, cada qual por sua vez, ao acaso, tirava uma das velas. Isabel, como princesa, foi a primeira. Colheu uma das velas. Era a que levava o nome de São João Evangelista. Satisfeita quis repetir a prova, para ver se o santo apóstolo, devia mesmo ser o padroeiro que Deus lhe daria. E não só mais uma, mas uma terceira vez, sempre colheu a vela que trazia o nome do apóstolo venerado pela pureza. Vendo-se recomendada ao bom apóstolo, por uma especial manifestação da Providência, sentiu crescer por ele a devoção que já era grande, e foi fiel ao culto que se propôs render-lhe por toda a vida. Tudo aquilo que lhe pedissem em nome de São João não se recusava fazer. Tal foi a primeira infância e juventude de Isabel. Em meio às graças que Deus lhe
Evangelho Do Dia 2018-11-16

Sexta-feira, 16 de Novembro de 2018. Santo do dia: Santa Margarida da Escócia, rainha; Santa Gertrudes, virgem; Santo Euquério de Lyon, BispoCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 17, 26-37 Primeira leitura: São João 4-9Leitura da segunda carta de São João: 4Muito me alegrei, senhora, por ter encontrado alguns dos teus filhos que caminham conforme a verdade, segundo o mandamento que recebemos do Pai. 5E agora, senhora, eu te peço – não que te esteja escrevendo a respeito de um novo mandamento, pois trata-se daquele que temos desde o princípio –, amemo-nos uns aos outros. 6E amar consiste no seguinte: em viver conforme os seus mandamentos. Este é o mandamento que ouvistes desde o início para guiar o vosso proceder. 7Acontece que se espalharam pelo mundo muitos sedutores, que não confessam a Jesus Cristo encarnado. Está aí o sedutor, o anticristo. 8Tomai cuidado, se não quereis perder o fruto do vosso trabalho, mas sim receber a plena recompensa. 9Todo o que não permanece na doutrina de Cristo, mas passa além, não possui a Deus. Aquele que permanece na doutrina é o que possui o Pai e o Filho. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 118 (119) – Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo! R: Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo! – Feliz o homem que observa seus preceitos e de todo o coração procura a Deus! R: Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo! – De todo o coração eu vos procuro, não deixeis que eu abandone a vossa lei! R: Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo! – Conservei no coração vossas palavras, a fim de que eu não peque contra vós. R: Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo! – Sede bom com vosso servo, e viverei, e guardarei vossa palavra, ó Senhor. R: Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo! – Abri meus olhos, e então contemplarei as maravilhas que encerra a vossa lei! R: Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 17, 26-37 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Levantai vossa cabeça e olhai, pois a vossa redenção se aproxima! (Lc 21,28); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26“Como aconteceu nos dias de Noé, assim também acontecerá nos dias do Filho do homem. 27Eles comiam, bebiam, casavam-se e se davam em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Então chegou o dilúvio e fez morrer todos eles. 28Acontecerá como nos dias de Ló: comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. 29Mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, Deus fez chover fogo e enxofre do céu e fez morrer todos. 30O mesmo acontecerá no dia em que o Filho do homem for revelado. 31Nesse dia, quem estiver no terraço não desça para apanhar os bens que estão em sua casa. E quem estiver nos campos não volte para trás. 32Lembrai-vos da mulher de Ló. 33Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la, e quem a perde vai conservá-la. 34Eu vos digo, nessa noite dois estarão numa cama: um será tomado e o outro será deixado. 35Duas mulheres estarão moendo juntas: uma será tomada e a outra será deixada. 36Dois homens estarão no campo: um será levado e o outro será deixado”. 37Os discípulos perguntaram: “Senhor, onde acontecerá isso?” Jesus respondeu: “Onde estiver o cadáver, aí se reunirão os abutres”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Cirilo de Jerusalém, Bispo e Doutor da IgrejaCatequese baptismal 15, 1-3 As duas vindas de Cristo Anunciamos a vinda de Cristo: não apenas a sua primeira vinda, mas também uma segunda, bem mais gloriosa. Com efeito, a primeira foi marcada pelo signo da paciência, enquanto a outra trará o diadema da realeza divina. Aquando da primeira vinda, Ele foi enfaixado e deitado na manjedoura; aquando da segunda, será «envolvido em luz como num manto» (Sl 103,2). Aquando da primeira, suportou a cruz e desprezou a vergonha; aquando da segunda, avançará para a glória escoltado por um exército de anjos. Não nos basta já apoiarmo-nos na primeira vinda; continuamos à espera da segunda. E, depois de termos dito, aquando da primeira: «Bendito seja Aquele que vem em nome do Senhor!» (Mt 21,9), voltaremos a dizer-Lho aquando da segunda, quando viermos, com os anjos, ao encontro do Senhor para O adorar. O Salvador virá, não para ser novamente julgado, mas para julgar aqueles que julgaram. Ele tinha vindo realizar a salvação e ensinar os homens através da persuasão; nesse dia, porém, tudo submeterá à sua realeza. The post Evangelho do dia 2018-11-16 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santa Gertrudes, Abadessa

Santa Gertrudes, irmã de Santa Mechtilde ou Matilde, nasceu em Islebe, na alta Saxônia. Eram elas condessas de Hackborn, parentes próximas do imperador Frederico II. Levadas às beneditinas de Rodersdorf, na diocese de Halberstadt, ali tomaram o hábito. Gertrudes foi feita abadessa do mosteiro, em 1294. No ano seguinte, encarregou-se do governo do mosteiro de Heldelfs, onde se retirara com as religiosas. Tendo aprendido latim na juventude, como então se fazia naquele tempo, escrevia muito nem nessa língua; daí a facilidade que encontrou para interpretar as Sagradas Escrituras, das quais tinha conhecimento pouco comum, e progredir nas ciências que tinham a religião como objeto. Da oração e da contemplação, todavia, fazia Gertrudes o principal exercício, e a elas dedicava grande parte do tempo. A santa governava sobretudo de meditar sobre a Paixão e sobre a Eucaristia. As lágrimas que a inundavam, não as podia reter. Quando falava de Jesus Cristo e dos mistérios de sua vida adorável, fazia-o com tal unção e tão vivos transportes de amor, que arrebatava a quem a ouvisse. Era habitualmente favorecida com dons extraordinários, quando orava. Os arrebatamentos, os êxtases eram-lhe, por assim dizer, familiares. Um dia, cantando na igreja: Eu vi o Senhor face a face, viu um como rosto de beleza indescritível, todo luminoso, cujos raios, abrasando-lhe o coração, lhe transmitiram delícias que nenhuma língua jamais poderia exprimir. O amor divino que a queimava e consumia parecia ser o único princípio de suas afeições e de suas ações. Daí o inteiro afastamento do mundo e das vaidades . Domou a carne e destruiu tudo aquilo que porventura pudesse opor-se ao reino perfeito de Jesus Cristo, pela prática da obediência e pela renúncia da própria vontade, pelas vigílias, pelos jejuns e abstinências. Era, tudo isso, o fundamento das virtudes admiráveis, virtudes que o Senhor se dignou dar-lhe. Em si mesma, só procurava o que era imperfeição, para aperfeiçoar-se, transmudando-se. Desejava ser desprezada pelos outros, tanto desprezava a si mesma. Costumava dizer que um dos maiores milagres da bondade divina era o de respirar ainda sobre a terra, tão imperfeita se achava. Longe de ser deslumbrada pela qualidade de superiora, comportava-se como se fora a última servidora do mosteiro. Julgava-se mesmo indigna de aproximar-se das irmãs. O amor que votava à contemplação não a fizera negligenciar os deveres comuns, pois lhe cabia o cuidado das filhas que governava, às quais devia prover nas necessidades, tanto do corpo como da alma. Seu amor por Jesus Cristo; todos os dias, pela manhã pedia-lhe proteção. As almas que sofrem no purgatório eram-lhe também objeto de caridade. Sem cessar, com muito fervor, suplicava a Deus lhes desse logo a paz do refrigério, junto aos justos. Santa Gertrudes traçou o verdadeiro retrato da alma no livro de suas Revelações. São as suas comunicações com Deus e os seus transportes de amor. Esta obra, depois da de Santa Teresa, é talvez a mais útil aos contemplativos e a mais apropriada para nutrir a piedade nas almas. Santa Gertrudes propôs diversos exercícios para que se caminhe à perfeição. O que ela prescreve pela renovação dos votos do batismo tem por objetivo levar a alma a renunciar inteiramente ao mundo e a si mesma, a se consagrar ao puro amor de Deus, cumprindo-lhe a vontade em tudo. Os temas, desenvolve-se com sublimidade e solidez. Pede a Deus que possa morrer para ela mesma, para nele ser sepultada, de modo que só Ele lhe conheça o túmulo. Não quero ter outras funções senão aquelas do amor ou que o amor dirige. Tais sentimentos são repetidos com uma admirável variedade em diversas passagens das Revelações. Na última parte, a Santa fixa-se principalmente nos ardorosos desejos de ser o mais cedo possível unida ao objeto de seu amor na glória eterna. Pede ao Salvador que a faça, por sua infinita misericórdia, tal qual tenha que ser para poder estar, um dia, na glória com Ele. Os suspiros pelos quais exprime o ardor dos desejos de se unir a Deus na beatitude são, na maior parte, tão celestes, que não se acredita sejam dum mortal, mas de habitantes dos céus. Que poderíamos dizer da castidade de Santa Gertrudes? Nenhuma esposa de Jesus Cristo jamais levou tão longe as precauções próprias para conservar a pureza da alma e do corpo. Afinal, chegou-lhe o momento pelo qual suspirava: reunir-se ao divino Esposo. Faleceu a Santa em 1334, depois de ter sido, por quarenta anos, abadessa. Sua última doença não foi, pode dizer-se, mais do que um langor do amor divino, tais foram deliciosas e inefáveis as consolações que lhe inundaram a alma. Muitos milagres atestaram que sua morte fora preciosa diante do Senhor. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 21 à 24) The post Santa Gertrudes, Abadessa appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo Alberto Magno, Bispo E Doutor Da Igreja

Santo Alberto foi um dos maiores sábios da Idade Média, em matéria de ciências naturais. Grande filósofo, grande teólogo, contribuiu na formação de Santo Tomás de Aquino. Nasceu em Lauingen, na diocese de Augsburgo, na Baviera. Levado por um tio a Bolonha, ali iniciou os estudos, passando, mais tarde, para Pádua, com alguns colegas. Quanto aos estudos que Santo Alberto fez entre os pregadores, nós o ignoramos. Em 1228, era leitor (querem alguns que professor, na cidade de Colônia), época em que procurava conciliar ao pensamento cristão a teorias de Aristóteles. Em 1234, ensinava em Hildesheim, donde passou para Friburgo de Brigau, depois para Ratisbona. Em 1245, estava em Paris, explicando as clássicas Sentenças de Pedro Lombardo. Depois do ano de 1248, encontramo-lo na Itália. Tomás de Aquino então, ouvia-o pregar. Eleito provincial da Teutônia pelo capítulo de Worms, de 1254 a 1257 permaneceu no posto a que fora elevado. Três anos mais tarde, aceitou o bispado de Ratisbona, importante centro ao sul da Alemanha, em péssimo estado, além de desorganizadíssimas. Mal acolhido pelo povo, porque o Santo era modesto e simples e toda a cidade se acostumara com o fausto do predecessor, desistiu, tempos depois, da diocese, para, a mandado do Papa Urbano IV, pregar a cruzada nos países de língua alemã. Neste novo mister, Santo Alberto, não obteve grande sucesso: os sarracenos, em 1244, tomaram Jerusalém; a expedição de São Luís, em 1245, foi, materialmente, sem muita eficácia; ademais, bruxuleava o fogo do principado cristão de Antioquia, de modo que tudo conspirava para que o ardor do povo fosse esfriando. Voltou então, a ensinar. Em 1274, Tomás de Aquino, o aluno querido, falecia. Foi uma grande perda, e a emoção fortíssima. Velho já, intelectualmente enfraquecido, compilando, a última obra, uma Summa Theologica, teve que deixar o trabalho de lado para, em Paris, defender o pensamento de Santo Tomás. Perto do fim, perdeu a memória. Conta-se que um amigo foi visitá-lo. Bateu à porta e obteve a seguinte resposta: – Alberto não está mais aqui, já se foi. A 15 de novembro de 1280, desaparecia, rodeado pelos irmãos. O Papa Inocêncio VIII, em 1484 concedeu aos pregadores de Colônia, aos quais o bem-aventurado bispo legara todos os seus livros, um ofício em sua honra, extensivo aos de Ratisbona. Proclamado Santo e Doutor da Igreja por Pio XI, a 16 de dezembro de 1931, Pio XII (Carta Apostólica de 16 de dezembro de 1941) fê-lo patrono de todos aqueles que cultivam as ciências naturais. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 32-33) The post Santo Alberto Magno, Bispo e Doutor da Igreja appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-11-15

Quinta-feira, 15 de Novembro de 2018. Santo do dia: Santo Alberto Magno, Bispo e Doutor da Igreja; São José Pignatelli, presbíteroCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 17, 20-25 Primeira leitura: Filêmon 7-20Leitura da carta de São Paulo a Filêmon: Caríssimo, 7grande alegria e consolo tive por causa de tua caridade. Os corações dos santos foram reanimados por ti, irmão. 8Por esse motivo, se bem que tenha plena autoridade em Cristo para prescrever-te tua obrigação, 9prefiro fazer apenas um apelo à tua caridade. Eu, Paulo, velho como estou e agora também prisioneiro de Cristo Jesus, 10faço-te um pedido em favor do meu filho que fiz nascer para Cristo na prisão, Onésimo. 11Antes, ele era inútil para ti; agora, ele é valioso para ti e para mim. 12Eu o estou mandando de volta para ti. Ele é como se fosse o meu próprio coração. 13Gostaria de tê-lo comigo, a fim de que fosse teu representante para cuidar de mim nesta prisão, que eu devo ao evangelho. 14Mas eu não quis fazer nada sem o teu parecer, para que a tua bondade não seja forçada, mas espontânea. 15Se ele te foi retirado por algum tempo, talvez seja para que o tenhas de volta para sempre, 16já não como escravo, mas, muito mais do que isso, como um irmão querido, muitíssimo querido para mim quanto mais ele o for para ti, tanto como pessoa humana quanto como irmão no Senhor. 17Assim, se estás em comunhão de fé comigo, recebe-o como se fosse a mim mesmo. 18Se em alguma coisa te prejudicou ou se alguma coisa te deve, põe em minha conta. 19Eu, Paulo, de meu punho o escrevo: eu o pagarei; para não dizer que tu mesmo me deves a própria vida. 20Sim, irmão, deixa que eu te explore no Senhor. Conforta em Cristo meu coração. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 145 (146) – O Senhor faz justiça aos que são oprimidos; ele dá alimento aos famintos, é o Senhor quem liberta os cativos. R: Feliz quem se apoia no Deus de Jacó! – O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor faz erguer-se o caído, o Senhor ama aquele que é justo. É o Senhor quem protege o estrangeiro. R: Feliz quem se apoia no Deus de Jacó! – Quem ampara a viúva e o órfão, mas confunde os caminhos dos maus. O Senhor reinará para sempre! Ó Sião, o teu Deus reinará para sempre e por todos os séculos! R: Feliz quem se apoia no Deus de Jacó! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 17, 20-25 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Eu sou a videira e vós sois os ramos; um fruto abundante vós haveis de dar (Jo 15,5); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, 20os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o reino de Deus. Jesus respondeu: “O reino de Deus não vem ostensivamente. 21Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘está ali’, porque o reino de Deus está entre vós”. 22E Jesus disse aos discípulos: “Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do homem e não podereis ver. 23As pessoas vos dirão: ‘Ele está ali’ ou ‘ele está aqui’. Não deveis ir nem correr atrás. 24Pois, como o relâmpago brilha de um lado até o outro do céu, assim também será o Filho do homem no seu dia. 25Antes, porém, ele deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta geração”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor The post Evangelho do dia 2018-11-15 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho