Santo André Avelino, Teatino

Nascido em 1521, em Castronuovo, pequena cidade do reino de Nápoles, André manifestou a maior disposição, desde a infância, pelas virtudes. Uma fisionomia propícia expôs-lhe a castidade a grandes perigos. Triunfou, porém, pela oração, constância, e vigilância sobre si mesmo, fugindo às más companhias. Não desejando viver senão para Deus, abraçou o estado eclesiástico, fazendo-se, antes, doutor em direito canônico. Uma falta que cometeu, fê-lo deixar inteiramente o mundo. Certa vez, queixando-se na corte eclesiástica, deixou escapar uma mentira, mentira sobre um ponto que não era de grande importância. E a leitura destas palavras da Escritura: A boca que profere mentiras leva a morte à alma, causou-lhe tal impressão, que renunciou, para sempre, à profissão de advogado, passando a consagrar-se unicamente à penitência e ao santo ministério. Encarregado pelo arcebispo de Nápoles, de reformar e dirigir um mosteiro de religiosas, experimentou muitas contradições. Viu-se mesmo alvo do furor dos que lhe eram contrários e, duma feita, escapou da morte, com a qual o haviam ameaçado. Sofreu tudo com a maior resignação, sem um lamento. Perderia mesmo a vida, se assim fosse necessário, para a glória de Deus e salvação das almas. Entrando na congregação dos teatinos, em 1556, trocou o nome de Lanceloti pelo de André. E. desejando a santa perfeição, que sentia necessária, fez, com a permissão dos diretores, dois votos particulares: o primeiro combater sempre a própria vontade, e o segundo encaminhar-se sempre, no que lhe fosse possível, a perfeição. Pelo resto da vida respondeu a estes extraordinários compromissos. Suportou, sem a menor perturbação, o assassínio dum dos sobrinhos. E, não contente com impedir se perseguisse o matador, com o maior fervor solicitou-lhe o indulto. Santo, a outros tornou santos, em particular São Lourenço Scupoli, o piedoso autor do Combate Espiritual. Foi amigo de São Carlos, ajudando-o, e muito, na reforma do clero. Deus o honrou com os dons da profecia e do milagre. Aos 10 de dezembro, com 88 anos – em 1608 – esgotado pelos trabalhos e alquebrado, estava Santo André Avelino aos pés do altar para dizer a Missa. E, no fim das palavras: Introibo ad altare Dei, caiu. Recebeu, então, com ternura, com imensa piedade, os sacramentos, e morreu tranquilamente. Canonizado em 1712 por Clemente XI, a Sicília e a cidade de Nápoles, teem-no como um dos padroeiros. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 273-274) The post Santo André Avelino, Teatino appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-11-10

Sábado, 10 de Novembro de 2018. Santo do dia: São Leão Magno, Papa e Doutor da IgrejaCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Lucas 16, 9-15 Primeira leitura: Filipenses 4, 10-19Leitura da carta de São Paulo aos Filipenses: Irmãos, 10grande foi minha alegria no Senhor, porque afinal vi florescer vosso afeto por mim. Na verdade estava sempre vivo, mas faltava-lhe oportunidade de manifestar-se. 11Não é por necessidade minha que vos digo, pois aprendi muito bem a contentar-me em qualquer situação. 12Sei viver na miséria e sei viver na abundância. Eu aprendi o segredo de viver em toda e qualquer situação, estando farto ou passando fome, tendo de sobra ou sofrendo necessidade. 13Tudo posso naquele que me dá força. 14No entanto, fizestes bem em compartilhar as minhas dificuldades. 15Filipenses, bem sabeis que, no início da pregação do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma Igreja, a não ser a vossa, se juntou a mim numa relação de crédito. 16Já em Tessalônica, mais de uma vez, me enviastes o que eu precisava. 17Não que eu procure presentes, porém o que eu busco é o fruto que cresça no vosso crédito. 18Agora, tenho tudo em abundância. Tenho até de sobra, desde que recebi de Epafrodito o vosso donativo, qual perfume suave, sacrifício aceito e agradável a Deus. 19O meu Deus proverá esplendidamente, com sua riqueza, a todas as vossas necessidades, em Cristo Jesus. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 111 (112) – Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei! Sua descendência será forte sobre a terra, abençoada a geração dos homens retos! R: Feliz aquele que respeita o Senhor! – Feliz o homem caridoso e prestativo, que resolve seus negócios com justiça. Porque jamais vacilará o homem reto, sua lembrança permanece eternamente! R: Feliz aquele que respeita o Senhor! – Seu coração está tranquilo e nada teme, e confusos há de ver seus inimigos. Ele reparte com os pobres os seus bens, permanece para sempre o bem que fez, e crescerão a sua glória e seu poder. R: Feliz aquele que respeita o Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 16, 9-15 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Jesus Cristo, Senhor nosso, embora sendo rico, para nós se tornou pobre, a fim de enriquecer-nos mediante sua pobreza (2Cor 8,9); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 9“Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas. 10Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. 11Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? 12E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? 13Ninguém pode servir a dois senhores, porque, ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. 14Os fariseus, que eram amigos do dinheiro, ouviam tudo isso e riam de Jesus. 15Então Jesus lhes disse: “Vós gostais de parecer justos diante dos homens, mas Deus conhece vossos corações. Com efeito, o que é importante para os homens é detestável para Deus”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Clemente de Alexandria, teólogoSermão «Os ricos podem ser salvos?», § 31 «Arranjai amigos» «Quem der de beber a um destes pequeninos, ainda que seja somente um copo de água fresca, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa» (Mt 10,42). […] Este é o único salário que não perderá o seu valor: «Arranjai amigos com o vil dinheiro, para que, quando este vier a faltar, eles vos recebam nas moradas eternas». As riquezas de que dispomos não devem servir apenas para nós; com bens injustos pode fazer-se uma obra justa e salutar, e aliviar um daqueles que o Pai destinou à sua morada eterna. […] Que admirável é esta palavra de Paulo: «Deus ama quem dá com alegria» (2Cor 9,7), aquele que dá esmola do coração, que semeia sem medida para colher de forma igualmente abundante, que partilha sem murmurar, sem hesitação nem reticências. […] E ainda é maior esta palavra que o Senhor diz noutro lado: «Dá a quem te pedir» (Lc 6,30). […] Reflete pois na magnífica recompensa que te é prometida pela tua generosidade: a morada eterna. Que bom negócio! Que negócio extraordinário! Compramos a imortalidade com dinheiro; trocamos os bens perecíveis deste mundo por uma morada eterna no Céu! Se vós, os ricos, tendes sabedoria, aplicai-vos a este comércio. […] Porque vos deixais fascinar por diamantes e esmeraldas, por casas que o fogo devora, que o tempo faz desmoronar, que um tremor de terra derruba? Aspirai apenas a viver nos Céus e a reinar com Deus. Um homem, um pobre dar-vos-á esse reino. […] De resto o Senhor não disse: «Dai, sede generosos, socorrei os vossos irmãos», mas «fazei amigos». A amizade não nasce duma única doação, mas duma longa familiaridade. Nem a fé nem a caridade nem a paciência, são obra de um dia: «Mas aquele que se mantiver firme até ao fim será salvo» (Mt 10,22). The post Evangelho do dia 2018-11-10 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santo André Avelino, Teatino

Nascido em 1521, em Castronuovo, pequena cidade do reino de Nápoles, André manifestou a maior disposição, desde a infância, pelas virtudes. Uma fisionomia propícia expôs-lhe a castidade a grandes perigos. Triunfou, porém, pela oração, constância, e vigilância sobre si mesmo, fugindo às más companhias. Não desejando viver senão para Deus, abraçou o estado eclesiástico, fazendo-se, antes, doutor em direito canônico. Uma falta que cometeu, fê-lo deixar inteiramente o mundo. Certa vez, queixando-se na corte eclesiástica, deixou escapar uma mentira, mentira sobre um ponto que não era de grande importância. E a leitura destas palavras da Escritura: A boca que profere mentiras leva a morte à alma, causou-lhe tal impressão, que renunciou, para sempre, à profissão de advogado, passando a consagrar-se unicamente à penitência e ao santo ministério. Encarregado pelo arcebispo de Nápoles, de reformar e dirigir um mosteiro de religiosas, experimentou muitas contradições. Viu-se mesmo alvo do furor dos que lhe eram contrários e, duma feita, escapou da morte, com a qual o haviam ameaçado. Sofreu tudo com a maior resignação, sem um lamento. Perderia mesmo a vida, se assim fosse necessário, para a glória de Deus e salvação das almas. Entrando na congregação dos teatinos, em 1556, trocou o nome de Lanceloti pelo de André. E. desejando a santa perfeição, que sentia necessária, fez, com a permissão dos diretores, dois votos particulares: o primeiro combater sempre a própria vontade, e o segundo encaminhar-se sempre, no que lhe fosse possível, a perfeição. Pelo resto da vida respondeu a estes extraordinários compromissos. Suportou, sem a menor perturbação, o assassínio dum dos sobrinhos. E, não contente com impedir se perseguisse o matador, com o maior fervor solicitou-lhe o indulto. Santo, a outros tornou santos, em particular São Lourenço Scupoli, o piedoso autor do Combate Espiritual. Foi amigo de São Carlos, ajudando-o, e muito, na reforma do clero. Deus o honrou com os dons da profecia e do milagre. Aos 10 de dezembro, com 88 anos – em 1608 – esgotado pelos trabalhos e alquebrado, estava Santo André Avelino aos pés do altar para dizer a Missa. E, no fim das palavras: Introibo ad altare Dei, caiu. Recebeu, então, com ternura, com imensa piedade, os sacramentos, e morreu tranquilamente. Canonizado em 1712 por Clemente XI, a Sicília e a cidade de Nápoles, teem-no como um dos padroeiros. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 273-274) The post Santo André Avelino, Teatino appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo André Avelino, Teatino

Nascido em 1521, em Castronuovo, pequena cidade do reino de Nápoles, André manifestou a maior disposição, desde a infância, pelas virtudes. Uma fisionomia propícia expôs-lhe a castidade a grandes perigos. Triunfou, porém, pela oração, constância, e vigilância sobre si mesmo, fugindo às más companhias. Não desejando viver senão para Deus, abraçou o estado eclesiástico, fazendo-se, antes, doutor em direito canônico. Uma falta que cometeu, fê-lo deixar inteiramente o mundo. Certa vez, queixando-se na corte eclesiástica, deixou escapar uma mentira, mentira sobre um ponto que não era de grande importância. E a leitura destas palavras da Escritura: A boca que profere mentiras leva a morte à alma, causou-lhe tal impressão, que renunciou, para sempre, à profissão de advogado, passando a consagrar-se unicamente à penitência e ao santo ministério. Encarregado pelo arcebispo de Nápoles, de reformar e dirigir um mosteiro de religiosas, experimentou muitas contradições. Viu-se mesmo alvo do furor dos que lhe eram contrários e, duma feita, escapou da morte, com a qual o haviam ameaçado. Sofreu tudo com a maior resignação, sem um lamento. Perderia mesmo a vida, se assim fosse necessário, para a glória de Deus e salvação das almas. Entrando na congregação dos teatinos, em 1556, trocou o nome de Lanceloti pelo de André. E. desejando a santa perfeição, que sentia necessária, fez, com a permissão dos diretores, dois votos particulares: o primeiro combater sempre a própria vontade, e o segundo encaminhar-se sempre, no que lhe fosse possível, a perfeição. Pelo resto da vida respondeu a estes extraordinários compromissos. Suportou, sem a menor perturbação, o assassínio dum dos sobrinhos. E, não contente com impedir se perseguisse o matador, com o maior fervor solicitou-lhe o indulto. Santo, a outros tornou santos, em particular São Lourenço Scupoli, o piedoso autor do Combate Espiritual. Foi amigo de São Carlos, ajudando-o, e muito, na reforma do clero. Deus o honrou com os dons da profecia e do milagre. Aos 10 de dezembro, com 88 anos – em 1608 – esgotado pelos trabalhos e alquebrado, estava Santo André Avelino aos pés do altar para dizer a Missa. E, no fim das palavras: Introibo ad altare Dei, caiu. Recebeu, então, com ternura, com imensa piedade, os sacramentos, e morreu tranquilamente. Canonizado em 1712 por Clemente XI, a Sicília e a cidade de Nápoles, teem-no como um dos padroeiros. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 273-274) The post Santo André Avelino, Teatino appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-11-09

Sexta-feira, 09 de Novembro de 2018. Santo do dia: Dedicação da Basílica do Latrão; Santa Elisabeth da Santíssima Trindade Catez, virgemCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São João 2, 13-22 Primeira leitura: Ezequiel 47, 1-2.8-9.12Leitura da profecia de Ezequiel: Naqueles dias, 1o homem fez-me voltar até a entrada do templo, e eis que saía água da sua parte subterrânea na direção leste, porque o templo estava voltado para o oriente; a água corria do lado direito do templo, a sul do altar. 2Ele fez-me sair pela porta que dá para o norte e fez-me dar uma volta por fora até a porta que dá para o leste, onde eu vi a água jorrando do lado direito. 8Então ele me disse: “Estas águas correm para a região oriental, descem para o vale do Jordão, desembocam nas águas salgadas do mar, e elas se tornarão saudáveis. 9Aonde o rio chegar, todos os animais que ali se movem poderão viver. Haverá peixes em quantidade, pois ali desembocam as águas que trazem saúde; e haverá vida aonde chegar o rio. 12Nas margens junto ao rio, de ambos os lados, crescerá toda espécie de árvores frutíferas; suas folhas não murcharão, e seus frutos jamais se acabarão: cada mês darão novos frutos, pois as águas que banham as árvores saem do santuário. Seus frutos servirão de alimento, e suas folhas serão remédio”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 45 (46) – O Senhor para nós é refúgio e vigor, sempre pronto, mostrou-se um socorro na angústia; assim não tememos se a terra estremece, se os montes desabam, caindo nos mares. R: Os braços de um rio vêm trazer alegria / à cidade de Deus, à morada do Altíssimo. – Os braços de um rio vêm trazer alegria à cidade de Deus, à morada do Altíssimo. Quem a pode abalar? Deus está no seu meio! Já bem antes da aurora, ele vem ajudá-la. R: Os braços de um rio vêm trazer alegria / à cidade de Deus, à morada do Altíssimo. – Conosco está o Senhor do universo! O nosso refúgio é o Deus de Jacó! Vinde ver, contemplai os prodígios de Deus e a obra estupenda que fez no universo: reprime as guerras na face da terra. R: Os braços de um rio vêm trazer alegria / à cidade de Deus, à morada do Altíssimo. Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 2, 13-22 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Esta casa eu escolhi e santifiquei, para nela estar meu nome para sempre (2Cr 7,16); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João: 13Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. 14No templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. 15Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” 17Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. 18Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” 19Ele respondeu: “Destruí este templo, e em três dias o levantarei”. 20Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário, e tu o levantarás em três dias?” 21Mas Jesus estava falando do templo do seu corpo. 22Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santo Agostinho, Bispo e Doutor da IgrejaSermão Morin n.°3, 4; PLS 2, 664 «Jesus, porém, falava do templo do seu Corpo». Porque era profeta, Salomão erigiu um Templo de pedra e de madeira […] para o Deus vivo, que fez o céu e a Terra e cuja morada está nos Céus. […] Porque pediu Deus que Lhe fosse construído um Templo? Porque estava privado de morada? Ouçamos Estêvão no momento do seu martírio: «Foi Salomão que Lhe construiu uma casa mas o Altíssimo não habita em casa erguida pela mão do homem» (At 7,48). Então porque foi que Ele construiu ou mandou construir um Templo? Para prefigurar o corpo de Cristo. O primeiro Templo era apenas uma sombra (Col 2,17): quando a luz chegou, a sombra retrocedeu. Procuras agora o Templo construído por Salomão? É uma ruína que encontras. E porquê? Porque a realidade que ele anunciava cumpriu-se. O verdadeiro Templo, o corpo do Senhor, também caiu mas levantou-se, e de tal forma que nunca mais poderá voltar a cair. […] E quanto aos nossos corpos? São membros de Cristo. Escutai São Paulo: «Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo?» (1Cor 6,15) Quando ele diz: «Os vossos corpos são membros de Cristo», quer dizer que os nossos corpos, unidos à nossa cabeça que é Cristo (Col 1,18), constituem, juntos, um Templo único, o Templo de Deus. Com o corpo de Cristo, os nossos corpos são esse Templo. […] Deixai-vos construir na unidade, para não tombardes em ruína, permanecendo separados. The post Evangelho do dia 2018-11-09 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santo Ursino, Bispo

Santo Ursino foi o primeiro bispo de Bourges. São Gregório de Tours, no À Glória dos Confessores, escreveu: A cidade de Bourges recebeu a palavra da salvação da boca de Santo Ursino, que, depois de ter sido ordenado bispo, constituiu e governou a primeira Igreja de Bourges. Ao morrer, foi enterrado no campo, junto com outros corpos que ali jaziam. Naquele campo, plantou-se extenso parreiral, de modo que tudo acabou no esquecimento. Conta-se que, quando Santo Augusto era abade de São Sinforiano de Bourges, teve um estranho sonho, em que Santo Ursino lhe apareceu e disse: – Cava a terra e procura meu corpo, porque eu sou Ursino, o primeiro bispo desta cidade. Santo Augusto respondeu: – Onde cavar, onde procurar a tua sepultura, se ignoro o lugar em que tu foste deposto? Santo Ursino, silenciosamente, tomou-o pela e conduziu-o ao local em que o haviam enterrado, e disse: – Meu corpo está debaixo desta parreira. O santo abade, acordou e, imediatamente, foi referir o sonho ao bispo, o qual não ligou a mínima importância à narrativa. Um dia, São Germano, tendo deixado Paris, passou de viagem por Bourges, onde pernoitou. Ali, teve o mesmo sonho. A Santo Augusto, São Germano contou a visão e, como o seu sonho concordava inteiramente com o do abade, ambos, de noite, acompanhados dum clérigo, buscaram a vinha e o lugar indicado por Santo Ursino. Cavara, a terra, e encontraram um sarcófago. Abrindo-o, deparou-se-lhes um corpo intacto. Santo Ursino foi, então, transportado para a basílica de São Sinforiano, a qual, logo mais, tomou-lhe o nome. A vida do primeiro bispo de Bourges é lendária. Teria assistido ao Lavapés, à Paixão, não deixando os Apóstolos durante os quarenta dias que seguiram a Ressurreição. Assistiu à Ascensão e ao Pentecostes. Depois acompanhou Santo Estevão até os eu martírio, recolhendo-lhe os restos. Enterrou-os, e foi expor todos os sucessos a São Pedro. Tendo ficado ao lado do Príncipe dos Apóstolos, acompanhou-os, mais tarde, a Roma. Ali, assistiu a sua crucifixão. O Papa São Clemente enviou-o à Gália. Indo para Bourges, Santo Ursino converteu e batizou grande número de pagãos, morrendo bastante idoso e em grande paz. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 269-270) The post Santo Ursino, Bispo appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
São Godofredo, Bispo De Amiens

São Godofredo, abade de Nogent-sous-Couci, e depois bispo de Amiens, mostrou no convento de São Quentin os sentimentos de piedade que o fizeram um dos mais santos abades e um dos maiores bispos de seu tempo. Como os pais haviam encomendado seu nascimento às orações daquela comunidade tão piedosa, levaram-no ao monte São Quentin para que ali recebesse o batismo. Aos cinco anos, ingressou no mosteiro. O pai, Frodon, abraçou a vida monástica no convento de Nogent, e um dos irmãos, Odon, retirou-se ao monte de São Quentin, onde se distinguiu por grande austeridade e por tão exata observância do silêncio, que, durante a quaresma, não proferia uma única palavra. A não ser quando se confessava. Godofredo revelava mais virtude ainda, considerando-se a tenra idade. O amor pela pobreza e o recolhimento levaram-no a ser procurador da comunidade. A prudência de Godofredo fazia as vezes da experiência. Amava a poupança e não era avarento. Por sua aplicação, pôs em ordem, em pouco tempo, os negócios do convento, que jaziam em mau estado, pagou dívidas, sendo, então agradável aos religiosos e aos seculares. Fazendo-se, em 1095, abade de Nogent-sous-Couci, pela resignação do predecessor, logo floriu a piedade. Era um mosteiro fundado recentemente no lugar onde havia uma velha igreja da Virgem, muito freqüentada por fiéis. Os monges eram poucos e não eram metódicos. E Godofredo não encontrou em Nogent mais que seis religiosos com dois meninos criados entre eles. Em pouco tempo, o mosteiro floresceu e recebeu excelentes almas. Aplicando-se mesmo à direção dos seculares, sem negligenciar a dos religiosos, Godofredo conduziu a uma grande perfeição, piedosas damas que lhe haviam demonstrado confiança. Em 1103, foi eleito bispo de Amiens. E foi necessária violência para que aceitasse a eleição. Entrou descalço na cidade. Quando chegou à igreja de São Firmino, dirigiu, ao povo que estava presente, um discurso fortemente patético. Achava-se-lhe no palácio a casa dum verdadeiro discípulo de Jesus Cristo. Todos os dias, lavava os pés de treze pobres, e servia-os à mesa. Opunha-se com zelo inflexível às usurpações dos grandes, obstinadamente presos às desordens. Atacava com vigor os abusos que reinavam no clero; depois de ter experimentado grandes dificuldades, restabeleceu a reforma no mosteiro de São Valeri. Celebrando os santos mistérios do Natal, em presença de Roberto, conde de Artois, que tinha a corte em Saint-Omer, não quis receber oferendas dos príncipes, porque o seu exterior, era assaz mundano. Então muitos deixaram a igreja e retornaram mais simplesmente vestidos, porque não queriam ficar privados da benção do santo bispo. Em 1112, o santo bispo de Amiens, de acordo com os habitantes, estabeleceu gratuitamente uma comuna ou burguesia na cidade episcopal. O governo dessa comuna, composto de vinte e quatro almocatéis, sob a presidência dum administrador, foi instalada sem qualquer perturbação em meio à alegria popular. A cidade de Amiens estava repartida entre quatro pessoas: o bispo, o vidama, o castelão ou proprietário abastado e, finalmente, o conde, que era Engebran de Boves, pai de Tomás de Marle, homem muito maldoso. O vidama deu sua aprovação à comuna mediante certas condições, mas o castelão e o conde não lhe deram ouvidos – daí a guerra entre eles e os burgueses. Com o concurso do rei Luís, o Gordo, e com a mediação do bispo, os burgueses obtiveram, a peso de dinheiro, a aprovação real dos regulamentos municipais. Nessa guerra, Tomás de Marle atacou ferozmente a comuna de Amiens, enquanto a de Laon, a apoiava francamente. A desolação tomou conta de Godofredo. Os crimes, dos quais fora causa, abateram-no tanto, que decidiu deixar o episcopado, para se retirar a Chartreuse de Grenoble com os santos capuchos solitários, cuja reputação já se espalhara por toda a França. Guigues, o prior, com grande alegria recebeu o santo bispo, e designou-lhe uma cela. E Godofredo, na solidão, sonhava somente com reunir as doçuras da contemplação aos rigores da penitência. Sabendo que Cônon, legado da Santa Sé, ia abrir concílio de Beauvais, enviou-lhe carta, na qual dizia renunciar ao bispado. Reunido o concílio, os cidadãos de Amiens enviaram-lhe deputados com o fito de se queixarem do abandono em que se viam, privados que estavam do bispo. E novo prelado exigiram. Radulfo, arcebispo de Reims, disse; – Como ousais agir desta maneira? Que autoridade tendes? Não fostes vós, com vossa indocilidade, que afugentastes da sede um homem ornado de todas as virtudes? Desejais, porventura, somente aqueles que vos sejam favoráveis aos interesses e prazeres? Os deputados ouviam calados. E o arcebispo continuou: – Ide, pois. Trazei-o de volta e que permaneça entre vós, porque Nosso Senhor Jesus Cristo, outro bispo não tereis enquanto Godofredo viver. Ao mesmo tempo, chegaram enviados de Godofredo, trazendo a carta da renúncia, onde declarava que declinava daquele bispado e exortava os diocesanos a buscar outro pastor, assegurando-lhes que jamais voltaria, incapaz que se sentia de desincumbir-se das funções episcopais. À leitura daquela carta tão humilde, os bispos do concílio não conseguiram conter as lágrimas: um homem tão capaz, virtuoso e talhado para as funções a dizer-te inoperante! E resolveram deixar a questão para ser tratada no concílio que se daria em Soissons, pela Epifania do ano seguinte, 1115. Naquele concílio, ficou resolvido que se enviassem dois deputados em nome do rei, com cartas do concílio, que ordenassem ao santo homem voltar para ocupar o posto. Godofredo, ao ler as cartas, caiu de joelhos aos pés dos monges com os quais vivia, e, chorando, implorou-lhes não permitissem que deles se afastasse. Os cartuxos, comovidos, choraram com ele, procurando consolá-lo. – Que podemos nós contra uma ordem do rei? Que fazer diante da autoridade real e episcopal? E Godofredo, tendo ficado mais algum tempo com os cartuxos de Grenoble, da festa de São Nicolau até a quaresma, partiu. Antes de ir a Amiens, passou por Amiens, onde o legado Cônon estava num novo concílio. O arcebispo Radulfo apresentou-o aos prelados reunidos. E Godofredo causava dó, tão macerado estava, castigado e fraco, que mal se sustinha em pé. O legado, que presidia o
Evangelho Do Dia 2018-11-08

Quinta-feira, 08 de Novembro de 2018. Santo do dia: Beato João Duns Scoto, presbíteroCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 15, 1-10 Primeira leitura: Filipenses 3, 3-8Leitura da carta de são Paulo aos Filipenses: Irmãos, 3os verdadeiros circuncidados somos nós, que prestamos culto pelo Espírito de Deus, colocamos a nossa glória em Cristo Jesus e não pomos confiança na carne. 4Aliás, também eu poderia pôr minha confiança na carne. Pois, se algum outro pensa que pode confiar na carne, eu mais ainda. 5Fui circuncidado no oitavo dia, sou da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu filho de hebreus. Em relação à lei, fariseu; 6pelo zelo, perseguidor da Igreja de Deus; quanto à justiça que vem da lei, sempre irrepreensível. 7Mas essas coisas, que eram vantagens para mim, considerei-as como perda, por causa de Cristo. 8Na verdade, considero tudo como perda diante da vantagem suprema que consiste em conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 104 (105) – Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas! Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! R: Exulte o coração dos que buscam o Senhor! – Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! Lembrai as maravilhas que ele fez, seus prodígios e as palavras de seus lábios! R: Exulte o coração dos que buscam o Senhor! – Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra. R: Exulte o coração dos que buscam o Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 15, 1-10 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3Então, Jesus contou-lhes esta parábola: 4“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria 6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ 7Eu vos digo, assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. 8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ 10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho São Pedro Crisólogo, Bispo e Doutor da IgrejaSermão 168, 4-6 Deus à procura de uma só ovelha para salvação de todas O facto de encontrarmos um objeto que tínhamos perdido enche-nos de uma alegria nova cada vez que ocorre. E esta alegria é maior do que a que experimentávamos, antes de o perder, quando aquele objeto estava bem guardado. Mas a parábola da ovelha perdida fala mais da ternura de Deus do que da maneira como os homens habitualmente se comportam. E exprime uma verdade profunda: abandonar o que tem importância por amor do que há de mais humilde é próprio do poder divino, não da cobiça humana. Porque Deus faz existir o que não é; Ele parte à procura do que está perdido guardando o que deixou ficar para trás, e encontra o que se tinha transviado sem perder o que está à sua guarda. É por isso que este pastor não é da Terra, mas do Céu. A parábola não é de forma alguma uma representação de obras humanas, mas esconde mistérios divinos, como é demonstrado cabalmente pelos números que menciona: «Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas…» Como vedes, a perda de uma só ovelha magoou tanto o pastor como se o rebanho inteiro, privado da sua proteção, se tivesse metido por um caminho errado. É por isso que, deixando as outras noventa e nove, ele parte à procura de uma só, […] a fim de, nela, as encontrar e as salvar a todas. The post Evangelho do dia 2018-11-08 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
São Vilibrodo, Bispo De Utrecht, Apóstolo Da Frísia

Os ingleses, vindos da Germânia, e convertidos à fé católica pelos missionários do Papa Gregório, encheram-se de zelo e puseram-se a converter os povos dos quais se originaram, a começar pelos frisões, que eram os mais próximos. Santo Egberto, nobre inglês, que se retirara para a Irlanda, e abraçara a vida monástica, em 686, resolveu ir à Frísia, mas, à última hora, abandonou o projeto, pondo-se a trabalhar ativa e utilmente na reunião dos irlandeses cismáticos. Wilgberto, um dos companheiros de Egberto, que vivia desde muito na Irlanda, levou a vida de anacoreta numa grande perfeição, embarcou para a Frísia, e durante dois anos pregou o Evangelho àquela nação e ao rei Radbod. Percebendo que fruto algum lhe vinha do imenso trabalho, tornou à Irlanda, para, em silêncio, servir a Deus e aproveitar, pelo menos aos seus, o exemplo. Santo Tgberto, vendo que o companheiro conseguira da Frísia, experimentou enviar para lá homens zelosos e virtuosos. E escolheu doze, dos quais o principal era São Vilibrodo, inglês, nascido na Nortúmbria, em 658. O pai chamava-se Wilgis e era extremamente piedoso, tendo deixado o século e abraçado o estado monástico, fazendo-se ermitão mais tarde. Na velhice, tendo fundado uma pequena comunidade entre o oceano e Humbert, passou a dirigi-la. Honrado entre os santos, no mosteiro de Epternach, na diocese de Tréveris, é nomeado no calendário inglês. Alcuíno, amigo de Carlos Magno, deu-nos sua vida, bem como a do filho Vilibrodo. Vilibrodo ainda não completara sete anos e já o pai o enviava ao convento de Ripon, onde ficou sob a direção de São Wilfrido e abraçou a vida monástica. Assim, aos vinte anos, com o consentimento do abade de Ripon, conseguiu permissão para ir à Irlanda: queria aperfeiçoar-se ao pé de Santo Egberto. Era padre, e estava com trinta anos, quando foi enviado à Frísia por aquele santo, que viveu até o ano 729 e morreu com 90 anos, aos 24 de abril, dia em que a Igreja lhe honra a memória. Chegados que foram à Frísia is doze missionários, em 690, foram otimamente recebidos por Pepino, duque dos francos e presidente do palácio, cognominado de Héristal, que ganhara de Radbord as graças e uma parte da Frísia, parte que ficava entre o reino e o Mosa. Foi por isso que os enviou, aos doze, para ali pregar, dando-lhe a proteção de que necessitavam, concordando que chamassem à fé quem quer que fosse: pouco depois, um grande número de idólatras era convertido. Com o tempo, os missionários escolheram Swidberto, um dentre eles, para ser ordenado bispo. E, na Inglaterra, por São Wilfrido, então arcebispo de York, foi elevado àquela dignidade. Ao retornar, na Germânia esteve o novo prelado entre os povos das vizinhanças de Colônia, e a muita gente converteu. Pouco tempo depois, todavia, aqueles convertidos se viram obrigados a dispersar-se, pela pressão saxônia, e São Swidberto foi ter com Pepino, que lhe deu, para retiro, uma ilha no Reno, onde, então, o bispo ergueu um convento, a que chamou Verden, e depois Keiserswert, que quer dizer Ilha do Imperador. São Swidberto morreu no ano de 713. São Vilibrodo, com os demais missionários ingleses, trabalhava com sucesso na conversão dos frisões, sob a benéfica sombra de Pepino. Lá pelo ano de 692, por Pepino mesmo, foi o santo enviado a Roma, para receber do Papa Sérgio a benção apostólica e trazer santas relíquias. Ao regressar, continuou pregando aos frisões, submetidos aos francos, e, pouco mais tarde, tornou a Roma com presentes e cartas de Pepino, que rogava ao Papa lhe ordenasse Vilibrodo bispo de seu povo. O Papa Sérgio consagrou-o arcebispo dos frisões, na igreja de Santa Cecília, no dia mesmo da festa desta santa, aos 22 de novembro de 696. E, dando são novo arcebispo o pallium, deu-lhe também novo nome, o de Clemente, em lugar daquele Vilibrodo bárbaro, nome pelo qual, todavia, é mais conhecido até hoje. Enviado pelo Papa ao seio do seu povo, não ficou o santo mais do que quatorze dias em Roma. De Pepino, recebeu o lugar onde, então estabeleceu a sede episcopal, na cidade hoje denominada Utrecht. São Vilibrodo ali erigiu uma igreja, a igreja de São Salvador, que passou a ser o centro do episcopado. Como convertera grande número de fiéis, de todas as partes, durante cinqüenta anos de pregação, acabou fundando muitos conventos, erigindo várias igrejas e fez com que se ordenassem novos bispos. Um dia, resolveu pregar o Evangelho na parte da Frísia que vivia sob o governo de Radbod, e o príncipe recebeu-o com muitas honras. Dali, passou São Vilibrodo à Dinamarca, cujo povo, muito feroz, era comandado por Ongende, mais cruel que a mais cruel das feras. Ongente recebeu-o com certa complacência, mas por pouco entre os dinamarqueses esteve o santo, vendo que fruto poderia esperar daquele país. Contentou-se, então, com a boa vontade de trinta jovens, reuniu-os e retornou à França. E, pensando nos acidentes que pudessem surgir de tão longa viagem, instruiu-os e batizou-os em caminho. Nos confins da Dinamarca e da Frísia, há uma ilha, na embocadura do Elba, que agora tem o nome do seu deus Fosite. Os pagãos veneram-na e não ousam tocar em animal algum que ali vive; nem falar sequer de tirar água duma fonte que irriga aquelas terras. Ora, aconteceu que São Vilibrodo, atirado por uma tempestade, ali foi ter e passou alguns dias, à espera de tempo favorável para reiniciar a viagem. Três homens, batizou-os na fonte, e pediu que lhe matassem qualquer caça para a alimentação. E os pagãos ficaram na expectativa: ao comer daquela carne, se o santo homem não morresse subitamente, de ficar louco furioso na escaparia. Nada disso, porém, sucedeu. Maravilhados, fizeram chegar a Radbod, o acontecido. O príncipe, querendo vingar os deuses, fez lançar a sorte três vezes por dia, durante três dias, segundo velha superstição dos germanos, sobre o santo bispo e os companheiros. Como a sorte lhe foi desfavorável, livrando o santo do martírio, limitou-se a recriminá-lo, dizendo-lhe que só fizera por
Evangelho Do Dia 2018-11-07

Quarta-feira, 07 de Novembro de 2018. Santo do dia: São Vicente Grossi, presbíteroCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 14, 25-33 Primeira leitura: Filipenses 2, 12-18Leitura da carta de São Paulo aos Filipenses: 12Meus queridos, como sempre fostes obedientes, não só em minha presença, mas ainda mais agora na minha ausência, trabalhai para a vossa salvação, com temor e tremor. 13Pois é Deus que realiza em vós tanto o querer como o fazer, conforme o seu desígnio benevolente. 14Fazei tudo sem reclamar ou murmurar, 15para que sejais livres de repreensão e ambiguidade, filhos de Deus sem defeito, no meio desta geração depravada e pervertida, na qual brilhais como os astros no universo. 16Conservai com firmeza a palavra da vida. Assim, no dia de Cristo, terei a glória de não ter corrido em vão nem trabalhado inutilmente. 17E ainda que eu seja oferecido em libação, no sacrifício que é o sagrado serviço de vossa fé, fico feliz e alegro-me com todos vós. 18Vós também, alegrai-vos pelo mesmo motivo e congratulai-vos comigo. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 26 (27) – O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? R: O Senhor é minha luz e salvação! – Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. R: O Senhor é minha luz e salvação! – Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! R: O Senhor é minha luz e salvação! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 14,25-33 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Felizes sereis vós se fordes ultrajados por causa de Jesus, pois repousa sobre vós o Espírito de Deus (1Pd 4,14); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, 25grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26“Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim não pode ser meu discípulo. 28Com efeito, qual de vós, querendo construir uma torre, não senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ 31Ou ainda, qual o rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se, com dez mil homens, poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Boaventura, franciscano, Doutor da IgrejaA Vida de São Francisco, Legenda major, cap. 2 São Francisco renuncia a tudo para seguir Cristo O pai de Francisco queria que ele comparecesse perante o bispo para renunciar a todos os seus direitos de herdeiro, e que lhe restituísse o que ainda possuía. Como verdadeiro amante da pobreza, Francisco prestou-se de boa vontade à cerimónia, apresentou-se no tribunal do bispo e, sem esperar um momento nem hesitar sobre fosse o que fosse, sem esperar por uma ordem nem pedir qualquer explicação, despiu todas as suas roupas e entregou-as a seu pai. […] A seguir, cheio de fervor e levado pela embriaguez espiritual, descalçou os sapatos e, completamente nu perante a assistência, declarou a seu pai: «Até agora chamei-te pai na Terra; doravante poderei dizer com segurança: “Pai Nosso que estais no Céu”, pois foi a Ele que confiei o meu tesouro e entreguei a minha fé». O bispo, homem santo e muito digno, chorava de admiração ao ver os excessos a que o levava o seu amor a Deus; levantou-se, tomou o jovem nos braços, cobriu-o com o seu manto e mandou buscar alguma coisa para lhe vestir. Trouxeram-lhe um pobre manto de burel de um camponês que estava ao serviço do bispo. Francisco recebeu-o com gratidão e, apanhando em seguida do chão um pedaço de giz, traçou nele uma cruz: a veste significava este homem crucificado, este pobre meio despido. Foi assim que o servidor do Grande Rei ficou nu para caminhar atrás do seu Senhor, pregado à cruz na sua nudez. The post Evangelho do dia 2018-11-07 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho