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São Geraldo De Brogne, Abade

Nasceu no território de Namur, de boa família, e, desde os mais tenros anos, mostrou-se ternamente devoto e, sobretudo, muito desapegado para com tudo quanto pudesse manchar-se a pureza. Tomou parte em várias campanhas, sob o comando de Berenger, Conde de Namur, sem que a sua virtude fosse atingida; ao contrário, a dissolução, ligada às armas, apenas serviu para fazê-la prosperar. Sua probidade e sabedoria converteram-no no conselheiro e confidente do Conde de Namur que o mandou tratar de alguns negócios junto ao Duque Roberto, futuro rei da França. Durante essa embaixada, Geraldo visitou o mosteiro de São Dionísio, onde assistiu ao ofício das vésperas; e, tendo ouvido referências a Santo Eugênio, indagou quem era aquele santo. Responderam-lhe que fora um companheiro de São Dionísio, primeiro bispo de Toledo, de onde viera para a Gália; sofrera o martírio na aldeia de Deuil, e suas relíquias, conservadas em São Dionísio haviam operado vários milagres. Geraldo insistiu com os monges para que lhe dessem o corpo daquele santo mártir, pois queria colocá-lo na nova igreja que mandara construir nas suas terras de Brogne. Seu pedido não foi atendido; contudo, deram-lhe a entender que se quisesse entrar como monge em São Dionísio, lhe concederiam o que tanto desejava. Na noite seguinte, Geraldo concebeu o projeto de abraçar a vida religiosa. De regresso, comunicou sua intenção ao Conde de Namur, que debalde se esforçou para dissuadi-lo. Também falou com Estevão, Bispo de Liége, seu tio materno. Temendo opor-se aos desígnios de Deus em relação ao sobrinho, o prelado deu-lhe sua benção, depois de fazer-lhe algumas advertências para auxiliá-lo a assegurar-se da sua vocação. Geraldo retornou a São Dionísio, onde tomou o hábito monástico cerca do ano de 928, depois de ter cortado o cabelo e raspado a barba. Começou a aprender o alfabeto, como as crianças e fez grandes progressos nas letras e outros ainda maiores na virtude. Permaneceu dez anos em São Dionísio, e foi ordenado sacerdote no nono ano por Adelmo, bispo de Paris, sucessor de Fulrado. Depois disso, tendo enfim obtido as relíquias de Santo Eugênio, regressou a Brogne, onde substituiu por doze monges de São Dionísio os clérigos que serviam a Igreja. Também fundou um mosteiro que dirigiu, e que se tornou famoso pelas virtudes dos monges e do prior. Gisleberto, Duque de Lorena, e Arnulfo, o Grande, Conde de Flandres, tão edificados ficaram, que incumbiram Geraldo de reformar todas as abadias das terras deles dependentes. Os principais mosteiros reformados e dirigidos pelo santo, na Flandres, foram os de Brogne, o de São Guislain, de São Pedro e São Bavo, em Gand, de São Martin, em Tournai, de Marchiennes, de Hasnon, São Vast de Arras, São Bertin, Santo Omer, Santo Armando, São Vulmer ou Samer, além dos mosteiros de Lorena e vários outros da França, tais como o de São Remígio, em Reims, e São Riquier. Importantes milagres aumentaram a autoridade conferida a São Geraldo pela virtude e pela sabedoria. Arnuldo, Conde de Flandres, era atrozmente atormentado por cálculos, e não se resolvia a deixar-se operar; embora os médicos e os cirurgiões lhe tivessem declarado que seria o púnico remédio contra o seu mal; para tranqüilizá-lo e abrandar-lhe o temor inspirado pela perogosa intervenção, operaram na sua presença dezoito pessoas atacadas pela mesma doença, das quais uma única morreu. Malgrado essas experiências, o Conde não consentiu em servir-se de um remédio que lhe parecia mais dolorosa do que o próprio mal. Recorreu a São Geraldo e o santo abade obteve-lhe, com suas orações, uma cura completa. No fim da sua vida, Geraldo fez uma viagem a Roma para obter privilégios em favor do seu mosteiro de Brogne. Depois visitou todosos mosteiros a ele subordinados e, em seguida, demitiu-se, a fim de melhor preparar-se para a morte, que chegou numa segunda-feira, 3 de Outubro de 959. Depois de ter recebido o santo viático com intensos sentimentos de piedade, deu ordens para que fizessem ressoar um sino que mandara benzer pelo bispo, e, mal esse começou a tocar, ele expirou. Vimos que São Sturme, abade de Fulda, também mandou tocar os sinos para avisar que entrara em agonia. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, p. 267 à 269) The post São Geraldo de Brogne, Abade appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-10-03

Quarta-feira, 03 de Outubro de 2018. Santo do dia: Santo André e Santo Ambrósio, Presbíteros e mártiresCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São Lucas 9, 57-62 Primeira leitura: Jó 9, 1-12.14-16Leitura do Livro de Jó: 1Jó respondeu a seus amigos e disse: 2’Sei muito bem que é assim: como poderia o homem ser justo diante de Deus? 3Se quisesse disputar com ele, entre mil razões não haverá uma para rebatê-lo. 4Ele é sábio de coração e poderoso em força; quem poderia enfrentá-lo e ficar ileso? 5Ele desloca as montanhas, sem que elas percebam e as derruba em sua cólera. 6Ele abala a terra em suas bases e suas colunas vacilam. 7Ele manda ao sol que não brilhe e guarda escondidas as estrelas. 8Sozinho desdobra os céus, e caminha sobre as ondas do mar. 9Criou a Ursa e o Órion, as Plêiades e as constelações do Sul. 10Faz prodígios insondáveis, maravilhas sem conta. 11Se passa junto de mim, não o vejo, e quando se afasta, não o percebo. 12Se ele apanha uma presa, quem ousa impedi-lo? Quem pode dizer-lhe: – O que está fazendo? 14Quem sou eu para replicar-lhe, e contra ele escolher meus argumentos? 15Ainda que eu tivesse razão, não poderia replicar, e deveria pedir misericórdia ao meu juiz. 16Se eu clamasse e ele me respondesse, não creio que daria atenção à minha voz’. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 87 (88) – Clamo a vós, ó Senhor sem cessar, todo o dia, minhas mãos para vós se levantam em prece. Para os mortos, acaso, faríeis milagres? poderiam as sombras erguer-se e louvar-vos?   R: Chegue a minha oração até a vossa presença!   – No sepulcro haverá quem vos cante o amor e proclame entre os mortos a vossa verdade? Vossas obras serão conhecidas nas trevas, vossa graça, no reino onde tudo se esquece?   R: Chegue a minha oração até a vossa presença!   – Quanto a mim, ó Senhor, clamo a vós na aflição, minha prece se eleva até vós desde a aurora. Por que vós, ó Senhor, rejeitais a minha alma? E por que escondeis vossa face de mim?   R: Chegue a minha oração até a vossa presença! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 9, 57-62 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Eu tudo considero como perda e como lixo a fim de ganhar Cristo e ser achado nele! (Fl 3,8s); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 57Enquanto estavam caminhando, alguém na estrada disse a Jesus: ‘Eu te seguirei para onde quer que fores.’ 58Jesus lhe respondeu: ‘As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça.’ 59Jesus disse a outro: ‘Segue-me.’ Este respondeu: ‘Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai.’ 60Jesus respondeu: ‘Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus.’ 61Um outro ainda lhe disse: ‘Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares.’ 62Jesus, porém, respondeu-lhe: ‘Quem põe a mão no arado e olha para trás, não está apto para o Reino de Deus.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santa Teresinha do Menino Jesus, Carmelita e Doutora da IgrejaPoesia «Jesus, meu amado, recorda-Te!», estr. 1, 6-8 «O Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.» Recorda-Te da glória do PaiRecorda-Te dos divinos esplendoresQue deixaste quando Te exilaste na tTerraPara resgatares os pobres pecadores.Ó Jésus! Abaixando-Te ao ventre da Virgem Maria,Ocultaste a tua grandeza e a tua glória infinitasAh! Do seio materno,Que foi o teu segundo Céu,Recorda-Te. […] Recorda-Te que noutras paragensOs astros de ouro e a lua de prata,Que contemplo no azul sem nuvens,Rejubilaram, encantados com teus olhos de Menino.Na mãozinha com que acariciavas MariaSustentavas o mundo e davas-lhe a vida.E pensavas em mim,Jesus, meu Rei,Recorda-Te. Recorda-Te que na solidãoTrabalhavas com tuas divinas mãos.Viver oculto foi o teu suave estudo,Rejeitaste o saber dos humanos.A Ti, que com uma palavra sabias encantar o mundo,Agradou-Te ocultar a tua sabedoria profunda.Parecias ignorante,Ó Senhor omnipotente!Recorda-Te. Recorda-Te que, estrangeiro neste mundo,Andaste errante, Tu, o Verbo eterno,Nada tinhas, nem sequer uma pedra,Nem um abrigo, como as aves do céu.Ó Jesus! Vem repousar em mim,Vem, que minha alma está pronta para Te receber,Meu amado Salvador,Repousa no meu coração,que é teu. The post Evangelho do dia 2018-10-03 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Santa Teresinha Do Menino Jesus, Carmelita

Maria Francisca Teresa, ou Teresinha, depois Teresinha do Menino Jesus, nascida aos 2 de Janeiro de 1873, era filha de Luís José Aloyles Estanislau Martin e de Zélia Maria Guerin, dos quais a Santa, mais tarde diria: “O bom Deus deu-me um pai e uma mãe mais dignos do céu do que da terra.” Depois de terem imitado, durante dez meses, a vida toda a pureza de Nossa Senhora e de São José, rogaram ao Senhor que se dignasse dar-lhes muitos filhos, e os tomasse para si. Com efeito, casados em 1858, em 1860 nasceu-lhes Maria Luísa; em 1861, Maria Paulina; em 1863, Maria Leônia; em 1864, Maria Helena, que faleceu em 1870; em 1866, Maria Celina, falecida no Carmelo de Lisieux; e em 1870, Maria Melânia Teresa, que morreu no ano mesmo em que nasceu. Com excessão das falecidas, as demais foram religiosas. Santa Teresinha veio ao mundo em Alencon. Quando a mãe, a boa Zélia Maria, faleceu, contava quatro anos e, embora em tenra idade, sofreu grande choque. Luís Martin então deixou a cidade e foi ficar-se em Lisieux, nos Buissonnets, perto da farmácia do cunhado Guérin. Teresinha, para Luís Martin, era a filha querida, a “pequenina rainha da França e da Navarra”, como a chamava. Invariavelmente, colocava-a sobre os joelhos e, em cadência de cavalinho, ia-a balançando, a cantar, destacando as sílabas: Mon petit Reinot qui a fait La fortune de toute l’Auvergne, fouchtra! Morta a mãe, Teresinha viu-se rodeada pela ternura do pai e das irmãs, principalmente dos cuidados de Paulina, a sua mãezinha. Desde os três anos de idade que a nossa santa resolveu nada recusar a Jesus, Assim é que, sendo a caçula, e, pois, a mais mimada, assentou que de tal privilégio não havia de abusar jamais. Tímida, amável, obediente, às vezes, como ela mesma nos conta, era vaidosa. Vivia-lhe ainda a mãe, quando nos relata o que se segue: Duma feita, devíamos ir ao campo, à casa duma família amiga. A mamãe disse a Maria que me pusesse o meu lindo vestido, mas que me cobrisse os braços. Não disse palavra, mostrei até indiferença, própria das crianças daquela idade, mas, interiormente, dizia: Quanto mais bonita iria eu com os meus bracinhos de fora”. E então? Como se os santos já nascessem santos! Quanto detratores há da religião, pelo mundo afora, que, por isto e por aquilo, desmerecem os escolhidos de Deus. A santidade há que se conquistar com o combate, combate rude, que só com a graça do Alto se levará a bom termo. Com treze anos por motivo de doença, retiraram-na do colégio, para ficar com uma preceptora da sociedade, que se encarregaria de lhe completar a educação. Daqueles tempos, diria: “Nesta salinha mobiliada à antiga, rodeada de cadernos, assisti, muitas vezes, à recepção de numerosas visitas. A mãe da minha professora era quem sustentava a conversa. Todavia, nesses dias, não aprendia grande coisa. Com o nariz em cima do livro, ouvia tudi, até mesmo o que seria melhor não ouvir. Uma das senhores dizia que eu tinha um lindíssimo cabelo, outra, ao sair, perguntava quem era a mocinha tão bonita. E estas palavras, tanto mais lisonjeadoras porque eram pronunciadas para mim, davam-me tal prazer que eu via claramente quanto estava cheia de amor próprio. Em agosto do ano de 1879, estava, então com quase sete anos, ocorreu o primeiro fenômeno verdadeiramente extraordinário que encontramos na vida mística da Irmã Teresa, – como diz Petitot – a visão profética que se relaciona com Luís Martin. Segundo a autobiografia, confirmada pelo depoimento das principais testemunhas, dá-nos a cena como passada no verão. Deviam ser dias ou três horas da tarde. O sol, esplendoroso, brilhava por todo os Buissonets, e a natureza parecia estar em festa. Luís Martin estava fora, ausentava-se já de alguns dias. Em Alencon, tratava de negócios. Maria e Paulina, num dos quartos da casa, trabalhavam. Noutro quarto, Teresinha, pela janela, apreciava a natureza. Teve a santa, naquele dia, a sombria visão da mais pesada prova moral que, em 1892, muitos anos mais tarde, pois, devia afligi-la. Diz ela com pormenores: Encontrava-me sozinha a uma das janelas que davam para o jardim e tinha o espírito com pensamentos alegres, quando vi defronte da lavanderia, à minha frente, um homem vestido exatamente como meu pai, da mesma estatura, com o mesmo andar, mas mais curvado e envelhecido. Digo envelhecido para pintar o conjunto geral da sua pessoa, porque não lhe vi o rosto; a cabeça estava coberta com um espesso véu. Caminhava lentamente e, com passo regular, ao longo do jardinzinho. Imediatamente, fui tomada dum sentimento de pavor sobrenatural e gritei alto, com voz trêmula: – Papai, Papai! Mas a personagem misteriosa parecia não ouvir; continuou a andar sem se voltar, e dirigiu-se para um bosquezinho de pinheiros que cortava a álea principal do jardim. Esperava vê-la reaparecer do outro lado das grandes árvores, mas a visão profética desvanecera-se. Maria e Paulina, quando ouviram aquele grito:  Papai!Papai! correram até Teresa, em busca de explicação para as notas de terror que sentiram na voz da irmã. Cientes do sucedido, deram minuciosa busca por toda a extensão do jardim, e nada encontraram. Mas Teresa teimava e dizia: – Eu vi um homem e esse homem parecia-se absolutamente com papai! Cansadas de rebuscar pelas moitas, pelos arbustos, de olhar por todos os recantos que pudessem esconder um ser humano, acabaram por voltar para casa. E as duas mais velhas aconselharam a Teresinha que não mais pensasse no caso. Não pensar mais no que sucedera! Ah! Diria ela, mais tarde, se estivesse na minha mãe! Muitas vezes a imaginação me representava essa visão misteriosa. Muitas vezes procurava levantar o véu que lhe encobria o sentido, e no íntimo do coração tinha a convicção de que um dia me seria inteiramente revelada. E o foi, de fato. Anos mais tarde, Luís Martin precisaria ir a Alençon. Julgando-se muito feliz, conta-nos Petitot, muito cheio de consolações, ofereceu-se como vítima na Igreja de Nossa Senhora: – Meu

Evangelho Do Dia 2018-10-02

Terça-feira, 02 de Outubro de 2018. Santo do dia: Santos Anjos da Guarda; Beato João Beyzym, presbíteroCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Mateus 18,1-5.10 Primeira leitura: Êxodo 23,20-23Leitura do Livro do Êxodo: Assim diz o Senhor: 20Vou enviar um anjo que vá à tua frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que te preparei. 21Respeita-o e ouve a sua voz. Não lhe sejas rebelde, porque não suportará as vossas transgressões, e nele está o meu nome. 22Se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que eu disser, serei inimigo dos teus inimigos, e adversário dos teus adversários. 23O meu anjo irá à tua frente e te conduzirá à terra dos amorreus, dos hititas, dos fereseus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuseus, e eu os exterminarei. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 90(91) – Quem habita ao abrigo do Altíssimo e vive à sombra do Senhor onipotente, diz ao Senhor: “Sois meu refúgio e proteção, sois o meu Deus, no qual confio inteiramente”.   R: O Senhor deu uma ordem aos seus anjos, para em todos os caminhos te guardarem.   – Do caçador e do seu laço ele te livra. Ele te salva da palavra que destrói. Com suas asas haverá de proteger-te, com seu escudo e suas armas, defender-te.   R: O Senhor deu uma ordem aos seus anjos, para em todos os caminhos te guardarem.   – Não temerás terror algum durante a noite, nem a flecha disparada em pleno dia; nem a peste que caminha pelo escuro, nem a desgraça que devasta ao meio-dia.   R: O Senhor deu uma ordem aos seus anjos, para em todos os caminhos te guardarem.   – Nenhum mal há de chegar perto de ti, nem a desgraça baterá à tua porta; pois o Senhor deu uma ordem a seus anjos para em todos os caminhos te guardarem.   R: O Senhor deu uma ordem aos seus anjos, para em todos os caminhos te guardarem. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 18,1-5.10 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Bendizei ao Senhor Deus, os seus poderes, seus ministros que fazeis sua vontade! (Sl 102,21); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquela hora, 1Os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” 2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. 4Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. 5E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. 10Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Vicente de Paulo, presbíteroDiscurso às Filhas da Caridade, 07/12/1643 Ser o anjo de outra pessoa Minhas filhas, vós que cuidais das crianças, que lugar tendes junto destes pequenos? Sois, de certa forma, os seus anjos da guarda. Pois bem, minhas filhas, desdenharíeis de acompanhar estas pobres crianças, quando os seus anjos se consideram felizes por permanecer continuamente junto delas? Se eles veem a Deus, é desse posto; se O glorificam, é ao lado destas crianças; se recebem os seus mandamentos, é também aí. São eles que elevam até Deus a glória que Lhe dão estes pequenos seres com as suas exclamações e os seus gorjeios. E consideram uma honra poder servi-los desta maneira. Ó minhas filhas, fazei o mesmo, vós que estais, com estes espíritos gloriosos, encarregadas de cuidar destas crianças. The post Evangelho do dia 2018-10-02 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Os Santos Anjos Da Guarda

Em quem posso confiar? – perguntam-se muitos de nossos contemporâneos, fartos de decepções no relacionamento humano. Bem junto de cada um de nós, entretanto, há sempre alguém que só pensa em nos favorecer. Carlos Werner Benjumea A cada dia aumenta o volume de cartas, telefonemas e e-mails de pessoas que recorrem às orações dos Arautos do Evangelho por sentirem-se desoladas, abandonadas e, até mesmo, traídas por aqueles dos quais esperavam receber maior apoio e solidariedade. Às vezes, são pessoas unidas pelos fortes laços da natureza as que defraudam e ferem os corações de seus mais próximos. Numa das últimas cartas, uma frase resume bem a situação de inúmeros outros remetentes: “Já não tenho em quem confiar”. Uma realidade tão cruel atrai a compaixão… O principal remédio, sem dúvida, é a oração, mas não haverá algo mais a fazer para ajudar nossos irmãos e irmãs nessa situação dramática, tão difundida por toda parte? O ideal seria cada um deles ter um conselheiro fiel sempre à disposição, que, por pura amizade, os orientasse, consolasse, encorajasse. Um amigo de verdade, em quem pudessem depositar toda a sua confiança. Eis uma utopia, um problema para o qual parece não haver solução, pelo menos em termos humanos. Com efeito, onde encontrar tantas pessoas assim? Entretanto, muitos de nós, se olharmos para trás, para o tempo dourado de nossa infância, quando, ajudados por nossas mães, começávamos a rezar nossas primeiras orações, talvez nos lembremos de alguém que sabíamos estar sempre ao nosso lado, e a quem chamávamos de “zeloso guardador”. Um ser ao qual talvez tenhamos muito recorrido, e cuja figura ficou depois empoeirada nalgum canto de nossas recordações. Tomo, pois, a liberdade de lhe recordar, leitor, a existência desse amigo invisível, mas presente constante e fielmente ao nosso lado, poderoso e amável, que vive sempre na contemplação de Deus e, ao mesmo tempo nunca deixa de cuidar de nós: o Anjo da Guarda. Ele nos quer todo o bem Desde o início de sua vida até o momento de passar para a eternidade, todo ser humano é cercado pela proteção e intercessão de um anjo designado por Deus para o guiar, proteger e orientar. Assim, cada um de nós tem um Anjo da Guarda. Provavelmente, quase todos nós aprendemos em casa, ou nas aulas de catecismo, a clássica oração: “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém”. Apesar disso, talvez tenha escapado alguma vez de nossos lábios uma pergunta, repassada mais de admiração do que de dúvida: “Então eu tenho mesmo um anjo incumbido por Deus de cuidar de mim?” É realmente admirável o fato de cada um de nós possuir um anjo cuja missão específica é favorecer-nos em tudo quanto se relacione com nossa salvação eterna, mas é essa a realidade: Deus “os fez mensageiros de seu projeto de salvação”, afirma o Catecismo da Igreja Católica. E diz São Paulo: “Não são todos os anjos espíritos ao serviço de Deus, o qual lhes confia missões para o bem daqueles que devem herdar a salvação?” (Hb 1,14). “Grande é a dignidade das almas – exclama São Jerônimo -, quando cada uma delas, desde a hora de seu nascimento, tem um anjo destinado para sua custódia!” É muito reconfortante saber que um ser superior à nossa natureza está continuamente a nosso lado; que ele, puro espírito, mantém-se na contemplação incessante de Deus e, ao mesmo tempo, vela por nós, quer-nos todo o bem, e seu objetivo é levar-nos para a felicidade perfeita e infindável do Céu. Quando nos damos conta da presença desse incomparável guardião, estabelecemos com ele uma amizade firme e íntima, como descreve o grande escritor francês Paul Claudel: “Entre o anjo e nós existe algo permanente. Há uma mão que, ainda quando dormimos, não solta a nossa. Sobre a terra onde nos encontramos, compartilhamos o pulso e o latejar do coração desse irmão celeste que fala com o nosso Pai”. Se tivéssemos maior confiança nesse celeste protetor, nesse bom amigo que nunca falha – ainda quando dele nos afastamos, por nossa má conduta -, seríamos capazes de recobrar a paz e o equilíbrio dos quais tanto precisamos! Eles estão a nosso lado, incansáveis, solícitos, bondosos A Bem-Aventurada Hosana Andreasi, de Mântua (Itália), ainda com seis anos de idade, tomara o gosto de passear pelas margens do Rio Pó, extasiada com a beleza do panorama. Um dia encontrava-se sozinha nesse lugar, quando de repente viu surgir diante de si um belo jovem, alto e forte. Nunca o havia visto antes… Surpresa, mas não amedrontada, ouviu o recém-chega chegado dizer com voz clara, ao mesmo tempo suave e firme: “A vida e a morte consistem em amar a Deus”. Sua surpresa aumentou quando o “jovem” a ergueu do chão e, olhando-a diretamente nos olhos, acrescentou: “Para entrar no Céu, você precisa amar muito a Deus. Ame?O. Tudo foi criado por Ele, para que as pessoas O amem”. Foi este o primeiro de numerosos encontros que Hosana teve, até seu falecimento (em 1505), com seu Anjo da Guarda. Casos como esse, de relacionamento intenso com os anjos, não são nada raros. Santa Gemma Galgani (1878- 1903), por exemplo, teve a constante companhia de seu anjo protetor, com quem mantinha um trato familiar. Ele lhe prestava todo tipo de ajuda, até mesmo levando suas mensagens para seu confessor, em Roma. Ainda mais próximos de nós, encontramos os episódios freqüentes ocorridos com São Pio de Pietrelcina (1887-1968), grande incentivador da devoção aos Anjos da Guarda. Em diversas ocasiões ele recebeu recados dos Anjos da Guarda de pessoas que, à distância, necessitavam de algum auxílio dele. O Beato João XXIII, outro grande devoto dos anjos, dizia: “Nosso desejo é que aumente a devoção ao Anjo Custódio”. Nossos anjos guardiães estão ao lado de cada um de nós, incansáveis, solícitos, bondosos, prontos para nos ajudar em tudo quanto precisarmos – inclusive em nossas necessidades materiais, mas especialmente para nos proporcionar os bens espirituais,

Evangelho Do Dia 2018-10-01

Segunda-feira, 01 de Outubro de 2018. Santo do dia: Santa Teresinha do Menino Jesus, virgem e Doutora da Igreja; Beato Luís Maria Monti, religiosoCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Lucas 9, 46-50 Primeira leitura: Jó 1,6-22Leitura do Livro de Jó: 6Um dia, foram os filhos de Deus apresentar-se ao Senhor; entre eles também Satanás. 7O Senhor, então, disse a Satanás: ‘Donde vens?’ – ‘Venho de dar umas voltas pela terra’, respondeu ele. Senhor disse-lhe: ‘Reparaste no meu servo Jó? Na terra não há outro igual: é um homem íntegro e correto, teme a Deus e afasta-se do mal’. 9Satanás respondeu ao Senhor: ‘Mas será por nada que Jó teme a Deus? 10Porventura o não levantaste um muro de proteção ao redor dele, de sua casa e de todos os seus bens? Tu abençoaste tudo o que ele fez, e seus rebanhos cobrem toda a região. 11Mas, estende a mão e toca em todos os seus bens; e eu garanto que ele te lançará maldições no rosto!’ 12Então o Senhor disse a Satanás: ‘Pois bem, de tudo o que ele possui, podes dispor, mas não estendas a mão contra ele’. E Satanás saiu da presença do Senhor. 13Ora, num dia em que os filhos e filhas de Jó comiam e bebiam vinho na casa do irmão mais velho, 14um mensageiro veio dizer a Jó: ‘Estavam os bois lavrando e as mulas pastando a seu lado, 15quando, de repente, apareceram os sabeus e roubaram tudo, passando os criados ao fio da espada. Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia’. 16Estava ainda falando, quando chegou outro e disse: ‘Caiu do céu o fogo de Deus e matou ovelhas e pastores, reduzindo-os a cinza. Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia’. 17Este ainda falava, quando chegou outro e disse: ‘Os caldeus, divididos em três bandos, lançaram-se sobre os camelos e levaram-nos consigo, depois de passarem os criados ao fio da espada. Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia’. 18Este ainda falava, quando chegou outro e disse: ‘Teus filhos e tuas filhas estavam comendo e bebendo vinho na casa do irmão mais velho, 19quando um furacão se levantou das bandas do deserto e se lançou contra os quatro cantos da casa, que desabou sobre os jovens e os matou. Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia’. 20Então, Jó levantou-se, rasgou o manto, rapou a cabeça, caiu por terra e, prostrado, disse: 21’Nu eu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei para lá. O Senhor deu, o Senhor tirou; como foi do agrado do Senhor, assim foi feito. Bendito seja o nome do Senhor!’ 22Apesar de tudo isso, Jó não cometeu pecado nem se revoltou contra Deus. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 16 (17) – Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, escutai-me e atendei o meu clamor! Inclinai o vosso ouvido à minha prece, pois não existe falsidade nos meus lábios!   R: Inclinai o vosso ouvido e escutai-me!   – De vossa face é que me venha o julgamento, pois vossos olhos sabem ver o que é justo. Provai meu coração durante a noite, visitai-o, examinai-o pelo fogo, mas em mim não achareis iniqüidade.   R: Inclinai o vosso ouvido e escutai-me!   – Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, inclinai o vosso ouvido e escutai-me! Mostrai-me vosso amor maravilhoso, vós que salvais e libertais do inimigo quem procura a proteção junto de vós.   R: Inclinai o vosso ouvido e escutai-me! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 9, 46-50 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Veio o Filho do homem, a fim de servir e dar sua vida em resgate por muitos (Mc 10,45); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 46Houve entre os discípulos uma discussão, para saber qual deles seria o maior. 47Jesus sabia o que estavam pensando. Pegou então uma criança, colocou-a junto de si 48e disse-lhes: ‘Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior.’ 49João disse a Jesus: ‘Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque não anda conosco.’ 50Jesus disse-lhe: ‘Não o proibais, pois quem não está contra vós, está a vosso favor.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São João Cassiano, presbíteroConferência n.° 15, 6-7 «Quem for o mais pequeno entre vós esse é que será o maior» «Vinde», diz Cristo aos seus discípulos, «e aprendei de Mim», não certamente a expulsar os demónios pelo poder do Céu, nem a curar os leprosos, nem a dar luz aos cegos, nem a reanimar os mortos […]; mas, diz Ele, «aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11,28-29). Aí está, efetivamente, o que todos podem aprender e praticar. Não é necessário fazer revelações e milagres, nem é vantajoso para todos, e também não é concedido a todos. Pois a humildade é a mestra de todas as virtudes, o fundamento inabalável do edifício celestial, o dom próprio e magnífico do Salvador. Aquele que o possui poderá fazer, sem perigo de causar estranheza, todos os milagres que Cristo operou, porque procura imitar o Senhor manso, não na sublimidade dos seus prodígios, mas na virtude da paciência e da humildade. Em contrapartida, quem se sente impaciente por se impor aos espíritos impuros, por dar saúde aos doentes, por mostrar às multidões sinais maravilhosos, bem pode invocar o nome de Cristo no meio de toda a sua ostentação, que será sempre estranho a Cristo, porque a sua alma orgulhosa não segue o mestre da humildade. Eis o legado que o Senhor deixou aos seus discípulos aquando do seu regresso para junto do Pai: «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei»; e acrescenta de imediato: «Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13,34-35). É bem certo que, quanto menos mansos e humildes formos,

São Jerônimo, Doutor Da Igreja

Na segunda metade do quarto século, enquanto nas Gálias surgiam dois grandes homens, Hilário e Martim, surgiam outros dois na África: Santo Optat, bispo de Mileva, e Agostinho, que acabara de nascer em Tagasta em 354. Ambrósio, futuro bispo de Milão, que deveria um dia receber Santo Agostinho na Igreja, tinha então quatorze anos, e estudava em Roma as línguas grega e latina. Nessa mesma ocasião, Roma viu chegar dos confins da Dalmácia e da Panônia, outro futuro doutor da Igreja, Jerônimo, nascido em cerca do ano de 331 de pais ricos e distintos. Viera para identificar-se com a língua de Virgílio e de Cícero, sob a direção do orador Vitorino e de Terêncio. A Igreja tinha que sustentar acirradas lutas de doutrina, e a Providência suscitava-lhe por toda a parte grandes doutores. Depois de ter estudado em Roma e viajado pelas Gálias, São Jerônimo permaneceu algum tempo na Aquiléia, e em seguida dirigiu-se a Antioquia em companhia do sacerdote Evrágio; de lá, retirou-se para um deserto, nos confins da Síria e da Arábia. Foram seus companheiros de retiro dois amigos, Inocêncio e Heliodoro e um escravo chamado Hilas.O sacerdote Evrágio, que era rico, forneceu-lhe tudo de quanto precisava, pagava escribas pára auxiliá-los nos estudos, que continuava a fazer, e remetia-lhe de Antioquia as cartas que lhe eram dirigidas de vários lugares. São Jerônimo perdeu dois de teus companheiros: Inocêncio morreu, Heliodoro não tardou a partir, prometendo retornar. O próprio santo dói acometido por repetidas doenças e, o que ainda mais o fatigava, assaltado por violentas tentações impuras, que provinham da lembrança dos prazeres de Roma. Com os jejuns e outras austeridades corporais não o libertassem, empreendeu, para dominar a imaginação, um estudo espinhoso: aprender a língua hebraica, sob a direção de um judeu convertido. Depois da leitura de Cícero e dos melhores autores latinos, era-lhe penoso voltar ao alfabeto, e exercitar-se nas aspirações e nas pronúncias difíceis. Muitas vezes abandonou o trabalho, irritado com as dificuldades; muitas vezes o retomou e finalmente adquiriu um profundo conhecimento daquela língua. (…) Enquanto São Jerônimo assim entretinha, em Roma, juntamente com o amor à virgindade, o amor às letras sagradas, certo Helvídio, discípulo do ariano Auxêncio, escreveu um livro em que pretendia provar, pelas Escrituras, que a Santa Virgem, depois do nascimento de Nosso Senhor, tivera outros filhos com São José; e, passando à tese geral, sustentava que a virgindade não oferecia vantagens sobre o casamento. São Jerônimo, desdenhou durante algum tempo o tratado de Helvídio, tanto por causa da obscuridade do autor, dele desconhecido, embora ambos residissem em Roma, quanto por causa do escasso mérito da obra. Enfim, persuadido a refutá-la, mostrou claramente que nada há nas Escrituras a desfavor da crença estabelecida na Igreja de que Maria se conservou sempre virgem, tendo em São José apenas o guarda da sua virgindade. Sustenta mesmo que esse santo permaneceu virgem; enfim, enobrece a virgindade, sem reprovar o casamento. Porém, embora erguendo tão alto a virgindade, a viuvez, e o celibato religioso, São Jerônimo nem por isso poupava as pessoas que, satisfeitas por fazerem a profissão exterior do citado estado, desejosas de serem respeitadas perante os homens, continuavam a viver, não somente no mundo, mas como no mundo. É uma prova disso a longa carta por ele enviada à virgem Eustóquia, que versa sobre a maneira de conservar a virgindade. Nela lamenta a queda cotidiana de tantas virgens, de tantas viúvas que, depois de terem professado, levam uma vida indolente e sensual, amantes do bom passadio e dos adornos, mostrando-se em público para atrair os olhares dos jovens e, mais tarde, para escapar à desonra do crime cometido, a ele acrescentam outros crimes sacrificando a criança ainda por nascer. Lamenta o escândalo dos agapetas, a praga daquelas virgens falsamente devotas, que deixavam irmãos para procurar estrangeiros, com eles ocupando a mesma casa, o mesmo quarto, e muitas vezes a mesma cama, e protestando que são caluniadas quando se tornam objeto de suspeita; mulheres sem casamento, concubinas de nova espécie, prostituídas a um só homem, e não virgens cristãs. (…) Servindo-se de linguagem tão crua e tão severa, naturalmente São Jerônimo fazia muitos inimigos. Assim sendo, a princípio consideravam-no um santo, um homem ao mesmo tempo humilde e eloqüente; a cidade inteira estimava-o, julgava-o digno do soberano pontificado e atribuía-lhe tudo quando o Papa São Damaso fazia. Porém, quando se atreveu a verberar os vícios dos romanos, taxaram-no de patife impostor; os que lhe beijavam as mãos, achincalhavam-no por trás; censuravam-lhe até mesmo o andar, o riso, a expressão do rosto; a simplicidade que o marcava tornou-se suspeita. Nada o assustava, ao contrário, divertia-o. Então! Escrevia ele, por que não ousaria dizer o que os outros não se envergonham de fazer? Além do mais, de que falei com tão grande liberdade: descrevi, por acaso, os ídolos esculpidos na baixela dos festins: relembrei que no correr das refeições cristãs são oferecidos aos olhares das virgens os amplexos dos sátiros e das bacantes? Externei desgosto pelo fato de mendigos se tornarem ricos? Achei errado que enterrem aqueles de quem herdarão: por ter tido a desgraça de fazer uma observação, isto é, que as virgens de preferência deveriam conviver mais frequentemente com mulheres do que com homens, com isso ofendi a cidade inteira, todos me apontam. E julgais que nada mais direi? Havia em Roma, entre outros, um indivíduo de nariz disforme e fala empolada, que se julgava belo homem e formoso espírito, Ora, esse homem tomava para si, pessoalmente, tudo quanto São Jerônimo dizia acerca de vícios e de extravagâncias, e se queixava a toda gente. Depois de tê-lo ridicularizado por assim se trair, Jerônimo acabou por dar-lhe este conselho: “Faze com que teu nariz desapareça do rosto, e de pois conserva a boca bem fechada; a esse preço poderão acreditar que és um belo homem e que sabes falar bem.” No mesmo ano de 385, em que Santo Agostinho se convertia em Milão, São Jerônimo deixava Roma para retornar ao Oriente. No momento de

Evangelho Do Dia 2018-09-30

Domingo, 30 de Setembro de 2018. Santo do dia: São Jerônimo, presbítero e Doutor da IgrejaCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Marcos 9, 38-43.45.47-48 Primeira leitura: Números 11, 25-29Leitura do Livro dos Números: Naqueles dias: 25O Senhor desceu na nuvem e falou a Moisés. Retirou um pouco do espírito que Moisés possuía e o deu aos setenta anciãos. Assim que repousou sobre eles o espírito, puseram-se a profetizar, mas não continuaram. 26Dois homens, porém, tinham ficado no acampamento. Um chamava-se Eldad e o outro Medad. O espírito repousou igualmente sobre os dois, que estavam na lista mas não tinham ido à Tenda, e eles profetizavam no acampamento. 27Um jovem correu a avisar Moisés que Eldad e Medad estavam profetizando no acampamento. 28Josué, filho de Nun, ajudante de Moisés desde a juventude, disse: ‘Moisés, meu Senhor, manda que eles se calem!’ 29Moisés respondeu: ‘Tens ciúmes por mim? Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta, e que o Senhor lhe concedesse o seu espírito!’ – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 18 (19) – A lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes. R: A lei do Senhor Deus é perfeita, alegria ao coração – É puro o temor do Senhor, imutável para sempre. Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente. R: A lei do Senhor Deus é perfeita, alegria ao coração – E vosso servo, instruído por elas, se empenha em guardá-las. Mas quem pode perceber suas faltas? Perdoai as que não vejo! R: A lei do Senhor Deus é perfeita, alegria ao coração – E preservai o vosso servo do orgulho: não domine sobre mim! E assim puro, eu serei preservado dos delitos mais perversos. R: A lei do Senhor Deus é perfeita, alegria ao coração Segunda leitura: Tiago 5, 1-6Leitura da Carta de São Tiago: 1E agora, ricos, chorai e gemei, por causa das desgraças que estão para cair sobre vós. 2Vossa riqueza está apodrecendo, e vossas roupas estão carcomidas pelas traças. 3Vosso ouro e vossa prata estão enferrujados, e a ferrugem deles vai servir de testemunho contra vós e devorar vossas carnes, como fogo! Amontoastes tesouros nos últimos dias. 4Vede: o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos, que vós deixastes de pagar, está gritando, e o clamor dos trabalhadores chegou aos ouvidos do Senhor todo-poderoso. 5Vós vivestes luxuosamente na terra, entregues à boa vida, cevando os vossos coraçðes para o dia da matança. 6Condenastes o justo e o assassinastes; ele não resiste a vós. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 9, 38-43.45.47-48 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Vossa Palavra é a verdade, orienta e dá vigor; na verdade santifica vosso povo, ó Senhor! (Jo 17,17); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos: Naquele tempo: 38João disse a Jesus: ‘Mestre, vimos um homem expulsar demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque ele não nos segue’. 39Jesus disse: ‘Não o proíbais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim. 40Quem não é contra nós é a nosso favor. 41Em verdade eu vos digo: quem vos der a beber um copo de água, porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa. 42E, se alguém escandalizar um destes pequeninos que crêem, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço. 43Se tua mão te leva a pecar, corta-a! É melhor entrar na Vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga. 45Se teu pé te leva a pecar, corta-o! É melhor entrar na Vida sem um dos pés, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno. 47Se teu olho te leva a pecar, arranca-o! É melhor entrar no Reino de Deus com um olho só, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno, 48’onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São João Crisóstomo, Bispo e Doutor da Igreja3.ª Homilia sobre a 1.ª Carta aos Coríntios «Ele não anda connosco» «Que digais todos o mesmo, e que entre vós não haja divisões» (1Cor 1,10). As diversas partes da Igreja deixam de estar completas quando uma delas sofre e morre. Se cada Igreja fosse, por si mesma, um corpo completo, haveria numerosas assembleias e reuniões; mas elas formam um só corpo e a divisão destrói a sua unidade. […] Depois de ter denunciado este mal utilizando essa amarga palavra – divisões –, o apóstolo Paulo suaviza a sua linguagem ao acrescentar: «Sede perfeitos no mesmo espírito e no mesmo parecer.» Não se trata apenas de um acordo de palavras, mas de uma união de pensamento e de sentimentos. E, como pode acontecer que as pessoas estejam unidas em determinado ponto, mas divididas noutros, Paulo insiste: «Estai unidos de maneira perfeita» […], sede perfeitos na caridade. Podemos estar unidos em pensamento e divididos nas ações, ter uma mesma fé sem estar ligados por uma mesma caridade. Era o que se passava em Corinto, onde uns se ligavam a um mestre, outros a outro. Paulo não lhes censura as divergências na fé, mas as diferentes maneiras de agir, as rivalidades humanas […]: «Soube que entre vós há contendas. […] Estará Cristo dividido?» (1Cor 1, 12-13). The post Evangelho do dia 2018-09-30 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Miguel, São Gabriel E São Rafael Arcanjos

A Igreja Católica, no seu conjunto, é a sociedade de Deus com os anjos e os homens fiéis. Durante toda a eternidade ela subsistia em Deus, ou melhor, era o próprio Deus: sociedade inefável de três pessoas numa mesma essência. Agora, ela transpõe os séculos, passa sobre a terra para associar-nos à sagrada unidade universal e perpétua, e retornar conosco à eternidade de que proveio. Os primeiros chamados a essa união divina foram os anjos. Tendo sido criados bons, porém livres, Deus os põe à prova, tal como fez conosco. Desde então houve cisma e heresia. Em lugar de tomarem como única regra a si próprios. Foram excluídos da comunhão de Deus, mas não da sua providência. Divididos em nove coros subordinados um ao outro, os anjos que se conservaram fiéis foram um exército invencível. Seu número é incalculável. Quando o altíssimo está sentado no seu trono, mil anjos o servem, e dez mil vezes cem mil compõe a sua corte. Ele denomina a si próprio o Deus dos deuses. Há anjos encarregados de governar os astros, os elementos, os reinos, as províncias; outros, o comportamento dos indivíduos. Como filhos da Igreja, constituímos com eles uma única sociedade. Pois, diz São Paulo, aos cristãos da raça de Jacó: “não vos aproximastes como aqueles que receberam a antiga lei de uma montanha sensível e terrestre, de um fogo ardente e de uma nuvem escura e tenebrosa, de tempestades e raios, do som de uma trombeta, e do clamor de uma voz formidável. Mas vos aproximastes da montanha de Sião, da cidade de Deus vivo, da Jerusalém celeste, de inumeráveis miríades de anjos, da assembléia e da Igreja dos primogênitos que estão inscritos no céu, de Deus que é o juiz de todos, dos espíritos dos justos que estão na glória, de Jesus que é o mediador da nova aliança, e daquele sangue por nós derramado e que fala mais proveitosamente do que o de Abel. Desde o início existiu o ministério dos santos anjos. Depois de ter lançado a sua sentença sobre nossos dois primeiros antepassados, Deus colocou os querubins às portas do paraíso terrestre com uma espada flamejante, incumbidos de guardar-lhe a entrada. Eram provavelmente os quatro querubins citados várias vezes nas profecias de Ezequiel, e no Apocalipse de São João, e que apareciam como as quatro principais potências pelas quais Deus governa o universo material, o gênero humano, e a Igreja cristã. Seu conjunto forma uma espécie de carro sobre o qual o Altíssimo avança através dos mundos e dos séculos; um trono onde está sentado, e do qual ele lança suas sentenças sobre os reis e as nações. Do centro do trono partem os trovões e os raios que executam as sentenças. Será essa, talvez, a significação da espada de fogo brandida à entrada do paraíso. Deus que a princípio tratara o homem com a familiaridade de um pai, quer fazer-lhe suceder, segundo parece, o formidável aparato de um senhor e soberano juiz. Com Abraão, inicia-se uma era de misericórida. Três anjos ou personagens, nos quais os Padres da Igreja reconheceram as três pessoas divinas, lhe aparecem sob o carvalho de Mambré, e lhe anunciam um filho em que serão abençoados todas as nações da terra. Dois anjos salvam Lot e sua família, antes de começarem a destruição de Sodoma e Gomorra. Vê-se a providência ministerial do anjo em relação a Agar e Ismael, pai dos árabes: o anjo de Deus no episódio do sacrifício de Isaías na montanha de Moriah, mais tarde do Calvário: os anjos de Deus subindo e descendo a escada de Jacó, em Bethel: a luta de Jacó contra um anjo que o abençoa e lhe dá o nome de Israel: os anjos perante Deus, e satã entre eles, na história de Jó: o anjo do Eterno na sarça ardente, confiando uma missão a Moisés: o anjo de Deus que guiou o povo de Israel: o anjo aparecendo a Balaam: o anjo de Deus dando ordens a Josué, a fim de introduzir o povo na terra prometida: o anjo aparecendo a Gedeão e designando-o para salvar o seu povo: o anjo anunciando o nascimento de Sansão, que libertaria o povo do jugo dos filisteus. Depois de ter pregado a penitência no reino de Israel, o profeta Elias diante do trono de Deus e recebe uma missão. Os querubins são avistados pelo profeta Ezequiel. Só há três anjos cujos nomes próprios as Escrituras Sagradas nos dão a conhecer. Miguel é o grande capitão do exército celeste. Seu nome Mi-cha-el significa, quem é igual a Deus? Quando Lúcifer, cego pelo orgulho, quis igualar-se ao Altíssimo, Miguel exclamou com voz trovejante: “Quem é igual a Deus?” E acompanhado pelos anjos fiéis, precipitou do alto dos céus a tropa rebelde dos apóstatas. Assim se tornou o generalíssimo do incontável exército dos santos anjos. Vê-se, nos profetas, que era o protetor do povo de Israel; agora o é da Igreja. Rejubilemo-nos por estarmos sob o comando de tão destemido chefe; mas também imitemos a sua fidelidade. A grande batalha iniciada no céu prossegue sobre a terra, Batalha cujo objeto somos nós. Satanás e seus demônios h=gostariam de arrastar-nos com ele para o inferno; Miguel e seus anjos gostariam de levar-nos com eles para o céu. Com quem permaneceremos eternamente? Com quem estamos agora? Necessariamente devemos estar com um ou com outro: não é possível nos conservarmos neutros. Ao lado de quem combateremos? De quem seguiremos as inspirações? Do anjo de Deus ou do anjo de Satã? Se morrermos no estado em que nos encontramos, seria um anjo ou um demônio, que nos apresentaria ao tribunal de Deus? Com efeito, será que, ao morrermos, nos reconhecerá São Miguel como fiéis companheiros de armas? Se me deixar derrotar pelo demônio nessa batalha, a culpa será unicamente minha. Deu-me Deus um defensor para o corpo e para a alma, meu anjo bom. Ser-me-á bastante escutá-lo: combaterá comigo e por mim. No fundo, só há um inimigo a temer: eu mesmo. Gabriel,

Evangelho Do Dia 2018-09-29

Sábado, 29 de Setembro de 2018. Santo do dia: São Miguel, São Gabriel e São Rafael, ArcanjosCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São João 1,47-51 Primeira leitura: Daniel 7, 9-10.13-14Leitura da Profecia de Daniel: 9Eu continuava olhando até que foram colocados uns tronos, e um Ancião de muitos dias aí tomou lugar. Sua veste era branca como neve e os cabelos da cabeça, como ló pura; seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono, como fogo em brasa. 10Derramava-se aí um rio de fogo que nascia diante dele; serviam-no milhares de milhares, e milhões de milhões assistiam-no ao trono; foi instalado o tribunal e os livros foram abertos. 13Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do Ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 137 (138) – Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, porque ouvistes as palavras dos meus lábios! Perante os vossos anjos vou cantar-vos e ante o vosso templo vou prostrar-me. R: Perante os vossos anjos vou cantar-vos, ó Senhor! – Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes; naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o vigor da minha alma.   R: Perante os vossos anjos vou cantar-vos, ó Senhor!   – Os reis de toda a terra hão de louvar-vos, quando ouvirem, ó Senhor, vossa promessa. Hão de cantar vossos caminhos e dirão: “Como a glória do Senhor é grandiosa!”   R: Perante os vossos anjos vou cantar-vos, ó Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 1, 47-51 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Bendizei ao Senhor Deus os seus poderes, seus ministros que fazeis sua vontade! (Sl 102,21); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João: Naquele tempo, 47Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentOu: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48Natanael perguntOu: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. 50Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” 51E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Catecismo da Igreja Católica§ 328-332 «Vereis o Céu aberto e os Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem» A existência dos seres espirituais, não corporais, a que Sagrada Escritura chama habitualmente anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura a este respeito é tão claro quanto a unanimidade da Tradição. Santo Agostinho diz acerca deles: «Anjo (mensageiro) é designação de encargo, não de natureza. Se perguntares pela designação da natureza, é um espírito; se perguntares pelo encargo, é um anjo: é espírito por aquilo que é, é anjo por aquilo que faz». Por todo o seu ser, os anjos são servidores e mensageiros de Deus. Porque contemplam «constantemente a face de meu Pai que está nos céus» (Mt 18,10), são «poderosos executores da sua palavra, obedientes ao som de sua palavra» (Sl 103,20). Como criaturas puramente espirituais, são dotados de inteligência e de vontade: são criaturas pessoais e imortais. Superam em perfeição todas as criaturas visíveis. Disto dá testemunho o fulgor da sua glória. Cristo é o centro do mundo angélico. São seus os anjos: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus anjos» (Mt 25,31). São seus porque foram criados por Ele e para Ele: «Pois foi n’Ele foram criadas todas as coisas, nos Céus e na Terra, as visíveis e as invisíveis: tronos, dominações, principados, potestades; tudo foi criado por Ele e para Ele» (Col 1,16). São seus, mais ainda, porque Ele os fez mensageiros do seu projeto de salvação. «Porventura não são todos eles espíritos servidores, enviados ao serviço dos que devem herdar a salvação?» (Heb 1,14). The post Evangelho do dia 2018-09-29 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho