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São Venceslau, Duque Da Boêmia, Mártir

São Venceslau é o grande santo nacional da Boêmia, Filho de Vratislau, que governava uma parte do país, Venceslau, nascido em 907, era neto de Santa Ludmila, que o educou, carinhosamente, bem como o irmão, Boleslau. Morto o pai, em 920, quando se fez com a expedição que marchou contra os húngaros, a mãe, Drahomira, tomou as rédeas do governo, como regente. Espírito irrequieto, com um verniz de cristianismo, talvez levada pelo conselheiros, fez com que assassinassem Santa Ludmila, que encaminhava o jovem duque Venceslau para Deus, a ele que fora feito para dirigir o país. Quando, oficialmente, o santo se assenhoreou do poder, em 925, a mãe era o foco de todas as intrigas que campeavam na corte. Grande foi a luta do filho contra os súditos apaganisados, aos quais dizia: – Canalhas! Por que me impedistes de levar avante o meu aprendizado de Jesus Cristo e de obedecer os seus mandamentos? Se Deus a vós vos embotou a alma, por que impedis aos outros de amá-lo? Quanto a mim, desembaraço-me de vós todos, rejeito-vos os conselhos, não os quero! Quero, sim, servir a Deus de todo o meu coração! Referia-se, certamente, à morte da avó querida e ao desejo que tinham todos de desviá-lo do caminho da verdade, tirando-lhe o doce Jesus do coração. Drahomira era a maquiavélica Drahomira de sempre, a fomentadora do desassossego, a procurar, com intrigas, favorecer os que lhe eram simpáticos: para tal, encaminhava a política para o terreno que melhor lhe coubesse. Dela vinham todos os dissabores, mas Venceslau, com pulso firme, afastou-a daquela vida, e só a chamou novamente quando, tendo abjurado aquela funesta política que fazia, prometeu-lhe não mais se ocupar com o que si a ele dizia respeito. São Venceslau fez vir de Praga as santas relíquias de Ludmila. E aos sacerdotes que as trouxeram, favoreceu-os da melhor maneira possível. Cedo, levantava-se e dirigia-se à igreja. Ao padre que o atendia, rogava que por ele pedisse ao Senhor um dia pacífico e dele fizesse o governante que a Deus fosse agradável. Embora fosse entranhadamente avesso à guerra, teve de participar de algumas, mas em caráter defensivo. Conta-se de São Venceslau que, um dia, afrontou em combate singular um duque inimigo. O adversário, percebendo uma cruz a brilhar na sua fronte, deixou cair a espada, ajoelhou-se imediatamente e tratou o santo com a maior deferência, com veneração que não escondeu dos próprios soldados, rudes e sequiosos de luta. O santo duque tomou o inimigo pelo braço, ajudou-o a levantar-se, abraçou-o fraternalmente e levou para o castelo. Em 929, a Boêmia foi atacada pelas hordas germânicas, e o santo, para evitar o desastre, a ruína do país, submeteu-se, sem lutar. Ora, o irmão, Boleslau, tomando o partido que aquele ato se opusera, com os demais confrades tratou de eliminá-lo. Marcado o dia, 27 e setembro, acabariam com ele num banquete. Todavia, no último momento, hesitaram, pensando melhor no que pretendiam fazer. O santo, prevenido, compareceu ao banquete, e, em dado momento, levantando a taça na mão direita, ergueu-se e disse: – Em honra de São Miguel, ao qual suplico que faça entrar vossas almas na paz e na eterna alegria! Os comensais, a uma voz, responderam, constrangidos: – Amém. Depois de ter abraçado os amigos, sorridente, retirou-se. E, antes de deitar-se, orou longamente. Ficou, então, decidido, que haviam de matá-lo no dia seguinte, 28, pela manhã, quando, conforme velho hábito, fosse à igreja. À porta, encontrou o irmão. Cumprimentou-o, disse-lhe: – Possa o Cristo convidar-te ao seu banquete eterno, a ti que me recebeste, e aos meus, tão bem! Boleslau, de má catadura, respondeu: – Ontem servi-te como pude, mas eis como o irmão vai servir o irmão! Agrediu-o. Venceslau puxou da espada, mas no mesmo instante arrojou-a ao chão. – Como fizeste mal! Exclamou. Depois: – Tu te condenaste a ti mesmo! Eu poderia arrasar-te como uma mosca se arrasaria, mas a destra dum servidor de Deus não deve ser fratricida. Venceslau deixou o irmão e buscou o interior da igreja. Então Boleslau, espumando, chamou a sua gente e acabaram com o santo. Era 28 de setembro de 929. Logo os primeiros milagres que o duque operou correram terras. Enterrado perto da pequenina igreja de São Cosme e São Damião, pouco mais tarde transferiram-no para Praga (4 de Março de 932), indo repousar na igreja de São Guido. Ali, um paralítico que fora trazido de longe, “do país franco”, foi curado. Herói nacional, depois patrono dos exércitos checos, os hussitas invocaram-no sempre com grande sucesso. Em 1929, festas magníficas, triunfais, marcaram os mil anos da morte do santo. E os checos, ainda hoje, cantam o que os antepassados no século XII cantavam: São Venceslau duque da terra checa, nosso príncipe, rogai por nós a deus, o Santo Espírito! Kyrie Eleison. Vós, o herdeiro da terra da Boêmia, lembrai-vos da vossa raça, não deixais que pereçamos. nem nossos filhos! São Venceslau, Kyrie eleison Imploramos vosso socorro, tende piedade de nós, consolai os que estão tristes, ó São Venceslau Kyrie eleison. A corte celeste é um belo palácio: feliz daquele que nele pode entrar para a vida eterna, Kyrie eleison (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, P. 117 à 122)     The post São Venceslau, Duque da Boêmia, Mártir appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Venceslau, Duque Da Boêmia, Mártir

São Venceslau é o grande santo nacional da Boêmia, Filho de Vratislau, que governava uma parte do país, Venceslau, nascido em 907, era neto de Santa Ludmila, que o educou, carinhosamente, bem como o irmão, Boleslau. Morto o pai, em 920, quando se fez com a expedição que marchou contra os húngaros, a mãe, Drahomira, tomou as rédeas do governo, como regente. Espírito irrequieto, com um verniz de cristianismo, talvez levada pelo conselheiros, fez com que assassinassem Santa Ludmila, que encaminhava o jovem duque Venceslau para Deus, a ele que fora feito para dirigir o país. Quando, oficialmente, o santo se assenhoreou do poder, em 925, a mãe era o foco de todas as intrigas que campeavam na corte. Grande foi a luta do filho contra os súditos apaganisados, aos quais dizia: – Canalhas! Por que me impedistes de levar avante o meu aprendizado de Jesus Cristo e de obedecer os seus mandamentos? Se Deus a vós vos embotou a alma, por que impedis aos outros de amá-lo? Quanto a mim, desembaraço-me de vós todos, rejeito-vos os conselhos, não os quero! Quero, sim, servir a Deus de todo o meu coração! Referia-se, certamente, à morte da avó querida e ao desejo que tinham todos de desviá-lo do caminho da verdade, tirando-lhe o doce Jesus do coração. Drahomira era a maquiavélica Drahomira de sempre, a fomentadora do desassossego, a procurar, com intrigas, favorecer os que lhe eram simpáticos: para tal, encaminhava a política para o terreno que melhor lhe coubesse. Dela vinham todos os dissabores, mas Venceslau, com pulso firme, afastou-a daquela vida, e só a chamou novamente quando, tendo abjurado aquela funesta política que fazia, prometeu-lhe não mais se ocupar com o que si a ele dizia respeito. São Venceslau fez vir de Praga as santas relíquias de Ludmila. E aos sacerdotes que as trouxeram, favoreceu-os da melhor maneira possível. Cedo, levantava-se e dirigia-se à igreja. Ao padre que o atendia, rogava que por ele pedisse ao Senhor um dia pacífico e dele fizesse o governante que a Deus fosse agradável. Embora fosse entranhadamente avesso à guerra, teve de participar de algumas, mas em caráter defensivo. Conta-se de São Venceslau que, um dia, afrontou em combate singular um duque inimigo. O adversário, percebendo uma cruz a brilhar na sua fronte, deixou cair a espada, ajoelhou-se imediatamente e tratou o santo com a maior deferência, com veneração que não escondeu dos próprios soldados, rudes e sequiosos de luta. O santo duque tomou o inimigo pelo braço, ajudou-o a levantar-se, abraçou-o fraternalmente e levou para o castelo. Em 929, a Boêmia foi atacada pelas hordas germânicas, e o santo, para evitar o desastre, a ruína do país, submeteu-se, sem lutar. Ora, o irmão, Boleslau, tomando o partido que aquele ato se opusera, com os demais confrades tratou de eliminá-lo. Marcado o dia, 27 e setembro, acabariam com ele num banquete. Todavia, no último momento, hesitaram, pensando melhor no que pretendiam fazer. O santo, prevenido, compareceu ao banquete, e, em dado momento, levantando a taça na mão direita, ergueu-se e disse: – Em honra de São Miguel, ao qual suplico que faça entrar vossas almas na paz e na eterna alegria! Os comensais, a uma voz, responderam, constrangidos: – Amém. Depois de ter abraçado os amigos, sorridente, retirou-se. E, antes de deitar-se, orou longamente. Ficou, então, decidido, que haviam de matá-lo no dia seguinte, 28, pela manhã, quando, conforme velho hábito, fosse à igreja. À porta, encontrou o irmão. Cumprimentou-o, disse-lhe: – Possa o Cristo convidar-te ao seu banquete eterno, a ti que me recebeste, e aos meus, tão bem! Boleslau, de má catadura, respondeu: – Ontem servi-te como pude, mas eis como o irmão vai servir o irmão! Agrediu-o. Venceslau puxou da espada, mas no mesmo instante arrojou-a ao chão. – Como fizeste mal! Exclamou. Depois: – Tu te condenaste a ti mesmo! Eu poderia arrasar-te como uma mosca se arrasaria, mas a destra dum servidor de Deus não deve ser fratricida. Venceslau deixou o irmão e buscou o interior da igreja. Então Boleslau, espumando, chamou a sua gente e acabaram com o santo. Era 28 de setembro de 929. Logo os primeiros milagres que o duque operou correram terras. Enterrado perto da pequenina igreja de São Cosme e São Damião, pouco mais tarde transferiram-no para Praga (4 de Março de 932), indo repousar na igreja de São Guido. Ali, um paralítico que fora trazido de longe, “do país franco”, foi curado. Herói nacional, depois patrono dos exércitos checos, os hussitas invocaram-no sempre com grande sucesso. Em 1929, festas magníficas, triunfais, marcaram os mil anos da morte do santo. E os checos, ainda hoje, cantam o que os antepassados no século XII cantavam: São Venceslau duque da terra checa, nosso príncipe, rogai por nós a deus, o Santo Espírito! Kyrie Eleison. Vós, o herdeiro da terra da Boêmia, lembrai-vos da vossa raça, não deixais que pereçamos. nem nossos filhos! São Venceslau, Kyrie eleison Imploramos vosso socorro, tende piedade de nós, consolai os que estão tristes, ó São Venceslau Kyrie eleison. A corte celeste é um belo palácio: feliz daquele que nele pode entrar para a vida eterna, Kyrie eleison (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, P. 117 à 122)     The post São Venceslau, Duque da Boêmia, Mártir appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Venceslau, Duque Da Boêmia, Mártir

São Venceslau é o grande santo nacional da Boêmia, Filho de Vratislau, que governava uma parte do país, Venceslau, nascido em 907, era neto de Santa Ludmila, que o educou, carinhosamente, bem como o irmão, Boleslau. Morto o pai, em 920, quando se fez com a expedição que marchou contra os húngaros, a mãe, Drahomira, tomou as rédeas do governo, como regente. Espírito irrequieto, com um verniz de cristianismo, talvez levada pelo conselheiros, fez com que assassinassem Santa Ludmila, que encaminhava o jovem duque Venceslau para Deus, a ele que fora feito para dirigir o país. Quando, oficialmente, o santo se assenhoreou do poder, em 925, a mãe era o foco de todas as intrigas que campeavam na corte. Grande foi a luta do filho contra os súditos apaganisados, aos quais dizia: – Canalhas! Por que me impedistes de levar avante o meu aprendizado de Jesus Cristo e de obedecer os seus mandamentos? Se Deus a vós vos embotou a alma, por que impedis aos outros de amá-lo? Quanto a mim, desembaraço-me de vós todos, rejeito-vos os conselhos, não os quero! Quero, sim, servir a Deus de todo o meu coração! Referia-se, certamente, à morte da avó querida e ao desejo que tinham todos de desviá-lo do caminho da verdade, tirando-lhe o doce Jesus do coração. Drahomira era a maquiavélica Drahomira de sempre, a fomentadora do desassossego, a procurar, com intrigas, favorecer os que lhe eram simpáticos: para tal, encaminhava a política para o terreno que melhor lhe coubesse. Dela vinham todos os dissabores, mas Venceslau, com pulso firme, afastou-a daquela vida, e só a chamou novamente quando, tendo abjurado aquela funesta política que fazia, prometeu-lhe não mais se ocupar com o que si a ele dizia respeito. São Venceslau fez vir de Praga as santas relíquias de Ludmila. E aos sacerdotes que as trouxeram, favoreceu-os da melhor maneira possível. Cedo, levantava-se e dirigia-se à igreja. Ao padre que o atendia, rogava que por ele pedisse ao Senhor um dia pacífico e dele fizesse o governante que a Deus fosse agradável. Embora fosse entranhadamente avesso à guerra, teve de participar de algumas, mas em caráter defensivo. Conta-se de São Venceslau que, um dia, afrontou em combate singular um duque inimigo. O adversário, percebendo uma cruz a brilhar na sua fronte, deixou cair a espada, ajoelhou-se imediatamente e tratou o santo com a maior deferência, com veneração que não escondeu dos próprios soldados, rudes e sequiosos de luta. O santo duque tomou o inimigo pelo braço, ajudou-o a levantar-se, abraçou-o fraternalmente e levou para o castelo. Em 929, a Boêmia foi atacada pelas hordas germânicas, e o santo, para evitar o desastre, a ruína do país, submeteu-se, sem lutar. Ora, o irmão, Boleslau, tomando o partido que aquele ato se opusera, com os demais confrades tratou de eliminá-lo. Marcado o dia, 27 e setembro, acabariam com ele num banquete. Todavia, no último momento, hesitaram, pensando melhor no que pretendiam fazer. O santo, prevenido, compareceu ao banquete, e, em dado momento, levantando a taça na mão direita, ergueu-se e disse: – Em honra de São Miguel, ao qual suplico que faça entrar vossas almas na paz e na eterna alegria! Os comensais, a uma voz, responderam, constrangidos: – Amém. Depois de ter abraçado os amigos, sorridente, retirou-se. E, antes de deitar-se, orou longamente. Ficou, então, decidido, que haviam de matá-lo no dia seguinte, 28, pela manhã, quando, conforme velho hábito, fosse à igreja. À porta, encontrou o irmão. Cumprimentou-o, disse-lhe: – Possa o Cristo convidar-te ao seu banquete eterno, a ti que me recebeste, e aos meus, tão bem! Boleslau, de má catadura, respondeu: – Ontem servi-te como pude, mas eis como o irmão vai servir o irmão! Agrediu-o. Venceslau puxou da espada, mas no mesmo instante arrojou-a ao chão. – Como fizeste mal! Exclamou. Depois: – Tu te condenaste a ti mesmo! Eu poderia arrasar-te como uma mosca se arrasaria, mas a destra dum servidor de Deus não deve ser fratricida. Venceslau deixou o irmão e buscou o interior da igreja. Então Boleslau, espumando, chamou a sua gente e acabaram com o santo. Era 28 de setembro de 929. Logo os primeiros milagres que o duque operou correram terras. Enterrado perto da pequenina igreja de São Cosme e São Damião, pouco mais tarde transferiram-no para Praga (4 de Março de 932), indo repousar na igreja de São Guido. Ali, um paralítico que fora trazido de longe, “do país franco”, foi curado. Herói nacional, depois patrono dos exércitos checos, os hussitas invocaram-no sempre com grande sucesso. Em 1929, festas magníficas, triunfais, marcaram os mil anos da morte do santo. E os checos, ainda hoje, cantam o que os antepassados no século XII cantavam: São Venceslau duque da terra checa, nosso príncipe, rogai por nós a deus, o Santo Espírito! Kyrie Eleison. Vós, o herdeiro da terra da Boêmia, lembrai-vos da vossa raça, não deixais que pereçamos. nem nossos filhos! São Venceslau, Kyrie eleison Imploramos vosso socorro, tende piedade de nós, consolai os que estão tristes, ó São Venceslau Kyrie eleison. A corte celeste é um belo palácio: feliz daquele que nele pode entrar para a vida eterna, Kyrie eleison (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, P. 117 à 122)     The post São Venceslau, Duque da Boêmia, Mártir appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Venceslau, Duque Da Boêmia, Mártir

São Venceslau é o grande santo nacional da Boêmia, Filho de Vratislau, que governava uma parte do país, Venceslau, nascido em 907, era neto de Santa Ludmila, que o educou, carinhosamente, bem como o irmão, Boleslau. Morto o pai, em 920, quando se fez com a expedição que marchou contra os húngaros, a mãe, Drahomira, tomou as rédeas do governo, como regente. Espírito irrequieto, com um verniz de cristianismo, talvez levada pelo conselheiros, fez com que assassinassem Santa Ludmila, que encaminhava o jovem duque Venceslau para Deus, a ele que fora feito para dirigir o país. Quando, oficialmente, o santo se assenhoreou do poder, em 925, a mãe era o foco de todas as intrigas que campeavam na corte. Grande foi a luta do filho contra os súditos apaganisados, aos quais dizia: – Canalhas! Por que me impedistes de levar avante o meu aprendizado de Jesus Cristo e de obedecer os seus mandamentos? Se Deus a vós vos embotou a alma, por que impedis aos outros de amá-lo? Quanto a mim, desembaraço-me de vós todos, rejeito-vos os conselhos, não os quero! Quero, sim, servir a Deus de todo o meu coração! Referia-se, certamente, à morte da avó querida e ao desejo que tinham todos de desviá-lo do caminho da verdade, tirando-lhe o doce Jesus do coração. Drahomira era a maquiavélica Drahomira de sempre, a fomentadora do desassossego, a procurar, com intrigas, favorecer os que lhe eram simpáticos: para tal, encaminhava a política para o terreno que melhor lhe coubesse. Dela vinham todos os dissabores, mas Venceslau, com pulso firme, afastou-a daquela vida, e só a chamou novamente quando, tendo abjurado aquela funesta política que fazia, prometeu-lhe não mais se ocupar com o que si a ele dizia respeito. São Venceslau fez vir de Praga as santas relíquias de Ludmila. E aos sacerdotes que as trouxeram, favoreceu-os da melhor maneira possível. Cedo, levantava-se e dirigia-se à igreja. Ao padre que o atendia, rogava que por ele pedisse ao Senhor um dia pacífico e dele fizesse o governante que a Deus fosse agradável. Embora fosse entranhadamente avesso à guerra, teve de participar de algumas, mas em caráter defensivo. Conta-se de São Venceslau que, um dia, afrontou em combate singular um duque inimigo. O adversário, percebendo uma cruz a brilhar na sua fronte, deixou cair a espada, ajoelhou-se imediatamente e tratou o santo com a maior deferência, com veneração que não escondeu dos próprios soldados, rudes e sequiosos de luta. O santo duque tomou o inimigo pelo braço, ajudou-o a levantar-se, abraçou-o fraternalmente e levou para o castelo. Em 929, a Boêmia foi atacada pelas hordas germânicas, e o santo, para evitar o desastre, a ruína do país, submeteu-se, sem lutar. Ora, o irmão, Boleslau, tomando o partido que aquele ato se opusera, com os demais confrades tratou de eliminá-lo. Marcado o dia, 27 e setembro, acabariam com ele num banquete. Todavia, no último momento, hesitaram, pensando melhor no que pretendiam fazer. O santo, prevenido, compareceu ao banquete, e, em dado momento, levantando a taça na mão direita, ergueu-se e disse: – Em honra de São Miguel, ao qual suplico que faça entrar vossas almas na paz e na eterna alegria! Os comensais, a uma voz, responderam, constrangidos: – Amém. Depois de ter abraçado os amigos, sorridente, retirou-se. E, antes de deitar-se, orou longamente. Ficou, então, decidido, que haviam de matá-lo no dia seguinte, 28, pela manhã, quando, conforme velho hábito, fosse à igreja. À porta, encontrou o irmão. Cumprimentou-o, disse-lhe: – Possa o Cristo convidar-te ao seu banquete eterno, a ti que me recebeste, e aos meus, tão bem! Boleslau, de má catadura, respondeu: – Ontem servi-te como pude, mas eis como o irmão vai servir o irmão! Agrediu-o. Venceslau puxou da espada, mas no mesmo instante arrojou-a ao chão. – Como fizeste mal! Exclamou. Depois: – Tu te condenaste a ti mesmo! Eu poderia arrasar-te como uma mosca se arrasaria, mas a destra dum servidor de Deus não deve ser fratricida. Venceslau deixou o irmão e buscou o interior da igreja. Então Boleslau, espumando, chamou a sua gente e acabaram com o santo. Era 28 de setembro de 929. Logo os primeiros milagres que o duque operou correram terras. Enterrado perto da pequenina igreja de São Cosme e São Damião, pouco mais tarde transferiram-no para Praga (4 de Março de 932), indo repousar na igreja de São Guido. Ali, um paralítico que fora trazido de longe, “do país franco”, foi curado. Herói nacional, depois patrono dos exércitos checos, os hussitas invocaram-no sempre com grande sucesso. Em 1929, festas magníficas, triunfais, marcaram os mil anos da morte do santo. E os checos, ainda hoje, cantam o que os antepassados no século XII cantavam: São Venceslau duque da terra checa, nosso príncipe, rogai por nós a deus, o Santo Espírito! Kyrie Eleison. Vós, o herdeiro da terra da Boêmia, lembrai-vos da vossa raça, não deixais que pereçamos. nem nossos filhos! São Venceslau, Kyrie eleison Imploramos vosso socorro, tende piedade de nós, consolai os que estão tristes, ó São Venceslau Kyrie eleison. A corte celeste é um belo palácio: feliz daquele que nele pode entrar para a vida eterna, Kyrie eleison (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, P. 117 à 122)     The post São Venceslau, Duque da Boêmia, Mártir appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Venceslau, Duque Da Boêmia, Mártir

São Venceslau é o grande santo nacional da Boêmia, Filho de Vratislau, que governava uma parte do país, Venceslau, nascido em 907, era neto de Santa Ludmila, que o educou, carinhosamente, bem como o irmão, Boleslau. Morto o pai, em 920, quando se fez com a expedição que marchou contra os húngaros, a mãe, Drahomira, tomou as rédeas do governo, como regente. Espírito irrequieto, com um verniz de cristianismo, talvez levada pelo conselheiros, fez com que assassinassem Santa Ludmila, que encaminhava o jovem duque Venceslau para Deus, a ele que fora feito para dirigir o país. Quando, oficialmente, o santo se assenhoreou do poder, em 925, a mãe era o foco de todas as intrigas que campeavam na corte. Grande foi a luta do filho contra os súditos apaganisados, aos quais dizia: – Canalhas! Por que me impedistes de levar avante o meu aprendizado de Jesus Cristo e de obedecer os seus mandamentos? Se Deus a vós vos embotou a alma, por que impedis aos outros de amá-lo? Quanto a mim, desembaraço-me de vós todos, rejeito-vos os conselhos, não os quero! Quero, sim, servir a Deus de todo o meu coração! Referia-se, certamente, à morte da avó querida e ao desejo que tinham todos de desviá-lo do caminho da verdade, tirando-lhe o doce Jesus do coração. Drahomira era a maquiavélica Drahomira de sempre, a fomentadora do desassossego, a procurar, com intrigas, favorecer os que lhe eram simpáticos: para tal, encaminhava a política para o terreno que melhor lhe coubesse. Dela vinham todos os dissabores, mas Venceslau, com pulso firme, afastou-a daquela vida, e só a chamou novamente quando, tendo abjurado aquela funesta política que fazia, prometeu-lhe não mais se ocupar com o que si a ele dizia respeito. São Venceslau fez vir de Praga as santas relíquias de Ludmila. E aos sacerdotes que as trouxeram, favoreceu-os da melhor maneira possível. Cedo, levantava-se e dirigia-se à igreja. Ao padre que o atendia, rogava que por ele pedisse ao Senhor um dia pacífico e dele fizesse o governante que a Deus fosse agradável. Embora fosse entranhadamente avesso à guerra, teve de participar de algumas, mas em caráter defensivo. Conta-se de São Venceslau que, um dia, afrontou em combate singular um duque inimigo. O adversário, percebendo uma cruz a brilhar na sua fronte, deixou cair a espada, ajoelhou-se imediatamente e tratou o santo com a maior deferência, com veneração que não escondeu dos próprios soldados, rudes e sequiosos de luta. O santo duque tomou o inimigo pelo braço, ajudou-o a levantar-se, abraçou-o fraternalmente e levou para o castelo. Em 929, a Boêmia foi atacada pelas hordas germânicas, e o santo, para evitar o desastre, a ruína do país, submeteu-se, sem lutar. Ora, o irmão, Boleslau, tomando o partido que aquele ato se opusera, com os demais confrades tratou de eliminá-lo. Marcado o dia, 27 e setembro, acabariam com ele num banquete. Todavia, no último momento, hesitaram, pensando melhor no que pretendiam fazer. O santo, prevenido, compareceu ao banquete, e, em dado momento, levantando a taça na mão direita, ergueu-se e disse: – Em honra de São Miguel, ao qual suplico que faça entrar vossas almas na paz e na eterna alegria! Os comensais, a uma voz, responderam, constrangidos: – Amém. Depois de ter abraçado os amigos, sorridente, retirou-se. E, antes de deitar-se, orou longamente. Ficou, então, decidido, que haviam de matá-lo no dia seguinte, 28, pela manhã, quando, conforme velho hábito, fosse à igreja. À porta, encontrou o irmão. Cumprimentou-o, disse-lhe: – Possa o Cristo convidar-te ao seu banquete eterno, a ti que me recebeste, e aos meus, tão bem! Boleslau, de má catadura, respondeu: – Ontem servi-te como pude, mas eis como o irmão vai servir o irmão! Agrediu-o. Venceslau puxou da espada, mas no mesmo instante arrojou-a ao chão. – Como fizeste mal! Exclamou. Depois: – Tu te condenaste a ti mesmo! Eu poderia arrasar-te como uma mosca se arrasaria, mas a destra dum servidor de Deus não deve ser fratricida. Venceslau deixou o irmão e buscou o interior da igreja. Então Boleslau, espumando, chamou a sua gente e acabaram com o santo. Era 28 de setembro de 929. Logo os primeiros milagres que o duque operou correram terras. Enterrado perto da pequenina igreja de São Cosme e São Damião, pouco mais tarde transferiram-no para Praga (4 de Março de 932), indo repousar na igreja de São Guido. Ali, um paralítico que fora trazido de longe, “do país franco”, foi curado. Herói nacional, depois patrono dos exércitos checos, os hussitas invocaram-no sempre com grande sucesso. Em 1929, festas magníficas, triunfais, marcaram os mil anos da morte do santo. E os checos, ainda hoje, cantam o que os antepassados no século XII cantavam: São Venceslau duque da terra checa, nosso príncipe, rogai por nós a deus, o Santo Espírito! Kyrie Eleison. Vós, o herdeiro da terra da Boêmia, lembrai-vos da vossa raça, não deixais que pereçamos. nem nossos filhos! São Venceslau, Kyrie eleison Imploramos vosso socorro, tende piedade de nós, consolai os que estão tristes, ó São Venceslau Kyrie eleison. A corte celeste é um belo palácio: feliz daquele que nele pode entrar para a vida eterna, Kyrie eleison (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, P. 117 à 122)     The post São Venceslau, Duque da Boêmia, Mártir appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-09-28

Sexta-feira, 28 de Setembro de 2018. Santo do dia: São Venceslau, mártir; São Lourenço Ruiz e companheiros, mártires; São Simão de Rojas, presbíteroCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 9, 18-22 Primeira leitura: Eclesiastes, 3, 1-11Leitura do Livro do Eclesiastes: 1Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para tudo que acontece debaixo do céu. 2Tempo de nascer e tempo de morrer; Tempo de plantar e tempo de colher a planta. 3Tempo de matar e tempo de salvar; tempo de destruir e tempo de construir. 4Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar. 5Tempo de atirar pedras e tempo de as amontoar; tempo de abraçar e tempo de se separar. 6Tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de esbanjar. 7Tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de calar e tempo de falar. 8Tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz. 9Que proveito tira o trabalhador de seu esforço? 10Observei a tarefa que Deus impôs aos homens, para que nela se ocupassem. 11As coisas que ele fez são todas boas no tempo oportuno. Além disso, ele dispôs que fossem permanentes; no entanto o homem jamais chega a conhecer o princípio e o fim da ação que Deus realiza. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 143 (144) – Bendito seja o Senhor, meu rochedo. Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; É meu escudo: é nele que espero. R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo!   – Que é o homem, Senhor, para vós? Por que dele cuidais tanto assim, e no filho do homem pensais? Como o sopro de vento é o homem, os seus dias são sombra que passa.   R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 9, 18-22 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Veio o Filho do homem, a fim de servir e dar sua vida em resgate por muitos (Mc 10,45); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Aconteceu que, 18Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: ‘Quem diz o povo que eu sou?’ 19Eles responderam: ‘Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou.’ 20Mas Jesus perguntou: ‘E vós, quem dizeis que eu sou?’ Pedro respondeu: ‘O Cristo de Deus.’ 21Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22E acrescentou: ‘O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santa Teresinha do Menino Jesus, carmelita e Doutora da IgrejaPesia 52, «O abandono é o fruto delicioso do amor» «”E Eu, quando for levantado da terra, atrirei todos a Mim”. E dizia isto para indicar de que morte ia morrer» (Jo, 12,32-33) Há nesta terrauma Árvore maravilhosacuja raíz, oh mistério!se encontra nos céus. À sombra dos seus ramosnada pode ferir;aí se pode repousarsem temer a tempestade. Esta Árvore inefáveltem por nome Amor;e seu fruto deleitávelchama-se abandono. É um fruto que me torna felizjá nesta vida;e minha alma se alegracom seu odor divino. Este fruto, quando lhe toco,é para mim um tesouro;ao levá-lo à bocamais doce ainda o sinto. Ele me dá neste mundoum oceano de paz;e nesta paz profundarepouso para sempre. Só o abandono me entregaem teus braços, Jesus.Ele me faz vivera vida dos eleitos. The post Evangelho do dia 2018-09-28 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-09-27

Quinta-feira, 27 de Setembro de 2018. Santo do dia: São Vicente de Paulo, presbítero; Santa Hiltrudes, virgemCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Lucas 9, 7-9 Primeira leitura: Eclesiastes 1, 2-11Leitura do Livro do Eclesiastes: 2’Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade.’ 3Que proveito tira o homem de todo o trabalho com o qual se afadiga debaixo do sol? 4Uma geração passa, outra lhe sucede, enquanto a terra permanece sempre a mesma. 5O sol se levanta, o sol se deita, apressando-se para voltar ao seu lugar, donde novamente torna a levantar-se. 6Dirigindo-se para o sul e voltando para o norte, ora para cá, ora para lá, vai soprando o vento, para retomar novamente o seu curso. 7Todos os rios correm para o mar, e contudo o mar não transborda; voltam ao lugar de onde saíram para tornarem a correr. 8Tudo é penoso, difícil para o homem explicar. A vista não se cansa de ver, nem o ouvido se farta de ouvir. 9O que foi, será; o que aconteceu, acontecerá: 10não há nada de novo debaixo do sol. Uma coisa da qual se diz: ‘Eis aqui algo de novo’, também esta já existiu nos séculos que nos precederam. 11Não há memória do que aconteceu no passado, nem também haverá lembrança do que acontecer, entre aqueles que viverão depois. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 89 (90) – Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: ‘Voltai ao pó, filhos de Adão!’ Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou.   R: Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.   – Eles passam como o sono da manhã, são iguais à erva verde pelos campos: De manhã ela floresce vicejante, mas à tarde é cortada e logo seca.   R: Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.   – Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria! Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos!   R: Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.   – Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo o dia! Que a bondade do Senhor e nosso Deus repouse sobre nós e nos conduza! Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.   R: Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 9, 7-9 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim (Jo 14,6); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 7O tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo, e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. 8Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 9Então Herodes disse: ‘Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?’ E procurava ver Jesus. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Columbano, mongeInstrução 1,2-4; PL 80, 231-232 «[Herodes] procurava ver Jesus» Deus está em toda a parte, inteiríssimo, imenso. Em toda a parte está próximo, de acordo com o testemunho que dá de Si mesmo: «Sou um Deus próximo, e não um Deus distante» (Jer 23,23). O Deus que buscamos não mora longe de nós. Habita em nós como a alma no corpo, se formos para Ele membros sãos que o pecado não matou. […] «N’Ele», diz o apóstolo Paulo, «temos a vida, o movimento, o ser» (At 17,28). Mas quem poderá seguir o Altíssimo até ao seu ser inexprimível e incompreensível? Quem perscrutará as profundezas de Deus? Quem se arriscará a discutir a origem eterna do Universo? Quem se glorificará de conhecer o Deus infinito que tudo enche e tudo envolve, tudo penetra e tudo transcende, tudo abraça e de tudo Se esconde, Ele que «jamais alguém viu» tal qual é? (1Tim 6,16). Que ninguém tenha pois a presunção de sondar a impenetrável profundidade de Deus, o quê, o como, o porquê do seu ser. Pois isso não pode ser expresso, nem perscrutado, nem penetrado. Crê simplesmente, mas com força, que Deus é como foi e como será, pois n’Ele não há mudança. The post Evangelho do dia 2018-09-27 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-09-27

Quinta-feira, 27 de Setembro de 2018. Santo do dia: São Vicente de Paulo, presbítero; Santa Hiltrudes, virgemCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Lucas 9, 7-9 Primeira leitura: Eclesiastes 1, 2-11Leitura do Livro do Eclesiastes: 2’Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade.’ 3Que proveito tira o homem de todo o trabalho com o qual se afadiga debaixo do sol? 4Uma geração passa, outra lhe sucede, enquanto a terra permanece sempre a mesma. 5O sol se levanta, o sol se deita, apressando-se para voltar ao seu lugar, donde novamente torna a levantar-se. 6Dirigindo-se para o sul e voltando para o norte, ora para cá, ora para lá, vai soprando o vento, para retomar novamente o seu curso. 7Todos os rios correm para o mar, e contudo o mar não transborda; voltam ao lugar de onde saíram para tornarem a correr. 8Tudo é penoso, difícil para o homem explicar. A vista não se cansa de ver, nem o ouvido se farta de ouvir. 9O que foi, será; o que aconteceu, acontecerá: 10não há nada de novo debaixo do sol. Uma coisa da qual se diz: ‘Eis aqui algo de novo’, também esta já existiu nos séculos que nos precederam. 11Não há memória do que aconteceu no passado, nem também haverá lembrança do que acontecer, entre aqueles que viverão depois. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 89 (90) – Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: ‘Voltai ao pó, filhos de Adão!’ Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou.   R: Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.   – Eles passam como o sono da manhã, são iguais à erva verde pelos campos: De manhã ela floresce vicejante, mas à tarde é cortada e logo seca.   R: Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.   – Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria! Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos!   R: Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.   – Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo o dia! Que a bondade do Senhor e nosso Deus repouse sobre nós e nos conduza! Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.   R: Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 9, 7-9 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim (Jo 14,6); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 7O tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo, e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. 8Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 9Então Herodes disse: ‘Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?’ E procurava ver Jesus. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Columbano, mongeInstrução 1,2-4; PL 80, 231-232 «[Herodes] procurava ver Jesus» Deus está em toda a parte, inteiríssimo, imenso. Em toda a parte está próximo, de acordo com o testemunho que dá de Si mesmo: «Sou um Deus próximo, e não um Deus distante» (Jer 23,23). O Deus que buscamos não mora longe de nós. Habita em nós como a alma no corpo, se formos para Ele membros sãos que o pecado não matou. […] «N’Ele», diz o apóstolo Paulo, «temos a vida, o movimento, o ser» (At 17,28). Mas quem poderá seguir o Altíssimo até ao seu ser inexprimível e incompreensível? Quem perscrutará as profundezas de Deus? Quem se arriscará a discutir a origem eterna do Universo? Quem se glorificará de conhecer o Deus infinito que tudo enche e tudo envolve, tudo penetra e tudo transcende, tudo abraça e de tudo Se esconde, Ele que «jamais alguém viu» tal qual é? (1Tim 6,16). Que ninguém tenha pois a presunção de sondar a impenetrável profundidade de Deus, o quê, o como, o porquê do seu ser. Pois isso não pode ser expresso, nem perscrutado, nem penetrado. Crê simplesmente, mas com força, que Deus é como foi e como será, pois n’Ele não há mudança. The post Evangelho do dia 2018-09-27 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-09-27

Quinta-feira, 27 de Setembro de 2018. Santo do dia: São Vicente de Paulo, presbítero; Santa Hiltrudes, virgemCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Lucas 9, 7-9 Primeira leitura: Eclesiastes 1, 2-11Leitura do Livro do Eclesiastes: 2’Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade.’ 3Que proveito tira o homem de todo o trabalho com o qual se afadiga debaixo do sol? 4Uma geração passa, outra lhe sucede, enquanto a terra permanece sempre a mesma. 5O sol se levanta, o sol se deita, apressando-se para voltar ao seu lugar, donde novamente torna a levantar-se. 6Dirigindo-se para o sul e voltando para o norte, ora para cá, ora para lá, vai soprando o vento, para retomar novamente o seu curso. 7Todos os rios correm para o mar, e contudo o mar não transborda; voltam ao lugar de onde saíram para tornarem a correr. 8Tudo é penoso, difícil para o homem explicar. A vista não se cansa de ver, nem o ouvido se farta de ouvir. 9O que foi, será; o que aconteceu, acontecerá: 10não há nada de novo debaixo do sol. Uma coisa da qual se diz: ‘Eis aqui algo de novo’, também esta já existiu nos séculos que nos precederam. 11Não há memória do que aconteceu no passado, nem também haverá lembrança do que acontecer, entre aqueles que viverão depois. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 89 (90) – Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: ‘Voltai ao pó, filhos de Adão!’ Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou.   R: Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.   – Eles passam como o sono da manhã, são iguais à erva verde pelos campos: De manhã ela floresce vicejante, mas à tarde é cortada e logo seca.   R: Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.   – Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria! Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos!   R: Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.   – Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo o dia! Que a bondade do Senhor e nosso Deus repouse sobre nós e nos conduza! Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.   R: Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 9, 7-9 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim (Jo 14,6); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 7O tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo, e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. 8Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 9Então Herodes disse: ‘Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?’ E procurava ver Jesus. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Columbano, mongeInstrução 1,2-4; PL 80, 231-232 «[Herodes] procurava ver Jesus» Deus está em toda a parte, inteiríssimo, imenso. Em toda a parte está próximo, de acordo com o testemunho que dá de Si mesmo: «Sou um Deus próximo, e não um Deus distante» (Jer 23,23). O Deus que buscamos não mora longe de nós. Habita em nós como a alma no corpo, se formos para Ele membros sãos que o pecado não matou. […] «N’Ele», diz o apóstolo Paulo, «temos a vida, o movimento, o ser» (At 17,28). Mas quem poderá seguir o Altíssimo até ao seu ser inexprimível e incompreensível? Quem perscrutará as profundezas de Deus? Quem se arriscará a discutir a origem eterna do Universo? Quem se glorificará de conhecer o Deus infinito que tudo enche e tudo envolve, tudo penetra e tudo transcende, tudo abraça e de tudo Se esconde, Ele que «jamais alguém viu» tal qual é? (1Tim 6,16). Que ninguém tenha pois a presunção de sondar a impenetrável profundidade de Deus, o quê, o como, o porquê do seu ser. Pois isso não pode ser expresso, nem perscrutado, nem penetrado. Crê simplesmente, mas com força, que Deus é como foi e como será, pois n’Ele não há mudança. The post Evangelho do dia 2018-09-27 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Vicente De Paulo, Presbítero

Depois dos apóstolos, talvez não haja homem que mais tenha prestado serviços à Igreja católica e à humanidade inteira. Para contribuir à santificação do clero e do povo cristão, instituiu uma congregação de missionários, que foi digna do autor, e continua a propagar a fé em todo o mundo. Para a santificação dos sacerdotes e dos fiéis, estabeleceu retiros espirituais, cujo uso se espalhou por toda parte. Para a formação de jovens eclesiásticos, para aperfeiçoar-lhes a santidade e exaltar-lhes a vocação, criou seminários, que se espalharam por todo o mundo cristão. Aos pobres doentes, instituiu a congregação das filhas da Caridade, cujo devotamento admirável provocou o estabelecimento de muitas outras congregações semelhantes. Para preservar da morte as crianças abandonadas pelas ruas, fundou um hospital de crianças relegadas, e hoje, deste seu exemplo, hospitais e casas outras do gênero, estão disseminadas pela cristandade toda. Fez mais ainda: hospitais para velhos, insanos, presos e mendigos. Enviava missionários com o fim exclusivo de consolar os escravos cristãos. Supria, às vezes por longos anos, províncias inteiras que haviam sido devastadas pelas guerras, pela fome ou pela peste, como a Lorena, a Champagne e a Picardia. E quem era este homem, esse Vicente de Paulo, esse benemérito? Filho dum lavrador, começou por pastorear o rebanho do pai. Feito sacerdote, foi preso por corsários, turcos e vendido como escravo nas costas da África. Vicente de Paulo nasceu numa terça-feira de Páscoa, a 24 de Abril de 1575, na aldeiazinha de Pay, perto de Dax, nos confins de Bordéus, lá para os Pirineus. O pai chamava-se Guilherme de Paulo, a mãe Bertranda de Moras. Possuíam uma pequena granja, onde labutavam e donde tiravam o pão de cada dia, para si e para os seis filhos, duas meninas e quatro meninos. Vicente, que era o terceiro, trabalhava como os outros, na quinta: guardava, como vimos, o rebanho, levando-os a pastar. Desde pequeno, sentia compaixão pelos pobres. Quando voltava do moinho, como o saco de farinha às costas, dava-lhes alguns punhados, quando não tinha outra coisa que dar. Muitas vezes com os pobrezinhos, partilhou o pão que comia e as vestes que usava. Tendo economizado, duma feita, trinta sous, soma considerável naquela época e para aquela idade, a um pobre, que lhe parecia ser o mais abandonado de todos, deu-lhe tudo. Com essa bondade de coração, mostrava grande vivacidade de espírito. O pai, então, resolveu fazê-lo estudar. A despesa seria espantosa, mas, esperava, um dia seria recompensado. Assim, enviou-o aos franciscanos de Dax, mediante sessenta libras por ano, segundo o costume do tempo e do país. Era, então, pelo ano de 1588. O jovem Vicente fez tais progressos, que ao fim de quatro anos, elogiado pelo superior do convento, o senhor de Commet, o advogado de Dax, acabou por tomá-lo em sua casa para que se incumbisse da educação dos dois filhos. Foi esse Commet que, tocado pela virtude de Vicente, e edificado, o aconselhou a abraçar o estado eclesiástico. Vicente, que o respeitava muitíssimo, tendo-o como a um segundo pai, recebeu o conselho com ardor, e depois da tonsura e as quatro ordens menores, a 20 de dezembro de 1596, com a idade de vinte anos, após ter empregado nove nos estudos de humanidades em Dax. O pai, para ajudá-lo, teve que vender uma junta de bois, e Vicente lá se foi para Toulouse, para os estudos de teologia, nos quais gastou sete anos. Durante a estadia em Toulouse, ia o jovem, algumas vezes, estudar em Saragoça. Para não pesar à família, embora o pai, ao morrer, ordenasse que lhe dessem o necessário, retirou-se para a cidadezinha de Buset, durante as férias, ali se encarregando da educação dum número considerável de crianças, cujos pais tinham posses, e se sentiam satisfeitos de poder confiar os filhos a um homem do qual a virtude e a capacidade eram publicamente reconhecidas e propaladas. Mesmo de Toulouse, enviavam-lhe crianças, meninos e meninas, como se vê por uma carta escrita à mãe. Entre os alunos, havia dois sobrinhos-netos do célebre Jean de La Valette, grão-mestre de Malta, que resistiu gloriosamente a todas as forças otomanas. O Duque de Épernon, governador da Guiana, parente próximo dos dois meninos, desejou, e muito, conhecer Vicente, monsieur Vicente, como dizia respeitosamente, por ele vindo a conceber uma estima toda particular. Vicente retornou de Buset a Toulouse, com os pensionistas, terminando, então os estudos de teologia. Bacharel, dizem deles os autores da Gallia Christiana: Era doutor em teologia. Contudo a prova autêntica daquela afirmação não foi encontrada. Durante os estudos de teologia em Toulouse, Vicente recebeu o subdiaconato, a 19 de Setembro de 1598, o diaconato três meses depois, e, afinal a ordenação, em 23 de Setembro de 1600. (…) (…) Em Roma, Vicente permaneceu até 1608, pela assistência que recebeu do Vice-legado, que o hospedou e lhe proporcionou o que fazer. E lá estava ele tocado até às lágrimas, por ver-se na cidade mestra da cristandade, onde o chefe da Igreja militante tem assento, onde os corpos de São Pedro e São Paulo repousam, bem como os de outros santos mártires e outras santas personagens. Quando não se dava à devoção, empregava o tempo a repassar os estudos de teologia, feitos em Toulouse, O Vice-legado, apresentou-o ao embaixador da França, o Cardeal d’Ossat, e este o encarregou de importante missão, mas secreta, junto a Henrique IV. Vicente IV vira e falara com Vicente de Paulo, mas parecia desconhecê-lo. É que o Santo evitava, cuidadosamente, tudo aquilo que pudesse dar-lhe ares de grandeza. Chamavam-no Monsieur Paulo – nome de família, e aquilo lhe soava como se fora de estirpe ilustre, de modo que, chegando a Paris, apresentou-se e fez-se simplesmente tratar por Monsieur Vicente, o nome de batismo. Ao invés de usar o título de licenciado em teologia, deixava entrever-se como se fora apenas um pobre professor secundário. Todavia, por mais cuidado que tivesse, escondendo como escondia as virtudes, acabavam descobrindo-as. Um dia, foi apresentado à rainha Margarida, primeira esposa de Henrique IV, a qual, então, fazia