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São Mateus, Apóstolo

Quando o Filho de Deus se fez homem e veio a este mundo, tomou o nome de Jesus ou Salvador, porque viera para salvar-nos e não para perder-nos. O primeiro aos quais fez anunciar pelos anjos a boa nova da sua vinda, foram alguns humildes pastores de Belém. Quando escolheu seus doze apóstolos, ou doze enviados, para espalharem a boa nova a todos os povos da terra, escolheu-os entre os humildes e os pequenos. Primeiramente foram dois irmãos, Pedro e André, que viviam da pesca, assim como dois outros, Tiago e João. Mais extraordinário ainda é não ter Jesus escolhido seus apóstolos precisamente entre os santos, nem no interior do templo, mas nas praças públicas, entre a classe operária e mesmo entre os empregados da alfândega. Saía da cidade de Cafarnaum e dirigia-se para o mar da Galiléia, onde costumava pregar à multidão, quando ao passar, avistou um publicano, Levi, filho de Alfeu, também chamado Mateus, sentado à mesa de cobrança de impostos, e disse-lhe: Segue-me. E aquele, tudo abandonando, levantou-se e seguiu-o. E Levi ofereceu a Jesus um grande banquete em sua casa. Estando este à mesa, chegaram muitos publicanos e pecadores que se sentaram à mesa com ele e com os discípulos, que em grande número o tinham acompanhado. Mas os fariseus e os escribas, vendo que Jesus comia com os publicanos e os pecadores, murmuraram e disseram aos discípulos: Por que motivo come o vosso Mestre com os publicanos e os pecadores e vós com ele? Malgrado a aparente piedade, de que se jactavam, aqueles homens estavam cheios de desprezo pelos outros. Respondeu-lhes Jesus? Os sãos não tem necessidade de médico, mas sim os enfermos. Ide, e aprendei o que vos digo: quero misericórdia e não sacrifício; porque não vim chamar os justos e sim os pecadores. Quão grande é a bondade de Jesus Salvador! Quem ainda poderá desesperar, seja por causa de seus pecados, seja por causa de suas más inclinações? Aí está um médico capaz, não apenas de curar os doentes, mas de ressuscitar os mortos; um médico caridoso, que se sobrecarregará com as nossas doenças e as nossas iniqüidades; um médico tão bom que se transmuda em remédio para os nossos males. Mas o publicano Mateus também não merecerá que o amemos e imitemos? Era um homem de negócios e de dinheiro, um burocrata, um financista. Contudo, mal Jesus o chama, levanta-se, tudo abandona e segue-o, testemunha-lhe publicamente a gratidão com um grande banquete. E nós, que talvez nos julguemos muito melhores do que os publicanos, o Senhor chama-nos, o Senhor diz-nos há muito tempo: Vinde e segui-me! E ficamos surdos ao seu apelo. Ah! Roguemos ao bem-aventurado publicano, cuja festa celebramos, que nos seja dado seguir o Senhor, tal como o fez. De publicano transformado em apóstolo. São Mateus perseverou até o fim. Depois de receber o Espírito Santo com a abundância de suas graças, no dia de Pentecostes, pregou durante vários anos na Judéia às ovelhas perdidas da casa de Israel: em seguida, levou o Evangelho às nações longínquas, Pérsia e à Etiópia, e confirmou com o sangue as verdades que pregava. Além de um dos doze apóstolos, escolhidos para pregarem o Evangelho por toda a terra, São Mateus também foi um dos homens inspirados para gravá-lo por escrito. Há quatro evangelistas: São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João; assim como há quatro grandes profetas: Isaías, Ezequiel, Jeremias e Daniel; e quatro grandes impérios: Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma e quatro querubins acima dos quais se eleva o trono de Deus, no qual está sentado o Filho do homem. O conjunto dos quatro querubins com o trono de Deus suspenso acima deles, não tem a sua representação na terra no conjunto dos quatro grandes impérios, Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma, a cujas lutos e a cujos destinos vemos outros tantos espíritos celestes presidir; espíritos que serviram de carro do Filho de Deus para que descesse à terra e nela estabelecesse seu império espiritual, e dos quais tirou seus instrumentos de vingança, pois no capítulo X, de Ezequiel, não vemos um dos querubins apanhar os carvões ardentes, que seriam espalhados sobre a criminosa Jerusalém? Na Igreja Cristã, não viram os Padres os quatro evangelistas? Na face do homem, São Mateus, que inicia seu evangelho pela genealogia de Cristo enquanto homem; na face do leão, São Marcos, que inicia o seu pela voz de deus clamando no deserto; na face do touro, vítima principal dos antigos sacrifícios, São Lucas, que começa pelo sacerdote Zacarias no ato de desempenhar as funções do sacerdócio num templo; na face da águia, São João que. De início, eleva-se como uma águia acima das nuvens até o seio de Deus. São quatro, mas cada um deles é encontrado nos três outros, e os quatro são encontrados em cada um em particular; há quatro evangelhos, e só há um Evangelho. É o mesmo espírito que os inspira, que os alenta, que os inspira, que os alenta, que os dirige. São cheios de olhos; em tudo, até num ponto e vírgula, cintila a verdade. Contém como que um fogo divino de onde saem as fagulhas, as correntes elétricas da graça, que iluminam os espíritos, toam os corações e renovam a face da terra. No Evangelho de São Mateus há um belo consumo de todo o Evangelho: é o Sermão da Montanha de todo o Evangelho, que reproduz inteiramente, enquanto os outros evangelistas só citam alguns trechos. É o sermão que se inicia com as oito bem-aventuranças. O único objetivo do homem é a felicidade. Jesus Cristo veio unicamente proporcionar-nos os meios de realizá-lo. Colocar a felicidade onde deve estar é a fonte de todo bem; e a fonte de todo mal é colocá-la onde não deve estar. Digamos, pois: Quero ser feliz. Vejamos, porém, de que maneira; vejamos em que consiste a felicidade; vejamos quais são os meios para alcançá-la. A felicidade está em cada uma das oito bem-aventuranças; pois, em todas, sob várias designações, é sempre da

Evangelho Do Dia 2018-09-20

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018. Santo do dia: Santos André Kim Tae-gon, presbítero, Paulo Chong Ha-sang e companheiros, mártiresCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São Lucas 7,36-50 Primeira leitura: Coríntios 15,1-11Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: 1Irmãos, quero lembrar-vos o evangelho que vos preguei e que recebestes, e no qual estais firmes. 2Por ele sois salvos, se o estais guardando tal qual ele vos foi pregado por mim. De outro modo, teríeis abraçado a fé em vão. 3Com efeito, transmití-vos, em primeiro lugar, aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; 4que foi sepultado; que, ao terceiro dia, ressuscitou, segundo as Escrituras; 5e que apareceu a Cefas e, depois, aos Doze. 6Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos, de uma vez. Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram. 7Depois, apareceu a Tiago e, depois, apareceu aos apóstolos todos juntos. 8Por último, apareceu também a mim, como a um abortivo. 9Na verdade, eu sou o menor dos apóstolos, nem mereço o nome de apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. 10É pela graça de Deus que eu sou o que sou. Sua graça para comigo não foi estéril: a prova é que tenho trabalhado mais do que os outros apóstolos – não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo. 11É isso, em resumo, o que eu e eles temos pregado e é isso o que crestes. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 117 (118) – Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! ‘Eterna é a sua misericórdia!’ A casa de Israel agora o diga: ‘Eterna é a sua misericórdia!’   R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!   – A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas!’ Não morrerei, mas ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor!   R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!   – Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço! Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores!    R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 7, 36-50 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 36Um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa. 37Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume. 39Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: ‘Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora.’ 40Jesus disse então ao fariseu: ‘Simão, tenho uma coisa para te dizer.’ Simão respondeu: ‘Fala, mestre!’ 41’Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro cinqüenta. 42Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?’ 43Simão respondeu: ‘Acho que é aquele ao qual perdoou mais.’ Jesus lhe disse: ‘Tu julgaste corretamente.’ 44Então Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: ‘Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. 47Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor.’ 48E Jesus disse à mulher: ‘Teus pecados estão perdoados.’ 49Então, os convidados começaram a pensar: ‘Quem é este que até perdoa pecados?’ 50Mas Jesus disse à mulher: ‘Tua fé te salvou. Vai em paz!’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Bernardo, Doutor da IgrejaSermão 7 sobre o Cântico dos Cânticos «Porque muito amou» «Beija-me com ósculos da tua boca» (Cant 1,2). Quem fala assim? A esposa [do Cântico dos cânticos]. E quem é esta esposa? É a alma associada a Deus. E a quem fala ela? Ao seu Deus. […] Não seria possível encontrar palavras mais doces para exprimir a ternura recíproca de Deus e da alma que estas do Esposo e da esposa. Tudo lhes é comum, não possuem nada próprio nem à parte. Única é a sua herança, única a sua mesa, única a sua casa, única até a carne que em conjunto constituem (Gn 2, 24). […] Se a palavra «amar» convém especialmente e em primeiro lugar aos esposos, é compreensível que se dê o nome de esposa à alma que ama a Deus. A prova de que ela ama é que pede a Deus um beijo. Não deseja a liberdade, nem uma recompensa, nem uma herança, nem mesmo um ensinamento, mas um beijo, ao jeito de uma esposa casta, elevada por um santo amor e incapaz de esconder a chama que lhe arde dentro. […] Sim, o seu amor é casto, pois ela deseja apenas Aquele que ama, e não alguma coisa que Lhe pertença. O seu amor é santo, porque ela não ama com um desejo pesado da carne, mas com pureza do espírito. O seu amor é ardente, pois, inebriada por este mesmo amor, esquece a grandeza de quem ama. Não é Ele, com efeito, que com um olhar faz tremer a Terra? (Sl 103,32). E é a este que ela pede um beijo? Não estará embriagada? Sim, está embriagada de amor pelo seu Deus. […] Que força, a do amor! Que confiança e que liberdade

Evangelho Do Dia 2018-09-20

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018. Santo do dia: Santos André Kim Tae-gon, presbítero, Paulo Chong Ha-sang e companheiros, mártiresCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São Lucas 7,36-50 Primeira leitura: Coríntios 15,1-11Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: 1Irmãos, quero lembrar-vos o evangelho que vos preguei e que recebestes, e no qual estais firmes. 2Por ele sois salvos, se o estais guardando tal qual ele vos foi pregado por mim. De outro modo, teríeis abraçado a fé em vão. 3Com efeito, transmití-vos, em primeiro lugar, aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; 4que foi sepultado; que, ao terceiro dia, ressuscitou, segundo as Escrituras; 5e que apareceu a Cefas e, depois, aos Doze. 6Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos, de uma vez. Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram. 7Depois, apareceu a Tiago e, depois, apareceu aos apóstolos todos juntos. 8Por último, apareceu também a mim, como a um abortivo. 9Na verdade, eu sou o menor dos apóstolos, nem mereço o nome de apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. 10É pela graça de Deus que eu sou o que sou. Sua graça para comigo não foi estéril: a prova é que tenho trabalhado mais do que os outros apóstolos – não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo. 11É isso, em resumo, o que eu e eles temos pregado e é isso o que crestes. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 117 (118) – Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! ‘Eterna é a sua misericórdia!’ A casa de Israel agora o diga: ‘Eterna é a sua misericórdia!’   R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!   – A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas!’ Não morrerei, mas ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor!   R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!   – Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço! Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores!    R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 7, 36-50 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 36Um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa. 37Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume. 39Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: ‘Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora.’ 40Jesus disse então ao fariseu: ‘Simão, tenho uma coisa para te dizer.’ Simão respondeu: ‘Fala, mestre!’ 41’Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro cinqüenta. 42Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?’ 43Simão respondeu: ‘Acho que é aquele ao qual perdoou mais.’ Jesus lhe disse: ‘Tu julgaste corretamente.’ 44Então Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: ‘Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. 47Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor.’ 48E Jesus disse à mulher: ‘Teus pecados estão perdoados.’ 49Então, os convidados começaram a pensar: ‘Quem é este que até perdoa pecados?’ 50Mas Jesus disse à mulher: ‘Tua fé te salvou. Vai em paz!’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Bernardo, Doutor da IgrejaSermão 7 sobre o Cântico dos Cânticos «Porque muito amou» «Beija-me com ósculos da tua boca» (Cant 1,2). Quem fala assim? A esposa [do Cântico dos cânticos]. E quem é esta esposa? É a alma associada a Deus. E a quem fala ela? Ao seu Deus. […] Não seria possível encontrar palavras mais doces para exprimir a ternura recíproca de Deus e da alma que estas do Esposo e da esposa. Tudo lhes é comum, não possuem nada próprio nem à parte. Única é a sua herança, única a sua mesa, única a sua casa, única até a carne que em conjunto constituem (Gn 2, 24). […] Se a palavra «amar» convém especialmente e em primeiro lugar aos esposos, é compreensível que se dê o nome de esposa à alma que ama a Deus. A prova de que ela ama é que pede a Deus um beijo. Não deseja a liberdade, nem uma recompensa, nem uma herança, nem mesmo um ensinamento, mas um beijo, ao jeito de uma esposa casta, elevada por um santo amor e incapaz de esconder a chama que lhe arde dentro. […] Sim, o seu amor é casto, pois ela deseja apenas Aquele que ama, e não alguma coisa que Lhe pertença. O seu amor é santo, porque ela não ama com um desejo pesado da carne, mas com pureza do espírito. O seu amor é ardente, pois, inebriada por este mesmo amor, esquece a grandeza de quem ama. Não é Ele, com efeito, que com um olhar faz tremer a Terra? (Sl 103,32). E é a este que ela pede um beijo? Não estará embriagada? Sim, está embriagada de amor pelo seu Deus. […] Que força, a do amor! Que confiança e que liberdade

Beato Francisco De Posadas, Dominicano

Seus pais eram pobres e ganhavam a vida vendendo flores, legumes e frutos. Moravam a princípio em Lama de Arcos, em Castela; depois, estabeleceram-se em Córdova. Malgrado a humildade da sua condição, provinham de estirpe nobre, circunstâncias que, aliadas às virtudes por eles praticadas, faziam-nos merecedores de consideração. Francisco nasceu em Córdova, no dia 25 de novembro de 1644. Seus piedosos pais preocuparam-se em inculcar-lhe profundos sentimentos religiosos. Ensinaram-lhe muitas práticas de piedade, com as quais entretiveram seu espírito desde a infância, e educaram-no na oração, no amor a Deus e ao próximo. Inspiraram-lhe particularmente uma terna devoção à Santa Virgem. Desde os mais verdes anos, habituou-se a recitar todos os dias o rosário. Muitas vezes, outras crianças da mesma idade a ele se juntavam. Reuniam-se a determinada hora e depois de terem recitado algumas orações, caminhavam em procissão pelas ruas da cidade e pelas estradas adjacentes, cantando o rosário e também hinos. Francisco era a alma de todos esses exercícios piedosos e, desde então, começava a salientar-se como um zeloso servo de Deus. Sua mãe que, logo após ter Francisco nascido, o colocara sob a proteção da Santa Virgem, alimentava o grande desejo de que ele pudesse entrar na Ordem de São Domingos e mandou educá-lo da melhor maneira possível. Os progressos do jovem Francisco no estudo, atenção que lhe mereciam os deveres religiosos, correspondiam perfeitamente às intenções de seus pais. Desde a mais tenra idade demonstrara o menino o desejo de pô-las em execução, tornando-se dominicano. Daí por diante foi como se já tivesse renunciado ao mundo e se consagrado inteiramente a Deus. Não tomava parte nos jogos e nos divertimentos infantis; procurava a solidão e dedicava à prece e à meditação quase todo o tempo que não dispendia no estudo. Frequentava os sacramentos com grande devoção e seu único objetivo era vir a ser um digno membro da Ordem de São Domingos. Durante muito tempo seus desejos permaneceram irrealizados, Morreu-lhe o pai, e sua mãe tornou a casar-se com um homem que se comportou com ele da pior maneira possível. Obrigou-o a aprender o ofício, e confiou-o um mestre brutal, que o espancava todos os dias, não obstante a sua assiduidade ao trabalho. Finalmente de tal forma a brandura do virtuoso jovem conquistou o patrão, que este o auxiliou a concluir os estudos. Tendo sua mãe enviuvado pela segunda vez, Francisco cumpriu em relação a ela todos os deveres de um bom filho e prodigalizou-lhe os mais ternos cuidados. Mais tarde, na velhice, Francisco atribuía as graças a ele concedidas por Deus ao respeito que sua mãe sempre lhe merecera. Enfim, chegou o tão almejado momento de consagrar-se a Deus. Em 1663 foi admitido nos Dominicanos da Scale Coeli, convento situado a uma légua de Córdoba, e, depois das provas habituais, pronunciou os votos solenes. A princípio seus méritos não foram devidamente apreciados. Foi vítima de perseguições e de calúnias, mas suportou-as com grande paciência; e havendo sido o erro reconhecido, foi ordenado sacerdote em São Lucar de Barmeja. Em seguida seus superiores designaram-no para o ministério da prédica. Seus sermões, apoiados pela santidade de vida, produziram frutos incomensuráveis. Multidões acorriam para ouvi-lo e tinha de pregar em praças públicas, pois as igrejas eram insuficientes para contê-las. Bastava que sua voz ressoasse para que o auditório ficasse penetrado de respeito; a força e o encanto das suas palavras, as lágrimas que derramava, tocavam e convertiam as almas. Viram-no algumas vezes com o rosto resplandecente, como são representados os serafins. Levava nas suas missões uma vida mortificada, viajando sempre a pé, muitas vezes descalço, sem provisões, e só tendo como leito um saco de palha, ou mesmo a terra nua. Obtinha os mesmos resultados no tribunal da penitência; a unção com que envolvia as palavras era quase irresistível. Guia sábio e esclarecido, levava à perfeição as almas por ele dirigidas, afastando-as dos perigos do mundo. Tinha horror aos espetáculos profanos e empenhava-se tenazmente para dele desviar os fiéis. Seu prestígio sobre o espírito dos habitantes de Córdova foi bastante forte para conseguir a demolição do teatro dessa cidade, que até agora não foi reconstruído. Nem as fadigas, nem as dificuldades logravam atenuar seu zelo pelo serviço de Deus: nada, porém, ultrapassava seu amor pelos pobres e servia-se dos mais engenhosos meios para proporcionar-lhes socorros temporais e espirituais. Suas austeridades e seus jejuns surpreendiam. Os bispados de Alquer, na Sardenha, e o de Cádiz foram-lhe oferecidos; recusou-os, pois desejava viver na humildade e na obscuridade da profissão que abraçara. Após uma vida transcorrida em meio a todas as práticas da perfeição religiosa, e no trabalho incessante de um santo apostolado, morreu quase subitamente, ao sair para celebrar a missa, no dia 20 de setembro de 1713. Publicara várias obras sobre questões de teologia e assuntos piedosos. As mais notáveis são: 1. O triunfo da castidade sobre a luxúria diabólica de Molinos 2. Vida da Venerável Madre Leonarda de Cristo, religiosa dominicana 3. Vida do Padre Cristóvão de Santa Catarina, fundador do Asilo de Jesus de Nazaré 4. Vida de São Domingos 5. Conselhos à cidade de Córdova Durante os últimos anos de vida já era reverenciado como santo pelos habitantes das províncias meridionais da Espanha. As diligências para a sua canonização foram iniciadas logo após a sua morte e depois regularmente continuadas. No dia 4 de agosto de 1804, o Papa Pio VII declarou que ele possuíra as virtudes teologais em grau muito elevado. No dia 5 de maio de 1817, o mesmo Pontífice proclamou dois milagres que haviam sido operados pela sua intercessão; no dia 8 de setembro do mesmo ano, o Santo Padre anunciou que iriam proceder à beatificação de Francisco. O decreto de beatificação foi promulgado no dia 20 de setembro de 1818, e a festa foi celebrada em Roma com grande solenidade. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 343 à 346)   The post Beato Francisco de Posadas, Dominicano appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do

Evangelho Do Dia 2018-09-20

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018. Santo do dia: Santos André Kim Tae-gon, presbítero, Paulo Chong Ha-sang e companheiros, mártiresCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São Lucas 7,36-50 Primeira leitura: Coríntios 15,1-11Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: 1Irmãos, quero lembrar-vos o evangelho que vos preguei e que recebestes, e no qual estais firmes. 2Por ele sois salvos, se o estais guardando tal qual ele vos foi pregado por mim. De outro modo, teríeis abraçado a fé em vão. 3Com efeito, transmití-vos, em primeiro lugar, aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; 4que foi sepultado; que, ao terceiro dia, ressuscitou, segundo as Escrituras; 5e que apareceu a Cefas e, depois, aos Doze. 6Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos, de uma vez. Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram. 7Depois, apareceu a Tiago e, depois, apareceu aos apóstolos todos juntos. 8Por último, apareceu também a mim, como a um abortivo. 9Na verdade, eu sou o menor dos apóstolos, nem mereço o nome de apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. 10É pela graça de Deus que eu sou o que sou. Sua graça para comigo não foi estéril: a prova é que tenho trabalhado mais do que os outros apóstolos – não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo. 11É isso, em resumo, o que eu e eles temos pregado e é isso o que crestes. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 117 (118) – Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! ‘Eterna é a sua misericórdia!’ A casa de Israel agora o diga: ‘Eterna é a sua misericórdia!’   R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!   – A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas!’ Não morrerei, mas ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor!   R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!   – Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço! Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores!    R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 7, 36-50 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 36Um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa. 37Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume. 39Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: ‘Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora.’ 40Jesus disse então ao fariseu: ‘Simão, tenho uma coisa para te dizer.’ Simão respondeu: ‘Fala, mestre!’ 41’Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro cinqüenta. 42Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?’ 43Simão respondeu: ‘Acho que é aquele ao qual perdoou mais.’ Jesus lhe disse: ‘Tu julgaste corretamente.’ 44Então Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: ‘Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. 47Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor.’ 48E Jesus disse à mulher: ‘Teus pecados estão perdoados.’ 49Então, os convidados começaram a pensar: ‘Quem é este que até perdoa pecados?’ 50Mas Jesus disse à mulher: ‘Tua fé te salvou. Vai em paz!’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Bernardo, Doutor da IgrejaSermão 7 sobre o Cântico dos Cânticos «Porque muito amou» «Beija-me com ósculos da tua boca» (Cant 1,2). Quem fala assim? A esposa [do Cântico dos cânticos]. E quem é esta esposa? É a alma associada a Deus. E a quem fala ela? Ao seu Deus. […] Não seria possível encontrar palavras mais doces para exprimir a ternura recíproca de Deus e da alma que estas do Esposo e da esposa. Tudo lhes é comum, não possuem nada próprio nem à parte. Única é a sua herança, única a sua mesa, única a sua casa, única até a carne que em conjunto constituem (Gn 2, 24). […] Se a palavra «amar» convém especialmente e em primeiro lugar aos esposos, é compreensível que se dê o nome de esposa à alma que ama a Deus. A prova de que ela ama é que pede a Deus um beijo. Não deseja a liberdade, nem uma recompensa, nem uma herança, nem mesmo um ensinamento, mas um beijo, ao jeito de uma esposa casta, elevada por um santo amor e incapaz de esconder a chama que lhe arde dentro. […] Sim, o seu amor é casto, pois ela deseja apenas Aquele que ama, e não alguma coisa que Lhe pertença. O seu amor é santo, porque ela não ama com um desejo pesado da carne, mas com pureza do espírito. O seu amor é ardente, pois, inebriada por este mesmo amor, esquece a grandeza de quem ama. Não é Ele, com efeito, que com um olhar faz tremer a Terra? (Sl 103,32). E é a este que ela pede um beijo? Não estará embriagada? Sim, está embriagada de amor pelo seu Deus. […] Que força, a do amor! Que confiança e que liberdade

Beato Francisco De Posadas, Dominicano

Seus pais eram pobres e ganhavam a vida vendendo flores, legumes e frutos. Moravam a princípio em Lama de Arcos, em Castela; depois, estabeleceram-se em Córdova. Malgrado a humildade da sua condição, provinham de estirpe nobre, circunstâncias que, aliadas às virtudes por eles praticadas, faziam-nos merecedores de consideração. Francisco nasceu em Córdova, no dia 25 de novembro de 1644. Seus piedosos pais preocuparam-se em inculcar-lhe profundos sentimentos religiosos. Ensinaram-lhe muitas práticas de piedade, com as quais entretiveram seu espírito desde a infância, e educaram-no na oração, no amor a Deus e ao próximo. Inspiraram-lhe particularmente uma terna devoção à Santa Virgem. Desde os mais verdes anos, habituou-se a recitar todos os dias o rosário. Muitas vezes, outras crianças da mesma idade a ele se juntavam. Reuniam-se a determinada hora e depois de terem recitado algumas orações, caminhavam em procissão pelas ruas da cidade e pelas estradas adjacentes, cantando o rosário e também hinos. Francisco era a alma de todos esses exercícios piedosos e, desde então, começava a salientar-se como um zeloso servo de Deus. Sua mãe que, logo após ter Francisco nascido, o colocara sob a proteção da Santa Virgem, alimentava o grande desejo de que ele pudesse entrar na Ordem de São Domingos e mandou educá-lo da melhor maneira possível. Os progressos do jovem Francisco no estudo, atenção que lhe mereciam os deveres religiosos, correspondiam perfeitamente às intenções de seus pais. Desde a mais tenra idade demonstrara o menino o desejo de pô-las em execução, tornando-se dominicano. Daí por diante foi como se já tivesse renunciado ao mundo e se consagrado inteiramente a Deus. Não tomava parte nos jogos e nos divertimentos infantis; procurava a solidão e dedicava à prece e à meditação quase todo o tempo que não dispendia no estudo. Frequentava os sacramentos com grande devoção e seu único objetivo era vir a ser um digno membro da Ordem de São Domingos. Durante muito tempo seus desejos permaneceram irrealizados, Morreu-lhe o pai, e sua mãe tornou a casar-se com um homem que se comportou com ele da pior maneira possível. Obrigou-o a aprender o ofício, e confiou-o um mestre brutal, que o espancava todos os dias, não obstante a sua assiduidade ao trabalho. Finalmente de tal forma a brandura do virtuoso jovem conquistou o patrão, que este o auxiliou a concluir os estudos. Tendo sua mãe enviuvado pela segunda vez, Francisco cumpriu em relação a ela todos os deveres de um bom filho e prodigalizou-lhe os mais ternos cuidados. Mais tarde, na velhice, Francisco atribuía as graças a ele concedidas por Deus ao respeito que sua mãe sempre lhe merecera. Enfim, chegou o tão almejado momento de consagrar-se a Deus. Em 1663 foi admitido nos Dominicanos da Scale Coeli, convento situado a uma légua de Córdoba, e, depois das provas habituais, pronunciou os votos solenes. A princípio seus méritos não foram devidamente apreciados. Foi vítima de perseguições e de calúnias, mas suportou-as com grande paciência; e havendo sido o erro reconhecido, foi ordenado sacerdote em São Lucar de Barmeja. Em seguida seus superiores designaram-no para o ministério da prédica. Seus sermões, apoiados pela santidade de vida, produziram frutos incomensuráveis. Multidões acorriam para ouvi-lo e tinha de pregar em praças públicas, pois as igrejas eram insuficientes para contê-las. Bastava que sua voz ressoasse para que o auditório ficasse penetrado de respeito; a força e o encanto das suas palavras, as lágrimas que derramava, tocavam e convertiam as almas. Viram-no algumas vezes com o rosto resplandecente, como são representados os serafins. Levava nas suas missões uma vida mortificada, viajando sempre a pé, muitas vezes descalço, sem provisões, e só tendo como leito um saco de palha, ou mesmo a terra nua. Obtinha os mesmos resultados no tribunal da penitência; a unção com que envolvia as palavras era quase irresistível. Guia sábio e esclarecido, levava à perfeição as almas por ele dirigidas, afastando-as dos perigos do mundo. Tinha horror aos espetáculos profanos e empenhava-se tenazmente para dele desviar os fiéis. Seu prestígio sobre o espírito dos habitantes de Córdova foi bastante forte para conseguir a demolição do teatro dessa cidade, que até agora não foi reconstruído. Nem as fadigas, nem as dificuldades logravam atenuar seu zelo pelo serviço de Deus: nada, porém, ultrapassava seu amor pelos pobres e servia-se dos mais engenhosos meios para proporcionar-lhes socorros temporais e espirituais. Suas austeridades e seus jejuns surpreendiam. Os bispados de Alquer, na Sardenha, e o de Cádiz foram-lhe oferecidos; recusou-os, pois desejava viver na humildade e na obscuridade da profissão que abraçara. Após uma vida transcorrida em meio a todas as práticas da perfeição religiosa, e no trabalho incessante de um santo apostolado, morreu quase subitamente, ao sair para celebrar a missa, no dia 20 de setembro de 1713. Publicara várias obras sobre questões de teologia e assuntos piedosos. As mais notáveis são: 1. O triunfo da castidade sobre a luxúria diabólica de Molinos 2. Vida da Venerável Madre Leonarda de Cristo, religiosa dominicana 3. Vida do Padre Cristóvão de Santa Catarina, fundador do Asilo de Jesus de Nazaré 4. Vida de São Domingos 5. Conselhos à cidade de Córdova Durante os últimos anos de vida já era reverenciado como santo pelos habitantes das províncias meridionais da Espanha. As diligências para a sua canonização foram iniciadas logo após a sua morte e depois regularmente continuadas. No dia 4 de agosto de 1804, o Papa Pio VII declarou que ele possuíra as virtudes teologais em grau muito elevado. No dia 5 de maio de 1817, o mesmo Pontífice proclamou dois milagres que haviam sido operados pela sua intercessão; no dia 8 de setembro do mesmo ano, o Santo Padre anunciou que iriam proceder à beatificação de Francisco. O decreto de beatificação foi promulgado no dia 20 de setembro de 1818, e a festa foi celebrada em Roma com grande solenidade. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 343 à 346)   The post Beato Francisco de Posadas, Dominicano appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do

Evangelho Do Dia 2018-09-20

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018. Santo do dia: Santos André Kim Tae-gon, presbítero, Paulo Chong Ha-sang e companheiros, mártiresCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São Lucas 7,36-50 Primeira leitura: Coríntios 15,1-11Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: 1Irmãos, quero lembrar-vos o evangelho que vos preguei e que recebestes, e no qual estais firmes. 2Por ele sois salvos, se o estais guardando tal qual ele vos foi pregado por mim. De outro modo, teríeis abraçado a fé em vão. 3Com efeito, transmití-vos, em primeiro lugar, aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; 4que foi sepultado; que, ao terceiro dia, ressuscitou, segundo as Escrituras; 5e que apareceu a Cefas e, depois, aos Doze. 6Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos, de uma vez. Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram. 7Depois, apareceu a Tiago e, depois, apareceu aos apóstolos todos juntos. 8Por último, apareceu também a mim, como a um abortivo. 9Na verdade, eu sou o menor dos apóstolos, nem mereço o nome de apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. 10É pela graça de Deus que eu sou o que sou. Sua graça para comigo não foi estéril: a prova é que tenho trabalhado mais do que os outros apóstolos – não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo. 11É isso, em resumo, o que eu e eles temos pregado e é isso o que crestes. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 117 (118) – Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! ‘Eterna é a sua misericórdia!’ A casa de Israel agora o diga: ‘Eterna é a sua misericórdia!’   R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!   – A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas!’ Não morrerei, mas ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor!   R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!   – Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço! Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores!    R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 7, 36-50 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 36Um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa. 37Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume. 39Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: ‘Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora.’ 40Jesus disse então ao fariseu: ‘Simão, tenho uma coisa para te dizer.’ Simão respondeu: ‘Fala, mestre!’ 41’Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro cinqüenta. 42Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?’ 43Simão respondeu: ‘Acho que é aquele ao qual perdoou mais.’ Jesus lhe disse: ‘Tu julgaste corretamente.’ 44Então Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: ‘Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. 47Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor.’ 48E Jesus disse à mulher: ‘Teus pecados estão perdoados.’ 49Então, os convidados começaram a pensar: ‘Quem é este que até perdoa pecados?’ 50Mas Jesus disse à mulher: ‘Tua fé te salvou. Vai em paz!’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Bernardo, Doutor da IgrejaSermão 7 sobre o Cântico dos Cânticos «Porque muito amou» «Beija-me com ósculos da tua boca» (Cant 1,2). Quem fala assim? A esposa [do Cântico dos cânticos]. E quem é esta esposa? É a alma associada a Deus. E a quem fala ela? Ao seu Deus. […] Não seria possível encontrar palavras mais doces para exprimir a ternura recíproca de Deus e da alma que estas do Esposo e da esposa. Tudo lhes é comum, não possuem nada próprio nem à parte. Única é a sua herança, única a sua mesa, única a sua casa, única até a carne que em conjunto constituem (Gn 2, 24). […] Se a palavra «amar» convém especialmente e em primeiro lugar aos esposos, é compreensível que se dê o nome de esposa à alma que ama a Deus. A prova de que ela ama é que pede a Deus um beijo. Não deseja a liberdade, nem uma recompensa, nem uma herança, nem mesmo um ensinamento, mas um beijo, ao jeito de uma esposa casta, elevada por um santo amor e incapaz de esconder a chama que lhe arde dentro. […] Sim, o seu amor é casto, pois ela deseja apenas Aquele que ama, e não alguma coisa que Lhe pertença. O seu amor é santo, porque ela não ama com um desejo pesado da carne, mas com pureza do espírito. O seu amor é ardente, pois, inebriada por este mesmo amor, esquece a grandeza de quem ama. Não é Ele, com efeito, que com um olhar faz tremer a Terra? (Sl 103,32). E é a este que ela pede um beijo? Não estará embriagada? Sim, está embriagada de amor pelo seu Deus. […] Que força, a do amor! Que confiança e que liberdade

Beato Francisco De Posadas, Dominicano

Seus pais eram pobres e ganhavam a vida vendendo flores, legumes e frutos. Moravam a princípio em Lama de Arcos, em Castela; depois, estabeleceram-se em Córdova. Malgrado a humildade da sua condição, provinham de estirpe nobre, circunstâncias que, aliadas às virtudes por eles praticadas, faziam-nos merecedores de consideração. Francisco nasceu em Córdova, no dia 25 de novembro de 1644. Seus piedosos pais preocuparam-se em inculcar-lhe profundos sentimentos religiosos. Ensinaram-lhe muitas práticas de piedade, com as quais entretiveram seu espírito desde a infância, e educaram-no na oração, no amor a Deus e ao próximo. Inspiraram-lhe particularmente uma terna devoção à Santa Virgem. Desde os mais verdes anos, habituou-se a recitar todos os dias o rosário. Muitas vezes, outras crianças da mesma idade a ele se juntavam. Reuniam-se a determinada hora e depois de terem recitado algumas orações, caminhavam em procissão pelas ruas da cidade e pelas estradas adjacentes, cantando o rosário e também hinos. Francisco era a alma de todos esses exercícios piedosos e, desde então, começava a salientar-se como um zeloso servo de Deus. Sua mãe que, logo após ter Francisco nascido, o colocara sob a proteção da Santa Virgem, alimentava o grande desejo de que ele pudesse entrar na Ordem de São Domingos e mandou educá-lo da melhor maneira possível. Os progressos do jovem Francisco no estudo, atenção que lhe mereciam os deveres religiosos, correspondiam perfeitamente às intenções de seus pais. Desde a mais tenra idade demonstrara o menino o desejo de pô-las em execução, tornando-se dominicano. Daí por diante foi como se já tivesse renunciado ao mundo e se consagrado inteiramente a Deus. Não tomava parte nos jogos e nos divertimentos infantis; procurava a solidão e dedicava à prece e à meditação quase todo o tempo que não dispendia no estudo. Frequentava os sacramentos com grande devoção e seu único objetivo era vir a ser um digno membro da Ordem de São Domingos. Durante muito tempo seus desejos permaneceram irrealizados, Morreu-lhe o pai, e sua mãe tornou a casar-se com um homem que se comportou com ele da pior maneira possível. Obrigou-o a aprender o ofício, e confiou-o um mestre brutal, que o espancava todos os dias, não obstante a sua assiduidade ao trabalho. Finalmente de tal forma a brandura do virtuoso jovem conquistou o patrão, que este o auxiliou a concluir os estudos. Tendo sua mãe enviuvado pela segunda vez, Francisco cumpriu em relação a ela todos os deveres de um bom filho e prodigalizou-lhe os mais ternos cuidados. Mais tarde, na velhice, Francisco atribuía as graças a ele concedidas por Deus ao respeito que sua mãe sempre lhe merecera. Enfim, chegou o tão almejado momento de consagrar-se a Deus. Em 1663 foi admitido nos Dominicanos da Scale Coeli, convento situado a uma légua de Córdoba, e, depois das provas habituais, pronunciou os votos solenes. A princípio seus méritos não foram devidamente apreciados. Foi vítima de perseguições e de calúnias, mas suportou-as com grande paciência; e havendo sido o erro reconhecido, foi ordenado sacerdote em São Lucar de Barmeja. Em seguida seus superiores designaram-no para o ministério da prédica. Seus sermões, apoiados pela santidade de vida, produziram frutos incomensuráveis. Multidões acorriam para ouvi-lo e tinha de pregar em praças públicas, pois as igrejas eram insuficientes para contê-las. Bastava que sua voz ressoasse para que o auditório ficasse penetrado de respeito; a força e o encanto das suas palavras, as lágrimas que derramava, tocavam e convertiam as almas. Viram-no algumas vezes com o rosto resplandecente, como são representados os serafins. Levava nas suas missões uma vida mortificada, viajando sempre a pé, muitas vezes descalço, sem provisões, e só tendo como leito um saco de palha, ou mesmo a terra nua. Obtinha os mesmos resultados no tribunal da penitência; a unção com que envolvia as palavras era quase irresistível. Guia sábio e esclarecido, levava à perfeição as almas por ele dirigidas, afastando-as dos perigos do mundo. Tinha horror aos espetáculos profanos e empenhava-se tenazmente para dele desviar os fiéis. Seu prestígio sobre o espírito dos habitantes de Córdova foi bastante forte para conseguir a demolição do teatro dessa cidade, que até agora não foi reconstruído. Nem as fadigas, nem as dificuldades logravam atenuar seu zelo pelo serviço de Deus: nada, porém, ultrapassava seu amor pelos pobres e servia-se dos mais engenhosos meios para proporcionar-lhes socorros temporais e espirituais. Suas austeridades e seus jejuns surpreendiam. Os bispados de Alquer, na Sardenha, e o de Cádiz foram-lhe oferecidos; recusou-os, pois desejava viver na humildade e na obscuridade da profissão que abraçara. Após uma vida transcorrida em meio a todas as práticas da perfeição religiosa, e no trabalho incessante de um santo apostolado, morreu quase subitamente, ao sair para celebrar a missa, no dia 20 de setembro de 1713. Publicara várias obras sobre questões de teologia e assuntos piedosos. As mais notáveis são: 1. O triunfo da castidade sobre a luxúria diabólica de Molinos 2. Vida da Venerável Madre Leonarda de Cristo, religiosa dominicana 3. Vida do Padre Cristóvão de Santa Catarina, fundador do Asilo de Jesus de Nazaré 4. Vida de São Domingos 5. Conselhos à cidade de Córdova Durante os últimos anos de vida já era reverenciado como santo pelos habitantes das províncias meridionais da Espanha. As diligências para a sua canonização foram iniciadas logo após a sua morte e depois regularmente continuadas. No dia 4 de agosto de 1804, o Papa Pio VII declarou que ele possuíra as virtudes teologais em grau muito elevado. No dia 5 de maio de 1817, o mesmo Pontífice proclamou dois milagres que haviam sido operados pela sua intercessão; no dia 8 de setembro do mesmo ano, o Santo Padre anunciou que iriam proceder à beatificação de Francisco. O decreto de beatificação foi promulgado no dia 20 de setembro de 1818, e a festa foi celebrada em Roma com grande solenidade. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 343 à 346)   The post Beato Francisco de Posadas, Dominicano appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do

Evangelho Do Dia 2018-09-19

Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018. Santo do dia: São Januário, Bispo e mártir; Santa Pomposa, virgem e mártirCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 7, 31-35 Primeira leitura: Coríntios 12, 31-13, 13Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: Irmãos: 31Aspirai aos dons mais elevados. Eu vou ainda mostrar-vos um caminho incomparavelmente superior. 13,1Se eu falasse todas as línguas, as dos homens e as dos anjos, mas não tivesse caridade, eu seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine. 2Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, mas se não tivesse caridade, eu não seria nada. 3Se eu gastasse todos os meus bens para sustento dos pobres, se entregasse o meu corpo às chamas, mas não tivesse caridade, isso de nada me serviria. 4A caridade é paciente, é benigna; não é invejosa, não é vaidosa, não se ensoberbece; 5não faz nada de inconveniente, não é interesseira, não se encoleriza, não guarda rancor; 6não se alegra com a iniqüidade, mas se regozija com a verdade. 7Suporta tudo, crê tudo, espera tudo, desculpa tudo. 8A caridade não acabará nunca. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá. 9Com efeito, o nosso conhecimento é limitado e a nossa profecia é imperfeita. 10Mas, quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito. 11Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Quando me tornei adulto, rejeitei o que era próprio de criança. 12Agora nós vemos num espelho, confusamente, mas, então, veremos face a face. Agora, conheço apenas de modo imperfeito, mas, então, conhecerei como sou conhecido. 13Atualmente permanecem estas três coisas: fé, esperança, caridade. Mas a maior delas é a caridade. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 32 (33) – Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o! Cantai para o Senhor um canto novo, com arte sustentai a louvação!   R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!   – Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça.   R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!   – Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!   R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 7, 31-35 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna (Jo 6,63.68); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, disse Jesus: 31Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? 32São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’ 33Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio!’ 34Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis: ‘Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!’ 35Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São João Paulo II, PapaEncíclica «Dives in Misericordia» § 13 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana) Na Igreja, Cristo chama-nos à conversão A Igreja vive vida autêntica quando professa e proclama a misericórdia, o mais admirável atributo do Criador e do Redentor, e quando aproxima os homens das fontes da misericórdia do Salvador, das quais é depositária e dispensadora. Neste contexto, assumem grande significado a meditação constante da Palavra de Deus, e sobretudo a participação consciente e refletida na Eucaristia e no sacramento da Penitência ou Reconciliação. A Eucaristia aproxima-nos sempre do amor que é mais forte do que a morte (Cant 8,6). Com efeito, «todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice», não só anunciamos a morte do Redentor, mas proclamamos a sua ressurreição, «enquanto esperamos a sua vinda gloriosa» (Missal Romano; cf 1Cor 11,26). A própria liturgia eucarística, celebrada em memória daquele que, na sua missão messiânica, nos revelou o Pai por meio da Palavra e da Cruz, atesta o inexaurível amor em virtude do qual Ele deseja sempre unir-Se e como que tornar-Se uma só coisa connosco, indo ao encontro de todos os corações humanos. O sacramento da Penitência ou Reconciliação aplana o caminho a cada um dos homens (cf Lc 3,3; Is 40,3), mesmo quando sobrecarregados por faltas graves. Neste sacramento, todos os homens podem experimentar de modo singular a misericórdia, isto é, o amor que é mais forte do que o pecado. The post Evangelho do dia 2018-09-19 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-09-19

Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018. Santo do dia: São Januário, Bispo e mártir; Santa Pomposa, virgem e mártirCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 7, 31-35 Primeira leitura: Coríntios 12, 31-13, 13Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: Irmãos: 31Aspirai aos dons mais elevados. Eu vou ainda mostrar-vos um caminho incomparavelmente superior. 13,1Se eu falasse todas as línguas, as dos homens e as dos anjos, mas não tivesse caridade, eu seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine. 2Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, mas se não tivesse caridade, eu não seria nada. 3Se eu gastasse todos os meus bens para sustento dos pobres, se entregasse o meu corpo às chamas, mas não tivesse caridade, isso de nada me serviria. 4A caridade é paciente, é benigna; não é invejosa, não é vaidosa, não se ensoberbece; 5não faz nada de inconveniente, não é interesseira, não se encoleriza, não guarda rancor; 6não se alegra com a iniqüidade, mas se regozija com a verdade. 7Suporta tudo, crê tudo, espera tudo, desculpa tudo. 8A caridade não acabará nunca. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá. 9Com efeito, o nosso conhecimento é limitado e a nossa profecia é imperfeita. 10Mas, quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito. 11Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Quando me tornei adulto, rejeitei o que era próprio de criança. 12Agora nós vemos num espelho, confusamente, mas, então, veremos face a face. Agora, conheço apenas de modo imperfeito, mas, então, conhecerei como sou conhecido. 13Atualmente permanecem estas três coisas: fé, esperança, caridade. Mas a maior delas é a caridade. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 32 (33) – Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o! Cantai para o Senhor um canto novo, com arte sustentai a louvação!   R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!   – Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça.   R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!   – Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!   R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 7, 31-35 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna (Jo 6,63.68); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, disse Jesus: 31Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? 32São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’ 33Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio!’ 34Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis: ‘Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!’ 35Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São João Paulo II, PapaEncíclica «Dives in Misericordia» § 13 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana) Na Igreja, Cristo chama-nos à conversão A Igreja vive vida autêntica quando professa e proclama a misericórdia, o mais admirável atributo do Criador e do Redentor, e quando aproxima os homens das fontes da misericórdia do Salvador, das quais é depositária e dispensadora. Neste contexto, assumem grande significado a meditação constante da Palavra de Deus, e sobretudo a participação consciente e refletida na Eucaristia e no sacramento da Penitência ou Reconciliação. A Eucaristia aproxima-nos sempre do amor que é mais forte do que a morte (Cant 8,6). Com efeito, «todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice», não só anunciamos a morte do Redentor, mas proclamamos a sua ressurreição, «enquanto esperamos a sua vinda gloriosa» (Missal Romano; cf 1Cor 11,26). A própria liturgia eucarística, celebrada em memória daquele que, na sua missão messiânica, nos revelou o Pai por meio da Palavra e da Cruz, atesta o inexaurível amor em virtude do qual Ele deseja sempre unir-Se e como que tornar-Se uma só coisa connosco, indo ao encontro de todos os corações humanos. O sacramento da Penitência ou Reconciliação aplana o caminho a cada um dos homens (cf Lc 3,3; Is 40,3), mesmo quando sobrecarregados por faltas graves. Neste sacramento, todos os homens podem experimentar de modo singular a misericórdia, isto é, o amor que é mais forte do que o pecado. The post Evangelho do dia 2018-09-19 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho