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Evangelho Do Dia 2018-09-19

Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018. Santo do dia: São Januário, Bispo e mártir; Santa Pomposa, virgem e mártirCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 7, 31-35 Primeira leitura: Coríntios 12, 31-13, 13Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: Irmãos: 31Aspirai aos dons mais elevados. Eu vou ainda mostrar-vos um caminho incomparavelmente superior. 13,1Se eu falasse todas as línguas, as dos homens e as dos anjos, mas não tivesse caridade, eu seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine. 2Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, mas se não tivesse caridade, eu não seria nada. 3Se eu gastasse todos os meus bens para sustento dos pobres, se entregasse o meu corpo às chamas, mas não tivesse caridade, isso de nada me serviria. 4A caridade é paciente, é benigna; não é invejosa, não é vaidosa, não se ensoberbece; 5não faz nada de inconveniente, não é interesseira, não se encoleriza, não guarda rancor; 6não se alegra com a iniqüidade, mas se regozija com a verdade. 7Suporta tudo, crê tudo, espera tudo, desculpa tudo. 8A caridade não acabará nunca. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá. 9Com efeito, o nosso conhecimento é limitado e a nossa profecia é imperfeita. 10Mas, quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito. 11Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Quando me tornei adulto, rejeitei o que era próprio de criança. 12Agora nós vemos num espelho, confusamente, mas, então, veremos face a face. Agora, conheço apenas de modo imperfeito, mas, então, conhecerei como sou conhecido. 13Atualmente permanecem estas três coisas: fé, esperança, caridade. Mas a maior delas é a caridade. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 32 (33) – Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o! Cantai para o Senhor um canto novo, com arte sustentai a louvação!   R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!   – Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça.   R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!   – Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!   R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 7, 31-35 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna (Jo 6,63.68); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, disse Jesus: 31Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? 32São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’ 33Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio!’ 34Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis: ‘Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!’ 35Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São João Paulo II, PapaEncíclica «Dives in Misericordia» § 13 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana) Na Igreja, Cristo chama-nos à conversão A Igreja vive vida autêntica quando professa e proclama a misericórdia, o mais admirável atributo do Criador e do Redentor, e quando aproxima os homens das fontes da misericórdia do Salvador, das quais é depositária e dispensadora. Neste contexto, assumem grande significado a meditação constante da Palavra de Deus, e sobretudo a participação consciente e refletida na Eucaristia e no sacramento da Penitência ou Reconciliação. A Eucaristia aproxima-nos sempre do amor que é mais forte do que a morte (Cant 8,6). Com efeito, «todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice», não só anunciamos a morte do Redentor, mas proclamamos a sua ressurreição, «enquanto esperamos a sua vinda gloriosa» (Missal Romano; cf 1Cor 11,26). A própria liturgia eucarística, celebrada em memória daquele que, na sua missão messiânica, nos revelou o Pai por meio da Palavra e da Cruz, atesta o inexaurível amor em virtude do qual Ele deseja sempre unir-Se e como que tornar-Se uma só coisa connosco, indo ao encontro de todos os corações humanos. O sacramento da Penitência ou Reconciliação aplana o caminho a cada um dos homens (cf Lc 3,3; Is 40,3), mesmo quando sobrecarregados por faltas graves. Neste sacramento, todos os homens podem experimentar de modo singular a misericórdia, isto é, o amor que é mais forte do que o pecado. The post Evangelho do dia 2018-09-19 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Santa Emília De Rodat, Fundadora Da Congregação Da Santa Família

Nascida em 1787, no dia 6 de setembro, no castelo de Druelle, Maria Emilia de Rodat pertencia à velha família de Rouergue. Educada pela avó, vivendo no vasto castelo de Ginals, Emília mesma, mais tarde, escreveria: “Com a idade de oito anos, minha avó tomou-me consigo e, assim que cheguei à idade da razão, ensinou-me a amar o bom Deus. Uma de minhas tias-avós, religiosa visitandina, de concerto com ela, prodigalizou-me os mais ternos cuidados. Quando era pequena, tinha o defeito de ficar amuada facilmente. Ia, então, agachar-me debaixo duma janela, e minha avó, me chamava: – Emília vem comigo, vem! Eu a atendia e ia. E quando estava com ela, dizia-me: – Olha-me bem, e sorri! Tornava-me amarga, áspera, mas vovó persistia até que, rindo, voltava ao meu ar costumeiro. Naquele ambiente calmo, de pessoas compreensivas, a jovem foi crescendo toda brandura. Aos onze anos, fez a primeira comunhão na capela do castelo. Moça, em Villefranche de Rourque, abriu uma sala de aula, onde quarenta jovenzinhas estudavam e passavam o dia. Era em 1815, e tanta procura teve a Sala que, em 1819, instalava-se nos Cordeliers, com caráter religioso, e as irmãs pronunciavam os votos perpétuos e tomavam o hábito das religiosas. Todavia, nesse meio de tempo, de 1815 a 1819, quantas provas, quantas críticas, quanta incompreensão por parte dos faladores. O instituto, porém, cresceu e, quando a Santa faleceu, em 1852, sabia que as filhas jaziam acomodadas por trinta e seis fundações. Que levaria Emília de Rodat a fundar tal instituto, que começou numa sala? Um dia, ao visitar uma doente, ouviu das vizinhas que ajudavam a pobre as queixas que faziam sobre o desaparecimento, do lugar, das Ursulinas e suas escolas gratuitas, onde se haviam educado, e nas quais agora, não podiam deixar as filhas. Emília, tocada, propôs levar adiante, como levou, a obra que a tornou conhecida e na qual se santificou. A 9 de junho de 1940, Pio XII beatificou a fundadora. O mesmo Papa da Paz, a 23 de Abril de 1950, canonizou-a solenemente. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 318-319) The post Santa Emília de Rodat, Fundadora da Congregação da Santa Família appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santa Emília De Rodat, Fundadora Da Congregação Da Santa Família

Nascida em 1787, no dia 6 de setembro, no castelo de Druelle, Maria Emilia de Rodat pertencia à velha família de Rouergue. Educada pela avó, vivendo no vasto castelo de Ginals, Emília mesma, mais tarde, escreveria: “Com a idade de oito anos, minha avó tomou-me consigo e, assim que cheguei à idade da razão, ensinou-me a amar o bom Deus. Uma de minhas tias-avós, religiosa visitandina, de concerto com ela, prodigalizou-me os mais ternos cuidados. Quando era pequena, tinha o defeito de ficar amuada facilmente. Ia, então, agachar-me debaixo duma janela, e minha avó, me chamava: – Emília vem comigo, vem! Eu a atendia e ia. E quando estava com ela, dizia-me: – Olha-me bem, e sorri! Tornava-me amarga, áspera, mas vovó persistia até que, rindo, voltava ao meu ar costumeiro. Naquele ambiente calmo, de pessoas compreensivas, a jovem foi crescendo toda brandura. Aos onze anos, fez a primeira comunhão na capela do castelo. Moça, em Villefranche de Rourque, abriu uma sala de aula, onde quarenta jovenzinhas estudavam e passavam o dia. Era em 1815, e tanta procura teve a Sala que, em 1819, instalava-se nos Cordeliers, com caráter religioso, e as irmãs pronunciavam os votos perpétuos e tomavam o hábito das religiosas. Todavia, nesse meio de tempo, de 1815 a 1819, quantas provas, quantas críticas, quanta incompreensão por parte dos faladores. O instituto, porém, cresceu e, quando a Santa faleceu, em 1852, sabia que as filhas jaziam acomodadas por trinta e seis fundações. Que levaria Emília de Rodat a fundar tal instituto, que começou numa sala? Um dia, ao visitar uma doente, ouviu das vizinhas que ajudavam a pobre as queixas que faziam sobre o desaparecimento, do lugar, das Ursulinas e suas escolas gratuitas, onde se haviam educado, e nas quais agora, não podiam deixar as filhas. Emília, tocada, propôs levar adiante, como levou, a obra que a tornou conhecida e na qual se santificou. A 9 de junho de 1940, Pio XII beatificou a fundadora. O mesmo Papa da Paz, a 23 de Abril de 1950, canonizou-a solenemente. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 318-319) The post Santa Emília de Rodat, Fundadora da Congregação da Santa Família appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-09-18

Terça-feira, 18 de Setembro de 2018. Santo do dia: São José de Cupertino, presbíteroCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 7, 11-17 Primeira leitura: Coríntios 12, 12-14.27-31Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: Irmãos: 12Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. 13De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito. 14Com efeito, o corpo não é feito de um membro apenas, mas de muitos membros. 27Vós, todos juntos, sois o corpo de Cristo e, individualmente, sois membros desse corpo. 28E, na Igreja, Deus colocou, em primeiro lugar, os apóstolos; em segundo lugar, os profetas; em terceiro lugar, os que têm o dom e a missão de ensinar; depois, outras pessoas com dons diversos, a saber: dom de milagres, dom de curas, dom para obras de misericórdia, dom de governo e direção, dom de línguas. 29Acaso todos são apóstolos? Todos são profetas? Todos ensinam? Todos realizam milagres? 30Todos têm o dom das curas? Todos falam em línguas? Todos as interpretam? 31aAspirai aos dons mais elevados. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 99 (100) – Aclamai o Senhor, ó terra inteira, servi ao Senhor com alegria, ide a ele cantando jubilosos!   R: Nós somos o seu povo e seu rebanho.   – Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, Ele mesmo nos fez, e somos seus, nós somos seu povo e seu rebanho.   R: Nós somos o seu povo e seu rebanho.   – Entrai por suas portas dando graças, e em seus átrios com hinos de louvor; dai-lhe graças, seu nome bendizei!   R: Nós somos o seu povo e seu rebanho.   – Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, sua bondade perdura para sempre, seu amor é fiel eternamente!   R: Nós somos o seu povo e seu rebanho. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 7, 11-17 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Um grande profeta surgiu entre nós, e Deus visitou o seu povo (Lc 7,16); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 11Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão. 12Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. 13Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: ‘Não chores!’ 14Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: ‘Jovem, eu te ordeno, levanta-te!’ 15O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. 16Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: ‘Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo.’ 17E a notícia do fato espalhou-se pela Judéia inteira, e por toda a redondeza. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santo Ambrósio, Bispo e Doutor da IgrejaTratado sobre o Evangelho de São Lucas, 5, 89, 91-92 «Jovem, Eu te ordeno: levanta-te» Ainda que os sintomas da morte tenham roubado por completo a esperança de vida, ainda que os corpos dos defuntos se encontrem já perto do sepulcro, à voz de Deus, os cadáveres que começavam a decompor-se recuperam a fala; o filho é devolvido a sua mãe, é chamado do túmulo, é arrancado ao túmulo. Que túmulo é o teu? São os teus maus hábitos, é a tua falta de fé. É deste túmulo que Cristo te salva, será deste túmulo que ressuscitarás, se ouvires a Palavra de Deus. Ainda que os teus pecados sejam tão graves que não possas lavar-te a ti próprio com as lágrimas do arrependimento, a Igreja, tua Mãe, chorará por ti, pois intercede por cada um dos seus filhos como mãe viúva com um filho único. Com efeito, a Igreja tem compaixão, por uma espécie de sofrimento espiritual, dos seus filhos que vê dirigirem-se para a morte em consequência de vícios funestos. […] Que ela chore, pois, esta mãe piedosa; que a multidão a acompanhe; que não seja uma simples multidão, mas uma multidão considerável a ter compaixão desta mãe terna. Então, ressuscitarás do teu túmulo, serás dele libertado; os carregadores deter-se-ão, começarás a dizer palavras de vivo e todos ficarão estupefactos. E o exemplo de um só permitirá corrigir muitos, que louvarão a Deus por nos ter dado tais remédios para evitarmos a morte. The post Evangelho do dia 2018-09-18 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São José De Cupertino, Franciscano

José Desa nasceu no dia 17 de junho de 1603 em Cupertino, pequena cidade da diocese de Nardo, entre Brindes e Otranto. Seus pais eram pobres, mas virtuosos. Cognominaram-no mais tarde Cupertino por causa do lugar do seu nascimento. Sua mãe educou-o dentro de uma grande piedade; mas se mostrava muito rigorosa e castigava-o severamente pelas menores faltas, a fim de habituá-lo a uma vida áspera e penitente. José mostrou, desde a infância, um extraordinário fervor e já parecia desfrutar a doçura das consolações celestiais. Era extremamente assíduo ao serviço divino; e, numa idade em que só se costuma aspirar ao prazer, usava um áspero cilício e macerava o corpo com várias disciplinas. Fizeram-no aprender o ofício de sapateiro, que exerceu durante algum tempo. Porém, ao atingir a idade de dezessete anos, apresentou-se para ser recebido pelos Franciscanos conventuais, comunidade à qual pertenciam dois tios seus, bastantes considerados. Contudo, foi recusado, pois nada estudara. O máximo que conseguiu obter foi ingressar nos Capuchinhos, na qualidade de irmão converso. E, após oito meses de noviciado, foi despedido como incapaz de corresponder à vocação. Longe de insurgir-se, persistiu na resolução de abraçar o estado religioso. Enfim, tocados de compaixão, os Franciscanos conventuais receberam-no no convento Della Grotella, assim chamado por causa de uma capela subterrânea, dedicada à Virgem Santa. O convento ficava muito próximo de Cupertino. Depois de ter feito seu noviciado com muito fervor, José foi recebido como irmão converso entre os oblatas da ordem terceira. Confiaram-lhe, a princípio, as tarefas mais grosseiras da casa, que executou escrupulosamente. Duplicou os jejuns e as austeridades; orava incessantemente e só dormia três horas por noite. Sua humildade, sua doçura, seu amor à mortificação e à penitência tornaram-no alvo de tamanha veneração que num capítulo geral realizado em Altamura, em 1625, ficou decidido que seria recebido entre os religiosos do coro, a fim de preparar-se para as santas ordens. José, pediu permissão para fazer um segundo noviciado, depois do qual se afastou mais do que nunca do convívio dos homens para unir-se a Deus de maneira ainda íntima através da contemplação. Considerava-se um grande pecador e imaginava que só por caridade, lhe haviam permitido usar o hábito religioso. Sua paciência fê-lo suportar em silêncio e com alegria, severas repreensões por faltas que não cometera. Levou a obediência ao ponto de executar prontamente às mais difíceis ordens que lhe davam. Tantas virtudes o tornaram objeto da admiração de todos. Tendo sido ordenado sacerdote em 1628, celebrou a primeira missa penetrado de intraduzíveis sentimentos de fé, de amor e de respeito. Escolheu uma cela afastada, escura e incômoda. Costumava rezar em capelas pouco freqüentadas, a fim de entregar-se mais livremente ao seu pendor pela contemplação. Privou-se de tudo quanto lhe fora concedido pela regra; e quando se viu completamente despojado, disse, prosternado diante do crucifixo: “Eis-me aqui Senhor, despojado de todas as coisas criadas; sede, conjuro-vos meu único bem; considero qualquer outro bem um verdadeiro perigo, como a perdição da minha alma.” Depois de haver recebido o sacerdócio, passou cinco anos sem comer pão e beber vinho; durante este tempo só se alimentou de ervas e frutos secos; e as ervas que comia na sexta-feira eram tão repugnantes que só ele mesmo conseguia comê-las. Observava um jejum tão rigoroso na quaresma que durante sete anos só tomou algum alimento às quintas-feiras e aos domingos, com excessão da Santa Eucaristia, que recebia todos os dias. Seu rosto, que amanhecia pálido, tornava-se fresco e rosado depois da comunhão. De tal maneira se habituara a não comer carne que o estômago não conseguia mais suportá-la. O zelo pela mortificação fazia-o inventar vários instrumentos de penitência. Durante dois anos foi provado com dores internas que o faziam sofrer intensamente. Enfim, a bonança sucedeu à tempestade. Tendo-se espalhado o rumor de que tinha êxtases e operava milagres, uma grande quantidade de pessoas o acompanhou quando viajou pela província de Bari.Um vigário geral ofendeu-se e queixou-se aos inquisidores de Nápoles. José recebeu ordens para apresentar-se àquela cidade. Mas depois de terem sido examinados os pontos de acusação, ele foi declarado inocente, e despediram-no. Celebrou a Missa em Nápoles na Igreja de São Gregório Armênio, que pertencia a um mosteiro de religiosas. Terminado o sacrifício, José caiu em êxtase, como o atestaram várias testemunhas oculares durante o processo de canonização. Os inquisidores enviaram-no ao seu superior em Roma. Foi duramente recebido e logo depois recebeu ordens para recolher-se ao convento de Assis, o que lhe causou grande alegria por causa da devoção que lhe merecia o santo patriarca da sua ordem. O superior de Assis também o tratou com aspereza. Sua santidade manifestava-se cada vez mais visivelmente, e as pessoas mais bem qualificadas testemunhavam um ardente desejo de vê-lo. Chegou em Assis em 1639 e lá permaneceu pelo espaço de treze anos. Sofreu, a princípio, muitas tribulações interiores e exteriores. Seu superior frequentemente o acusava de hipocrisia e usava para com ele de grade severidade. Por outro lado, Deus parecia tê-lo abandonado; seus exercícios eram acompanhados por uma secura e uma aridez que o consternavam. Os fantasmas impuros que a imaginação lhe apresentava, com tentações horríveis, fizeram-no cair numa melancolia tão profunda que nem mesmo ousava levantar os olhos. Informado das tristes condições em que José se encontrava, seu Superior mandou-o chamara a Roma; e depois de lá tê-lo retido durante três semanas, mandou-o de volta ao convento de Assis. Ao regressar de Roma, o santo sentiu retornarem as consolações celestiais que em seguida lhe foram dispensadas com mais abundância do que nunca. Ao pronunciar os nomes de Deus, de Jesus, ou de Maria, tão só, ficava como que fora de si. Exclamava frequentemente: “Dignai-vos, ó meu Deus! Encher e possuir meu coração todo inteiro! Possa a minha alma despojar-se dos laços do corpo e unir-se a Jesus Cristo! Jesus, atraí-me a vós, não posso mais continuar na terra!” Ouviam-no muitas vezes excitar os outros à divina caridade: Amai a deus; aquele em quem domina esse amor é rico, embora não chegue

Evangelho Do Dia 2018-09-17

Segunda-feira, 17 de Setembro de 2018. Santo do dia: São Roberto Belarmino, Bispo e Doutor da Igreja; Santa Hildegarda de Bingen, virgemCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 7, 1-10 Primeira leitura: Coríntios 11,17-26.33Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: Irmãos: 17No que tenho a dizer-vos, eu não vos louvo, pois vossas reuniões não têm sido para o vosso bem, mas para o mal. 18Com efeito, e em primeiro lugar, ouço dizer que, quando vos reunis em assembléia, têm surgido divisões entre vós. E, em parte, acredito. 19Na verdade, convém que haja até cisões entre vós, para que também se tornem bem conhecidos aqueles dentre vós que resistem à prova. 20De fato, não é para comer a Ceia do Senhor que vos reunis em comum. 21Pois cada um se apressa a comer a sua própria ceia; e enquanto um passa fome o outro se embriaga. 22Não tendes casas onde comer e beber? Ou desprezais a Igreja de Deus e quereis envergonhar aqueles que nada têm? Que vos direi? Hei-de elogiar-vos? Neste ponto, não posso elogiar-vos. 23O que eu recebi do Senhor foi isso que eu vos transmiti: Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão 24e, depois de dar graças, partiu-o e disse: ‘Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei-o em memória de mim’. 25Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: ‘Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória’. 26Todas as vezes, de fato, que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, estareis proclamando a morte do Senhor, até que ele venha. 33Portanto, meus irmãos, quando vos reunirdes para a Ceia, esperai uns pelos outros. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 39 (40) – Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados, E então eu vos disse: ‘Eis que venho!’ R: Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha!   – Sobre mim está escrito no livro: ‘Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!’   R: Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha!   – Boas-novas de vossa justiça anunciei numa grande assembléia; vós sabeis: não fechei os meus lábios!   R: Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha!   – Mas se alegre e em vós rejubile todo ser que vos busca, Senhor! Digam sempre: ‘É grande o Senhor!’ os que buscam em vós seu auxílio.   R: Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 7, 1-10 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Deus o mundo tanto amou, que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer encontre vida eterna (Jo 3,16); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 1Quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. 2Havia lá um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito, e que estava doente, à beira da morte. 3O oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus, para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado. 4Chegando onde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: ‘O oficial merece que lhe faças este favor, 5porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga.’ 6Então Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: ‘Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. 7Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente ao teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. 8Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um : ‘Vai!’, ele vai; e a outro: ‘Vem!’, ele vem; e ao meu empregado ‘Faze isto!’, e ele o faz’.’ 9Ouvindo isso, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia, e disse: ‘Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé.’ 10Os mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santo Agostinho, Bispo e Doutor da IgrejaSermão 62 «Mas diz uma palavra e o meu servo será curado» Como é que o centurião obteve a graça da cura do seu servo? «Porque também eu, que sou um subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens. Digo a um “vai” e ele vai; e a outro “vem” e ele vem; e ao meu servo “faz isto” e ele faz» Tenho poder sobre os meus subordinados, mas eu também estou submetido a uma autoridade superior. Se, pois, embora subordinado, tenho, apesar de tudo, o poder de comandar, o que não poderás fazer Tu, a quem se submetem todas as potestades? Este homem pertencia ao povo pagão pois a nação judaica estava ocupada pelos exércitos do Império Romano. […]. Mas Nosso Senhor, embora estivesse entre o povo hebraico, declarava já que a Igreja se espalharia por toda a Terra, para onde Ele enviaria os seus apóstolos (cf Mt 8,11). Com efeito, os pagãos acreditaram nele sem O terem visto […]. O Senhor não entrou fisicamente na casa do centurião; mas, embora ausente de corpo, esteve ali presente pela sua majestade e curou esta casa pela sua fé. Do mesmo modo, o Senhor só estava fisicamente presente no meio do povo hebraico; os outros povos não O viram nascer de uma Virgem, nem sofrer, nem caminhar, nem sujeitar-Se às condições da natureza humana, nem fazer maravilhas divinas. Ele não fez nada disso entre os pagãos e, no entanto, entre eles, realizou-se o que Ele tinha dito a seu respeito: «Povos desconhecidos prestaram-Me vassalagem». Como foi que O serviram se não O conheciam? O salmo continua: «Mal ouviram falar de Mim, logo Me obedeceram e os estrangeiros Me cortejaram» (Sl 17,45). 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Santa Hildegarda, Virgem

Nasceu no condado de Spanheim, diocese de Maiença, no ano de 1098, de pais nobres e virtuosos, que a consagraram ao serviço de Deus desde seus mais tenros anos, pois nem bem começara a falar, dera a entender, tanto por palavras como por sinais, que via coisas extraordinárias. Com a idade de oito anos, foi levada ao mosteiro de Disemberg ou do monte São Disibode, e colocada sob a direção da bem-aventurada Jutte ou Judite, irmã do Conde de Spanheim, que levava vida reclusa, e que a formou na humildade e na inocência, apenas lhe ensinando a ler o salmério. Dos oito anos aos quinze, Hildegarda continuou a ver sobrenaturalmente muitas coisas, das quais falava com simplicidade às companheiras, que ficavam maravilhadas, assim como todos que disso tiveram conhecimento. Indagavam qual poderia ser a origem das visões. A própria Hildegarda observou, surpresa que, enquanto via interiormente na sua alma, ao mesmo tempo enxergava as coisas exteriores com os olhos do corpo, como de costume, o que jamais ouvira dizer houvesse acontecido a qualquer outra pessoa. Desde então, presa de temor, não ousou mais entreter-se com pessoa alguma sobre a sua luz interior. Contudo, acontecia-lhe nas suas conversas, referir-se muitas vezes a coisas ainda por suceder, e que pareciam estranhas aos ouvintes. Ela via e ouvia tais coisas, não em sonhos, enquanto dormia, não em estado de exaltação, nem com os olhos do corpo, ou com os ouvidos do homem exterior; mas percebia-as bem desperta, apenas olhando dentro da sua alma, com os olhos e os ouvidos abertos, de acordo com a vontade de Deus. É a própria Hildegarda quem o explica. Esse estado de intuição sobrenatural perdurou durante toda a vida. Escrevia, já idosa: Desde a minha infância até hoje, com mais de setenta anos de idade, sempre vi essa luz na minha alma, e percebo-a, não com os olhos exteriores, através dos pensamentos do coração, ou com o concurso dos cinco sentidos externos, muito embora os olhos exteriores permaneçam abertos, e os outros sentidos corporais conservem suas funções; pois a luz que vejo não é local, porém, mais luminosa do que a nuvem que envolve o sol, e não me seria possível discriminar-lhe a altura, o comprimento ou a largura. Chamam-na sombra da luz viva; e, como o sol, a lua e as estrelas se refletem na água, assim as palavras, os escritos, as virtudes e algumas obras dos homens se refletem nessa luz. Guardo longamente a lembrança de tudo quanto vejo ou apreendo nessa visão. Vejo, ouço e aprendo ao mesmo tempo tudo o que sei. Mas tudo quanto não vejo, ignoro, pois não tenho instrução; e ao escrever estas coisas, só uso as palavras que costumo ouvir, palavras latinas não polidas. Quanto à maneira por que ouço essas palavras, não é a mesma por que soam ao saírem da boca de um homem, mas como se fossem uma chama luminosa, uma nuvem que se movesse no ar puro. Quanto à forma dessa luz, não posso absolutamente conhecê-la, assim como não posso olhar de frente para a esfera do sol. Contudo, percebe às vezes nessa luz, outra luz a que chamam de luz viva; mas não vejo sempre esta última e, ainda menos do que a primeira, poderei determinar-lhe a forma. Quanto contemplo essa luz, toda tristeza e todo o sofrimento se desvanecem da minha memória, de maneira que me comporto como menina muito simples e não como velha, Mas minha alma nunca é privada dessa primeira luz, que é chamada sombra da luz viva; e vejo-a como se divisasse através de uma nuvem luminosa o firmamento sem estrelas; e é nela que diviso tudo quanto digo sobre o brilho da luz viva. Desde a minha infância até a idade de quarenta anos vi essas coisas; falava delas, às vezes, mas nunca escrevi à respeito. Tinha quarenta anos quando ouviu uma voz do céu ordenar-lhe que escrevesse tudo quanto visse. Resistiu durante muito tempo, não por obstinação, mas por humildade e desconfiança. Aos quarenta e dois anos e sete meses, viu o céu abrir-se e uma chama muito luminosa penetrou-lhe na cabeça, no coração e em todo seu peito, sem queimá-la, mas aquecendo-a suavemente; no mesmo momento, recebeu a inteligência dos Salmos, dos Evangelhos e dos outros livros do Antigo e do Novo Testamento, de maneira a poder explicar-lhes o sentido, embora não conseguisse explicar gramaticalmente as palavras, pois não conhecia o latim, nem a gramática. Como perseverasse em recusar-se a escrever, mais por temor do que por desobediência, caiu doente. Enfim, confiou sua preocupação a um religioso, seu diretor, e por intermédio dele ao prior da congregação. Depois de aconselhar-se com os membros mais sábios da comunidade e de interrogar Hildegarda, o prior ordenou-lhe que escrevesse; o que ela fez pela primeira vez. Imediatamente se viu curada e levantou-se da cama, Essa cura pareceu tão milagrosa ao prior, que não quis confiar apenas em seu critério. Foi a Maiença relatar o que sabia ao arcebispo e às mais altas figuras do clero, e mostrou-lhes os escritos de Hildegarda. Isso deu motivo para que o arcebispo consultasse o próprio Papa. Desejando Eugênio III ficar bem a par daquele prodígio, enviou ao mosteiro de Hildegarda. Alberon, bispo de Verdum, juntamente com Alberto, seu primicério, e outras pessoas capazes, a fim de ouvirem da própria boca da monja, mas sem alarde nem curiosidade, a narrativa dos fatos com ela relacionados. Hildegarda respondeu com muita singeleza às perguntas. Tendo o bispo apresentado seu relatório, o Papa mandou que lhe trouxessem os escritos de Hildegarda e, tomando-os na mão, leu-os em voz alta, na presença do arcebispo, dos cardeais, e de todo o clero; também contou tudo quanto lhe fora relatado pelos emissários por ele enviados, e todos os assistentes renderam graças a Deus. São Bernardo estava presente e também deu testemunho do que sabia sobre a santa mulher, pois a visitara quando estivera em Francfort, e escrevera-lhe uma carta em que a felicitara pela graça por ela recebida, exortando-a a

São Cornélio, Papa

São Cornélio foi eleito Papa no mês de junho de 251, aproximadamente. Eis em que termos escreveu mais tarde São Cipriano a um bispo da África: O que muito eleva nosso mui querido irmão Cornélio diante de Deus, diante de Jesus Cristo, diante da sua Igreja, e diante de nossos colegas, é não ter ele ascendido ao episcopado de uma só vez: pois só chegou a esse supremo grau do sacerdócio galgando todos os degraus requeridos pela disciplina, depois de ter exercido todos os ministérios eclesiásticos e de ter muitas vezes atraído as graças de Deus sobre a sua pessoa pelos serviços prestados nesses postos divinos. Ademias, não solicitou tal dignidade, nem a ambicionava. Não se emprenhou para obtê-la, como fazem aqueles possuídos pelo orgulho e pela ambição. Só encontraram nele um espírito calmo e modesto, como devem possuir aqueles designados por Deus para serem eleitos bispos; o pudor tão natural à consciência pura das virgens; a humildade de um coração que ama singelamente a castidade e que sempre a guardou com desvelo. Assim, não lutou para tornar-se bispo, como tantos outros; mas violentou-se para consentir em sê-lo. Foi eleito bispo por vários colegas que então se encontravam em Roma, e que nos escreveram as mais dignificantes cartas sobre a sua ordenação. Sim, Cornélio foi feito bispo pelo julgamento de Deus e de Cristo, pelo testemunho presente, e pelos mais antigos e santos ministros do altar, quando ninguém ainda o fora antes, e o posto de Fabiano, isto é, o posto de Pedro, o Trono Pontifício, estava vazio.                      São Cornélio e São Cipriano Tendo este cargo sido preenchido pela vontade de Deus, e a eleição confirmada pelo consentimento de todos nós, quem quiser aclamar-se bispo seja quem for, será necessariamente excluído e não receberá a ordenação da Igreja, em cuja unidade não mais se inclui. Seja quem for, gabe-se do que quiser, será um profano, um estranho, estará excluído. E como depois do primeiro não pode existir um segundo, quem tiver sido feito depois do primeiro, que deve ser o único, não é o segundo, é nada. Além disso, depois de ter sido assim elevado ao episcopado, sem intriga, sem violência, só pela vontade de Deus, a quem cabe escolher os seus pastores, de quanta virtude, decisão e fé não deu provas ao sentar-se intrepidamente na cadeira pontifícia, num tempo em que um tirano inimigo dos pontífices de Deus lançara contra eles fogo e chamas e, mais com mais tolerância aceitava um competidor no império do que um pontífice de Deus em Roma. Um sacerdote ambicioso, chamado Novaciano, ofendido por não haver sido eleito Papa, transformou-se no primeiro antipapa, e no chefe do primeiro cisma na Igreja Romana. Ao cisma, juntava a heresia, sustentando que a Igreja não podia conceder absolvição aqueles culpados de perseguição, fossem quais fossem as penitências por eles feitas; e que não lhe era permitido comunicar-se com tais pessoas. O Papa São Cornélio, secundado por São Cipriano e por São Dionísio, de Alexandria, teve a felicidade de deter o cisma e de reconduzir à unidade a maioria dos cismáticos. Finalmente, coube-lhe a glória do martírio. Uma perseguição irrompeu subitamente em Roma sob o Imperador Gallus. O Papa São Cornélio foi o primeiro a confessar o nome de Jesus Cristo. Seu exemplo de tal modo animou os fiéis que, ao terem notícia do seu interrogatório, acorreram às pressas para confessar com ele; e, informados, todos os outros também teriam acorrido. Grande número dos que tinham caído, levantaram-se nessa ocasião. Enfim, tal era a coesão, que se diria ter a Igreja Romana inteira confessado. Quando a notícia chegou a Cartago, São Cipriano e sua Igreja experimentaram uma alegria inexprimível. Imediatamente, este último escreveu a São Cornélio, felicitando-o. E também à Igreja Romana, a que denomina povo confessor. Assim encerra a sua carta: Já que a Providência divina nos adverte que o dia da nossa luta se aproxima, dediquemo-nos sem interrupção juntamente com todo o povo, aos jejuns, às vigílias e às orações. Como só possuímos um coração e uma alma, lembremo-nos de um e de outra, e que seja dentre nós que saia o primeiro pela misericórdia divina; que a nossa caridade mútua se mantenha ao seu lado e que nossas orações por nossos irmãos e irmãs nunca sejam interrompidas. Desejo-vos meu mui querido irmão, que continueis a passar bem. Foi a última carta de São Cipriano a São Cornélio, que foi exilado e consumou o martírio no dia 14 de setembro de 252, depois de ter ocupado a Santa Sé durante um ano e cinco meses aproximadamente. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 218 à 222)     The post São Cornélio, Papa appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-09-16

Domingo, 16 de Setembro de 2018. Santo do dia: São Cornélio, Papa e São Cipriano, Bispo; Santa Eufêmia, virgem e mártirCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Marcos 8, 27-35 Primeira leitura: Isaías 50, 5-9Leitura do Livro do Profeta Isaías: 5O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba: não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7Mas, o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado. 8A meu lado está quem me justifica; alguém me fará objeções? Vejamos. Quem é meu adversário? Aproxime-se. 9aSim, o Senhor Deus é meu Auxiliador; quem é que me vai condenar? – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 114 (115) – Eu amo o Senhor, porque ouve o grito da minha oração. Inclinou para mim seu ouvido, no dia em que eu o invoquei. R: Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos. – Prendiam-me as cordas da morte, apertavam-me os laços do abismo; invadiam-me angústia e tristeza: eu então invoquei o Senhor ‘Salvai, ó Senhor, minha vida!’ R:Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos. – O Senhor é justiça e bondade, nosso Deus é amor-compaixão. É o Senhor quem defende os humildes: eu estava oprimido, e salvou-me. R:Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos. – Libertou minha vida da morte, enxugou de meus olhos o pranto e livrou os meus pés do tropeço. Andarei na presença de Deus, junto a ele na terra dos vivos. R:Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos. Segunda leitura: Tiago 2, 14-18Leitura da Carta de São Tiago: 14Meus irmãos, que adianta alguém dizer que tem fé, quando não a põe em prática? A fé seria então capaz de salvá-lo? 15Imaginai que um irmão ou uma irmã não têm o que vestir e que lhes falta a comida de cada dia; 16se então alguém de vós lhes disser: ‘Ide em paz, aquecei-vos’, e: ‘Comei à vontade’, sem lhes dar o necessário para o corpo, que adiantará isso? 17Assim também a fé: se não se traduz em obras, por si só está morta. 18Em compensação, alguém poderá dizer: ‘Tu tens a fé e eu tenho a prática! Tu, mostra-me a tua fé sem as obras, que eu te mostrarei a minha fé pelas obras! – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 8, 27-35 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Eu de nada me glorio, a não ser da cruz de Cristo; vejo o mundo em cruz pregado e para o mundo em cruz me avisto (Gl 6,14); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos: Naquele tempo: 27Jesus partiu com seus discípulos para os povoados de Cesaréia de Filipe. No caminho perguntou aos discípulos: ‘Quem dizem os homens que eu sou?’ 28Eles responderam: ‘Alguns dizem que tu és João Batista; outros que és Elias; outros, ainda, que és um dos profetas’. 29Então ele perguntou: ‘E vós, quem dizeis que eu sou?’ Pedro respondeu: ‘Tu és o Messias’. 30Jesus proibiu-lhes severamente de falar a alguém a seu respeito. 31Em seguida, começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei; devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias. 32Ele dizia isso abertamente. Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo. 33Jesus voltou-se, olhou para os discípulos e repreendeu a Pedro, dizendo: ‘Vai para longe de mim, Satanás!’ Tu não pensas como Deus, e sim como os homens’. 34Então chamou a multidão com seus discípulos e disse: ‘Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 35Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai salvá-la. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), carmelita, mártir, Co-Padroeira da EuropaA expiação mística / O amor à cruz, 24/11/1934 «Tome a sua cruz e siga-Me» A união com Cristo é a nossa bem-aventurança e o aprofundamento dessa união com Ele traz-nos a felicidade neste mundo. Portanto, O amor à cruz não está, de forma nenhuma, em contradição com a alegria de sermos filhos de Deus. Ajudar a levar a cruz de Cristo dá uma alegria forte e pura aos que são chamados e são capazes de o fazer. Dessa forma, os verdadeiros filhos de Deus participam na edificação do seu Reino. Mas a predileção pelo caminho da cruz também não significa que nos desagrade ver ultrapassada a Sexta-feira Santa e cumprida a obra da redenção. Só os resgatados, os filhos da graça, podem verdadeiramente carregar a cruz de Cristo. Só através da união com a divina cabeça é que o sofrimento humano adquire a sua potencialidade redentora. Sofrer e sentir-se bem-aventurado no sofrimento, permanecer firme de pé, seguir pelos caminhos poeirentos e pedregosos desta Terra e estar ao mesmo tempo sentado com Cristo à direita do Pai (cf Col 3,1), rir-se e chorar com as crianças deste mundo sem deixar de cantar com os coros angélicos os louvores de Deus, eis a vida do cristão, até que rompa a aurora da eternidade. The post Evangelho do dia 2018-09-16 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Nossa Senhora Das Dores

Antes de fazer parte da liturgia, as dores de Maria Santíssima foram objeto de particular devoção. Os primeiros traços deste piedosa devoção encontram-se nos escritos de Santo Anselmo e de muitos monges beneditinos e cistercienses, tendo nascido da meditação da passagem do Evangelho que nos mostra a dulcíssima Mãe de Deus e São João aos pés da Cruz do divino Salvador. Foi a compaixão da Virgem Imaculada que alimentou a piedade dos fiéis. Somente no século XIV, talvez opondo-se às cinco alegrias de Nossa Senhora, foi que apareceram as cinco dores que variariam de episódios: 1. A profecia de Simeão 2. A perda de Jesus em Jerusalém 3. A prisão de Jesus 4. A paixão 5. A morte Logo este número passou para dez, mesmo quinze, mas o número sete foi o que prevaleceu. Assim, temos as sete horas, uma meditação das penas de Nossa Senhora, durante a paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo: Matinas – A prisão e os ultrajes Prima – Jesus diante de Pilatos Terça – A condenação Sexta – A crucifixão Nona – A morte Vésperas – A descida da cruz Completas – O sepultamento As chamadas Sete Espadas desenvolvem-se por circunstâncias escolhidas dentre as da vida da Santíssima Virgem: Primeira Espada: Outra não é que a da profecia de Simeão. Segunda Espada: O massacre dos inocentes, a mandado de Herodes. Terceira Espada: A perda de Jesus em Jerusalém, quando o Salvador então contava doze anos de idade, feito homem. Quarta Espada: A prisão de Jesus e os julgamentos iníquos, pelos quais passou. Quinta Espada: Jesus pregado na Cruz entre os dois ladrões e a morte. Sexta Espada: A descida da Cruz. Sétima Espada: A sepultura de Jesus As sete tristezas de Nossa Senhora formam uma série um pouco diferente: 1. A profecia de Simeão 2. A fuga para o Egito 3. A perda de Jesus Menino, depois encontrado no Templo 4. A prisão e a condenação 5. A Crucifixão e a morte 6. A descida da Cruz 7. A tristeza de Maria, ficando na terra depois da Ascensão. Este total de sete, que os simbolistas cristãos tanto amam, impunha uma escolha entre os episódios da vida da Santíssima Virgem, por isso que se explicam certas diferenças. A série que acabou por dominar é a seguinte: 1. A profecia de Simeão Havia então em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem (era) justo e temente (a Deus), e esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava nele. Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não veria a morte, sem ver primeiro Cristo (o ungido) do Senhor. Foi ao templo (conduzido) pelo Espírito de Deus. E levando os pais, o Menino Jesus, para cumprirem as prescrições usuais da lei a seu respeito, ele o tomou em seus braços, e louvou a Deus, dizendo: – Agora, Senhor, podes deixar partir o teu servo em paz, segundo a tuia palavra; Porque os meus olhos viram tua salvação. A qual preparaste ante a face de todos os povos; luz para iluminar as nações e glória de Israel, teu povo. Seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam. E Simeão os abençoou, e disse a Maria, sua Mãe: – Eis que este Menino esta posto para ruína e para ressurreição de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição. E uma espada trespassará a tua alma, a fim de se descobrirem os pensamentos escondidos nos corações de muitos. (Lc. 2, 25-35) 2. A fuga para o Egito Então Herodes, tendo chamado secretamente os magos, inquiriu deles cuidadosamente acerca do tempo em que lhes tinha aparecido a estrela; e, enviando-os a Belém, disse: – Ide e informai-vos bem acerca do menino, e, quando o encontrardes, comunicai-mo, a fim de que também eu o vá adorar. Eles, tendo ouvido as palavras do rei, partiram; e eis que a estrela que tinham visto no Oriente. Ia adiante deles, até que, chegando sobre onde estava o menino, parou. Vendo (novamente) a estrela, ficaram possuídos de grandíssima alegria. E, entrando na casa, viram o Menino com Maria, sai mãe e, prostrando-se o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofereceram-lhe presentes, ouro, incenso e mirra. E, avisados por Deus em sonhos para não tornarem a Herodes, voltaram por outro caminho para a sua terra. Tendo eles partido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, e lhe disse: – Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito, e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para lhe tirar a vida. E ele, levantando-se de note, tomou o menino e sua mãe, e retirou-se para o Egito; e lá esteve até a morte de Herodes, cumprindo-se deste modo o que tinha sido dito pelo Senhor, por meio do profeta que disse: Do Egito chamei o meu Filho (Mt. 2. 7-15) 3. A perda de Jesus em Jerusalém Seus pais iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa. Quando chegou aos doze anos, indo eles a Jerusalém segundo o costume daquela festa, acabados os dias (que ela durava), quando voltaram, ficou o Menino Jesus em Jerusalém, sem que seus pais o advertissem. Julgando que ele fosse na comitiva, caminharam uma jornada, e (depois) procuraram-no entre os parentes e conhecidos. Não o encontrando, voltaram a Jerusalém em busca dele. Aconteceu que, três dias depois, encontraram-no no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos os que ouviam, estavam maravilhados da sua sabedoria e das suas respostas. Quando o viram, admiraram-se. E sua Mãe disse-lhe: – Filho, por que procedeste assim conosco? Eis que teu pai e eu te procurávamos cheios de aflição. Ele lhes disse: – Para que me buscáveis? Não sabíeis que devo ocupar-me nas coisas de meu Pai? Eles, porém, não entenderam o que lhes disse (Lc. 2, 41-50) 4. O encontro de Jesus no caminho do Calvário Quando o iam conduzindo, agarraram um certo (homem chamado) Simão Cireneu, que voltava