Evangelho Do Dia 2018-09-15

Sábado, 15 de Setembro de 2018. Santo do dia: Nossa Senhora das DoresCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São João 19, 25-27 Primeira leitura: Hebreus 5, 7-9Leitura da Carta aos Hebreus: 7Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. 9Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 30 (31) – Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me! R: Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus! – Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me! R: Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus! – Retirai-me desta rede traiçoeira, porque sois o meu refúgio protetor! Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel! R: Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus! – A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor! R: Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus! – Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, que reservastes para aqueles que vos temem! Para aqueles que em vós se refugiam, mostrando, assim, o vosso amor perante os homens. R: Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus! Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 19, 25-27 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Feliz a Virgem Maria, que, sem passar pela morte, do martírio ganha a palma, ao pé da cruz do Senhor! Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João: Naquele tempo: 25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Santo Alberto Magno, Bispo e Doutor da Igreja«De natura boni, Florete flores» Os dois polos do mundo Há no Céu dois pivôs em torno dos quais todo o Céu gira; são os dois polos. Um deles é o Salvador, que fica situado no meio-dia porque está cheio de luz e nele não há trevas, e o outro é o seio onde Ele encarnou. O Céu gira em torno destes polos, com o socorro da intercessão da Mãe e o socorro do Redentor na cruz. Com efeito, por intercessão de Maria e pelo sangue e o corpo do Redentor, o Senhor exerce a sua justiça sobre os povos. O eixo da misericórdia, que sustenta o mundo, gira em volta destes dois pivôs ou polos, porque através da Mãe temos acesso ao Filho, e através do Filho temos acesso ao Pai; assim conduzidos, não receamos que nos seja recusada a reconciliação. Estas duas estrelas, estes dois pivôs do mundo, são imóveis; em volta deles, como em volta de dois pontos fixos necessários, gira toda a circunferência do Céu. The post Evangelho do dia 2018-09-15 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Exaltação Da Santa Cruz

O primeiro dia em que a Cruz foi exaltada, isto é, glorificada, foi aquele em que o Filho de Deus nela foi pregado para a salvação do mundo. Ele dissera: “Quando eu for exaltado, levantado sobre a terra, atrairei a mim todas as coisas”. Erguido na Cruz, atrai a si o ladrão penitente; atrai a si o centurião romano que glorifica a Deus e confessa que o homem que acaba de expirar é realmente um justo; atrai a si os judeus e os gentios, de Jerusalém a Roma. A Cruz aparece ao Imperador Constantino com as palavras: “Com este sinal vencerás”. Santa Helena, mãe de Constantino, torna a encontrar a Cruz do Calvário, enterrada sob ruínas. Numerosos milagres revelam-na e glorificam-na. Desde então a Exaltação, ou glorificação da Santa Cruz, se torna uma festa na Igreja. Santa Maria Egipciana, ainda pecadora, dispõe a adorá-la, mas só o consegue depois de resolver-se a fazer penitência pelos seus pecados. Essa festa ainda se torna mais solene no sétimo século, quando a Cruz foi transportada da Pérsia para Jerusalém pelo Imperador Hecáclio. No início do referido século, uma guerra sangrenta irrompeu entre os persas e os gregos. Essa guerra durou vinte e quatro anos, sendo que os dezoito primeiros constituíram para os gregos uma série contínua de derrotas. Em todo o Oriente, das ruínas da antiga Babilônia ao estreito de Constantinopla, cidades foram incendiadas e destruídas, campos devastados e abandonados sem cultura, habitantes degolados ou levados como cativos. Os persas invadiram sucessivamente a Armênia, a Mesopotâmia, a Capadócia e, em 610, chegaram às portas da Calcedônia. O advento de Heráclio não lhes interrompeu as devastações. No ano de 611, tomaram Edessa, Apaméia, Antioquia. Em 615, devastaram a Palestina e apossaram-se de Jerusalém. As igrejas, mesmo a do Santo Sepulcro, foram entregues às chamas; os habitantes, assim como o Patriarca Zacarias, levados em cativeiro. Os persas carregaram tudo quanto havia de mais precioso e, entre outras coisas, o lenho da verdadeira Cruz. O patrício Nicetas resgatou de um oficial persa, por uma avultada quantia, a santa esponja e a santa lança, que foram transportadas para Constantinopla e expostas à veneração dos fiéis. O imperador Heráclio permaneceu dez anos na inação. Como que despertou em 621 e iniciou uma série de campanhas nas quais não cessou de bater os persas. Corces, reis destes últimos, recusava todas as propostas de paz. Matara seu pai para reinar no lugar dele. Em 628 foi por sua vez assassinado por um de seus filhos, que lhe sucedeu. Siroes, o novo rei, tratou a paz com Heráclio, que lhe devolveu todos os cristãos cativos na Pérsia, entre eles Zacarias, Patriarca de Jerusalém e também a verdadeira Cruz, que Sabar carregara quando a cidade fora tomada, quatorze anos antes. Foi ela primeiramente transportada para Constantinopla; mas no ano seguinte, 629, o imperador Heráclio embarcou para levá-la de volta para Jerusalém e dar graças a Deus pelas vitórias obtidas. Lá chegando, tomou a cruz nos ombros, a fim de conduzi-la à Igreja do Calvário, no mesmo lugar e pelo mesmo caminho através do qual o Salvador a carregara. Como vencera os persas, o Imperador envergava roupas magníficas. Porém, ao chegar à porta que levava ao Calvário, sentiu-se detido à porta que levava ao Calvário, sentiu-se detido por mão invisível. Quanto mais se esforçava para avançar, mais se sentia contido. Todos se mostravam surpresos. Então o Patriarca Zacarias falou: Reparai, príncipe, se esses trajes pomposos imitam a humildade e a pobreza de Jesus cristo, o primeiro que transpôs esta porta sob o peso da Cruz? O Imperador compreendeu. Despojou-se de todos seus adornos, vestiu um hábito comum e, descalço, levou facilmente a Cruz até o Calvário, onde a colocou no seu lugar. Ela permanecia no seu estojo de prata, tal como fora levada; o patriarca, assim como o clero, verificou que os sinetes estavam perfeitos, abriu o envólucro com a chave, adorou o santo lenho, e mostrou-o ao povo. Este restabelecimento da Cruz tornou ainda mais solene a festa da sua Exaltação, já anteriormente celebrada. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, n. 188 à 190) The post Exaltação da Santa Cruz appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-09-14

Sexta-feira, 14 de Setembro de 2018. Santo do dia: Exaltação da Santa CruzCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São João 3, 13-17 Primeira leitura: Números 21, 4-9Leitura do Livro dos Números: Naqueles dias: 4Os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom. Durante a viagem o povo começou a impacientar-se, 5e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável”. 6Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7O povo foi ter com Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”. Moisés intercedeu pelo povo, 8e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente de bronze e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá”. 9Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente, e olhava para a serpente de bronze, ficava curado. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 77 (78) – Escuta, ó meu povo, a minha Lei, ouve atento as palavras que eu te digo; abrirei a minha boca em parábolas, os mistérios do passado lembrarei. R: Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças! – Quando os feria, eles então o procuravam, convertiam-se correndo para ele; recordavam que o Senhor é sua rocha e que Deus, seu Redentor, é o Deus Altíssimo. R: Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças! – Mas apenas o honravam com seus lábios e mentiam ao Senhor com suas línguas; seus corações enganadores eram falsos e, infiéis, eles rompiam a Aliança. R: Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças! – Mas o Senhor, sempre benigno e compassivo, não os matava e perdoava seu pecado; quantas vezes dominou a sua ira e não deu largas à vazão de seu furo. R: Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças! Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 3, 13-17 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos, porque pela cruz remistes o mundo! Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João: Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13″Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Homilia atribuída a Santo Efrém, Doutor da Igreja «Quando for erguido da terra, atrairei todos a Mim» (Jo 12,32) De ora em diante, pela cruz, as sombras estão dissipadas e a verdade eleva-se, como diz o apóstolo João: «Porque as primeiras coisas passaram. […] Eu renovo todas as coisas» (Ap 21,4-5). A morte é espoliada, o inferno liberta os cativos, o homem está livre, o Senhor reina, a criação alegra-se. A cruz triunfa e todas as nações, tribos, línguas e povos (Ap 7,9) vêm adorá-l’O. Como o beato Paulo, que exclama : «Quanto a mim, porém, em nada me quero gloriar, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo» (Gal 6,14), encontramos nela a nossa alegria. A cruz traz a luz a todo o universo, afasta as trevas e reúne as nações do Ocidente, do Oriente, do Norte e do mar numa só Igreja, numa única fé, num só batismo, na caridade. Fixada no Calvário, ela dirige-se ao centro do mundo. Armados com a cruz, os apóstolos vão pregar e reunir na sua adoração o universo inteiro, espezinhando todas as forças hostis. Por ela, os mártires confessaram a sua fé com audácia e não temeram os ardis dos tiranos. Carregando-a, os monges fizeram da solidão a própria morada, numa imensa alegria. Na hora em que Jesus regressar, aparecerá primeiro no céu esta cruz, cetro precioso, vivo, verdadeiro e santo do Grande Rei: «Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem» (Mt 24,30). Vê-la-emos, escoltada pelos anjos, iluminar a Terra, de uma à outra extremidade do Universo, mais clara que o sol, a anunciar o Dia do Senhor. The post Evangelho do dia 2018-09-14 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santo Amado, Abade De Lorena, E Seu Amigo São Romarico

Quando São Colombano deixou o mosteiro de Luxeuil, foi eleito abade Santo Eustásio, um dos embaixadores que o rei Clotário enviara no ano 613 a Colombano para fazê-lo retornar à Itália. Ao passar pelo mosteiro de Agaune, Santo Eustásio travou conhecimento com Santo Amat ou Amado, religioso dessa célebre comunidade, à qual seu pai Heliodoro, nobre romano de Grenovel, o consagrara desde a infância. Havia três anos que levava vida solitária na cova de um rochedo. Eustásio persuadiu-o a acompanhá-lo a Luxeuil. Ao ter conhecimento do raro talento com que anunciava a palavra de Deus, enviou-o à Austrais pregar a fé e a penitência. No decurso das suas missões, Amado alojou-se em casa do fidalgo Romarico, que acabava de recuperar, sob Clotário, a grande cópia de bens que perdera sob Teodorico, por haver-se mostrado fiel a Teodeberto. Um dia, quando estavam à mesa, Romarico, pediu-lhe que pregasse a palavra da salvação. “Vede esse prato de prata?” indagou Amado. Quantos senhores, ou melhor, quantos escravos já teve e quantos ainda há de ter? Também não sereis mais seu escrevo do que seu senhor, já que só o possuis para conservá-lo? Ficai ciente, porém, que vos serão pedidas contas um dia. Pois está escrito: “Vosso ouro e vossa prata criarão ferrugem e a ferrugem que os consome servirá de testemunho contra vós. É por isso que o Senhor disse: “Desgraçados de vós, ricos, que já fostes consolados! Santo homem, respondeu Romarico, rogo-vos permaneçais alguns dias em minha casa, a fim de ensinar-me o que devo fazer; pois já se realizou em mim o que eu desejava havia muito tempo. Surpreende-me, observou Amado, que sendo tão nobre, tão rico e tão esclarecido, não conheçais o que o Salvador respondeu a um jovem desejoso de tornar-se seu discípulo: Vendei tudo quanto possuís e daí o produto aos pobres. Alguns dias depois, Romarico deu liberdade a seus escravos, uma parte de seus bens aos pobres, o resto ao mosteiro de Luxeuil, no qual se fez monge, juntamente com a maioria de seus antigos servos. Romarico, por sua vez, tornou-se servo de todos. Sentia-se atraído para as tarefas mais abjetas. Gostava de cultivar o jardim e, sobretudo, não cessava de aprender de cor os salmos. A conselho de Santo Amado e de Santo Eustásio mandou construir em terras dos Vosges, de que ainda não dispusera, um duplo mosteiro segundo as regras de São Colombano; um de mulheres, de maiores proporções, dedicado a São Pedro, e do qual Santa Mactefleda foi a primeira abadessa, e outro para homens, governado por Santo Amado, que, juntamente com Santo Romarico também foi encarregado da direção das religiosas. Como ao mosteiro dessas últimas afluísse grande número de religiosas, o santo abade nele estabeleceu a salmodia perpétua; para isso dividiu-as em sete coros, de doze religiosos casa um, a fim de que pudessem revesar-se para cantos e louvores a Deus, sem interrupção. Esse mosteiro, que então se chamava Habend, tomou mais tarde o nome de seu fundador, assim como a cidade que se formou à sua volta. Chamaram-no Remiremont, em alemão Rombsberg, isto é, montanha de Romarico. Os dois amigos tinham um terceiro, que fora antepassado de Carlos Magno; Arnulfo, a princípio primeiro senhor, primeiro ministro do reino da Austrásia, depois bispo de Metz; tendo este, finalmente, renunciado a todas as coisas profanas e distribuído seus bens aos pobres, recolheu-se, também pobre, à solidão que o amigo Romarico lhe preparara nos Vosges, não longe do seu mosteiro. Esse grande senhor, antepassado de tantos heróis e de tantos reis, servia com suas próprias mãos os monges e os lepreosos, limpava-lhes as sandálias, lavava-lhes os pés, fazia-lhes as camas e preparava-lhes a comida, enquanto sofria fome. Morreu na prática desses exercícios de humildade e caridade, no ano 640, entre as mãos de São Romarico, que o enterrou no seu mosteiro. Porém, no ano seguinte, São Goerico, acompanhado de dois outros bispos, Paulode Verdum e Theofroi de Toul, foi ao mosteiro, exumou os despojos de Arnulfo e trasladou-os para Metz, no dia 18 de junho, data na qual a Igreja lhe reverencia a memória. Entrementes, um monte intrigante, chamado Agrestino, indispusera Santo Amado e São Romarico contra Santo Eustásio, amigo de ambos. Bem depressa estes últimos perceberam que haviam sido enganados e repararam com redobrado fervor o erro cometido. Santo Amado, um ano antes da morte, mandou colocar na cama um saco cheio de cinzas, explicando que precisava fazer uma grande penitência para compensar algumas culpas que lhe pesavam. Depois de ter deitado na cinza e de cobrir-se com um cilício, confessou em voz alta todos os pecados na presença dos religiosos, Perseverou nas austeridades durante o ano inteiro e praticou várias outras mortificações, que de tão modo o extenuaram, que os ossos lhe furaram a pele. Morreu cerca do ano 627, e no seu túmulo, na entrada da Igreja da Virgem, foi gravado o seguinte epitáfio por ele próprio ditado: Homem de Deus que entrais neste santo lugar para orar, implorai a misericórdia divina para a alma de Amado, penitente, que aqui está sepultado, a fim de que, se a tibieza da minha penitência tiver deixado algumas dívidas dos meus pecados, vossa caridade e vossas orações me obtenham a inteira remissão. São Romarico que lhe sucedeu no cargo de abade, governou cerca de vinte e seis anos os monges e as religiosas de Remiremont, de acordo com a regra de Colombano, a que novamente obedeciam. De outro lado, os bispos que, influenciados pelas insinuações de Agrestino, se tinham declarado contra o instituto, finalmente lhe fizeram justiça e empenharam-se em estabelecê-lo em suas dioceses. A tempestade teve como único resultado fortalecê-lo cada vez mais. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 166 à 169) The post Santo Amado, Abade de Lorena, e seu amigo São Romarico appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-09-13

Quinta-feira, 13 de Setembro de 2018. Santo do dia: São João Crisóstomo, Bispo e Doutor da IgrejaCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Lucas 6, 27-38 Primeira leitura: Coríntios 8, 1-7.11-13Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: Irmãos: 1bO conhecimento incha, a caridade é que constrói. 2Se alguém acha que conhece bem alguma coisa, ainda não sabe como deveria saber. 3Mas se alguém ama a Deus, ele é conhecido por Deus! 4Quanto ao comer as carnes de animais sacrificados aos ídolos, nós sabemos que um ídolo não é nada no mundo, e que Deus é um só. 5É verdade que alguns são chamados deuses, no ceú ou na terra, e muita gente pensa que existem muitos deuses e muitos senhores. 6Para nós, porém, existe um só Deus, o Pai, de quem vêm todos os seres e para quem nós existimos. E, ainda, para nós, existe um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual tudo existe, e nós também existimos por ele. 7Mas nem todos têm esse conhecimento. De fato, alguns habituados, até ao presente, ao culto dos ídolos, comem da carne dos sacrifícios, como se ela fosse mesmo oferecida aos ídolos. E assim, a sua consciência, que é fraca, fica manchada. 11E então, por causa do teu conhecimento, perece o fraco, o irmão pelo qual Cristo morreu. 12Pecando, assim, contra os irmãos e ferindo a consciência deles, que é fraca, é contra Cristo que pecais. 13Por isso, se um alimento é ocasião de queda para meu irmão, nunca mais comerei carne, para não escandalizar meu irmão. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 138 (139) – Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos, percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos. R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor! – Fostes vós que me formastes as entranhas, e no seio de minha mãe vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! Que prodígio e maravilha as vossas obras! R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor! – Senhor, sondai-me, conhecei meu coração, examinai-me e provai meus pensamentos! Vede bem se não estou no mau caminho, e conduzi-me no caminho para a vida! R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 6, 27-38 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Se nós nos amarmos, irmãos, Deus vive unido conosco e, em nós, seu amor fica pleno! (1Jo 4,12); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 27A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, 28bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. 29Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. 30Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. 31O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. 32Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. 33E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. 34E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. 35Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. 36Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor The post Evangelho do dia 2018-09-13 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santo Amado, Abade De Lorena, E Seu Amigo São Romarico

Quando São Colombano deixou o mosteiro de Luxeuil, foi eleito abade Santo Eustásio, um dos embaixadores que o rei Clotário enviara no ano 613 a Colombano para fazê-lo retornar à Itália. Ao passar pelo mosteiro de Agaune, Santo Eustásio travou conhecimento com Santo Amat ou Amado, religioso dessa célebre comunidade, à qual seu pai Heliodoro, nobre romano de Grenovel, o consagrara desde a infância. Havia três anos que levava vida solitária na cova de um rochedo. Eustásio persuadiu-o a acompanhá-lo a Luxeuil. Ao ter conhecimento do raro talento com que anunciava a palavra de Deus, enviou-o à Austrais pregar a fé e a penitência. No decurso das suas missões, Amado alojou-se em casa do fidalgo Romarico, que acabava de recuperar, sob Clotário, a grande cópia de bens que perdera sob Teodorico, por haver-se mostrado fiel a Teodeberto. Um dia, quando estavam à mesa, Romarico, pediu-lhe que pregasse a palavra da salvação. “Vede esse prato de prata?” indagou Amado. Quantos senhores, ou melhor, quantos escravos já teve e quantos ainda há de ter? Também não sereis mais seu escrevo do que seu senhor, já que só o possuis para conservá-lo? Ficai ciente, porém, que vos serão pedidas contas um dia. Pois está escrito: “Vosso ouro e vossa prata criarão ferrugem e a ferrugem que os consome servirá de testemunho contra vós. É por isso que o Senhor disse: “Desgraçados de vós, ricos, que já fostes consolados! Santo homem, respondeu Romarico, rogo-vos permaneçais alguns dias em minha casa, a fim de ensinar-me o que devo fazer; pois já se realizou em mim o que eu desejava havia muito tempo. Surpreende-me, observou Amado, que sendo tão nobre, tão rico e tão esclarecido, não conheçais o que o Salvador respondeu a um jovem desejoso de tornar-se seu discípulo: Vendei tudo quanto possuís e daí o produto aos pobres. Alguns dias depois, Romarico deu liberdade a seus escravos, uma parte de seus bens aos pobres, o resto ao mosteiro de Luxeuil, no qual se fez monge, juntamente com a maioria de seus antigos servos. Romarico, por sua vez, tornou-se servo de todos. Sentia-se atraído para as tarefas mais abjetas. Gostava de cultivar o jardim e, sobretudo, não cessava de aprender de cor os salmos. A conselho de Santo Amado e de Santo Eustásio mandou construir em terras dos Vosges, de que ainda não dispusera, um duplo mosteiro segundo as regras de São Colombano; um de mulheres, de maiores proporções, dedicado a São Pedro, e do qual Santa Mactefleda foi a primeira abadessa, e outro para homens, governado por Santo Amado, que, juntamente com Santo Romarico também foi encarregado da direção das religiosas. Como ao mosteiro dessas últimas afluísse grande número de religiosas, o santo abade nele estabeleceu a salmodia perpétua; para isso dividiu-as em sete coros, de doze religiosos casa um, a fim de que pudessem revesar-se para cantos e louvores a Deus, sem interrupção. Esse mosteiro, que então se chamava Habend, tomou mais tarde o nome de seu fundador, assim como a cidade que se formou à sua volta. Chamaram-no Remiremont, em alemão Rombsberg, isto é, montanha de Romarico. Os dois amigos tinham um terceiro, que fora antepassado de Carlos Magno; Arnulfo, a princípio primeiro senhor, primeiro ministro do reino da Austrásia, depois bispo de Metz; tendo este, finalmente, renunciado a todas as coisas profanas e distribuído seus bens aos pobres, recolheu-se, também pobre, à solidão que o amigo Romarico lhe preparara nos Vosges, não longe do seu mosteiro. Esse grande senhor, antepassado de tantos heróis e de tantos reis, servia com suas próprias mãos os monges e os lepreosos, limpava-lhes as sandálias, lavava-lhes os pés, fazia-lhes as camas e preparava-lhes a comida, enquanto sofria fome. Morreu na prática desses exercícios de humildade e caridade, no ano 640, entre as mãos de São Romarico, que o enterrou no seu mosteiro. Porém, no ano seguinte, São Goerico, acompanhado de dois outros bispos, Paulode Verdum e Theofroi de Toul, foi ao mosteiro, exumou os despojos de Arnulfo e trasladou-os para Metz, no dia 18 de junho, data na qual a Igreja lhe reverencia a memória. Entrementes, um monte intrigante, chamado Agrestino, indispusera Santo Amado e São Romarico contra Santo Eustásio, amigo de ambos. Bem depressa estes últimos perceberam que haviam sido enganados e repararam com redobrado fervor o erro cometido. Santo Amado, um ano antes da morte, mandou colocar na cama um saco cheio de cinzas, explicando que precisava fazer uma grande penitência para compensar algumas culpas que lhe pesavam. Depois de ter deitado na cinza e de cobrir-se com um cilício, confessou em voz alta todos os pecados na presença dos religiosos, Perseverou nas austeridades durante o ano inteiro e praticou várias outras mortificações, que de tão modo o extenuaram, que os ossos lhe furaram a pele. Morreu cerca do ano 627, e no seu túmulo, na entrada da Igreja da Virgem, foi gravado o seguinte epitáfio por ele próprio ditado: Homem de Deus que entrais neste santo lugar para orar, implorai a misericórdia divina para a alma de Amado, penitente, que aqui está sepultado, a fim de que, se a tibieza da minha penitência tiver deixado algumas dívidas dos meus pecados, vossa caridade e vossas orações me obtenham a inteira remissão. São Romarico que lhe sucedeu no cargo de abade, governou cerca de vinte e seis anos os monges e as religiosas de Remiremont, de acordo com a regra de Colombano, a que novamente obedeciam. De outro lado, os bispos que, influenciados pelas insinuações de Agrestino, se tinham declarado contra o instituto, finalmente lhe fizeram justiça e empenharam-se em estabelecê-lo em suas dioceses. A tempestade teve como único resultado fortalecê-lo cada vez mais. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 166 à 169) The post Santo Amado, Abade de Lorena, e seu amigo São Romarico appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-09-13

Quinta-feira, 13 de Setembro de 2018. Santo do dia: São João Crisóstomo, Bispo e Doutor da IgrejaCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Lucas 6, 27-38 Primeira leitura: Coríntios 8, 1-7.11-13Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: Irmãos: 1bO conhecimento incha, a caridade é que constrói. 2Se alguém acha que conhece bem alguma coisa, ainda não sabe como deveria saber. 3Mas se alguém ama a Deus, ele é conhecido por Deus! 4Quanto ao comer as carnes de animais sacrificados aos ídolos, nós sabemos que um ídolo não é nada no mundo, e que Deus é um só. 5É verdade que alguns são chamados deuses, no ceú ou na terra, e muita gente pensa que existem muitos deuses e muitos senhores. 6Para nós, porém, existe um só Deus, o Pai, de quem vêm todos os seres e para quem nós existimos. E, ainda, para nós, existe um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual tudo existe, e nós também existimos por ele. 7Mas nem todos têm esse conhecimento. De fato, alguns habituados, até ao presente, ao culto dos ídolos, comem da carne dos sacrifícios, como se ela fosse mesmo oferecida aos ídolos. E assim, a sua consciência, que é fraca, fica manchada. 11E então, por causa do teu conhecimento, perece o fraco, o irmão pelo qual Cristo morreu. 12Pecando, assim, contra os irmãos e ferindo a consciência deles, que é fraca, é contra Cristo que pecais. 13Por isso, se um alimento é ocasião de queda para meu irmão, nunca mais comerei carne, para não escandalizar meu irmão. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 138 (139) – Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos, percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos. R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor! – Fostes vós que me formastes as entranhas, e no seio de minha mãe vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! Que prodígio e maravilha as vossas obras! R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor! – Senhor, sondai-me, conhecei meu coração, examinai-me e provai meus pensamentos! Vede bem se não estou no mau caminho, e conduzi-me no caminho para a vida! R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 6, 27-38 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Se nós nos amarmos, irmãos, Deus vive unido conosco e, em nós, seu amor fica pleno! (1Jo 4,12); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 27A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, 28bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. 29Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. 30Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. 31O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. 32Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. 33E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. 34E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. 35Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. 36Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor The post Evangelho do dia 2018-09-13 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santo Amado, Abade De Lorena, E Seu Amigo São Romarico

Quando São Colombano deixou o mosteiro de Luxeuil, foi eleito abade Santo Eustásio, um dos embaixadores que o rei Clotário enviara no ano 613 a Colombano para fazê-lo retornar à Itália. Ao passar pelo mosteiro de Agaune, Santo Eustásio travou conhecimento com Santo Amat ou Amado, religioso dessa célebre comunidade, à qual seu pai Heliodoro, nobre romano de Grenovel, o consagrara desde a infância. Havia três anos que levava vida solitária na cova de um rochedo. Eustásio persuadiu-o a acompanhá-lo a Luxeuil. Ao ter conhecimento do raro talento com que anunciava a palavra de Deus, enviou-o à Austrais pregar a fé e a penitência. No decurso das suas missões, Amado alojou-se em casa do fidalgo Romarico, que acabava de recuperar, sob Clotário, a grande cópia de bens que perdera sob Teodorico, por haver-se mostrado fiel a Teodeberto. Um dia, quando estavam à mesa, Romarico, pediu-lhe que pregasse a palavra da salvação. “Vede esse prato de prata?” indagou Amado. Quantos senhores, ou melhor, quantos escravos já teve e quantos ainda há de ter? Também não sereis mais seu escrevo do que seu senhor, já que só o possuis para conservá-lo? Ficai ciente, porém, que vos serão pedidas contas um dia. Pois está escrito: “Vosso ouro e vossa prata criarão ferrugem e a ferrugem que os consome servirá de testemunho contra vós. É por isso que o Senhor disse: “Desgraçados de vós, ricos, que já fostes consolados! Santo homem, respondeu Romarico, rogo-vos permaneçais alguns dias em minha casa, a fim de ensinar-me o que devo fazer; pois já se realizou em mim o que eu desejava havia muito tempo. Surpreende-me, observou Amado, que sendo tão nobre, tão rico e tão esclarecido, não conheçais o que o Salvador respondeu a um jovem desejoso de tornar-se seu discípulo: Vendei tudo quanto possuís e daí o produto aos pobres. Alguns dias depois, Romarico deu liberdade a seus escravos, uma parte de seus bens aos pobres, o resto ao mosteiro de Luxeuil, no qual se fez monge, juntamente com a maioria de seus antigos servos. Romarico, por sua vez, tornou-se servo de todos. Sentia-se atraído para as tarefas mais abjetas. Gostava de cultivar o jardim e, sobretudo, não cessava de aprender de cor os salmos. A conselho de Santo Amado e de Santo Eustásio mandou construir em terras dos Vosges, de que ainda não dispusera, um duplo mosteiro segundo as regras de São Colombano; um de mulheres, de maiores proporções, dedicado a São Pedro, e do qual Santa Mactefleda foi a primeira abadessa, e outro para homens, governado por Santo Amado, que, juntamente com Santo Romarico também foi encarregado da direção das religiosas. Como ao mosteiro dessas últimas afluísse grande número de religiosas, o santo abade nele estabeleceu a salmodia perpétua; para isso dividiu-as em sete coros, de doze religiosos casa um, a fim de que pudessem revesar-se para cantos e louvores a Deus, sem interrupção. Esse mosteiro, que então se chamava Habend, tomou mais tarde o nome de seu fundador, assim como a cidade que se formou à sua volta. Chamaram-no Remiremont, em alemão Rombsberg, isto é, montanha de Romarico. Os dois amigos tinham um terceiro, que fora antepassado de Carlos Magno; Arnulfo, a princípio primeiro senhor, primeiro ministro do reino da Austrásia, depois bispo de Metz; tendo este, finalmente, renunciado a todas as coisas profanas e distribuído seus bens aos pobres, recolheu-se, também pobre, à solidão que o amigo Romarico lhe preparara nos Vosges, não longe do seu mosteiro. Esse grande senhor, antepassado de tantos heróis e de tantos reis, servia com suas próprias mãos os monges e os lepreosos, limpava-lhes as sandálias, lavava-lhes os pés, fazia-lhes as camas e preparava-lhes a comida, enquanto sofria fome. Morreu na prática desses exercícios de humildade e caridade, no ano 640, entre as mãos de São Romarico, que o enterrou no seu mosteiro. Porém, no ano seguinte, São Goerico, acompanhado de dois outros bispos, Paulode Verdum e Theofroi de Toul, foi ao mosteiro, exumou os despojos de Arnulfo e trasladou-os para Metz, no dia 18 de junho, data na qual a Igreja lhe reverencia a memória. Entrementes, um monte intrigante, chamado Agrestino, indispusera Santo Amado e São Romarico contra Santo Eustásio, amigo de ambos. Bem depressa estes últimos perceberam que haviam sido enganados e repararam com redobrado fervor o erro cometido. Santo Amado, um ano antes da morte, mandou colocar na cama um saco cheio de cinzas, explicando que precisava fazer uma grande penitência para compensar algumas culpas que lhe pesavam. Depois de ter deitado na cinza e de cobrir-se com um cilício, confessou em voz alta todos os pecados na presença dos religiosos, Perseverou nas austeridades durante o ano inteiro e praticou várias outras mortificações, que de tão modo o extenuaram, que os ossos lhe furaram a pele. Morreu cerca do ano 627, e no seu túmulo, na entrada da Igreja da Virgem, foi gravado o seguinte epitáfio por ele próprio ditado: Homem de Deus que entrais neste santo lugar para orar, implorai a misericórdia divina para a alma de Amado, penitente, que aqui está sepultado, a fim de que, se a tibieza da minha penitência tiver deixado algumas dívidas dos meus pecados, vossa caridade e vossas orações me obtenham a inteira remissão. São Romarico que lhe sucedeu no cargo de abade, governou cerca de vinte e seis anos os monges e as religiosas de Remiremont, de acordo com a regra de Colombano, a que novamente obedeciam. De outro lado, os bispos que, influenciados pelas insinuações de Agrestino, se tinham declarado contra o instituto, finalmente lhe fizeram justiça e empenharam-se em estabelecê-lo em suas dioceses. A tempestade teve como único resultado fortalecê-lo cada vez mais. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 166 à 169) The post Santo Amado, Abade de Lorena, e seu amigo São Romarico appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-09-13

Quinta-feira, 13 de Setembro de 2018. Santo do dia: São João Crisóstomo, Bispo e Doutor da IgrejaCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Lucas 6, 27-38 Primeira leitura: Coríntios 8, 1-7.11-13Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: Irmãos: 1bO conhecimento incha, a caridade é que constrói. 2Se alguém acha que conhece bem alguma coisa, ainda não sabe como deveria saber. 3Mas se alguém ama a Deus, ele é conhecido por Deus! 4Quanto ao comer as carnes de animais sacrificados aos ídolos, nós sabemos que um ídolo não é nada no mundo, e que Deus é um só. 5É verdade que alguns são chamados deuses, no ceú ou na terra, e muita gente pensa que existem muitos deuses e muitos senhores. 6Para nós, porém, existe um só Deus, o Pai, de quem vêm todos os seres e para quem nós existimos. E, ainda, para nós, existe um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual tudo existe, e nós também existimos por ele. 7Mas nem todos têm esse conhecimento. De fato, alguns habituados, até ao presente, ao culto dos ídolos, comem da carne dos sacrifícios, como se ela fosse mesmo oferecida aos ídolos. E assim, a sua consciência, que é fraca, fica manchada. 11E então, por causa do teu conhecimento, perece o fraco, o irmão pelo qual Cristo morreu. 12Pecando, assim, contra os irmãos e ferindo a consciência deles, que é fraca, é contra Cristo que pecais. 13Por isso, se um alimento é ocasião de queda para meu irmão, nunca mais comerei carne, para não escandalizar meu irmão. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 138 (139) – Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos, percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos. R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor! – Fostes vós que me formastes as entranhas, e no seio de minha mãe vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! Que prodígio e maravilha as vossas obras! R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor! – Senhor, sondai-me, conhecei meu coração, examinai-me e provai meus pensamentos! Vede bem se não estou no mau caminho, e conduzi-me no caminho para a vida! R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 6, 27-38 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Se nós nos amarmos, irmãos, Deus vive unido conosco e, em nós, seu amor fica pleno! (1Jo 4,12); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 27A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, 28bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. 29Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. 30Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. 31O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. 32Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. 33E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. 34E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. 35Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. 36Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor The post Evangelho do dia 2018-09-13 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-09-13

Quinta-feira, 13 de Setembro de 2018. Santo do dia: São João Crisóstomo, Bispo e Doutor da IgrejaCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Lucas 6, 27-38 Primeira leitura: Coríntios 8, 1-7.11-13Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: Irmãos: 1bO conhecimento incha, a caridade é que constrói. 2Se alguém acha que conhece bem alguma coisa, ainda não sabe como deveria saber. 3Mas se alguém ama a Deus, ele é conhecido por Deus! 4Quanto ao comer as carnes de animais sacrificados aos ídolos, nós sabemos que um ídolo não é nada no mundo, e que Deus é um só. 5É verdade que alguns são chamados deuses, no ceú ou na terra, e muita gente pensa que existem muitos deuses e muitos senhores. 6Para nós, porém, existe um só Deus, o Pai, de quem vêm todos os seres e para quem nós existimos. E, ainda, para nós, existe um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual tudo existe, e nós também existimos por ele. 7Mas nem todos têm esse conhecimento. De fato, alguns habituados, até ao presente, ao culto dos ídolos, comem da carne dos sacrifícios, como se ela fosse mesmo oferecida aos ídolos. E assim, a sua consciência, que é fraca, fica manchada. 11E então, por causa do teu conhecimento, perece o fraco, o irmão pelo qual Cristo morreu. 12Pecando, assim, contra os irmãos e ferindo a consciência deles, que é fraca, é contra Cristo que pecais. 13Por isso, se um alimento é ocasião de queda para meu irmão, nunca mais comerei carne, para não escandalizar meu irmão. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 138 (139) – Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos, percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos. R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor! – Fostes vós que me formastes as entranhas, e no seio de minha mãe vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! Que prodígio e maravilha as vossas obras! R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor! – Senhor, sondai-me, conhecei meu coração, examinai-me e provai meus pensamentos! Vede bem se não estou no mau caminho, e conduzi-me no caminho para a vida! R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 6, 27-38 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Se nós nos amarmos, irmãos, Deus vive unido conosco e, em nós, seu amor fica pleno! (1Jo 4,12); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 27A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, 28bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. 29Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. 30Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. 31O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. 32Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. 33E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. 34E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. 35Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. 36Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor The post Evangelho do dia 2018-09-13 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho