Evangelho Do Dia 2018-08-14

Terça-feira, 14 de Agosto de 2018. Santo do dia: São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártirCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São Mateus 18, 1-5.10.12-14 Primeira leitura: Ezequiel 2, 8-3, 4Leitura da profecia de Ezequiel: Assim fala o Senhor: 8“Quanto a ti, Filho do homem, escuta o que eu te digo: não sejas rebelde como esse bando de rebeldes. Abre a boca e come o que eu te vou dar”. 9Eu olhei e vi uma mão estendida para mim e, na mão, um livro enrolado. Desenrolou-o diante de mim; estava escrito na frente e no verso e nele havia cantos fúnebres, lamentações e ais. 3,1Ele me disse: “Filho do homem, come o que tens diante de ti! Come este rolo e vai falar aos filhos de Israel”. 2Eu abri a boca, e ele fez-me comer o rolo. 3Depois, disse-me: “Filho do homem, alimenta teu ventre e sacia as entranhas com este rolo que eu te dou”. Eu o comi, e era doce como mel em minha boca. 4Ele disse-me então: “Filho do homem, vai! Dirige-te à casa de Israel e fala-lhes com as minhas palavras”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 118 (119) – Seguindo vossa lei, me rejubilo muito mais do que em todas as riquezas. R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor! – Minha alegria é a vossa aliança, meus conselheiros são os vossos mandamentos. R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor! – A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata. R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor! – Como é doce ao paladar vossa palavra, muito mais doce do que o mel na minha boca! R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor! – Vossa palavra é minha herança para sempre, porque ela é que me alegra o coração! R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor! – Abro a boca e aspiro largamente, pois estou ávido de vossos mandamentos. R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 18, 1-5.10.12-14 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim, que sou de coração humilde e manso! (Mt 11,29); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 1os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no reino dos céus?” 2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no reino dos céus. 4Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. 5E quem recebe em meu nome uma criança como esta é a mim que recebe. 10Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. 12Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas para procurar aquela que se perdeu? 13Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. 14Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Clemente de Alexandria, teólogo«O Pedagogo», I, 53-56; SC 70 «Não é da vontade de meu Pai que está nos Céus que se perca um só destes pequeninos» A Escritura chama-nos a todos crianças; quando decidimos seguir a Cristo recebemos o nome de «pequeninos» (Mt 18,3; 19,13; Jo 21,5). […] Quem é então o nosso educador, o pedagogo que nos ensina, a nós, os pequeninos? Chama-Se Jesus, dá a Si mesmo o nome de pastor e diz que é «o bom pastor» (Jo 10,11). Ele estabelece uma comparação entre os pastores que guiam as suas ovelhas e Ele próprio, o pedagogo que orienta as crianças, o pastor cheio de solicitude pelos pequeninos, que, na sua simplicidade, são comparados a ovelhas. «Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco e também tenho de as conduzir […], e haverá um só rebanho e um só Pastor» (Jo 10,16). O nosso pedagogo é, naturalmente, o Verbo, a Palavra de Deus, que nos conduz à salvação. Foi o que Ele disse claramente pelas palavras do profeta Oseias: «Eu sou o vosso educador» (5,2 LXX). A sua pedagogia é a religião: ela ensina-nos o serviço de Deus, orienta-nos para o conhecimento da verdade, conduz-nos ao céu. […] O navegador dirige o barco com a intenção de levar os seus passageiros a bom porto; do mesmo modo, devido à sua solicitude por nós, o nosso pedagogo indica aos filhos de Deus o modo de vida que conduz à salvação. […] Aquele que nos conduz é, pois, o Deus santo, Jesus, a Palavra de Deus, guia de toda a humanidade; é o próprio Deus que nos conduz, no seu amor por nós. […] No Êxodo, o Espírito Santo diz a seu respeito: «Encontrou-o numa região deserta, nas solidões ululantes e selvagens; protegeu-o e velou por ele. Guardou-o como a menina dos seus olhos. Como a águia vela pelo seu ninho, Ele paira sobre as suas aguiazinhas; estende as asas para as recolher e leva-as sobre as suas penas robustas. Só o Senhor o dirige» (Dt 32,10-12). Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-08-14

Terça-feira, 14 de Agosto de 2018. Santo do dia: São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártirCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São Mateus 18, 1-5.10.12-14 Primeira leitura: Ezequiel 2, 8-3, 4Leitura da profecia de Ezequiel: Assim fala o Senhor: 8“Quanto a ti, Filho do homem, escuta o que eu te digo: não sejas rebelde como esse bando de rebeldes. Abre a boca e come o que eu te vou dar”. 9Eu olhei e vi uma mão estendida para mim e, na mão, um livro enrolado. Desenrolou-o diante de mim; estava escrito na frente e no verso e nele havia cantos fúnebres, lamentações e ais. 3,1Ele me disse: “Filho do homem, come o que tens diante de ti! Come este rolo e vai falar aos filhos de Israel”. 2Eu abri a boca, e ele fez-me comer o rolo. 3Depois, disse-me: “Filho do homem, alimenta teu ventre e sacia as entranhas com este rolo que eu te dou”. Eu o comi, e era doce como mel em minha boca. 4Ele disse-me então: “Filho do homem, vai! Dirige-te à casa de Israel e fala-lhes com as minhas palavras”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 118 (119) – Seguindo vossa lei, me rejubilo muito mais do que em todas as riquezas. R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor! – Minha alegria é a vossa aliança, meus conselheiros são os vossos mandamentos. R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor! – A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata. R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor! – Como é doce ao paladar vossa palavra, muito mais doce do que o mel na minha boca! R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor! – Vossa palavra é minha herança para sempre, porque ela é que me alegra o coração! R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor! – Abro a boca e aspiro largamente, pois estou ávido de vossos mandamentos. R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 18, 1-5.10.12-14 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim, que sou de coração humilde e manso! (Mt 11,29); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 1os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no reino dos céus?” 2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no reino dos céus. 4Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. 5E quem recebe em meu nome uma criança como esta é a mim que recebe. 10Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. 12Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas para procurar aquela que se perdeu? 13Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. 14Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Clemente de Alexandria, teólogo«O Pedagogo», I, 53-56; SC 70 «Não é da vontade de meu Pai que está nos Céus que se perca um só destes pequeninos» A Escritura chama-nos a todos crianças; quando decidimos seguir a Cristo recebemos o nome de «pequeninos» (Mt 18,3; 19,13; Jo 21,5). […] Quem é então o nosso educador, o pedagogo que nos ensina, a nós, os pequeninos? Chama-Se Jesus, dá a Si mesmo o nome de pastor e diz que é «o bom pastor» (Jo 10,11). Ele estabelece uma comparação entre os pastores que guiam as suas ovelhas e Ele próprio, o pedagogo que orienta as crianças, o pastor cheio de solicitude pelos pequeninos, que, na sua simplicidade, são comparados a ovelhas. «Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco e também tenho de as conduzir […], e haverá um só rebanho e um só Pastor» (Jo 10,16). O nosso pedagogo é, naturalmente, o Verbo, a Palavra de Deus, que nos conduz à salvação. Foi o que Ele disse claramente pelas palavras do profeta Oseias: «Eu sou o vosso educador» (5,2 LXX). A sua pedagogia é a religião: ela ensina-nos o serviço de Deus, orienta-nos para o conhecimento da verdade, conduz-nos ao céu. […] O navegador dirige o barco com a intenção de levar os seus passageiros a bom porto; do mesmo modo, devido à sua solicitude por nós, o nosso pedagogo indica aos filhos de Deus o modo de vida que conduz à salvação. […] Aquele que nos conduz é, pois, o Deus santo, Jesus, a Palavra de Deus, guia de toda a humanidade; é o próprio Deus que nos conduz, no seu amor por nós. […] No Êxodo, o Espírito Santo diz a seu respeito: «Encontrou-o numa região deserta, nas solidões ululantes e selvagens; protegeu-o e velou por ele. Guardou-o como a menina dos seus olhos. Como a águia vela pelo seu ninho, Ele paira sobre as suas aguiazinhas; estende as asas para as recolher e leva-as sobre as suas penas robustas. Só o Senhor o dirige» (Dt 32,10-12). Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-08-14

Terça-feira, 14 de Agosto de 2018. Santo do dia: São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártirCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São Mateus 18, 1-5.10.12-14 Primeira leitura: Ezequiel 2, 8-3, 4Leitura da profecia de Ezequiel: Assim fala o Senhor: 8“Quanto a ti, Filho do homem, escuta o que eu te digo: não sejas rebelde como esse bando de rebeldes. Abre a boca e come o que eu te vou dar”. 9Eu olhei e vi uma mão estendida para mim e, na mão, um livro enrolado. Desenrolou-o diante de mim; estava escrito na frente e no verso e nele havia cantos fúnebres, lamentações e ais. 3,1Ele me disse: “Filho do homem, come o que tens diante de ti! Come este rolo e vai falar aos filhos de Israel”. 2Eu abri a boca, e ele fez-me comer o rolo. 3Depois, disse-me: “Filho do homem, alimenta teu ventre e sacia as entranhas com este rolo que eu te dou”. Eu o comi, e era doce como mel em minha boca. 4Ele disse-me então: “Filho do homem, vai! Dirige-te à casa de Israel e fala-lhes com as minhas palavras”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 118 (119) – Seguindo vossa lei, me rejubilo muito mais do que em todas as riquezas. R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor! – Minha alegria é a vossa aliança, meus conselheiros são os vossos mandamentos. R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor! – A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata. R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor! – Como é doce ao paladar vossa palavra, muito mais doce do que o mel na minha boca! R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor! – Vossa palavra é minha herança para sempre, porque ela é que me alegra o coração! R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor! – Abro a boca e aspiro largamente, pois estou ávido de vossos mandamentos. R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 18, 1-5.10.12-14 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim, que sou de coração humilde e manso! (Mt 11,29); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 1os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no reino dos céus?” 2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no reino dos céus. 4Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. 5E quem recebe em meu nome uma criança como esta é a mim que recebe. 10Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. 12Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas para procurar aquela que se perdeu? 13Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. 14Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Clemente de Alexandria, teólogo«O Pedagogo», I, 53-56; SC 70 «Não é da vontade de meu Pai que está nos Céus que se perca um só destes pequeninos» A Escritura chama-nos a todos crianças; quando decidimos seguir a Cristo recebemos o nome de «pequeninos» (Mt 18,3; 19,13; Jo 21,5). […] Quem é então o nosso educador, o pedagogo que nos ensina, a nós, os pequeninos? Chama-Se Jesus, dá a Si mesmo o nome de pastor e diz que é «o bom pastor» (Jo 10,11). Ele estabelece uma comparação entre os pastores que guiam as suas ovelhas e Ele próprio, o pedagogo que orienta as crianças, o pastor cheio de solicitude pelos pequeninos, que, na sua simplicidade, são comparados a ovelhas. «Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco e também tenho de as conduzir […], e haverá um só rebanho e um só Pastor» (Jo 10,16). O nosso pedagogo é, naturalmente, o Verbo, a Palavra de Deus, que nos conduz à salvação. Foi o que Ele disse claramente pelas palavras do profeta Oseias: «Eu sou o vosso educador» (5,2 LXX). A sua pedagogia é a religião: ela ensina-nos o serviço de Deus, orienta-nos para o conhecimento da verdade, conduz-nos ao céu. […] O navegador dirige o barco com a intenção de levar os seus passageiros a bom porto; do mesmo modo, devido à sua solicitude por nós, o nosso pedagogo indica aos filhos de Deus o modo de vida que conduz à salvação. […] Aquele que nos conduz é, pois, o Deus santo, Jesus, a Palavra de Deus, guia de toda a humanidade; é o próprio Deus que nos conduz, no seu amor por nós. […] No Êxodo, o Espírito Santo diz a seu respeito: «Encontrou-o numa região deserta, nas solidões ululantes e selvagens; protegeu-o e velou por ele. Guardou-o como a menina dos seus olhos. Como a águia vela pelo seu ninho, Ele paira sobre as suas aguiazinhas; estende as asas para as recolher e leva-as sobre as suas penas robustas. Só o Senhor o dirige» (Dt 32,10-12). Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
São Maximiliano Maria Kolbe: O Cavaleiro Da Imaculada

Um santo para nossos dias: utilizando os progressos técnicos a serviço da Fé, montou um portentoso apostolado pela imprensa para difundir a devoção a Maria. E ainda morreu mártir da caridade, como sempre desejou Irmã Juliane Vasconcelos Almeida Campos, EP Sobre a trágica morte de São Maximiliano Kolbe no campo de extermínio de Auschwitz, muito se sabe e se comenta. Menos conhecida, entretanto, é sua existência cheia de inteligentes e ousados empreendimentos apostólicos, fruto de um espírito de grandes horizontes iluminado por entranhada devoção à Virgem Santíssima. Talis vita, finis ita,1 diz um conhecido adágio romano. Se Maximiliano teve, no fim da sua existência, o heroico gesto que o conduziria ao martírio, foi porque Maria Imaculada o inspirou. E ele soube corresponder inteiramente, já desde menino, a tão bela e elevada vocação. Nascido na era do progresso A Polônia dos anos finais do século XIX e iniciais do XX, como toda a Europa e a América, achava-se em plena prosperidade material. A sociedade de então se deliciava na euforia e no esplendor da Belle Époque, na fartura e no conforto, mais preocupada com o gozo da vida do que com o que se relacionava com a Religião. O laicismo dominava as mentes e os costumes. Nesse contexto histórico, nasceu Raimundo Kolbe, em 8 de janeiro de 1894, na cidade polonesa de Zdu?ska Wola, recebendo no mesmo dia as águas batismais. Seus pais, Júlio Kolbe e Maria Dabrowska, eram lídimos cristãos e devotíssimos da Virgem Maria. De seus cinco filhos, dois faleceram quando ainda crianças, e os outros três abraçaram a vida religiosa. Uma visão que deu rumo à sua vida Criança muito viva e travessa, Raimundo recebeu certo dia uma repreensão de sua mãe que lhe marcou a vida: Um busto de São Maximiliano Kolbe encontra-se junto ao altar de Madonna del Miraccolo, lembrando que a foi celebrada sua primeira Missa – Altar de Madonna del Miraccolo, Igreja Sant’Andrea delle Fratte, Roma – Se aos dez anos você é tão mau menino, briguento e malcriado, como será mais tarde? Essas palavras calaram fundo na alma do pequeno. Ficou aflito e pensativo. Queria mudar de vida e recorreu a Nossa Senhora. Ajoelhado aos pés de uma bela imagem da igreja paroquial, perguntou-Lhe: – Que vai acontecer comigo? Qual não foi sua surpresa, quando lhe apareceu a Mãe de Deus, trazendo em Suas mãos duas coroas, uma branca e outra vermelha. Sorrindo maternalmente, perguntou-lhe qual escolhia. A branca significava que perseveraria na castidade e a vermelha, que seria mártir. Grande alma, ele escolheu as duas. A vocação religiosa Nasceu-lhe, então, por graça da Imaculada, a vocação religiosa. Decidiu ser capuchinho franciscano, e aos 14 anos começou os estudos em ?ód?, no seminário menor dos frades conventuais, junto com seu irmão Francisco. Aos 16 anos, foi admitido no noviciado, escolhendo o nome de Maximiliano, em honra do grande mártir africano. Quiçá pensasse já em seu futuro… No ano seguinte, pronunciou os votos simples. Por sua privilegiada inteligência, decidiram os superiores mandá-lo para a Cidade Eterna, a fim de continuar os estudos no Colégio Seráfico Internacional, dos franciscanos, e em seguida cursar filosofia na famosa Universidade Gregoriana. Ouvindo falar das especiais dificuldades que havia para se manter a pureza na Roma de então, o jovem frade pediu para não ir. Mas, em nome da santa obediência, partiu para a Capital da Cristandade onde, além de completar seus estudos, fez sua profissão solene a 1 de novembro de 1914, acrescentando ao seu nome religioso o de Maria, a Virgem Imaculada. Começam os anos de luta Em Roma, Maximiliano chocou-se com a insolência com que os inimigos da Igreja a atacavam, sem a proporcionada reação dos católicos. Resolveu então entrar na luta antes mesmo de receber a ordenação presbiteral. Reunindo em torno de si seis condiscípulos, fundou em 1917 a associação apostólica Milícia de Maria Imaculada, cujos estatutos começavam por declarar seus objetivos: a conversão dos pecadores, inclusive dos inimigos da Igreja, e a santificação de todos os seus membros, sob a proteção de Maria Imaculada. Nela aceitou apenas jovens destemidos e verdadeiramente dispostos a acompanhá- lo nessa empresa, com o título de Cavaleiros de Vanguarda. Sua sede de almas ficou gravada nas atas de sua ordenação sacerdotal, que se deu em 28 de abril de 1918. Na manhã seguinte, quis celebrar sua primeira Missa no altar da Madonna del Miraccolo, na igreja de Sant’Andrea delle Fratte, porque aí se dera o célebre episódio com Afonso Maria Ratisbonne: ante a aparição da Santíssima Virgem, ajoelhara-se judeu e levantara católico, numa conversão miraculosa e instantânea, em 1842. E na agenda das Missas de seus primeiros dias de sacerdote, o padre Kolbe escreveu que queria celebrar o Santo Sacrifício para “impetrar a conversão dos pecadores e a graça de ser apóstolo e mártir”.2 Progresso a serviço da Fé Voltando à Polônia em 1919, esteve internado em um sanatório devido a sérios problemas de saúde. Tão logo se restabeleceu, fundou o jornal mensal da sua associação – Cavaleiro da Imaculada – pondo o progresso técnico do seu tempo em matéria gráfica, a serviço da Fé. Na véspera do lançamento, reuniu os operários, colaboradores e redatores – ao todo 327 pessoas -, e passaram o dia em jejum e oração. Nessa noite, foi organizada uma grande vigília de Adoração ao Santíssimo Sacramento e de oração à Santíssima Virgem, para que abençoassem esse empreendimento. Na noite seguinte, as rotativas imprimiram o primeiro número do jornal, “filho” dessas orações. Um grande impulso à sua obra ocorreu em 1927, quando o príncipe João Drucko-Lubecki cedeu ao padre Maximiliano um terreno situado a 40 quilômetros de Varsóvia. Aí, homem de grandes horizontes, começou ele a construir uma Niepokalanów – Cidade de Maria. Planejava a edificação de um enorme convento e novas instalações de sua obra de imprensa. Com que dinheiro? “Maria proverá – dizia o santo varão – este é um negócio dEla e de seu Filho!”. E não foi defraudado em sua confiança. Em 1939, o jornal tinha
Evangelho Do Dia 2018-08-13

Segunda-feira, 13 de Agosto de 2018. Santo do dia: Santos Ponciano, Papa e Hipólito, poresbítero e mártiresCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 17, 22-27 Primeira leitura: Ezequiel 1, 2-5.24-28Leitura da profecia de Ezequiel: 2No dia cinco do mês – esse era o quinto ano do exílio do rei Joaquim –, 3a palavra do Senhor foi dirigida a Ezequiel, filho do sacerdote Buzi, na terra dos caldeus, junto ao rio Cobar. Foi ali que a mão do Senhor esteve sobre ele. 4Eu vi que um vento impetuoso vinha do norte, uma grande nuvem envolta em claridade e relâmpagos; no meio brilhava algo como se fosse ouro incandescente. 5No centro aparecia a figura de quatro seres vivos. Este era o seu aspecto: cada um tinha a figura de homem. 24E eu ouvi o rumor de suas asas: era como um estrondo de muitas águas, como a voz do Poderoso. Quando se moviam, o seu ruído era como o barulho de um acampamento; quando paravam, eles deixavam pender as asas. 25O ruído vinha de cima do firmamento, que estava sobre suas cabeças. 26Acima do firmamento que estava sobre as cabeças havia algo parecido com safira, uma espécie de trono, e sobre essa espécie de trono, bem no alto, uma figura com aparência humana. 27E eu vi como que um brilho de ouro incandescente, envolvendo essa figura como se fosse fogo, acima daquilo que parecia ser a cintura; abaixo daquilo que parecia ser a cintura, vi algo como fogo e, em sua volta, um círculo luminoso. 28Esse círculo luminoso tinha o mesmo aspecto do arco-íris, que se forma nas nuvens em dia de chuva. Tal era a aparência visível da glória do Senhor. Ao vê-la, caí com o rosto no chão. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 148 – Louvai o Senhor Deus nos altos céus, louvai-o no excelso firmamento! Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, louvai-o, legiões celestiais! R: Da vossa glória estão cheios o céu e a terra. – Reis da terra, povos todos, bendizei-o, e vós, príncipes e todos os juízes; e vós, jovens, e vós, moças e rapazes, anciãos e criancinhas, bendizei-o! R: Da vossa glória estão cheios o céu e a terra. – Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos, porque somente o seu nome é excelso! A majestade e esplendor de sua glória ultrapassam em grandeza o céu e a terra. R: Da vossa glória estão cheios o céu e a terra. – Ele exaltou seu povo eleito em poderio, ele é o motivo de louvor para os seus santos. É um hino para os filhos de Israel, este povo que ele ama e lhe pertence. R: Da vossa glória estão cheios o céu e a terra. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 17, 22-27 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Pelo evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo (2Ts 2,14); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 22quando Jesus e os seus discípulos estavam reunidos na Galileia, ele lhes disse: “O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens. 23Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará”. E os discípulos ficaram muito tristes. 24Quando chegaram a Cafarnaum, os cobradores do imposto do templo aproximaram-se de Pedro e perguntaram: “O vosso mestre não paga o imposto do templo?” 25Pedro respondeu: “Sim, paga”. Ao entrar em casa, Jesus adiantou-se e perguntou: “Simão, que te parece: os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem, dos filhos ou dos estranhos?” 26Pedro respondeu: “Dos estranhos!” Então Jesus disse: “Logo os filhos são livres. 27Mas, para não escandalizar essa gente, vai ao mar, lança o anzol e abre a boca do primeiro peixe que tu pescares. Ali tu encontrarás uma moeda; pega então a moeda e vai entregá-la a eles, por mim e por ti”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santo Ambrósio, Bispo e Doutor da IgrejaCarta 35, a Oronciano, 6; 13 (trad. Breviário, Ofício de Leitura de quarta-feira da V semana do Tempo Comum, rev.) «Os filhos estão isentos» Como diz o Apóstolo [Paulo], […] toda a criação — agora submetida à caducidade deste mundo, não por sua vontade, mas na esperança de ser libertada — aguarda ansiosamente «a manifestação dos filhos de Deus» e espera de Cristo a graça de ser ajudada a cumprir a sua função, até ser também ela «liberta da corrupção» e admitida a tomar parte na «gloriosa liberdade dos filhos de Deus»; de modo que, ao revelar-se esta glória, seja uma e mesma a liberdade das criaturas e a dos filhos de Deus. Entretanto, enquanto esta manifestação é adiada, toda a criação geme na expectativa da glória da nossa adoção e redenção (Rom 8,19-23). […] No seu sentido imediato, isto quer dizer que os que têm as primícias do Espírito (Rom 8,9-14) gemem na expectativa da adoção filial, que é a redenção de todo o homem. Esta adoção filial terá a sua realização perfeita quando todo aquele que tem as primícias do Espírito, como filho adotivo de Deus, chegar a ver finalmente face a face o Bem divino e eterno. De facto, a Igreja do Senhor possui desde já a adoção filial, por meio do Espírito que nela clama: «Abbá, Pai» (Rom 8,15). […] Mas só será perfeita quando ressuscitarem para a vida incorruptível e gloriosa todos aqueles que mereceram ver a face de Deus; então sim, a natureza humana terá alcançado a verdadeira e plena redenção. Por issoafirma o Apóstolo, cheio de confiança: «Fomos salvos na esperança» (Rom 8,24). De facto, a esperança também nos salva, como a fé, da qual se disse: «A tua fé te salvou» (Mc 5,34). Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
São Máximo De Constantinopla, Monge E Mártir

Nasceu em Constantinopla, pelo ano 580, de uma antiga nobreza e seus pais tinham poucas pessoas acima deles. Fizeram-no batizar ainda pequenino e educaram tão bem, que se tornou um dos homens mais sábios do século, Sua capacidade era tanto mais notável, quanto o cobria uma grande modéstia. O Imperador Heráclio, colocou-o contra vontade a seu serviço e o fez o primeiro de seus secretários. Mas o amor do retiro e também o início da nova heresia obrigaram-no a deixar a corte e a se encerrar no mosteiro de Crisópolis, perto de Calcedônia. Depois de aí ter praticado exatamente as regras, foi eleito abade. O temor dos bárbaros, isto é, dos persas e dos árabes, que mantinham o Oriente sempre alarmado, fê-lo passar ao Ocidente e ele se deteve na África. Escreveu grande número de cartas, opúsculos e tratados sobre os principais artigos da fé e da piedade cristã, cinco diálogos, por muito tempo atribuídos a Santo Atanásio, os dois primeiros entre um ortodoxo e um anomeano, sobre a divindade consubstancial do Filho; o terceiro entre um ortodoxo e um macedônio, sobre a divindade do Espírito Santo, o quarto e o quinto, entre um ortodoxo e um apolinarista, sobre que o Filho de Deus realmente se fez homem, tomando uma alma racional de um corpo humano como os nossos. Quanto à moral e à piedade cristãs, eis como lhe põe o fundo misterioso, numa carta ao Padre Talássio superior dos monges. Há três dias que atraem o homem, ou melhor, para os quais se dirige livremente: Deus, a natureza e o mundo. Cada um, atraindo-o, desliga-o, dos dois outros, transforma-o em si e o faz tornar-se por inclinação, o que ele mesmo é por natureza. Se é Deus que o leva, ele o faz tornar-se deus por participação, concede-lhe por sua graça uma deificação sobrenatural e o desliga assim perfeitamente da natureza e do mundo, Se é a natureza que o leva, ela mostra-o só homem da natureza, certo meio entre Deus e o mundo, que não participa voluntariamente, nem de um nem de outro. Se é o mundo que o arrasta, faz dele um bruto, isto é, da carne somente, inspirando-lhe ambições que o afastam da natureza e de Deus e o ensina a fazer coisas contra a natureza. Os dois extremos, isto é, deus e o mundo, desligam então um do outro, como também do meio ou da natureza. Se o meio ou a natureza somente o sobrepujam, ela afasta o homem igualmente dos dois extremos, não lhe permitindo bem se elevar até Deus, nem se abater até o mundo, Desde que o homem se prende voluntariamente a uma dessas três coisas, sua ação muda imediatamente com ele e ele mesmo chama-se diferentemente, ou carnal, ou animal ou espiritual. O caráter distintivo do homem carnal é só saber fazer o mal; do homem animal, não querer nem fazer o mal, sem o suportar. Do homem espiritual querer fazer só o bem e sofrer corajosamente, pela virtude, todas as espécies de males. A isso São Máximo induz o hegumeno Talássio. Todas as suas obras de piedade e de moral tem por fim elevar assim o homem da vida carnal e brutal à vida humanamente racional e, da vida puramente humana à vida sobrenatural e divina. Esses são os setenta e um capítulos ou resumos, nos quais, sobre diversos assuntos de teologia, de filosofia, de moral, de literatura, reúne as sentenças mais notáveis da Escritura Santa, dos Padres da Igreja e mesmo dos personagens mais ilustres do paganismo. A sabedoria pagã serve-se disso, como de introdução para a sabedoria cristã. (…) São Máximo, bem como o Papa São Martinho, foi perseguido, aprisionado, exilado e martirizado, pela fé católica, pelo imperador grego Constante II. Eis como terminaram os sofrimentos de São Máximo e de seus dois discípulos chamados ambos Anastácio dos quais um tinha sido apocrisiário ou núncio do Papa. A 14 de Setembro de 656, depois de longo interrogatório, o cônsul Teodósio tomou São Máximo e o mandou com soldados a Selimbria. Aí ficaram dois dias, até que um dos soldados foi ao acampamento dizer a todo o exército que se insurgisse contra São Máximo. O monge que blasfema contra a Mãe de Deus vem aqui. Mas o comandante, tocado por Deus, mandou a ele os chefes das companhias, as insígnias, os padres e os diáconos. São Máximo, vendo-os, pôs-se de joelhos. Eles fizeram o mesmo; depois sentaram-se e o fizeram sentar. Então um venerável ancião disse-lhe com grande respeito: Meu pai, escandalizaram-nos, dizendo que vós não chamais de Mãe de Deus à Santa Virgem. Por isso, eu vos rogo, pela Santa Trindade, que nos digais a verdade, para que não sejamos escandalizados injustamente. São Máximo pôs-se de joelhos, ergueu0se e estendendo as mãos para o céu, disse com lágrimas: Todo aquele que não diz que Nossa Senhora, a mui santa Virgem, foi verdadeiramente Mãe de Deus, Criador do céu e da terra, seja anatematizado, pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo, e por todas as virtudes celestes, os apóstolos, os profetas, os mártires e todos os santos, agora e sempre, e em todos os séculos dos séculos, Amém. Então os presentes disseram, chorando: “Meu Pai! Queira Deus dar-vos a força de terminar dignamente vossa carreira”. Depois, falaram com palavras tão edificantes, que os soldados se reuniam em massa para os ouvir. Mas um dos guardas do general, vendo que seu número crescia sempre e que censuravam a maneira como se tratava o santo velho, mandou retirá-lo e o colocar a duas milhas do acampamento, até que o levassem a Perbére. Os clérigos do exército seguiram-no a pé por duas milhas e tendo-se despedido dele, puseram-no a cavalo com suas próprias mãos. Levaram-no a Perbére, onde o colocaram numa prisão. Algum tempo depois, levaram-no a Constantinopla com seu discípulo, o monge Anastácio e se reuniu contra ele um concílio onde eles foram anatematizados ambos, com o Papa São Martinho, São Sofrônio de Jerusalem e todos os seus partidários,
Evangelho Do Dia 2018-08-12

Domingo, 12 de Agosto de 2018. Santo do dia: Santa Francisca Joana de Chantal, religiosaCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São João 6, 41-51 Primeira leitura: Reis 19, 4-8Leitura do primeiro livro dos Reis: Naqueles dias, 4Elias entrou deserto adentro e caminhou o dia todo. Sentou-se finalmente debaixo de um junípero e pediu para si a morte, dizendo: “Agora basta, Senhor! Tira a minha vida, pois não sou melhor que meus pais”. 5E, deitando-se no chão, adormeceu à sombra do junípero. De repente, um anjo tocou-o e disse: “Levanta-te e come!” 6Ele abriu os olhos e viu junto à sua cabeça um pão assado debaixo da cinza e um jarro de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir. 7Mas o anjo do Senhor veio pela segunda vez, tocou-o e disse: “Levanta-te e come! Ainda tens um caminho longo a percorrer”. 8Elias levantou-se, comeu e bebeu, e, com a força desse alimento, andou quarenta dias e quarenta noites até chegar ao Horeb, o monte de Deus. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 33 (34) – Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem! R: Provai e vede quão suave é o Senhor! – Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu e de todos os temores me livrou. R: Provai e vede quão suave é o Senhor! – Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia. R: Provai e vede quão suave é o Senhor! – O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! R: Provai e vede quão suave é o Senhor! Segunda leitura: Efésios 4, 30-5, 2Leitura da carta de são Paulo aos Efésios: Irmãos, 30não contristeis o Espírito Santo, com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação. 31Toda amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda espécie de maldade. 32Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo. 5,1Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. 2Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 6, 41-51 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Eu sou o pão vivo, descido do céu; quem deste pão come sempre há de viver. Eu sou o pão vivo, descido do céu, amém, aleluia, aleluia! (Jo 6,51); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João: Naquele tempo, 41os judeus começaram a murmurar a respeito de Jesus, porque havia dito: “Eu sou o pão que desceu do céu”. 42Eles comentavam: “Não é este Jesus o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como então pode dizer que desceu do céu?” 43Jesus respondeu: “Não murmureis entre vós. 44Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45Está escrito nos profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído vem a mim. 46Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna. 48Eu sou o pão da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer nunca morrerá. 51Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Cirilo de Alexandria, Bispo e Doutor da IgrejaComentário ao evangelho de São Lucas, 22 «E o pão que Eu hei de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo» Como podia o homem, inexoravelmente preso à terra e submetido à morte, ter de novo acesso à imortalidade ? Era preciso que a sua carne se tornasse participante da força vivificadora que é Deus. Ora, a força vivificadora de Deus nosso Pai é a sua Palavra, é o Filho Único; foi Ele que Deus nos enviou como Salvador e Redentor. […] Se deitares um pedacinho de pão em azeite, água ou vinho, impregnar-se-á das propriedades destes. Se o ferro estiver em contacto com o fogo, será tomado pela energia deste e, ainda que de facto o ferro seja por natureza ferro somente, tornar-se-á semelhante ao fogo. Do mesmo modo, portanto, o Verbo vivificador de Deus, ao unir-Se à carne de que Se apropriou, tornou-a vivificadora. Com efeito, Ele disse: « Quem acredita tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida». E ainda: «Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei de dar é a minha carne […]. Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós». Assim, pois, ao comermos a carne de Cristo, Salvador de todos nós, e ao bebermos o seu sangue, temos em nós a vida, tornamo-nos um com Ele, e Ele permanece em nós. Ele tinha de vir até nós da maneira que convém a Deus, pelo Espírito Santo, e de integrar-Se de alguma forma nos nossos corpos, pela sua santa carne e pelo seu precioso sangue que, em benção vivificadora, recebemos no pão e no vinho. De facto […], Deus usou de condescendência para com a nossa fragilidade e pôs toda a força da sua
Evangelho Do Dia 2018-08-12

Domingo, 12 de Agosto de 2018. Santo do dia: Santa Francisca Joana de Chantal, religiosaCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São João 6, 41-51 Primeira leitura: Reis 19, 4-8Leitura do primeiro livro dos Reis: Naqueles dias, 4Elias entrou deserto adentro e caminhou o dia todo. Sentou-se finalmente debaixo de um junípero e pediu para si a morte, dizendo: “Agora basta, Senhor! Tira a minha vida, pois não sou melhor que meus pais”. 5E, deitando-se no chão, adormeceu à sombra do junípero. De repente, um anjo tocou-o e disse: “Levanta-te e come!” 6Ele abriu os olhos e viu junto à sua cabeça um pão assado debaixo da cinza e um jarro de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir. 7Mas o anjo do Senhor veio pela segunda vez, tocou-o e disse: “Levanta-te e come! Ainda tens um caminho longo a percorrer”. 8Elias levantou-se, comeu e bebeu, e, com a força desse alimento, andou quarenta dias e quarenta noites até chegar ao Horeb, o monte de Deus. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 33 (34) – Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem! R: Provai e vede quão suave é o Senhor! – Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu e de todos os temores me livrou. R: Provai e vede quão suave é o Senhor! – Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia. R: Provai e vede quão suave é o Senhor! – O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! R: Provai e vede quão suave é o Senhor! Segunda leitura: Efésios 4, 30-5, 2Leitura da carta de são Paulo aos Efésios: Irmãos, 30não contristeis o Espírito Santo, com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação. 31Toda amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda espécie de maldade. 32Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo. 5,1Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. 2Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 6, 41-51 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Eu sou o pão vivo, descido do céu; quem deste pão come sempre há de viver. Eu sou o pão vivo, descido do céu, amém, aleluia, aleluia! (Jo 6,51); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João: Naquele tempo, 41os judeus começaram a murmurar a respeito de Jesus, porque havia dito: “Eu sou o pão que desceu do céu”. 42Eles comentavam: “Não é este Jesus o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como então pode dizer que desceu do céu?” 43Jesus respondeu: “Não murmureis entre vós. 44Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45Está escrito nos profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído vem a mim. 46Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna. 48Eu sou o pão da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer nunca morrerá. 51Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Cirilo de Alexandria, Bispo e Doutor da IgrejaComentário ao evangelho de São Lucas, 22 «E o pão que Eu hei de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo» Como podia o homem, inexoravelmente preso à terra e submetido à morte, ter de novo acesso à imortalidade ? Era preciso que a sua carne se tornasse participante da força vivificadora que é Deus. Ora, a força vivificadora de Deus nosso Pai é a sua Palavra, é o Filho Único; foi Ele que Deus nos enviou como Salvador e Redentor. […] Se deitares um pedacinho de pão em azeite, água ou vinho, impregnar-se-á das propriedades destes. Se o ferro estiver em contacto com o fogo, será tomado pela energia deste e, ainda que de facto o ferro seja por natureza ferro somente, tornar-se-á semelhante ao fogo. Do mesmo modo, portanto, o Verbo vivificador de Deus, ao unir-Se à carne de que Se apropriou, tornou-a vivificadora. Com efeito, Ele disse: « Quem acredita tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida». E ainda: «Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei de dar é a minha carne […]. Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós». Assim, pois, ao comermos a carne de Cristo, Salvador de todos nós, e ao bebermos o seu sangue, temos em nós a vida, tornamo-nos um com Ele, e Ele permanece em nós. Ele tinha de vir até nós da maneira que convém a Deus, pelo Espírito Santo, e de integrar-Se de alguma forma nos nossos corpos, pela sua santa carne e pelo seu precioso sangue que, em benção vivificadora, recebemos no pão e no vinho. De facto […], Deus usou de condescendência para com a nossa fragilidade e pôs toda a força da sua
Santa Joana Francisca De Chantal

No ano de 1604, a pedido do parlamento de Borgonha, São Francisco de Sales pregava a quaresma em Dijon. No auditório estava seu amigo, o arcebispo de Bourges; ele notou, ainda, uma senhora que lhe tinha já sido mostrada numa visão, como devendo ajudá-lo na instalação de uma obra santa. Ao sair do púlpito, ele perguntou ao arcebispo se conhecia aquela pessoa. O amigo respondeu: É minha irmã, a baronesa de Chantal. Efetivamente era ela. Era filha de Benigno Frémiot, presidente do parlamento de Borgonha e de Margarida de Berbizy. Sua irmã, Margarida, esposa do conde de Effran; seu irmão, André, foi arcebispo de Bourges. Nasceu em Dijon a 28 de janeiro de 1572. Recebeu o nome de Joana no batismo e a ele acrescentou o de Francisca, na confirmação. Seu pai, enviuvando muito cedo, teve grande cuidado em sua educação: ninguém correspondeu melhor que Joana a tal cuidado; também o pai teve por ela uma ternura particular. Um herege permitiu-se diante dela falar contra a Santa Eucaristia; Joana, que tinha então somente cinco anos, censurou-o asperamente. Mais tarde recusou desposar um fidalgo muito rico, unicamente porque era calvinista. Quando chegou aos vinte anos, seu pai casou-a com o barão de Chantal, o mais velho da família de Rabutin. Era um oficial de vinte e sete anos, que servia com distinção e que Henrique IV honrava com seu favor. Pouco depois do casamento, levou a esposa ao castelo de Bourbilly, onde tinha sua residência ordinária e confiou-lhe o cuidado da casa. A primeira ordem que ela deu foi dizer todos os dias a missa e de a ela fazer todos os domésticos assistir e instruí-los com cuidado, ocupá-los com discrição e ajudá-los com caridade em suas necessidades. Ela pôs em seus afazeres toda a ordem que exigia uma longa negligência, que antes se tivera. Nas festas e nos domingos ouvia a missa na paróquia. Ocupava-se em fazer panos e pequenas alfaias para os altares e em ler bons livros; mas a obra de piedade onde se mostrou mais atenta foi a caridade para com os pobres. Durante a ausência do marido, obrigado a passar uma parte do ano na guerra ou na corte, não saía de casa; não se falava então nem de jogos, nem de prazeres, nem conversas. Quando ele voltava, a alegria de o rever, o amor que tinha por ele, a vontade de lhe falar e de se regozijar, atraíam outras pessoas à sua casa; tudo isso lhe fazia diminuir insensivelmente as práticas de devoção, que tomava, na primeira ausência; enfim, no ano de 1601, seu marido foi à corte, e ela resolveu firmemente jamais se dispensar de seus exercícios de piedade. O barão de Chantal caiu doente em Paris e fez-se levar ao castelo aonde chegou nas últimas. A virtuosa esposa passava os dias à cabeceira de seu leito, e as noites, na capela. Mas ele se restabeleceu milagrosamente e a alegria foi perfeita. Um parente e amigo da vizinhança veio visitá-los, nessa ocasião, e propôs uma caçada ao barão; para lhe ser agradável ele aceitou e vestiu um hábito marron. Seu amigo, vendo-o através de alguns arbustos, tomou-o por um animal, disparou a arma e o feriu na coxa. – Estou morto! Gritou o barão, caindo; meu amigo, meu primo, disparaste imprudentemente e eu te perdôo de todo o meu coração! Depois mandou quatro criados a quatro paróquias diferentes para ter mais certamente um padre. Entretanto, levaram-no a uma casa da aldeia mais próxima, onde sua mulher veio, embora tivesse dado à luz há quinze dias. Quando a viu disse: Senhora, o decreto do céu é justo; devemos amar e morrer! – Não, senhor, devemos viver! – Ah, senhora, replicou ele, respeitemos a ordem da Providência! – Depois, com espírito tranqüilo, perguntou se o padre tinha chegado; e tendo sabido que havia um, mandou-o vir ao quarto e confessou-se. Um momento depois, vendo de longe aquele que o tinha ferido, que lhe parecia desesperado, exclamou: Meu primo, meu amigo, esse golpe me veio do céu; antes de partir deste mundo, eu te rogo, não peques e roga a Deus por mim. Morreu nove dias depois, tendo recebido todos os sacramentos, com singular piedade; rogou à esposa, ordenou ao filho, que jamais pensassem em vingar-lhe a morte e disse-lhes que ele perdoava de novo àquele que o tinha matado, sem pensar, e fez escrever esse perdão nos registros da paróquia, com a ordem que dava à família, de conter os ressentimentos. Um momento depois, expirou nos braços da esposa, cuja desolação foi inenarrável. Ficando viúva aos vinte e oito anos, com um filho e três filhas, sentiu ela a desgraça. Mas bem depressa conheceu os desígnios de Deus sobre si e correspondeu-lhes com tanta fidelidade, que, em suas maiores amarguras dizia não poder compreender como se podia estar tão contente e sofrer tanto, Nesse estado de dor e de alegria fez a Deus o sacrifício de si mesma, pelo voto de castidade e por uma resignação tão perfeita às ordens do céu, que não viveu mais vida humana; e para marcar publicamente o perdão que tinha concedido àquele que lhe matara o marido, quis ser madrinha de um de seus filhos. Viveu depois, para o futuro, segundo as regras de São Paulo e os padres traçaram para a santificação das viúvas. Passava uma parte das noites em oração, aumentou as esmolas, distribuiu aos pobres as roupas preciosas, fez voto de usar somente vestes de lã. Despediu a maior parte dos criados, depois de os ter recompensado liberalmente. Seus jejuns eram freqüentes e rigorosos. Retirada do mundo, dividia o tempo entre a oração, o trabalho e a educação dos filhos, Faltava-lhe um diretor que a pudesse levar pelas vias em que devia caminhar. Não deixava de o pedir a Deus com muitas lágrimas. Um dia, durante o fervor de sua oração, ela viu um homem de batina preta com um roquete e uma murça. Passado o ano de luto, dirigiu-se à casa do pai, em Dijon.
Evangelho Do Dia 2018-08-11

Sábado, 11 de Agosto de 2018. Santo do dia: Santa Clara de Assis, virgem; Santo Alexandre, Bispo e mártirCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Mateus 17, 14-20 Primeira leitura: Habacuc 1, 12-2, 4Leitura da profecia de Habacuc: 12Acaso não existes desde o princípio, Senhor, meu Deus, meu santo, que não haverás de morrer? Senhor, puseste essa gente como instrumento de tua justiça; criaste-a, ó meu rochedo, para exercer punição. 13Teus olhos são puros para não veres o mal; não podes aceitar a visão da iniquidade. Por que, então, olhando para os malvados e vendo-os devorar o justo, ficas calado? 14Tratas os homens como os peixes do mar, como os répteis, que não têm dono. 15O pescador pega tudo com o anzol, puxa os peixes com a rede varredoura e recolhe-os na outra rede; com isso, alegra-se e faz a festa. 16Faz imolação por causa da sua malha, oferece incenso por causa da sua rede, porque com elas cresceu a captura de peixes e sua comida aumentou. 17Será por isso que ele sempre desembainhará a espada, para matar os povos sem dó nem piedade? 2,1Vou ocupar meu posto de guarda e estarei de atalaia, atento ao que me será dito e ao que será respondido à minha denúncia. 2Respondeu-me o Senhor, dizendo: “Escreve esta visão, estende seus dizeres sobre tábuas, para que possa ser lida com facilidade. 3A visão refere-se a um prazo definido, mas tende para um desfecho e não falhará; se demorar, espera, pois ela virá com certeza e não tardará. 4Quem não é correto vai morrer, mas o justo viverá por sua fé”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 9A (9) – Deus sentou-se para sempre no seu trono, preparou o tribunal do julgamento; julgará o mundo inteiro com justiça, e as nações há de julgar com equidade. R: Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor. – O Senhor é o refúgio do oprimido, seu abrigo nos momentos de aflição. Quem conhece o vosso nome em vós espera, porque nunca abandonais quem vos procura. R: Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor. – Cantai hinos ao Senhor Deus de Sião, celebrai seus grandes feitos entre os povos! Pois não esquece o clamor dos infelizes, deles se lembra e pede conta do seu sangue. R: Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 17, 14-20 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo evangelho a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: 14Naquele tempo, chegando Jesus e seus discípulos junto da multidão, um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se e disse: 15“Senhor, tem piedade do meu filho. Ele é epilético e sofre ataques tão fortes, que muitas vezes cai no fogo ou na água. 16Levei-o aos teus discípulos, mas eles não conseguiram curá-lo!” 17Jesus respondeu: “Ó gente sem fé e perversa! Até quando deverei ficar convosco? Até quando vos suportarei? Trazei aqui o menino”. 18Então Jesus o ameaçou e o demônio saiu dele. Na mesma hora, o menino ficou curado. 19Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram em particular: “Por que nós não conseguimos expulsar o demônio?” 20Jesus respondeu: “Porque a vossa fé é demasiado pequena. Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’, e ela irá. E nada vos será impossível”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Cirilo de Jerusalém, Bispo e Doutor da IgrejaCatequese baptismal 5, 10-11 «Aumenta a nossa fé» (Lc 17,5) A palavra «fé» tem um duplo significado. Há, na verdade, um aspeto da fé que diz respeito aos dogmas e que consiste em concordar com uma dada verdade. Este aspeto da fé é proveitoso para a alma, segundo a palavra do Senhor: «Quem ouve a minha palavra e crê naquele que Me enviou tem a vida eterna» (Jo 5,24). […] Mas há um segundo aspeto da fé: é a fé que nos foi dada por Cristo como carisma, gratuitamente, como dom espiritual. «A um é dada, pela ação do Espírito, uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, segundo o mesmo Espírito; a outro, a fé, no mesmo Espírito; a outro, o dom das curas, no único Espírito» (1Cor 12,8-9). Esta fé que nos é dada como graça pelo Espírito Santo não é apenas uma fé dogmática, mas tem também o poder de realizar coisas que ultrapassam as forças humanas. Quem possui essa fé dirá «a este monte: “Tira-te daí e lança-te ao mar” […], assim acontecerá». Pois, quando alguém pronunciar esta palavra com fé «e não vacilar em seu coração, mas acreditar que o que diz se vai realizar» (Mc 11,23), recebe a graça da sua realização. É desta fé que foi dito: se tivésseis fé «como um grão de mostarda». Na verdade, o grão de mostarda é muito pequeno, mas tem em si uma energia fogosa; semente minúscula, desenvolve-se a ponto de estender os seus longos ramos e de até poder abrigar as aves do céu (cf Mt 13,32). Do mesmo modo, a fé realiza numa alma os maiores feitos num piscar de olhos. Quando está iluminada pela fé, a alma representa Deus diante de si e contempla-O tanto quanto possível. Abarca os limites do universo e, antes do fim dos tempos, já vê o julgamento e o cumprimento das promessas. Tu, portanto, possui essa fé que depende de Deus e que te leva a Ele; então receberás dele essa fé que age para além das forças humanas. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho