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Santa Clara De Assis, Virgem – Fundadora Das Pobres Clarissas

Clara nasceu em Assis em 1194, duma nobre família, provavelmente no dia 11 de Julho, filha de Favorino, dos Scifi, e de Ortolana, dos Fiume, oriunda de Sterpeto. Os Scifi pertenciam a mais alta aristocracia de Assis, Favorino, que tinha o título de conde de Sasso Rosso, era cavaleiro. Aliás, todos os seus parentes buscavam a carreira das armas. Ortolana, muito piedosa, dedicada às boas obras, teve cinco filhos: um homem, Bosone, e quatro mulheres, Peneda, Clara, Inês e Beatriz. Da mãe de Santa Clara conta-se que tinha feito várias peregrinações, como a de Bari e a da Terra Santa. Estando para dar à luz a filha, rogava a Deus com instância para que tudo lhe corresse bem. Ouviu, então, uma voz que lhe disse: – Não temas. Darás ao mundo uma luz que o iluminará. Por isso, chamarás Clara à menina. Clara, luminosa e ilustre, cresceu na casa de Assis, cercada de conforto. Desde a infância, foi caridosa para com os pobres e aplicada à oração. Conta-se que, não tendo com que contar os Padre-Nossos e as Ave-Marias que rezava, e queria saber quantos diria, lançava mão de pedrinhas. Sob os ricos vestidos, usava cilício, um rude cilício de pelos bastantes ásperos. Aos quinze anos, era alta e bela, recolhida e silenciosa, de lindos cabelos loiros. Resolveram os pais, um dia, casá-la. Entre os muitos pretendentes, um, especialmente, era do agrado de Favorino e de Ortolana. Falaram, a respeito, com a filha, e muito surpresos ficaram com a firme resposta da linda jovem. Clara não queria ouvir falar em casamento, e, como a mãe entrasse a atormentá-la com perguntas buscando a razão da obstinada negativa, a filha revelou-lhe que se consagrara a Deus e estava firmemente disposta a jamais conhecer homem algum. Tendo ouvido falar de Francisco, filho de Pedro Bernardone, convertido bruscamente em 1208, e que agora levava vida à imitação de Jesus Cristo, Aquele que nem sequer tinha uma pedra onde pudesse repousar a cabeça, sentira-se tocada. Tendo restaurado as capelas de São Damião, de São Pedro e de Santa Maria dos Anjos, ao lado da qual se estabelecera com alguns companheiros. Francisco, de volta a Roma, em 1211, com autorização pontifícia para pregar, acendeu no coração de Clara o mais vivo desejo de ouvi-lo e vê-lo. Logo todos ouviram-no a predicar a quaresma. E a jovem filha de Favorino e Ortolana, desde o primeiro instante em, que relanceou os olhos no Pobrezinho de Assis, sentiu que a vida que ele levava era justamente a vida que a ele destinava a vontade de Deus. Ora, dois frades, Rufino e Silvestre, ambos pertencentes à família de Clara, propuseram-se a pô-la em contato com Francisco, e, um belo dia, a jovem, acompanhada, como convinha, duma parenta, a qual tradição chamou de Bona Guelfucci, eis a jovem, ardentemente, diante do filho de Barnardone. Francisco, duns tempos àquela parte, já havia ouvido falar de Clara, e resolveu “roubar ao mundo mau tão nobre presa, como diz a legenda, para com a jovem enriquecer o divino Mestre. Assim, ele logo se pôs a aconselhá-la, francamente, para que desprezasse o mundo, aquele mundo vão e transitório, para que resistisse aos pais e conservasse o corpo como um templo só para Deus e a não ter outro esposo senão a Nosso Senhor Jesus Cristo”. São Francisco, desde então, tornou-se o guia, o pai espiritual de Santa Clara, que, sentindo-se muito segura de si, ia preparando o terreno para o grande dia, o dia em que se daria totalmente para as coisas de Deus. O grande dia chegava. A 18 de Março de 1212, Domingo de Ramos, de manhã, foi à igreja, com a mãe, as irmãs e as mulheres que habitualmente as acompanhavam. E, enquanto as outras se apressavam a receber os ramos, Clara deixou-se ficar no seu lugar, por modéstia. E o bispo, descendo do altar, veio oferecer-lhe o ramo, como um presságio da vitória que ia obter sobre o mundo. Na noite seguinte, preparou a fuga, seguindo a ordem de Francisco, mas, como o exigia a decência, fazendo-se acompanhar. Saiu secretamente de casa. Deixou a cidade e tomou o rumo de Santa Maria dos Anjos, onde os irmãos, que cantavam as matinas, receberam-na à luz de grandes archotes. Diante do altar da Rainha das Virgens, Francisco cortou-lhe os cabelos, os “belos cabelos loiros”, e a revestiu com o hábito de penitência. Em seguida, Clara, comovidamente, pronunciou o voto de pobreza e de castidade. Tudo o que trouxera consigo e era precioso, distribuiu-o aos pobres. E Francisco, também comovido, levou-a imediatamente a um mosteiro de religiosas de São Bento, em São Paulo de Assis, onde a deixou. Clara contava, então dezoito anos. O refúgio da filha de Favorino não tardou a ser descoberto. Tendo fugido de casa por uma porta que vivia quase sempre fechada, Chamada Porta da Morte, porque por ali é que saiam os que morriam, Favorino logo deu pela coisa, já que uma pilha de lenha, então contra a porta, fora completamente arredada. Descoberto, pois o paradeiro da filha, o pai com alguns parentes, foi ter com ela, para trazê-la de volta para casa. A Clara que Favorino encontrou foi uma Clara absolutamente adversa daquela antiga jovem obediente que conhecia muito bem: resoluta e irredutível agora, de nada valeram, para demovê-la daquela vida nova que pretendia levar, as promessas e as ameaças. Empregaram, então, a violência, mas Clara, desvencilhando-se das mãos do pai, correi para junto do altar da igreja e ali tirou o véu que lhe cobria a cabeça, a todos mostrando-a raspada, dando a entender que, para todo o sempre, dera solene adeus ao século. Francisco, como as tentativas de Favorino para recuperar a filha se repetissem, resolveu transferi-la para outro convento, em que a jovem se visse mais resguardada. Foi assim que Santa Clara passou a Santo Angelo de Panzo, também das beneditinas. A cólera de Favorino, quando soube que dezesseis dias depois da fuga de Clara também Inês lhe fugia, para ir ao encontro da irmã,

Evangelho Do Dia 2018-08-10

Sexta-feira, 10 de Agosto de 2018. Santo do dia: São Lourenço, diácono e mártirCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São João 12,24-26 Primeira leitura: Coríntios 9, 6-10Leitura da segunda carta de São Paulo aos Coríntios: Irmãos, 6“quem semeia pouco colherá também pouco, e quem semeia com largueza colherá também com largueza”. 7Dê cada um conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento, pois Deus “ama quem dá com alegria”. 8Deus é poderoso para vos cumular de toda sorte de graças, para que, em tudo, tenhais sempre o necessário e ainda tenhais de sobra para toda obra boa, 9como está escrito: “Distribuiu generosamente, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre”. 10Aquele que dá a semente ao semeador e lhe dará o pão como alimento, ele mesmo multiplicará as vossas sementes e aumentará os frutos da vossa justiça.  – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 111 (112) – Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei! Sua descendência será forte sobre a terra, abençoada a geração dos homens retos! R: Feliz o homem caridoso e prestativo. – Feliz o homem caridoso e prestativo, que resolve seus negócios com justiça. Porque jamais vacilará o homem reto, sua lembrança permanece eternamente! R: Feliz o homem caridoso e prestativo. – Ele não teme receber notícias más: confiando em Deus, seu coração está seguro. Seu coração está tranquilo e nada teme, e confusos há de ver seus inimigos. R: Feliz o homem caridoso e prestativo. – Ele reparte com os pobres os seus bens, permanece para sempre o bem que fez, e crescerão a sua glória e seu poder.  R: Feliz o homem caridoso e prestativo. Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 12, 24-26 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8,12); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João: Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 24“Em verdade, em verdade vos digo, se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto. 25Quem se apega à sua vida perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. 26Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santo Agostinho, Bispo e Doutor da IgrejaSermão 305 «Onde Eu estiver, ali estará também o meu servo» A vossa fé reconhece, meus irmãos, este grão lançado à terra, este grão que a morte multiplicou. A vossa fé reconhece-O, porque Ele habita nos vossos corações. Nenhum cristão hesita em crer no que Cristo disse acerca de Si próprio. Ora, uma vez que este grão morreu e se multiplicou, muitos outros grãos foram lançados à terra. São Lourenço é um deles, e celebramos hoje o dia em que ele foi semeado. Vemos que colheita imensa despontou de todos estes grãos espalhados pela terra, e este espetáculo enche-nos de alegria, pelo menos a nós os que, pela graça de Deus, pertencemos ao seu celeiro. Porque nem toda a colheita entra no celeiro: a mesma chuva, útil e fértil, faz crescer a semente boa e a palha, mas não se armazenam as duas no celeiro. Para nós, agora é tempo de escolher. […] Portanto, ouvi, grãos consagrados, porque não duvido de que estejais aqui em grande número. […] Ouvi-me, ou antes, ouvi em mim Aquele a quem primeiro se chamou boa semente. Não ameis a vossa vida neste mundo. Se amais realmente a vossa vida, não ameis a vida deste mundo, e então salvareis a vossa vida […] «O que ama a sua vida neste mundo perdê-la-á.» É a semente boa que o diz, o grão que foi lançado à terra e que morreu para dar muito fruto. Ouvi-O, porque Ele faz o que diz. Ele instrui-nos e mostra-nos o caminho com o seu exemplo. Cristo não Se prendeu à vida deste mundo; Ele veio ao mundo para Se despojar de Si próprio, para dar a sua vida e a retomar quando quisesse. […] Ele é o verdadeiro Deus, este homem verdadeiro, homem sem pecado que veio tirar o pecado do mundo, revestido de um poder tão grande, que pôde dizer verdadeiramente sobre a sua vida: «Ninguém Ma tira, mas sou Eu que a ofereço livremente. Tenho poder de a oferecer e poder de a retomar. Tal é o encargo que recebi de meu Pai» (Jo 10,18). Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Lourenço, Diácono E Mártir

Em 258, a perseguição do imperador Valeriano, já violenta, tornou-se ainda mais furiosa; Valeriano, que estava no Oriente, ocupado com a guerra contra os persas, escreveu ao senado uma carta ordenando que os bispos, os padres e os diáconos fossem executados sem demora; que os senadores, as pessoas de qualidade e os cavaleiros romanos seriam antes privados de suas dignidades de seus bens, e que depois disso, se perseverassem no cristianismo, teriam a cabeça cortada, que as damas romanas seriam privadas de tudo o que possuíam e condenadas ao exílio; que os oficiais e domésticos do imperador, que já tinham confessado ou que confessassem serem cristãos seriam mandados, carregados de cadeias, a trabalhar nas fazendas do príncipe como seus escravos. A esse rescrito, Valeriano tinha acrescentado uma cópia das cartas que mandara aos governadores das províncias. Suas ordens foram logo executadas em Roma. Era a maior ocupação dos prefeitos da cidade e do pretório. Todos os eu lhes caíam nas mãos eram supliciados sem demora e seus bens confiscados. Um dos primeiros, talvez mesmo o primeiro, foi o Papa São Sixto. Foi preso com alguns de seu clero quando estava no cemitério de Calisto, para celebrar os santos mistérios. Quando o levaram ao suplício. Lourenço, o primeiro dos diáconos da Igreja romana, seguia-o chorando e dizendo-lhe: aonde ides, meu pai, sem vosso filho? Aonde ides, Santo Pontífice, sem vosso diácono? Não estais acostumado a oferecer o sacrifício sem ministro; no que vos desagradei? Experimentai se sou digno da escolha que fizestes de mim, para me confiar a dispensa do Sangue de Nosso Senhor. Sixto respondeu-lhe: Não sou eu que te deixo, meu filho, mas um combate maior te está reservado; poupam-nos, a nós velhos; mas tu me seguirás dentro de três dias. O Papa Sixto teve a cabeça cortada a 6 de Agosto no cemitério de Calisto e com ele quatro diáconos. Tinha ocupado a Santa Sé por onze meses e seis dias. Mandaram à Gália São Pelegrino, primeiro Bispo de Auxerre, com três companheiros. O que ele fez de mais memorável foi a transladação do corpo de São Pedro e de São Paulo para as catacumbas, talvez para os colocar em segurança. Depois de sua morte a Santa Sé ficou vaga perto de um ano. Entretanto, o prefeito de Roma, julgando que os cristãos tinham grandes tesouros escondidos e querendo disso certificar-se, mandou chamar Lourenço, que lhes era o custódio, como o primeiro dos diáconos da Igreja romana. Vendo-o em sua presença, disse: Vós vos queixais ordinariamente de que vos tratamos com crueldade; não há aqui tormento algum; eu vos pergunto com suavidade o que depende de vós. Diz-se que, em vossas cerimônias, os pontífices oferecem libações com vasos de ouro; que o sangue da vítima é recebido em taças de prata e que, para iluminar vossos sacrifícios noturnos, tendes círios ficados em candelabros de ouro. Diz-se que, para fornecer essas ofertas, os irmãos vendem suas propriedades e reduzem muitas vezes seus filhos à pobreza; mostrai-nos esses tesouros escondidos; o príncipe tem deles necessidade para restaurar as finanças e pagar as tropas. Também eu sei que, segundo vossa doutrina, o imperador reconhece por sua a moeda sobre a qual está impressa sua imagem: daí portanto a César o que sabeis que é de César. Nada vos peço de mais justo. Se não me engano vosso Deus não faz cunhar moedas; não trouxe dinheiro quando veio ao mundo; trouxe somente palavras: restitui-nos o dinheiro e sede ricos de palavras. Lourenço respondeu, sem se agastar: Confesso que nossa Igreja é rica e o imperador não tem tesouros tão grandes. Mostrai-vos-ei o que tem de mais precioso; dai-me somente um pouco de tempo para por tudo em ordem e colocar-me em condições de fazer o cálculo. O prefeito, contente com a resposta e crendo já estar de posse dos tesouros da Igreja, concedeu-lhe três dias de prazo. Durante esses três dias Lourenço percorreu toda a cidade para procurar em cada rua os pobres que a Igreja sustentava e que ele conhecia melhor que ninguém; os cegos, os coxos, os estropiados, os que tinham úlceras e feridas. Reuniu-os, escreveu-lhes os nomes, e colocou-os em fila, diante da igreja. No dia marcado, foi falar com o prefeito e disse-lhe: Vinde ver os tesouros de nosso Deus; vereis um grande pátio cheio de vasos de ouro e talentos amontoados em galerias. O prefeito seguiu-o, mas vendo aquela multidão de pobres, de aspecto horroroso que soltavam gritos pedindo esmolas, voltou-se contra Lourenço com olhares ameaçadores. De que estais aborrecido? Perguntou-lhe o santo. O outro que ambicionais é um simples metal, tirado da terra, e serve de móvel de todos os crimes; o verdadeiro ouro é a luz de que esses pobres são os discípulos. A fraqueza de seus corpos é uma vantagem para o espírito; as verdadeiras doenças são os vícios e as paixões; os grandes do século são os pobres verdadeiramente miseráveis e desprezíveis. Eis os tesouros que vos prometi; a eles acrescento as pérolas e as pedrarias: vedes as virgens e as viúvas; é a coroa da Igreja. Aproveitai essas riquezas para Roma, para o imperador e para vós mesmo. Portanto, assim gracejas? Disse o prefeito. Eis como insultas os machados e os feixes? Sei que desejas a morte; o martírio é o ideal de tua crença vã. Mas não imagines morrer agora; prolongarei tuas torturas; morrerás devagar. Imediatamente fez levá-lo para um leito de ferro e estender por baixo brasas semi-acesas, para queimar o mártir mais lentamente. Despiram-no e estenderam-no sobre a grelha. O rosto pareceu, aos cristãos recém-batizados, rodeado de um resplendor extraordinário e o cheiro do corpo assado agradável; mas os infiéis não viram essa luz, nem sentiram o cheiro. Depois de o mártir estar deitado sobre um lado, por muito tempo, disse ao prefeito: Fazei-me virar, já estou bastante assado deste lado. Depois que o viraram disse ainda: Está assado, podeis comer. Olhando então, para o céu, rogou a Deus pela conversão de Roma e morreu. Senadores, convertidos pelo

Beato João De Fermo Ou De Alverne, Franciscano

João, cujo culto foi aprovado em 1880 pelo Papa Leão XIII, era de Fermo, nas Marcas, Itália. Chamado também della Verna, do Alverne, porque viveu por muitos anos na solidão em que São Francisco recebeu as estigmas, nasceu em 1259, tendo levado a infância assediada pelo ministério da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, chorando noites em fora. Mortificando-se desde a mais tenra idade, usando urtigas sobre a pela e sob a roupa, tantas eram as genuflexões que fazia que trazia os joelhos sempre a sangrar. Com dez anos, procurou os cônegos regulares. Um dia, descobriu uma velha couraça, subiu com ela para o campanário da igreja e, ali, tranquilamente, a golpe de acha, amoldou-a para o corpo de menino. Usando-a sob as vestes, trouxe-a consigo até o dia que não mais lhe serviu. Aos treze anos, transferiu-se para os Irmãos Menores. Enviado para o Alverne, viveu em grandíssima austeridade. Dormindo sobre a terra nua, gostosamente buscava os lugares mais incômodos, onde os altos e baixos mais maltratavam a carne. João de Fermo pregou em público. Embora não tivesse estudado, conhecia a Santa Escritura, e dela tirava tudo aquilo que lhe era necessário para predicar. Os Fioretti de São Francisco referem-se a João de Fermo da seguinte maneira: Entre os outros sábios e santos frades e filhos de São Francisco, os quais, segundo o dito de Salomão, são a glória do pau, existiu no nosso tempo na província da Marca o venerável santo frei João de Fermo, o qual, pelo longo tempo em que viveu no santo convento do Alverne e dali passou desta vida, era por isso chamado frei João do Alverne; porque foi homem de singular vida e de grande santidade. Este frei João, sendo menino de escola, desejara com todo o coração a via da penitência, a qual mantém a imundícia do corpo e da alma; pelo que, sendo menino bem pequeno, começou a trazer o cilício de malha e o círculo de ferro na carne nua e a fazer grande abstinência, e especialmente quando viveu entre os cônegos de São Pedro de Fermo, os quais passavam esplendidamente. Ele fugia das delícias corporais e macerava o corpo com grande rigidez de abstinência. Mas, havendo entre os companheiros muitos que eram contra isto, os quais lhe tiravam o cilício, e a sua abstinência por diversos modos impediam, ele, inspirado por Deus, pensou de deixar o mundo com os seus amadores, e de oferecer-se todo nos braços do Crucificado com o hábito do crucificado São Francisco, e assim o fez. Sendo, pois, recebido na ordem tão criança e entregue aos cuidados do mestre de noviços, tornou-se tão espiritual e devoto, que, às vezes, ouvindo o dito mestre falar de Deus, o coração dele se derretia como a cera perto do fogo; e com tão grande suavidade de graça se aquecia no amor divino, que ele, não podendo estar firme e suportar tanta suavidade, levantava-se e, como que ébrio de espírito, punha-se a correr, ora pelo horto, ora pela selva, ora pela igreja, conforme a flama e o ímpeto do espírito o impeliam. Com o correr do tempo, a divina graça continuamente fez este homem angélico crescer de virtude em virtude e em dons celestiais e divinas elevações e arroubamentos; tanto que, de algumas vezes, sua mente era erguida a esplendores de querubins, de outras vezes a ardores de serafins, de outras vezes a gáudio de bem-aventurados, de outras vezes a amorosos excessivos abraços de Cristo, não somente por gostos espirituais internos, mas também por expressivos sinais exteriores e gostos corporais. E singularmente, uma vez, por modo excessivo inflamou o seu coração a chama do divino amor, e nele durou esta chama bem três anos; no qual tempo ele recebia maravilhosas consolações e visitas e freqüente vezes era arrebatado em Deus: e, brevemente, no dito tempo, ele parecia todo inflamado e inclinado no amor de Cristo: e isto aconteceu no monte santo do Alverne. Mas porque Deus tem singular cuidado com seus filhos, dando-lhes conforme a diferença dos tempos, ora consolação, ora tribulação, ora prosperidade, ora adversidade, como vê que as precisam para se manterem na humildade, ou para lhes acender o desejo das coisas celestiais; aprouve à divina bondade, depois de três anos, retirar do dito frei João este raio e esta flama do divino amor, e privou-o de toda consolação espiritual: pelo que frei João ficou sem lume e sem amor de Deus, e todo desconsolado e aflito e dolorido. Pela qual coisa ele tão agoniado andava pela selva, vagando por aqui e por ali, chamando com vozes e lágrimas e suspiros o dileto esposo de sua alma, o qual havia escondido e dele se partira, sem cuja presença sua alma não achava trégua nem repouso. Mas em nenhum lugar, nem de maneira nenhuma ele podia encontrar o doce Jesus, nem readquirir aqueles suavíssimos gostos espirituais do amor do cristo a que estava acostumado. E durou-lhe esta atribulação por muitos dias, durante os quais perseverou em contínuo chorar e suspirar, pedindo a Deus que lhe restituísse, por sua piedade, o dileto esposo de sua alma. Por fim, quando aprouve a Deus ter provado bastante a paciência dele e inflamado o seu desejo, um dia em que o dito frei João andava pela dita selva assim aflito e atribulado pelo cansaço, assentou-se, encostado a uma faia, e estava com a face toda banhada de lágrimas a olhar para o céu; e eis que subitamente apareceu Jesus Cristo perto dele no atalho pelo qual frei João tinha vindo, mas nada disse. Vendo-o frei João e reconhecendo bem que ele era Cristo, subitamente se lhe lançou aos pés e com desmesurado pranto rogava-lhe humilissimamente e dizia: – Socorre-me, Senhor meu, que sem ti, Salvador meu dulcíssimo, fico em trevas e em lágrimas; sem ti, cordeiro mansíssimo, estou em agonia e em pena e com pavor; sem ti, Filho de Deus altíssimo estou confuso e envergonhado; sem ti estou despojado de todos os bens e cego, porque tu és Jesus Cristo,

Evangelho Do Dia 2018-08-09

Quinta-feira, 09 de Agosto de 2018. Santo do dia: Santa Teresa Benedita da Cruz, virgem e mártir; Beato Claudio Richard, presbítero e mártirCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 16, 13-23 Primeira leitura: Jeremias 31, 31-34Leitura do livro do profeta Jeremias: 31“Eis que virão dias, diz o Senhor, em que concluirei com a casa de Israel e a casa de Judá uma nova aliança; 32não como a aliança que fiz com seus pais, quando os tomei pela mão para retirá-los da terra do Egito, e que eles violaram, mas eu fiz valer a força sobre eles, diz o Senhor. 33Esta será a aliança que concluirei com a casa de Israel depois desses dias, diz o Senhor: imprimirei minha lei em suas entranhas e hei de inscrevê-la em seu coração; serei seu Deus e eles serão meu povo. 34Não será mais necessário ensinar seu próximo ou seu irmão, dizendo: ‘Conhece o Senhor!’; todos me reconhecerão, do menor ao maior deles, diz o Senhor, pois perdoarei sua maldade e não mais lembrarei o seu pecado”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 50 (51) – Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! R: Ó Senhor, criai em mim um coração que seja puro! – Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso! Ensinarei vosso caminho aos pecadores, e para vós se voltarão os transviados. R: Ó Senhor, criai em mim um coração que seja puro! – Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido! R: Ó Senhor, criai em mim um coração que seja puro! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 16, 13-23 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Tu és Pedro e sobre esta pedra eu irei construir minha Igreja. E as portas do inferno não irão derrotá-la! (Mt 16,18); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. 20Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias. 21Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia. 22Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!” 23Jesus, porém, voltou-se para Pedro, e disse: “Vai para longe, Satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!” – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Domingos De Gusmão E O Poder Da Devoção Ao Rosário De Nossa Senhora

Domingos nasceu em 24 de junho de 1170, na pequena vila de Caleruega, na Velha Castela, atual Espanha. Pertencia a uma ilustre e nobre família, muito católica e rica: seus pais eram Félix de Gusmão e Joana d\’Aza e seus irmãos, Antonio e Manes. O primeiro tornou-se sacerdote e morreu com odor de santidade. O segundo, junto com a mãe, foi beatificado pela Igreja. Nesse berço exemplar, o pequeno Domingos trilhou o mesmo caminho de servir a Deus. Até mesmo o seu nome foi escolhido para homenagear são Domingos de Silos, porque sua mãe, antes de Domingos nascer, fez uma novena no santuário do santo abade. E, como conta a tradição, no sétimo dia ele lhe teria aparecido para anunciar que seu futuro filho seria um santo para a Igreja Católica. Domingos dedicou-se aos estudos, tornando-se uma pessoa muito culta. Mas nunca deixou a caridade de lado. Em Calência, cidade onde se diplomou, surpreendeu a todos ao vender os objetos de seu quarto, inclusive os pergaminhos caros usados nos estudos, para ter um pequeno “fundo” e com ele alimentar os pobres e doentes. Aos vinte e quatro anos, sentindo o chamado, recebeu a ordenação sacerdotal. Foi enviado para a diocese de Osma, onde se distinguiu pela competência e inteligência. Logo foi convidado para auxiliar o rei Afonso VII nos trabalhos diplomáticos do seu governo e também para representar a Santa Sé, em algumas de suas difíceis missões. Durante a Idade Média, período em que viveu, havia a heresia dos albigenses, ou cátaros, surgida no sul da França. O papa Inocêncio III enviou-o para lá, junto com Diego de Aceber, seu companheiro, a fim de combater os católicos reencarnacionistas. Mas, devido à morte repentina desse caro amigo, Domingos teve de enfrentar a missão francesa sozinho. E o fez com muita eficiência, usando apenas o seu exemplo de vida e a pregação da verdadeira Palavra de Deus. Em 1207, em Santa Maria de Prouille, Domingos fundou o primeiro mosteiro da Ordem Segunda, das monjas, destinado às jovens que, devido à carestia, estavam condenadas à vida do pecado. A santidade de Domingos ganhava cada vez mais fama, atraindo as pessoas que desejavam seguir o seu modelo de apostolado. Foi assim que surgiu o pequeno grupo chamado “Irmãos Pregadores”, do qual fazia parte o seu irmão de sangue, o bem-aventurado Manes. Em 1215, a partir dessa irmandade, Domingos decidiu fundar uma Ordem, oferecendo uma nova proposta de evangelização cristã e vida apostólica. Ela foi apresentada ao papa Inocêncio III, que, no mesmo ano, durante o IV Concílio de Latrão, concedeu a primeira aprovação. No ano seguinte, seu sucessor, o papa Honório III, emitiu a aprovação definitiva, dando-lhe o nome de Ordem dos Frades Predicadores, ou Dominicanos. Eles passaram a ser conhecidos como homens sábios, pobres e austeros, tendo como características essenciais a ciência, a piedade e a pregação. Em 1217, para atrair a juventude acadêmica para dentro do clero, o fundador determinou que as Casas da Ordem fossem criadas nas principais cidades universitárias da Europa, que na época eram Bolonha e Paris. Ele se fixou na de Bolonha, na Itália, onde se dedicou ao esplêndido desenvolvimento da sua obra, presidindo, entre 1220 e 1221 os dois primeiros capítulos gerais, destinados à redação final da “carta magna” da Ordem. No dia 8 de agosto de 1221, com apenas cinqüenta e um anos de idade, ele morreu. Foi canonizado pelo papa Gregório IX, que lhe dedicava especial estima e amizade, em 1234. São Domingos de Gusmão foi sepultado na catedral de Bolonha e é venerado, no dia de sua morte, como Padroeiro Perpétuo e Defensor dessa cidade.                                                                                  *****      O Santo homem que recebeu das mãos da Virgem o Rosário O Rosário – uma grande fonte da Salvação Eterna Como o Santo Rosário chegou às mãos de São Domingos? São Domingos estava na capela do convento das monjas do primeiro mosteiro da Ordem Dominicana rezando pela redenção das almas. Foi aí então que Nossa Senhora apareceu-lhe e entregou-lhe o Rosário … Foi a partir de aí então que Domingos com seu zelo inflamado começou a pregar sobre o Rosário e converter milhares de hereges à fé católica. Os demônios revelam quem é o Santo mais temido por eles Eis que São Domingos estava a pregar o Rosário perto de Carcassona, trouxeram à sua presença um herege que, possesso pelo demônio, pregava contra o Santo Rosário. Havia mais de 12 mil pessoas presentes na pregação. Os demônios que possuíam esse infeliz foram obrigados a responder às perguntas de São Domingos, com muito constrangimento. 1 – Havia quinze mil deles no corpo desse pobre homem, porque ele atacou os quinze mistérios do Rosário – eis que o quarto mistério (Luminoso) foi adicionado ao rosário recentemente; 2 – Continuaram a testemunhar que, quando São Domingos pregava o Rosário ele impunha medo e horror nas profundezas do inferno e que ele era o homem que os demônios mais odiavam em todo o mundo, isto por causa das almas que ele arrancou deles através da devoção do Santo Rosário; revelaram ainda várias outras coisas. São Domingos colocou o seu Rosário em volta do pescoço do possuído e pediu que os demônios lhe dissessem quem, de todos os santos nos céus eles mais temiam, e quem deveria ser, portanto mais amado e reverenciado pelos homens. Nesse momento eles soltaram um gemido inexprimível no qual a maioria das pessoas caiu por terra desmaiando de medo… – devemos lembrar que o diabo é o pai da mentira e neste momente ele se faz de vítima de São Domingos – e eles disseram: – Domingos, nós te imploramos, pela paixão de Jesus Cristo e pelos méritos de sua Mãe e de todos os santos, deixe-nos sair desse corpo sem que falemos mais, pois os anjos responderão sua pergunta a qualquer momento… São Domingos ajoelhou-se e rezou a Nossa Senhora para que ela forçasse os inimigos a proclamarem a verdade completa e nada mais que a verdade. Mal tinha terminado de rezar viu a Santíssima

Evangelho Do Dia 2018-08-08

Quarta-feira, 08 de Agosto de 2018. Santo do dia: São Domingos de Gusmão, presbítero; Santa Maria da Cruz, virgemCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Mateus 15, 21-28 Primeira leitura: Jeremias 31, 1-7Leitura do livro do profeta Jeremias: 1“Naquele tempo, diz o Senhor, serei Deus para todas as tribos de Israel, e elas serão meu povo”. 2Isto diz o Senhor: “Encontrou perdão no deserto o povo que escapara à espada; Israel encaminha-se para o seu descanso”. 3O Senhor apareceu-me de longe: “Amei-te com amor eterno e te atraí com a misericórdia. 4De novo te edificarei, serás reedificada, ó jovem nação de Israel; de novo teus tambores ornarão as praças e sairás entre grupos de dançantes. 5Hás de plantar vinhas nos montes de Samaria; os cultivadores hão de plantar e também colher. 6Virá o dia em que gritarão os guardas no monte Efraim: ‘Levantai-vos, vamos a Sião, vamos ao Senhor, nosso Deus’. 7Isto diz o Senhor: Exultai de alegria por Jacó, aclamai a primeira das nações; tocai, cantai e dizei: ‘Salva, Senhor, teu povo, o resto de Israel’”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo Jr 31 – Ouvi, nações, a palavra do Senhor e anunciai-a nas ilhas mais distantes: “Quem dispersou Israel, vai congregá-lo e o guardará qual pastor a seu rebanho!” R: O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho. – Pois, na verdade, o Senhor remiu Jacó e o libertou do poder do prepotente. Voltarão para o monte de Sião, entre brados e cantos de alegria afluirão para as bênçãos do Senhor. R: O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho. – Então a virgem dançará alegremente, também o jovem e o velho exultarão; mudarei em alegria o seu luto, serei consolo e conforto após a guerra. R: O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 15, 21-28 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia (Lc 7,16); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 21Jesus retirou-se para a região de Tiro e Sidônia. 22Eis que uma mulher cananeia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!” 23Mas Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Então, seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: “Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós”. 24Jesus respondeu: “Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel”. 25Mas a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus e começou a implorar: “Senhor, socorre-me!” 26Jesus lhe disse: “Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos”. 27A mulher insistiu: “É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!” 28Diante disso, Jesus lhe disse: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” E desde aquele momento sua filha ficou curada. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Domingos De Gusmão E O Poder Da Devoção Ao Rosário De Nossa Senhora

Domingos nasceu em 24 de junho de 1170, na pequena vila de Caleruega, na Velha Castela, atual Espanha. Pertencia a uma ilustre e nobre família, muito católica e rica: seus pais eram Félix de Gusmão e Joana d\’Aza e seus irmãos, Antonio e Manes. O primeiro tornou-se sacerdote e morreu com odor de santidade. O segundo, junto com a mãe, foi beatificado pela Igreja. Nesse berço exemplar, o pequeno Domingos trilhou o mesmo caminho de servir a Deus. Até mesmo o seu nome foi escolhido para homenagear são Domingos de Silos, porque sua mãe, antes de Domingos nascer, fez uma novena no santuário do santo abade. E, como conta a tradição, no sétimo dia ele lhe teria aparecido para anunciar que seu futuro filho seria um santo para a Igreja Católica. Domingos dedicou-se aos estudos, tornando-se uma pessoa muito culta. Mas nunca deixou a caridade de lado. Em Calência, cidade onde se diplomou, surpreendeu a todos ao vender os objetos de seu quarto, inclusive os pergaminhos caros usados nos estudos, para ter um pequeno “fundo” e com ele alimentar os pobres e doentes. Aos vinte e quatro anos, sentindo o chamado, recebeu a ordenação sacerdotal. Foi enviado para a diocese de Osma, onde se distinguiu pela competência e inteligência. Logo foi convidado para auxiliar o rei Afonso VII nos trabalhos diplomáticos do seu governo e também para representar a Santa Sé, em algumas de suas difíceis missões. Durante a Idade Média, período em que viveu, havia a heresia dos albigenses, ou cátaros, surgida no sul da França. O papa Inocêncio III enviou-o para lá, junto com Diego de Aceber, seu companheiro, a fim de combater os católicos reencarnacionistas. Mas, devido à morte repentina desse caro amigo, Domingos teve de enfrentar a missão francesa sozinho. E o fez com muita eficiência, usando apenas o seu exemplo de vida e a pregação da verdadeira Palavra de Deus. Em 1207, em Santa Maria de Prouille, Domingos fundou o primeiro mosteiro da Ordem Segunda, das monjas, destinado às jovens que, devido à carestia, estavam condenadas à vida do pecado. A santidade de Domingos ganhava cada vez mais fama, atraindo as pessoas que desejavam seguir o seu modelo de apostolado. Foi assim que surgiu o pequeno grupo chamado “Irmãos Pregadores”, do qual fazia parte o seu irmão de sangue, o bem-aventurado Manes. Em 1215, a partir dessa irmandade, Domingos decidiu fundar uma Ordem, oferecendo uma nova proposta de evangelização cristã e vida apostólica. Ela foi apresentada ao papa Inocêncio III, que, no mesmo ano, durante o IV Concílio de Latrão, concedeu a primeira aprovação. No ano seguinte, seu sucessor, o papa Honório III, emitiu a aprovação definitiva, dando-lhe o nome de Ordem dos Frades Predicadores, ou Dominicanos. Eles passaram a ser conhecidos como homens sábios, pobres e austeros, tendo como características essenciais a ciência, a piedade e a pregação. Em 1217, para atrair a juventude acadêmica para dentro do clero, o fundador determinou que as Casas da Ordem fossem criadas nas principais cidades universitárias da Europa, que na época eram Bolonha e Paris. Ele se fixou na de Bolonha, na Itália, onde se dedicou ao esplêndido desenvolvimento da sua obra, presidindo, entre 1220 e 1221 os dois primeiros capítulos gerais, destinados à redação final da “carta magna” da Ordem. No dia 8 de agosto de 1221, com apenas cinqüenta e um anos de idade, ele morreu. Foi canonizado pelo papa Gregório IX, que lhe dedicava especial estima e amizade, em 1234. São Domingos de Gusmão foi sepultado na catedral de Bolonha e é venerado, no dia de sua morte, como Padroeiro Perpétuo e Defensor dessa cidade.                                                                                  *****      O Santo homem que recebeu das mãos da Virgem o Rosário O Rosário – uma grande fonte da Salvação Eterna Como o Santo Rosário chegou às mãos de São Domingos? São Domingos estava na capela do convento das monjas do primeiro mosteiro da Ordem Dominicana rezando pela redenção das almas. Foi aí então que Nossa Senhora apareceu-lhe e entregou-lhe o Rosário … Foi a partir de aí então que Domingos com seu zelo inflamado começou a pregar sobre o Rosário e converter milhares de hereges à fé católica. Os demônios revelam quem é o Santo mais temido por eles Eis que São Domingos estava a pregar o Rosário perto de Carcassona, trouxeram à sua presença um herege que, possesso pelo demônio, pregava contra o Santo Rosário. Havia mais de 12 mil pessoas presentes na pregação. Os demônios que possuíam esse infeliz foram obrigados a responder às perguntas de São Domingos, com muito constrangimento. 1 – Havia quinze mil deles no corpo desse pobre homem, porque ele atacou os quinze mistérios do Rosário – eis que o quarto mistério (Luminoso) foi adicionado ao rosário recentemente; 2 – Continuaram a testemunhar que, quando São Domingos pregava o Rosário ele impunha medo e horror nas profundezas do inferno e que ele era o homem que os demônios mais odiavam em todo o mundo, isto por causa das almas que ele arrancou deles através da devoção do Santo Rosário; revelaram ainda várias outras coisas. São Domingos colocou o seu Rosário em volta do pescoço do possuído e pediu que os demônios lhe dissessem quem, de todos os santos nos céus eles mais temiam, e quem deveria ser, portanto mais amado e reverenciado pelos homens. Nesse momento eles soltaram um gemido inexprimível no qual a maioria das pessoas caiu por terra desmaiando de medo… – devemos lembrar que o diabo é o pai da mentira e neste momente ele se faz de vítima de São Domingos – e eles disseram: – Domingos, nós te imploramos, pela paixão de Jesus Cristo e pelos méritos de sua Mãe e de todos os santos, deixe-nos sair desse corpo sem que falemos mais, pois os anjos responderão sua pergunta a qualquer momento… São Domingos ajoelhou-se e rezou a Nossa Senhora para que ela forçasse os inimigos a proclamarem a verdade completa e nada mais que a verdade. Mal tinha terminado de rezar viu a Santíssima

Evangelho Do Dia 2018-08-08

Quarta-feira, 08 de Agosto de 2018. Santo do dia: São Domingos de Gusmão, presbítero; Santa Maria da Cruz, virgemCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Mateus 15, 21-28 Primeira leitura: Jeremias 31, 1-7Leitura do livro do profeta Jeremias: 1“Naquele tempo, diz o Senhor, serei Deus para todas as tribos de Israel, e elas serão meu povo”. 2Isto diz o Senhor: “Encontrou perdão no deserto o povo que escapara à espada; Israel encaminha-se para o seu descanso”. 3O Senhor apareceu-me de longe: “Amei-te com amor eterno e te atraí com a misericórdia. 4De novo te edificarei, serás reedificada, ó jovem nação de Israel; de novo teus tambores ornarão as praças e sairás entre grupos de dançantes. 5Hás de plantar vinhas nos montes de Samaria; os cultivadores hão de plantar e também colher. 6Virá o dia em que gritarão os guardas no monte Efraim: ‘Levantai-vos, vamos a Sião, vamos ao Senhor, nosso Deus’. 7Isto diz o Senhor: Exultai de alegria por Jacó, aclamai a primeira das nações; tocai, cantai e dizei: ‘Salva, Senhor, teu povo, o resto de Israel’”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo Jr 31 – Ouvi, nações, a palavra do Senhor e anunciai-a nas ilhas mais distantes: “Quem dispersou Israel, vai congregá-lo e o guardará qual pastor a seu rebanho!” R: O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho. – Pois, na verdade, o Senhor remiu Jacó e o libertou do poder do prepotente. Voltarão para o monte de Sião, entre brados e cantos de alegria afluirão para as bênçãos do Senhor. R: O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho. – Então a virgem dançará alegremente, também o jovem e o velho exultarão; mudarei em alegria o seu luto, serei consolo e conforto após a guerra. R: O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 15, 21-28 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia (Lc 7,16); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 21Jesus retirou-se para a região de Tiro e Sidônia. 22Eis que uma mulher cananeia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!” 23Mas Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Então, seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: “Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós”. 24Jesus respondeu: “Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel”. 25Mas a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus e começou a implorar: “Senhor, socorre-me!” 26Jesus lhe disse: “Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos”. 27A mulher insistiu: “É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!” 28Diante disso, Jesus lhe disse: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” E desde aquele momento sua filha ficou curada. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Domingos De Gusmão E O Poder Da Devoção Ao Rosário De Nossa Senhora

Domingos nasceu em 24 de junho de 1170, na pequena vila de Caleruega, na Velha Castela, atual Espanha. Pertencia a uma ilustre e nobre família, muito católica e rica: seus pais eram Félix de Gusmão e Joana d\’Aza e seus irmãos, Antonio e Manes. O primeiro tornou-se sacerdote e morreu com odor de santidade. O segundo, junto com a mãe, foi beatificado pela Igreja. Nesse berço exemplar, o pequeno Domingos trilhou o mesmo caminho de servir a Deus. Até mesmo o seu nome foi escolhido para homenagear são Domingos de Silos, porque sua mãe, antes de Domingos nascer, fez uma novena no santuário do santo abade. E, como conta a tradição, no sétimo dia ele lhe teria aparecido para anunciar que seu futuro filho seria um santo para a Igreja Católica. Domingos dedicou-se aos estudos, tornando-se uma pessoa muito culta. Mas nunca deixou a caridade de lado. Em Calência, cidade onde se diplomou, surpreendeu a todos ao vender os objetos de seu quarto, inclusive os pergaminhos caros usados nos estudos, para ter um pequeno “fundo” e com ele alimentar os pobres e doentes. Aos vinte e quatro anos, sentindo o chamado, recebeu a ordenação sacerdotal. Foi enviado para a diocese de Osma, onde se distinguiu pela competência e inteligência. Logo foi convidado para auxiliar o rei Afonso VII nos trabalhos diplomáticos do seu governo e também para representar a Santa Sé, em algumas de suas difíceis missões. Durante a Idade Média, período em que viveu, havia a heresia dos albigenses, ou cátaros, surgida no sul da França. O papa Inocêncio III enviou-o para lá, junto com Diego de Aceber, seu companheiro, a fim de combater os católicos reencarnacionistas. Mas, devido à morte repentina desse caro amigo, Domingos teve de enfrentar a missão francesa sozinho. E o fez com muita eficiência, usando apenas o seu exemplo de vida e a pregação da verdadeira Palavra de Deus. Em 1207, em Santa Maria de Prouille, Domingos fundou o primeiro mosteiro da Ordem Segunda, das monjas, destinado às jovens que, devido à carestia, estavam condenadas à vida do pecado. A santidade de Domingos ganhava cada vez mais fama, atraindo as pessoas que desejavam seguir o seu modelo de apostolado. Foi assim que surgiu o pequeno grupo chamado “Irmãos Pregadores”, do qual fazia parte o seu irmão de sangue, o bem-aventurado Manes. Em 1215, a partir dessa irmandade, Domingos decidiu fundar uma Ordem, oferecendo uma nova proposta de evangelização cristã e vida apostólica. Ela foi apresentada ao papa Inocêncio III, que, no mesmo ano, durante o IV Concílio de Latrão, concedeu a primeira aprovação. No ano seguinte, seu sucessor, o papa Honório III, emitiu a aprovação definitiva, dando-lhe o nome de Ordem dos Frades Predicadores, ou Dominicanos. Eles passaram a ser conhecidos como homens sábios, pobres e austeros, tendo como características essenciais a ciência, a piedade e a pregação. Em 1217, para atrair a juventude acadêmica para dentro do clero, o fundador determinou que as Casas da Ordem fossem criadas nas principais cidades universitárias da Europa, que na época eram Bolonha e Paris. Ele se fixou na de Bolonha, na Itália, onde se dedicou ao esplêndido desenvolvimento da sua obra, presidindo, entre 1220 e 1221 os dois primeiros capítulos gerais, destinados à redação final da “carta magna” da Ordem. No dia 8 de agosto de 1221, com apenas cinqüenta e um anos de idade, ele morreu. Foi canonizado pelo papa Gregório IX, que lhe dedicava especial estima e amizade, em 1234. São Domingos de Gusmão foi sepultado na catedral de Bolonha e é venerado, no dia de sua morte, como Padroeiro Perpétuo e Defensor dessa cidade.                                                                                  *****      O Santo homem que recebeu das mãos da Virgem o Rosário O Rosário – uma grande fonte da Salvação Eterna Como o Santo Rosário chegou às mãos de São Domingos? São Domingos estava na capela do convento das monjas do primeiro mosteiro da Ordem Dominicana rezando pela redenção das almas. Foi aí então que Nossa Senhora apareceu-lhe e entregou-lhe o Rosário … Foi a partir de aí então que Domingos com seu zelo inflamado começou a pregar sobre o Rosário e converter milhares de hereges à fé católica. Os demônios revelam quem é o Santo mais temido por eles Eis que São Domingos estava a pregar o Rosário perto de Carcassona, trouxeram à sua presença um herege que, possesso pelo demônio, pregava contra o Santo Rosário. Havia mais de 12 mil pessoas presentes na pregação. Os demônios que possuíam esse infeliz foram obrigados a responder às perguntas de São Domingos, com muito constrangimento. 1 – Havia quinze mil deles no corpo desse pobre homem, porque ele atacou os quinze mistérios do Rosário – eis que o quarto mistério (Luminoso) foi adicionado ao rosário recentemente; 2 – Continuaram a testemunhar que, quando São Domingos pregava o Rosário ele impunha medo e horror nas profundezas do inferno e que ele era o homem que os demônios mais odiavam em todo o mundo, isto por causa das almas que ele arrancou deles através da devoção do Santo Rosário; revelaram ainda várias outras coisas. São Domingos colocou o seu Rosário em volta do pescoço do possuído e pediu que os demônios lhe dissessem quem, de todos os santos nos céus eles mais temiam, e quem deveria ser, portanto mais amado e reverenciado pelos homens. Nesse momento eles soltaram um gemido inexprimível no qual a maioria das pessoas caiu por terra desmaiando de medo… – devemos lembrar que o diabo é o pai da mentira e neste momente ele se faz de vítima de São Domingos – e eles disseram: – Domingos, nós te imploramos, pela paixão de Jesus Cristo e pelos méritos de sua Mãe e de todos os santos, deixe-nos sair desse corpo sem que falemos mais, pois os anjos responderão sua pergunta a qualquer momento… São Domingos ajoelhou-se e rezou a Nossa Senhora para que ela forçasse os inimigos a proclamarem a verdade completa e nada mais que a verdade. Mal tinha terminado de rezar viu a Santíssima