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São Ramberto, Mártir

Ramberto ou Ragneberto, nasceu numa das mais importante famílias da França, filho de Radberto, governador das províncias localizadas entre o Sena e o Loire. Confiado a virtuosos mestres, o jovem Ramberto fez, rapidamente, grandes progressos na ciência e na piedade. Corajoso, hábil no manejo das armas, logo a todos ultrapassou na carreira, bem como na nobreza do caráter. Invejado por Ebrin, então Maire do palácio, Ramberto, depois duma felonia daquele, duma falsa denúncia, foi condenado à morte. Com a pronta intervenção de Santo Ouen, todavia, a pena foi comutada e o futuro mártir partiu para o exílio, relegado para o mais fundo da Borgonha. Ali, sob a guarda dum nobre homem, Theudefroid, Ramberto viveu mais ou menos em liberdade. Edificado pelas virtudes do exilado, pela paciência, docilidade e jovialidade do santo jovem, Theudefroid que hesitava em matéria religiosa, converteu-se. Falecendo pouco tempo depois, Ebroin enviou dois sicários que, dissimulando as intenções, assassinaram São Ramberto a lançadas, perto duma fonte, a fonte de Bebron, entre Bourg e Belley, no dia 13 de Junho de 680. Transportado o corpo para o mosteiro de São Genésio, ali foi o santo mártir enterrado. Aos milagres que se operavam, os peregrinos foram tão numerosos que nas imediações do mosteiro surgiu um povoado, que logo se chamou de São Ramberto. Quatro séculos depois, o conde do Forez, Gillin, conseguiu parte das relíquias do mártir para o priorado de Santo André, perto de Montbrison. Ali também a afluência de povo foi tal que provocou o surgimento doutro povoado, que, como o primeiro, tomou o nome de São Ramberto. (Livro Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume X, p. 324-325) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-06-13

Quarta-feira, 13 de Junho de 2018. Santo do dia: Santo Antônio de Pádua, presbítero e Doutor da Igreja; Santos Agostinho Phan Viet Huy e Nicolau Bui Viet The, mártiresCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Mateus 5, 17-19 Primeira leitura: Reis 18, 20-39Leitura do primeiro livro dos Reis: Naqueles dias: 20Acab convocou todos os filhos de Israel e reuniu os profetas de Baal no monte Carmelo. 21Então Elias, aproximando-se de todo o povo, disse: ‘Até quando andareis mancando com os dois pés? Se o Senhor é o verdadeiro Deus, segui-o; mas, se é Baal, segui a ele’. O povo não respondeu uma palavra. 22Então Elias disse ao povo: ‘Eu sou o único profeta do Senhor que resta, ao passo que os profetas de Baal são quatrocentos e cinqüenta. 23Dêem-nos dois novilhos; que eles escolham um novilho e, depois de cortá-lo em pedaços, coloquem-no sobre a lenha, mas sem pôr fogo por baixo. Eu prepararei depois o outro novilho e o colocarei sobre a lenha e tampouco lhe porei fogo. 24Em seguida, invocareis o nome de vosso deus e eu invocarei o nome do Senhor. O Deus que ouvir, enviando fogo, este é o Deus verdadeiro’. Todo o povo respondeu, dizendo: ‘Ótima proposição.’ 25Elias disse então aos profetas de Baal: ‘Escolhei vós um novilho e começai, pois sois maioria. E invocai o nome de vosso deus, mas não lhe ponhais fogo’. 26Eles tomaram o novilho que lhes foi dado e prepararam-no. E invocavam o nome de Baal desde a manhã até ao meio-dia, dizendo: ‘Baal, ouve-nos!’ Mas não se ouvia voz alguma e ninguém que respondesse. E dançavam ao redor do altar que tinham levantado. 27Ao meio-dia, Elias zombou deles, dizendo: ‘Gritai mais alto, pois sendo um deus, tem suas ocupações. Porventura ausentou-se ou está de viagem; ou talvez esteja dormindo e é preciso que o acordem’. 28Então eles gritavam ainda mais forte, e retalhavam-se, segundo o seu costume, com espadas e lanças, até o sangue escorrer. 29Passado o meio-dia, entraram em transe até a hora do sacrifício vespertino. Mas não se ouviu voz nenhuma, nem resposta nem sinal de atenção. 30Então Elias disse a todo o povo: ‘Aproximai-vos de mim’. Todo o povo veio para perto dele. E ele refez o altar do Senhor que tinha sido demolido. 31Tomou doze pedras, segundo o número das doze tribos dos filhos de Jacó, a quem Deus tinha dito: ‘Teu nome será Israel’, 32e edificou com as pedras um altar ao nome do Senhor. Fez em redor do altar um rego, capaz de conter duas medidas de sementes. 33Empilhou a lenha, esquartejou o novilho e colocou-o sobre a lenha, 34e disse:’Enchei quatro talhas de água e derramai-a sobre o holocausto e sobre a lenha’. Depois, disse:’Outra vez’. E eles assim fizeram uma segunda vez. E acrescentou:’Ainda uma terceira vez’. E assim foi feito. 35A água correu em voltar do altar e o rego ficou completamente cheio. 36Chegada a hora do sacrifício, o profeta Elias aproximou-se e disse: ‘Senhor, Deus de Abraão, de Isaac e de Israel, mostra hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo e que é por ordem tua que fiz estas coisas. 37Ouve-me, Senhor, ouve-me, para que este povo reconheça que tu, Senhor, és Deus, e que és tu que convertes os seus corações!’ 38Então caiu o fogo do Senhor, que devorou o holocausto, a lenha, as pedras e a poeira, e secou a água que estava no rego. 39Vendo isto, o povo todo prostrou-se com o rosto em terra, exclamando:’É o Senhor que é Deus, é o Senhor que é Deus!’ – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 15 (16) – Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor:’Somente vós sois meu Senhor. R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! – Multiplicam, no entanto, suas dores os que correm para os deuses estrangeiros; seus sacrifícios sangüinários não partilho, nem seus nomes passarão pelos meus lábios. R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! – Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo. R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! – Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado! R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 5, 17-19 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Fazei-me conhecer vossa estrada, vossa verdade me oriente e me conduza! (Sl 24,4s); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 17Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. 18Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. l9Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Santo Onofre, Ermitão

Um abade chamado Pafnuco, que costumava visitar ermitães na Tebaida, é a fonte que nos fornece dados sobre o santo ermitão. Em fins do século IV, ou princípios do V, Pafnuco, piedosamente, palmilhava os desertos do Egito. Eis então quando, abruptamente, deparou com um ser de longuíssima cabeleira, de vastíssimas barbas, ambas, cabeleira e barbas, a jorrar-se pelo chão, um saiote de folhas apertado aos rins. Velho, enrugado, queimado do sol, castigado pelas chuvas, pela fome e pela sede, aquele homem, a princípio, pôs Pafnuco em fuga, atemorizando-o sobremodo. Chamou, porém, ao abade a feia visão docemente, convidando-o achegar-se. Pafnuco, sossegado pelo clamo chamamento, tornou, aproximou-se e conversou com Santo Onofre, que era ele o gasto velho feio. Onofre fora monge, vivera num mosteiro com outros cento e tantos irmãos. Um dia, sentiu que o deserto o chamava, e chamava com insistência. Deixou a comunidade, foi viver na soledade. Sofreu fome, sede, calor, frio, o incômodo das chuvas, a desesperação das longas secas – sem contar as tentações infindas. Deus, no entanto, consolou-o. Consolou-o e nutriu. Ao lado da gruta em que se alapara, crescera uma tamareira de cujo fruto se alimentava. Na falta dos frutos, na gruta, miraculosamente, todas as tardinhas, de repente, surgiam-lhe pão e água. Restaurado, dando graças a Deus, Onofre em Deus se abismava, mergulhado longamente em coisas celestes. Inteirado Pafnuco da história do santo ermitão piedoso, vendo o velho trêmulo, de lábios descorados, como um moribundo, inquietou-se. Estaria às portas da morte? Santo Onofre olhou-o fixamente, adivinhando-lhe o pensamento. – Não temas, irmão Pafnuco, disse. O Senhor, em sua infinita misericórdia, aqui te enviou para que me sepultes. Ditas estas palavras, Santo Onofre abençoou o visitante, pediu que rogasse por ele e se deitou para morrer. E morreu. Morreu e foi enterrado pelo bom abade Pafnuco. No mesmo instante, desmoronou-se a velha gruta, e a tamareira amiga, estremecendo, como em dores, murchou, pendeu tristonhamente a verde cabeleira, e também morreu. Era, provavelmente, pelo ano 400. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume X, p. 258-259) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-06-12

Terça-feira, 12 de Junho de 2018. Santo do dia: São Leão III, PapaCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 5, 13-16 Primeira leitura: Reis 17, 7-16Leitura do primeiro livro dos Reis: Naqueles dias: 7Secou a torrente do lugar onde Elias estava escondido, porque não tinha chovido no país. 8Então a palavra do Senhor foi-lhe dirigida nestes termos: ‘Levanta-te e vai a Sarepta dos sidônios, e fica morando lá, pois ordenei a uma viúva desse lugar que te dê sustento’. 10Elias pôs-se a caminho e foi para Sarepta. Ao chegar à porta da cidade, viu uma viúva apanhando lenha. Ele chamou-a e disse: ‘Por favor, traze-me um pouco de água numa vasilha para eu beber’. 11Quando ela ia buscar água, Elias gritou-lhe: ‘Por favor, traze-me também um pedaço de pão em tua mão!’ 12Ela respondeu: ‘Pela vida do Senhor, teu Deus, não tenho pão. Só tenho um punhado de farinha numa vasilha e um pouco de azeite na jarra. Eu estava apanhando dois pedaços de lenha, a fim de preparar esse resto para mim e meu filho, para comermos e depois esperar a morte’. 13Elias replicou-lhe: ‘Não te preocupes! Vai e faze como disseste. Mas, primeiro, prepara-me com isso um pãozinho, e traze-o. Depois farás o mesmo para ti e teu filho. 14Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: ‘A vasilha de farinha não acabará e a jarra de azeite não diminuirá, até ao dia em que o Senhor enviar a chuva sobre a face da terra’. 15A mulher foi e fez como Elias lhe tinha dito. E comeram, ele e ela e sua casa, durante muito tempo. 16A farinha da vasilha não acabou nem diminuiu o óleo da jarra, conforme o que o Senhor tinha dito por intermédio de Elias. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 4 – Quando eu chamo, respondei-me, ó meu Deus, minha justiça! Vós que soubestes aliviar-me nos momentos de afliçóo, atendei-me por piedade e escutai minha oração! Filhos dos homens, até quando fechareis o coração? Por que amais a ilusão e procurais a falsidade? R: Sobre nós fazei brilhar o esplendor da vossa face! – Compreendei que nosso Deus faz maravilhas por seu servo, e que o Senhor me ouvirá quando lhe faço a minha prece! Se ficardes revoltados, não pequeis por vossa ira; meditai nos vossos leitos e calai o coração! R: Sobre nós fazei brilhar o esplendor da vossa face! – Muitos há que se perguntam:’Quem nos dá felicidade?’ Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face! Vós me destes, ó Senhor, mais alegria ao coração, do que a outros na fartura do seu trigo e vinho novo. R: Sobre nós fazei brilhar o esplendor da vossa face! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 5, 13-16 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Vós sois a luz do mundo; brilha a todos vossa luz. Vendo eles vossas onbras, deem glória ao Pai celeste! (Mt 5,16); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 13Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. 14Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15Ninguém acende uma lâmpada, e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim, num candeeiro, onde brilha para todos que estão na casa. 16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário do dia: Homilia atribuída a São Máximo de Turim, Bispo (Kephas, vol. 1)  «Vós sois o sal da terra. […] Vós sois a luz do mundo» O Senhor disse aos seus apóstolos: «Vós sois a luz do mundo». Como são justas as comparações que o Senhor emprega para designar os nossos pais na fé! Chama-lhes «sal», a eles que nos ensinam a sabedoria de Deus, e «luz», a eles que afastam dos nossos corações a cegueira e as trevas da incredulidade. Mas é justo que os apóstolos recebam o nome de luz, pois eles anunciam, na obscuridade do mundo, a claridade do Céu e o esplendor da eternidade. Não se tornou Pedro uma luz para o mundo inteiro e para todos os fiéis quando disse ao Senhor: «Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo» (Mt 16,16)? Que maior claridade poderia o género humano receber do que ficar a saber por Pedro que o Filho de Deus vivo era o criador da sua luz?  E São Paulo não é uma luz menor para o mundo: quando a Terra estava cega pelas trevas da maldade, ele subiu ao Céu (2Cor 12,2) e, no seu regresso, revelou os mistérios do esplendor eterno. Foi por isso que não pôde, nem esconder-se, qual cidade fundada no alto duma montanha, nem deixar que o escondessem, pois Cristo, pela luz da sua majestade, tinha-o incendiado como candeia cheia do óleo do Espírito Santo. Por isso, bem-amados, se, renunciando às ilusões deste mundo, queremos procurar o sabor da sabedoria de Deus, provemos o sal dos apóstolos. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Barnabé, Apóstolo

“José, chamado pelos apóstolos Barnabé, que quer dizer filho da consolação, levita, natural de Chipre, tinha um sítio; vendeu-o e trouxe o dinheiro e o depôs aos pés dos apóstolos”. Assim no-lo apresentam os Atos dos Apóstolos. Fontes antigas nos referem que Barnabé, chamado apóstolo pelos próprios Atos, embora não pertencesse aos Doze, teria sido um dos setenta discípulos de que fala o Evangelho. De qualquer modo é figura de primeira grandeza na fervorosa comunidade cristã, que floresceu em Jerusalém após o dia de Pentecostes. Barnabé era muito considerado entre os Apóstolos, que o escolheram para a evangelização de Antioquia. É o homem das felizes intuições. Em Antioquia percebeu que aquele era terreno preparado para receber a palavra de Deus. Foi a Jerusalém relatar isso e pedir para levar consigo o recém-convertido Saulo. Começou assim a extraordinária dupla. Após um ano de trabalho, haviam operado tantas conversões de “fazer manchetes de jornais”, como se diria hoje. “Pela primeira vez — lê-se nos Atos — os discípulos foram chamados cristãos em Antioquia”. Saulo, que desde então preferia ser chamado com o nome romano de Paulo, e Barnabé, contentes por terem aberto o caminho para o anúncio do Evangelho entre os pagãos, partiram para outras incumbências. Primeira etapa: Chipre, pátria de Barnabé, que havia levado consigo o jovem primo João Marcos, o futuro evangelista. Mais tarde, no começo da segunda e mais arriscada viagem missionária, Paulo julgou oportuno separar-se do próprio Barnabé, que ficou em Chipre. Paulo e Barnabé, duas personalidades diferentes, que se completavam reciprocamente. Em Listra, na Licaônia, ao término da primeira viagem missionária, durante o sermão, Paulo notara a presença de um pobre paralítico. “Levanta-te e anda”, lhe dissera, operando o prodígio. “À vista do que Paulo acabava de fazer, a multidão exclamou em língua licaônica — ‘Deuses em forma humana vieram a nós’. A Barnabé chamavam Júpiter e, a Paulo, Hermes, porque era ele que falava”. A Barnabé foi atribuída a paternidade da carta paulina aos Hebreus e do outro escrito denominado Evangelho de Barnabé, agora perdido. Não temos notícias dele depois da separação de Paulo. Escritos apócrifos falam de uma viagem sua a Roma e do seu martírio acontecido mais ou menos pelo ano 70, em Salamina, pelas mãos dos judeus da diáspora, que o teriam apedrejado. Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas

São José De Anchieta, Presbítero

José de Anchieta chegou ao Brasil em 1554. A cidade ainda não existia. Havia apenas alguns aglomerados de aborígenes. Chegou aos 24 de janeiro, vigília da festa da Conversão de são Paulo. Educado em Portugal, José provinha daquelas nações que, naquela época, tanto contribuíram para o descoberta do mundo, Espanha e Portugal. Veio com o único objetivo de conduzir os homens a Cristo, transmitindo-lhes a vida de filhos de Deus, destinados à vida eterna. Veio sem exigir nada para si; pelo contrário, disposto a dar sua vida por eles. Jovem, cheio de vida, inteligente, alegre por natureza, de coração aberto e amado por todos, brilhante nos estudos da Universidade de Coimbra, José de Anchieta soube granjear a simpatia de seus colegas, que gostavam de ouvi-lo recitar. Por causa do seu timbre de voz, chamavam-no “canarino” lembrando assim o canto dos pássaros de sua ilha natal, Tenerife, nas Canárias. Diante dele abriam-se muitas estradas ao sucesso. Mas, jovem de fé, estava atento às inspirações e moções de Deus que o atraía por outros caminhos. Buscava o silêncio, a solidão para orar. Muitas vezes, deixando de lado os livros, passeava sozinho, às margens do rio Mondego. Numa dessas caminhadas, entrou na catedral de Coimbra e, diante do altar da Virgem, sentindo uma grande paz, resolveu dedicar sua vida ao serviço de Deus e dos homens; fez o voto de castidade, consagrando-se a Maria. Tinha, então, 17 anos. A partir daí intensificou sua vida de oração. Demonstrava grande maturidade. Profundamente impressionado com as cartas de são Francisco Xavier, que contavam as carências de tantos povos e países do Oriente, e desejando seguir tão eloquente exemplo, decidiu entrar na Companhia de Jesus. E assim, poucos anos depois, veio ao Brasil. Uma vez missionário, José de Anchieta viveu o espírito do apóstolo dos gentios. Salvar as almas para a glória de Deus, este era o objetivo de sua vida. Isto explica a sua prodigiosa atividade, ao buscar novas formas de atuação apostólica, que o levavam a fazer-se tudo para todos. Não recusou nenhum esforço para compreender os seus “Brasis” e compartilhar-lhes a vida. Tornou-se exímio catequista que — seguindo o exemplo de Cristo Senhor, Deus feito homem para revelar o Pai —, vivendo entre os homens, falava-lhes de maneira simples, adaptando-se às suas categorias mentais e aos seus costumes. Promoveu e desenvolveu as aldeias, cujo coração era sempre a Casa de Deus, onde o sacrifício Eucarístico era celebrado regularmente e onde o Senhor sacramentado permanecia presente. Padre Anchieta multiplicou-se incansavelmente através de tantas atividades, até mesmo do estudo da fauna e da flora, da medicina, da música e da literatura, mas tudo isso orientava para o bem verdadeiro do homem destinado a ser e viver como filho de Deus. O seu segredo era a sua fé: era homem de Deus. Por certo não lhe faltaram dores e penas, decepções e insucessos; também teve sua parte no pão de cada dia de todo apóstolo de Cristo, de todo sacerdote do Senhor. Mas em meio à sua incansável atividade e contínuo sofrimento, jamais faltou a calma, serena e viril certeza alicerçada no Senhor Jesus Cristo, com quem se encontrava e a quem se unia no mistério eucarístico: a quem se entregava continuamente para deixar-se plasmar pelo seu Espírito. Não tendo nem papel nem tinta à disposição, na areia da praia escreveu com amor o seu poema — que aprendeu de cor: A virgem Maria, mãe de Deus. Eis aí as fontes da riqueza da vida e da atividade de Anchieta: a união profunda e ardente com Deus, o apego a Cristo presente na eucaristia, o terno amor a Nossa Senhora. Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas

Imaculado Coração De Maria. Memória

(branco – ofício da memória) Maria é a mulher que guarda no coração a Palavra de Deus. É a morada do Espírito Santo, sede da sabedoria, imagem da Igreja que escuta e testemunha o Senhor. Celebremos o mistério pascal contemplando a beleza do seu imaculado coração, que revela sua condição de fiel discípula e modelo de discipulado.   Primeira Leitura: Isaías 61,9-11 Leitura do livro do profeta Isaías – 9A descendência do meu povo será conhecida entre as nações, e seus filhos se fixarão no meio dos povos; quem os vir há de reconhecê-los como descendentes abençoados por Deus. 10Exulto de alegria no Senhor e minha alma regozija-se em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça e adornou-me como um noivo com sua coroa ou uma noiva com suas joias. 11Assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Senhor Deus fará germinar a justiça e a sua glória diante de todas as nações. – Palavra do Senhor. Salmo Responsorial: 1Sm 2 Meu coração se regozija no Senhor. Exulta no Senhor meu coração / e se eleva a minha fronte no meu Deus; / minha boca desafia os meus rivais / porque me alegro com a vossa salvação. – R. O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, / mas os fracos se vestiram de vigor. / Os saciados se empregaram por um pão, / mas os pobres e os famintos se fartaram. / Muitas vezes deu à luz a que era estéril, / mas a mãe de muitos filhos definhou. – R. É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, / faz descer à sepultura e faz voltar; / é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, / é o Senhor quem nos humilha e nos exalta. – R. O Senhor ergue do pó o homem fraco, / do lixo ele retira o indigente, / para fazê-los assentar-se com os nobres / num lugar de muita honra e distinção. – R. Evangelho: Lucas 2,41-51 Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – 41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém sem que seus pais o notassem. 44Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. 46Três dias depois, o encontraram no templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas. 47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. 49Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” 50Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. 51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas essas coisas. – Palavra da salvação.   Reflexão: Enfocada já desde os Padres da Igreja, a grandeza do coração de Maria recebe devoção especial durante a Idade Média. A passagem da devoção privada ao culto público do Coração de Maria é obra de São João Eudes (1601-1680). Em 1942, o Papa Pio XII estendeu esta festa a toda a Igreja. O caminho para Jerusalém é imagem da caminhada de fé, vivida por Maria no seu coração. Os pais sempre alimentam projetos com relação ao futuro dos filhos. Com doze anos, Jesus entra responsavelmente na sociedade cultual e social do povo da Aliança. O que fará ele de sua vida? Jesus deve realizar o projeto do Pai, projeto para o qual nasceu. Jerusalém (mencionada três vezes) é a meta rumo à qual Jesus caminha em total obediência à vontade do Pai. Com Jesus devem caminhar também sua mãe e todo discípulo seu. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

Santo Efrém, Diácono E Doutor Da Igreja

Sabemos muito pouco da vida de santo Efrém. Nasceu em Nisibi na Mesopotâmia setentrional, no início do século IV, provavelmente em 306. Tinha sete anos quando Constantino emanou o edito de Milão. Ao que parece Efrém não tinha muita liberdade de culto no âmbito da própria família, pois o seu pai era sacerdote pagão, naturalmente pouco propenso a aceitar a formação cristã que a piedosa mãe procurava dar ao filho. Efrém foi expulso de casa. Aos 18 anos recebia o batismo e viveu do próprio trabalho, em Edessa, como servidor num balneário público. Em 338, Nisibi foi atacada pelos persas e Efrém correu ajudá-la. Quando Nisibi caiu sob o domínio dos persas, Efrém, feito diácono, se estabeleceu definitivamente em Edessa, onde dirigiu uma escola. Aí morreu a 9 de junho de 373. Bento XV o declarou doutor da Igreja em 1920. A tradição no-lo apresenta como homem austero. Não sabia grego e provavelmente foi esta a razão pelo qual não encontramos na sua obra literária aquela influência teológica contemporânea, caracterizada pelas controvérsias trinitárias. Ele é transmissor genuíno da doutrina cristã antiga. O meio usado por santo Efrém para a divulgação da verdade cristã é provavelmente a poesia, razão porque foi chamado “a harpa do Espírito Santo”. Na sua época organizava-se o canto religioso alternado nas igrejas. Os iniciadores foram santo Ambrósio em Milão e Diodoro em Antioquia. O diácono de Nisibi, nas fronteiras da cristandade e do mundo romano, compôs na língua nativa poesias de conteúdo didático ou exortativo, de natureza lírica e própria para o canto coletivo. O caráter popular de suas poesias propiciou logo vasta divulgação. Da Síria chegaram ao Oriente mediterrâneo, graças também a cuidadosa tradução em grego. Efrém não escrevia pela glória literária: servia-se da poesia como de excelente meio pastoral, mesmo nas homilias e nos sermões. O profundo conhecimento da Sagrada Escritura oferecia à sua rica veia poética o elemento mais propício para imergir nos mistérios da verdade e extrair úteis ensinamentos para o povo de Deus. Ele é também o poeta de Nossa Senhora, à qual dirigiu 20 hinos e para com ela teve expressões de terna devoção. Invocava Maria como a “mais resplandescente que o sol, conciliadora do céu e da terra, paz, alegria e salvação do mundo, honra das virgens, toda pura, ima-culada, incorrupta, santíssima, inviolada, venerável, honorífica…”. Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas

Santo Antônio Maria Gianelli, Presbítero

Nascido no ano da Revolução Francesa, a 12 de abril de 1789, em Cereta, perto de Chiavari, Antônio Maria Gianelli foi, a seu modo, revolucionário. Ingressou no seminário aos 19 anos e foi ordenado padre quatro anos depois. Professor de letras e de retórica, teve entre seus alunos jovens destinados a brilhar no firmamento cristão, como o venerável Frassinetti. Para recepcionar o novo bispo, dom Lambruschini, o professor Gianelli organizou em Gênova um recital intitulado A reforma do seminário, que teve notável repercussão. Eram os anos da Restauração, após o incêndio napoleônico. De 1826 a 1838 foi arcipreste de Chiavari. Este período, que ele chamará de “má cultivação”, foi marcado por muitas inovações pastorais na sua paróquia e pela criação de várias instituições, como um seminário próprio e a redescoberta da Suma de santo Tomás na pregação teológica e filosófica dos candidatos ao sacerdócio. Sob o nome incomum de Sociedade Econômica, encaminhou uma instituição beneficente cultural e assistencial confiada por padre Gianelli “aos cuidados das Damas da Caridade’’ para a instrução gratuita das meninas pobres. Era o esboço da fundação que nasceria em 1829, das Filhas de Maria, conhecidas ainda como irmãs Gianellinas, destinadas a rápida expansão e a profícuo apostolado na América Latina. Dois anos antes criara pequena congregação missionária, posta sob o patrocínio de santo Afonso Maria de Ligório para a pregação de missões ao povo e organização do clero. Em 1838 foi eleito bispo de Bobbio; ajudado pelos ligorianos, a sua jovem congregação, que ele reconstituiu com o nome de Oblatos de Santo Afonso, reorganizou o tecido eclesiástico da sua diocese, removendo párocos pouco zelosos e expulsando os indignos. Entre os seus ligorianos existiu também um apóstata, padre Cristovão Bonavino, brilhan-tíssima inteligência, mais conhecido com o pseudônimo de Ausônio Franchi; racionalista e ateu, que voltou depois à genuína fé cristã, abjurando suas obras precedentes com Última crítica, e prestando um testemunho público de devoção a Gianelli, que esteve ao seu lado nos momentos mais agudos de sua crise espiritual. O santo das irmãs, como é chamado na América Latina, onde ainda florescem suas instituições femininas, acabou prematuramente sua vida terrena, na idade de 57 anos, a 7 de junho de 1846. Foi beatificado em 1925 e canonizado por Pio XII a 21 de outubro de 1951. Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas

Solenidade Do Sagrado Coração De Jesus Do Tempo Comum

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (branco – ofício da solenidade) Atraídos pelo amor de Deus, reunimo-nos para celebrar o Sagrado Coração de Jesus. O Senhor, que nos amou até a doação da própria vida, quer que esta liturgia, manancial da salvação, nos ajude a viver enraizados no seu amor. Primeira Leitura: Oseias 11,1.3-4.8-9 Leitura da profecia de Oseias – Assim diz o Senhor: 1“Quando Israel era criança, eu já o amava, e desde o Egito chamei meu filho. 3Ensinei Efraim a dar os primeiros passos, tomei-o em meus braços, mas eles não reconheceram que eu cuidava deles. 4Eu os atraía com laços de humanidade, com laços de amor; era para eles como quem leva uma criança ao colo e rebaixava-me a dar-lhes de comer. 8Meu coração comove-se no íntimo e arde de compaixão. 9Não darei largas à minha ira, não voltarei a destruir Efraim, eu sou Deus e não homem; o santo no meio de vós, e não me servirei do terror”. – Palavra do Senhor. Salmo Responsorial: Is 12 Com alegria bebereis do manancial da salvação. Eis o Deus, meu salvador, eu confio e nada temo; / o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. – R. Com alegria bebereis no manancial da salvação. / E direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor, / invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, / entre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime. – R. Louvai, cantando, ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, / publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! / Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, / porque é grande em vosso meio o Deus santo de Israel!” – R.   Segunda Leitura: Efésios 3,8-12.14-19 Leitura da carta de são Paulo aos Efésios – Irmãos, 8eu, que sou o último de todos os santos, recebi esta graça de anunciar aos pagãos a insondável riqueza de Cristo 9e de mostrar a todos como Deus realiza o mistério desde sempre escondido nele, o criador do universo. 10Assim, doravante, as autoridades e poderes nos céus conhecem, graças à Igreja, a multiforme sabedoria de Deus, 11de acordo com o desígnio eterno que ele executou em Jesus Cristo, nosso Senhor. 12Em Cristo nós temos, pela fé nele, a liberdade de nos aproximarmos de Deus com toda a confiança. 14É por isso que dobro os joelhos diante do Pai, 15de quem toda e qualquer família recebe seu nome, no céu e sobre a terra. 16Que ele vos conceda, segundo a riqueza da sua glória, serdes robustecidos, por seu Espírito, quanto ao homem interior; 17que ele faça habitar, pela fé, Cristo em vossos corações e que estejais enraizados e fundados no amor. 18Tereis assim a capacidade de compreender, com todos os santos, qual a largura, o comprimento, a altura, a profundidade, 19e de conhecer o amor de Cristo, que ultrapassa todo conhecimento, a fim de que sejais cumulados até receber toda a plenitude de Deus. – Palavra do Senhor.   Evangelho: João 19,31-37 Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João – 31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. 33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 35Aquele que viu dá testemunho, e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”. 37E outra Escritura ainda diz: “Olharão para aquele que transpassaram”. – Palavra da salvação.   Reflexão: O cadáver de um condenado normalmente não ficava dependurado na cruz durante a noite; por isso, os judeus pedem a Pilatos para acelerar a morte dos condenados, quebrando-lhes as pernas, a fim de sepultá-los antes do anoitecer. Assim não ficariam expostos no sábado, que era a Páscoa. Como Jesus já estava morto, não lhe quebraram as pernas, mas abriram-lhe o lado com a lança, saindo sangue e água. Tudo está consumado. Jesus, por amor, vai até o fim, até o esgotamento da última gota de sangue e de água. Tudo de si doou para que a humanidade aprenda, desse gesto supremo de amor, a valorizar a vida, também dos que são crucificados no mundo de hoje. Celebrada na sexta-feira após a Santíssima Trindade, a solenidade do Sagrado Coração de Jesus nos mostra justamente os lados humano e divino de Jesus, capaz de se oferecer em favor da vida de todos. Não reservou nada para si, nem a última gosta de sangue. O coração dele foi aberto para abrigar a todos. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas