Santa Lutgarda, Virgem

Lutgarda nasceu em Tongres no ano de 1182. Vivendo entre as beneditinas de Santa Catarina, apareceu-lhe, um dia, Nosso Senhor. Mostrou-lhe as chagas sagradas, pedindo à jovem que o amasse exclusivamente: deixada com aquelas religiosas pelos pais que eram pobres, sem possibilidades de lhe dar sequer um pequenino dote para se casar, em Santa Catarina vivia Lutgarda a rir e a brincar, um tanto mundanamente. Desde aquele aparecimento de Nosso Senhor, a santa virgem mudou completamente, atirando-se piedosamente à oração e às mortificações. E pôs-se a meditar a Paixão tão intensamente que, por vezes, era vista com a cabeça toda orvalhada de sangue. Maria de Oignies, uma santa mulher belga, retirada numa cela em Namur, atestou que Lutgarda converteu muitíssimos pecadores e livrou um sem número de almas das durezas do Purgatório. Para levar vida mais austera, a jovem deixou Santa Catarina e se fixou em Aywieres, no Brabante, então diocese de Namur. Como ali só se falasse o francês, Lutgarda rejubilou, porque, só conhecendo o alemão, podia dar-se tranquilamente ao silêncio e à humildade. Onze anos antes de morrer, a santa virgem ficou cega. E, um dia, disse-lhe o Senhor que se preparasse para deixar o mundo rogando pelos pecadores abandonando-se a Deus. Santa Lutgarda faleceu a 16 de Junho de 1246 com sessenta e quatro anos de idade. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume X, p. 414-415) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-06-16

Sábado, 16 de Junho de 2018. Santo do dia: Beato Tomás Reding, mártirCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 5,33-37 Primeira leitura: Reis 19, 19-21Leitura do primeiro livro dos Reis: Naqueles dias: 19O profeta Elias partiu dali e encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando a terra com doze juntas de bois; e ele mesmo conduzia a última. Elias, ao passar perto de Eliseu, lançou sobre ele o seu manto. 20Então Eliseu deixou os bois e correu atrás de Elias, dizendo: ‘Deixa-me primeiro ir beijar meu pai e minha mãe, depois te seguirei’. Elias respondeu: ‘Vai e volta! Pois o que te fiz eu? 21Ele retirou-se, tomou a junta de bois e os imolou. Com a madeira do arado e da canga assou a carne e deu de comer à sua gente. Depois levantou-se, seguiu Elias e pôs-se ao seu serviço. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 15 (16) – Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor:’Somente vós sois meu Senhor. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas Mãos! R: O Senhor é a porção da minha herança. – Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo. R: O Senhor é a porção da minha herança. – Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranqüilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção. R: O Senhor é a porção da minha herança. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 5, 33-37 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Inclinai meu coração às vossas advertências e dai-me vossa lei como um presente vantajoso! (Sl 118,36.29); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, disse Jesus aos seus díscipulos: 33Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas’cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. 34Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; 35nem pela terra, porque é o suporte onde apóia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei. 36Não jures tão pouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. 37Seja o vosso’sim’:’Sim’, e o vosso’nóo’:’Não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santa Germana Cousin, Virgem

Germana Cousin falecida em 1601, deixou o mundo bastante jovem: vinte e dois anos. Foi, desde que perdeu a mãe, que não chegou a conhecer, perene sofredora. Filha dum pobre lavrador de Pibrac, aldeia que se situava perto de Tolosa, nasceu em 1579, quando das tristes guerrasde religião. Magra, mal nutrida, escrofulosa, tinha umas das mãos, a direita, deformada. O pai não a amava. Nunca lhe deu sequer um carinho. E, quando se casou pela segunda vez, jamais se apoquentou com a perseguição que a madrasta sistematicamente moveu à filha. Assim, na casa paterna, Germana nunca encontrou aquele repouso e aquela paz que todos encontramos, porto seguro que nos põem ao abrigo das piores tempestades. Um dos seus biógrafos escreveu: A madrasta, sempre irritada, repreendia-a constantemente, e deu-lhe, como quarto, o estábulo, como cama, duros sarmentos. Pouco satisfeita com tanta dureza, aquela mulher, por um capricho do mau humor, proibia ainda a pobre Germana de se abeirar das outras crianças da família, irmãos e irmãs que ela amava com grande ternura, procurando todas as ocasiões para servi-los sem manifestar qualquer ciúme das preferências odiosas do qual eles eram objetos, e ela a vítima. Deus ensinou-lhe o amor ao sofrimento, por isso aceitava com alegria aquelas humilhações e estas injustiças. Calava-se e escondia-se, E, como se a cruz que carregava lhe parecesse assaz leve, juntava-lhe austeridades. Recusou, durante toda a vida, outra alimentação que não fora pão e água. Pastora, Germana era a responsável pelos carneiros da família. E, conta-se, para ir à igreja, deixava-os aos cuidados de Deus: nunca, nestas ausências, animal algum se extraviou ou se perdeu, nem lobo jamais fez qualquer incursão nos campos em que os animais jaziam placidamente a pastar. Conta-se também que, barrando-lhe o caminho da igreja havia um largo ribeirão, sem ponte: no verão, passava-o Germana facilmente pelo vau, mas, no tempo das chuvas, quando então o curso crescia, tornando-se rumoroso e perigoso, a jovem, viram-no vários camponeses da região, atravessava-o a pé enxuto, uma vez que as águas, como no Mar Vermelho, abriam-lhe um seguro caminho. Quando nos campos sem fim, Germana estava constantemente com Deus. Do terço, fazia-o a principal oração. E, quando os sinos da igreja, ao longe, no crepúsculo, tocavam o Angelus, punha-se ela de joelhos, tivesse neve ou não, e suplicava à Virgem com grande ardor que lhe desse forças para tudo vencer e assim agradar a Deus. Aos pequenos das redondezas, que às vezes vinham até ela, trazidos pelos folguedos sentava-os em roda e, com doçura, ensinava-lhes o catecismo, terminando por lhes falar de Deus, do quão bom era Ele, quão poderosa a sua Virgem Mãe e quão doce o Mestre, o Sublime Senhor Jesus nosso. Penalizada com os pobres que pelos campos passavam, resolveu recolher os restos da casa para mitigar-lhes a fome. Um dia, a madrasta suspeitou da enteada. Saía ela sempre com fatias de pão escondidas no avental? Deslindaria o caso. Havia de segui-la e, na hora azada, apanhá-la-ia de improviso. Empunhou, certa tarde, um porrete, e pôs-se a seguir a jovem. Em dado momento, tomou por um atalho, ligeira, e foi, numa curva, surpreendê-la. Ríspida, ordenou a enteada que soltasse as pontas do avental. Que levava ela ali tão apertadamente? Germana obedeceu, e uma chuva de flores jamais vistas, esquisitas e de grande frescor, caiu por terra, perfumando os ares. Era um milagre, uma vez que se estava no mais rijo inverno. Um dia, não a viram sair com o rebanho, como habitualmente fazia. O pai, então, tratou de ver o que acontecera. No estábulo, onde dormia, não estava. Não costumava ela, às vezes, dormir no fundo do corredor, sobre o leito de sarmentos? Havia, pois, de lá estar. Perdera a hora, dormira mais do que devia. Com efeito, Germana lá estava e dormia o sono eterno. O povo, em massa, compareceu aos funerais da jovem Germana Cousin, porque sempre fora doce, caridosa, humilde, amiga, boa e paciente. Que dizer do ribeirão que separavam as águas para que pudesse atravessá-lo? Que dizer dos ensinamentos ministrados às crianças, nos campos? Que pensar das flores maravilhosas que, em pleno inverno, caíram-lhe do sujo avental, às vistas da madrasta sempre e sempre má e má? Sabiam todos que perdiam um tesouro. Pressentiam-no. Germana dói enterrada na igreja, diante do púlpito. Quarenta e três anos mais tarde, ou seja, em 1644, o coveiro, fazendo preparativos para enterrar uma parenta da Santa, encontrou, quase à flor da terra, um corpo deveras conservado. Era o corpo duma jovem que, ao ser tirado totalmente da cova, chamou a atenção por ter uma das mãos, a direita, deformada. Os mais velhos do lugar de Pibrac, num átimo, reconheceram naquele corpo a jovem Germana Cousin, Muitos milagres então foram operados por Deus, e a heroicidade das virtudes de Germana, a 20 de Maio de 1850, foi proclamada em Roma. Beatificada a 7 de Maio de 1854, foi canonizada a 29 de Junho de 1867. Logo, por todo o globo, espalhou-se o culto da doce pastorazinha, e, em 1901, em Pibrac, foi lançada a primeira pedra duma basílica em sua honra. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume X, p. 387 à 390) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-06-15

Sexta-feira, 15 de Junho de 2018. Santo do dia: Beata Albertina Berkenbrock, virgem e mártirCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 5,27-32 Primeira leitura: Reis 19, 9.11-16Leitura do primeiro livro dos Reis: Naqueles dias, ao chegar a Horeb, o monte de Deus, 9o profeta Elias entrou numa gruta, onde passou a noite. E eis que a palavra do Senhor lhe foi dirigida nestes termos: 11‘Sai e permanece sobre o monte diante do Senhor, porque o Senhor vai passar’. Antes do Senhor, porém, veio um vento impetuoso e forte, que desfazia as montanhas e quebrava os rochedos. Mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto. Mas o Senhor não estava no terremoto. 12Passado o terremoto, veio um fogo. Mas o Senhor não estava no fogo. E depois do fogo ouviu-se um murmúrio de uma leve brisa. 13Ouvindo isto, Elias cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da gruta. Ouviu, então, uma voz que dizia: ‘Que fazes aqui, Elias?’ 14Ele respondeu: ‘Estou ardendo de zelo pelo Senhor, Deus Todo-poderoso, porque os filhos de Israel abandonaram tua aliança, demoliram teus altares e mataram à espada teus profetas. Só eu escapei. Mas, agora, também querem matar-me’. 15O Senhor disse-lhe: ‘Vai e toma o teu caminho de volta, na direção do deserto de Damasco. Chegando lá, ungirás Hazael como rei da Síria. 16Unge também a Jeú, filho de Namsi, como rei de Israel, e a Eliseu, filho de Safat, de Abel-Meula, como profeta em teu lugar. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 26 (27) – Ó Senhor, ouvi a voz do meu apelo, atendei por compaixão! Meu coração fala convosco confiante, é vossa face que eu procuro. R: Senhor, é vossa face que eu procuro! – Não afasteis em vossa ira o vosso servo, sois vós o meu auxílio! Não me esqueçais nem me deixeis abandonado, meu Deus e Salvador! R: Senhor, é vossa face que eu procuro! – Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! R: Senhor, é vossa face que eu procuro! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 5,27-32 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Como astros no mundo brilheis, pregando a Palavra da vida! (Fl 2,15s); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 27Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. 28Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. 29Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga-o para longe de ti! De fato, é melhor perder um de teus membros, do que todo o teu corpo ser jogado no inferno. 30Se a tua mão direita é para ti ocasião de pecado, corta-a e joga-a para longe de ti! De fato, é melhor perder um dos teus membros, do que todo o teu corpo ir para o inferno. 3lFoi dito também: ‘Quem se divorciar de sua mulher, dê-lhe uma certidão de divórcio’. 32Eu, porém, vos digo: Todo aquele que se divorcia de sua mulher, a não ser por motivo de união irregular, faz com que ela se torne adúltera; e quem se casa com a mulher divorciada comete adultério. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário do dia por Beato Paulo VI, Papa de 1963 a 1978 Encíclica «Humanae vitae», 8-9 «Deus criou o homem à sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os criou homem e mulher» (Gn 1, 27) O amor conjugal exprime a sua verdadeira natureza e nobreza quando se considera a sua fonte suprema, Deus, que é Amor. […] O matrimónio não é, portanto, fruto do acaso, ou produto de forças naturais inconscientes: é uma instituição sapiente do Criador, para realizar na humanidade o seu desígnio de amor. Mediante a doação pessoal recíproca, […] os esposos tendem para a comunhão do seu ser, com vista a um aperfeiçoamento mútuo pessoal, para colaborarem com Deus na geração e educaçao de novas vidas. Depois, para os batizados, o matrimónio revela a dignidade de sinal sacramental da graça, enquanto representa a união de Cristo com a Igreja (Ef 5,32). A esta luz, aparecem-nos claramente as notas características do amor conjugal. […] É, antes de mais, um amor plenamente humano, quer dizer, ao mesmo tempo espiritual e sensível. Não é, portanto, um simples ímpeto do instinto ou do sentimento; mas é também, e principalmente, um ato da vontade livre, destinado a manter-se e a crescer, mediante as alegrias e as dores da vida quotidiana, de tal modo que os esposos se tornem um só coração e uma só alma e alcancem a sua perfeição humana. É, depois, um amor total, quer dizer, uma forma muito especial de amizade pessoal, em que os esposos generosamente compartilham todas as coisas, sem reservas indevidas e sem cálculos egoístas. Quem ama verdadeiramente o próprio consorte não o ama somente por aquilo que dele recebe, mas por ele mesmo, sentindo-se feliz por poder enriquecê-lo com o dom de si próprio. É, ainda, um amor fiel e exclusivo, até à morte. Assim o concebem, efetivamente, o esposo e a esposa no dia em que assumem, livremente e com plena consciência, o compromisso do vínculo matrimonial. […] É, finalmente, um amor fecundo, que não se esgota na comunhão entre os cônjuges, mas que está destinado a continuar-se, suscitando novas vidas. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santo Eliseu, Profeta – Antigo Testamento

Eliseu, com Elias, é o gigante do profetismo antigo. Filho de um rico lavrador, labutava com o arado quando Elias lhe surgiu. Temeroso da ira de Jezabel, a quem Acab referira tudo que o profeta fizera, Elias viu-se obrigado a fugir, indo-se para o deserto. Sentando-se “debaixo de um junípero, desejou para si a morte, e disse: – Basta-me de vida, Senhor, tirai-ma, porque eu não sou melhor do que meus pais. Depois lançou-se por terra e adormeceu à sombra do junípero. Então, um anjo do Senhor o tocou e lhe disse: – Levanta-te e come. Olhou e viu junto à sua cabeça um pão cozido debaixo da cinza, e um vaso d’água; comeu, pois, e bebeu, e tornou a adormecer. Voltou segunda vez o anjo do Senhor, que o tocou e lhe disse: – Levanta-te e come, porque te resta um longo caminho. Tendo-se ele levantado, comeu e bebeu e, com o vigor daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites, até o monte de Deus, Horeb. Tendo chegado ali, passou a noite numa caverna. Então o Senhor lhe dirigiu a sua palavra: – Que fazes aqui, Elias? Ele respondeu: – Eu me consumo de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos, porque os filhos de Israel abandonaram a tua aliança, destruíram os teus altares, mataram os teus profetas à espada. Eu fiquei só, mas procuram-me tirar a vida. – Disse-lhe o Senhor: – Sai e conserva-te sobre o monte diante do Senhor, porque o Senhor vai passar. Nesse momento, diante do Senhor correu um vento impetuoso e forte, que fendia as montanhas e quebrava as rochas; mas o Senhor não estava naquele vento. Depois do vento houve um terremoto; e o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto, acendeu-se um fogo, mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma branda viração. Tendo Elias ouvido isto, cobriu o seu rosto com a capa, e, tendo saído, pôs-se à entrada da caverna. Então fez-se ouvir uma voz que lhe dizia: – Que fazes aqui, Elias? – Ele respondeu: – Consumo-me de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos porque os filhos de Israel abandonaram a tua aliança, destruíram os teus altares, mataram os teus profetas à espada; eu fiquei só, e eles me procuram para me tirar a vida. – O Senhor lhe disse: – Vai e torna ao teu caminho pelo deserto de Damasco; quando lá tiveres chegado, ungirás Hazael como rei da Síria; a Jeú, filho de Namsi, ungirás rei de Israel; a Eliseu, filho de Safat, que é de Abelmeula, ungi-lo-ás profeta em teu lugar. Acontecerá que todo o que escapar à espada de Hazael, Jeú o matará; e todo o que escapar à espada de Jeú, Eliseu o matará. Eu reservarei para mim em Israel sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal e não o adorarão, beijando a sua mão. Tendo Elias partido dali, encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando com doze juntas de bois; ele mesmo conduzia um dos arados das doze juntas de bois. Chegando Elias junto de Eliseu, pôs a sua capa sobre ele. Ele, deixando imediatamente os bois, correu após Elias e disse: – Permite-me que eu vá beijar meu pai e minha mãe; depois seguir-te-ei. – Elias disse: – Vai e volta, porque sabes o que te fiz. Tendo Eliseu deixado Elias, tomou uma junta de bois e matou-os; com o arado dos bois cozeu as carnes e deu-as a comer ao povo. Depois, levantando-se, partiu e seguiu Elias, para o servir. Audaciosamente, Eliseu solicitou do mestre uma parte dupla na distribuição dos dons proféticos. Isto sucedeu quando o Senhor quis arrebatar Elias ao céu num remoinho de fogo, do outro lado do Jordão, depois da partida de Galgala. Elias disse a Eliseu: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou a Betel. – Eliseu respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Indo para Betel, saíram os filhos dos profetas, que estavam em Betel, a receber Eliseu, e disseram-lhe: – Porventura sabes tu que o Senhor te há de levar hoje o teu amo? – Ele respondeu: – Eu também o sei; calai-vos. – Disse Elias a Eliseu: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou a Jericó. – Ele respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Tendo chegado a Jericó, foram os filhos dos profetas, que estavam em Jericó, ter com Eliseu, e disseram-lhe: – Porventura sabes tu que o Senhor te há de tirar hoje o teu amo: – Ele lhes disse: – Eu também o sei; calai-vos. – Disse-lhe novamente Elias: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou até o Jordão. – Ele respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Foram, pois, ambos juntos, e cinqüenta dos filhos dos profetas os seguiram. Pararam defronte deles, ao longe, e eles ambos se puseram à borda do Jordão. Elias tomou a sua capa, dobrou-a, e feriu as águas, as quais se dividiram para as duas bandas de modo que passaram ambos a pé enxuto. Tendo passado, disse Elias a Eliseu: – Pede-me o que queres que eu te alcance, antes que eu seja arrebatado de ti. – Eliseu respondeu: – Seja-me concedida uma porção dobrada do teu espírito. – Elias respondeu: – Dificultosa coisa pediste; todavia, se tu me vires quando me arrebatarem de ti, isto é o sinal de que terás o que pediste; mas, se não me vires, não o terás. Continuando o seu caminho, entretidos a conversar, eis que um carro de fogo e uns cavalos de fogo os separaram um do outro, e Elias subiu ao céu no meio de um remoinho. Eliseu o via e clamava: – Meu pai, meu pai! Carro de Israel e seu condutor! Depois não o viu mais. Tomando então as suas vestes, rasgou-as em duas partes, e levantou do chão a capa que Elias lhe tinha deixado cair.
Santo Eliseu, Profeta – Antigo Testamento

Eliseu, com Elias, é o gigante do profetismo antigo. Filho de um rico lavrador, labutava com o arado quando Elias lhe surgiu. Temeroso da ira de Jezabel, a quem Acab referira tudo que o profeta fizera, Elias viu-se obrigado a fugir, indo-se para o deserto. Sentando-se “debaixo de um junípero, desejou para si a morte, e disse: – Basta-me de vida, Senhor, tirai-ma, porque eu não sou melhor do que meus pais. Depois lançou-se por terra e adormeceu à sombra do junípero. Então, um anjo do Senhor o tocou e lhe disse: – Levanta-te e come. Olhou e viu junto à sua cabeça um pão cozido debaixo da cinza, e um vaso d’água; comeu, pois, e bebeu, e tornou a adormecer. Voltou segunda vez o anjo do Senhor, que o tocou e lhe disse: – Levanta-te e come, porque te resta um longo caminho. Tendo-se ele levantado, comeu e bebeu e, com o vigor daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites, até o monte de Deus, Horeb. Tendo chegado ali, passou a noite numa caverna. Então o Senhor lhe dirigiu a sua palavra: – Que fazes aqui, Elias? Ele respondeu: – Eu me consumo de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos, porque os filhos de Israel abandonaram a tua aliança, destruíram os teus altares, mataram os teus profetas à espada. Eu fiquei só, mas procuram-me tirar a vida. – Disse-lhe o Senhor: – Sai e conserva-te sobre o monte diante do Senhor, porque o Senhor vai passar. Nesse momento, diante do Senhor correu um vento impetuoso e forte, que fendia as montanhas e quebrava as rochas; mas o Senhor não estava naquele vento. Depois do vento houve um terremoto; e o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto, acendeu-se um fogo, mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma branda viração. Tendo Elias ouvido isto, cobriu o seu rosto com a capa, e, tendo saído, pôs-se à entrada da caverna. Então fez-se ouvir uma voz que lhe dizia: – Que fazes aqui, Elias? – Ele respondeu: – Consumo-me de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos porque os filhos de Israel abandonaram a tua aliança, destruíram os teus altares, mataram os teus profetas à espada; eu fiquei só, e eles me procuram para me tirar a vida. – O Senhor lhe disse: – Vai e torna ao teu caminho pelo deserto de Damasco; quando lá tiveres chegado, ungirás Hazael como rei da Síria; a Jeú, filho de Namsi, ungirás rei de Israel; a Eliseu, filho de Safat, que é de Abelmeula, ungi-lo-ás profeta em teu lugar. Acontecerá que todo o que escapar à espada de Hazael, Jeú o matará; e todo o que escapar à espada de Jeú, Eliseu o matará. Eu reservarei para mim em Israel sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal e não o adorarão, beijando a sua mão. Tendo Elias partido dali, encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando com doze juntas de bois; ele mesmo conduzia um dos arados das doze juntas de bois. Chegando Elias junto de Eliseu, pôs a sua capa sobre ele. Ele, deixando imediatamente os bois, correu após Elias e disse: – Permite-me que eu vá beijar meu pai e minha mãe; depois seguir-te-ei. – Elias disse: – Vai e volta, porque sabes o que te fiz. Tendo Eliseu deixado Elias, tomou uma junta de bois e matou-os; com o arado dos bois cozeu as carnes e deu-as a comer ao povo. Depois, levantando-se, partiu e seguiu Elias, para o servir. Audaciosamente, Eliseu solicitou do mestre uma parte dupla na distribuição dos dons proféticos. Isto sucedeu quando o Senhor quis arrebatar Elias ao céu num remoinho de fogo, do outro lado do Jordão, depois da partida de Galgala. Elias disse a Eliseu: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou a Betel. – Eliseu respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Indo para Betel, saíram os filhos dos profetas, que estavam em Betel, a receber Eliseu, e disseram-lhe: – Porventura sabes tu que o Senhor te há de levar hoje o teu amo? – Ele respondeu: – Eu também o sei; calai-vos. – Disse Elias a Eliseu: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou a Jericó. – Ele respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Tendo chegado a Jericó, foram os filhos dos profetas, que estavam em Jericó, ter com Eliseu, e disseram-lhe: – Porventura sabes tu que o Senhor te há de tirar hoje o teu amo: – Ele lhes disse: – Eu também o sei; calai-vos. – Disse-lhe novamente Elias: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou até o Jordão. – Ele respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Foram, pois, ambos juntos, e cinqüenta dos filhos dos profetas os seguiram. Pararam defronte deles, ao longe, e eles ambos se puseram à borda do Jordão. Elias tomou a sua capa, dobrou-a, e feriu as águas, as quais se dividiram para as duas bandas de modo que passaram ambos a pé enxuto. Tendo passado, disse Elias a Eliseu: – Pede-me o que queres que eu te alcance, antes que eu seja arrebatado de ti. – Eliseu respondeu: – Seja-me concedida uma porção dobrada do teu espírito. – Elias respondeu: – Dificultosa coisa pediste; todavia, se tu me vires quando me arrebatarem de ti, isto é o sinal de que terás o que pediste; mas, se não me vires, não o terás. Continuando o seu caminho, entretidos a conversar, eis que um carro de fogo e uns cavalos de fogo os separaram um do outro, e Elias subiu ao céu no meio de um remoinho. Eliseu o via e clamava: – Meu pai, meu pai! Carro de Israel e seu condutor! Depois não o viu mais. Tomando então as suas vestes, rasgou-as em duas partes, e levantou do chão a capa que Elias lhe tinha deixado cair.
Santo Eliseu, Profeta – Antigo Testamento

Eliseu, com Elias, é o gigante do profetismo antigo. Filho de um rico lavrador, labutava com o arado quando Elias lhe surgiu. Temeroso da ira de Jezabel, a quem Acab referira tudo que o profeta fizera, Elias viu-se obrigado a fugir, indo-se para o deserto. Sentando-se “debaixo de um junípero, desejou para si a morte, e disse: – Basta-me de vida, Senhor, tirai-ma, porque eu não sou melhor do que meus pais. Depois lançou-se por terra e adormeceu à sombra do junípero. Então, um anjo do Senhor o tocou e lhe disse: – Levanta-te e come. Olhou e viu junto à sua cabeça um pão cozido debaixo da cinza, e um vaso d’água; comeu, pois, e bebeu, e tornou a adormecer. Voltou segunda vez o anjo do Senhor, que o tocou e lhe disse: – Levanta-te e come, porque te resta um longo caminho. Tendo-se ele levantado, comeu e bebeu e, com o vigor daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites, até o monte de Deus, Horeb. Tendo chegado ali, passou a noite numa caverna. Então o Senhor lhe dirigiu a sua palavra: – Que fazes aqui, Elias? Ele respondeu: – Eu me consumo de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos, porque os filhos de Israel abandonaram a tua aliança, destruíram os teus altares, mataram os teus profetas à espada. Eu fiquei só, mas procuram-me tirar a vida. – Disse-lhe o Senhor: – Sai e conserva-te sobre o monte diante do Senhor, porque o Senhor vai passar. Nesse momento, diante do Senhor correu um vento impetuoso e forte, que fendia as montanhas e quebrava as rochas; mas o Senhor não estava naquele vento. Depois do vento houve um terremoto; e o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto, acendeu-se um fogo, mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma branda viração. Tendo Elias ouvido isto, cobriu o seu rosto com a capa, e, tendo saído, pôs-se à entrada da caverna. Então fez-se ouvir uma voz que lhe dizia: – Que fazes aqui, Elias? – Ele respondeu: – Consumo-me de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos porque os filhos de Israel abandonaram a tua aliança, destruíram os teus altares, mataram os teus profetas à espada; eu fiquei só, e eles me procuram para me tirar a vida. – O Senhor lhe disse: – Vai e torna ao teu caminho pelo deserto de Damasco; quando lá tiveres chegado, ungirás Hazael como rei da Síria; a Jeú, filho de Namsi, ungirás rei de Israel; a Eliseu, filho de Safat, que é de Abelmeula, ungi-lo-ás profeta em teu lugar. Acontecerá que todo o que escapar à espada de Hazael, Jeú o matará; e todo o que escapar à espada de Jeú, Eliseu o matará. Eu reservarei para mim em Israel sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal e não o adorarão, beijando a sua mão. Tendo Elias partido dali, encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando com doze juntas de bois; ele mesmo conduzia um dos arados das doze juntas de bois. Chegando Elias junto de Eliseu, pôs a sua capa sobre ele. Ele, deixando imediatamente os bois, correu após Elias e disse: – Permite-me que eu vá beijar meu pai e minha mãe; depois seguir-te-ei. – Elias disse: – Vai e volta, porque sabes o que te fiz. Tendo Eliseu deixado Elias, tomou uma junta de bois e matou-os; com o arado dos bois cozeu as carnes e deu-as a comer ao povo. Depois, levantando-se, partiu e seguiu Elias, para o servir. Audaciosamente, Eliseu solicitou do mestre uma parte dupla na distribuição dos dons proféticos. Isto sucedeu quando o Senhor quis arrebatar Elias ao céu num remoinho de fogo, do outro lado do Jordão, depois da partida de Galgala. Elias disse a Eliseu: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou a Betel. – Eliseu respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Indo para Betel, saíram os filhos dos profetas, que estavam em Betel, a receber Eliseu, e disseram-lhe: – Porventura sabes tu que o Senhor te há de levar hoje o teu amo? – Ele respondeu: – Eu também o sei; calai-vos. – Disse Elias a Eliseu: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou a Jericó. – Ele respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Tendo chegado a Jericó, foram os filhos dos profetas, que estavam em Jericó, ter com Eliseu, e disseram-lhe: – Porventura sabes tu que o Senhor te há de tirar hoje o teu amo: – Ele lhes disse: – Eu também o sei; calai-vos. – Disse-lhe novamente Elias: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou até o Jordão. – Ele respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Foram, pois, ambos juntos, e cinqüenta dos filhos dos profetas os seguiram. Pararam defronte deles, ao longe, e eles ambos se puseram à borda do Jordão. Elias tomou a sua capa, dobrou-a, e feriu as águas, as quais se dividiram para as duas bandas de modo que passaram ambos a pé enxuto. Tendo passado, disse Elias a Eliseu: – Pede-me o que queres que eu te alcance, antes que eu seja arrebatado de ti. – Eliseu respondeu: – Seja-me concedida uma porção dobrada do teu espírito. – Elias respondeu: – Dificultosa coisa pediste; todavia, se tu me vires quando me arrebatarem de ti, isto é o sinal de que terás o que pediste; mas, se não me vires, não o terás. Continuando o seu caminho, entretidos a conversar, eis que um carro de fogo e uns cavalos de fogo os separaram um do outro, e Elias subiu ao céu no meio de um remoinho. Eliseu o via e clamava: – Meu pai, meu pai! Carro de Israel e seu condutor! Depois não o viu mais. Tomando então as suas vestes, rasgou-as em duas partes, e levantou do chão a capa que Elias lhe tinha deixado cair.
Santo Eliseu, Profeta – Antigo Testamento

Eliseu, com Elias, é o gigante do profetismo antigo. Filho de um rico lavrador, labutava com o arado quando Elias lhe surgiu. Temeroso da ira de Jezabel, a quem Acab referira tudo que o profeta fizera, Elias viu-se obrigado a fugir, indo-se para o deserto. Sentando-se “debaixo de um junípero, desejou para si a morte, e disse: – Basta-me de vida, Senhor, tirai-ma, porque eu não sou melhor do que meus pais. Depois lançou-se por terra e adormeceu à sombra do junípero. Então, um anjo do Senhor o tocou e lhe disse: – Levanta-te e come. Olhou e viu junto à sua cabeça um pão cozido debaixo da cinza, e um vaso d’água; comeu, pois, e bebeu, e tornou a adormecer. Voltou segunda vez o anjo do Senhor, que o tocou e lhe disse: – Levanta-te e come, porque te resta um longo caminho. Tendo-se ele levantado, comeu e bebeu e, com o vigor daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites, até o monte de Deus, Horeb. Tendo chegado ali, passou a noite numa caverna. Então o Senhor lhe dirigiu a sua palavra: – Que fazes aqui, Elias? Ele respondeu: – Eu me consumo de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos, porque os filhos de Israel abandonaram a tua aliança, destruíram os teus altares, mataram os teus profetas à espada. Eu fiquei só, mas procuram-me tirar a vida. – Disse-lhe o Senhor: – Sai e conserva-te sobre o monte diante do Senhor, porque o Senhor vai passar. Nesse momento, diante do Senhor correu um vento impetuoso e forte, que fendia as montanhas e quebrava as rochas; mas o Senhor não estava naquele vento. Depois do vento houve um terremoto; e o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto, acendeu-se um fogo, mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma branda viração. Tendo Elias ouvido isto, cobriu o seu rosto com a capa, e, tendo saído, pôs-se à entrada da caverna. Então fez-se ouvir uma voz que lhe dizia: – Que fazes aqui, Elias? – Ele respondeu: – Consumo-me de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos porque os filhos de Israel abandonaram a tua aliança, destruíram os teus altares, mataram os teus profetas à espada; eu fiquei só, e eles me procuram para me tirar a vida. – O Senhor lhe disse: – Vai e torna ao teu caminho pelo deserto de Damasco; quando lá tiveres chegado, ungirás Hazael como rei da Síria; a Jeú, filho de Namsi, ungirás rei de Israel; a Eliseu, filho de Safat, que é de Abelmeula, ungi-lo-ás profeta em teu lugar. Acontecerá que todo o que escapar à espada de Hazael, Jeú o matará; e todo o que escapar à espada de Jeú, Eliseu o matará. Eu reservarei para mim em Israel sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal e não o adorarão, beijando a sua mão. Tendo Elias partido dali, encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando com doze juntas de bois; ele mesmo conduzia um dos arados das doze juntas de bois. Chegando Elias junto de Eliseu, pôs a sua capa sobre ele. Ele, deixando imediatamente os bois, correu após Elias e disse: – Permite-me que eu vá beijar meu pai e minha mãe; depois seguir-te-ei. – Elias disse: – Vai e volta, porque sabes o que te fiz. Tendo Eliseu deixado Elias, tomou uma junta de bois e matou-os; com o arado dos bois cozeu as carnes e deu-as a comer ao povo. Depois, levantando-se, partiu e seguiu Elias, para o servir. Audaciosamente, Eliseu solicitou do mestre uma parte dupla na distribuição dos dons proféticos. Isto sucedeu quando o Senhor quis arrebatar Elias ao céu num remoinho de fogo, do outro lado do Jordão, depois da partida de Galgala. Elias disse a Eliseu: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou a Betel. – Eliseu respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Indo para Betel, saíram os filhos dos profetas, que estavam em Betel, a receber Eliseu, e disseram-lhe: – Porventura sabes tu que o Senhor te há de levar hoje o teu amo? – Ele respondeu: – Eu também o sei; calai-vos. – Disse Elias a Eliseu: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou a Jericó. – Ele respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Tendo chegado a Jericó, foram os filhos dos profetas, que estavam em Jericó, ter com Eliseu, e disseram-lhe: – Porventura sabes tu que o Senhor te há de tirar hoje o teu amo: – Ele lhes disse: – Eu também o sei; calai-vos. – Disse-lhe novamente Elias: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou até o Jordão. – Ele respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Foram, pois, ambos juntos, e cinqüenta dos filhos dos profetas os seguiram. Pararam defronte deles, ao longe, e eles ambos se puseram à borda do Jordão. Elias tomou a sua capa, dobrou-a, e feriu as águas, as quais se dividiram para as duas bandas de modo que passaram ambos a pé enxuto. Tendo passado, disse Elias a Eliseu: – Pede-me o que queres que eu te alcance, antes que eu seja arrebatado de ti. – Eliseu respondeu: – Seja-me concedida uma porção dobrada do teu espírito. – Elias respondeu: – Dificultosa coisa pediste; todavia, se tu me vires quando me arrebatarem de ti, isto é o sinal de que terás o que pediste; mas, se não me vires, não o terás. Continuando o seu caminho, entretidos a conversar, eis que um carro de fogo e uns cavalos de fogo os separaram um do outro, e Elias subiu ao céu no meio de um remoinho. Eliseu o via e clamava: – Meu pai, meu pai! Carro de Israel e seu condutor! Depois não o viu mais. Tomando então as suas vestes, rasgou-as em duas partes, e levantou do chão a capa que Elias lhe tinha deixado cair.
Santo Eliseu, Profeta – Antigo Testamento

Eliseu, com Elias, é o gigante do profetismo antigo. Filho de um rico lavrador, labutava com o arado quando Elias lhe surgiu. Temeroso da ira de Jezabel, a quem Acab referira tudo que o profeta fizera, Elias viu-se obrigado a fugir, indo-se para o deserto. Sentando-se “debaixo de um junípero, desejou para si a morte, e disse: – Basta-me de vida, Senhor, tirai-ma, porque eu não sou melhor do que meus pais. Depois lançou-se por terra e adormeceu à sombra do junípero. Então, um anjo do Senhor o tocou e lhe disse: – Levanta-te e come. Olhou e viu junto à sua cabeça um pão cozido debaixo da cinza, e um vaso d’água; comeu, pois, e bebeu, e tornou a adormecer. Voltou segunda vez o anjo do Senhor, que o tocou e lhe disse: – Levanta-te e come, porque te resta um longo caminho. Tendo-se ele levantado, comeu e bebeu e, com o vigor daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites, até o monte de Deus, Horeb. Tendo chegado ali, passou a noite numa caverna. Então o Senhor lhe dirigiu a sua palavra: – Que fazes aqui, Elias? Ele respondeu: – Eu me consumo de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos, porque os filhos de Israel abandonaram a tua aliança, destruíram os teus altares, mataram os teus profetas à espada. Eu fiquei só, mas procuram-me tirar a vida. – Disse-lhe o Senhor: – Sai e conserva-te sobre o monte diante do Senhor, porque o Senhor vai passar. Nesse momento, diante do Senhor correu um vento impetuoso e forte, que fendia as montanhas e quebrava as rochas; mas o Senhor não estava naquele vento. Depois do vento houve um terremoto; e o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto, acendeu-se um fogo, mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma branda viração. Tendo Elias ouvido isto, cobriu o seu rosto com a capa, e, tendo saído, pôs-se à entrada da caverna. Então fez-se ouvir uma voz que lhe dizia: – Que fazes aqui, Elias? – Ele respondeu: – Consumo-me de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos porque os filhos de Israel abandonaram a tua aliança, destruíram os teus altares, mataram os teus profetas à espada; eu fiquei só, e eles me procuram para me tirar a vida. – O Senhor lhe disse: – Vai e torna ao teu caminho pelo deserto de Damasco; quando lá tiveres chegado, ungirás Hazael como rei da Síria; a Jeú, filho de Namsi, ungirás rei de Israel; a Eliseu, filho de Safat, que é de Abelmeula, ungi-lo-ás profeta em teu lugar. Acontecerá que todo o que escapar à espada de Hazael, Jeú o matará; e todo o que escapar à espada de Jeú, Eliseu o matará. Eu reservarei para mim em Israel sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal e não o adorarão, beijando a sua mão. Tendo Elias partido dali, encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando com doze juntas de bois; ele mesmo conduzia um dos arados das doze juntas de bois. Chegando Elias junto de Eliseu, pôs a sua capa sobre ele. Ele, deixando imediatamente os bois, correu após Elias e disse: – Permite-me que eu vá beijar meu pai e minha mãe; depois seguir-te-ei. – Elias disse: – Vai e volta, porque sabes o que te fiz. Tendo Eliseu deixado Elias, tomou uma junta de bois e matou-os; com o arado dos bois cozeu as carnes e deu-as a comer ao povo. Depois, levantando-se, partiu e seguiu Elias, para o servir. Audaciosamente, Eliseu solicitou do mestre uma parte dupla na distribuição dos dons proféticos. Isto sucedeu quando o Senhor quis arrebatar Elias ao céu num remoinho de fogo, do outro lado do Jordão, depois da partida de Galgala. Elias disse a Eliseu: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou a Betel. – Eliseu respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Indo para Betel, saíram os filhos dos profetas, que estavam em Betel, a receber Eliseu, e disseram-lhe: – Porventura sabes tu que o Senhor te há de levar hoje o teu amo? – Ele respondeu: – Eu também o sei; calai-vos. – Disse Elias a Eliseu: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou a Jericó. – Ele respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Tendo chegado a Jericó, foram os filhos dos profetas, que estavam em Jericó, ter com Eliseu, e disseram-lhe: – Porventura sabes tu que o Senhor te há de tirar hoje o teu amo: – Ele lhes disse: – Eu também o sei; calai-vos. – Disse-lhe novamente Elias: – Fica aqui, porque o Senhor me mandou até o Jordão. – Ele respondeu: – Viva o Senhor e viva a tua alma, que não te deixarei. Foram, pois, ambos juntos, e cinqüenta dos filhos dos profetas os seguiram. Pararam defronte deles, ao longe, e eles ambos se puseram à borda do Jordão. Elias tomou a sua capa, dobrou-a, e feriu as águas, as quais se dividiram para as duas bandas de modo que passaram ambos a pé enxuto. Tendo passado, disse Elias a Eliseu: – Pede-me o que queres que eu te alcance, antes que eu seja arrebatado de ti. – Eliseu respondeu: – Seja-me concedida uma porção dobrada do teu espírito. – Elias respondeu: – Dificultosa coisa pediste; todavia, se tu me vires quando me arrebatarem de ti, isto é o sinal de que terás o que pediste; mas, se não me vires, não o terás. Continuando o seu caminho, entretidos a conversar, eis que um carro de fogo e uns cavalos de fogo os separaram um do outro, e Elias subiu ao céu no meio de um remoinho. Eliseu o via e clamava: – Meu pai, meu pai! Carro de Israel e seu condutor! Depois não o viu mais. Tomando então as suas vestes, rasgou-as em duas partes, e levantou do chão a capa que Elias lhe tinha deixado cair.
Evangelho Do Dia 2018-06-14

Quinta-feira, 14 de Junho de 2018. Santo do dia: Santo Eliseu, profeta; Santos Valério e Rufino, mártiresCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 5, 20-26 Primeira leitura: Reis 18, 41-46Leitura do primeiro livro dos Reis: Leitura do primeiro livro dos Reis – Naqueles dias, 41Elias disse a Acab: “Sobe, come e bebe, porque já ouço o ruído de muita chuva”. 42Enquanto Acab subia para comer e beber, Elias subiu ao cume do Carmelo, prostrou-se por terra e pôs o rosto entre os joelhos. 43E disse ao seu servo: “Sobe e observa na direção do mar”. Ele subiu, observou e disse: “Não há nada”. Elias disse-lhe de novo: “Volta sete vezes”. 44À sétima vez o servo disse: “Eis que sobe do mar uma nuvem, pequena como a mão de um homem”. Então, Elias disse-lhe: “Vai dizer a Acab que prepare o carro e desça, para que a chuva não o detenha”. 45Nesse meio-tempo, o céu cobriu-se de nuvens escuras, soprou o vento e a chuva caiu torrencialmente. Acab subiu para o seu carro e partiu para Jezrael. 46A mão do Senhor esteve sobre Elias; e ele, cingindo os rins, correu adiante de Acab até a entrada de Jezrael. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 64 (65) – Visitais a nossa terra com as chuvas, e transborda de fartura. Rios de Deus que vêm do céu derramam águas, e preparais o nosso trigo. R: Ó Senhor, que o povo vos louve em Sião! – É assim que preparais a nossa terra: vós a regais e aplainais, os seus sulcos com a chuva amoleceis e abençoais as sementeiras. R: Ó Senhor, que o povo vos louve em Sião! – O ano todo coroais com vossos dons, os vossos passos são fecundos; transborda a fartura onde passais. Brotam pastos no deserto, as colinas se enfeitam de alegria. R: Ó Senhor, que o povo vos louve em Sião! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 5, 20-26 – Aleluia, Aleluia, aleluia.– Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado (Jo 13,34); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20“Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da lei e dos fariseus, vós não entrareis no reino dos céus. 21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22Eu, porém, vos digo, todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão ‘patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de tolo será condenado ao fogo do inferno. 23Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar e ali te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa a tua oferta ali diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. 25Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26Em verdade eu te digo, dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário do dia por São João CrisóstomoPresbítero de Antioquia, Bispo de Constantinopla, Doutor da IgrejaHomilias sobre a 1ª carta aos Coríntios Adorar o Corpo de Cristo Cristo, para nos levar a amá-lo mais, deu-nos a sua carne como alimento. Vamos, pois, até ele com muito amor e devoção… Este corpo é o que os magos adoraram quando estava deitado numa mangedoura. Esses pagãos, esses estrangeiros deixaram a sua pátria e a sua casa, empreenderam uma longa viagem para o adorarem com temor e tremor. Imitemos ao menos esses estrangeiros, nós que somos cidadãos dos céus… Vós mesmos já não o vedes numa mangedoura mas sobre o altar. Já não vedes uma mulher que o segura nos braços, mas o sacerdote que o oferece e o Espírito Santo que, com toda a sua generosidade, paira por cima das oferendas. Não só vedes o mesmo corpo que viram os magos mas, além disso, conheceis o seu poder e a sua sabedoria, e não ingorais nada do que ele realizou, após toda a iniciação aos mistérios que vos foi minuciosamente facultada. Acordemos, pois, e despertemos em nós o temor de Deus. Mostremos muito mais piedade para com o Corpo de Cristo do que aqueles estrangeiros manifestaram… Esta mesa fortalece a nossa alma, congrega o nosso pensamento, suporta a nossa confiança; ela é a nossa esperança, a nossa salvação, a nossa luz, a nossa vida. Se deixarmos a terra munidos com este sacramento, entraremos mais confiantes nos átrios sagrados… Mas para quê falar do futuro? Já neste mundo, o sacramento transforma a terra em céu. Abri, pois, as portas do céu…, vereis então o que vos acabo de dizer. O que há de mais precioso no céu, vo-lo mostrarei sobre a terra. O que vos mostro não são anjos, nem arcanjos, nem os céus dos céus, mais aquele que é o Senhor deles todos. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho