São João De Matera, Abade

São João de Matera foi o fundador da Congregação beneditina de Pulsano. Nascido em Matera, na província de Basilicata, bem cedo deixou a família e entrou num mosteiro, perto de Tarento. Um tanto arredio, insociável, não se sentiu satisfeito na comunidade. Deixou-a, e partiu para a Calábria, na Sicília. Pouco mais tarde, irrequieto, também dali saía. Tornou à península, estabelecendo-se em Ginosa. Um dia, São Pedro, aparecendo-lhe numa visão, ordenou-lhe que reparasse uma igreja arruinada. Dedicada em honra do Príncipe dos Apóstolos, jazia em escombros, completamente abandonada. João meteu-se ao trabalho com ardor incomum. E tal era o afinco e a disposição de ânimo que levantou suspeitas. Acusado de ter encontrado um tesouro escondido, fabuloso, foi preso pelo governador e encarcerado. Um dia, evadiu-se, ajudado por um anjo, e demandou Cápua, donde, instigado por uma voz do céu, partiu para Monte Laceno. Em Monte Laceno, encontrou-se São João de Matera com São Guilherme de Montevergino. Passando ao Monte Gargano, em Pulsano, perto do lugar onde aparecera o arcanjo São Miguel, São João de Matera ali estabeleceu um mosteiro. Prudente, arguto, profeta e taumaturgo, a 20 de Junho de 1139, falecia e era enterrado na igreja de Santa Maria, que erigira. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 67-68) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-06-19

Terça-feira, 19 de Junho de 2018. Santo do dia: São Romualdo, abade; Santa Juliana Falconieri, virgemCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 5, 43-48 Primeira leitura: Reis 21, 17-29Leitura do primeiro livro dos Reis: Após a morte de Nabot, 17a palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita, nestes termos: 18‘Levanta-te e desce ao encontro de Acab, rei de Israel, que reina em Samaria. Ele está na vinha de Nabot, aonde desceu para dela tomar posse. 19Isto lhe dirás:’Assim fala o Senhor: Tu mataste e ainda por cima roubas! E acrescentarás:’Assim fala o Senhor: No mesmo lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabot, lamberão também o teu’. 20Acab disse a Elias: ‘Afinal encontraste-me, ó meu inimigo?’ Elias respondeu:’Sim, eu te encontrei. Porque te vendeste para fazer o que desagrada ao Senhor, 21farei cair sobre ti a desgraça: varrerei a tua descendência, exterminando todos os homens da casa de Acab, escravos ou livres em Israel. 22Farei com a tua família como fiz com as famílias de Jeroboão, filho de Nabat, e de Baasa, filho de Aías, porque provocaste a minha ira e fizeste Israel pecar. 23Também a respeito de Jezabel o Senhor pronunciou uma sentença: ‘Os cães devorarão Jezabel no campo de Jezrael. 24Os da família de Acab que morrerem na cidade, serão devorados pelos cães, e os que morrerem no campo, serão comidos pelas aves do céu”. 25Não houve ninguém que se tenha vendido como Acab, para fazer o que desagrada ao Senhor, porque a isto o incitava sua mulher Jezabel. 26Portou-se de modo abominável, seguindo os ídolos dos amorreus que o Senhor tinha expulsado diante dos filhos de Israel. 27Quando Acab ouviu estas palavras, rasgou as vestes, pôs um cilício sobre a pele e jejuou. Dormia envolto num pano de penitência e andava abatido. 28Então a palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita, nestes termos: 29‘Viste como Acab se humilhou diante de mim? Já que ele assim procedeu, não o castigarei durante a sua vida, mas nos dias de seu filho enviarei a desgraça sobre a sua família’. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 50 (51) – Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa! R: Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos! – Eu reconheço toda a minha iniqüidade, o meu pecado está sempre à minha frente. Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, e pratiquei o que é mau aos vossos olhos! R: Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos! – Desviai o vosso olhar dos meus pecados e apagai todas as minhas transgressões! Da morte como pena, libertai-me, e minha língua exaltará vossa justiça! R: Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 5, 43-48 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado (Jo 13,34); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ 44Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! 45Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos. 46Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
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Terça-feira, 19 de Junho de 2018. Santo do dia: São Romualdo, abade; Santa Juliana Falconieri, virgemCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 5, 43-48 Primeira leitura: Reis 21, 17-29Leitura do primeiro livro dos Reis: Após a morte de Nabot, 17a palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita, nestes termos: 18‘Levanta-te e desce ao encontro de Acab, rei de Israel, que reina em Samaria. Ele está na vinha de Nabot, aonde desceu para dela tomar posse. 19Isto lhe dirás:’Assim fala o Senhor: Tu mataste e ainda por cima roubas! E acrescentarás:’Assim fala o Senhor: No mesmo lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabot, lamberão também o teu’. 20Acab disse a Elias: ‘Afinal encontraste-me, ó meu inimigo?’ Elias respondeu:’Sim, eu te encontrei. Porque te vendeste para fazer o que desagrada ao Senhor, 21farei cair sobre ti a desgraça: varrerei a tua descendência, exterminando todos os homens da casa de Acab, escravos ou livres em Israel. 22Farei com a tua família como fiz com as famílias de Jeroboão, filho de Nabat, e de Baasa, filho de Aías, porque provocaste a minha ira e fizeste Israel pecar. 23Também a respeito de Jezabel o Senhor pronunciou uma sentença: ‘Os cães devorarão Jezabel no campo de Jezrael. 24Os da família de Acab que morrerem na cidade, serão devorados pelos cães, e os que morrerem no campo, serão comidos pelas aves do céu”. 25Não houve ninguém que se tenha vendido como Acab, para fazer o que desagrada ao Senhor, porque a isto o incitava sua mulher Jezabel. 26Portou-se de modo abominável, seguindo os ídolos dos amorreus que o Senhor tinha expulsado diante dos filhos de Israel. 27Quando Acab ouviu estas palavras, rasgou as vestes, pôs um cilício sobre a pele e jejuou. Dormia envolto num pano de penitência e andava abatido. 28Então a palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita, nestes termos: 29‘Viste como Acab se humilhou diante de mim? Já que ele assim procedeu, não o castigarei durante a sua vida, mas nos dias de seu filho enviarei a desgraça sobre a sua família’. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 50 (51) – Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa! R: Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos! – Eu reconheço toda a minha iniqüidade, o meu pecado está sempre à minha frente. Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, e pratiquei o que é mau aos vossos olhos! R: Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos! – Desviai o vosso olhar dos meus pecados e apagai todas as minhas transgressões! Da morte como pena, libertai-me, e minha língua exaltará vossa justiça! R: Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 5, 43-48 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado (Jo 13,34); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ 44Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! 45Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos. 46Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
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Terça-feira, 19 de Junho de 2018. Santo do dia: São Romualdo, abade; Santa Juliana Falconieri, virgemCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 5, 43-48 Primeira leitura: Reis 21, 17-29Leitura do primeiro livro dos Reis: Após a morte de Nabot, 17a palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita, nestes termos: 18‘Levanta-te e desce ao encontro de Acab, rei de Israel, que reina em Samaria. Ele está na vinha de Nabot, aonde desceu para dela tomar posse. 19Isto lhe dirás:’Assim fala o Senhor: Tu mataste e ainda por cima roubas! E acrescentarás:’Assim fala o Senhor: No mesmo lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabot, lamberão também o teu’. 20Acab disse a Elias: ‘Afinal encontraste-me, ó meu inimigo?’ Elias respondeu:’Sim, eu te encontrei. Porque te vendeste para fazer o que desagrada ao Senhor, 21farei cair sobre ti a desgraça: varrerei a tua descendência, exterminando todos os homens da casa de Acab, escravos ou livres em Israel. 22Farei com a tua família como fiz com as famílias de Jeroboão, filho de Nabat, e de Baasa, filho de Aías, porque provocaste a minha ira e fizeste Israel pecar. 23Também a respeito de Jezabel o Senhor pronunciou uma sentença: ‘Os cães devorarão Jezabel no campo de Jezrael. 24Os da família de Acab que morrerem na cidade, serão devorados pelos cães, e os que morrerem no campo, serão comidos pelas aves do céu”. 25Não houve ninguém que se tenha vendido como Acab, para fazer o que desagrada ao Senhor, porque a isto o incitava sua mulher Jezabel. 26Portou-se de modo abominável, seguindo os ídolos dos amorreus que o Senhor tinha expulsado diante dos filhos de Israel. 27Quando Acab ouviu estas palavras, rasgou as vestes, pôs um cilício sobre a pele e jejuou. Dormia envolto num pano de penitência e andava abatido. 28Então a palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita, nestes termos: 29‘Viste como Acab se humilhou diante de mim? Já que ele assim procedeu, não o castigarei durante a sua vida, mas nos dias de seu filho enviarei a desgraça sobre a sua família’. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 50 (51) – Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa! R: Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos! – Eu reconheço toda a minha iniqüidade, o meu pecado está sempre à minha frente. Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, e pratiquei o que é mau aos vossos olhos! R: Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos! – Desviai o vosso olhar dos meus pecados e apagai todas as minhas transgressões! Da morte como pena, libertai-me, e minha língua exaltará vossa justiça! R: Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 5, 43-48 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado (Jo 13,34); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ 44Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! 45Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos. 46Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santa Juliana Falconieri

Na cidade de Florença havia dois irmãos, nobres e ricos, Caríssimo e Aléssio Falconieri; exerciam o comércio como a maior parte das mais ilustres famílias de Florença e de outras cidades da Itália. O bem-aventurado Aléssio Falconieri tinha devoção particular pela Mãe de Deus.Foi um dos sete comerciantes de Florença, todos bem-aventurados, que, com São Felipe Beniti, seu compatriota, fundaram a ordem dos Servitas. Chama-se servitas pessoas religiosas que se consagram ao serviço de Deus sob a proteção especial da Santa Virgem. Caríssimo Falconieri, avançando em idade, impressionou-se com o exemplo e as exortações do piedoso irmão. Passando uma acurada revista na vida, muito se inquietou com a possibilidade de ter adquirido algo por vias injustas. Pediu esclarecimentos a Deus, fez restituições e esmolas. Enfim, em 1263, suplicou ao Papa Urbano IV lhe concedesse uma absolvição geral por todos os erros que poderia ter cometido sem saber. O soberano Pontífice concedeu-lha sob certas condições, que Caríssimo cumpriu com zelo. Além das restituições e das esmolas, mandou construir em Florença uma igreja da Anunciação que, pela riqueza e beleza de arquitetura, é ainda hoje considerada uma maravilha. Foi recompensado de mais de uma maneira. Era já velho, quando lhe nasceu uma filha, que foi Santa Juliana Falconieri. Era pelo ano de 1270: a alegria foi grande para toda a família. Juliana perdeu o pai pouco depois; apenas se lembrava de tê-lo visto. Mais tempo conservou o bem-aventurado tio Aléssio, que foi seu pai na piedade. As primeiras palavras que Juliana aprendeu a balbuciar foram os nomes de Jesus e Maria. Pronunciava-as tão freqüentemente, que a ama muito se admirava, e sua piedosa mãe a via com alegria. O bem-venturado Aléssio dizia à cunhada que ela havia dado à luz não uma menina, mas um anjo, À medida que crescia, Juliana ocupava-se muito mais nos exercícios de devoção que lhe ensinava o santo tio, do que nos afazeres das mulheres, a que sua mãe se empenhava por habituá-la. Em lugar de manejar as agulhas e o fuso, construía pequenos altares, lia livros de piedade, cantava louvores da santa Virgem, recitava orações. Sua mãe com ela ralhava por vezes, dizendo que não sabia manter um ofício e dificilmente encontraria um marido. Juliana contentava-se em responder: Quando vier o tempo, a santa Virgem providenciará. Como se tornasse muito bela com o correr dos anos, e virtuosa, a mãe alimentava dia por dia maiores esperanças em vê-la encontrar um dos mais honrosos partidos; já falava disso com o pessoal da casa. Mas Juliana tinha pensamentos inteiramente outros. De acordo com as inspirações do santo tio, havia resolvido guardar a virgindade, e consagrar-se ao serviço da Santa Virgem. Eis porque, nada obstante as exortações de sua mãe, nada obstante as carícias da família e do mundo, ligou-se pelo voto de continência, pronta a renunciar ao mundo e à família, para seguir Jesus Cristo pobre, desde que obtivesse permissão. Completados, pois, seus dezesseis anos, recebeu das mãos de São Felipi Beniti o hábito da ordem terceira dos servitas. Meditou piedosamente nos mistérios durante o ano de provação. A túnica negra representava-lhe a trsiteza de Maria sobre o Calvário, e a grandeza de seu martírio entre os sofrimentos do filho: a cintura de pele representava-lhe a pele do Salvador dilacerada pelos açoites, pelos pregos e pela lança; o véu branco a pureza da Virgem; a coroa os louvores que lhe foram rendidos pelo arcanjo. O livro lhe sugeria as meditações sobre a paixão de Jesus Cristo; o manto lhe recordava a proteção da mão de Deus, a quem se rejubilava em pertencer; o círio esta lâmpada acesa que devia trazer pronta, como virgem prudente, para ir ao encontro do esposo. Meditando assim sobre o seu piedoso hábito, Juliana foi uma edificação constante para a mãe, a família e todas as irmãs. No ano seguinte, 1285, fez profissão diante de São Filipe, que morreu pouco após. A lembrança desse santo homem despertava nela de dia para dia, maior desejo de perfeição. Continuou junto de sua mãe, mas aumento muito as austeridades precedentes. Nas quartas e sextas-feiras tomava por alimento apenas a santa comunhão. Jejuava ainda no sábado, a pão e água, em honra da Virgem Santa, em cujas sete dores meditava. Empregava as sextas-feiras na meditação da paixão do Salvador. Para tornar-se semelhante a ele, macerava a carne até o sangue, com rudes disciplinas. Muitas vezes foi arrebatada em êxtases, pelo veemente desejo de ser crucificada com Jesus sofredor. À sua morte encontraram-lhe uma cintura de ferro sobre os rins e tão fundo tinha penetrado na carne, que não puderam retirá-la sem lesar o corpo; isso faz crer que ela a carregasse desde a juventude. Seu tio, o bem-aventurado Aléssio Falconieri, dava-lhe o exemplo; recusou sempre ser promovido nas ordens sacras, e permaneceu a vida inteira na ordem leiga, dedicando-se aos mais humildes misteres, e mendigando todos os dias o pão para os irmãos. Da mesma maneira a sobrinha, em lugar de viver nobremente de seus bens, preferia ganhar a vida com o trabalho das mãos e partilhar o lucro com as irmãs. Imitou principalmente Filipe Beniti, no zelo pela conversão das almas. Com a morte da mãe, entrou no convento de syas irmãs da ordem terceira, e atraiu para lá várias nobres jovens de Florença. Em 1316, foi mister dar a esta casa uma regra definitiva e uma superiora. Juliana foi eleita prioresa por unanimidade. Recusou por longo tempo, julgando-se incapaz e indigna, e acabou aceitando por lembrar-se das palavras de São Filipe Beniti, que lhe recomendara a congregação nascente, como prevendo que ela seria, um dia, a segunda fundadora. Foi-o menos pela autoridade do que pelo exemplo. A longevidade era como que um privilégio hereditário na família; seu tio, o bem-aventurado Aléssio, tinha cento e dez anos quando morreu, em 17 de Fevereiro de 1310. Se Juliana não ultrapassoui os setenta, deve-se atribuir o fato às grandes austeridades. As religiosos da ordem terceira dos servitas devotavam´se particularmente ao serviço dos enfermos e a outras obras de
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Terça-feira, 19 de Junho de 2018. Santo do dia: São Romualdo, abade; Santa Juliana Falconieri, virgemCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 5, 43-48 Primeira leitura: Reis 21, 17-29Leitura do primeiro livro dos Reis: Após a morte de Nabot, 17a palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita, nestes termos: 18‘Levanta-te e desce ao encontro de Acab, rei de Israel, que reina em Samaria. Ele está na vinha de Nabot, aonde desceu para dela tomar posse. 19Isto lhe dirás:’Assim fala o Senhor: Tu mataste e ainda por cima roubas! E acrescentarás:’Assim fala o Senhor: No mesmo lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabot, lamberão também o teu’. 20Acab disse a Elias: ‘Afinal encontraste-me, ó meu inimigo?’ Elias respondeu:’Sim, eu te encontrei. Porque te vendeste para fazer o que desagrada ao Senhor, 21farei cair sobre ti a desgraça: varrerei a tua descendência, exterminando todos os homens da casa de Acab, escravos ou livres em Israel. 22Farei com a tua família como fiz com as famílias de Jeroboão, filho de Nabat, e de Baasa, filho de Aías, porque provocaste a minha ira e fizeste Israel pecar. 23Também a respeito de Jezabel o Senhor pronunciou uma sentença: ‘Os cães devorarão Jezabel no campo de Jezrael. 24Os da família de Acab que morrerem na cidade, serão devorados pelos cães, e os que morrerem no campo, serão comidos pelas aves do céu”. 25Não houve ninguém que se tenha vendido como Acab, para fazer o que desagrada ao Senhor, porque a isto o incitava sua mulher Jezabel. 26Portou-se de modo abominável, seguindo os ídolos dos amorreus que o Senhor tinha expulsado diante dos filhos de Israel. 27Quando Acab ouviu estas palavras, rasgou as vestes, pôs um cilício sobre a pele e jejuou. Dormia envolto num pano de penitência e andava abatido. 28Então a palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita, nestes termos: 29‘Viste como Acab se humilhou diante de mim? Já que ele assim procedeu, não o castigarei durante a sua vida, mas nos dias de seu filho enviarei a desgraça sobre a sua família’. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 50 (51) – Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa! R: Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos! – Eu reconheço toda a minha iniqüidade, o meu pecado está sempre à minha frente. Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, e pratiquei o que é mau aos vossos olhos! R: Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos! – Desviai o vosso olhar dos meus pecados e apagai todas as minhas transgressões! Da morte como pena, libertai-me, e minha língua exaltará vossa justiça! R: Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 5, 43-48 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado (Jo 13,34); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ 44Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! 45Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos. 46Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-06-18

Segunda-feira, 18 de Junho de 2018. Santo do dia: Santo Amando, BispoCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 5, 38-42 Primeira leitura: Reis 21, 1-16Leitura do primeiro livro dos Reis: Naquele tempo: 1Nabot de Jezrael possuía uma vinha em Jezrael, ao lado do palácio de Acab, rei de Samaria. 2Acab falou a Nabot: ‘Cede-me a tua vinha, para que eu a transforme numa horta, pois está perto da minha casa. Em troca eu te darei uma vinha melhor, ou, se preferires, pagarei em dinheiro o seu valor’. 3Mas Nabot respondeu a Acab: ‘O Senhor me livre de te ceder a herança de meus pais’. 4Acab voltou para casa aborrecido e irritado por causa desta resposta que lhe deu Nabot de Jezrael: ‘Não te cederei a herança de meus pais’. Deitou-se na cama, com o rosto voltado para a parede, e não quis comer nada. 5Sua mulher Jezabel aproximou-se dele e disse-lhe: ‘Por que estás triste e não queres comer?’ 6Ele respondeu: ‘Porque eu conversei com Nabot de Jezrael e lhe fiz a proposta de me ceder a sua vinha pelo seu preço em dinheiro, ou, se preferisse, eu lhe daria em troca outra vinha. Mas ele respondeu que não me cede a vinha’. 7Então sua mulher Jezabel disse-lhe: ‘Bela figura de rei de Israel estás fazendo! Levanta-te, toma alimento e fica de bom humor, pois eu te darei a vinha de Nabot de Jezrael’. 8Ela escrefeu então cartas em nome de Acab, selou-as com o selo real, e enviou-as aos anciãos e nobres da cidade de Nabot. 9Nas cartas estava escrito o seguinte: ‘Proclamai um jejum e fazei Nabot sentar-se entre os primeiros do povo, 10e subornai dois homens perversos contra ele, que dêem este testemunho: ‘Tu amaldiçoaste a Deus e ao rei!` Levai-o depois para fora e apedrejai-o até que morra’. 11Os homens da cidade, anciãos e nobres concidadãos de Nabot, fizeram conforme a ordem recebida de Jezabel, como estava escrito nas cartas que lhes tinha enviado. 12Proclamaram um jejum e fizeram Nabot sentar-se entre os primeiros do povo. 13Chegaram os dois homens perversos, sentaram-se diante dele e testemunharam contra Nabot diante de toda a assembléia, dizendo: ‘Nabot amaldiçoou a Deus e ao rei’. Em virtude disto, levaram-no para fora da cidade e mataram-no a pedradas. 14Depois mandaram a notícia a Jezabel: ‘Nabot foi apedrejado e morto’. 15Ao saber que Nabot tinha sido apedrejado e estava morto, Jezabel disse a Acab: ‘Levanta-te e toma posse da vinha que Nabot de Jezrael não te quis ceder por seu preço em dinheiro; pois Nabot já nóo vive; está morto’. 16Quando Acab soube que Nabot estava morto, levantou-se para descer até a vinha de Nabot de Jezrael e dela tomar posse. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 5 – Escutai, ó Senhor Deus, minhas palavras, atendei o meu gemido! Ficai atento ao clamor da minha prece, ó meu Rei e meu Senhor! R: Atendei o meu gemido, ó Senhor! – Não sois um Deus a quem agrade a iniqüidade, não pode o mau morar convosco; nem os ímpios poderão permanecer perante os vossos olhos. R: Atendei o meu gemido, ó Senhor! – Detestais o que pratica a iniqüidade e destruís o mentiroso. Ó Senhor, abominais o sanguinário, o perverso e enganador. R: Atendei o meu gemido, ó Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 5, 38-42 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Vossa Palavra é uma luz para os meus passos e uma lâmpada luzente em meu caminho (Sl 118,105); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 38Ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’ 39Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! 40Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! 41Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! 42Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário do dia por São Cesário de Arles, monge, BispoSermões ao povo, n.º 23, 4-5, inspirados em Santo Agostinho; SC 243 «Eu, porém, digo-vos: Não resistais ao homem mau». «Quem observa toda a lei mas falta num só mandamento, torna-se réu de todos os outros» (Tg 2,10). O que é este único preceito, senão o verdadeiro amor, a caridade perfeita? Foi dela que o apóstolo Paulo também disse: «Toda a lei se encerra neste preceito: amarás ao teu próximo como a ti mesmo» (Gal 5,14). […] Porque a verdadeira caridade é paciente na adversidade e comedida na prosperidade; é forte no sofrimento, alegre nas boas obras, perfeitamente segura na tentação; é suave com os verdadeiros irmãos e paciente com os falsos; é inocente nas armadilhas; chora com a maldade; respira na verdade. É pura em Susana casada, em Ana viúva, em Maria virgem (Dan 13,1ss; Lc 2,36). É humilde na obediência de Pedro e livre na argumentação de Paulo. É humana no testemunho dos cristãos, divina no perdão de Cristo. Porque a verdadeira caridade, queridos irmãos, é a alma das Escrituras, a força da profecia, a moldura do conhecimento, o fruto da fé, a riqueza dos pobres, a vida dos moribundos. Conservai-a, pois, com fidelidade; amai-a com todo o vosso coração e com toda a força do vosso entendimento (cf Mc 12,30). Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Beata Osana De Mântua, Virgem

Osana Andreasi nasceu em Mântua no dia 17 de Janeiro de 1449, num esplendoroso palácio, pertencia a nobilíssima família vinda da Hungria. Desde pequenina caracterizou-se pela piedade e humildade. Um dia, estava com seis anos, passeava sozinha pelas margens do Pó, quando ouviu uma voz que, clara, dizia-lhe com firmeza: – Menina, a vida e a morte consistem em amar a Deus. Extasiada, viu-se erguida do solo, por um grande e belo anjo, e entrou no Paraíso. E ouviu o anjo dizer-lhe: – Para entrar no céu é necessário que a Deus muito se ame. Vê, todas as coisas cantam-lhe a glória e gritam aos homens: Ama-o! Ama-o! Ele a tudo criou para que o amem! Diante de Deus, disse-lhe ela: – Ó meu Deus, Deus meu por amor tu me criaste, e antes de que existisse para te amar e ser reconhecida pelas imensas e inumeráveis bondades! Ó meu doce Senhor, inclina os ouvidos de tua bondade, escuta só um pouco meu pedido, não desdenhes da minha intenção e meu santo desejo. Eu tremo, ó meu Senhor, porque tenho medo de não te amar e não te conhecer como deves ser amado e conhecido. Eis, ó bondade eterna, estou disposta no meu espírito a te amar só a ti. Oh, eu queria saber, é meu doce Senhor, queria encontrar o modo e a maneira de poder, com afeição, abraçar-te só a ti. Por isso, rogo-te, ilumina-me muito com o fogo do Espírito Santo, ensina-me, estabeleça-me de tal sorte que, perfeitamente, possa amar-te, e só a ti meu Deus, e de coração perfeito poder servir-te. Um grande desejo de ser teóloga invadiu-a avassaladoramente, mas o pai achava que aquilo não convinha a uma jovenzinha. Proibiu-lhe leituras, as santas leituras. Então, com calor, Osana recorreu à oração. E Nossa Senhora, ensinou-a, ministrou-lhe lições. E a bem-aventurada, dominando o latim, chegou a um sólido conhecimento da santa Bíblia, podendo citar Padres da Igreja. E a proibição paterna, a pouco e pouco, caiu por terra. Osana de Mântua foi noviça por trinta e sete anos. Só em 1501 fez profissão. Habitualmente, recitava o ofício da Virgem. Falecida em 1505, teve magnífico mausoléu na igreja de São Domingos. Transformada a igreja em estabelecimento militar, o corpo de Osana de Mântua, intacto depois de quatrocentos anos, acha-se atualmente na catedral, no transepto esquerdo. A bem-aventurada Osana de Mântua deixou cartas belíssimas, escritas no mais puro e cantante italiano. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 39-40) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-06-17

Domingo, 17 de Junho de 2018. Santo do dia: Santos Nicandro e Marciano, mártiresCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Marcos 4, 26-34 Primeira leitura: Ezequiel 17, 22-24Leitura da profecia de Ezequiel: 22Assim diz o Senhor Deus: ‘Eu mesmo tirarei um galho da copa do cedro, do mais alto de seus ramos arrancarei um broto e o plantarei sobre um monte alto e elevado. 23Vou plantá-lo sobre o alto monte de Israel. Ele produzirá folhagem, dará frutos e se tornará um cedro majestoso. Debaixo dele pousarão todos os pássaros, à sombra de sua ramagem as aves farão ninhos. 24E todas as árvores do campo saberão que eu sou o Senhor, que abaixo a árvore alta e elevo a árvore baixa; faço secar a árvore verde e brotar a árvore seca. Eu, o Senhor, digo e faço’. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 91 (92) – Como é bom agradecermos ao Senhor e cantar salmos de louvor ao Deus Altíssimo! Anunciar pela manhã vossa bondade, e o vosso amor fiel, a noite inteira. R: Como é bom agradecermos ao Senhor. – O justo crescerá como a palmeira, florirá igual ao cedro que há no Líbano; na casa do Senhor estão plantados, nos átrios de meu Deus florescerão. R: Como é bom agradecermos ao Senhor. – Mesmo no tempo da velhice darão frutos, cheios de seiva e de folhas verdejantes; e dirão:’É justo mesmo o Senhor Deus: meu Rochedo, não existe nele o mal!’ R: Como é bom agradecermos ao Senhor. Segunda leitura: Coríntios 5, 6-10Leitura da segunda carta de São Paulo aos Coríntios: Irmãos: 6Estamos sempre cheios de confiança e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo, somos peregrinos longe do Senhor; 7pois caminhamos na fé e não na visão clara. Mas estamos cheios de confiança e preferimos deixar a moradia do nosso corpo, para ir morar junto do Senhor. 9Por isso, também nos empenhamos em ser agradáveis a ele, quer estejamos no corpo, quer já tenhamos deixado essa morada. 10Aliás, todos nós temos de comparecer às claras perante o tribunal de Cristo, para cada um receber a devida recompensa – prêmio ou castigo – do que tiver feito ao longo de sua vida corporal. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 4, 26-34 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Semente é de Deus a Palavra, o Cristo é o semeador; todo aquele que o encontra vida eterna encontrou (Lc 8,11); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos: Naquele tempo: 26Jesus disse à multidão: ‘O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. 28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou’. 30E Jesus continuou: ‘Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra’. 33Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário do dia por São Cromácio de Aquileia, BispoSermão 30, 2 A semente lançada à terra dá muito fruto (Jo 12, 24) O Senhor comparou-Se a Si mesmo a um grão de mostarda. Sendo o Deus da glória e da majestade eterna, tornou-Se muito pequeno, porque quis nascer de uma virgem com um corpo de criança pequena. Foi lançado à terra quando o seu corpo foi posto no túmulo; mas, depois de Se ter elevado de entre os mortos pela sua gloriosa ressurreição, cresceu até Se tornar uma árvore em cujos ramos habitam as aves do céu. Esta árvore significa a Igreja, que a morte de Cristo ressuscitou para a glória. Os seus ramos devem ser entendidos como sendo os apóstolos porque, tal como os ramos são o ornamento natural da árvore, assim os apóstolos são o ornamento da Igreja de Cristo, pela beleza da graça que receberam. E sabemos que nestes ramos habitam as aves do céu. Alegoricamente, as aves do céu designam-nos a nós, que, tendo vindo à Igreja de Cristo, descansamos nos ensinamentos dos apóstolos como as aves nos ramos. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santo Hervê, Abade // São Raniero, Confessor

SANTO HERVÊ, Abade (Século VI) Santo Hervê, segundo a lenda, era filho de Hyarnion e de Rivanone. Hyarnion, o bardo, piedoso e casto homem, deixou a corte do rei Childeberto para retirar-se à terra natal, a Bretanha. A caminho, adormeceu, e um anjo a ele em senhos apareceu, ordenando-lhe que se casasse com uma jovem, a pura Rivanone. Desperto, impressionando pelo sonho, Hyarnion não tardou encontrar a mulher que o anjo lhe propusera. Do casamento de ambos nasceu Hervê, que, pouco depois, tornou-se cego. Menino predestinado, buscou com avidez a solidão. Conta-se que um lobo o guiava. Santo Hervê dirigiu um mosteiro em Plouvien, depois transferido para Lanhouarneau, onde faleceu e foi sepultado. Consta que Santo Hervê participou co concílio do Menez-Bré, reunido contra o tirano Conomor. (Vida dos Santos, Padre Rohbacher, Volume XI, p. 21) *********************************************************************** SÃO RANIERO, Confessor São Raniero era natural de Pisa, tendo sido convertido por Alberto da Córsega, homem de grande santidade que a tudo abandonara para seguir Nosso Senhor Jesus Cristo. Vivendo solitariamente, depois de um certo tempo perdeu a vista. Os pais consternados, foram procurá-lo, e tanta era a dor que lhes ia na alma que Raniero, comovidíssimo, obteve de Deus a própria cura. A uma ordem do Senhor, demandou os Lugares santos. Alimentando-se somente duas vezes por semana, embora se desse a rudes trabalhos, nem por isso perdeu o vigor que sempre teve. Quatro anos depois da ordem recebida, satisfez o ardente desejo que lhe consumia a alma: tomou o hábito de peregrino. Com mais ardor do que então, revisitou os santos lugares, e passou a viver de esmolas. Favorecido na Terra santa com numerosas visões, Nosso Senhor, por secreta inspiração, fê-lo tornar à cidade natal. Em Pisa, procurou os cônegos regulares, os quais, pouco mais tarde, deixava para se estabelecer no mosteiro de São Guido. Em São Guido, Raniero foi mais humilde e mais dado às mortificações. Operou milagres, expulsou demônios e presisse a morte, que o levou desta para melhor vida no dia 17 de Junho de 1160, numa sexta-feira. Enterrado pelo cônsul de Pisa, depois de 1591 foi o corpo do bem-aventurado Raniero depositado, com grande solenidade, na catedral da cidade. Pouco antes da morte, São Raniero formulou uma benção para o pão e a água, que, bentos por ele ou por qualquer outro, mas empregando a fórmula, apaziguavam tempestades, curavam numerosas doenças, livravam possessos e libertavam prisioneiros. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 26-27) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho