2ª-feira Da 4ª Semana Da Quaresma

1ª Leitura – Is 65,17-21 Nunca mais se ouvirá a voz do pranto e o grito de dor. Leitura do Livro do Profeta Isaías 65,17-21 Assim fala o Senhor:17Eis que eu criareinovos céus e nova terra,coisas passadas serão esquecidas,não voltarão mais à memória.18Ao contrário, haverá alegria e exultação sem fimem razão das coisas que eu vou criar;farei de Jerusalém a cidade da exultaçãoe um povo cheio de alegria.19Eu também exulto com Jerusaléme alegro-me com o meu povo;ali nunca mais se ouviráa voz do pranto e o grito de dor.20Ali não haverá crianças condenadasa poucos dias de vidanem anciãos que não completem seus dias.Será considerado jovemquem morrer aos cem anos;e quem não alcançar cem anos,passará por maldito.21Construirão casas para nelas morar,plantarão vinhas para comer seus frutos.Palavra do Senhor. Salmo – Sl 29, 2.4. 5-6. 11.12a.13b (R.2a) R. Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes! 2Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes,*e não deixastes rir de mim meus inimigos!4Vós tirastes minha alma dos abismos*e me salvastes, quando estava já morrendo!R. 5Cantai salmos ao Senhor, povo fiel,*dai-lhe graças e invocai seu santo nome!6Pois sua ira dura apenas um momento,*mas sua bondade permanece a vida inteira;se à tarde vem o pranto visitar-nos,*de manhã vem saudar-nos a alegria.R. 11Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade!*Sede, Senhor, o meu abrigo protetor!12aTransformastes o meu pranto em uma festa,*13bSenhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos!R. Evangelho – Jo 4,43-54 Vai, teu filho está vivo. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 4,43-54 Naquele tempo:43Jesus partiu da Samaria para a Galiléia.44O próprio Jesus tinha declarado,que um profeta não é honrado na sua própria terra.45Quando então chegou à Galiléia,os galileus receberam-no bem,porque tinham visto tudo o que Jesus havia feitoem Jerusalém, durante a festa.Pois também eles tinham ido à festa.46Assim, Jesus voltou para Caná da Galiléia,onde havia transformado a água em vinho.Havia em Cafarnaum um funcionário do reique tinha um filho doente.47Ouviu dizer que Jesustinha vindo da Judéia para a Galiléia.Ele saiu ao seu encontroe pediu-lhe que fosse a Cafarnaumcurar seu filho, que estava morrendo.48Jesus disse-lhe:‘Se não virdes sinais e prodígios,não acreditais.’49O funcionário do rei disse:‘Senhor, desce,antes que meu filho morra!’50Jesus lhe disse:‘Podes ir, teu filho está vivo.’O homem acreditou na palavra de Jesus e foi embora.51Enquanto descia para Cafarnaum,seus empregados foram ao seu encontro,dizendo que o seu filho estava vivo.52O funcionário perguntoua que horas o menino tinha melhorado.Eles responderam:‘A febre desapareceu, ontem, pela uma da tarde’.53O pai verificou que tinha sido exatamente na mesma horaem que Jesus lhe havia dito:‘Teu filho está vivo’.Então, ele abraçou a fé,juntamente com toda a sua família.54Esse foi o segundo sinal de Jesus.Realizou-o quando voltou da Judeía para a Galiléia.Palavra da Salvação. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas
Quarenta Mártires De Sebaste

No ano de 320 esses homens deram testemunho no martírio. Em 313 os imperadores Constantino e Licínio, assinaram o Edito de Milão, que dava liberdade às religiões, para a manifestação pública. Passado um tempo, Licínio começou a perseguir a Igreja de Cristo, prejudicando padres, bispos e famílias. Nesse contexto, estavam quarenta homens, oficiais e soldados cristãos, que serviam ao Império. Licínio retomou uma lei onde para servir o Império era preciso sacrificar aos deuses. Muitos, inclusive estes quarenta homens, não aceitaram. Deixaram por escrito suas despedidas, pediram orações aos bispos e diáconos, e que seus corpos fossem colocados todos juntos. Por não renunciarem a Jesus, foram colocados em um tanque gelado de um dia para o outro, para depois serem queimados. Um deles buscou a pia de água temperada, separada para aqueles que quisessem apostatar, mas faleceu ali mesmo, com o choque térmico. Os outros perseveraram por amor a Jesus. Quarenta mártires de Sebaste, rogai por nós! Fonte: Canção Nova Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
Sábado Da 3ª Semana Da Quaresma

1ª Leitura – Os 6,1-6 Quero amor e não sacrifícios. Leitura da Profecia de Oséias 6,1-6 1‘Vinde, voltemos para o Senhor,ele nos feriu e há de tratar-nos,ele nos machucou e há de curar-nos.2Em dois dias, nos dará vida,e, ao terceiro dia, há de restaurar-nos,e viveremos em sua presença.3É preciso saber segui-lopara reconhecer o Senhor.Certa como a aurora é a sua vinda,ele virá até nós como as primeiras chuvas,como as chuvas tardias que regam o solo’.4Como vou tratar-te, Efraim?Como vou tratar-te, Judá?O vosso amor é como nuvem pela manhã,como orvalho que cedo se desfaz.5Eu os desbastei por meio dos profetas,arrasei-os com as palavras de minha boca,mas, como luz, expandem-se meus juízos;6quero amor, e não sacrifícios,conhecimento de Deus, mais do que holocaustos’.Palavra do Senhor. Salmo – Sl 50, 3-4. 18-19. 20-21ab (R. Cf.Os 6,6) R. Eu quis misericórdia e não o sacrifício! 3Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! *Na imensidóo de vosso amor, purificai-me!4Lavai-me todo inteiro do pecado, *e apagai completamente a minha culpa!R. 18Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, *e, se oferto um holocausto, o rejeitais.19Meu sacrifício é minha alma penitente, *não desprezeis um coração arrependido!R. 20Sede benigno com Sião, por vossa graça, *reconstruí Jerusalém e os seus muros!21aE aceitareis o verdadeiro sacrifício, *21bos holocaustos e oblações em vosso altar!R. Evangelho – Lc 18,9-14 O cobrador de impostos voltou para casa justificado, o outro não. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 18,9-14 Naquele tempo:9Jesus contou esta parábolapara alguns que confiavam na sua própria justiçae desprezavam os outros:10‘Dois homens subiram ao Templo para rezar:um era fariseu, o outro cobrador de impostos.11O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo:‘Ó Deus, eu te agradeçoporque não sou como os outros homens,ladrões, desonestos, adúlteros,nem como este cobrador de impostos.12Eu jejuo duas vezes por semana,e dou o dízimo de toda a minha renda’.13O cobrador de impostos, porém, ficou à distância,e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu;mas batia no peito, dizendo:`Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!’14Eu vos digo:este último voltou para casa justificado, o outro não.Pois quem se eleva será humilhado,e quem se humilha será elevado.’Palavra da Salvação. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas
Santa Francisca Romana

Nobre de nascimento, ainda mais nobre de alma, nasceu Francisca em Roma no ano de 1384. Sua igreja fica perto dos Foros Imperiais e muitos jovens romanos preferem se casar lá. Chamam-na familiarmente de Francisquinha ou Chiquinha. Francisca Bussa de Buxis de Leoni nasceu em 1384, em uma nobre e tradicional família romana cristã e, desde jovem, manifestou a vocação para uma vida de piedade e penitência. Queria ser uma religiosa, mas seu pai prometeu-a em casamento ao jovem Lourenço Ponciano, também cortejado por ser nobre e muito rico. Contudo, era um bom cristão e os dois se completaram, social e espiritualmente. Tiveram filhos, cumpriam suas obrigações matrimoniais com sobriedade e serenidade, respeitando todos os preceitos católicos de caridade e benevolência. Dedicavam tanto tempo aos pobres e doentes que sua rica casa acabou se transformando em asilo, ambulatório, hospital e albergue, para os necessitados e abandonados. O casal teve seis filhos que deveriam ser apenas fontes de felicidade para os pais, porém acabaram por se tornar a origem de muita dor e sacrifício. Numa sucessão de acontecimentos Francisca viu morrer três de seus filhos. Roma, naquela época, atravessou períodos terríveis de sua história, sendo flagelada por duas guerras, revoluções, epidemias, fome e miséria. Francisca ainda assistiu outro dos filhos ser feito refém, enquanto o marido se tornava prisioneiro, depois de ferido na guerra. Mesmo assim, continuou sua obra de caridade junto aos necessitados, vendendo quase tudo que tinha para mantê-la. Foi justamente nesse período que recebeu o título de “Mãe de Roma”. Frequentava a igreja de padres beneditinos de Santa Maria Nova e ali reuniu as ricas amigas da corte romana para trabalharem em benefício da sociedade. Mesmo sem vestirem hábito algum, sem emitirem votos e sem formarem uma família religiosa, pois, viviam uma vida normal de mães e donas de casa, mas encontrando tempo para se dedicarem à comunidade carente. Quando o marido morreu, Francisca entregou-se de maneira definitiva à vida religiosa, fundando com algumas dessas companheiras, também viúvas, a Ordem das Irmãs Oblatas Olivetanas de Santa Maria Nova. Tinha cinquenta e seis anos quando morreu, no dia 09 de março de 1440, depois de ser eleita superiora pelas companheiras de convento. Sua biografia oficial registra ainda várias manifestações da graça do Senhor em sua vida, como a presença constante e real de um anjo da guarda. Foi proclamada Santa Francisca Romana em 1608 e considerada mística, pela Igreja. Narram os registros que, quando morreu, foram necessários três dias para que toda a população de Roma pudesse visitar seu caixão, de tanto que era admirada e querida pelo povo, devotos e fiéis. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Cândido, Catarina de Bolonha e Gregório de Nissa. Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
6ª-feira Da 3ª Semana Da Quaresma

1ª Leitura – Os 14,2-10 Não chamaremos mais ‘deuses nossos’ a produtos de nossas mãos. Leitura da Profecia de Oséias 14,2-10 Assim fala o Senhor Deus:2Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus,porque estavas caído em teu pecado.3Vós todos, encontrai palavrase voltai para o Senhor;dizei-lhe: ‘Livra-nos de todo o male aceita este bemque oferecemos; o fruto de nossos lábios.4A Assíria não nos salvará;não queremos montar nossos cavalos,não chamaremos mais ‘Deuses nossos’a produtos de nossas mãos;em ti encontrará o órfão misericórdia.’5‘Hei de curar sua perversidadee me será fácil amá-los,deles afastou-se a minha cólera.Serei como orvalho para Israel;ele florescerá como o lírioe lançará raízes como plantas do Líbano.7Seus ramos hão de estender-se;será seu esplendor como o da oliveira,e seu perfume como o do Líbano.8Voltarão a sentar-se à minha sombrae a cultivar o trigo,e florescerão como a videira,cuja fama se iguala à do vinho do Líbano.9Que tem ainda Efraim a ver com ídolos?Sou eu que o atendo e que olho por ele.Sou como o cipreste sempre verde:de mim procede o teu fruto.10Compreenda estas palavras o homem sábio,reflita sobre elas o bom entendedor!São retos os caminhos do Senhore, por eles, andarão os justos,enquanto os maus ali tropeçam e caem.Palavra do Senhor. Salmo – Sl 80, 6c-8a. 8bc-9. 10-11ab. 14.17 (R. Cf. 11.9a) R. Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus! 6cEis que ouço uma voz que não conheço,*7‘Aliviei as tuas costas de seu fardo.cestos pesados eu tirei de tuas mãos,*8aNa angústia a mim clamaste, e te salvei.R. 8bde uma nuvem trovejante te falei, *8ce junto às águas de Meriba te provei.9Ouve, meu povo, porque vou te advertir! *Israel, ah! se quisesses me escutar. R.10Em teu meio não exista um deus estranho *nem adores a um deus desconhecido!11aPorque eu sou o teu Deus e teu Senhor, +11bque da terra do Egito te arranquei.R. 14Quem me dera que meu povo me escutasse! *Que Israel andasse sempre em meus caminhos.17eu lhe daria de comer a flor do trigo, *e com o mel que sai da rocha o fartaria’.R. Evangelho – Mc 12,28b-34 Amarás o Senhor teu Deus. Amarás o teu próximo. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo escrito por Marcos 12,28b-34 Naquele tempo:28bUm mestre da Lei,aproximou-se de Jesus e perguntou:‘Qual é o primeiro de todos os mandamentos?’29Jesus respondeu:‘O primeiro é este: Ouve, ó Israel!O Senhor nosso Deus é o único Senhor.30Amarás o Senhor teu Deusde todo o teu coração, de toda a tua alma,de todo o teu entendimento e com toda a tua força!31O segundo mandamento é:Amarás o teu próximo como a ti mesmo!Não existe outro mandamento maior do que estes’.32O mestre da Lei disse a Jesus:‘Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste:Ele é o único Deus e não existe outro além dele.33Amá-lo de todo o coração, de toda a mente,e com toda a força,e amar o próximo como a si mesmoé melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios’.34Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência,e disse: ‘Tu não estás longe do Reino de Deus’.E ninguém mais tinha coragemde fazer perguntas a Jesus.Palavra da Salvação. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas
São João De Deus

Neste dia, lembramos a vida de João Cidade que depois de viver longa aventura distante de Deus, aventurou-se ao Evangelho e hoje, é aclamado como São João de Deus, o patrono dos hospitais. João nasceu em Évora, Portugal, em 1495; com oito anos fugiu de casa e foi para a Espanha, onde fez obras e vivenciou inúmeras aventuras. Começou João suas histórias, cuidando do rebanho, depois com os estudos tornou-se administrador, mas encantado pelo militarismo, tornou-se soldado e combateu na célebre batalha de Pávia, onde saiu vitorioso ao lado de Carlos V. Certa vez foi morar em Granada e lá abriu um pequeno negócio de livros, sendo que, ao mesmo tempo, passou a ouvir o grande santo pregador João de Ávila, que no Espírito Santo suscitou a conversão radical de João. Do encontro com Cristo, começou sua maior aventura, que consistiu em construir com Cristo uma história de santidade. Renunciou a si mesmo, assumiu a cruz e se colocou radicalmente nos caminhos de Jesus, quando no distribuir os bens aos pobres, e acabou sendo lançado num hospital de loucos por parte dos conhecidos, já que João começava a ter inúmeras atitudes voluntariamente estranhas, que visavam não o manicômio, mas a penitência pela humilhação. Como tudo concorre para o bem dos que amam a Deus, acabou sendo providencial o tempo que João passou sofrendo naquele hospital, pois diante do tratamento desumano que davam para os pobres e doentes mentais, o Senhor suscitou no coração de João o carisma para lidar com os doentes na caridade e gratuidade. Desta forma, São João, experimentando a vida na Providência, passou a acolher numa casa alugada, indigentes e doentes, depois entregou-se ao cuidado exclusivo num hospital fundado por ele em Granada (Espanha) e assistido por um grupo de companheiros que, mais tarde, constituíram a Ordem Hospitalar de São João de Deus, o qual entrou no céu em 1550. São João de Deus, rogai por nós! Fonte: Canção Nova Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
5ª-feira Da 3ª Semana Da Quaresma

1ª Leitura – Jr 7,23-28 Esta é a nação que não escutou a voz do Senhor, seu Deus. Leitura do Livro do Profeta Jeremias 7,23-28 Assim fala o Senhor:23Dei esta ordem ao povo dizendo:Ouvi a minha voz, assim serei o vosso Deus,e vós sereis o meu povo;e segui adiantepor todo o caminho que eu vos indicarpara serdes felizes.24Mas eles não ouviram e não prestaram atenção;ao contrário, seguindo as más inclinações do coração,andaram para trás e não para a frente,25desde o dia em que seus pais saíram do Egitoaté ao dia de hoje.A todos enviei meus servos, os profetas,e enviei-os cada dia, começando bem cedo;26mas não ouviram e não prestaram atenção;ao contrário, obstinaram-se no erro,procedendo ainda pior que seus pais.27Se falares todas essas coisas,eles não te escutarão,e, se os chamares, não te darão resposta.28Dirás, então:Esta é a nação que não escutoua voz do Senhor, seu Deus, e não aceitou correção.Sua fé morreu, foi arrancada de sua boca.’Palavra do Senhor. Salmo – Sl 94, 1-2. 6-7. 8-9 (R. 8) R. Oxalá ouvísseis hoje a voz do Senhor: Não fecheis os vossos corações. 1Vinde, exultemos de alegria no Senhor,*aclamemos o Rochedo que nos salva!2Ao seu encontro caminhemos com louvores,*e com cantos de alegria o celebremos!R. 6Vinde adoremos e prostremo-nos por terra,*e ajoelhemos ante o Deus que nos criou!7Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho,*as ovelhas que conduz com sua mão.R. 8Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:*‘Não fecheis os corações como em Meriba, 9como em Massa, no deserto, aquele dia,em que outrora vossos pais me provocaram,*apesar de terem visto as minhas obras’.R. Evangelho – Lc 11,14-23 Quem não está comigo, está contra mim. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 11,14-23 Naquele tempo:14Jesus estava expulsando um demônio que era mudo.Quando o demônio saiu, o mudo começou a falar,e as multidões ficaram admiradas.15Mas alguns disseram:‘É por Belzebu, o príncipe dos demônios,que ele expulsa os demônios.’16Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu.17Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes:‘Todo reino dividido contra si mesmo será destruído;e cairá uma casa por cima da outra.18Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo,como poderá sobreviver o seu reino?Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios.19Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios,vossos filhos os expulsam por meio de quem?Por isso, eles mesmos serão vossos juízes.20Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios,então chegou para vós o Reino de Deus.21Quando um homem forte e bem armadoguarda a própria casa,seus bens estão seguros.22Mas, quando chega um homem mais forte do que ele,vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava,e reparte o que roubou.23Quem não está comigo, está contra mim.E quem não recolhe comigo, dispersa.Palavra da Salvação. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas
São João De Deus

João Cidade Duarte nasceu no dia 08 de março de 1495 em Montemor-o-novo, perto de Évora, Portugal. Seu pai era vendedor de frutas na rua. Da sua infância sabemos apenas que, João, aos oito ou fugiu ou foi raptado por um viajante, que se hospedou em sua casa. Depois de vinte dias, sua mãe não resistiu e morreu. O pai acabou seus dias no convento dos franciscanos, que o acolheram. Enquanto isso, João foi à pé para a Espanha rumo à cidade de Madrid, junto com mendigos e sanltimbancos. Nos arredores de Toledo, o viajante o deixou aos cuidados de um bom homem, Francisco Majoral, administrador dos rebanhos do Conde de Oropesa, conhecido por sua caridade. Foi nessa época que ganhou o apelido de João de Deus, porque ninguém sabia direito quem era ou de onde vinha. Por seis anos Francisco o educou como um filho, ao lado de sua pequenina filha. Dos catorze anos até os vinte e oito João trabalhou e viveu como um pastor. E quando Francisco decidiu casa-lo com sua filha, de novo ele fugiu, começando sua vida errante. Alistou-se como soldado de Carlos V e participou da batalha de Paiva, contra Francisco I. Vitorioso, abandonou os campos de batalha e ganhou o mundo. Viajou por toda a Europa, foi para a África, trabalhou como vendedor ambulante em Gibraltar. Então, qual filho pródigo, voltou à sua cidade natal, onde ninguém o reconheceu, pois os pais já tinham falecido; novamente rumou à Espanha, onde abriu uma livraria em Granada. Nessa cidade, em 1538, depois de ter ouvido um inflamado sermão proferido por João d’Ávila, que a Igreja também canonizou, arrependido dos seus pecados e tocado pela graça, saiu correndo da igreja, e gritou: “misericórdia, Senhor, misericórdia”. Todos riram dele, mas João de Deus não se importou. Distribuiu todos os seus bens aos pobres e começou a fazer rigorosas penitências. Tomado por louco foi internado num hospital psiquiátrico, onde foi tratado desumanamente. Depois de ter experimentado todas as crueldades que aí se praticavam e orientado por João d’Ávila decidiu fundar uma casa-hospitalar, para tratar os loucos. Criou assim uma nova Ordem religiosa, a dos Irmãos Hospitaleiros. Ao todo foram mais de oitenta casas-hospitalares fundadas, para abrigar loucos e doentes terminais. Para cuidar deles, usava um processo todo seu, sendo considerado o precursor do método psicanalítico e psicossomático, inventado quatro séculos depois por Freud e seus discípulos. João de Deus, que nunca se formou em medicina, curava os doentes mentais utilizando a fé e sua própria experiência. Partia do princípio de que curando a alma, meio caminho havia sido trilhado para curar o corpo. Ele sentia a dualidade da situação do doente, por tê-la vivenciado dessa maneira. João de Deus sentia-se pertencer ao mundo dos loucos e ao mundo dos pecadores e indignos e, por isso, se motivou a trabalhar na dignificação, reabilitação e inserção de ambas as categorias. Um modelo de empatia e convicções profundas tão em falta, que várias instituições seguiram sua orientação nesse sentido, tempos depois e ainda hoje. Depois, João de Deus e seus discípulos passaram a atender todos os tipos de enfermos. Seu mote era: “fazei o bem, irmãos, para o bem de vós mesmos”. Ele morreu no mesmo dia em que nasceu, aos cinquenta e cinco anos, no dia 8 de março de 1550. Foi canonizado pelo Papa Leão XIII que o proclamou padroeiro dos hospitais, dos doentes e de todos aqueles que trabalham pela cura dos enfermos. Hoje a Ordem Hospitaleira São João de Deus, é um instituto religioso, internacional, com sede em Roma, composto de homens que por amor a Deus se consagram à hospitalidade misericordiosa para com os doentes e necessitados em quarenta e cinco países dos cinco continentes. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Herênia e Filêmon. Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
5ª-feira Da 3ª Semana Da Quaresma

1ª Leitura – Jr 7,23-28 Esta é a nação que não escutou a voz do Senhor, seu Deus. Leitura do Livro do Profeta Jeremias 7,23-28 Assim fala o Senhor:23Dei esta ordem ao povo dizendo:Ouvi a minha voz, assim serei o vosso Deus,e vós sereis o meu povo;e segui adiantepor todo o caminho que eu vos indicarpara serdes felizes.24Mas eles não ouviram e não prestaram atenção;ao contrário, seguindo as más inclinações do coração,andaram para trás e não para a frente,25desde o dia em que seus pais saíram do Egitoaté ao dia de hoje.A todos enviei meus servos, os profetas,e enviei-os cada dia, começando bem cedo;26mas não ouviram e não prestaram atenção;ao contrário, obstinaram-se no erro,procedendo ainda pior que seus pais.27Se falares todas essas coisas,eles não te escutarão,e, se os chamares, não te darão resposta.28Dirás, então:Esta é a nação que não escutoua voz do Senhor, seu Deus, e não aceitou correção.Sua fé morreu, foi arrancada de sua boca.’Palavra do Senhor. Salmo – Sl 94, 1-2. 6-7. 8-9 (R. 8) R. Oxalá ouvísseis hoje a voz do Senhor: Não fecheis os vossos corações. 1Vinde, exultemos de alegria no Senhor,*aclamemos o Rochedo que nos salva!2Ao seu encontro caminhemos com louvores,*e com cantos de alegria o celebremos!R. 6Vinde adoremos e prostremo-nos por terra,*e ajoelhemos ante o Deus que nos criou!7Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho,*as ovelhas que conduz com sua mão.R. 8Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:*‘Não fecheis os corações como em Meriba, 9como em Massa, no deserto, aquele dia,em que outrora vossos pais me provocaram,*apesar de terem visto as minhas obras’.R. Evangelho – Lc 11,14-23 Quem não está comigo, está contra mim. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 11,14-23 Naquele tempo:14Jesus estava expulsando um demônio que era mudo.Quando o demônio saiu, o mudo começou a falar,e as multidões ficaram admiradas.15Mas alguns disseram:‘É por Belzebu, o príncipe dos demônios,que ele expulsa os demônios.’16Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu.17Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes:‘Todo reino dividido contra si mesmo será destruído;e cairá uma casa por cima da outra.18Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo,como poderá sobreviver o seu reino?Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios.19Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios,vossos filhos os expulsam por meio de quem?Por isso, eles mesmos serão vossos juízes.20Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios,então chegou para vós o Reino de Deus.21Quando um homem forte e bem armadoguarda a própria casa,seus bens estão seguros.22Mas, quando chega um homem mais forte do que ele,vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava,e reparte o que roubou.23Quem não está comigo, está contra mim.E quem não recolhe comigo, dispersa.Palavra da Salvação. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas
Santas Perpétua E Felicidade

Numa perseguição que se desencadeou em Cartago, foram presos nesta cidade cinco catecúmenos, entre os quais uma escrava chamada Felicidade e uma mulher, ainda nova e de posição, chamada Perpétua. A primeira estava grávida de oito meses e a segunda tinha uma criança de peito. Receberam o batismo enquanto estavam presas. Permitiram a Perpétua que levasse consigo o filho para o cárcere. Chegado o interrogatório, ambas confessaram abertamente a fé e foram condenadas a ser lançadas às feras no aniversário do imperador Geta. A mãe foi então separada do seu filhinho. “Deus permitiu que ele não voltasse a pedir o peito e que ela não fosse mais atormentada com o leite”, escreveu Perpétua no diário que foi fazendo até o dia da sua morte. Narra em seguida uma visão em que lhe apareceu seu irmão Dinócrates, ao sair do Purgatório graças às suas orações, e outra em que lhe foi prometida a assistência divina no último combate. Felicidade receava que, devido ao seu estado, não lhe permitissem morrer com a companheira, mas, três dias antes dos espetáculos públicos, deu à luz. Como as dores do parto lhe arrancassem gritos, um dos carcereiros observou-lhe: “Se tu te lamentas já dessa maneira, que será quando fores lançada às feras?”. “Hoje sou eu que sofro, respondeu a escrava; nesse dia, sofrerá por mim Aquele por quem eu sofro”. Deu à luz uma menina que foi adotada por uma mulher cristã. Perpétua e Felicidade entraram alegremente no anfiteatro com os três companheiros. Envolveram-nas numa rede e entregaram-nas às arremetidas duma vaca furiosa. O povo cansou-se depressa de ver torturar as duas jovens mães, uma das quais ia perdendo o leite, e pediu que se acabasse com aquele espetáculo. Abraçaram-se então pela última vez. Felicidade recebeu o golpe de misericórdia impavidamente. Perpétua caiu nas mãos dum gladiador desastrado que falhou o golpe, “tendo-se visto ela própria na necessidade de dirigir contra o pescoço a mão trêmula do gladiador inexperiente”. Estes martírios deram-se na era de 203. Santas Perpétua e Felicidade, rogai por nós! Fonte: Canção Nova Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
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