Santas Perpétua E Felicidade

Senhora e escrava, Perpétua e Felicidade sofreram a prisão juntas, na fé e na solidariedade, no ano de 203, na África do Norte. O imperador Severo, também de origem africana, havia decretado a pena de morte para os cristãos. Perpétua era de família nobre, filha de pai pagão, tinha vinte e dois anos e um filho recém-nascido. Sua escrava, Felicidade, estava grávida de oito meses e rezava diariamente para que o filho nascesse antes da execução e obteve essa graça. Isso aconteceu num parto de muito sofrimento, dois dias antes de serem levadas à arena, para as feras famintas. Perpétua escreveu um diário na prisão, onde relata todo o sofrimento de que foram vítimas e que figura entre os escritos mais realistas e comoventes da Igreja. Além de descrever os horrores da escuridão e a forma selvagem como eram tratadas no calabouço, ela narrou como seu pai a procurou na prisão, com autorização do juiz, para tentar fazê-la desistir da fé em Cristo e assim salvar sua vida. Mas ambas, senhora e escrava, mantiveram-se firmes, também como outros seis cristãos que se tornaram seus companheiros no martírio. Elas que ainda não tinham sido batizadas fizeram questão de receber o sacramento na prisão, para reafirmar suas posições de cristãs e, em nenhum momento sequer, pensaram em salvar as vidas negando o cristianismo. Segundo os escritos oficiais que complementam o diário de Perpétua, os homens foram despedaçados por leopardos. Perpétua e Felicidade foram degoladas, depois de atacadas por touros e vacas. Era o dia 07 de março de 203. Perpétua viveu a última hora dando extraordinária prova de amor e de tranquila dignidade. Viu Felicidade ser abatida sob os golpes dos animais, e docemente a amparou e a suspendeu nos braços; depois recompôs o seu vestido estraçalhado, demonstrando um genuíno respeito por ela. Esses gestos geraram na população pagã, um breve momento de comoção piedosa. Mas por poucos segundos, pois a vontade da massa enfurecida prevaleceu, até ver o golpe fatal da degolação. Pelo martírio, Perpétua e Felicidade entram para a Igreja, que as veneram nesse dia com as honras litúrgicas. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Santo Saturnino. Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
4ª-feira Da 3ª Semana Da Quaresma

1ª Leitura – Dt 4,1.5-9 Cumpri e praticai as leis e decretos. Leitura do Livro do Deuteronômio 4,1.5-9 Moisés falou ao povo, dizendo:1‘Agora, Israel, ouve as leis e os decretosque eu vos ensino a cumprir,para que, fazendo-o, vivaise entreis na posse da terra prometidaque o Senhor Deus de vossos pais vos vai dar.5Eis que vos ensinei leis e decretosconforme o Senhor meu Deus me ordenou,para que os pratiqueis na terra em que ides entrare da qual tomareis posse.6Vós os guardareis, pois, e os poreis em prática,porque neles está vossa sabedoriae inteligência perante os povos,para que, ouvindo todas estas leis, digam:‘Na verdade, é sábia e inteligente esta grande nação!7Pois, qual é a grande naçãocujos deuses lhe são tão próximoscomo o Senhor nosso Deus,sempre que o invocamos?8E que nação haverá tão grandeque tenha leis e decretos tão justos,como esta lei que hoje vos ponho diante dos olhos?9Mas toma cuidado!Procura com grande zelo não te esqueceresde tudo o que viste com os próprios olhos,e nada deixes escapar do teu coraçãopor todos os dias de tua vida;antes, ensina-o a teus filhos e netos.Palavra do Senhor. Salmo – Sl 147, 12-13. 15-16. 19-20 (R. 12a) R. Glorifica o Senhor, Jerusalém! 12Glorifica o Senhor, Jerusalém!*Ó Sião, canta louvores ao teu Deus!13Pois reforçou com segurança as tuas portas,*e os teus filhos em teu seio abençoou.R. 15Ele envia suas ordens para a terra,*e a palavra que ele diz corre veloz.16ele faz cair a neve como a lã *e espalha a geada como cinza.R. 19Anuncia a Jacó sua palavra,*seus preceitos suas leis a Israel.20Nenhum povo recebeu tanto carinho,*a nenhum outro revelou os seus preceitos.R. Evangelho – Mt 5,17-19 Aquele que praticar e ensinar os mandamentos, este será considerado grande. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 5,17-19 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:17Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas.Não vim para abolir,mas para dar-lhes pleno cumprimento.18Em verdade, eu vos digo:antes que o céu e a terra deixem de existir,nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei,sem que tudo se cumpra.l9Portanto, quem desobedecera um só destes mandamentos, por menor que seja,e ensinar os outros a fazerem o mesmo,será considerado o menor no Reino dos Céus.Porém, quem os praticar e ensinarserá considerado grande no Reino dos Céus.Palavra da Salvação. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas
Santa Rosa De Viterbo

Rosa viveu numa época de grandes confrontos, entre os poderes do pontificado e do imperador, somados aos conflitos civis provocados por duas famílias que disputavam o governo da cidade de Viterbo. Ela nasceu nesta cidade num dia incerto do ano de 1234. Os pais, João e Catarina, eram cristãos fervorosos. A família possuía uma boa propriedade na vizinha Santa Maria de Poggio, vivendo com conforto da agricultura. Envolta por antigas tradições e sem dados oficiais que comprovem os fatos narrados, a vida de Rosa foi breve e incomum. Como sua mãe, Catarina, trabalhava com as Irmãs Clarissas do mosteiro da cidade, Rosa recebeu a influência da espiritualidade franciscana, ainda muito pequena. Ela era uma criança carismática, possuía dons especiais e um amor incondicional ao Senhor e a Virgem Maria. Dizem que com apenas três anos de idade transformava pães em rosas e aos sete, pregava nas praças, convertendo multidões. Aos doze anos ingressou na Ordem Terceira de São Francisco, por causa de uma visão em que Nossa Senhora assim lhe determinava. No ano de 1247 a cidade de Viterbo, fiel ao Papa, caiu nas mãos do imperador Frederico II, um herege, que negava a autoridade do Papa e o poder do Sacerdote de perdoar os pecados e consagrar. Rosa teve outra visão, desta vez com Cristo que estava com o coração em chamas. Ela não se conteve, saiu pelas ruas pregando com um crucifixo nas mãos. A notícia correu toda cidade, muitos foram estimulados na fé, e vários hereges se converteram. Com suas palavras confundia até os mais preparados. Por isto, representava uma ameaça para as autoridades locais. Em 1250, o prefeito a condenou ao exílio. Rosa e seus pais foram morar em Soriano onde sua fama já havia chegado. Na noite de 5 de dezembro 1251, Rosa recebeu a visita de um anjo, que lhe revelou que o imperador Frederico II, uma semana depois, morreria. O que de fato aconteceu. Com isto, o poder dos hereges enfraqueceu e Rosa pode retornar a Viterbo. Toda a região voltou a viver em paz. No dia 6 de março de 1252, sem agonia, ela morreu. No mesmo ano, o Papa Inocêncio IV, mandou instaurar o processo para a canonização de Rosa. Cinco anos depois o mesmo pontífice mandou exumar o corpo, e para a surpresa de todos, ele foi encontrado intacto. Rosa foi transladada para o convento das Irmãs Clarissas que nesta cerimônia passou a se chamar, convento de Santa Rosa. Depois desta cerimônia a Santa só foi “canonizada” pelo povo, porque curiosamente o processo nunca foi promulgado. A canonização de Rosa ficou assim, nunca foi oficializada.. Mas também nunca foi negada pelo Papa e pela Igreja. Santa Rosa de Viterbo, desde o momento de sua morte, foi “canonizada” pelo povo. Em setembro de 1929, o Papa Pio XI, declarou Santa Rosa de Viterbo a padroeira da Juventude Feminina da Ação Católica Italiana . No Brasil ela é A Padroeira dos Jovens Franciscanos Seculares. Santa Rosa de Viterbo é festejada no dia de sua morte, mas também pode ser comemorada no dia 4 de setembro, dia do seu translado para o mosteiro de Clarissas de Santa Rosa, em Viterbo, Itália. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Marciano, Cônon e Olegário. Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
Santos Romão E Lupicino

São Romão entrou para a vida religiosa com 35 anos, na França, onde nasceram os dois santos de hoje. Ele foi discernindo sua vocação, que o deixava inquieto, apesar de já estar na vida religiosa. Ao tomar as constituições de Cassiano e também o testemunho dos Padres do deserto, deixou o convento e foi peregrinar, procurando o lugar onde Deus o queria vivendo. Indo para o Leste, encontrou uma natureza distante de todos e percebeu que Deus o queria ali. Vivia os trabalhos manuais, a oração e a leitura, até o seu irmão Lupicino, então viúvo, se unir a ele. Fundaram então um novo Mosteiro, que se baseava nas regras de São Pacômio, São Basílio e Cassiano. Romão tinha um temperamento e caminhada espiritual onde com facilidade era dado à misericórdia, à compreensão e tolerância. Lupicino era justiça e intolerância. Nas diferenças, os irmãos se completavam, e ajudavam aos irmãos da comunidade, que a santidade se dá nessa conjugação: amor, justiça, misericórdia, verdade, inspiração, transpiração, severidade, compreensão. Eles eram iguais na busca da santidade. O Bispo Santo Hilário ordenou Romão, que faleceu em 463. E em 480 vai para a glória São Lupicino. Santos Romão e Lupicino, rogai por nós! Fonte: Canção Nova Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
São João José Da Cruz

O santo de hoje nasceu no século XVII, e muito cedo descobriu seu chamado a uma consagração total. Pensou na vida sacerdotal, mas percebeu que muitos buscavam o sacerdócio somente para obter honras e dignidades. João José discerniu melhor, e descobriu que Deus o queria um religioso. Assim, partiu para a vida eremítica, segundo a Ordem de São Pedro de Alcântara. Ele viveu uma vida de oração profunda, se alimentando e dormindo somente o necessário. Recebendo a confiança de seus superiores, foi enviado para Piemonte, em Ávila, para começar um novo mosteiro. E de maneira braçal, iniciou a construção. Com sua perseverança, a Providência Divina e a ajuda do povo, construiu o mosteiro. Recebeu de Deus o dom dos milagres, e muitos o buscavam. João José da Cruz sempre apresentava o Senhor Jesus e levava o povo à oração. São João José da Cruz, rogai por nós! Fonte: Canção Nova Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
Santos Romão E Lupicino

São Romão entrou para a vida religiosa com 35 anos, na França, onde nasceram os dois santos de hoje. Ele foi discernindo sua vocação, que o deixava inquieto, apesar de já estar na vida religiosa. Ao tomar as constituições de Cassiano e também o testemunho dos Padres do deserto, deixou o convento e foi peregrinar, procurando o lugar onde Deus o queria vivendo. Indo para o Leste, encontrou uma natureza distante de todos e percebeu que Deus o queria ali. Vivia os trabalhos manuais, a oração e a leitura, até o seu irmão Lupicino, então viúvo, se unir a ele. Fundaram então um novo Mosteiro, que se baseava nas regras de São Pacômio, São Basílio e Cassiano. Romão tinha um temperamento e caminhada espiritual onde com facilidade era dado à misericórdia, à compreensão e tolerância. Lupicino era justiça e intolerância. Nas diferenças, os irmãos se completavam, e ajudavam aos irmãos da comunidade, que a santidade se dá nessa conjugação: amor, justiça, misericórdia, verdade, inspiração, transpiração, severidade, compreensão. Eles eram iguais na busca da santidade. O Bispo Santo Hilário ordenou Romão, que faleceu em 463. E em 480 vai para a glória São Lupicino. Santos Romão e Lupicino, rogai por nós! Fonte: Canção Nova Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
3ª-feira Da 3ª Semana Da Quaresma

1ª Leitura – Dn 3,25.34-43 De alma contrita e em espírito de humildade, sejamos acolhidos. Leitura da Profecia de Daniel 3,25.34-43 Naqueles dias:25Azarias, parou e, de pé,começou a rezar;abrindo a boca no meio do fogo, disse:34‘Oh! não nos desampares nunca,nós te pedimos, por teu nome,não desfaças tua aliança35nem retires de nós tua benevolência,por Abraão, teu amigo,por Isaac, teu servo,e por Israel, teu Santo,36aos quais prometestemultiplicar a descendência como estrelas do céue como areia que está na beira do mar;37Senhor, estamos hojereduzidos ao menor de todos os povos,somos hoje o mais humilde em toda a terra,por causa de nossos pecados;38neste tempo estamossem chefes, sem profetas, sem guia,não há holocausto nem sacrifício,não há oblação nem incenso,não há um lugar para oferecermosem tua presença as primícias,e encontrarmos benevolência;39mas, de alma contrita e em espírito de humildade,sejamos acolhidos,e como nos holocaustos de carneiros e touros40e como nos sacrifícios de milhares de cordeiros gordos,assim se efetue hojenosso sacrifício em tua presença,e tu faças que nós te sigamos até ao fim;não se sentirá frustradoquem põe em ti sua confiança.41De agora em diante, queremos, de todo o coração,seguir-te, temer-te, buscar tua face;42não nos deixes confundidos,mas trata-nos segundo a tua clemênciae segundo a tua imensa misericórdia;43liberta-nos com o poder de tuas maravilhase torna teu nome glorificado, Senhor’.Palavra do Senhor. Salmo – Sl 24, 4bc-5ab. 6-7. 8-9 (R. 6a) R. Recordai, Senhor, a vossa compaixão! 4bMostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos,*4ce fazei-me conhecer a vossa estrada!5aVossa verdade me oriente e me conduza,*5bporque sois o Deus da minha salvação.R. 6Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura *e a vossa compaixão que são eternas!7bDe mim lembrai-vos, porque sois misericórdia*7ce sois bondade sem limites, ó Senhor!R. 8O Senhor é piedade e retidão,*e reconduz ao bom caminho os pecadores.9Ele dirige os humildes na justiça,*e aos pobres ele ensina o seu caminho.R. Evangelho – Mt 18,21-35 Não te digo perdoar até sete vezes,mas até setenta vezes sete. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 18,21-35 Naquele tempo:21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou:‘Senhor, quantas vezes devo perdoar,se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?’22Jesus respondeu:‘Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.23Porque o Reino dos Céus é como um reique resolveu acertar as contas com seus empregados.24Quando começou o acerto,trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna.25Como o empregado não tivesse com que pagar,o patrão mandou que fosse vendido como escravo,junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía,para que pagasse a dívida.26O empregado, porém, caíu aos pés do patrão,e, prostrado, suplicava:`Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo’.27Diante disso, o patrão teve compaixão,soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida.28Ao sair dali,aquele empregado encontrou um dos seus companheirosque lhe devia apenas cem moedas.Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo:`Paga o que me deves’.29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava:`Dá-me um prazo! e eu te pagarei’.30Mas o empregado não quis saber disso.Saiu e mandou jogá-lo na prisão,até que pagasse o que devia.31Vendo o que havia acontecido,os outros empregados ficaram muito tristes,procuraram o patrão e lhe contaram tudo.32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse:`Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida,porque tu me suplicaste.33Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro,como eu tive compaixão de ti?’34O patrão indignou-see mandou entregar aquele empregado aos torturadores,até que pagasse toda a sua dívida.35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco,se cada um não perdoar de coração ao seu irmão.’Palavra da Salvação. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas
Santos Romão E Lupicino

São Romão entrou para a vida religiosa com 35 anos, na França, onde nasceram os dois santos de hoje. Ele foi discernindo sua vocação, que o deixava inquieto, apesar de já estar na vida religiosa. Ao tomar as constituições de Cassiano e também o testemunho dos Padres do deserto, deixou o convento e foi peregrinar, procurando o lugar onde Deus o queria vivendo. Indo para o Leste, encontrou uma natureza distante de todos e percebeu que Deus o queria ali. Vivia os trabalhos manuais, a oração e a leitura, até o seu irmão Lupicino, então viúvo, se unir a ele. Fundaram então um novo Mosteiro, que se baseava nas regras de São Pacômio, São Basílio e Cassiano. Romão tinha um temperamento e caminhada espiritual onde com facilidade era dado à misericórdia, à compreensão e tolerância. Lupicino era justiça e intolerância. Nas diferenças, os irmãos se completavam, e ajudavam aos irmãos da comunidade, que a santidade se dá nessa conjugação: amor, justiça, misericórdia, verdade, inspiração, transpiração, severidade, compreensão. Eles eram iguais na busca da santidade. O Bispo Santo Hilário ordenou Romão, que faleceu em 463. E em 480 vai para a glória São Lupicino. Santos Romão e Lupicino, rogai por nós! Fonte: Canção Nova Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
2ª-feira Da 3ª Semana Da Quaresma

1ª Leitura – 2Rs 5,1-15a Havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio. Leitura do Segundo Livro dos Reis 5,1-15a Naqueles dias:1Naamã, general do exército do rei da Síria,era um homem muito estimado e considerado pelo seu senhor, pois foi por meio deleque o Senhor concedeu a vitória aos arameus.Mas esse homem, valente guerreiro, era leproso.2Ora, um bando de arameus que tinha saído da Síria,tinha levado cativa uma moça do país de Israel.Ela ficou ao serviço da mulher de Naamã.3Disse ela à sua senhora:‘Ah, se meu senhor se apresentasseao profeta que reside em Samaria,sem dúvida, ele o livraria da lepra de que padece!’4Naamã foi então informar o seu senhor:‘Uma moça do país de Israel disse isto e isto’.5Disse-lhe o rei de Aram: ‘Vai,que eu enviarei uma carta ao rei de Israel’.Naamã partiu,levando consigo dez talentos de prata,seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupa.6E entregou ao rei de Israel a carta, que dizia:‘Quando receberes esta carta,saberás que eu te enviei Naamã, meu servo,para que o cures de sua lepra’.7O rei de Israel, tendo lido a carta,rasgou suas vestes e disse:‘Sou Deus, porventura,que possa dar a morte e a vida,para que este me mande um homem para curá-lo de lepra?Vê-se bem que ele busca pretexto contra mim’.8Quando Eliseu, o homem de Deus,soube que o rei de Israel havia rasgado as vestes,mandou dizer-lhe: ‘Por que rasgaste tuas vestes?Que ele venha a mim,para que saibas que há um profeta em Israel’.9Então Naamã chegou com seus cavalos e carros,e parou à porta da casa de Eliseu.10Eliseu mandou um mensageiro para lhe dizer:‘Vai, lava-te sete vezes no Jordão,e tua carne será curada e ficarás limpo’.11Naamã, irritado, foi-se embora, dizendo:‘Eu pensava que ele sairia para me recebere que, de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus,e que tocaria com sua mão o lugar da leprae me curaria.12Será que os rios de Damasco, o Abana e o Farfar,não são melhores do que todas as águas de Israel,para eu me banhar nelas e ficar limpo?’Deu meia-volta e partiu indignado.13Mas seus servos aproximaram-se delee disseram-lhe: ‘Senhor, se o profeta te mandasse fazeruma coisa difícil, não a terias feito?Quanto mais agora que ele te disse:‘Lava-te e ficarás limpo’ ‘.14Então ele desceu e mergulhou sete vezes no Jordão,conforme o homem de Deus tinha mandado,e sua carne tornou-se semelhante à de uma criancinha,e ele ficou purificado.15aEm seguida, voltou com toda a sua comitivapara junto do homem de Deus.Ao chegar, apresentou-se diante dele e disse:‘Agora estou convencidode que não há outro Deus em toda a terra,senão o que há em Israel!Palavra do Senhor. Salmo – Sl 41, 2. 3; Sl 42, 3. 4 (R. 41,3) R. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo:> e quando verei a face de Deus? 41,2Assim como a corça suspira*pelas águas correntes,suspira igualmente minh’almapor vós, ó meu Deus!R. 3A minh’alma tem sede de Deus,*e deseja o Deus vivo.Quando terei a alegria de ver*a face de Deus?R 42.3Enviai vossa luz, vossa verdade:*elas serão o meu guia;que me levem ao vosso Monte santo,*até a vossa morada!R. 4Então irei aos altares do Senhor,*Deus da minha alegria.Vosso louvor cantarei, ao som da harpa,*meu Senhor e meu Deus!R. Evangelho – Lc 4,24-30 Jesus, como Elias e Eliseu, não é enviado só aos judeus. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 4,24-30 Jesus, vindo a Nazaré, disse ao povo na sinagoga:24‘Em verdade eu vos digo que nenhum profetaé bem recebido em sua pátria.25De fato, eu vos digo:no tempo do profeta Elias,quando não choveu durante três anos e seis mesese houve grande fome em toda a região,havia muitas viúvas em Israel.26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias,senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia.27E no tempo do profeta Eliseu,havia muitos leprosos em Israel.Contudo, nenhum deles foi curado,mas sim Naamã, o sírio.’28Quando ouviram estas palavras de Jesus,todos na sinagoga ficaram furiosos.29Levantaram-se e o expulsaram da cidade.Levaram-no até ao alto do montesobre o qual a cidade estava construída,com a intenção de lançá-lo no precipício.30Jesus, porém, passando pelo meio deles,continuou o seu caminho.Palavra da Salvação. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas
São Casimiro

Casimiro nasceu na Croácia no dia 03 de outubro de 1458 e era o décimo terceiro filho do rei da Polônia, Casimiro IV, e da rainha Elisabete d’Asburgo. Ele poderia muito bem colocar sobre a cabeça uma coroa e reinar sobre um território, como todos os seus doze irmãos o fizeram. Porém, apesar de possuir os títulos de príncipe da Polônia e grão-duque da Lituânia, não seguiu esse caminho. Desde pequeno abriu mão do luxo da corte, suas ricas festas e todas as facilidades que a nobreza proporcionava. Fez voto de castidade e vivia na simplicidade do seu quarto, que transformou numa cela como a de um eremita, dedicando-se à oração, disciplina, penitência e solidão. Quando os húngaros se rebelaram contra o seu rei, Mateus Corvino, e ofereceram ao jovem príncipe Casimiro, então com treze anos, a coroa, ele a renunciou tão logo soube que seu pai havia se declarado contra a deposição daquele rei e a imposição pela força de outro, no caso ele. O príncipe tinha de fato apenas uma ambição, se é que assim pode ser chamada: dedicar-se ao ideal da vida monástica. Entretanto não fugia dos deveres políticos, tendo ajudado o pai nos negócios do reino desde os dezessete anos, principalmente nos problemas referentes à Lituânia, onde era muito querido pelo povo. Com a conversão do rei da Hungria que abdicou para entrar num mosteiro, o rei Casimiro IV, seu pai, herdou esses domínios que incluíam além da Hungria a Prússia. Porém, isso também não entusiasmou o jovem príncipe a se coroar. Desde a infância levava uma vida ascética, muito humilde, jejuando continuamente e dormindo no chão, por isso sua saúde nunca foi perfeita. Dessa forma, jovem príncipe acabou contraiu a tuberculose. Mesmo assim seu pai lhe cofiou a regência do reino, por um breve período. O rei desejando ampliar ainda mais os domínios do já imenso império, pretendia firmar um contrato de matrimonio para o filho com a bela e rica herdeira de Frederico III, cujas fronteiras passariam as ser mar Báltico e o mar Negro, realizando seu velho sonho. Por isso precisava se ausentar, pois queria tratar pessoalmente de tão delicado assunto. Casimiro, como príncipe regente, não se furtou às obrigações junto ao seu amado povo. Cumpriu a função com inteligente política, todavia sem se deixar seduzir pelo poder. Depois, o rei teve de se conformar, porque Casimiro preferiu o celibato e o tratado do matrimônio foi desfeito. Ele preferiu ser lembrado por ficar entre os pobres de espírito, entre aqueles que receberam o reino de Deus, do que ser recordado entre os homens famosos e poderosos que governaram o mundo. Morreu aos vinte e cinco anos de idade e foi sepultado em Vilnius, capital da Lituânia, em 04 de março de 1484. Logo passou a ser venerado por todo o povo polonês, lituano, húngaro, russo. Seu culto acabou sendo introduzido na Europa ocidental através dos peregrinos que visitavam sua sepultura. Menos de quarenta anos após sua morte já era canonizado pelo Papa Leão X. São Casimiro foi declarado padroeiro da Lituânia e da juventude lituana; também da Polônia, onde até hoje é considerado um símbolo para os cristãos, que o veneram como o protetor dos pobres. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Arcádio e Eugênio. Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
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