Bem-aventurada Dulce Dos Pobres

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes nasceu no dia 26 de maio de 1914, na Bahia, Brasil. Era a segunda filha do casal, Augusto Lopes Pontes, e Dulce Souza Brito, que já tinha quatro outros filhos. Sua mãe morreu aos vinte e seis anos, quando ela tinha apenas seis anos de idade, porém, teve uma infância feliz, com os irmãos e os parentes, que procuravam compensar a grande perda. Certo dia, a menina foi com uma tia materna visitar os pobres de um convento. Foi diante de tanta privação e sofrimento que a pequena decidiu: “Quero ser freira e dedicar minha vida aos pobres”. E isso ela nunca esqueceu. Maria Rita se desenvolveu pouco fisicamente, tornou-se uma mulher pequenina e de aparência muito frágil. Mas aos dezenove anos, após diplomar-se professora, ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Sergipe e, aos vinte anos, fez sua profissão religiosa, assumindo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à mãe. Determinada a atender os mais carentes, voltou à Bahia em 1934, iniciando um trabalho de assistência à comunidade pobre de Alagados e Itapagipe. Nesse mesmo ano funda a União Operária São Francisco, primeiro movimento cristão operário de Salvador. A imprensa começa a chamá-la de Irmã Dulce dos Pobres, o anjo dos Alagados. Em 1937, fundou o Círculo Operário da Bahia. Decidida a acolher os doentes que a procuravam, Irmã Dulce os abrigava em casas abandonadas e, em seguida, saía em busca de alimentos, remédios, assistência médica e ajuda financeira dos comerciantes e pessoas amigas. Seu lema era: “Amar e servir o mais necessitado entre os necessitados, como se acolhesse o próprio Cristo”. E, sob esse escudo, Irmã Dulce iniciou seu trabalho assistencial num albergue improvisado em 1946, no galinheiro do convento das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, para acolher setenta doentes que ela havia recolhido nas ruas de Salvador. Atualmente, a Associação Obras Sociais Irmã Dulce é a maior ONG de saúde no Norte e Nordeste e a nona do Brasil, atendendo, em seus onze núcleos, mais de um milhão de carentes por ano, um trabalho inteiramente gratuito. Nessas Obras Sociais estão portadores de deficiências, idosos, crianças, adolescentes, mendigos, alcoólicos, toxicômanos e todos os que vivem à margem da sociedade. Para construir sua obra, Irmã Dulce contou com o apoio do povo baiano, de brasileiros dos diversos estados e de personalidades internacionais. No dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouviu do Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra. Quatro anos depois fundou a Associação Filhas de Maria Servas dos Pobres. E em 1988, foi indicada para o Prêmio Nobel da Paz. Em 20 de outubro de 1991, na segunda visita ao Brasil, o Papa João Paulo II fez questão de visitar Irmã Dulce, já bastante debilitada no seu leito de enferma, no Convento Santo Antônio. Aos 13 de março de 1992, Irmã Dulce faleceu, com setenta e sete anos de idade. A fragilidade dos últimos trinta anos da sua vida, com a saúde abalada seriamente, tinha setenta por cento da capacidade respiratória comprometida, não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e respeitadas instituições filantrópicas do país. Por esse exemplo de vida, a Igreja Católica abriu o processo para a beatificação de Irmã Dulce, em 2000. No final da fase diocesana, após um ano e meio, o Papa João Paulo II a distinguiu como Serva de Deus. E quando se der sua beatificação, sem dúvida será celebrada uma vida inteira de testemunho de que a fé e o amor são capazes de superar as piores dificuldades. O Memorial Irmã Dulce guarda hoje cerca de dois mil relatos documentados de graças alcançadas por baianos, pessoas de outros Estados e até de outros países, concedidas por intercessão de Irmã Dulce, que atestam a sua fama de santidade ainda em vida e as virtudes heroicas do “Anjo Bom da Bahia”, como a freira, já no final da vida, era reconhecida. “Quando nenhum hospital quiser aceitar algum paciente, nós aceitaremos. Essa é a última porta e por isso eu não posso fechá-la.” Irmã Dulce. O processo de beatificação teve início em 2000, passando por várias etapas, em 22 de maio de 2011, Irmã Dulce será proclamada Beata. “Se fosse preciso, começaria tudo outra vez do mesmo jeito, andando pelo mesmo caminho de dificuldades, pois a fé, que nunca me abandona, me daria forças para ir sempre em frente” Irmã Dulce. O decreto de beatificação de Irmã Dulce foi assinado pelo papa Bento XVI no dia 10 de dezembro de 2010, após reconhecimento de um milagre da freira. Ela é a primeira baiana a se tornar beata. A bem-aventurada Dulce dos Pobres terá sua data no calendário litúrgico no dia 13 de agosto. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Ponciano, Hipólito e Máximo. Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
19º Domingo Do Tempo Comum

1ª Leitura – 1Rs 19,9a.11-13 Permanece sobre o monte na presença do Senhor. Leitura do Primeiro Livro dos Reis 19,9a.11-13a Naqueles dias, ao chegar a Horeb, o monte de Deus, 9a o profeta Elias, entrou numa gruta,onde passou a noite.E eis que a palavra do Senhor lhe foi dirigidanestes termos:11 ‘Sai e permanece sobre o monte diante do Senhor,porque o Senhor vai passar’.Antes do Senhor, porém,veio um vento impetuoso e forte,que desfazia as montanhas e quebrava os rochedos.Mas o Senhor não estava no vento.Depois do vento houve um terremoto.Mas o Senhor não estava no terremoto.12 Passado o terremoto, veio um fogo.Mas o Senhor não estava no fogo.E depois do fogoouviu-se um murmúrio de uma leve brisa.13a Ouvindo isto,Elias cobriu o rosto com o manto,saiu e pôs-se à entrada da gruta.Palavra do Senhor. Salmo – Sl 84,9ab-10.11-12.13-14 (R. 8) R. Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,e a vossa salvação nos concedei! 9a Quero ouvir o que o Senhor irá falar:*9b é a paz que ele vai anunciar.10 Está perto a salvação dos que o temem,*e a glória habitará em nossa terra. R. 11 A verdade e o amor se encontrarão,*a justiça e a paz se abraçarão;12 da terra brotará a fidelidade,*e a justiça olhará dos altos céus. R. 13 O Senhor nos dará tudo o que é bom,*e a nossa terra nos dará suas colheitas;14 a justiça andará na sua frente*e a salvação há de seguir os passos seus. R. 2ª Leitura – Rm 9,1-5 Eu desejaria ser segregado em favor de meus irmãos. Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 9,1-5Irmãos:1 Não estou mentindo,mas, em Cristo, digo a verdade,apoiado no testemunho do Espírito Santo e da minhaconsciência.2 Tenho no coração uma grande tristeza e uma dorcontínua,3 a ponto de desejarser eu mesmo segregado por Cristoem favor de meus irmãos, os de minha raça.4 Eles são israelitas.A eles pertencem a filiação adotiva, a glória,as alianças, as leis, o culto, as promessas5 e também os patriarcas.Deles é que descende, quanto à sua humanidade,Cristo, o qual está acima de todos,Deus bendito para sempre! Amém!Palavra do Senhor. Evangelho – Mt 14,22-33 Manda-me ir ao teu encontro,caminhando sobre a água. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 14,22-33 Depois da multiplicação dos pães,22 Jesus mandou que os discípulos entrassem na barcae seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar,enquanto ele despediria as multidões.23 Depois de despedi-las,Jesus subiu ao monte, para orar a sós.A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho.24 A barca, porém, já longe da terra,era agitada pelas ondas,pois o vento era contrário.25 Pelas três horas da manhã,Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar.26 Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar,ficaram apavorados, e disseram:‘É um fantasma’.E gritaram de medo.27 Jesus, porém, logo lhes disse:‘Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!’28 Então Pedro lhe disse:‘Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro,caminhando sobre a água.’29 E Jesus respondeu: ‘Vem!’Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água,em direção a Jesus.30 Mas, quando sentiu o vento, ficou com medoe começando a afundar, gritou: ‘Senhor, salva-me!’31 Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse:‘Homem fraco na fé, por que duvidaste?’32 Assim que subiram no barco, o vento se acalmou.33 Os que estavam no barco,prostraram-se diante dele, dizendo:‘Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!’Palavra da Salvação. Fonte: CNBB Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas
Santa Joana Francisca De Chantal

Filha de um político bem posicionado na França, Joana recusou matrimônio com um fidalgo milionário, por ser ele protestante calvinista. Casou-se, então, com o barão de Chantal, católico fervoroso, com quem levou uma vida profundamente religiosa e feliz. Joana nasceu em Dijon, França, em 28 de janeiro de 1572, filha de Benigno Frèmiot, presidente do parlamento de Borgonha. Após seu casamento, foi morar no castelo de Bourbillye, e sua primeira ordem na nova casa sinalizou qual seria o estilo de vida que se viveria ali. Mandou que, diariamente, fosse rezada uma missa e que todos os servidores domésticos participassem. Ocupou-se, pessoalmente, da educação religiosa dos serviçais, ajudando-os em todas as suas necessidades materiais. Quando o barão feriu-se gravemente durante uma caçada, no castelo só se rezava por sua saúde. Mas logo veio a falecer. Joana ficou viúva aos vinte e oito anos de idade, com os filhos para criar. Dedicou-se, inteiramente, à educação das suas crianças, abrindo espaço em seus horários apenas para a oração e o trabalho. Nessa época, conheceu o futuro são Francisco de Sales, então bispo de Genebra. Escolheu-o para ser seu diretor espiritual e fez-se preparar para a vida de religiosa. Passados nove anos de viuvez e depois de ter muito bem casado as filhas, deixou o futuro barão de Chantal, então um adolescente de quinze anos, com o avô Benigno no castelo de Dijon e retirou-se em um convento. No ano seguinte, em 1610, junto com Francisco de Sales, fundou a Congregação da Visitação de Santa Maria, destinada à assistência aos doentes. Nessa empreitada juntaram-se, à baronesa de Chantal, a senhora Jacqueline Fabre e a senhorita Brechard. Joana, então, professou os votos e foi a primeira a vestir o hábito da nova Ordem. Eleita a madre superiora, acrescentou Francisca ao nome de batismo e dedicou-se, exclusivamente, à Obra, vivendo na sua primeira sede, em Anecy. Fundou mais setenta e cinco Casas para suas religiosas com toda a sua fortuna. Mas não sem dificuldades e sofrimentos, e sofrendo muitas perseguições em Paris, sem nunca esmorecer. Depois de uma dura agonia motivada por uma febre que pôs fim à sua existência, morreu em Moulins no dia 13 de dezembro de 1641. Atualmente, as Irmãs da Visitação estão espalhadas em todos os continentes e celebram, no dia 12 de agosto, santa Joana Francisca de Chantal, que foi canonizada em 1767 para ser venerada como modelo de perfeição evangélica em todos os estados de vida. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Graciliano, Felicíssima e Hilária. Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
Sábado Da 18ª Semana Do Tempo Comum

1ª Leitura – Dt 6, 4-13 Amarás o Senhor teu Deuscom todo o teu coração. Leitura do Livro do Deuteronômio 6,4-13 Moisés falou ao povo, dizendo: 4 Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. 5 Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. 6 E trarás gravadas em teu coração todas estas palavras que hoje te ordeno. 7 Tu as repetirás com insistência aos teus filhos e delas falarás quando estiveres sentado em tua casa, ou andando pelos caminhos, quando te deitares, ou te levantares. 8 Tu as prenderás como sinal em tua mão e as colocarás como um sinal entre os teus olhos; 9 tu as escreverás nas entradas da tua casa e nas portas da tua cidade. 10 Quando o Senhor te introduzir na terra que prometeu com juramento a teus pais, Abraão, Isaac e Jacó, que te daria, com cidades grandes e belas que não edificaste, 11 casas cheias de toda espécie de bens que não acumulaste, cisternas já escavadas que não cavaste, vinhas e oliveiras que não plantaste; e quando comeres e te fartares, 12 então, cuida bem de não esqueceres o Senhor que te tirou do Egito, da casa da escravidão. 13 Temerás o Senhor teu Deus, a ele servirás e só pelo seu nome jurarás. Palavra do Senhor. Salmo – Sl 17,2-3a. 3bc-4. 47.51ab (R. 2) R. Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação. 2 Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força,*3a minha rocha, meu refúgio e Salvador!Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga,*minha força e poderosa salvação. R. 3bc Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga*sois meu escudo e proteçóo: em vós espero!4 Invocarei o meu Senhor: a ele a glória!*e dos meus perseguidores serei salvo! R. 47 Viva o Senhor! Bendito seja o meu Rochedo!*E louvado seja Deus, meu Salvador!51a Concedeis ao vosso rei grandes vitórias*51b e mostrais misericórdia ao vosso Ungido. R. Evangelho – Mt 17,14-20 Se tiverdes fé nada vos será impossível. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 17,14-20 14 Naquele tempo, chegando Jesus e seus discípulos junto da multidão, um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se e disse: 15 ‘Senhor, tem piedade do meu filho. Ele é epilético, e sofre ataques tão fortes que muitas vezes cai no fogo ou na água. 16 Levei-o aos teus discípulos, mas eles não conseguiram curá-lo!’ 17 Jesus respondeu: ‘Ó gente sem fé e perversa! Até quando deverei ficar convosco? Até quando vos suportarei? Trazei aqui o menino.’ 18 Então Jesus o ameaçou e o demônio saiu dele. Na mesma hora o menino ficou curado. 19 Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram em particular: ‘Por que nós não conseguimos expulsar o demônio?’ 20 Jesus respondeu: ‘Porque a vossa fé é demasiado pequena. Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá e ela irá. E nada vos será impossível.’ Palavra da Salvação. Reflexão – Mt 17, 14-20 A fé abre todas as portas para a pessoa humana e lhe possibilita a superação de todos os problemas e dificuldades, mas a fé não é mágica ou bruxaria que, através de rituais, possibilita a todas as pessoas que os utilizem a manipulação de Deus ou da natureza. A força da fé está na parceria com Deus e na adesão ao seu plano de amor. Quando nós fazemos isso, o sucesso das nossas atividades não está nas atividades em si, mas no próprio Deus que, conosco, realiza as suas obras. Logo, o poder da fé está na adesão e não no rito e a fé verdadeira é, antes de tudo, compromisso com Deus. Fonte: CNBB Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas
Santa Clara De Assis

Uma das santas mais amadas é, sem dúvida, Santa Clara de Assis, que viveu no século XIII, contemporânea de São Francisco. Seu testemunho mostra-nos o quanto a Igreja deve a mulheres corajosas e ricas na fé como ela, capazes de dar um impulso decisivo para a renovação da Igreja. Quem foi então Clara de Assis? Para responder a esta pergunta, temos fontes seguras, não apenas as antigas biografias, como a de Tomás de Celano, mas também os autos do processo de canonização promovido Papa já pouco depois da morte de Clara e que contêm o testemunho dos que viveram ao seu lado por muito tempo. Nascida em 1193, Clara pertencia a uma família aristocrática e rica. Renunciou à nobreza e à riqueza para viver pobre e humilde, adotando a forma de vida que Francisco de Assis propunha. Apesar de seus pais planejarem um casamento com algum personagem de relevo, Clara, aos 18 anos, com um gesto audaz, inspirado pelo profundo desejo de seguir a Cristo e pela admiração por Francisco, deixou a casa paterna e, em companhia de uma amiga sua, Bona di Guelfuccio, uniu-se secretamente aos frades menores junto da pequena igreja da Porciúncula. Era a tarde de Domingo de Ramos de 1211. Na comoção geral, realizou-se um gesto altamente simbólico: enquanto seus companheiros tinham nas mãos tochas acesas, Francisco cortou-lhe os cabelos e Clara vestiu o hábito penitencial. A partir daquele momento, tornava-se virgem esposa de Cristo, humilde e pobre, e a Ele totalmente se consagrava. Como Clara e suas companheiras, inumeráveis mulheres no curso da história ficaram fascinadas pelo amor de Cristo que, na beleza de sua Divina Pessoa, preencheu seus corações. E a Igreja toda, através da mística vocação nupcial das virgens consagradas, demonstra aquilo que será para sempre: a Esposa bela e pura de Cristo. Em uma das quatro cartas que Clara enviou a Santa Inês de Praga, filha do rei da Bohemia, que queria seguir seus passos, ela fala de Cristo, seu amado esposo, com expressões nupciais, que podem surpreender, mas que comovem: “Amando-o, és casta, tocando-o, serás mais pura, deixando-se possuir por ele, és virgem. Seu poder é mais forte, sua generosidade, mais elevada, seu aspecto, mais belo, o amor mais suave e toda graça. Agora tu estás acolhida em seu abraço, que ornou teu peito com pedras preciosas… e te coroou com uma coroa de ouro gravada com o selo da santidade” (Lettera prima: FF, 2862). Sobretudo no início de sua experiência religiosa, Clara teve em Francisco de Assis não só um mestre a quem seguir os ensinamentos, mas também um amigo fraterno. A amizade entre estes dois santos constitui um aspecto muito belo e importante. Efetivamente, quando duas almas puras e inflamadas do mesmo amor por Deus se encontram, há na amizade recíproca um forte estímulo para percorrer o caminho da perfeição. A amizade é um dos sentimentos humanos mais nobres e elevados que a Graça divina purifica e transfigura. Como São Francisco e Santa Clara, outros santos vivenciaram uma profunda amizade no caminho para a perfeição cristã, como São Francisco de Sales e Santa Giovanna de Chantal. O próprio São Francisco de Sales escreve: “é belo poder amar na terra como se ama no céu, e aprender a amar-nos neste mundo como faremos eternamente no outro. Não falo aqui de simples amor de caridade, porque este devemos tê-lo todos os homens; falo do amor espiritual, no âmbito do qual, duas, três, quatro ou mais pessoas compartilham devoção, afeto espiritual e tornam-se realmente um só espírito” (Introduzione alla vita devota III, 19). Após ter transcorrido um período de alguns meses em outras comunidades monásticas, resistindo às pressões de seus familiares que no início não aprovavam sua escolha, Clara se estabeleceu com suas primeiras companheiras na igreja de São Damião, onde os frades menores tinham preparado um pequeno convento para elas. Nesse mosteiro, viveu durante mais de quarenta anos, até sua morte, ocorrida em 1253. Chegou-nos uma descrição de primeira mão de como estas mulheres viviam naqueles anos, nos inícios do movimento franciscano. Trata-se do informe cheio de admiração de um bispo flamengo em visita à Itália, Santiago de Vitry, que afirma ter encontrado um grande número de homens e mulheres, de toda classe social, que, “deixando tudo por Cristo, escapavam ao mundo. Chamavam-se frades menores e irmãs menores e são tidos em grande consideração pelo senhor Papa e pelos cardeais… As mulheres… moram juntas em diferentes abrigos não distantes das cidades. Não recebem nada; vivem do trabalho de suas mãos. E lhes dói e preocupa profundamente que sejam honradas mais do que gostariam, por clérigos e leigos” (Carta de outubro de 1216: FF, 2205.2207). Santiago de Vitry tinha captado com perspicácia um traço característico da espiritualidade franciscana, a que Clara foi muito sensível: a radicalidade da pobreza associada à confiança total na Providência divina. Por este motivo, ela atuou com grande determinação, obtendo do Papa Gregório IX ou, provavelmente, já do Papa Inocêncio III, o chamado Privilegium Paupertatis (cfr FF, 3279). Em base a este, Clara e suas companheiras de São Damião não podiam possuir nenhuma propriedade material. Tratava-se de uma exceção verdadeiramente extraordinária em relação ao direito canônico vigente, e as autoridades eclesiásticas daquele tempo o concederam apreciando os frutos de santidade evangélica que reconheciam na forma de viver de Clara e de suas irmãs. Isso demonstra também que nos séculos medievais, o papel das mulheres não era secundário, mas considerável. A propósito disso, é oportuno recordar que Clara foi a primeira mulher da história da Igreja que compôs uma Regra escrita, submetida à aprovação do Papa, para que o carisma de Francisco de Assis se conservasse em todas as comunidades femininas que iam se estabelecendo em grande número já em seus tempos, e que desejavam se inspirar no exemplo de Francisco e Clara. No convento de São Damião, Clara praticou de modo heróico as virtudes que deveriam distinguir cada cristão: a humildade, o espírito de piedade e de penitência, a caridade. Ainda sendo a superiora, ela queria servir em primeira pessoa
6ª-feira Da 18ª Semana Do Tempo Comum

1ª Leitura – Dt 4,32-40 Amou teus pais e, depois deles,escolheu seus descendentes. Leitura do Livro do Deuteronômio 4,32-40 Moisés falou ao povo dizendo: 32 Interroga os tempos antigos que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra, e investiga de um extremo ao outro dos céus, se houve jamais um acontecimento tão grande, ou se ouviu algo semelhante. 33 Existe, porventura, algum povo que tenha ouvido a voz de Deus falando-lhe do meio do fogo, como tu ouviste, e tenha permanecido vivo? 34 Ou terá vindo algum Deus escolher para si um povo entre as nações, por meio de provações, de sinais e prodígios, por meio de combates, com mão forte e braço estendido, e por meio de grandes terrores, como tudo o que por ti o Senhor vosso Deus fez no Egito, diante de teus próprios olhos? 35 A ti foi dado ver tudo isso, para que reconheças que o Senhor é na verdade Deus, e que não há outro Deus fora ele. 36 Do céu ele te fez ouvir sua voz para te instruir, e sobre a terra te fez ver o seu grande fogo; e do meio do fogo ouviste suas palavras, 37 porque amou teus pais e, depois deles, escolheu seus descendentes. Ele te fez sair do Egito por seu grande poder, 37 porque amou teus pais e, depois deles, escolheu seus descendentes. Ele te fez sair do Egito por seu grande poder, 38 para expulsar, diante de ti, nações maiores e mais fortes do que tu, e para te introduzir na terra deles e dá-la a ti como herança, como tu estás vendo hoje. 39 Reconhece, pois, hoje, e grava-o em teu coração, que o Senhor é o Deus lá em cima do céu e cá embaixo na terra, e que não há outro além dele. 40 Guarda suas leis e seus mandamentos que hoje te prescrevo, para que sejas feliz, tu e teus filhos depois de ti, e vivas longos dias sobre a terra que o Senhor teu Deus te vai dar para sempre. Palavra do Senhor. Salmo – Sl 76,12-13. 14-15. 16.21 (R.12a) R. Penso em vossas maravilhas, ó Senhor! 12 Mas, recordando os grandes feitos do passado, * vossos prodígios eu relembro, ó Senhor; 13 eu medito sobre as vossas maravilhas * e sobre as obras grandiosas que fizestes. R. 14 São santos, ó Senhor, vossos caminhos! * Haverá deus que se compare ao nosso Deus? 15 Sois o Deus que operastes maravilhas, * vosso poder manifestastes entre os povos. R. 16 Com vosso braço redimistes vosso povo, * os filhos de Jacó e de José. 21 Como um rebanho conduzistes vosso povo * e o guiastes por Moisés e Aarão. R. Evangelho – Mt 16,24-28 O que poderá alguém dar em troca de sua vida? + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 16,24-28 Naquele tempo, 24 Jesus disse aos discípulos: ‘Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 25 Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. 26 De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? 27 Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta. 28 Em verdade vos digo: Alguns daqueles que estão aqui não morrerão antes de verem o Filho do Homem vindo com o seu Reino.’ Palavra da Salvação. Reflexão – Mt 16, 24-28 Seguir a Jesus Cristo significa renunciar a si mesmo e tomar a sua cruz. A vida toda de Jesus foi viver esta palavra que está no Evangelho de hoje, Jesus sempre renunciou a si mesmo, ele nunca viveu em função de si próprio, nunca buscava a sua realização ou a satisfação de interesses humanos. Ele sempre procurou viver para os seus irmãos e para suas irmãs, estava sempre pronto para servir e não veio para fazer a sua vontade, mas a vontade daquele que o enviou, de modo que a sua vida foi a constante busca da realização do Reino de Deus e o mistério da cruz foi a coroação de toda uma vida vivida não para si, mas para os outros e para Deus. Quem quer ser discípulo de Jesus deve viver segundo os seus ensinamentos e seguir este seu grande exemplo. Fonte: CNBB Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas
São Lourenço

Lourenço era o primeiro dos sete diáconos a serviço da Igreja de Roma. Devia ter uma boa formação acadêmica, pois, seu cargo era de muita responsabilidade e importância. Depois do Papa Xisto II, era o responsável pela Igreja. Ele era o assistente do Papa nas celebrações e na distribuição da Eucaristia. Além disto, ele era o único administrador dos bens da Igreja, cuidando das construções dos cemitérios, igrejas e da manutenção das obras assistenciais destinadas ao amparo dos pobres, órfãos, viúvas e doentes. No ano 257 o imperador romano Valeriano ordenou uma perseguição contra os cristãos: proibiu as reuniões dos cristãos, fechou as catacumbas, exilou os bispos e exigiu respeito aos ritos pagãos. Finalmente ordenou que os bispos e padres fossem todos mortos. Por causa da perseguição religiosa, o Papa Xisto II foi morto, junto com seis diáconos. Conta a tradição que Lourenço conseguiu conversar com o Papa um pouco antes dele morrer. O Papa teria lhe pedido para que distribuísse aos pobres todos os seus pertences e os da Igreja também, pois temia que caíssem nas mãos do governador. Lourenço distribuiu riquezas aos pobres e cuidou de esconder os livros e objetos sagrados. Em seguida, reuniu um grupo de cegos, órfãos, mendigos, doentes e os colocou na frente do governador, dizendo: “Pronto, eis aqui os tesouros da Igreja”. Irado, o chefe pagão mandou que o amarrassem sobre uma grelha, para ser assado vivo e lentamente. O suplício cruel não desviou Lourenço de sua fé. Lourenço morreu no dia 10 de agosto de 258, rezando pela cidade de Roma. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
São Lourenço, Diácono E Mártir. Festa

1ª Leitura – 2Cor 9,6-10 Deus ama quem dá com alegria. Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios 9,6-10 Irmãos:6 “Quem semeia pouco colherá também poucoe quem semeia com larguezacolherá também com largueza”.7 Dê cada um conforme tiver decidido em seu coração,sem pesar nem constrangimento;pois Deus “ama quem dá com alegria”.8 Deus é poderoso para vos cumularde toda sorte de graças,para que, em tudo, tenhais sempre o necessárioe ainda tenhais de sobra para toda obra boa,9 como está escrito:“Distribuiu generosamente, deu aos pobres;a sua justiça permanece para sempre”.10 Aquele que dá a semente ao semeadore lhe dará o pão como alimento,ele mesmo multiplicará as vossas sementese aumentará os frutos da vossa justiça.Palavra do Senhor. Salmo – Sl 111(112),1-2.5-6.7-8.9(R.5a) R. Feliz o homem caridoso e prestativo.1 Feliz o homem que respeita o Senhor *e que ama com carinho a sua lei!2 Sua descendência será forte sobre a terra, *abençoada a geração dos homens retos! R. 5 Feliz o homem caridoso e prestativo, *que resolve seus negócios com justiça.6 Porque jamais vacilará o homem reto, *sua lembrança permanece eternamente! R. 7 Ele não teme receber notícias más: *confiando em Deus, seu coração está seguro.8 Seu coração está tranqüilo e nada teme, *e confusos há de ver seus inimigos. R. 9 Ele reparte com os pobres os seus bens, +permanece para sempre o bem que fez, *e crescerão a sua glória e seu podeR. R. Evangelho – Jo 12,24-26 Se alguém me serve, meu Pai o honrará. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 12,24-26Naquele tempo, disse Jesus a seus discipulos:24 Em verdade, em verdade vos digo:Se o grão de trigo que cai na terra não morre,ele continua só um grão de trigo;mas se morre,então produz muito fruto.25 Quem se apega à sua vida,perde-a;mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundoconservá-la-á para a vida eterna.26 Se alguém me quer servir,siga-me,e onde eu estouestará também o meu servo.Se alguém me serve,meu Pai o honrará”.Palavra da Salvação. Reflexão – Jo 12, 24-26 Hoje em dia, mais do que nunca, o testemunho dos valores do Evangelho se faz necessário até às últimas conseqüências. A partir daí percebemos uma das maiores responsabilidades do discipulado: a vivência de forma radical dos valores evangélicos e o testemunho da verdade anunciada por Jesus. Todas as pessoas que assumem esta radicalidade do Evangelho mostram ao mundo que existe a verdadeira esperança de superar todos os males que marcam o nosso tempo e construir uma nova realidade, fundamentada nos valores evangélicos, que pode trazer às pessoas humanas a verdadeira felicidade, e que, na sua busca, vale a pena o sacrifício até mesmo da própria vida. Fonte: CNBB Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas
Santa Edith Stein (Tereza Benedita Da Cruz)

O Papa Bento XVI pergunta “Onde se funda o martírio?”. A resposta é simples: “Sobre a morte de Jesus, sobre seu sacrifício supremo de amor, consumado na Cruz para que pudéssemos ter a vida”. E explicou: “Cristo é o servo sofredor de quem fala o profeta Isaías, que doou a si mesmo em resgate de muitos. Ele exorta os seus discípulos, cada um de nós, a tomar cada dia a própria cruz e segui-lo no caminho do amor total a Deus Pai e à humanidade: “Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Quem buscar a sua vida a perderá, e quem perder a sua vida por causa de mim a encontrará (MT 10, 38-39)”. E afirmou: “O mártir segue o Senhor até o fim, aceitando livremente morrer pela salvação do mundo, em uma prova suprema de fé e de amor (cf. Lúmen Gentium, 42)”. E novamente o Papa fez uma pergunta, acompanhada de uma resposta: “Mas de onde nasce a força para enfrentar o martírio? Da profunda e íntima união com Cristo, porque o martírio e a vocação ao martírio não são o resultado de um esforço humano, mas a resposta a uma iniciativa e a um chamado de Deus, são um dom da Sua graça, que torna capazes de oferecer a própria vida por amor a Cristo e à Igreja e, assim, ao mundo. Se lemos a vida dos mártires, ficamos surpreendidos com a serenidade e coragem no enfrentamento da morte: o poder de Deus manifesta-se plenamente na fraqueza, na pobreza de quem se confia a Ele e só n’Ele deposita a sua esperança (cf. 2 Cor 12, 9). E definiu: “Em uma palavra, o martírio é um grande ato de amor em resposta ao amor de Deus”. A vida de Edith Stein, padroeira da Europa, foi esse grande ato de amor. Ela nasceu na cidade de Breslau, Alemanha, no dia 12 de outubro de 1891, em uma próspera família de judeus. Aos dois anos, ficou órfã do pai. A mãe e os irmãos mantiveram a situação financeira estável e a educaram dentro da religião judaica. Desde menina, Edith era brilhante nos estudos e mostrou forte determinação, caráter inabalável e muita obstinação. Na adolescência, viveu uma crise: abandonou a escola, as práticas religiosas e a crença consciente em Deus. Depois, terminou os estudos com graduação máxima, recebendo o título de doutora em fenomenologia, em 1916. A Alemanha só concedeu esse título a doze mulheres na última metade do século XX. Em 1921, ela leu a autobiografia de santa Teresa d’Ávila. Tocada pela luz da fé, converteu-se e foi batizada em 1922. Mas a mãe e os irmãos nunca compreenderam ou aceitaram sua adesão ao catolicismo. A exceção foi sua irmã Rosa, que se converteu e foi batizada no seio da Igreja, após a morte da mãe, em 1936. Edith Stein começou a servir a Deus com seus talentos acadêmicos. Lecionou numa escola dominicana, foi conferencista em instituições católicas e finalizou como catedrática numa universidade alemã. Em 1933, chegavam ao poder: Hitler e o partido nazista. Todos os professores não-arianos foram demitidos. Por recusar-se a sair do país, os superiores da Ordem do Carmelo a aceitaram como noviça. Em 1934, tomou o hábito das carmelitas e o nome religioso de Teresa Benedita da Cruz. A sua família não compareceu à cerimônia. Quatro anos depois, realizou sua profissão solene e perpétua, recebendo o definitivo hábito marrom das carmelitas. A perseguição nazista aos judeus alemães intensificou-se e Edith foi transferida para o Carmelo de Echt, na Holanda. Um ano depois, sua irmã Rosa foi juntar-se a ela nesse Carmelo holandês, pois desejava seguir a vida religiosa. Foi aceita no convento, mas permaneceu como irmã leiga carmelita, não podendo professar os votos religiosos. O momento era desfavorável aos judeus, mesmo para os convertidos cristãos. A Segunda Guerra Mundial começou e a expansão nazista alastrou-se pela Europa e pelo mundo. A Holanda foi invadida e anexada ao Reich Alemão em 1941. A família de Edith Stein dispersou-se, alguns emigraram e outros desapareceram nos campos de concentração. Os superiores do Carmelo de Echt tentaram transferir Edith e Rosa para um outro, na Suíça, mas as autoridades civis de lá não facilitaram e a burocracia arrastou-se indefinidamente. Em julho de 1942, publicamente, os bispos holandeses emitiram sua posição formal contra os nazistas e em favor dos judeus. Hitler considerou uma agressão da Igreja Católica local e revidou. Em agosto, dois oficiais nazistas levaram Edith e sua irmã do Carmelo de Echt. No mesmo dia, outros duzentos e quarenta e dois judeus católicos foram deportados para os campos de concentração, como represália do regime nazista à mensagem dos bispos holandeses. As duas irmãs foram levadas em um comboio de carga, junto com outras centenas de judeus e dezenas de convertidos, ao norte da Holanda, para o campo de Westerbork. Lá, Edith Stein, ou a “freira alemã”, como a identificaram os sobreviventes, diferenciou-se muito dos outros prisioneiros que se entregaram ao desespero, lamentações ou prostração total. Ela procurava consolar os mais aflitos, levantar o ânimo dos abatidos e cuidar, do melhor modo possível, das crianças. Assim ela viveu alguns dias, suportando com doçura, paciência e conformidade a vontade de Deus, seu intenso sofrimento, e dos demais. No dia 7 de agosto de 1942, Edith Stein, Rosa e centenas de homens, mulheres e crianças foram de trem para o campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Dois dias depois, em 9 de agosto, foram mortas na câmara de gás e tiveram seus corpos queimados. A irmã carmelita Teresa Benedita da Cruz foi canonizada em Roma, em 1998, pelo papa João Paulo II, que indicou sua festa para o dia de sua morte. A solenidade contou com a presença de personalidades ilustres, civis e religiosas, da Alemanha e da Holanda, além de alguns sobreviventes dos campos de concentração que a conheceram e de vários membros da família Stein. No ano seguinte, o mesmo sumo pontífice declarou santa Edith Stein, “co-Padroeira da Europa”, junto
4ª-feira Da 18ª Semana Do Tempo Comum

1ª Leitura – Nm 13,1-2.25-14,1.26-29 Desprezaram uma terra de delícias Leitura do Livro dos Números 13,1-2.25-14,1.26-29 Naqueles dias: 1 O Senhor falou a Moisés, no deserto de Faran, dizendo: 2 ‘Envia alguns homens para explorar a terra de Canaã, que vou dar aos filhos de Israel. Enviarás um homem de cada tribo, e que todos sejam chefes’. 25 Ao fim de quarenta dias, eles voltaram do reconhecimento do país, 26 e apresentaram-se a Moisés, a Aarão e a toda a comunidade dos filhos de Israel, em Cades, no deserto de Fará. E, falando a eles e a toda a comunidade, mostraram os frutos da terra, 27 e fizeram a sua narração, dizendo: ‘Entramos no país, ao qual nos enviastes, que de fato é uma terra onde corre leite e mel, como se pode reconhecer por estes frutos. 28 Porém, os habitantes são fortíssimos, e as cidades grandes e fortificadas. Vimos lá descendentes de Enac; 29 os amalecitas vivem no deserto do Negueb; os hititas, jebuseus e amorreus, nas montanhas; mas os cananeus, na costa marítima e ao longo do Jordão’. 30 Entretanto Caleb, para acalmar o povo revoltado, que se levantava contra Moisés, disse: ‘Subamos e conquistemos a terra, pois somos capazes de fazê-lo’. 31 Mas os homens que tinham ido com ele disseram: ‘Não podemos enfrentar esse povo, porque é mais forte do que nós’. 32 E, diante dos filhos de Israel, começaram a difamar a terra que haviam explorado, dizendo: ‘A terra que fomos explorar é uma terra que devora os seus habitantes: o povo que aí vimos é de estatura extraordinária. 33 Lá vimos gigantes, filhos de Enac, da raça dos gigantes; comparados com eles parecíamos gafanhotos’. 14,1 Então, toda a comunidade começou a gritar, e passou aquela noite chorando. 26 O Senhor falou a Moisés e Aarão, e disse: 27 ‘Até quando vai murmurar contra mim esta comunidade perversa? Eu ouvi as queixas dos filhos de Israel. 28 Dize-lhes, pois: ‘Por minha vida, diz o Senhor, juro que vos farei assim como vos ouvi dizer! 29 Neste deserto ficarão estendidos os vossos cadáveres. Todos vós que fostes recenseados, da idade de vinte anos para cima, e que murmurastes contra mim, 34 Carregareis vossa culpa durante quarenta anos, que correspondem aos quarenta dias em que explorastes a terra, isto é, um ano para cada dia; e experimentareis a minha vingança’. 35 Eu, o Senhor, assim como disse, assim o farei com toda essa comunidade perversa, que se insurgiu contra mim: nesta solidão será consumida e morrerá’. Palavra do Senhor. Salmo – Sl 105,6-7a. 13-14. 21-22. 23 (R. 4a) R. Lembrai-vos de nós, ó Senhor,segundo o amor para com vosso povo! Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia 6 Pecamos como outrora nossos pais, * praticamos a maldade e fomos ímpios; 7a no Egito nossos pais não se importaram * com os vossos admiráveis grandes feitos. R. 13 Mas bem depressa esqueceram suas obras, * não confiaram nos projetos do Senhor. 14 No deserto deram largas à cobiça, * na solidão eles tentaram o Senhor. R. 21 Esqueceram-se do Deus que os salvara, * que fizera maravilhas no Egito; 22 no país de Cam fez tantas obras admiráveis, * no Mar Vermelho, tantas coisas assombrosas. R. 23 Até pensava em acabar com sua raça, * não se tivesse Moisés, o seu eleito, interposto, intercedendo junto a ele, * para impedir que sua ira os destruísse. R. Evangelho – Mt 15,21-28 Mulher, grande é a tua fé! + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 15,21-28Naquele tempo:21 Jesus foi para a região de Tiro e Sidônia.22 Eis que uma mulher cananéia, vindo daquela região,pôs-se a gritar:‘Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim:minha filha está cruelmente atormentada por umdemônio!’23 Mas, Jesus não lhe respondeu palavra alguma.Então seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram:‘Manda embora essa mulher,pois ela vem gritando atrás de nós.’24 Jesus respondeu: ‘Eu fui enviado somenteàs ovelhas perdidas da casa de Israel.’25 Mas, a mulher, aproximando-se,prostrou-se diante de Jesus, e começou a implorar:‘Senhor, socorre-me!’26 Jesus lhe disse: ‘Não fica bem tirar o pão dos filhospara jogá-lo aos cachorrinhos.’27 A mulher insistiu: ‘É verdade, Senhor;mas os cachorrinhos também comemas migalhas que caem da mesa de seus donos!’28 Diante disso, Jesus lhe disse:‘Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!’E desde aquele momento sua filha ficou curada.Palavra da Salvação. Reflexão – Mt 15, 21-28 O Evangelho de hoje nos revela a diferença fundamental entre o judaísmo e o cristianismo, entre as idéias do povo de Israel e as idéias que devem marcar a vida da Igreja. Para o povo de Israel, ele era o único povo de Deus e não poderia haver outro e as demais nações da terra não poderiam receber os benefícios de Deus. Para a Igreja, todos os homens e mulheres do mundo, de todas as classes, línguas e nações, são objetos da ação salvífica de Deus, de modo que a graça divina é para todos e a salvação é universal. No primeiro momento do Evangelho de hoje, Jesus nos mostra que é verdadeiramente um judeu, mas no segundo, nos mostra como verdadeiramente devemos ser e agir. Fonte: CNBB Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas
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