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São João Nepomuceno

João nasceu no ano de 1330. Apesar de ter pais pobres, João conseguiu se formar doutor em teologia e direito canônico na universidade de Praga. João sabia que sua verdadeira vocação era o sacerdócio, a pregação do Evangelho. Quando finalmente recebeu a unção sacerdotal pôde colocar em prática o seu talento de orador sacro. O fez de forma tão brilhante que foi convidado à ser capelão e confessor na corte. Tornou-se confessor da rainha e provocou a ira do rei. A tradição diz que o rei teria exigido que João violasse o segredo da confissão da rainha, coisa a que ele se negou e, por isso, foi torturado e morto. O seu corpo foi jogado nas águas do rio Moldávia. Seu corpo foi descoberto e recebeu digna sepultura na Igreja de Santa Cruz. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Santa Dionísia

Aos 16 anos, Dionísia já tinha uma cabeça madura e o coração incendiado pela profunda fé em Cristo. Acompanhou na prisão os irmãos Paulo e André e a história de Nicômaco. Este último, estando preso, negou sua fé para poder ser libertado. Mas ao ser libertado, arrependeu-se, porém morreu repentinamente. Santa Dionísia então exclamou: “Infeliz, se tivesse continuado firme mais alguns minutos não teria perdido a vida eterna”. Perante o tribunal, ela declarou-se cristã. Foi entregue aos soldados para que fosse humilhada publicamente. Mas confiando em Deus, manteve serenidade durante todo o processo. Na arena de morte, ao ver Paulo e André sofrerem o martírio, Dionísia lançou-se em direção dos jovens, desejando sofrer também a morte em nome de Cristo. Irritados com a intervenção, os soldados cortaram-lhe a cabeça. Morreu martirizada no dia 15 de maio de 250. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

São Matias

Matias, apóstolo que foi eleito para ocupar o lugar de Judas Iscariotes no grupo dos doze. A eleição se deu dias depois da Ascensão de Jesus e da vinda do Espírito Santo e assim foi descrito: “Depois da Ascensão de Jesus, Pedro disse aos demais discípulos: Irmãos, em Judas se cumpriu o que dele se havia anunciado na Sagrada Escritura: com o preço de sua maldade se comprou um campo”. O salmo 109 ordena “Que outro receba seu cargo”. Convém então que elejamos um para o lugar de Judas. E o eleito deve ser dos que estiveram entre nós o tempo todo em que o Senhor conviveu entre nós, desde que foi batizado por João Batista até que ressuscitou e subiu aos céus”. (Atos 1, 21-26) Segundo a tradição Matias evangelizou na Judéia, Capadócia e depois na Etiópia. Ele sofreu perseguições e o martírio, morreu apedrejado e decapitado em Jerusalém, testemunhando sua fidelidade a Jesus. Há registros de que Santa Helena, mãe do imperador Constantino, o grande, mandou trasladar as relíquias de São Matias para Roma, onde uma parte está guardada na igreja de Santa Maria Maior, em Roma. O restante delas se encontra na antiquíssima igreja de São Matias em Treves, na Alemanha, cidade que a tradição diz ter sido evangelizada por ele e da qual os devotos o têm como seu padroeiro. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Nossa Senhora De Fátima

No dia 13 de maio de 1917 as três crianças, Lúcia, Jacinto e Francisca, estavam pastoreando nas colinas, quando sobre uma pequena árvore, surge um clarão e a figura “de uma Senhora vestida de branco, mais brilhante que o sol, reluzindo mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios de sol mais ardente”. Lúcia, a mais velha, tinha dez anos, e os primos Francisco e Jacinta, nove e sete anos respectivamente. Os três eram analfabetos. As crianças mudam radicalmente. Passam a rezar e a fazer sacrifícios diários. Relatam aos pais e autoridades religiosas o que se passou. Logo, uma multidão começa a acompanhar o encontro das crianças com Nossa Senhora. As mensagens trazidas por Ela pediam ao povo orações, penitências, conversão e fé. As aparições só começaram a ser reconhecidas oficialmente pela Igreja em 13 de outubro, quando sinais extraordinários e impressionantes foram vistos por todos no céu, principalmente no disco solar. Poucos anos depois os primos Francisco e Jacinta morreram. A mais velha tornou-se religiosa de clausura tomando o nome de Lúcia de Jesus e permaneceu sem contato com o mundo por muitas dezenas de anos. O local das aparições de Maria foi transformado num Santuário para Nossa Senhora de Fátima. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Santa Joana De Portugal

Santa Joana nasceu no dia 6 de fevereiro de 1452. Filha primogênita do rei D. Afonso V, rei de Portugal, possuía grande beleza e personalidade marcante. Desejosa de se consagrar a Deus na Ordem dominicana precisou vencer a resistência do pai que desejava um casamento vantajoso para ela. Aos dezenove anos de idade, Joana habilmente convenceu seu pai de oferecer à Deus sua única filha em agradecimento às muitas e recentes vitórias que ele tinha conquistado. O comovente pedido da filha fez Afonso V perceber que o seu chamado à vida religiosa era verdadeiro e consentiu que a princesa entrasse no Mosteiro. Levava vida penitente, passando as noites em oração. Jejuava frequentemente e como insígnia real usava uma coroa de espinhos. Os pobres, os enfermos, os presos, os religiosos viam nela a sua protetora e amparo. Conservava um livro onde ela anotava os nomes de todos os necessitados, o grau de pobreza de cada um e o dia em que deveria ser dada a esmola. Viveu despojada de tudo até a morte, no dia 12 de maio de 1490. Em vida amada pelo povo por sua santidade, após sua morte a princesa Joana passou a ser venerada e cultuada pelos milagres que ocorriam por sua intercessão. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Santo Inácio De Láconi

Francisco Inácio Vincenzo Peis nasceu na cidade de Láconi, em novembro de 1701. Seus pais eram muito pobres, mas educaram os filhos no fiel seguimento de Jesus Cristo. Inácio, desde a infância, sentiu um forte chamado para a vida religiosa. Ainda menino o chamavam de o santinho: não frequentou nem um dia de escola e nem aprendeu a escrever, mas todos os dias assistia à Missa e era coroinha. Possuía dons especiais da profecia, da cura e um forte carisma. Antes de completar os vinte anos de idade decidiu que seguiria os passos de São Francisco de Assis. Procurou um convento, mas não pôde ser aceito, devido a sua frágil saúde. Somente depois de muitas tentativas é que foi aceito pelos capuchinhos. Frei Inácio de Láconi morou em vários conventos. Enfim, estabeleceu-se no Convento do Bom Caminho em Calhiari. Era encarregado da portaria, função que desempenhou até a morte. Tinha o verdadeiro espírito franciscano: exemplo vivo da pobreza, entretanto, de absoluta disponibilidade aos pobres, aos desamparados, aos doentes físicos e aos doentes espirituais. Durante seus últimos cinco anos de vida, Inácio ficou completamente cego. Mesmo assim continuou cumprindo com rigor a vida comum com todos os regulamentos do convento. Morreu no dia 11 de maio de 1781. Depois da morte a fama de sua santidade se fortaleceu com a relação dos milagres alcançados pela sua intercessão. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Santa Solange

O nome Solange significa aquela que vive sozinha. Para esta menina francesa o senhor concedeu muitos dons, além de uma beleza impressionante e a disponibilidade para o trabalho. Não lhe faltaram pretendentes para o casamento, mas todos eles foram dispensados, pois Solange quis consagrar sua virgindade a Deus. Mas um deles, o conde de Gotie, foi o mais insistente. Um dia, ao caminhar pelo campo, o conde deparou-se com Solange, que estava em oração. A jovem, serenamente, que disse ao conde que tinha consagrado sua vida a Deus. O conde, que não gostou de ser reprovado pela jovem Solange, insistiu durante muitos dias, fazendo visitas até a casa dos pais da jovem. Sem resultados, o conde planejou então raptá-la. Pegou um cavalo e realmente raptou a jovem virgem. Conta-nos a história que quando passavam sobre uma ponte, Solange conseguiu assustar o cavalo. O conde e Solange foram lançados nas águas profundas do rio. Ainda conseguiram sair da correnteza, mas o conde, enfurecido, decapitou Solange às margens do rio. Era dia dez de maio de 880. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

São Pacômio

Pacômio nasceu em 287 no Egito, filho de pais pagãos. Tendo ingressado no exército, aos 20 anos foi feito prisioneiro em Tebas. Numa noite, algumas pessoas trouxeram para ele alimento em nome do Deus dos cristãos. Pacômio sentiu-se sensibilizado e pediu a Deus que o libertasse. Obtida a liberdade, ingressou numa comunidade religiosa cristã, onde recebeu o batismo. Ao perceber a força do cristianismo, Pacômio introduziu a vida monástica comum baseada na disciplina e na autoridade, substituindo os anacoretas. Os anacoretas eram os monges que viviam sozinhos no deserto. Os problemas desta vida individualizada começaram a se tornar insustentáveis. Pacômio resolveu fundar um mosteiro, com regras definidas, onde todos pudessem viver em comunidade. O mosteiro tinha uma estrutura rígida, baseada na disciplina e na obediência. Era formado por vários edifícios ou casas, construídas dentro de muralhas. Havia também uma igreja, um refeitório, uma cozinha, uma hospedaria e uma biblioteca. A base da vida religiosa era constituída pela castidade, pobreza e obediência. Pontualidade, silêncio, disciplina, recitação de preces, algumas penitências, tudo isso fazia parte do dia a dia de um mosteiro. São Pacômio morreu em 348, Na época os mosteiros por ele fundados abrigavam cerca de sete mil monges. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

São Vítor

Vítor era africano. Foi batizado ainda criança e quando ficou adulto ingressou no exército do imperador Maximiano. O destacamento de Vítor se estabeleceu em Milão, na Itália. Entretanto o imperador exigia que todos os soldados, antes de irem para a batalha, oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos do império. Os que se recusavam eram condenados à morte. Vítor se recusou, mantendo e reafirmando sua fé cristã. Ele foi levado ao tribunal e interrogado. Confessou a fé, apesar de manter fidelidade militar ao imperador. Mesmo assim foi encarcerado, permanecendo por seis dias sem comida ou água. Essa cadeia onde ficou, ao lado da Porta Romana, até hoje é tristemente conhecida como o cárcere de São Vítor. Findo esse prazo Vítor foi arrastado pelas ruas da cidade. Foi severamente flagelado, mas manteve-se firme. Levado de volta ao cárcere, teve as feridas cobertas por chumbo derretido, mas o soldado africano saiu ileso do pavoroso castigo. Rapidamente Vítor se recuperou e, na primeira oportunidade, fugiu da cadeia. Acabou descoberto, foi levado a uma floresta próxima e decapitado. Era dia 08 de maio de 303. No lugar de sua sepultura foi erguida uma igreja. Aliás, há em Milão várias outras igrejas e monumentos erguidos em sua homenagem. Vítor é um dos Santos mais amados e venerados pelos habitantes de Milão. É invocado como o padroeiro dos prisioneiros e exilados. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

São Floriano

São Floriano, que hoje celebramos, é padroeiro dos bombeiros. Nas imagens aparece sempre fardado como os antigos generais romanos. Segura em suas mãos calejadas uma espécie de cântaro que deixa cair água sobre as habitações incendiadas. São Floriano pode ser contado entre verdadeiros colaboradores na propagação da palavra de Cristo. Esta adesão a Cristo causou-lhe muito sofrimento e o levou ao martírio. Diz a história que o Imperador Diocleciano resolveu eliminar todos os cristãos do Império. A companhia de soldados comandada por Floriano foi presa para ser assassinada. O comandante, bravamente enfrentou o imperador e professou a fé em Cristo. Foi levado a presença do carrasco e após longos interrogatórios foi submetido ao martírio mais horrendo. Foi atado um nó ao redor de seu pescoço e Floriano foi lançado no rio, do alto de uma ponte. Seu corpo foi levado pelas águas até as margens e aí foi recolhido por uma senhora que o enterrou em um lugar retirado. São Floriano é o padroeiro da Polônia. Seu culto foi muito divulgado durante a Idade Média, principalmente entre os soldados. É invocado sobretudo contra incêndios. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR