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São Filipe

Filipe nasceu em Betsaida, na Galiléia, foi um dos primeiros discípulos de Jesus. Seu nome ocupa sempre o quinto lugar nas listas dos apóstolos e é mencionado mais de uma vez no Evangelho. Os poucos elementos fornecidos pelo Evangelho, nos permite esboçar o perfil espiritual do apóstolo Filipe, homem simples e aberto, primário e sincero que gozou da intimidade espontânea com Jesus. Ele era da mesma cidade de Pedro e André, e talvez fosse também pescador. As Sagradas Escrituras nos contam que Filipe, após ter sido chamado diretamente por Jesus, ao encontrar Natanael lhe comunica a notícia: “Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei e que os profetas anunciaram: é Jesus de Nazaré, filho de José” (Jo 1, 45-46). Em outra passagem, João nos conta que foi Filipe quem perguntou a Jesus, no dia do milagre da multiplicação dos pães, como faria para alimentar tanta gente com tão poucos pães. A última intervenção dele aconteceu durante a última Ceia. Os apóstolos escutavam atentos as palavras de despedida do Mestre, quando Filipe lhe pediu um esclarecimento: “Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta”. Jesus respondeu: “Filipe há tanto tempo que convivo convosco e ainda não me conheceis? Quem me viu, viu o Pai. Não crês que eu estou no Pai e o Pai está em mim?” (Jo 14,8). Nada sabemos dele depois da Ressurreição. Segundo a tradição ele foi enviado para pregar o Evangelho na Ásia Menor. Filipe foi responsável pela conversão de muitos pagãos ao cristianismo. Conta uma tradição que ele morreu crucificado de cabeça para baixo, aos 87 anos no tempo do imperador Domiciano. As suas relíquias teriam sido transportadas a Roma e colocadas juntas com as de São Tiago Menor, na igreja dos santos Apóstolos. Este seria o motivo pelo qual a Igreja latina festeja os dois apóstolos no mesmo dia. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Santo Atanásio

Atanásio, bispo de Alexandria, foi o mais vigoroso combatente dos hereges arianos. A heresia ariana negava a divindade de Jesus Cristo. Atanásio nasceu no Egito em 296. Ainda adolescente foi considerado um dos homens mais inteligentes de Alexandria. Ingressou na Igreja por meio do bispo Alexandre. Embora fosse apenas diácono, Atanásio participou do Concílio de Nicéia, em 325. Conta-se que os seus discursos empolgantes, com uma argumentação bíblica brilhante e a lucidez de sua doutrina foram essenciais na defesa e manutenção da doutrina cristã. Apontou um por um os erros dos hereges. Atanásio preservou intacta na Igreja esta verdade teológica: Cristo é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. Quando morreu o bispo Alexandre, tanto o povo como o clero, apontaram Atanásio como seu sucessor. Seu bispado durou quarenta e seis anos recheados de perseguição e sofrimento. Apoiados pelo imperador, os arianos espalharam calúnias incríveis. Atanásio sofreu cinco exílios seguidos, que suportou com paciência e determinação. Atanásio morreu com setenta e sete anos. É considerado um pilar da fé e declarado doutor da Igreja. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

São José Operário

O dia do operário nasceu como memória de uma greve ocorrida em Chicago, no ano de 1886. A manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Durante os protestos, houve tiroteios e mortes. O Papa Pio XII instituiu a festa de “São José Operário”, em 1955. São José é o modelo ideal do operário. Sustentou sua família durante toda a vida com o trabalho de suas próprias mãos, cumpriu sempre seus deveres para com a comunidade, ensinou ao Filho de Deus a profissão de carpinteiro e permitiu que as profecias se cumprissem. O papa Leão XIII nos diz que os operários têm o direito de recorrer a São José e de procurar imitá-lo. Porque São José, casado com a mais santa entre todas as mulheres, considerado o pai do Filho de Deus, retirou, do seu trabalho de carpinteiro, o sustento da Sagrada Família. A escolha de São José como padroeiro dos trabalhadores mostra que a Igreja está do lado dos mais fracos e injustiçados. Junto com a celebração do justo José, a Igreja celebra a vida dos milhões de trabalhadores de todo o mundo e levanta a voz para defendê-los nas horas de necessidade. Numa sociedade materialista, que divide as pessoas pelo tipo de trabalho e que valoriza o ser humano pelo que ele recebe, a Igreja quer lembrar, no dia 1º de maio, o valor humano e cristão do trabalhador. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

São Pio V, Papa E Confessor

Antonio Miguel nasceu em 1504 na província de Alexandria e, aos quatorze anos ingressou na congregação dos dominicanos. Depois que se ordenou sacerdote, sua carreira atravessou todas as etapas de maneira surpreendente. Foi professor, prior de convento, superior provincial, cardeal, inquisidor, bispo e finalmente, Papa, tomando o nome de Pio Quinto. Foi um grande reformador da Igreja. Assim que assumiu foi procurado em Roma, por dezenas de parentes. Não deu “emprego” a nenhum, afirmando ainda que um parente do Papa, se não estiver na miséria, “já está bastante rico”. Implantou ainda outras mudanças no campo pastoral: a obrigação de residência para os bispos, a clausura dos religiosos, o celibato e a santidade de vida dos sacerdotes, as visitas pastorais dos bispos, o incremento das missões e a censura das publicações para publicações religiosas. O Papa Pio Quinto é venerado por ter unido a Europa, acabando com as guerras internas. Chegou a excomungar a rainha da Inglaterra, Elisabete Primeira. Papa Pio Quinto morreu no dia primeiro de maio de 1572. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Santa Catarina De Sena

Catarina nasceu em 25 de março de 1347, na cidade de Sena, na Itália. Seus pais eram muito pobres e sua família era numerosa. Catarina teve uma infância conturbada. Não pode estudar, cresceu franzina e viveu sempre doente. Carregava no corpo os estigmas da Paixão de Cristo. Ainda jovem, Catarina tornou-se uma irmã leiga da Ordem Terceira Dominicana. Tinha visões durante as orações contemplativas e fazia rigorosas penitências. Já adulta enfrentou a dificuldade que muitos achariam impossível de ser vencida: o cisma católico. Catarina, mesmo analfabeta, assume a missão de reunir de novo a Igreja em torno de um só papa. Dois Papas disputavam o trono de Pedro, dividindo a Igreja e fazendo sofrer a população católica em todo o mundo. Ela viajou por toda a Itália e outros países, ditou cartas a reis, príncipes e governantes católicos, cardeais e bispos e conseguiu que o Papa legítimo, Gregório décimo primeiro, retomasse sua posição e voltasse para Roma. Fazia setenta anos que o Papado estava em Avinhão e não em Roma. Outra dificuldade foi a peste que matou pelo menos um terço da população européia. Ela lutou pelos doentes, curou com as próprias mãos e orações. Estava à frente dos padrões de sua época, quando a participação da mulher na Igreja era quase nula ou inexistente. Em meio a tudo isso, deixou obras literárias ditadas de alto valor histórico, místico e religioso. O livro: “Diálogo sobre a Divina Providência”, é lido, estudado e respeitado até hoje. Catarina de Sena morreu no dia 29 de abril de 1380, após sofrer um derrame aos trinta e três anos de idade. Foi declarada “Doutora da Igreja” pelo Papa Paulo VI, em 1970 e mais tarde foi escolhida como patrona da Itália, junto com São Francisco.   Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

São Pedro Chanel

Lembramos hoje a vida do grande missionário São Pedro Chanel. Nascido em Cuet em 1803, de uma família do campo, Pedro fez sacerdote na diocese de Turim. Desde o seminário Pedro se encantava com a leitura sobre Missões. Respondendo ao apelo de Deus, entrou para a Sociedade de Maria e foi evangelizar as regiões e ilhas da Oceania, Atlântico e Pacífico. Em 1837 partiu em companhia de um confrade leigo para Futuna, uma pequena ilha no Oceano Pacífico, no arquipélago de Tonga. Chegou a conseguir a simpatia dos mais jovens pela sua doutrina e pela sua presença pessoal. Por outro lado, levantou a hostilidade dos mais velhos, ciosos de suas tradições e costumes, ameaçados pelo “sacerdote branco”. Nessa ilha, a guerra estava tomando conta do povo, que estava dividido por duas tribos. Avisado pelos amigos do risco que corria e para que deixasse a ilha, São Pedro ignorou o aviso e decidiu permanecer e continuar a pregação. Foi morto a golpes de “tacape” no dia 28 de abril de 1841. Seu sacrifício não foi em vão. A semente de sua pregação germinou e todos os habitantes acolheram o cristianismo São Pedro Maria Chanel foi declarado padoreira da Oceania em 1954. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Santa Zita, Virgem

Santa Zita, Virgem Zita, nasceu em 1218, perto da cidade de Luca e como tantas outras meninas ela foi colocada para trabalhar em casa de nobres ricos. Era a única forma de uma moça não se tornar um peso para a família, pobre e numerosa. Ela não ganharia salário, trabalharia praticamente como uma escrava, mas teria comida, roupa e, quem sabe, até um dote para conseguir um bom casamento, se a família que lhe desse acolhida se afeiçoasse a ela. Zita foi empregada doméstica durante trinta anos.

Santo Anacleto

São Anacleto era grego. Seu nome significa “aquele que é chamado”. Anacleto foi ordenado diácono por São Pedro. Discípulo fiel, Anacleto seguia Pedro por todo parte, desbravando a cidade de Roma e conhecendo a realidade das diversas igrejas cristãs. Foi eleito papa em Roma e aproveitou um tempo de paz concedida aos cristãos sob o reinado do imperador Vespasiano para organizar a Igreja que crescia rapidamente. Chegou a ordenar vinte e cinco sacerdotes em Roma. Também foi dele a estranha ordem de que os homens cristãos não deveriam ter cabelos compridos. Anacleto foi o segundo sucessor de São Pedro e foi o terceiro Papa da Igreja de Roma, governando-a entre os anos 76 e 88. Ele mandou construir um pequeno templo na tumba de São Pedro. Morreu mártir no ano 88 e foi sepultado ao lado de São Pedro. Com o passar dos anos, a vida de Santo Anacleto confundiu-se em duas: durante muito tempo a Igreja celebrou Santo Anacleto e santo Cleto como dois santos diferentes. No fim, os dois eram a mesma pessoa. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

São Marcos Evangelista

Marcos era judeu, da tribo de Levi, era filho de Maria de Jerusalém. Segundo os historiadores teria sido batizado pelo próprio São Pedro e fazia parte de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém. Ainda menino viu sua casa se tornar um ponto de encontro e reunião dos apóstolos e cristãos primitivos. Segundo a tradição, foi na sua casa que Cristo celebrou a última ceia, onde instituiu a Eucaristia e foi nela, também, que os apóstolos receberam a visita do Espírito Santo, após Sua Ressurreição. Mais tarde, Marcos acompanhou São Pedro a Roma, quando o jovem começou então a preparar o Evangelho. Escreveu o Evangelho por volta dos anos sessenta, sendo esse o mais antigo dos quatro. Em Roma prestou serviço também a São Paulo, em sua primeira prisão. São Marcos, depois da morte de São Pedro e São Paulo, viajou para pregar em Chipre, na Ásia Menor e no Egito, especialmente na Alexandria, onde fundou uma das igrejas que mais floresceram. Ele foi martirizado no dia da Páscoa, enquanto celebrava a missa. Mais tarde, as suas relíquias foram trasladadas pelos mercadores italianos para Veneza, cidade que é sua guardiã e que tomou São Marcos como padroeiro. O evangelista é representado com um leão aos seus pés. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

São Fidelis De Sigmaringen

Nasceu numa família de nobres em 1577, na cidade de Sigmaringa, na Alemanha, e foi batizado com o nome de Marcos. Era particularmente aberto à amizade, amante do belo e da música, hábil no movimento dos dedos sobre vários instrumentos musicais. Estudou filosofia, direito civil e canônico, onde se formou professor e advogado, em 1601. Recebeu o apelido de “advogado dos pobres”, porque não se negava a trabalhar gratuitamente aos que não tinham dinheiro para lhe pagar. Aos trinta e quatro anos abandonou tudo e se tornou sacerdote. Ingressou na Ordem dos Frades Menores dos Capuchinhos, vestindo o hábito e tomando o nome de Fidélis. Cuidava com coragem e caridade daqueles das pessoas atingidas pela peste. Escreveu muito e esses numerosos registros o fizeram um dos mestres da espiritualidade franciscana. Enviado à Suíça para apaziguar as tensões entre católicos e protestantes, foi acusado de espionagem e morto que após celebrar a Missa. Dizem que, ferido por um golpe de espada, pôs-se de joelhos e perdoou aos seus assassinos, rezando por eles esta oração: “Senhor, perdoai meus inimigos. Cegos pela paixão, não sabem o que fazem”. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR