São Domiciano, Abade – Século V

São Domiciano teria nascido em Roma na segunda metade do século IV. Depois da morte do pai, que foi trucidado pelos arianos, o santo teria procurado um mosteiro, romano, onde fixou-se e donde, muitos anos mais tarde, sairia para se estabelecer em Lérins. Naquela cidade, supõe-se tenha sido ordenado padre por Santo Hilário de Arles. De Lérins, teria passado para o vale do Ródano, parando num lugar próximo de Lião. Ali, construiu um oratório, que dedicou a São Cristovão. Discípulos, então, foram juntar-se a ele, a pouco e pouco. E tão numerosos se tornaram, que foi obrigado a lhes dar um superior, com o qual os deixou, porque pretendia internar-se mais para o este. Na garganta do Brevon, fundou novo mosteiro. E, à conversão de um ariano, homem rico e de considerável influência, a nova fundação, com as doações que o convertido fez, cresceu e progrediu. Crê-se que São Domiciano, abade, faleceu bastante idoso. O mosteiro de Brevon, mais tardem passou a chamar-se de São Ramberto, que ficou filiado a Cluny. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XII, p. 59) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
São Teobaldo, Sacerdote E Ermitão

São Teobaldo era aparentado com o São Teobaldo que foi arcebispo de Viena. Filho de Arnoul e de Willa, ou Guilla, ainda Gisla, que deu Gisela, foi-lhe padrinho de batismo o conde Teobaldo III de Blois. O nosso Santo passou os primeiros anos de vida na piedade e na inocência, sem ouvir os chamados dos prazeres do mundo. Desde menino, sentiu-se atraído, sim, pela solidão, e, continuamente, ficava absorto nas leituras santas, considerando a vida de Elias no monte Carmelo, de São João Batista ao longo do rio Jordão, de São Paulo e de Santo Antônio na Tebaida. Nestas ocasiões, retirado de todos, penetrava-lhe fundamente na alma o desejo imenso de se afastar de todo o burburinho do mundo, de viver bem longe de vozes humanas, na mais completa solidão. Logo, principiou a visitar um ermitão, chamado Burchard, que levava a vida numa das pequeninas ilhas do Sena, Contaminado pela santidade do solitário, Teobaldo deixou o século, indo, com um dos amigos, Gualtério para a abadia de São Remi de Reims, depois para a Alemanha, ambos a mendigar, com muita humildade. Agradados com a majestade e a perene quietude da floresta de Pettingen, distante dezesseis quilômetros, mais ou menos, de Luxemburgo, ali se fixaram. E, a ajudar era este, ora aquele, trabalhando a terra, fazendo carvão, ou mourejando nas colheitas, ganhavam alguma coisa, o suficiente para animar a vida. Virtuosíssimos, passaram os dois amigos, num instante, a ser venerados por toda a gente da vasta região. E as visitas se sucediam tão amiudadamente, que já nem lhes era possível dedicar sequer uma hora das coisas de Deus. Assim, resolveram partir da quieta floresta majestosa, e, descalços, uma noite, demandaram outras plagas, alegres, debaixo do céu crivado de estrelas. E foram andando. Caminharam longamente, a fazer pequenas paradas, a falar das coisas eternas, a pensar, e só, em Jesus Senhor nosso. Em Roma, depois de terem visitado muito contritamente todos os lugares de peregrinação, pensaram em Jerusalém. Iriam a Jerusalém. Iniciaram a jornada, animadíssimos, mas antes mesmo de chegar a Veneza, as forças entraram-lhes a descambar: esgotados, depois de dias infindos de andanças, pararam, exaustos, em Salanigo, que ficava perto da abadia de Vangadizza, na diocese de Adria. Logo, avistaram uma capela, singela, muito castigada pelas intempéries. Dedicada a Santo Hermágoras e a São Fortunato, jazia um tanto ou quanto em ruínas. Ao lado da igrejinha, Teobaldo e Gualtério edificaram duas toscas celas diminutas, e, ali, passaram a viver na mais completa soledade, a orar, a cantar salmos, penitenciando-se, a macerar o corpo já macerado. Dois anos depois, Deus levou o bom Gualtério. Teobaldo, sozinho, redobrou de austeridades. Comia pouquíssimo. Uma côdea de pão, que alguma alma caridosa lhe levava, ou então, um punhado de grãos, uma tigela risível de legumes. Dormindo na rijeza do chão, Teobaldo sempre procurava os lugares mais incômodos. Tal gênero de vida devia ser recompensado por Deus. Devia e foi. Anjos, sob as mais graciosas aparências, enchiam-lhe docemente a cela. E os milagres que então principiou a obrar. Levaram-no a ser considerado, por toda a gente do lugar, como um grande santo. O bispo de Vicenzo elevou-o ao sacerdócio. E a reputação do santo ermitão crescia tanto, que o conde Arnoul, com Gisela, buscaram a Itália para rever o filho. Quando chegaram, de coração pulando dentro do peito, ambos, impulsionados pelo emoção incontida, outra coisa não fizeram senão cair de joelhos diante daquele que lhes saíra da própria carne. E, assim, prosternados, de olhos rasos d’água, mudos, sem murmurar sequer uma curta exclamação, porque embargados, aos pés do santo filho amado, pequenos, muito pequenos, deixaram-se ficar longamente. Magro, esquálido, quase transparente, Teobaldo revestia-se duma como luminosidade angelical. O pai e a mãe, cheios do mais puro desejo de se consagrar à mesma vida, decidiram permanecer ao pé do santo Teobaldo. Gisele ficou definitivamente. E Arnoul tornou: poria os negócios em ordem e depois voltaria para os dois entes amados, para sempre. Pouco depois, atacado de úlceras, que lhe cobriram o corpo todo, o doce ermitão que os anjos visitavam deixou o mundo, aquele mundo que, fazia muito, gostosamente deixara para unicamente viver para Deus. O abade de Vangadizza, que há um ano atrás lhe conferira o hábito dos camaldulos, e Gisele, receberam-lhe ó último suspiro, as últimas palavras: – Senhor, tem piedade de teu povo! Corria o ano de 1066, era a 30 de Junho, e o santo homem, naquele retiro, vivera doze anos. Desapareceram-lhe, então as úlceras todas. Do mal, nem os sinais ficaram no magro corpo castigado. Sepultado na capela dos santos mártires Leôncio e Carpóforo, na catedral de Vicenzo, no dia 3 de Julho em 1074, secretamente subtraído da tumba, foi levado para a abadia de Vangadizza. Mais tarde, um irmão de São Teobaldo, Arnoul, que era abade de Santa Colomba de Sens e de Lagny, pleiteou as relíquias do santo ermitão, as quais foram, pelo próprio irmão abade, levadas para Sens. Depois dum milagre, ocorrido no bosque de Hetres, construiu-se uma igreja dedicada a São João Batista – origem do priorado que se denominou São Teobaldo das Videiras. São Teobaldo foi canonizado pelo Papa Alexandre II, o que quer dizer que foi elevado ao número dos santos em menos de sete anos depois do falecimento. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 390 à 394) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santa Ema, Viúva

Santa Ema, filha de conde e parente de Santo Henrique, o imperador, foi educada na corte onde se sobressaiu Santa Cunegunda, a imperatriz. Casada com Guilherme, um landgrave (1), teve dois filhos: Guilherme e Hartwig. Ambos foram assassinados ao mesmo tempo, quando inspecionavam as minhas de ouro e prata, onde o pai os colocara como diretores. A dor de Santa Ema foi cruciante. E o landgrave, no auge da desesperação, idealizou uma vingança tremenda, na qual pudesse afogar a dor da esposa e a própria. Ema, todavia, conteve-o. E Guilherme, caindo em si, por penitência, empreendeu uma peregrinação a Roma, no regresso da qual, santamente expirou. Ema, resignada com a sorte, desfez-se da fortuna. Distribuiu uma parte aos pobres e a outra empregou em piedosas fundações. Ergueu um mosteiro para homens e mulheres; o castelo em que vivia, transformou-o em convento; e uma igreja, consagrada a Nossa Senhora, foi erigida em 1043. Falecida em 1045, teve as relíquias colocadas na vasta catedral de Gurk no ano de 1174.(Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 379-380) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo Irineu, Bispo De Lion E Mártir

Santo Irineu era discípulo de São Policarpo, bispo de Esmirna, e quase contemporâneo dos apóstolos. Era sacerdote de Lion, quando o santo bispo Potino ali foi martirizado pela metade do segundo século, com um grande número de fiéis. Esses mártires, consultados pelos cristãos da Ásia Menor, se haviam cabalmente pronunciado contra a heresia dos montanistas. Mas como não ignorassem que todas as Igrejas do mundo estão obrigadas a concordar com a Igreja Romana, escreveram ao Papa Eleutério que ocupava, então, o lugar de príncipe dos Apóstolos. Escolheram para levar as cartas a Roma o mais ilustre personagem do clero de Lion e Viena, Santo Irineu, que recomendaram vivamente ao Papa, louvando seu zelo pela lei de Jesus Cristo. Muito se admira quando se pensa que em tempo tão calamitoso, no mais aceso da perseguição, estando já morto o bispo Potino, e, por conseguinte, viúva esta igreja, e quando os principais vultos do clero, presos e encerrados em horríveis calabouços, esperavam de uma hora para outra serem degolados ou atirados às feras, tivessem querido privar esta cristandade desolada de pessoa tão necessária, o que nos leva a crer que esta legação tinha ainda por objetivo o interesse de sua igreja. Após a morte de Potino, a principal solicitude dos santos confessores e de todo o clero foi dar a este rebanho atribulado um novo pastor que pudesse preservá-los de completa destruição, e terminada a tempestade, levar o redil as ovelhas dispersas, e reparar as perdas com novas conquistas. Ninguém mais adequado do que Irineu. Foi, pois, escolhido, de comum acordo, pelos mártires e pelo clero para suceder a Potino. Devendo, pois, ir a Roma para receber a ordenação do santo Papa Eleutério, encarregaram-no das cartas concernentes aos assuntos da religião e prestando, segundo os requisitos das regras da Igreja, um testemunho autêntico de sua fé, piedade e mérito. Santo Irineu compôs contra as principais heresias do tempo uma refutação completa em cinco livros. Eis o conteúdo e modo de exposição: a unidade de Deus, criador do céu e da terra, é proclamada por todos os séculos e todos os homens. A Igreja católica é a fiel depositária dessa tradição universal. A santidade é inseparável dessa Igreja. A Igreja é universal. É apostólica. Para confundir todos os hereges, basta a tradição da Igreja romana. (…) (…) Santo Irineu, após haver defendido a fé contra os hereges da época, após havê-la propagado nas Gálias pelos homens apostólicos que enviou de um lado a outro, como por exemplo os Santos Ferreol e Ferrúcio a Besançon, os Santos Félix, Fortunato e a Quileu, A Valência, selou, por fim, com o seu sangue durante a perseguição de Severo. O que torna sua glória ainda mais resplandecente é que quase todo o povo morreu mártir com ele. Uma antiga inscrição, que se vê em Lion, na entrada de sua igreja, traz o nome de dezenove mil homens, sem contar as mulheres e os filhos. Seu sangue corria em rios nas praças públicas. Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 245-246-253) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
São Sansão // Beato Benvindo De Gubbio

SÃO SANSÃO, Confessor Sansão nasceu em Roma. Foi menino sossegado, obediente, sempre desejoso de aprender, inteligente, vivo e aplicado. Tendo estudado medicina, formado que foi, transferiu-se para Constantinopla, onde se notabilizou pela caridade, tratando e curando a pobreza desvalida. O patriarca, sensibilizado, edificado, achando-o digno do sacerdócio, consultou-o. E, alegre, com a disposição do médico, fê-lo padre. Sansão estava com pouco mais de trinta anos. Um dia, o imperador que protegeu os católicos da África contra os vândalos arianos, Justiniano, adoeceu gravemente. Os médicos foram chamados. Revezando-se, aflitos, não conseguiam inteirar-se do mal que ao imperador consumia. A pouco e pouco, piorava o soberano e ninguém atinava com a causa da enfermidade. Ouvindo falar de Sansão, Justiniano solicitou-lhe os serviços. O Santo, imediatamente, correu assisti-lo. E, não podendo curá-lo senão Deus, rogou, silenciosamente, no coração, que o curasse. Assim, ao imperador aplicou um remédio que o levasse a crer numa cura toda natural. Curado, Justiniano compreendeu que se processara o seu restabelecimento por meio dum milagre e, muitíssimo reconhecido, quis recompensar o Santo regiamente. Sansão, delicadamente, a tudo recusou, mas quando o imperador sugeriu a construção dum hospital, onde pudesse dedicar-se aos doentes com mais recursos e mais desembaraço, Sansão, cheio de júbilo, aplaudiu aquele oferecimento. São Sansão acabou a vida no exercício da caridade. Falecido em 560, a popularidade que conquistou, sem que a quisesse ou procurasse, durante a vida, cresceu pelos milagres que operou depois que a morte o levou. O nome do Santo, celebérrimo no Oriente, foi introduzido no martirológio romano por Barônio. (Vida dos Santos, padre Rohrbacher, Volume XI, p. 239-240) **************************************************************************** BEATO BENVINDO DE GUBBIO, Confessor (1232?) O Bem-aventurado Benvindo de Gubbio tomou o hábito dos irmãos menores em 1222. Foi, desde então, exemplo vivo de todas as virtudes, não se sentindo satisfeito senão quando vestido com o mais miserável dos buréis. Frugalíssimo, comia, e sempre foi assim, apenas o estritamente necessário. O que mais o alegrava era cuidar dos leprosos aos quais dedicava especial carinho. E. dizia-se, jamais se vira enfermeiro mais solícito nem reconfortador mais jucundo. Amava, como ninguém, o silêncio e o retiro, mas, em meio ao povo, quando a isto o impelia a necessidade, mostrava-se cheio da mais contagiante caridade. Durante a noite, orava e orava, longa, longamente. E, na santa Hóstia, via a Jesus Menino amorável. A tão doce alma, levou-a Nosso Senhor para o céu, quando o bem-aventurado estava em Corneto. As relíquias, transportadas para a diocese de Bovino, descansaram em Deliceto, província de Foggia. Os Papas Gregório IX e Inocêncio XI aprovaram-lhe o culto. Foto: santiebeati.it // (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 243-244) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
São Sansão // Beato Benvindo De Gubbio

SÃO SANSÃO, Confessor Sansão nasceu em Roma. Foi menino sossegado, obediente, sempre desejoso de aprender, inteligente, vivo e aplicado. Tendo estudado medicina, formado que foi, transferiu-se para Constantinopla, onde se notabilizou pela caridade, tratando e curando a pobreza desvalida. O patriarca, sensibilizado, edificado, achando-o digno do sacerdócio, consultou-o. E, alegre, com a disposição do médico, fê-lo padre. Sansão estava com pouco mais de trinta anos. Um dia, o imperador que protegeu os católicos da África contra os vândalos arianos, Justiniano, adoeceu gravemente. Os médicos foram chamados. Revezando-se, aflitos, não conseguiam inteirar-se do mal que ao imperador consumia. A pouco e pouco, piorava o soberano e ninguém atinava com a causa da enfermidade. Ouvindo falar de Sansão, Justiniano solicitou-lhe os serviços. O Santo, imediatamente, correu assisti-lo. E, não podendo curá-lo senão Deus, rogou, silenciosamente, no coração, que o curasse. Assim, ao imperador aplicou um remédio que o levasse a crer numa cura toda natural. Curado, Justiniano compreendeu que se processara o seu restabelecimento por meio dum milagre e, muitíssimo reconhecido, quis recompensar o Santo regiamente. Sansão, delicadamente, a tudo recusou, mas quando o imperador sugeriu a construção dum hospital, onde pudesse dedicar-se aos doentes com mais recursos e mais desembaraço, Sansão, cheio de júbilo, aplaudiu aquele oferecimento. São Sansão acabou a vida no exercício da caridade. Falecido em 560, a popularidade que conquistou, sem que a quisesse ou procurasse, durante a vida, cresceu pelos milagres que operou depois que a morte o levou. O nome do Santo, celebérrimo no Oriente, foi introduzido no martirológio romano por Barônio. (Vida dos Santos, padre Rohrbacher, Volume XI, p. 239-240) **************************************************************************** BEATO BENVINDO DE GUBBIO, Confessor (1232?) O Bem-aventurado Benvindo de Gubbio tomou o hábito dos irmãos menores em 1222. Foi, desde então, exemplo vivo de todas as virtudes, não se sentindo satisfeito senão quando vestido com o mais miserável dos buréis. Frugalíssimo, comia, e sempre foi assim, apenas o estritamente necessário. O que mais o alegrava era cuidar dos leprosos aos quais dedicava especial carinho. E. dizia-se, jamais se vira enfermeiro mais solícito nem reconfortador mais jucundo. Amava, como ninguém, o silêncio e o retiro, mas, em meio ao povo, quando a isto o impelia a necessidade, mostrava-se cheio da mais contagiante caridade. Durante a noite, orava e orava, longa, longamente. E, na santa Hóstia, via a Jesus Menino amorável. A tão doce alma, levou-a Nosso Senhor para o céu, quando o bem-aventurado estava em Corneto. As relíquias, transportadas para a diocese de Bovino, descansaram em Deliceto, província de Foggia. Os Papas Gregório IX e Inocêncio XI aprovaram-lhe o culto. Foto: santiebeati.it // (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 243-244) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
São Sansão // Beato Benvindo De Gubbio

SÃO SANSÃO, Confessor Sansão nasceu em Roma. Foi menino sossegado, obediente, sempre desejoso de aprender, inteligente, vivo e aplicado. Tendo estudado medicina, formado que foi, transferiu-se para Constantinopla, onde se notabilizou pela caridade, tratando e curando a pobreza desvalida. O patriarca, sensibilizado, edificado, achando-o digno do sacerdócio, consultou-o. E, alegre, com a disposição do médico, fê-lo padre. Sansão estava com pouco mais de trinta anos. Um dia, o imperador que protegeu os católicos da África contra os vândalos arianos, Justiniano, adoeceu gravemente. Os médicos foram chamados. Revezando-se, aflitos, não conseguiam inteirar-se do mal que ao imperador consumia. A pouco e pouco, piorava o soberano e ninguém atinava com a causa da enfermidade. Ouvindo falar de Sansão, Justiniano solicitou-lhe os serviços. O Santo, imediatamente, correu assisti-lo. E, não podendo curá-lo senão Deus, rogou, silenciosamente, no coração, que o curasse. Assim, ao imperador aplicou um remédio que o levasse a crer numa cura toda natural. Curado, Justiniano compreendeu que se processara o seu restabelecimento por meio dum milagre e, muitíssimo reconhecido, quis recompensar o Santo regiamente. Sansão, delicadamente, a tudo recusou, mas quando o imperador sugeriu a construção dum hospital, onde pudesse dedicar-se aos doentes com mais recursos e mais desembaraço, Sansão, cheio de júbilo, aplaudiu aquele oferecimento. São Sansão acabou a vida no exercício da caridade. Falecido em 560, a popularidade que conquistou, sem que a quisesse ou procurasse, durante a vida, cresceu pelos milagres que operou depois que a morte o levou. O nome do Santo, celebérrimo no Oriente, foi introduzido no martirológio romano por Barônio. (Vida dos Santos, padre Rohrbacher, Volume XI, p. 239-240) **************************************************************************** BEATO BENVINDO DE GUBBIO, Confessor (1232?) O Bem-aventurado Benvindo de Gubbio tomou o hábito dos irmãos menores em 1222. Foi, desde então, exemplo vivo de todas as virtudes, não se sentindo satisfeito senão quando vestido com o mais miserável dos buréis. Frugalíssimo, comia, e sempre foi assim, apenas o estritamente necessário. O que mais o alegrava era cuidar dos leprosos aos quais dedicava especial carinho. E. dizia-se, jamais se vira enfermeiro mais solícito nem reconfortador mais jucundo. Amava, como ninguém, o silêncio e o retiro, mas, em meio ao povo, quando a isto o impelia a necessidade, mostrava-se cheio da mais contagiante caridade. Durante a noite, orava e orava, longa, longamente. E, na santa Hóstia, via a Jesus Menino amorável. A tão doce alma, levou-a Nosso Senhor para o céu, quando o bem-aventurado estava em Corneto. As relíquias, transportadas para a diocese de Bovino, descansaram em Deliceto, província de Foggia. Os Papas Gregório IX e Inocêncio XI aprovaram-lhe o culto. Foto: santiebeati.it // (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 243-244) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
São Sansão // Beato Benvindo De Gubbio

SÃO SANSÃO, Confessor Sansão nasceu em Roma. Foi menino sossegado, obediente, sempre desejoso de aprender, inteligente, vivo e aplicado. Tendo estudado medicina, formado que foi, transferiu-se para Constantinopla, onde se notabilizou pela caridade, tratando e curando a pobreza desvalida. O patriarca, sensibilizado, edificado, achando-o digno do sacerdócio, consultou-o. E, alegre, com a disposição do médico, fê-lo padre. Sansão estava com pouco mais de trinta anos. Um dia, o imperador que protegeu os católicos da África contra os vândalos arianos, Justiniano, adoeceu gravemente. Os médicos foram chamados. Revezando-se, aflitos, não conseguiam inteirar-se do mal que ao imperador consumia. A pouco e pouco, piorava o soberano e ninguém atinava com a causa da enfermidade. Ouvindo falar de Sansão, Justiniano solicitou-lhe os serviços. O Santo, imediatamente, correu assisti-lo. E, não podendo curá-lo senão Deus, rogou, silenciosamente, no coração, que o curasse. Assim, ao imperador aplicou um remédio que o levasse a crer numa cura toda natural. Curado, Justiniano compreendeu que se processara o seu restabelecimento por meio dum milagre e, muitíssimo reconhecido, quis recompensar o Santo regiamente. Sansão, delicadamente, a tudo recusou, mas quando o imperador sugeriu a construção dum hospital, onde pudesse dedicar-se aos doentes com mais recursos e mais desembaraço, Sansão, cheio de júbilo, aplaudiu aquele oferecimento. São Sansão acabou a vida no exercício da caridade. Falecido em 560, a popularidade que conquistou, sem que a quisesse ou procurasse, durante a vida, cresceu pelos milagres que operou depois que a morte o levou. O nome do Santo, celebérrimo no Oriente, foi introduzido no martirológio romano por Barônio. (Vida dos Santos, padre Rohrbacher, Volume XI, p. 239-240) **************************************************************************** BEATO BENVINDO DE GUBBIO, Confessor (1232?) O Bem-aventurado Benvindo de Gubbio tomou o hábito dos irmãos menores em 1222. Foi, desde então, exemplo vivo de todas as virtudes, não se sentindo satisfeito senão quando vestido com o mais miserável dos buréis. Frugalíssimo, comia, e sempre foi assim, apenas o estritamente necessário. O que mais o alegrava era cuidar dos leprosos aos quais dedicava especial carinho. E. dizia-se, jamais se vira enfermeiro mais solícito nem reconfortador mais jucundo. Amava, como ninguém, o silêncio e o retiro, mas, em meio ao povo, quando a isto o impelia a necessidade, mostrava-se cheio da mais contagiante caridade. Durante a noite, orava e orava, longa, longamente. E, na santa Hóstia, via a Jesus Menino amorável. A tão doce alma, levou-a Nosso Senhor para o céu, quando o bem-aventurado estava em Corneto. As relíquias, transportadas para a diocese de Bovino, descansaram em Deliceto, província de Foggia. Os Papas Gregório IX e Inocêncio XI aprovaram-lhe o culto. Foto: santiebeati.it // (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 243-244) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
São Sansão // Beato Benvindo De Gubbio

SÃO SANSÃO, Confessor Sansão nasceu em Roma. Foi menino sossegado, obediente, sempre desejoso de aprender, inteligente, vivo e aplicado. Tendo estudado medicina, formado que foi, transferiu-se para Constantinopla, onde se notabilizou pela caridade, tratando e curando a pobreza desvalida. O patriarca, sensibilizado, edificado, achando-o digno do sacerdócio, consultou-o. E, alegre, com a disposição do médico, fê-lo padre. Sansão estava com pouco mais de trinta anos. Um dia, o imperador que protegeu os católicos da África contra os vândalos arianos, Justiniano, adoeceu gravemente. Os médicos foram chamados. Revezando-se, aflitos, não conseguiam inteirar-se do mal que ao imperador consumia. A pouco e pouco, piorava o soberano e ninguém atinava com a causa da enfermidade. Ouvindo falar de Sansão, Justiniano solicitou-lhe os serviços. O Santo, imediatamente, correu assisti-lo. E, não podendo curá-lo senão Deus, rogou, silenciosamente, no coração, que o curasse. Assim, ao imperador aplicou um remédio que o levasse a crer numa cura toda natural. Curado, Justiniano compreendeu que se processara o seu restabelecimento por meio dum milagre e, muitíssimo reconhecido, quis recompensar o Santo regiamente. Sansão, delicadamente, a tudo recusou, mas quando o imperador sugeriu a construção dum hospital, onde pudesse dedicar-se aos doentes com mais recursos e mais desembaraço, Sansão, cheio de júbilo, aplaudiu aquele oferecimento. São Sansão acabou a vida no exercício da caridade. Falecido em 560, a popularidade que conquistou, sem que a quisesse ou procurasse, durante a vida, cresceu pelos milagres que operou depois que a morte o levou. O nome do Santo, celebérrimo no Oriente, foi introduzido no martirológio romano por Barônio. (Vida dos Santos, padre Rohrbacher, Volume XI, p. 239-240) **************************************************************************** BEATO BENVINDO DE GUBBIO, Confessor (1232?) O Bem-aventurado Benvindo de Gubbio tomou o hábito dos irmãos menores em 1222. Foi, desde então, exemplo vivo de todas as virtudes, não se sentindo satisfeito senão quando vestido com o mais miserável dos buréis. Frugalíssimo, comia, e sempre foi assim, apenas o estritamente necessário. O que mais o alegrava era cuidar dos leprosos aos quais dedicava especial carinho. E. dizia-se, jamais se vira enfermeiro mais solícito nem reconfortador mais jucundo. Amava, como ninguém, o silêncio e o retiro, mas, em meio ao povo, quando a isto o impelia a necessidade, mostrava-se cheio da mais contagiante caridade. Durante a noite, orava e orava, longa, longamente. E, na santa Hóstia, via a Jesus Menino amorável. A tão doce alma, levou-a Nosso Senhor para o céu, quando o bem-aventurado estava em Corneto. As relíquias, transportadas para a diocese de Bovino, descansaram em Deliceto, província de Foggia. Os Papas Gregório IX e Inocêncio XI aprovaram-lhe o culto. Foto: santiebeati.it // (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 243-244) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo Antelmo, Bispo

Nascido pelo ano de 1107, pertencia Antelmo à primera nobreza de Sabóia. Seus pais fizeram-no estudar desde a juventude, e lhe proporcionaram dois benefícios consideráveis, um em Gênova e outro em Belley: eram as principais dignidades dessas duas igrejas. Davam-lhe elas grande consideração e propiciavam-lhe vultosos rendimentos, dos quais usava magnificamente, tendo prazer em receber os que iam vê-lo e prestar-lhes toda a sorte de serviços; a circunstância granjeou-lhe muitos amigos. Era também muito liberal para com os pobres, e tinha vida pura, mas ocupada com os cuidados temporais. Passada a primeira juventude, dedicou-se a visitar os religiosos, particularmente os cartuxos, mais por curiosidade do que com o propósito de converter-se. Tendo se dirigido, certa vez, com outros jovens de sua idade, para o convento dos cartuxos das Portas, cujo prior era o venerável Bernardo, este santo, que já fizera grande número de conversões, exortou Antelmo a pensar na salvação; alguns outros cartuxos fizeram o mesmo. Antelmo não se deu por convencido, recomendando-se somente às suas orações e retirando-se. Chegando à casa logo abaixo do convento dos cartuxos, foi retido, para lá passar a noite, pelos irmãos conversos e o procurador Boson, que era seu parente, e homem de aplicação maravilhosa. No dia seguinte, subiu novamente ao convento, visitou os alojamentos dos monges, e ficou de tal maneira impressionado com o seu gênero de vida e palavras, que pediu para ser recebido entre eles. Exortaram-no a regular os negócios e marcar data para regressar; mas ele disse: Resolvi permanecer aqui desde hoje; deixarei o com que pagar minhas dívidas; tenho bons amigos para arranjar tudo. Pediu, então, o hábito, e abraçou a observância com grande fervor. Era ainda novo quando foi enviado ao grande convento de cartuxos, onde o número de monges era pequeno. Ali, entregou-se à oração, à meditação, aos trabalhos manuais, à mortificação, praticando todos os dias a disciplina; tinha um grande dom de lágrimas. Feito procurador, desincumbiu-se muito dignamente do encargo, seja pela conduta dos irmãos conversos, seja pela conduta dos irmãos conversos, seja pela esmolas e pelo cuidado do temporal. Em seguida, fizeram-no prior. O venerável Guigues, após haver exercido tal cargo durante vinte e sete anos, morreu em 1136, deixando tal reputação, que simplesmente o chamavam o bom prior. Seu sucessor foi Hugues, sexto prior do grande convento que, após ter governado dois anos, se demitiu e fez eleger em seu lugar Santo Antelmo, em 1138. Alguns anos antes, as avalanches de neve, caindo do alto das montanhas, e arrastando terras e pedras, haviam aniquilado vários conventos sob a ruína de suas celas. Esse acidente arrebatou num só dia a maior parte da santa comunidade, e aos poucos monges que restavam desleixaram a observância após a morte do bem-aventurado Guigues. Santo Antelmo emprenhou-se, pois, em restabelecê-la, segundo as constituições escritas do santo prior. Empregou a doçura e a severidade; expulsou alguns indóceis que lhe resistiam; ao mesmo tempo reparou as construções e recolocou o mosteiro em estado reflorescente. Um dos dois irmãos o havia precedido na comunidade santa; o segundo o seguiu, bem como o pai. Santo Antelmo recebeu ainda no número dos irmãos conversos um dos maiores senhores do tempo o conde Guilherme de Nevers, o mesmo que os bispos e senhores de França haviam designado, pela boca de São Bernardo, para governar o reino com o abade Suger, durante a viagem do rei Luís, o Jovem, ao oriente. Após haver governado doze anos o grande mosteiro, Santo Antelmo mandou colocar em seu lugar Basílio, que foi o oitavo prior, e reentrou para o silêncio de sua cela. Mas algum tempo após, Bernardo, prior do convento das Portas, pediu-lhe que lhe sucedesse, não se julgando mais em condições de governar a casa em virtude da idade avançada. Antelmo tornou-se prior das Portas. Encontrando dinheiro e trigo, fez grandes distribuições aos camponeses da vizinhança, para lhes dar de que semear em um ano de carestia, e não deixou de aumentar os rendimentos do mosteiro, derrubando matas. Nessa época, 1158, Gui, conde de Forez, havia assaltado a cidade de Lion, pilhando-a e fazendo sentir sua indignidade,ao menos a maior parte dela. Nessa ocasião o arcebispo Heráclio e os principais de seu clero refugiaram-se no mosteiro das Portas, onde o prior Antelmo os recebeu de braços abertos e os tranqüilizou liberalmente enquanto durou a tempestade. Havendo governado a casa durante dois anos, retirou-se novamente, e voltou à cela no grande mosteiro dos cartuxos. Tal era Santo Antelmo, quando teve ocasião a glória de combater corajosamente pela unidade católica, contra o anti-papa Otaviano que, cego pela ambição diabólica, invadiu a Sé do Príncipe dos Apóstolos, e, o que foi mais execrável ainda, entregou a Igreja ao poder imperial. Essas reflexões são do biógrafo contemporâneo de Santo Antelmo. Em 1163, o bispado de Belley, na Borgonha, ficou vago e o partido mais poderoso do capítulo elegeu um jovem nobre e o colocou na posse da casa episcopal; mas a outra parte elegeu um monge, e o enviou ao Papa Alexandre, que estava então em França, para confirmar a eleição. O Papa adiou a resposta aos deputados, não duvidando que a outra parte também mandaria os seus; foi o que aconteceu. Entretanto, alguns cônegos mais moderados, conquanto em pequeno número, querendo unir os dois partidos, propuseram a eleição de Antelmo. Todos concordaram com alegria, mesmo o que havia sido eleito anteriormente; porque era parente de Santo Antelmo. Mas sabiam todos que seria difícil tirá-lo da solidão; foram prontamente procurar o Papa Alexandre, que, cheio de alegria, os felicitou por haverem encontrado tão boa solução, e lhes disse que seriam felizes sob a direção de tal pastor. Fez com que os primeiros deputados, ainda que com dificuldade, também consentissem, e havendo-os, reunido, escreveu a Santo Antelmo, ordenando-lhe, pela autoridade da Santa Sé Apostólica, se encarregasse da Igreja de Belley, e mandou o prior e os religiosos do grande mosteiro de cartuxos entregá-lo aos que o pedissem, a constrangê-lo pela autoridade. Mas Santo Antelmo soube o que se passava, e, à