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Beata Ana Dos Anjos Ponteagudo

Era a 26 de Julho de 1602, quando nasceu em Arequipa, Peru, Ana Monteagudo filha de Sebastião Monteagudo, espanhol e de Francisca Léon, peruana. Segundo os costumes do tempo, como pertencia a uma classe mui alta, aos três anos de idade, foi enviada para omosteiro dominicano de Santa Catarina, onde receberia esmerada educação, antes de entrar na sociedade. Aos catorze anos, quando os pais a queriam trazer para casa, a fim de lhe proporcionarem um vantajoso casamento, digno da sua condição, repararam na sua relutância em voltar ao mundo. Embora tivesse já um irmão sacerdote, os seus opuseram-se fortemente a este desejo e conseguem apoio da madre superiora para o seu propósito. Mas, uma noite, um sonho extraordinário foi interpretado por Ana como segura confirmação do seu anseio. Feita a profissão religiosa, em 1618, a sua vivência espiritual centrou-se num profundo amor à Eucaristia, num culto piedoso à cruz e numa grande devoção à Virgem Santa. Aumentando, dia a dia, a sua inquietação apostólica, foi nomeada mestra de noviças, testemunhando com a vida quanto ensinava por palavras. Quando o bispo diocesano fez a visita canónica ao convento, reparou em bastantes irregularidades na casa, onde conviviam freiras contemplativas com meninas da elite para educar, órfãs a acolher, viúvas abandonadas a assistir e pessoal de serviço, num total de duzentas pessoas. O prelado surpreso com a santidade de Ana dos Anjos, manifestou o gosto de a ver como superiora da casa. Com quarenta e cinco anos, viu-se directora daquele pequeno mundo e confiada no II concílio de Lima, que havia ditado normas para os mosteiros, empenhou-se em aplicá-las com esmero. Isto custou-lhe inúmeros sofrimentos e calúnias, sobretudo das viúvas sempre levadas pelo amor ao mundo e conduzindo, nesses intentos, as religiosas. Foi acusada ao bispo que, visitando de novo o convento, lhe deu toda a razão. Em 1650, deixou o cargo e tornou-se, porque conhecia muito bem os problemas sociais do Peru, uma conselheira admirável para quantos a consultavam e, ao mesmo tempo, uma intercessora poderosa junto de Deus, com fama de vários milagres. Continuamente preocupada com os pobres por quem se sacrifica ao extremo, ajudava quanto podia a classe dos marginalizados. Persistentes e elevadas febres atacam-na, nos últimos dez anos de vida, obrigando-a a ficar na cama frequentemente. Como isto fosse pouco, começou a ter problemas de visão, rins, fígado e vesícula, causando-lhe um deprimente mau estar. Com profunda paz e paciência, sempre tranquila, suportou o seu calvário, tornando-se um exemplo para a comunidade. Consciente do valor do sacrifício, manteve-se firme e serena até ao fim que lhe sobreveio, a 10 de Janeiro de 1686. O povo juntou-se em multidão, a prestar-lhe a derradeira homenagem, com tamanho fervor que o bispo presidente das exéquias houve de ameaçar com excomunhão todo aquele que, desde essa altura, ousasse cortar alguma parte do hábito daquela freira já considerada santa. Só, deste modo, conseguiu manter certa dignidade do momento. A 2 de Fevereiro de 1985, o Papa Beato João Paulo II, reconheceu a heroicidade de suas virtudes, beatificando-a. Fonte: www.jornalaguarda.com The post Beata Ana dos Anjos Ponteagudo appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Lourenço Justiniano, Bispo

Filho da nobre família Justiniano, Lourenço nasceu em Veneza, no dia 1º de julho de 1380. Desde cedo, já manifestava seu repúdio ao orgulho, à ganância e à corrupção que havia em sua terra natal. Na adolescência, teve uma visão da Sabedoria Eterna e decidiu dedicar-se à vida religiosa. Sua única ambição era amar e servir a Deus. Procurando o aprimoramento espiritual, tornou-se um mendigo em sua cidade, chegando a esmolar na porta da casa de seus próprios pais. A vanguardista Veneza do século XV era um efervescente laboratório de reforma católica, destinado a produzir frutos preciosos. Um deles foi Lourenço Justiniano. Aos dezenove anos de idade ele era considerado um modelo de virtude, austeridade e humildade. Em 1404, já diácono, uniu-se a outros sacerdotes e ingressou no Mosteiro de São Jorge, em Alga, para viver em comunidade com eles, depois reconhecidos como “Companhia dos Cônegos Seculares”, pioneiros do esforço reformador. Tornou-se sacerdote em 1407 e dois anos depois foi eleito superior da Comunidade de São Jorge, em Alga. Não era um bom orador, em contrapartida tornava sua pregação eficiente com sua dedicação ao mistério do confessionário, seu exemplo de humilde mendicante e seu trabalho de escritor incansável. Sua obra inclui livros para doutores e leigos, incluindo tratados teológicos e simples manuais de catequese. Os seus escritos trazem a matriz da idéia da “Sabedoria Eterna”, eixo da sua mística, tanto para a perfeição interior como para a retidão da vida episcopal. A contragosto, em 1433, foi consagrado bispo de Castelo, uma pequena diocese. Em 1451, o papa Nicolau V extinguiu essa diocese e consagrou Lourenço Justiniano primeiro patriarca de Veneza. Nessas administrações, deixou sua marca singular impressa com suas virtudes, sendo considerado um homem sábio, piedoso e caridoso, principalmente com os mais pecadores. Nesses cargos ergueu mais de quinze conventos e muitas igrejas, aumentando, assim, seu já enorme rebanho. Tornou-se um exemplo de pastor, amado por todos os fiéis, que obedeciam à sua pregação e ao seu exemplo no seguimento de Cristo. Rodeado por seus amigos do clero em seu leito de morte, no dia 8 de janeiro de 1456, Lourenço Justiniano deixou, como mensagem aos cristãos, observar os mandamentos da lei de Deus. Depois de sua morte, muitos milagres foram atribuídos à sua intercessão, por isso foi canonizado, no ano de 1690, pelo papa Alexandre VIII. Sua festa foi indicada para ser celebrada no dia 5 de setembro.  Fonte: http://www.cot.org.br/igreja/santo   The post São Lourenço Justiniano, Bispo appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Raimundo De Penafort

São Raimundo de Penafort era de família nobre descendente dos Reis de Aragão. De tenra idade ainda, revelava grande interesse pela oração e pelo estudo. Tão prodigiosos foram os seus progressos que, tendo apenas vinte anos de idade, foi professor de artes livres numa universidade, em Barcelona, atraindo muitos estudantes para suas aulas. Depois foi para Bolonha onde continuou lecionando e estudando direito civil e eclesiástico. Ao final foi diplomado com louvor e nomeado titular da cadeira de Direito Canônico da mesma escola. Jamais esqueceu os pobres, deles, Raimundo cuidava pessoalmente, muito embora a fama de seus conhecimentos já percorresse toda a Itália e Europa. Em 1220 voltou para a Espanha e foi ordenado sacerdote e vigário geral da diocese de Barcelona. Depois foi convocado para servir em Roma a pedido do Papa Gregório IX, do qual foi confessor cerca de oito anos. Nesta época observou que os pobres, quando iam ao palácio papal, não eram tratados e atendidos com o devido direito, por isto alertou ao pontífice para que se interessasse pessoalmente por esta parte do rebanho. Por ordem do Papa, Raimundo editou a obra conhecida como “Os Decretais de Gregório IX”, muito importante para o direito canônico até hoje. Como retribuição pela dedicação e bons trabalhos, este papa o nomeou arcebispo de Taragona. Dentro de sua extrema humildade e se julgando indigno pediu exoneração do cargo, chegando a ficar doente por causa desta situação e com a licença dos superiores, voltou para a Espanha. Do amigo, Pedro Nolasco, recebeu e aceitou o convite de redigir as Constituições da nascente Ordem das Mercês para a Redenção dos Cativos. Com a chegada dos dominicanos em Barcelona, abandonou tudo para ingressar na Ordem. Quando o superior geral morreu, em 1278, os religiosos elegeram Raimundo para ser o sucessor. Durante dois anos percorreu todos os conventos da Ordem a pé. Depois se afastou da direção, para se dedicar a vida solitária de orações e penitência, mas aos pobres continuou a atender. Esta santificação lhe aprimorou ainda mais os dons e grandes prodígios Deus executou por meio do seu servo, cuja fama de santidade corria entre os fiéis. Por inspiração, aos setenta anos, Raimundo voltou ao ensino. Fundou dois seminários onde o ensino era dado em hebraico e árabe, para atrair judeus e mouros ao Cristianismo. Em pouco tempo dez mil árabes tinham recebido o batismo. Foi confessor do rei Jaime de Aragão, ao qual repreendeu pela vida mundana desregrada. Também o alertou sobre o perigo que o reino corria com os albigenses, facção da seita dos cátaros, que estavam pregando uma doutrina contrária e desta maneira conseguiu que fossem expulsos. Era um escritor valoroso, a sua obra, “Suma de Casos”, continua sendo usada pelos confessores. Avisados de sua última enfermidade os reis de Aragão e Castela foram ao seu encontro para receberem a derradeira benção. Raimundo de Peñafort morreu centenário no dia 6 de janeiro de 1275. Foi canonizado e sua festa autorizada para o dia seguinte da Epifania, em 7 de janeiro.   The post São Raimundo de Penafort appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Simeão, O Estilita

São Simeão era de família humilde. Seu Pai era pastor na cidade de Cilícia, próximo à Síria, sempre ajudava ao pai no trato com o rebanho. Certa vez, ao ler a Biblía enquanto trabalhava ficou impressionado com as histórias dos sacrificios de beatos e fiéis. Assim, foi até o mosteiro mais próximo e, depois de passar dias e noites na porta do local sem comer e sem beber, implorou para que os monges o admitissem como o servo mais humilde da instituição. Após alguns anos, foi expulso do mosteiro quando descobriram a prática de penitência que ele praticava, ficando muito ferido no corpo e temendo que a prática se tornasse hábito entre os demais monges no mosteiro o superior mandou-o embora. Expulso, ele decidiu tornar-se um eremita. Desejoso de entregar-se ao isolamento e à oração, construiu uma coluna de 28 metros de altura, no topo da qual se refugiou. Daquele lugar insólito pregava, convertia pecadores e dava orientação a pessoas que de muito longe iam procurar seus conselhos, inclusive imperadores e reis. A vida que os eremitas levavam, pobre e contemplativa, era considerada na época um caminho especial para se alcançar a santidade. (Conta a história que o primeiro eremita foi Santo Antão, que por volta do ano 300 foi para o deserto para dedicar-se a fé). São Simeão morreu aos 60 anos de idade sobre o local em posição de oração. Por sua atitude passou a ser conhecido na época por O Estilita, uma referência à palavra grega stylos, que significa coluna.   The post São Simeão, o Estilita appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santa Angela De Foligno

Nasceu no ano de 1248, no povoado de Foligno, Úmbria, terra de São Francisco de Assis (Itália). É considerada uma das primeiras místicas italianas. Bela jovem, bem prendada pela natureza, alegre e vaidosa, casou-se com um moço rico da cidade. Desta união nasceram vários filhos, que aos poucos foram morrendo assim como aconteceu com o pai. Ângela que gostava muito de se divertir na sociedade aos quarenta anos parou e questionou-se diante dos acontecimentos e do seu vazio interior. Registrou a própria Ângela: “Descontente comigo mesma, comecei a pensar seriamente em minha vida. Deus me mostrou os meus pecados e minha alma encheu-se de pavor, prevendo a possibilidade de minha condenação…Pedi a Nossa Senhora que me conduzisse a um Sacerdote esclarecido ao qual pudesse fazer minha confissão geral”. Depois foi em romaria até a cidade de Assis, onde está o túmulo de São Francisco, e ali radicalmente se converteu, distribuiu os bens aos pobres e entrou para a Ordem Terceira Franciscana. Ao permanecer viúva amou o Crucificado no Mistério de sua Paixão, teve experiência profundas com o Senhor e vivendo os votos de castidade, pobreza e humildade. A vida de Santa Ãngela, como a dos santos todos, foi selada pela cruz e pela certeza da vitória sobre o demônio que a tentava na sexualidade e queria vê-la na descrença da misericórdia Divina. Admiradora de São Francisco de Assis, ela procurava imitá-lo na pobreza e no serviço aos irmãos. Viveu uma profunda experiência mística, a ponto de ser incompreendida pelos próprios contemporâneos. Ela conta num livro a sua experiência com Deus. Sua auto-biografia é tida como uma das mais preciosas obras místicas católicas produzidas na Idade Média, marcando a vida espiritual de muitos cristãos. Santa Ângela está colocada ao lado de grandes místicos como Santa Teresa, São João da Cruz e outros. Ela dizia: Procure amar a Deus com todo o coração, pois Deus mora no coração. Ele é o único que dá e que pode dar a paz. Santa Ângela faleceu em 1309, na mesma cidade em que nasceu e viveu. Santa Ângela faleceu no ano de 1309 com a graça de vitórias alcançadas, pois na oração e pelas obras de caridade tudo suportou.   The post Santa Angela de Foligno appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santa Genoveva, Virgem E Padroeira De Paris

No ano de 420, São Germano, bispo de Auxerre, legado do Papa São Celestino, e São Lobo, Bispo de Troyes, rumavam para a Grã-Betanha a fim de combater a heresia dos pelágios, os quais pretendiam poder o homem, sozinho, e sem a graça divina, merecer o céu e ver Deus na sua essência. Pelo caminho, os dois pontífices chegaram ao burfo de Nanterre, perto de Paris. Os habitantes, sabedores da reputação de ambos, apresentaram-se em multidão. São Germano fez-lhe uma exortação, e, olhando o povo que o circundava, viu de longe uma jovem em quem notou algo de celestial. Pediu-lhe que se aproximasse e, com grande assombro de todos, beijou-lhe respeitosamente a testa. Perguntou-lhe o nome, e quem eram seus pais. Responderam-lhe que se chamava Genoveva. Seu pai Severo e sua mãe Gerôntia apresentaram-se ao mesmo tempo. São Germano congratulou-se com eles por terem tal filha, e predisse-lhes que, um dia, seria exemplo para todas as criaturas humanas. Exortou-a a lhe descobrir os segredos do coração, e perguntou-lhe se queria consagrar-se a Jesus Cristo, como esposa. Genoveva declarou que era esse o seu propósito, e rogou ao santo bispo lhe desse a benção solene das Virgens. Entraram na igreja para a prece da nona; em seguida, entoaram-se vários salmos, e fizeram-se longas preces durante as quais o santo bispo manteve a mão direita sobre a cabeça da jovem. Depois, almoçou com ela e seus pais, e recomendou a estes que lha levassem no dia seguinte. Não faltaram ao compromisso e, São Germano perguntou a Genoveva se se lembrava do que tinha prometido. “Sim, santo padre, disse ela, e espero observá-lo com o auxílio de Deus e por meio de vossas orações.” Olhando para o chão, viu ele uma moeda de cobre com o sinal da cruz; pegou-se, e, dando-a a Genoveva, disse-lhe: – ” Guardai-a por amor a mim, levai-a sempre pendente do pescoço e como único ornamento, e deixai o ouro e as pedras preciosas às que servem o mundo.” Recomendou-a aos pais, e continuou a jornada. Desde a idade de quinze anos até os cinquenta, santa Genoveva não comeu senão duas vezes por semana, no domingo e na quinta-feira; e assim mesmo, tratava-se apenas de pão de cevada e favas; nunca bebeu vinho nem coisa nenhuma que pudesse entontecê-la. Alguns dias depois da partida de São Germano, a mãe pretendeu impedi-la de ir à igreja num dia de festa, e, não logrando retê-la, a bateu na face. Imediatamente, ela cegou e cega ficou durante dois anos. Finalmente, lembrando-se da profecia de São Germano, disse à filha que lhe trouxesse um pouco de água do poço e que sobre ela fizesse o sinal da cruz. Santa Genoveva lavou-lhe os olhos, e ela começou a ver um pouco; quando a filha repetiu o ato duas ou três vezes, a mãe recobrou inteiramente a vista. Após a morte dos pais, Genoveva foi viver em Paris, em casa de sua mãe espiritual, ou madrinha. Lá recebeu solenemente, com outras duas virgens, o véu das mãos do bispo. Deus provou-a pelos sofrimentos; todo o corpo foi atacado de paralisia, e, durante três dias, ela pareceu morta. Quando recobrou a saúde, contou que um anjo a tinha conduzido à morada dos justos, para receber o prêmio que Deus reserva aos que o amam. Recebeu também o dom de ler no âmago dos corações. Entretanto, São Germano de Auxerre, em 447, foi chamado pela segunda vez à Grã-Betanha, e para lá rumou com São Severo, bispo de Tréves. Os dois prelados tomaram o caminho por Paris. Os habitantes dessa cidade, sabedores que eles chegavam, foram encontrá-los e rogaram a São Germano que lhes desse a benção. Ele pediu-lhes notícias de Genoveva. Compreendeu pelas respostas que a sua reputação era violentamente atacada por calúnias. Conhecendo-a perfeitamente, rumou para ela, e saudou-a tão humildemente que todos se encheram de assombro. Falou ao povo, para justificá-la e, a fim de provar a sua virtude, mostrou no lugar em que repousava, o chão encharcado de lágrimas. Tendo persuadido todos da inocência de Genoveva, continuou a jornada. Um dia, espalhou-se a notícia de que Átila, rei dos hunos, iria devastar a Gália. Os cidadãos de Paris tomados de pânico resolveram emigrar e transportar os seus haveres a cidades mais fortificadas. Genoveva, reunindo as companheiras, aconselhou-lhes dedicar-se aos jejuns, às preces e às vigílias, a fim de lograrem, como Judite e Ester, escapar à calamidade que as ameaçava. Reuniram-se com Genoveva no batistério, e destinaram vários dias a tais obras de penitência. A santa, por outro lado, dizia aos homens que não abandonassem Paris, visto que as cidades para as quais pretendiam retirar-se seriam devastadas pelos bárbaros, ao passo que, com a proteção de Cristo, Paris ficaria salvo. Mas os habitantes de Paris sublevaram-se contra ela, chamando-lhe falsa profetisa. Falavam até em assassiná-la a pedradas, ou afogá-la num sorvedouro. Apareceu então de Auxerre o arquidiácono de São Germano, que encontrou nos parisienses amontoados nos cantos das ruas, bradando que matariam Genoveva. Disse-lhes “- Não cometais tamanho crime. A que pretendeis matar, soubemo-lo do nosso bispo São Germano, foi escolhida por Deus desde o seio materno; e eis aqui elogios ou bençãos que lhe trago da parte do sumo pontífice. Os habitantes de Paris, considerando o testemunho de Germano, temeram a Deus e deixaram de molestar-lhe a fiel servidora. Chegaram até a conceber por ela uma veneração religiosa, quando viram, de acordo com a profecia, que os hunos se afastavam da sua província. Segundo duas Vidas antiquíssimas de Santa Genoveva, mais antigas até que Gregório de Tours, os francos assediaram durante muitos anos, ou melhor, dez anos, a cidade de Paris, o que provocou uma fome extrema, estando todas as cercanias devastadas. A cidade abriu as portas, e o rei dos francos, Childerico ou Hilderico como o chamam essas Vidas, lá, pelo menos durante algum tempo, fixou moradia. A protetora dos parisienses durante tais calamidades foi Santa Genoveva. Na fome, arranjou-lhes mantimentos que foi procurar pessoalmente com barcos no Sena, até

São Silvestre I

Silvestre I, romano de nascimento, era filho de Rufino, duma família opulenta e muitíssimo considerada em Roma. Desde a primeira idade, foi educado pelo padre Cirino, do qual nosso Santo imitou a doutrina e as virtudes. O maior prazer de Silvestre era acolher os fiéis que apareciam em peregrinação às tumbas dos santos apóstolos: conduzia-os à casa dos pais, lavava-lhes os pés, dava-lhes de comer, e o que se fazia necessário. Um destes peregrinos, São Timóteo, vindo de Antioquia, fora martirizado; São Silvestre I arrebatou-lhe o corpo e enterrou-o honrosamente. São Silvestre mesmo, foi aprisionado pelo prefeito de Roma, e destinado ao suplício último, quando a súbita morte daquela autoridade lhe restituiu a liberdade. Nosso Santo foi admitido no clero, e, com a idade de trinta anos, o Papa São Marcelino o ordenou Padre. O cisma dos donatistas dividia então a África, preparando-lhe a ruína final sob o ferro dos vândalos e dos maometanos. Os cismáticos, para se dar um ar de catolicidade, procuravam insinuar-se em Roma mesma, mas, como disse São Cipriano, a perfídia ali não conseguiu ter acesso. São Silvestre I, particularmente opôs tenaz e corajosa resistência ao mal, arrasando intrigas, desmascarando hipocrisias, refutando sofismas, sem se atemorizar com calúnias ou perseguições, que lhe imputaram ou moveram. Toda a malícia usada, apenas serviu para que melhor se conhecessem os méritos do grande Santo. E assim, engrandecendo-se, com a morte do Santo padre Milcíades, em 314, São Silvestre foi elevado, de comum acordo, unânimemente, à Cátedra de São Pedro. Em meados do século XII, um patriarca grego de Constantinopla, Germano II, contava ao patriarca da Armênia que o imperador Constantino fora curado da lepra, recebendo o batismo do Papa São Silvestre. O mesmo fato é contado no ofício romano e nos atos de São Silvestre I, atos muito antigos, mas sobre a autoridade dos quais os sábios não estão inteiramente de acordo. Eis como o Padre Croiset, jesuíta, o resume no Ano Cristão. Os atos do Santo, autorizados por grande número de autores célebres, tanto gregos como latinos, e por uma venerável tradição, dizem que o imperador Constantino, vendo-se coberto duma espécie de lepra que era assaz comum naqueles idos, consultou todos os médicos tido como hábeis no império, os quais, todos pagãos, acordaram que banhar-se no sangue de criancinhas era o único remédio eficaz para aquela doença. Por maior que fosse o desejo do príncipe de se ver curado, maior ainda dói o horror de tal medicina: a estima que tinha pela religião cristã, da qual então não possuía senão uma escassíssima tintura, começava já a lhe inspirar sentimentos mais humanos, de modo que, aterrorizado, se recusou a tão bárbaro banho. Ora, na noite seguinte à da resposta dos médicos, teve ele uma visão: em sonhos, viu dois venerabilíssimos anciãos, de ar doce e majestoso a um só tempo ; aproximando-se dele, declaram-lhe como tal ato de clemência agradara a Deus, que tudo vê e tudo sabe, acrescentando-lhe que procurasse o soberano pontífice dos cristãos, chamado Silvestre. Quando o santo pontífice viu que oficiais do império vinham buscá-lo, não duvidou de que o fim estava próximo e ia, assim, receber a palma do martírio. O príncipe, contudo, quando o santo Pontífice chegou, recebeu-o com muita bondade e muitas honras. Contou-lhe da visão que tivera e do conselho que lhe deram os dois venerabilíssimos velhos, duma sobrenatural maneira, para obter a cura da lepra que lhe cobria o corpo. São Silvestre, surpreso com aquela magnífica acolhida por parte do imperador, mais ainda com o sonho que lhe vinha de contar Constantino, disse ao príncipe: – Não duvideis de que a visão que tivestes veio de Deus. Os dois venerabilíssimos anciãos outros são senão os dois esteios, as duas colunas mestras, os dois grandes apóstolos de Jesus Cristo. Por estas imagens vereis quem são eles. E, tendo-lhe mostrado as imagens de São Pedro e São Paulo, o imperador Constantino, imediatamente, reconheceu os dois anciãos da visão. Grande mudança se deu então na alma do bom príncipe: quis ser instruído a fundo nos mistérios de nossa religião. E a graça, operando-lhe no coração, levou-o, pouco depois, a ser admitido no seio dos catecúmenos. A santa impaciência que o imperador Constantino de ser cristão, obrigou São Silvestre I, a abreviar o tempo de provas. Assim, solenemente, foi o príncipe batizado por nosso Santo. Apenas recebeu as águas sagradas do batismo, a lepra, desaparecida, mostrava que a alma lhe fora lavada de toda a impureza. Como era natural, erigiu-se grande número de igrejas. O Papa São Silvestre I levantou uma em Roma, na casa dum de seus padres, Equítio, do qual levou o nome por muito tempo. É a atual igreja de Santo Estêvão do Monte. O Papa dotou-a duma renda anual, advinda de terras, casas e jardins. Diante de tal exemplo, o imperador Constantino erigiu, em Roma, primeiramente a basílica que, de seu nome, sempre tem sido chamada Constantiniana, ou igreja do Salvador, no palácio da imperatriz Fausta, sua esposa, antes chamado a casa de Latrão, onde se deu o concílio contra os donatistas. Como ali também havia um batistério, e os batistérios ostentavam a imagem de São João Batista, chama-se ordinariamente esta igreja de São João de Latrão. É a principal igreja de Roma, e os Papas nela residem por muitos séculos. Constantino ergueu ainda em Roma, seis outras igrejas: a de São Pedro, ou Vaticano, onde estava um templo dedicado a Apolo, para honrar o ligar do martírio e a sepultura do príncipe dos apóstolos; a de São Paulo, no lugar do martírio do imenso apóstolo; a da Santa Cruz, na casa de Sessório, que se chama Santa Cruz de Jerusalém por causa duma porção da verdadeira Cruz, que ali existe; a de Santa Inês, com um batistério, a pedido da filha Constância, e de sua irmã, do mesmo nome, que foram batizadas por São Silvestre I; a de São Lourenço, fora da cidade, no caminho de Tibur, no lugar da sepultura deste mártir; a dos mártires São Marcelino

Santo Rugero

Nasceu entre 1060 e 1070, na célebre e antiga cidade italiana de Cane. O seu nome de origem normanda sugere que seja essa a sua origem. Além dessas poucas referências imprecisas nada mais se sabe sobre sua vida na infância e juventude. Mas ele era respeitado pelos habitantes da cidade, como um homem trabalhador, bom, caridoso e muito penitente. Quando o Bispo de Cane morreu os fieis quiseram que Rugero ficasse no seu lugar de pastor. E foi o que aconteceu, aos trinta anos de idade, ele foi consagrado Bispo de Cane. No século II, essa cidade havia sido destruída pelo imperador Aníbal, quando expulsou o exército romano. Depois ela retomou sua importância no período medieval, sendo inclusive uma sede episcopal. No século XI, mais precisamente em 1083, por causa da rivalidade entre o Conde de Cane e o Duque de Puglia, localidade vizinha, a cidade ficou novamente em ruínas. O Bispo Rugero assumiu a direção da diocese dentro de um clima de prostração geral. Assim, depois desse desastre, seu primeiro dever era tratar da sobrevivência da população abatida pelo flagelo das epidemias do pós-guerra. Ele transformou a sua sede numa hospedaria aberta dia e noite, para abrigar viajantes, peregrinos e as viúvas com seus órfãos. Possuindo o dom da cura, socorria a todos, incansável, andando por todos os cantos, descalço. Doava tudo que fosse possível e a sua carruagem era usada apenas para transportar os doentes e as crianças. Todavia, esse século também foi um período conturbado para a História da Igreja. Com excessivo poder civil estava dividida entre religiosos corruptos e os que viviam em santidade. Rugero estava entre os que entendiam o episcopado como uma missão e não como uma posição de prestígio para ser usada em benefício próprio. Vivia para o seu rebanho, seguindo o ensinamento de São Paulo: “tudo para todos”. Por tudo isso e por seus dons de conselho e sabedoria, no seu tempo, foi estimado por dois Papas: Pascoal II e Celasio II. Para ambos executou missões delicadas e os aconselhou nas questões das rivalidades internas da Igreja, que tentava iniciar sua renovação. Entrou rico de merecimentos no reino de Deus, o dia 30 de dezembro de 1129, em Cane, onde foi sepultado na Catedral. Considerado taumaturgo em vida, pelos prodígios que promovia com a força de suas orações, logo depois de sua morte os devotos divulgaram a sua santidade. No século XVIII, a cidade de Cane praticamente já não existia. A população se transferira para outra mais próspera, Barleta. Mas eles já cultuavam o querido Bispo Rugero como Santo. Pediram a transferência das suas relíquias para a igreja de Santa Maria Maior, em Barleta. Depois foi acolhido na sepultura definitiva na igreja do Mosteiro de Santo Estevão, atual Santuário de Santo Rugero. Os devotos o veneram no dia de sua morte como o Bispo de Cane e o padroeiro de Barleta. Em 1946, Santo Rugero foi canonizado pela Igreja.     The post Santo Rugero appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santo Tomás Becket

Nasceu em Londres de pai normando pelo ano 1117 e ordenado arcedíago e colaborador do arcebispo de Canterbury, Teobaldo. Uma das escolhas mais felizes do grande inglês Henrique II foi nomear em 1154 o chanceler, na pessoa de Tomás Becket.Foi considerado um dos homens mais influentes tanto no campo da política como no da religião. O arcebispo Teobaldo morreu em 1161 e Henrique II, graças ao privilégio dado pelo papa, pode escolher Tomás como sucessor à sede promaz de Caterbury, o que não podia prever e que Tomás se transformaria subitamente em grande defensor dos direitos da Igreja e em zeloso pastor de almas. E avisou ao rei: “Senhor, se Deus permitir que eu me torne arcebispo de Canterbury, perderei a amizade de Vossa Majestade.” Foi então ordenado sacerdote a 3 de junho de 1162 e consagrado bispo um dia depois, Tomás não tardou a indispor-se com o soberano. Sua vida se modificou completamente. Passou a viver na simplicidade e na pobreza, colocando-se inteiramente a serviço dos necessitados. O rei sentiu-se traído por não contar mais com os préstimos de Tomás e especialmente por ele se colocar ao lado do Papa e contra as suas posições de monarca. São Tomás teve então que fugir para a França, buscando proteção junto a Luís VII. Os seus bens foram confiscados, os parentes perseguidos. Retornou seis anos depois a Canterbury, acolhido triunfante pelos fiéis, aos quais saudou com estas palavras: “Voltei para morrer no meio de vós”. Com a situação se agravando ainda mais e com o rei acusando seus nobres dizendo: “Covardes. Esse homem se levanta contra mim e ninguém dentre os meus é capaz de vingar minha honra e livrar-me desse padre insolente?” Houve quem se encarregasse disso. O arcebispo foi avisado, mas ficou no seu lugar: “O medo da morte não deve fazer-nos perder a vista a justiça”. Recebeu os sicários do rei na catedral, vestido com os paramentos sagrados. Deixou-se apunhalar sem opor resistência, murmurando: “Aceito a morte pelo nome de Jesus e pela Igreja”. Era o dia 23 de Dezembro de 1170. O Papa Alexandre III o inscreveu no catálogo dos santos, três anos depois.     The post Santo Tomás Becket appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santos Inocentes

Há poucos dias atrás, ouvimos em Belém o cântico dos anjos: “Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens de boa vontade”. E vimos a alegria dos pastores, adorando a Jesus Menino na manjedoura. E hoje? Ah, hoje, que diferença! Da alegria, eis a tristeza. Do riso, que pranto! É o ruído das armas, das espadas que afoitamente se desembainham e se tingem de sangue, do sangue de inocentes crianças. É o grito inconsolável das mães que atroa os ares, ao verem os filhos mortos, degolados nos próprios braços amorosos, que esboçam vãs tentativas de defesa. É o grito, a lágrima, o horror, o desespero. ****** Herodes, o Grande, descendente de Esaú, idumeu, notabilizou-se pela crueldade. Aterrorizou a Palestina por trinta e seis anos, e desposou dez mulheres. Corroído pelos vermes, morreu em 750 da fundação de Roma, logo depois do nascimento de Jesus, que se deu em 749 da mesma era. Nascia um rei. Perigava-lhe a estabilidade?   ****** Jesus nasceu em Belém. Era no tempo do rei perverso. Que era aquilo que diziam dos magos que vinham do Oriente: Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? E que significava viemos adorá-lo? Nascera mesmo um rei? E a estrela que lhes aparecera? Que era aquilo? Então Herodes, tendo chamado secretamente os magos, inquiriu deles cuidadosamente acerca do tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. E, enviando-os a Belém, disse: – Ide e informai-vos bem acerca do menino, e, quando o encontrardes, comunicai-me a fim de que também eu o vá adorar.  ****** Não mais foram ter os três magos com Herodes. E Herodes desconfiava. Fora enganado? O tempo passava. Sim, fora enganado. Haviam-no iludido. Então, vendo que havia sido enganado pelos magos, irou-se em extremo, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém e em todos os arredores, da idade de dois anos para baixo, segundo a data que havia averiguado dos magos. Então, cumpriu-se o que estava predito pelo profeta Jeremias: Uma voz se ouviu Ramá, pranto e grande lamentação: Raquel chorando seus filhos, sem admitir consolação, porque já não existem. ****** Estais a chorar, ó mães infortunadas, porque vossos filhos já não mais existem? Não choreis, ó mãe felizes, porque vossos filhos existem! Estão, não no mundo enganador e perverso como o rei Herodes, mas num mundo melhor e que jamais se acaba. Morreram, sim, mas para o século. Morreram, mas, olhai, vede que sublime: deram a vida por aquele que é a Vida. São as primícias dos mártires do Senhor Jesus Cristo. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXI, p. 122 à 124)   The post Santos Inocentes appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho