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São João Evangelista

O nome deste evangelista significa: “Deus é misericordioso”: uma profecia que foi se cumprindo na vida do mais jovem dos apóstolos. Filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Maior, ele também era pescador, como Pedro e André; nasceu em Betsaida e ocupou um lugar de primeiro plano entre os apóstolos.  O apóstolo São João foi quem, na Santa Ceia, estava deitado no ombro de Jesus e, foi também a João que Jesus disse: “Filho, eis aí a tua mãe” e, olhando para Maria disse: “Mulher, eis aí o teu filho”. (Jo 19, 26s).   Quando Jesus se transfigurou, foi João, juntamente com Pedro e Tiago, que estava lá. João é sempre o homem da elevação espiritual, mas não era fantasioso e delicado, tanto que Jesus chamou a ele e a seu irmão Tiago de “filhos do trovão”.  João exortava continuamente os fiéis ao amor fraterno, como resulta das suas três cartas, acolhidas entre os textos sagrados. Escritor do Livro do mais misterioso e rico em esperanças, o Livro do Apocalipse, São João teria morrido com 94 anos, segundo Santo Epifânio.   The post São João Evangelista appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santo Estevão, Protomártir

Santo Estêvão foi um dos sete primeiros diáconos de Jerusalém. Pregava admiravelmente e obtinha numerosas conversões para o Cristianismo, razão pela qual incorreu no ódio dos judeus inimigos da Igreja nascente. Preso e condenado como blasfemo, foi apedrejado. Tem a glória de ser o Protomártir, ou seja, o primeiro mártir que derramou seu sangue por amor a Jesus Cristo. Estêvão, cujo nome em grego significa “coroa”, cheio de graça e de força, operava grandes sinais e prodígios entre o povo. Vieram, então, alguns da sinagoga dos libertos, dos cirenenses e alexandrinos, e puseram-se a discutir com Estêvão, mas não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava. Pelo que subornaram homens que atestaram falsamente que Estêvão pronunciava blasfêmias contra Deus. Amotinado o povo, Estêvão respondeu em longo discurso provando a messianidade do Cristo e acusando a incredulidade dos judeus. Então Estêvão foi apedrejado, sendo assistida essa execução por Saulo, o futuro apóstolo Paulo. Santo Estêvão foi o primeiro a derramar o sangue por Cristo, por isso é chamado de “protomártir” (1o. Mártir). Suas últimas palavras foram: “Senhor, não lhes imputes este pecado”. Esses fatos estão narrados nos Atos dos Apóstolos, capítulo 6 e 7.     The post Santo Estevão, Protomártir appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Nascimento De Jesus

“…José subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida. Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite. Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor. O anjo disse-lhes: ” Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor.” (Lc 2,4-11)     The post Nascimento de Jesus appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Charbel Makhlouf

O Padre Charbel nasceu em 1828 na pequena aldeia de Bica-Kafra (Líbano). Desde sua infância se sentia atraído pelo divino. Não raro se afastava para o interior de alguma gruta, para satisfazer sua sede de Deus, entregando-se à oração. Não o seduziu a alegra companhia de seus colegas. Ao completar vinte e três anos de idade, o jovem JOSÉ (seu nome de batismo) Makhlouf percebe que é já o momento de realizar seu sonho de ser monge na Ordem Libanesa Maronita. Deixa a casa, sem mesmo se despedir de sua mãe. Queria talvez poupar-lhe a dor da despedida. Recebido na Ordem, muda de nome, adotando o de CHARBEL (mártir do 2º século) Com isto revela sua resolução de esquecer o passado, tornando-se outro, diferente do que fora até então: quer morrer para o mundo a fim de viver para Deus. Terminados os dois anos de noviciado, e admitido à profissão religiosa, que consiste no tríplice voto de castidade, pobreza e obediência, mudou-se para o Mosteiro de São Cipriano, em Kfafine, onde, por seis anos estudou teologia e filosofia. Aos trinta e um anos de idade foi ordenado sacerdote, na igreja de Bkerke, sede do Patriarca Maronita no Líbano, de onde voltou para o Mosteiro de São Macron, em Annaya, aí vivendo até os quarenta e sete anos de idade. Na vida em comunidade, por melhores que sejam seus integrantes, sempre ocorrem incompreensões e, até, injustiças. Não se ouviu uma queixa dos lábios do Padre Charbel. Profundamente humilde, jamais se desculpou, quando injustamente repreendido. Antes, aceitara a repreensão, como se realmente a merecesse. Sua vida sacerdotal de sacrifício, trabalho e contemplação o desligava cada vez mais das coisas do mundo, comunicando-se com seus companheiros de Ordem somente quando necessário, e exercendo o ministério espiritual junto aos habitantes das aldeias mais próximas apenas quando solicitado. Apesar da rigidez da vida monástica, Padre Charbel desejava manifestações mais expressivas do seu amor para com Deus, obtendo para isto, licença para viver a vida eremítica no Êremo de São Pedro e São Paulo, situado nas imediações do mesmo mosteiro. Em 13 de fevereiro de 1875, aos 47 anos, Padre Charbel foi autorizado a viver como eremita. Viveu, então, mais vinte e três anos em um cômodo de seis metros quadrados, onde existiam um colchão de folhas de carvalho, uma lâmpada de azeite, um jarro de água, um prato de madeira, um banquinho e alguns livros. Dedicou-se à oração, à ascese, à penitência e ao trabalho manual. Alimentava-se de cereais, legumes e água, fazendo apenas uma refeição por dia. Não comia nem das frutas que colhia da terra que ele próprio cultivava, impondo-se um regime de vida austero, com jejuns e vigílias, com atos de penitência, mortificação e contemplação. Aos setenta anos de idade, em 16 de dezembro de 1898, o Padre Charbel foi atacado de paralisia, durante a celebração da Santa Missa, sendo obrigado a interrompê-la por duas vezes. Foi o início de sua agonia, que terminou com sua morte no dia 24 de dezembro de 1898. Em dezembro de 1965, durante sua beatificação, o Papa Paulo VI disse: “grande é a alegria do Oriente e do Ocidente por este filho do Líbano, flor admirável de santidade, desabrochada na linguagem das antigas tradições monásticas orientais e venerada hoje pela Igreja de Roma”. Ele foi canonizado em 9 de outubro de 1977.     The post São Charbel Makhlouf appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Dagoberto II, Rei E Mártir

Dagoberto II era filho do rei da Austrásia Sigeberto III, que seu pai Dagoberto I instalara como rei em 634. Nascido de Sigeberto III e da rainha Himechilda, foi deposto por Grimoaldo, um prefeito de palácio, que elevou ao trono o próprio filho, conhecido como o pseudo, Childeberto III. O bispo de Poitiers, Didon, foi encarregado por Grimoaldo de levar Dagoberto, exilando-o, pois, para a Irlanda. Ali, esquecido, o rei viveu cerca de vinte anos. Morto Childeberto III, em 622, assumiu o poder um filho de Clóvis II e de Batilda, o rei Childerico II, que foi assassinado em 675. Wilfrido, metropolitano de York, então a pedido dos grandes da Austrásia, foi encarregado de trazer o rei Dagoberto II de volta. Acolhido muito bem por todos os súditos, esperava-o, porém, vários inimigos, entre os quais Ebroíno, maire de Neustria. Assassinado a 23 de dezembro de 679, na floresta de Woevre, Dagoberto foi sepultado em Stenay. Querido do povo, passou a ser venerado como mártir, vítima que fora da brutalidade dos poderosos. Lucraram com o morte do santo rei os prefeitos de palácio, principalmente Ebroíno, de Neustria, e Pepino, da Austrásia, que se apressou em tomar o poder. (Vida de Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXI, p. 396-397)     The post São Dagoberto II, Rei e Mártir appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santa Francisca Xavier Cabrini

Francisca nasceu na Itália em 1850, última de uma família de 13 filhos. Ela recebe o título de “Mãe dos Imigrantes”, pois olhou para a emigração com os olhos humaníssimos de mulher, de cristã. Nessa época, milhões de italianos emigravam para outros países, e Francisca recebeu a missão de Deus de cuidar dos interesses espirituais e materiais dessas famílias católicas que estavam no desamparo, em terras estranhas, de línguas e até religiões diferentes. Órfã de pai e mãe queria entrar logo no convento, mas não permitiram por causa de sua idade, e sua saúde precária. Ela aceitou então o encargo de atender a um orfanato, que lhe confiou o pároco de Codogno. Fundou a Congregação das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, colocadas sob a proteção de São Francisco Xavier, de quem ela mesma pronunciando os votos, assumiu o sobrenome. Estendeu sua obra a numerosos países e cruzou o Oceano Atlântico por 30 vezes. Faleceu aos 67 anos, em uma das viagens que fazia, em 1917. Seu corpo foi levado para Nova Iorque, para ficar perto dos emigrantes. Deixou fundadas 67 casas de sua congregação. The post Santa Francisca Xavier Cabrini appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Pedro Canísio

Pedro, filho de Jacó Kanis, burgomestre de Nimeg, piedoso desde menino, consagrou a Deus a virgindade quando entrou nos dezenove anos. Tendo estudado direito civil em Colônia e direito canônico em Louvain, aos 23 de fevereiro de 1540, seguindo as pegadas dum amigo íntimo, Lourenço Súrio, fez-se cartuxo. Mais tarde, passando para a Companhia de Jesus, levado por Pedro Favre, foi ordenado padre em 1546. Doutor em teologia em 1549, Pedro Canísio, na Alemanha (onde fermentavam as doutrinas de Lutero, falecido no ano mesmo em que nosso Santo fora ordenado) devia trabalhar durante trinta anos. A universidade de Ingolstadt estava-se organizando, e a atividade de São Pedro Canísio foi prodigiosa. Superior religioso, predicador, educador, missionário, administrador, escritor, teólogo, diplomata, mediador, conselheiro de príncipes e bispos, representante oficial da Santa Sé, assumiu as formas mais variadas da ação católica. O Santo iniciou em 1549, as lições em Ingolstadt, sobre os sacramentos. Em 1550, era reitor da universidade, e, em 1552, transferia-se para Viena. Criado provincial para a Alemanha, Áustria e Boemia, em 1556, fundou colégios em Ingolstadt, Munique, Praga, Innsbruck, Tréveris, Wursburgo e outras cidades. Pregador zelosíssimo, foi recompensado com um breve do Papa Pio IV, em 1561. Em Augsburgo, em vinte e um meses, fez duzentos e quarenta sermões. Pregou para pobres e humildes, para ricos, príncipes e princesas. Conselheiro de Madalena da Áustria, filha do imperador Fernando I, fê-la interessar-se grandemente pelos pobres e pelos doentes e, especialmente, pelas pecadoras. Se o mundo germânico não abandonou completamente a Igreja na crise suscitada por Lutero, deve-o ele a São Pedro Canísio, cuja ação e atividade eram verdadeiramente maravilhosas. Intervindo em questões político-religiosas, contribuiu para uma feliz conclusão do concílio de Trento. A pedido do cardeal Hósio, polonês, legado do Papa, participou dos trabalhos que diziam respeito ao Index estabelecido por Paulo IV Carafa. Data destes tempos o mais fecundo período da vida do santo jesuíta. Uma das missões que levou a cabo, e das mais delicadas, foi a que lhe confiou o Soberano Pontífice Pio IV, missão secreta e perigosa: estimular o zelo dos bispos alemães e fazer com que aqueles prelados, pusessem em vigor uma nova legislação – os decretos tridentinos. Velho e cansado, São Pedro Canísio faleceu a 21 de dezembor de 1597, e uma multidão, a rezar o terço, apareceu para vê-lo pela última vez e para tocá-lo reverentemente. São Pedro Canísio foi modesto, humilde, compenetrado, todo espiritual. Comedido, jamais o viram rir com estrépito. Incansável, nunca esteve ocioso ou soube o que era sonolência. Lia, rezava, amava o rosário, o ofício da Santa Virgem e meditava. Quem orava por ele, ganhava o seu mais alto reconhecimento. Paciente, sempre satisfeito, vivo, ativo, obediente, era o tipo do religioso perfeito. Se conseguiu reconquistar, para o catolicismo, tantas regiões da Europa, foi graças à doçura, à caridade evangélica e à paciência que o obteve tão pacientemente. (Vida de Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXI, p. 376 à 378)     The post São Pedro Canísio appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Domingos De Silos

Os Santos da Igreja de Cristo foram verdadeiros luzeiros para o mundo, pois levaram com sua vida, e palavras a Luz do Mundo que é Jesus Cristo. São Domingos nasceu em Canãs, reino de Navarra na Espanha, isto no ano 1000 dentro de uma pobre família cristã. Quando o pai do pastorinho de ovelhas Domingos enxergou a inclinação do filho para os estudos religiosos, tratou logo de encaminhar Domingos para a formação que o levou – por vocação- ao Sacerdócio. Com o passar do tempo entrou para a família beneditina, pois entrou no mosteiro, onde logo foi feito mestre dos noviços. Na Ordem de São Bento, São Domingos de Silos descobriu seu chamado a uma contemplação profunda e ações que salvassem almas, sendo assim recebeu de um anjo em sonho a promessa de 3 coroas que significavam: uma por ter abandonado o mundo mal e se ter encaminhado para a vida perfeita; outra por ter construído Santa Maria de Canãs e ter observado castidade perfeita; e a terceira pela restauração de Silos. De fato esta última coroa se realizou perfeitamente, pois durante os 30 anos de pai ( abade) no mosteiro de São Sebastião em Silos, este local tornou-se centro de cultura e cenáculo de evangelização para a Igreja e o Mundo. São Domingos amado pelo povo e respeitado por reis e rainhas, operou em vida e também depois da morte muitos milagres, os quais provaram com clareza o quanto se encontra no Céu tão íntimo, quanto buscava ser aqui na terra.   The post São Domingos de Silos appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santo Urbano V

Guilherme de Grimoardo – depois Urbano V, Papa – nasceu em 1310 no castelo de Grisac. Era filho de Guilherme, “Sire de Grisac e doutros lugares”, e de Anfelisa de Montferrant, mulher excelente e cristã notável. Conta-se que, quando Guilherme era menino, agia tão desconcertantemente que a mãe, olhando-o como lhe perscrutando o íntimo, acabava por lhe dizer: – Meu filho, eu não te entendo, mas Deus te entende. Depois de ter estudado em Montpelier, e em Tolosa, o jovem procurou os beneditinos de Chirac, priorado que se situava entre Mende e Marvéjols, dondo, mais tarde, passou para São Vítor, “abadia muito ilustre”, em Marselha. Guilherme de Grimoardo freqüentou os cursos universitários de Mentipellier, Avinhão, Tolosa e Paris. Doutor aos trinta e dois anos, ensinou direito canônico em várias universidades a partir de 1342. Vigário Geral de Clermont e de Uzes, foi abade de São Germano de Auxerre em 1352 e de São Vítor de Marselha em 1361. Tendo-lhe sido confiadas por Clemente VI várias legações na Itália, em 1352, 1354, 1360 e 1362, foi neste último ano que soube de sua eleição para dirigir a cristandade. Era 28 de setembro, e Guilherme contava cinqüenta e dois anos. A 27 de outubro, chegava a Marselha. A 31 do mesmo mês, era intronizado em Avinhão, e, a 6 de novembro, sem nenhuma festividade, foi coroado. Urbano V continuou a ser o monge pobre, casto, de dias cheios. O Papa rezava missa e orava longamente. Recitadas as pequenas horas, ia para as audiências, onde permanecia até a hora da refeição. Socorrendo os pobres, estudando, lendo, conversando sobre o que lia, sobre os negócios da Igreja, comentando passagens da vida dos santos, seguidamente discorrendo sobre as perenes misérias deste mundo, assim lhe corria o dia. Com o clero, em casa, recitava as matinas. Quando ia para a cama, duro leito incômodo, deitava-se vestido, para fugir do repouso absoluto. Durante a noite, frequentemente, ouviam-no gemer e orar. A afeição do bem-aventurado Papa para com os pequenos e os humildes, era notável: tudo o que ganhava não lhe parava nas mãos, dava-os aos necessitados. Ao invés de empregar membros da família, colocava nos altos postos somente aqueles que eram merecedores. Grande incentivador dos estudos, a cada passo os favorecia. Costumava dizer: – Desejo que os homens doutos sejam em grande número na Igreja de Deus. A Igreja, quando de Bonifácio VIII (1294-1303), proibiu por bula, em 1296, e sob pena de excomunhão, aos monges e clérigos, o pagamento de taxas às autoridades vivis, sem a permissão da Santa Sé. O rei da França, Filipe, o Belo, repeliu aquela bula e, vendo-se apoiado pela nação, levou a desavença surgida até o insulto, mesmo à violência. Declarada nula a ingerência do Papa em assuntos leigos, mercenários franceses chegaram ao cúmulo de, prendendo o Pontífice, espancarem-no. Bonifácio VIII, quase nonagenário, morreu de dor. Mais tarde, em 1309, a pouco menos de um ano do nascimento do bem-aventurado, o Papado era transferido para Avinhão, na Provença. Ali permaneceu por setenta anos – o que a Igreja compara com o período do cativeiro da Babilônia – e, desde então, os Papas foram todos franceses. Ditavam-lhes a política os reis da França, daí surgindo certos abusos. Contra eles, Urbano V, incansavelmente, lutou, para que não tomassem corpo. Com efeito, sob o seu pontificado, cercearam-se consideravelmente. Advogado que pleiteou a causa dos Papas de Avinhão, os quais a história escureceu um tanto, numa época em que a caridade divina parecia menos ativa entre os homens, faleceu o bem-aventurado Urbano V aos 19 de dezembro de 1370, depois de ter reinado em Roma e retornado a Avinhão. Enterrado em Notre-Dame-des-Doms, depois transferido para São Vítor de Marselha (1372), onde se realizaram inúmeros milagres. O piedoso Pontífice somente foi beatificado em 1870, por Pio IX: obstou-lhe o andamento do processo o Grande Cisma. (Vida de Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXI, p. 347 à 350)     The post Santo Urbano V appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santo Winebaldo Ou Wunebaldo, Abade De Heidenhein – Alemanha

Wunebaldo era irmão de Santo Willibaldo e de Santa Walburga. Era 720, com a idade de dezenove anos, deixou a Inglaterra, onde nascera para ir a Roma com o pai Ricardo, que fora rei, e o irmão Willibaldo. O pai morreu em caminho e foi enterrado em Luca, onde é honrado como santo. Os dois irmãos chegaram a Roma. Ali, Willibaldo deixou o irmão, dois anos depois, para, com dois jovens ingleses, ir visitar a Terra Santa. Wunebaldo recebeu em Roma a tonsura, e estudou a Escritura santa, ali permanecendo por sete anos, depois dos quais retornou à Inglaterra, todo no desejo de entregar a Deus as pessoas da família, o que conseguiu com muitas delas. Pouco mais tarde, voltou a Roma com um terceiro irmão, do qual se desconhece o nome. Foi na segunda viagem que São Bonifácio, sabendo que o Santo estava na cidade eterna, procurou-o, falou-lhe e convidou-o para tomar parte nos trabalhos em que, então, estava empenhado. Atraído por Bonifácio, Winebaldo, o irmão e mais alguns jovens, entre os quais São Sebaldo, honrado em Nuremberg como o apóstolo do país, a 19 de agosto, partiram para a Turíngia. Foi ali, ordenado padre e encarregado do governo de sete igrejas naquele país. O irmão, São Winebaldo, naquela época, bispo de Aischstaedt, atraiu-o para sua diocese. Winebaldo retirou-se para a floresta de Heidenhein. Ali, desmatou uma certa porção de terra, e construiu algumas celas. Logo depois, cresceu um mosteiro. Um segundo, para moças das vizinhanças, fundou mais tarde, dando-lhe o governo a Santa Waburga. O servo de Deus continuou trabalhando com zelo dos idólatras, os quais, por mais duma vez, atentaram contra a vida dele. Na comunidade, sustentava o espírito de oração, de humildade e de mortificação, proporcionando ao estado de cada irmão as instruções mais precisas. Enrorajava os fracos, animava os perfeitos, e era o primeiro a praticar as virtudes que aos outros recomendava. Deus provou-o por várias enfermidades. Quando a saúde não lhe permitia ir à Igreja, dizia a missa numa capela particular, contígua à cela. Duma feita, encontrava-se tão mal, que todos acreditavam que dentro em pouco deixaria o mundo. A saúde, contudo, voltou-lhe pela intercessão de São Bonifácio, ao qual tinha grande devoção. Sentindo afinal, a proximidade da última hora, exortou os discípulos à perseverança e ao fervor. São Winebaldo morreu a 18 de dezembro de 760 e foi enterrado no claustro do Mosteiro. A religiosa que lhe escreveu a vida, assegura que muitíssimas curas se deram à beira do túmulo onde repousava o corpo. (Vida de Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXI, p. 332 à 334)  The post Santo Winebaldo ou Wunebaldo, Abade de Heidenhein – Alemanha appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho