Santa Olímpia

Santa Olímpia, grande amiga de São João Crisóstomo, o qual era o seu diretor espiritual, pertencia a mais alta sociedade de Constantinopla. Nasceu em 361, ou, segundo algumas fontes, em 368. Neta de Ablábio, que foi prefeito do pretório do Oriente, e cônsul, era filha dum conde de palácio. Órfã, quando menina, teve como tutor o prefeito de Constantinopla, sendo educada por Teodósia, irmã de Anfilóquio, bispo de Icônio. Santa Olímpia foi mulher de grande cultura. São Basílio dedicou-lhe o tratado do Espírito Santo. Casada com Bebrídio, prefeito de Constantinopla, recebeu de São Gregório Nazianzo, que fora convidado para as núpcias, mas não pudera, por doença, comparecer, um Código da Mulher Cristã, em versos. Enviuvando, depois de vinte meses de casada, o imperador Teodósio procurou consorciá-la novamente. Olímpia, porém, diz-se, respondeu-lhe, excusando-se, porque desejava permanecer naquele estado: – Se meu Rei quisesse que eu vivesse com um homem, não me teria levado o primeiro. Conta-se que Teodósio, enraivecido, seqüestrou-lhe os bens, o que ela agradeceu sinceramente. Quatro anos mais tarde, quando a Santa entrava nos trinta anos, o imperador, tocado pela constância e seriedade do ascetismo da ótima viúva, concedeu-lhe a livre disposição dos bens. Desde então, entrou a fazer esmolas como jamais. Falecida em 408, foi enterrada na Nicomédia. As relíquias, mais tarde, transferidas para Constantinopla, assegura-se, “verteram muito sangue”. (Livro Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXI, Pgs. 321-322) The post Santa Olímpia appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santa Olímpia

Santa Olímpia, grande amiga de São João Crisóstomo, o qual era o seu diretor espiritual, pertencia a mais alta sociedade de Constantinopla. Nasceu em 361, ou, segundo algumas fontes, em 368. Neta de Ablábio, que foi prefeito do pretório do Oriente, e cônsul, era filha dum conde de palácio. Órfã, quando menina, teve como tutor o prefeito de Constantinopla, sendo educada por Teodósia, irmã de Anfilóquio, bispo de Icônio. Santa Olímpia foi mulher de grande cultura. São Basílio dedicou-lhe o tratado do Espírito Santo. Casada com Bebrídio, prefeito de Constantinopla, recebeu de São Gregório Nazianzo, que fora convidado para as núpcias, mas não pudera, por doença, comparecer, um Código da Mulher Cristã, em versos. Enviuvando, depois de vinte meses de casada, o imperador Teodósio procurou consorciá-la novamente. Olímpia, porém, diz-se, respondeu-lhe, excusando-se, porque desejava permanecer naquele estado: – Se meu Rei quisesse que eu vivesse com um homem, não me teria levado o primeiro. Conta-se que Teodósio, enraivecido, seqüestrou-lhe os bens, o que ela agradeceu sinceramente. Quatro anos mais tarde, quando a Santa entrava nos trinta anos, o imperador, tocado pela constância e seriedade do ascetismo da ótima viúva, concedeu-lhe a livre disposição dos bens. Desde então, entrou a fazer esmolas como jamais. Falecida em 408, foi enterrada na Nicomédia. As relíquias, mais tarde, transferidas para Constantinopla, assegura-se, “verteram muito sangue”. (Livro Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXI, Pgs. 321-322) The post Santa Olímpia appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
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Santa Olímpia, grande amiga de São João Crisóstomo, o qual era o seu diretor espiritual, pertencia a mais alta sociedade de Constantinopla. Nasceu em 361, ou, segundo algumas fontes, em 368. Neta de Ablábio, que foi prefeito do pretório do Oriente, e cônsul, era filha dum conde de palácio. Órfã, quando menina, teve como tutor o prefeito de Constantinopla, sendo educada por Teodósia, irmã de Anfilóquio, bispo de Icônio. Santa Olímpia foi mulher de grande cultura. São Basílio dedicou-lhe o tratado do Espírito Santo. Casada com Bebrídio, prefeito de Constantinopla, recebeu de São Gregório Nazianzo, que fora convidado para as núpcias, mas não pudera, por doença, comparecer, um Código da Mulher Cristã, em versos. Enviuvando, depois de vinte meses de casada, o imperador Teodósio procurou consorciá-la novamente. Olímpia, porém, diz-se, respondeu-lhe, excusando-se, porque desejava permanecer naquele estado: – Se meu Rei quisesse que eu vivesse com um homem, não me teria levado o primeiro. Conta-se que Teodósio, enraivecido, seqüestrou-lhe os bens, o que ela agradeceu sinceramente. Quatro anos mais tarde, quando a Santa entrava nos trinta anos, o imperador, tocado pela constância e seriedade do ascetismo da ótima viúva, concedeu-lhe a livre disposição dos bens. Desde então, entrou a fazer esmolas como jamais. Falecida em 408, foi enterrada na Nicomédia. As relíquias, mais tarde, transferidas para Constantinopla, assegura-se, “verteram muito sangue”. (Livro Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXI, Pgs. 321-322) The post Santa Olímpia appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
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Santa Olímpia, grande amiga de São João Crisóstomo, o qual era o seu diretor espiritual, pertencia a mais alta sociedade de Constantinopla. Nasceu em 361, ou, segundo algumas fontes, em 368. Neta de Ablábio, que foi prefeito do pretório do Oriente, e cônsul, era filha dum conde de palácio. Órfã, quando menina, teve como tutor o prefeito de Constantinopla, sendo educada por Teodósia, irmã de Anfilóquio, bispo de Icônio. Santa Olímpia foi mulher de grande cultura. São Basílio dedicou-lhe o tratado do Espírito Santo. Casada com Bebrídio, prefeito de Constantinopla, recebeu de São Gregório Nazianzo, que fora convidado para as núpcias, mas não pudera, por doença, comparecer, um Código da Mulher Cristã, em versos. Enviuvando, depois de vinte meses de casada, o imperador Teodósio procurou consorciá-la novamente. Olímpia, porém, diz-se, respondeu-lhe, excusando-se, porque desejava permanecer naquele estado: – Se meu Rei quisesse que eu vivesse com um homem, não me teria levado o primeiro. Conta-se que Teodósio, enraivecido, seqüestrou-lhe os bens, o que ela agradeceu sinceramente. Quatro anos mais tarde, quando a Santa entrava nos trinta anos, o imperador, tocado pela constância e seriedade do ascetismo da ótima viúva, concedeu-lhe a livre disposição dos bens. Desde então, entrou a fazer esmolas como jamais. Falecida em 408, foi enterrada na Nicomédia. As relíquias, mais tarde, transferidas para Constantinopla, assegura-se, “verteram muito sangue”. (Livro Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXI, Pgs. 321-322) The post Santa Olímpia appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
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Santa Olímpia, grande amiga de São João Crisóstomo, o qual era o seu diretor espiritual, pertencia a mais alta sociedade de Constantinopla. Nasceu em 361, ou, segundo algumas fontes, em 368. Neta de Ablábio, que foi prefeito do pretório do Oriente, e cônsul, era filha dum conde de palácio. Órfã, quando menina, teve como tutor o prefeito de Constantinopla, sendo educada por Teodósia, irmã de Anfilóquio, bispo de Icônio. Santa Olímpia foi mulher de grande cultura. São Basílio dedicou-lhe o tratado do Espírito Santo. Casada com Bebrídio, prefeito de Constantinopla, recebeu de São Gregório Nazianzo, que fora convidado para as núpcias, mas não pudera, por doença, comparecer, um Código da Mulher Cristã, em versos. Enviuvando, depois de vinte meses de casada, o imperador Teodósio procurou consorciá-la novamente. Olímpia, porém, diz-se, respondeu-lhe, excusando-se, porque desejava permanecer naquele estado: – Se meu Rei quisesse que eu vivesse com um homem, não me teria levado o primeiro. Conta-se que Teodósio, enraivecido, seqüestrou-lhe os bens, o que ela agradeceu sinceramente. Quatro anos mais tarde, quando a Santa entrava nos trinta anos, o imperador, tocado pela constância e seriedade do ascetismo da ótima viúva, concedeu-lhe a livre disposição dos bens. Desde então, entrou a fazer esmolas como jamais. Falecida em 408, foi enterrada na Nicomédia. As relíquias, mais tarde, transferidas para Constantinopla, assegura-se, “verteram muito sangue”. (Livro Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXI, Pgs. 321-322) The post Santa Olímpia appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Beato João Henrique Carlos Steeb, Presbítero, Fundador, + 1856

Carlos Steeb nasceu na antiga cidade alemã de Tubinga aos 18 de dezembro de 1773, numa família de luteranos convictos e praticantes. O pai era um administrador de empresas, conceituado e muito competente, que geria os bens do duque de Wurttenberg. A família deu-lhe uma sólida instrução, numa boa e tradicional escola da cidade. Aos dezesseis anos foi para Paris, aprender francês. Após dois anos, seguiu para Verona, onde aprendeu italiano e prática comercial. Carlos era um rapaz reservado, amadurecido para a idade, que se dedicava totalmente aos estudos e ao trabalho. Era um protestante devoto e praticante como todos na família, mas aos poucos foi apreciando as conversas profundas que mantinha com os sacerdotes e leigos católicos. Aprofundou a doutrina e converteu-se, em 1792. Quatro anos depois recebeu a ordenação sacerdotal. Desde então, se dedicou com fé inabalável à Virgem Maria, no auxilio aos católicos enfermos vitimados durante a guerra que ocorria naquele tempo. Organizou grupos missonários entre a população, exercícios espirituais para os irmãos leigos e sacerdotes e centros catequizadores. Dedicou sua vida aliviando o sofrimento dos enfermos, sendo sempre encontrado no hospital, ou no asilo, onde residia com eles. Foi exatamente no Hospital dos Militares que Padre Carlos teve a inspiração para fundar uma Congregação de religiosas, destinadas a servir nos hospitais. Em 1840, contraiu o tifo. Depois de recuperado, fundou a Congregação das Irmãs da Misericórdia, destinada ao atendimento de qualquer tipo de doenças do corpo ou da alma, em hospitais e casas de saúde. A Obra começou com apenas dois quartos, e com o auxílio de Luisa Poloni, depois Irmã Vincenza, de quem Padre Carlos era confessor. Aliás, ele era o confessor de todos os habitantes de Verona, que o amavam como se fosse a “mãe dos doentes”. Depois a Congregação espalhou-se por quase toda a Europa, América Latina e África. O Padre Carlos morreu em 15 de dezembro de 1856. Foi sepultado na igreja da casa mãe da Congregação, em Verona, Itália. O Papa Paulo VI proclamou-o Beato em 1975, sendo homenageado no dia de sua morte. The post Beato João Henrique Carlos Steeb, Presbítero, fundador, + 1856 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
São João Da Cruz

São João da Cruz (João de Yepes) nasceu perto de Ávila, em Fontiveros, Espanha, no ano de 1542. Era filho de tecelões. Após ter dado provas da sua imperícia nas várias ocupações para as quais a família, muito pobre, o tentou encaminhar, ao vinte anos, ingressou na Ordem dos Carmelitas. Estudou artes e teologia em Salamanca, onde foi prefeito dos estudantes. Foi ordenado sacerdote no ano de 1567, época em que se encontrou com Santa Teresa de Ávila (Teresa de Jesus) a reformadora das carmelitas. A Santa fundadora tinha em mente alargar a reforma também aos conventos masculinos da Ordem Carmelita, e seu delicado discernimento fê-la entrever naquele frade, pequeno, extremamente sério, fisicamente insignificante, mas rico interiormente, o parceiro ideal para levar por diante o seu corajoso projecto. Aos vinte e cinco anos de idade João de Yepes mudou de nome, passando a chamar-se João da Cruz e pôs mãos à obra na reforma, fundando em Durvelo o primeiro convento dos carmelitas descalços. Santa Teresa de Jesus chamava-o de seu pequeno Séneca, brincava amavelmente com a sua baixa estatura mas não hesitava em considerá-lo o pai de sua alma, afirmando também que não era possível discorrer com ele sobre Deus sem vê-lo em êxtase. Vinte e sete anos mais jovem que Teresa, João de Yepes é uma das figuras da mística moderna. Mas a chamada “religiosidade do deserto” custou ao santo fundador maus-tratos físicos e difamações: em 1577 ficou preso durante oito meses no cárcere de Toledo. Mas foi nessas trevas exteriores que se acendeu a grande chama da sua poesia espiritual. “Padecer e depois morrer” era o lema do autor da Noite Escura da Alma, da Subida do Monte Carmelo, do Cântico Espiritual e da Chama de Amor Viva. São João da Cruz, morreu no convento de Ubeda, aos quarenta e nove anos, no dia 14 de dezembro de 1591. Foi canonizado em 1726. O Papa Pio XI conferiu-lhe o título de doutor da Igreja, dois séculos depois. Fonte: cf. http://bit.ly/2GhQjLL The post São João da Cruz appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santa Luzia

Santa Luzia de Siracusa era de família nobre e rica. Siracusa foi, na antiguidade, a maior e, pois, a mais importante cidade da Sicília. Quando o pai morreu, Luzia era menina. A mãe criou-a na piedade. Jovenzinha ainda, prometeu a Deus guardar perpétua virgindade, mas a mãe, que nada sabia do voto, propôs-se casá-la. Luzia, contudo, encontrou meios para impedir a execução daquele projeto, quando a boa mulher adoeceu e foi atacada dum fluxo de sangue que a fez sofrer por quatro anos. Inutilmente, os médicos empregaram todos os recursos da arte para curá-la. A filha, extremamente aflita por vê-la em tão triste estado, persuadiu-a a ir a Catana e ali rogar ao Senhor, sobre a sepultura de Santa Ágata. A mãe, afinal, resolveu empreender a viagem, e Luzia acompanhou-a. Ao lado do túmulo da Santa, ambas suplicaram ao Senhor, ardentemente, e foram atendidas. Foi quando Luzia lhe revelou o voto que fizera, pedindo-lhe docemente que permitisse cumpri-lo, o que obteve. Ora , o jovem pretendente à mão da Santa era idólatra. Quando soube que ela pretendia permanecer virgem por toda a vida, e que ia vender todos os bens para distribuir o que apurasse aos pobrezinhos, foi tomado de tremenda cólera, acusando-a de cristã ao governador Pascácio. O juiz condenou-a a ser exposta num lugar de prostituição, mas o Senhor velou por ela: pessoa alguma ousou ofender-lhe o pudor. A PAIXÃO Pascásio mandou prendê-la e convidou-a a sacrificar aos demônios. Luzia respondeu-lhe: – O sacrifício verdadeiro e puro, para Deus, é visitar as viúvas e órfãos, Não fiz outra coisa de tr6es anos a esta parte. Não sacrificarei. Só sacrificarei ao Deus vivo. Agora que não tenho mais nada a sacrificar, ofereço-me a mim mesma como uma hóstia viva a deus soberano: que Ele faça o que quiser de sua hóstia. Pascásio: – Tu podes palrar assim a um cristão semelhante a ti mesma, mas é em vão diante de mim, que sou a guarda das ordenações dos príncipes. Luzia: – Tu, tu guardas as vontades dos teus príncipes, e eu, eu observo, noite e dia, a lei de meu Deus. Tu não queres ofendê-los, eu não posso ofender meu Deus. Tu desejas ser-lhes agradável e eu não tenho outra ambição senão a de agradar a Cristo somente. Faze, pois o que te parece certo e eu farei o que a mim me será útil para a salvação de minha alma. Pascásio: – Tu gastas o teu patrimônio com corruptores. Eis por que falas com uma corteza. Luzia: – Tenho o meu patrimônio em lugar seguro. Jamais privei com corruptores, nem de alma, nem de corpo. Pascásio: – E quais são os corruptores de alma e de corpo? Luzia: – Tu és um corruptor de alma, tu, de quem o apóstolo diz: As más conversações corrompem os bons costumes. Tu persuades os homens a prostituir as almas, de se afastar do Criador e de seguir demônios surdos e cegos, adorando pedras inúteis. Os corruptores do corpo são os que preferem um prazer passageiro aos festins eternos, os que preferem a alegria que passa às alegrias eternas. Pascásio: – Tuas palavras cessarão quando fordes fustigada. Luzia: – As palavras de Deus não podem cessar. Pascásio: – Então tu és Deus? Luzia: – Não, sou serva de Deus altíssimo, que diz: Quando estiveres diante de reis e de juízes por causa de meu nome, não penses no que terás de dizer. Tu dirás aquilo que te será dado a dizer na hora. Não és tu que irás falar, mas o Espírito de teu Pai que falará por ti. Pascásio: – Então o Espírito Santo está em ti? Luzia: – O apóstolo de Deus, Paulo, disse: Os que vivem casta e piedosamente neste século são templo de Deus e o Santo Espírito habita neles. Pascásio: – Farei com que te enviem ao lupanar, e quando lá estiveres e te manchares o Santo Espírito fugirá de ti. Luzia: – O corpo não se mancha se a alma não consentir. Se tu fizeres com que me violem contra a vontade, minha castidade me proporcionará dupla coroa. Pascásio: – Far-te-ei morrer sob o excesso de luxúria, se não consentires com as cerimônias dos Augustos. Luzia: – Tu jamais poderás controlar a minha vontade, fazer com que consinta em pecar. Mas, meu corpo está pronto para todos os suplícios. Por que espera? Filho do diabo, começa a realizar teus desejos de me fazer passar por tormentos! Então Pascásio ordenou que enviassem a virgem de Deus aos debochados, dizendo-lhe: – Entrega tua castidade a todos e goza dela até que me anuncies que ela morreu. Mas quando quiseram levá-la ao lupanar, o Santo Espírito fixou-a no lugar, em que estivera até ali, com tal peso, que não puderam arredá-la. Aproximaram-se outros em grande número para arrancá-la à força, mas não o conseguiram. E a virgem do Cristo permaneceu imóvel. Então amarraram-lhe cordas pelos pés e pelas mãos e a puxaram, mas a jovem continuava fixa e imóvel. Pascásio, incomodado e consternado, chamou os magos, os encantadores, os sacerdotes de tosos os templos e todos os que praticavam as suas superstições para que a tirassem dali, mas não o conseguiram. Então Pascásio, crendo todos que ali jazia imóvel por causa de malefícios, ordenou que lhe atirassem água. Ordenou também que numerosas juntas de boi viessem puxá-la: nada podia mover a virdem do Cristo. Aquela que o Santo Espírito fixara, como poderia ser removida, por mãos de pecadores? Pascásio disse: – Quais são teus malefícios? Luzia respondeu-lhe: – Não são malefícios, mas uma graça de Deus. Pascásio: – Qual a razão pela qual uma frágil jovem não pode ser removida do lugar se mil mãos de homens a puxam? Luzia: – E se tu me enviares dez mil outros, que ouçam por mim o que o Santo Espírito disse: Mil tombam à minha esquerda, dez mil à minha direita. Tendo ouvido aquelas palavras, o juiz insensato mais desgostoso ficou, Procurava os tormentos que a pudessem perder. A santa
Nossa Senhora De Guadalupe

Por volta de 1531, os missionários espanhóis haviam já aprendido a língua dos indígenas para fins de evangelização. Conforme a antiga tradição, foi justamente nesse ano que a Virgem Mãe de Deus apareceu ao recém convertido Juan Diego (João Diogo, em Português), um piedoso índio, na colina de Tepeyac, perto da capital do México. Com muita afabilidade o exortou a ir ter com o Bispo e pedir-lhe que nesse lugar erguessem um Santuário em sua honra. O Bispo da diocese, Dom Frei João de Zumárraga retardou a resposta a fim de averiguar, cuidadosamente, o que tinha acontecido. Quando Juan, movido por uma segunda aparição e nova insistência da Santíssima Virgem, renovou as suas súplicas, entre lágrimas, ordenou-lhe o bispo que pedisse um sinal que comprovasse de que a ordem vinha realmente da grande Mãe de Deus. Vindo Juan, certo dia, de um lugar mais distante, por um caminho que não passa pela colina de Tepeyac e dirigindo-se à capital, à procura de um sacerdote que administrasse os últimos sacramentos ao tio moribundo, a Virgem veio ao seu encontro, pela terceira vez, e consolou-o com a notícia do completo restabelecimento do tio, colocando-lhe no manto estendido belíssimas flores que haviam desabrochado há pouco tempo, apesar da esterilidade do terreno e do inverno: “Escuta, meu filho, não temas; não fiques preocupado ou assustado; não tens que temer essa doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui ao teu lado? Eu sou a Mãe dadivosa. Não te escolhi para mim e não te tomei ao meu cuidado? Não permitas que nada te aflija ou perturbe. Quanto à doença do teu tio, não é mortal. Acredita: agora mesmo ficará curado.” Ao ouvir estas palavras, o piedoso vidente voltou a renovar o seu oferecimento para levar o sinal ao Bispo. A SS. Virgem mandou-o ao lugar onde a tinha visto pela primeira vez, dizendo-lhe que lá encontraria uma grande variedade de flores. Que as colhesse e as trouxesse. Subiu Juan Diego ao alto da colina. No frio mês de Dezembro, naquela terra árida e rochosa, onde nem vegetação havia, tinham brotado abundantes rosas de cor e perfume maravilhosos. Nossa Senhora colocou-as no “poncho” (manta com um buraco no meio por onde enfiavam a cabeça) e mandou levá-las ao Bispo que com este sinal se havia de convencer. Juan Diego obedeceu e, ao despejar as flores perante o Bispo, apareceu uma linda pintura de Nossa Senhora tal como ela se mostrara na colina perto da cidade. O bispo acompanhou Juan ao local designado por Nossa Senhora e depois foi ver o tio dele, já curado. Este, ouvindo descrever a Senhora, assentiu sorrindo: “Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou-me. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac. Disse que sua imagem seria chamada Santa Maria de Guadalupe, embora não tenha explicado o porquê.” A fama do milagre espalhou-se rapidamente por todo o território. Os cidadãos, profundamente impressionados por tão grande prodígio, procuraram guardar respeitosamente a santa Imagem na capela do paço episcopal. Mais tarde, após várias construções e ampliações, chegou-se ao magnífico templo actual. De toda a parte e não só do México, acorrem os homens à Senhora de Guadalupe. Em 1754, escrevia o Papa Bento XIV: “Nela tudo é milagroso: uma imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros; uma Imagem estampada num tecido tão transparente que se pode ver através dele facilmente o povo e a nave da Igreja: uma imagem em nada deteriorada, nem no seu supremo encanto, nem na nitidez das cores, pelas emanações da humidade do lago vizinho que já corroeram a prata, o ouro e o bronze… Deus não procedeu assim com nenhuma outra nação.” Em outros santuários marianos, a fé move os devotos, mas em Guadalupe a celestial visão nunca cessa. Junto a essa presença maternal, ninguém se sente como um filho culpado de Adão; cada qual experimenta a inocente simplicidade e o doce aconchego de um filho amoroso. The post Nossa Senhora de Guadalupe appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
S. Dâmaso I, Papa

À morte do Papa Libério em 366, elegeu-se Dâmaso, espanhol de origem, mas nascido em Roma, onde o pai, chamado Antônio, fora, sucessivamente, escrivão, leitor, diácono e, afinal, padre do título de São Lourenço. Dâmaso serviu na mesma igreja. Quando Libério foi banido, em 355, já ele era diácono da igreja romana e se comprometia, diz-se, por um juramento solene, com o resto do clero de Roma, a jamais receber outro Papa que não Libério, enquanto vivo, ao qual acompanhou mesmo no exílio, por algum tempo. Estava Dâmaso com mais de sessenta anos quando foi eleito pelo julgamento de Deus, segundo testemunho de Santo Ambrósio. Os costumes do Santo eram tão puros, que São Jerônimo o chamou, depois da morte, “Dâmaso de santa memória, virgem e doutor da Igreja virgem”. Foi, então, ordenado na basílica de Lucínio, outrora de São Lourenço, que era título, Pouco tempo depois, Ursino, também diácono da igreja romana, não se conformando com a escolha de Dâmaso, vendo-se preterido, reuniu sediciosos em outra basílica, e persuadiu Paulo, bispo de Tibur, homem grosseiro e ignorante, a ordená-lo bispo, contra a regra da tradição geral, que queria três bispos para ordenar um, e contra o antigo costume da Igreja romana, pelo qual o bispo devia ser ordenado pelo de Óstia. O povo tomou partido no cisma. Juvêncio, prefeito de Roma, e Juliano, prefeito dos víveres, enviaram ao exílio Ursino, e mais os diáconos Amâncio e Lobo, os principais fautores. Os demais iam ser expulsos da cidade. Parte do povo que era do partido de Ursino, porém, revoltou-se. E os que eram do partido de Dâmaso, armando-se de espadas e porretes, correram à basílica de Libério, antigamente de Sicine, onde Ursino fora ordenado e se escondiam aqueles que os do partido do sedicioso haviam levado, arrancados que foram das mãos dos soldados, quando iam ser expulsos da cidade. Cercada a basílica, travou-se grande luta, e trezentas pessoas, ambos os sexos, foram mortas. Vencia o partido de Dâmaso. O prefeito Juvêncio não conseguindo dominar a sedição, retirou-se a uma casa de campo. Quando considero o esplendor de Roma, disse a propósito Amiano Marcelino, não nego os que desejavam aquele lugar não devesse, fazer todos os esforços para consegui-lo porque, uma vez obtido, viriam a enriquecer facilmente tão só com as dádivas das senhoras, que dizer de aparecer em público, carregado, vestido com magnificência? E os magníficos festins? Eram eles de fazer inveja aos reis mesmos! Poderiam ser verdadeiramente felizes! São palavras dum autor pagão, e, pois, justificam-se. Além do testemunho de Amiano, temos ainda outra prova, na qual São Jerônimo lembra Pretextato, personagem célebre na história daqueles tempos pelos cargos que no império ocupou, e que morreu cônsul. Tinha o costume de dizer a Dâmaso, rindo: – Ordenem-me bispo de Roma e far-me-ei cristão. Isto mostra o que significava ser bispo de Roma, coisa que, aos olhos dos pagãos mesmos e segundo o mundo, era a mais importante, mais ilustre que todas as dignidades do império romano. Pretextato foi prefeito de Roma, depois de Juvêncio, e pela conduta justa e sábia, muito contribuiu para acalmar um pouco a tensão. Os cismáticos agiram de tal maneira na corte, que residia sempre nas Gálias, que acabaram por conseguir um rescrito de Valentiniano a Pretextato, pelo qual se permitia a Ursino e seus cúmplices retornarem à cidade, mas com a condição de não mais tomar parte em quaisquer movimentos, caso contrário seriam severamente punidos. Intrigava-se muito na corte. São Dâmaso foi vítima de vários atentados. Provavelmente, o prefeito ou o príncipe deixaram-se embair por intrigas e calúnias. Os partidários de Ursino queriam culpar o Santo, dizendo-o o autor das desordens passadas e do cisma. O fato é que Pretextato, atilado, em tempo sustou princiípios de tumulto: afastou Ursino e restabeleceu a paz e a tranqüilidade em Roma. São Jerônimo e Santo Ambrósio, bem como os concílios de Roma e de Aquiléia, provaram que a causa de todo o mal, proviera dum único culpado – Ursino. São Jerônimo atribui a glória de ter livrado o pontífice legítimo das tramas cismáticas a Evagro, depois bispo de Antioquia e sucessor de Paulino. Estando na corte de Valentiniano por outros negócios, obteve do imperador uma ordem a Pretextato para nova expulsão de Ursino de Roma, bem como doutros chefes da facção. Cada qual foi banido para diferentes lugares, indo o Antipapa para as Gálias. No Ocidente, o imperador Constâncio empregava todas as violências e todos os ardis para implantar o arianismo. Todas as manobras em Rímini foram vãs. Pouco depois, todos os bispos, exceto dois ou três, achavam-se unidos como antigamente na profissão da antiga fé. Todavia, o que o imperador Constâncio procurava desunir, o Papa Libério unira. E Dâmaso continuou a obra de Libério. Para exterminar o cisma de Ursino, São Dâmaso dirigiu-se à terra e ao céu. Os cismáticos, embora sem clérigos, à frente, não deixaram de concorrer às assembléias nos cemitérios, tendo mesmo uma igreja. A uma petição da Igreja romana, Valentiniano a tudo fez cessar, ordenando que todos voltassem ao Papa. Para a volta do clero cismático, São Dâmaso fez votos aos santos mártires. Desde os primeiros tempos de pontificado, reuniu o Santo dois concílios em Roma, onde se confirmou a fé de Nicéia e se declarou nulo tudo aquilo que se procurara fazer em Rímini. As igrejas do Ocidente estavam divididas entre elas mesmas e os arianos, São Basílio escreveu estas memoráveis palavras a Santo Atanásio: “Pareceu-nos conveniente escrever ao bispo de Roma, para que considerasse o que aqui se passa. Como seria difícil de lá enviar deputados para um concílio, aconselhamos que usasse da autoridade nesta questão e escolhesse homens capazes de suportar a fadiga da viagem, que falasse com doçura e firmeza aos que não andam direito, industriando os que vierem ver de perto, que o façam secretamente, sem barulho e por mar, para que os inimigos da paz não se apercebam. Assim, levarão, depois, todas as atas de Rímino, para anular o que pela violência foi feito”. Santo