Beato Ambrósio Traversari – Abade

Ambrósio Traversari foi abade dos camaldulos. Nascido em 1386 numa muito nobre família da Toscana, fez-se camaldulo aos catorze anos, em Florença, no mosteiro de Santa Maria dos Anjos, então grande centro de vida literária. Tendo estudado latim, grego e hebreu, traduziu várias obras de São João Crisóstomo. Quando o Papa Eugênio IV, em 1431, pô-lo à frente de sua ordem para reformá-la, atirou-se de corpo e alma ao trabalho. Enviado como legado ao concílio de Bale, em 1435, contribuiu grandemente para manter o prestígio do papado. Helinista , e helenista muito hábil, doutíssimo em teologia oriental, Ambrósio impôs-se nas discussões entre a Igreja latina e a grega. Superior geral dos camaldulos, foi doce e enérgico ao mesmo tempo. Letrado e erudito, humilde e piedoso, legado e homem de Estado, não houve quem lhe negasse os méritos e as virtudes. A 6 de Julho de 1439, na catedral de Florença, o ato da união das igrejas latina e grega, que o bem-aventurado, com infinitos de carinho, preparou e redigiu, foi reclamado. Grande triunfo, aquele. Dir-se-ia o seu canto de cisne, porque, cansado, morreu, de repente a 20 de outubro. (Vida dos Santos, Padre Rohbarcher, Volume XX, p. 168-169) The post Beato Ambrósio Traversari – Abade appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo Abdias, Profeta – Antigo Testamento

Abdias, um dos chamados “pequenos” profetas, quer dizer Servidor de Javé, do hebreu Obadyah ou Obadyahu. O livro deste santo profeta é um dos mais curtos da Bíblia, com vinte e um versículos. No hebreu e na Vulgata latina, Abdias é o quarto dos pequenos profetas, situado entre Amós e Jonas. No grego, é o quinto, entre Joel e Jonas. A profecia de Abdias compreende duas partes: a primeira do tipo oráculo contra as nações e a segunda apocalíptica. Não se sabe ao certo a época em que o profeta viveu. Anunciou aos idumens os castigos que Deus lhe enviaria, por causa do modo desumano com que tinham tratado o povo de Judá e de Jacó, seu irmão. Profetiza a ruína da idolatria e o estabelecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. PROFECIA DE ABDIAS Visão de Abdias. Isto diz o Senhor Deus a Edom: Eis que ouvimos do Senhor, que um mensageiro foi enviado a dizer às nações: Levantai-vos e partamos todos contra Edon, para o combater. Tu vês (diz o Senhor a Edom) que te fiz pequenino entre as nações; és desprezível em extremo. A soberba do teu coração transviou-te. A ti que habitas nas fendas dos rochedos, que fazes das alturas a tua morada, que dizes dentro do teu coração: Quem me fará cair por terra? Ainda que te eleves, como a águia, e ponhas o teu ninho entre os astros, precipitar-te-ei de lá, diz o Senhor. Se ladrões entrassem em tua casa – ou salteadores de noite – não se teriam contentado com roubar o preciso (deixando o resto)? Se viessem a ti vindimadores (à tua vinha), não deixariam nada de rebusco? Como esquadrinharam a Esaú, (ou os idumeus) investigaram os seus esconderijos! Expulsaram-te até a fronteira; todos os teus aliados zombaram de ti; os (que se diziam) teus amigos subjugaram-te; os que, comiam o teu pão, armaram-te laços à falsa fé. Edom não tem inteligência! Acaso naquele dia não farei desaparecer do monte de Esaú? Os teus vaçentes, ó Teman, serão tomados de medo, de maneira que morrerá todo o varão, sobre o monte de Esaú. Por causa da mortandade, da violência que cometeste contra o teu irmão Jacó, cobrir-te-á a confusão, e perecerás para sempre. No dia em que, diante de ti (sem te importares com isso), bárbaros faziam prisioneiro o seu exército, em que estrangeiros entrava, pelas portas e deitavam sortes sobre Jerusalém, tu também eras como um deles. Não te deleites contemplando teu irmão, no dia do seu infortúnio; não te alegres sobre os filhos de Judá no dia da sua perdição; não te portes com insolência no dia da angústia. Não entres pelas portas (ou cidades) do meu povo no dia da sua ruína (para recolher despojos); não te alegres com os seus males no dia da sua desgraça; não deites a mão às riquezas no dia da sua calamidade; não te ponhas nas encruzilhadas para matar os (hebreus) que fugirem;não entregues o resto dos seus habitantes no dia da tribulação. Porque o dia (do castigo) do Senhor está perto para todas as nações, far-se-á contigo como tu fizeste (com o meu povo); (Deus) fará cair sobre a tua cabeça as tuas obras. Assim como vós bebestes (sacrilegamente) sobre o meu santo monte, assim também beberão de contínuo (do cálice da cólera divina) todas as (outras) nações (idólatras); beberão, sorverão, e virão a ser como se nunca tivessem sido. Mas sobre o monte Sião haverá escarpados, será (um lugar) santo e a casa de Jacó despojará aqueles que a despojaram. A casa de Jacó será um fogo, a casa de José uma chama, e a casa de Esaú palha seca, a qual será abrasada e devorada por aquelas, sem ficar resto algum da casa de Esaú, porque o Senhor assim o disse. Os que habitam na planície (tomarão) o país dos filisteus. Serão senhores do país de Efraim e do território de Samaria, e Benjamim possuirá Galaad. Os dispersos (até então) do exército dos filhos de Israel ocuparão todas as terras dos cananeus até Sarepta e os deportados de Jerusalém, que estão em Sefarad, possuirão as cidades do meio-dia. Subirão salvadores ao monte de Sião para julgar o monte de Esaú, e império pertencerá ao Senhor. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 154 à 157) The post Santo Abdias, Profeta – Antigo Testamento appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo Abdias, Profeta – Antigo Testamento

Abdias, um dos chamados “pequenos” profetas, quer dizer Servidor de Javé, do hebreu Obadyah ou Obadyahu. O livro deste santo profeta é um dos mais curtos da Bíblia, com vinte e um versículos. No hebreu e na Vulgata latina, Abdias é o quarto dos pequenos profetas, situado entre Amós e Jonas. No grego, é o quinto, entre Joel e Jonas. A profecia de Abdias compreende duas partes: a primeira do tipo oráculo contra as nações e a segunda apocalíptica. Não se sabe ao certo a época em que o profeta viveu. Anunciou aos idumens os castigos que Deus lhe enviaria, por causa do modo desumano com que tinham tratado o povo de Judá e de Jacó, seu irmão. Profetiza a ruína da idolatria e o estabelecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. PROFECIA DE ABDIAS Visão de Abdias. Isto diz o Senhor Deus a Edom: Eis que ouvimos do Senhor, que um mensageiro foi enviado a dizer às nações: Levantai-vos e partamos todos contra Edon, para o combater. Tu vês (diz o Senhor a Edom) que te fiz pequenino entre as nações; és desprezível em extremo. A soberba do teu coração transviou-te. A ti que habitas nas fendas dos rochedos, que fazes das alturas a tua morada, que dizes dentro do teu coração: Quem me fará cair por terra? Ainda que te eleves, como a águia, e ponhas o teu ninho entre os astros, precipitar-te-ei de lá, diz o Senhor. Se ladrões entrassem em tua casa – ou salteadores de noite – não se teriam contentado com roubar o preciso (deixando o resto)? Se viessem a ti vindimadores (à tua vinha), não deixariam nada de rebusco? Como esquadrinharam a Esaú, (ou os idumeus) investigaram os seus esconderijos! Expulsaram-te até a fronteira; todos os teus aliados zombaram de ti; os (que se diziam) teus amigos subjugaram-te; os que, comiam o teu pão, armaram-te laços à falsa fé. Edom não tem inteligência! Acaso naquele dia não farei desaparecer do monte de Esaú? Os teus vaçentes, ó Teman, serão tomados de medo, de maneira que morrerá todo o varão, sobre o monte de Esaú. Por causa da mortandade, da violência que cometeste contra o teu irmão Jacó, cobrir-te-á a confusão, e perecerás para sempre. No dia em que, diante de ti (sem te importares com isso), bárbaros faziam prisioneiro o seu exército, em que estrangeiros entrava, pelas portas e deitavam sortes sobre Jerusalém, tu também eras como um deles. Não te deleites contemplando teu irmão, no dia do seu infortúnio; não te alegres sobre os filhos de Judá no dia da sua perdição; não te portes com insolência no dia da angústia. Não entres pelas portas (ou cidades) do meu povo no dia da sua ruína (para recolher despojos); não te alegres com os seus males no dia da sua desgraça; não deites a mão às riquezas no dia da sua calamidade; não te ponhas nas encruzilhadas para matar os (hebreus) que fugirem;não entregues o resto dos seus habitantes no dia da tribulação. Porque o dia (do castigo) do Senhor está perto para todas as nações, far-se-á contigo como tu fizeste (com o meu povo); (Deus) fará cair sobre a tua cabeça as tuas obras. Assim como vós bebestes (sacrilegamente) sobre o meu santo monte, assim também beberão de contínuo (do cálice da cólera divina) todas as (outras) nações (idólatras); beberão, sorverão, e virão a ser como se nunca tivessem sido. Mas sobre o monte Sião haverá escarpados, será (um lugar) santo e a casa de Jacó despojará aqueles que a despojaram. A casa de Jacó será um fogo, a casa de José uma chama, e a casa de Esaú palha seca, a qual será abrasada e devorada por aquelas, sem ficar resto algum da casa de Esaú, porque o Senhor assim o disse. Os que habitam na planície (tomarão) o país dos filisteus. Serão senhores do país de Efraim e do território de Samaria, e Benjamim possuirá Galaad. Os dispersos (até então) do exército dos filhos de Israel ocuparão todas as terras dos cananeus até Sarepta e os deportados de Jerusalém, que estão em Sefarad, possuirão as cidades do meio-dia. Subirão salvadores ao monte de Sião para julgar o monte de Esaú, e império pertencerá ao Senhor. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 154 à 157) The post Santo Abdias, Profeta – Antigo Testamento appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo Abdias, Profeta – Antigo Testamento

Abdias, um dos chamados “pequenos” profetas, quer dizer Servidor de Javé, do hebreu Obadyah ou Obadyahu. O livro deste santo profeta é um dos mais curtos da Bíblia, com vinte e um versículos. No hebreu e na Vulgata latina, Abdias é o quarto dos pequenos profetas, situado entre Amós e Jonas. No grego, é o quinto, entre Joel e Jonas. A profecia de Abdias compreende duas partes: a primeira do tipo oráculo contra as nações e a segunda apocalíptica. Não se sabe ao certo a época em que o profeta viveu. Anunciou aos idumens os castigos que Deus lhe enviaria, por causa do modo desumano com que tinham tratado o povo de Judá e de Jacó, seu irmão. Profetiza a ruína da idolatria e o estabelecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. PROFECIA DE ABDIAS Visão de Abdias. Isto diz o Senhor Deus a Edom: Eis que ouvimos do Senhor, que um mensageiro foi enviado a dizer às nações: Levantai-vos e partamos todos contra Edon, para o combater. Tu vês (diz o Senhor a Edom) que te fiz pequenino entre as nações; és desprezível em extremo. A soberba do teu coração transviou-te. A ti que habitas nas fendas dos rochedos, que fazes das alturas a tua morada, que dizes dentro do teu coração: Quem me fará cair por terra? Ainda que te eleves, como a águia, e ponhas o teu ninho entre os astros, precipitar-te-ei de lá, diz o Senhor. Se ladrões entrassem em tua casa – ou salteadores de noite – não se teriam contentado com roubar o preciso (deixando o resto)? Se viessem a ti vindimadores (à tua vinha), não deixariam nada de rebusco? Como esquadrinharam a Esaú, (ou os idumeus) investigaram os seus esconderijos! Expulsaram-te até a fronteira; todos os teus aliados zombaram de ti; os (que se diziam) teus amigos subjugaram-te; os que, comiam o teu pão, armaram-te laços à falsa fé. Edom não tem inteligência! Acaso naquele dia não farei desaparecer do monte de Esaú? Os teus vaçentes, ó Teman, serão tomados de medo, de maneira que morrerá todo o varão, sobre o monte de Esaú. Por causa da mortandade, da violência que cometeste contra o teu irmão Jacó, cobrir-te-á a confusão, e perecerás para sempre. No dia em que, diante de ti (sem te importares com isso), bárbaros faziam prisioneiro o seu exército, em que estrangeiros entrava, pelas portas e deitavam sortes sobre Jerusalém, tu também eras como um deles. Não te deleites contemplando teu irmão, no dia do seu infortúnio; não te alegres sobre os filhos de Judá no dia da sua perdição; não te portes com insolência no dia da angústia. Não entres pelas portas (ou cidades) do meu povo no dia da sua ruína (para recolher despojos); não te alegres com os seus males no dia da sua desgraça; não deites a mão às riquezas no dia da sua calamidade; não te ponhas nas encruzilhadas para matar os (hebreus) que fugirem;não entregues o resto dos seus habitantes no dia da tribulação. Porque o dia (do castigo) do Senhor está perto para todas as nações, far-se-á contigo como tu fizeste (com o meu povo); (Deus) fará cair sobre a tua cabeça as tuas obras. Assim como vós bebestes (sacrilegamente) sobre o meu santo monte, assim também beberão de contínuo (do cálice da cólera divina) todas as (outras) nações (idólatras); beberão, sorverão, e virão a ser como se nunca tivessem sido. Mas sobre o monte Sião haverá escarpados, será (um lugar) santo e a casa de Jacó despojará aqueles que a despojaram. A casa de Jacó será um fogo, a casa de José uma chama, e a casa de Esaú palha seca, a qual será abrasada e devorada por aquelas, sem ficar resto algum da casa de Esaú, porque o Senhor assim o disse. Os que habitam na planície (tomarão) o país dos filisteus. Serão senhores do país de Efraim e do território de Samaria, e Benjamim possuirá Galaad. Os dispersos (até então) do exército dos filhos de Israel ocuparão todas as terras dos cananeus até Sarepta e os deportados de Jerusalém, que estão em Sefarad, possuirão as cidades do meio-dia. Subirão salvadores ao monte de Sião para julgar o monte de Esaú, e império pertencerá ao Senhor. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 154 à 157) The post Santo Abdias, Profeta – Antigo Testamento appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo Abdias, Profeta – Antigo Testamento

Abdias, um dos chamados “pequenos” profetas, quer dizer Servidor de Javé, do hebreu Obadyah ou Obadyahu. O livro deste santo profeta é um dos mais curtos da Bíblia, com vinte e um versículos. No hebreu e na Vulgata latina, Abdias é o quarto dos pequenos profetas, situado entre Amós e Jonas. No grego, é o quinto, entre Joel e Jonas. A profecia de Abdias compreende duas partes: a primeira do tipo oráculo contra as nações e a segunda apocalíptica. Não se sabe ao certo a época em que o profeta viveu. Anunciou aos idumens os castigos que Deus lhe enviaria, por causa do modo desumano com que tinham tratado o povo de Judá e de Jacó, seu irmão. Profetiza a ruína da idolatria e o estabelecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. PROFECIA DE ABDIAS Visão de Abdias. Isto diz o Senhor Deus a Edom: Eis que ouvimos do Senhor, que um mensageiro foi enviado a dizer às nações: Levantai-vos e partamos todos contra Edon, para o combater. Tu vês (diz o Senhor a Edom) que te fiz pequenino entre as nações; és desprezível em extremo. A soberba do teu coração transviou-te. A ti que habitas nas fendas dos rochedos, que fazes das alturas a tua morada, que dizes dentro do teu coração: Quem me fará cair por terra? Ainda que te eleves, como a águia, e ponhas o teu ninho entre os astros, precipitar-te-ei de lá, diz o Senhor. Se ladrões entrassem em tua casa – ou salteadores de noite – não se teriam contentado com roubar o preciso (deixando o resto)? Se viessem a ti vindimadores (à tua vinha), não deixariam nada de rebusco? Como esquadrinharam a Esaú, (ou os idumeus) investigaram os seus esconderijos! Expulsaram-te até a fronteira; todos os teus aliados zombaram de ti; os (que se diziam) teus amigos subjugaram-te; os que, comiam o teu pão, armaram-te laços à falsa fé. Edom não tem inteligência! Acaso naquele dia não farei desaparecer do monte de Esaú? Os teus vaçentes, ó Teman, serão tomados de medo, de maneira que morrerá todo o varão, sobre o monte de Esaú. Por causa da mortandade, da violência que cometeste contra o teu irmão Jacó, cobrir-te-á a confusão, e perecerás para sempre. No dia em que, diante de ti (sem te importares com isso), bárbaros faziam prisioneiro o seu exército, em que estrangeiros entrava, pelas portas e deitavam sortes sobre Jerusalém, tu também eras como um deles. Não te deleites contemplando teu irmão, no dia do seu infortúnio; não te alegres sobre os filhos de Judá no dia da sua perdição; não te portes com insolência no dia da angústia. Não entres pelas portas (ou cidades) do meu povo no dia da sua ruína (para recolher despojos); não te alegres com os seus males no dia da sua desgraça; não deites a mão às riquezas no dia da sua calamidade; não te ponhas nas encruzilhadas para matar os (hebreus) que fugirem;não entregues o resto dos seus habitantes no dia da tribulação. Porque o dia (do castigo) do Senhor está perto para todas as nações, far-se-á contigo como tu fizeste (com o meu povo); (Deus) fará cair sobre a tua cabeça as tuas obras. Assim como vós bebestes (sacrilegamente) sobre o meu santo monte, assim também beberão de contínuo (do cálice da cólera divina) todas as (outras) nações (idólatras); beberão, sorverão, e virão a ser como se nunca tivessem sido. Mas sobre o monte Sião haverá escarpados, será (um lugar) santo e a casa de Jacó despojará aqueles que a despojaram. A casa de Jacó será um fogo, a casa de José uma chama, e a casa de Esaú palha seca, a qual será abrasada e devorada por aquelas, sem ficar resto algum da casa de Esaú, porque o Senhor assim o disse. Os que habitam na planície (tomarão) o país dos filisteus. Serão senhores do país de Efraim e do território de Samaria, e Benjamim possuirá Galaad. Os dispersos (até então) do exército dos filhos de Israel ocuparão todas as terras dos cananeus até Sarepta e os deportados de Jerusalém, que estão em Sefarad, possuirão as cidades do meio-dia. Subirão salvadores ao monte de Sião para julgar o monte de Esaú, e império pertencerá ao Senhor. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 154 à 157) The post Santo Abdias, Profeta – Antigo Testamento appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo Abdias, Profeta – Antigo Testamento

Abdias, um dos chamados “pequenos” profetas, quer dizer Servidor de Javé, do hebreu Obadyah ou Obadyahu. O livro deste santo profeta é um dos mais curtos da Bíblia, com vinte e um versículos. No hebreu e na Vulgata latina, Abdias é o quarto dos pequenos profetas, situado entre Amós e Jonas. No grego, é o quinto, entre Joel e Jonas. A profecia de Abdias compreende duas partes: a primeira do tipo oráculo contra as nações e a segunda apocalíptica. Não se sabe ao certo a época em que o profeta viveu. Anunciou aos idumens os castigos que Deus lhe enviaria, por causa do modo desumano com que tinham tratado o povo de Judá e de Jacó, seu irmão. Profetiza a ruína da idolatria e o estabelecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. PROFECIA DE ABDIAS Visão de Abdias. Isto diz o Senhor Deus a Edom: Eis que ouvimos do Senhor, que um mensageiro foi enviado a dizer às nações: Levantai-vos e partamos todos contra Edon, para o combater. Tu vês (diz o Senhor a Edom) que te fiz pequenino entre as nações; és desprezível em extremo. A soberba do teu coração transviou-te. A ti que habitas nas fendas dos rochedos, que fazes das alturas a tua morada, que dizes dentro do teu coração: Quem me fará cair por terra? Ainda que te eleves, como a águia, e ponhas o teu ninho entre os astros, precipitar-te-ei de lá, diz o Senhor. Se ladrões entrassem em tua casa – ou salteadores de noite – não se teriam contentado com roubar o preciso (deixando o resto)? Se viessem a ti vindimadores (à tua vinha), não deixariam nada de rebusco? Como esquadrinharam a Esaú, (ou os idumeus) investigaram os seus esconderijos! Expulsaram-te até a fronteira; todos os teus aliados zombaram de ti; os (que se diziam) teus amigos subjugaram-te; os que, comiam o teu pão, armaram-te laços à falsa fé. Edom não tem inteligência! Acaso naquele dia não farei desaparecer do monte de Esaú? Os teus vaçentes, ó Teman, serão tomados de medo, de maneira que morrerá todo o varão, sobre o monte de Esaú. Por causa da mortandade, da violência que cometeste contra o teu irmão Jacó, cobrir-te-á a confusão, e perecerás para sempre. No dia em que, diante de ti (sem te importares com isso), bárbaros faziam prisioneiro o seu exército, em que estrangeiros entrava, pelas portas e deitavam sortes sobre Jerusalém, tu também eras como um deles. Não te deleites contemplando teu irmão, no dia do seu infortúnio; não te alegres sobre os filhos de Judá no dia da sua perdição; não te portes com insolência no dia da angústia. Não entres pelas portas (ou cidades) do meu povo no dia da sua ruína (para recolher despojos); não te alegres com os seus males no dia da sua desgraça; não deites a mão às riquezas no dia da sua calamidade; não te ponhas nas encruzilhadas para matar os (hebreus) que fugirem;não entregues o resto dos seus habitantes no dia da tribulação. Porque o dia (do castigo) do Senhor está perto para todas as nações, far-se-á contigo como tu fizeste (com o meu povo); (Deus) fará cair sobre a tua cabeça as tuas obras. Assim como vós bebestes (sacrilegamente) sobre o meu santo monte, assim também beberão de contínuo (do cálice da cólera divina) todas as (outras) nações (idólatras); beberão, sorverão, e virão a ser como se nunca tivessem sido. Mas sobre o monte Sião haverá escarpados, será (um lugar) santo e a casa de Jacó despojará aqueles que a despojaram. A casa de Jacó será um fogo, a casa de José uma chama, e a casa de Esaú palha seca, a qual será abrasada e devorada por aquelas, sem ficar resto algum da casa de Esaú, porque o Senhor assim o disse. Os que habitam na planície (tomarão) o país dos filisteus. Serão senhores do país de Efraim e do território de Samaria, e Benjamim possuirá Galaad. Os dispersos (até então) do exército dos filhos de Israel ocuparão todas as terras dos cananeus até Sarepta e os deportados de Jerusalém, que estão em Sefarad, possuirão as cidades do meio-dia. Subirão salvadores ao monte de Sião para julgar o monte de Esaú, e império pertencerá ao Senhor. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 154 à 157) The post Santo Abdias, Profeta – Antigo Testamento appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Dedicação Das Basílicas De São Pedro E São Paulo, Apóstolos

A Basílica de São Pedro de Roma, cuja cúpula é a primeira coisa que o peregrino, emocionado, vê, a caminho da Cidade Eterna, é a maior do globo. Nela repousa o primeira vigário de Nosso Senhor. Erguida à glória do Mestre e do Príncipe dos Apóstolos, começava por Bramante, em 1506, deve a cúpula ao gênio do imortal Miguel Ângelo, que nela trabalhou de 1546 a 1564. Carlos Maderna elevou-lhe a fachada e terminou a nave, de 1607 a 1614. Bernino levantou o grande baldaquino do altar-mor em 1623 e continuou até a morte a decoração interior. Foi quem desenhou a praça com a colunata. Urbano VIII, a 18 de novembro de 1626, consagrava a basílica, em cujo centro repousa São Pedro. Sobre a tumba do apóstolo, dizia o Papa Pio XII na radiomensagem de 23 de dezembro de 1950, falando a respeito das explorações levadas a efeito: O resultado foi riquíssimo, importantíssimo. Mas a questão essencial é a seguinte: encontrou-se verdadeiramente a tumba de São Pedro? A esta pergunta, a conclusão final dos trabalhos e dos estudos responde muito claramente pela afirmativa: sim, a tumba do Príncipe dos Apóstolos foi encontrada. Uma segunda questão, subordinada à primeira, diz respeito às relíquias do Santo: foram elas encontradas? À beira da sepultura encontraram-se restos de ossos humanos. Pertenciam eles ao despojo mortal do Apóstolo? Não é possível prová-lo com certeza. Isso, entretanto, deixa intacta a realidade histórica da tumba. A gigantesca cúpula desenvolve a sua curva exatamente sobre o sepulcro do primeiro bispo de Roma, do primeiro Papa; sepulcro originalmente muito modesto, mas sobre o qual a veneração dos séculos posteriores elevou, por uma maravilhosa sucessão de trabalhos, o maior templo da cristandade. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 119-120) ***** O Papa Pio IX quis que as dedicações das basílicas de São Pedro e de São Paulo fossem celebradas juntas a 18 de Novembro. Como São Pedro, São Paulo foi enterrado, possivelmente, no lugar do suplício, num cemitério comum a todos. A basílica, situada num lugar relativamente distante da cidade, foi restaurada, de 440 a 461, pelo Papa São Leão. A 15 de julho de 1823, um incêndio destruiu-a, de modo que foi necessário reerguê-la, o que a tornou mais bela. Ainda pode ser vista, sob o altar, a placa de mármore que cobre a tumba de São Paulo, onde se lê: “Paulo, Apóstolo, mártir.” Admite-se, desde há muito, que o túmulo do grande Apóstolo foi por diversas vezes aberto e mesmo violado. Lemos no martirológio romano: Em Roma, a Dedicação das Basílicas de São Pedro e de São Paulo, apóstolos. A primeira, tendo sido reconstruída e aumentada, foi solenemente consagrada neste dia, pelo Soberano Pontífice urbano VIII (1626). A segunda, depois de ter sido completamente destruída por deplorável incêndio, foi reerguida com mais magnificência e consagrada solenemente a 10 de dezembro por Pio IX (1854), que fixou no presente dia a comemoração anual deste dedicação. Desde os tempos de Gregório II (715-731) o serviço na basílica de São Paulo foi assegurado por monges beneditinos. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 121-122) The post Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo, Apóstolos appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santa Isabel Da Hungria, Religiosa

Em 1207, a rainha Gertrudes, esposa do rei André da Hungria deu à luz uma filha, que recebeu na pia batismal o nome de Isabel. Desde o berço, a menina deu provas do destino que Deus lhe reservara. Os nomes consagrados pela religião foram as primeiras palavras que lhe impressionaram a atenção, os primeiros também que ela balbuciou, à medida que a língua se lhe desprendia. Quando pode desembaraçadamente falar, principiou a recitar orações. Prestava surpreendente atenção aos primeiros ensinamentos da fé que lhe ministravam, se bem que uma luz interior já lhe aclarasse aquelas santas verdades, que então, se concretizavam. Com a idade de três anos, segundo afirmam seus biógrafos, era toda ela ternura e compaixão pelos pobres, esforçando-se por suavizar-lhe com presentes, a miséria. Do berço, saíram-lhe a primeira esmola e a primeira oração. Pesarosa, via as guerras que se alastravam na Hungria. Quando cessaram, à volta da tranqüilidade, o rei André viu, satisfeito, que as violações da lei de Deus, os excessos, as blasfêmias iam sendo menos freqüentes, e a princezinha alegrava-se. O duque da Turíngia, um belo dia, pediu a jovem princesa em casamento, para o filho, o duque Luís. Isabel foi, assim, educada na corte da Turíngia desde a idade de quatro anos. Desde então, todos os pensamentos, todas as emoções pareciam estar concentrados no desejo de servir a Deus e merecer o céu. Todas as vezes que podia, entrava na capela do castelo, e lá, deitando-se ao pé do altar, abria um grande saltério, embora não soubesse ler. Olhava-o terna, demoradamente, como que adivinhando o que continha e elevando o pensamento para o céu, ficava tempo enorme a rezar, em recolhimento precoce para a meditação. Quando brincava com as companheiras, tudo fazia para que, sem perceberem, se encaminhassem à capela. Se sozinha, encontrando-a fechada, ternamente beijava a porta, a fechadura, os muros exteriores, por amor de Deus, que lá dentro repousava. Em todos os brinquedos era o pensamento de Deus que dominava. Esperava ganhá-lo um dia, porque dava aos pobres tudo aquilo que lhe davam, impondo-lhes a recitação dum determinado número de Padre-nossos e Ave-Marias. Desejava sempre estar próxima de Deus, e, quando achava que já fazia algumas horas que não rezava, porque com as companheiras, inventava: – Atiremo-nos ao chão, e vejamos quem mais tempo ficará com a respiração suspensa. Assim, por terra, aproveitava-se para dirigir-se a Deus com um rápido Padre-nosso, uma curta jaculatória ou uma Ave-Maria. Quando moça, já esposa e mãe, deliciava-se em referir aqueles inocentes ardis da infância. Quase sempre também, conduzia as amiguinhas ao cemitério, E, dizia-lhes: – Lembrai-vos que um dia nós também não seremos mais nada aqui na terra. Aproximava-se do ossário, chamava-se as companheiras e dizia, apontando os ossos que lá branqueavam: – Eis os ossos dos mortos.Esses ossos pertenceram a pessoas que foram vivas como nós, e agora estão mortas como um dia também estaremos. Contemplava aqueles restos, com tristeza, e propunha: – Vamos, ajoelhemo-nos que e rezemos. Repeti comigo: “Senhor, por tua morte cruel e por tua Mãe Maria, dá paz às pobres almas”. Diz um autor que, lá do cemitério, o grupo brincava, e que o menino Jesus frequentemente aparecia, saudava as crianças e com elas brincava também, Isabel, porém, quando as amigas contavam o fato, repreendia-as, proibindo-as de referir o que quer que fosse. Quando não brincava, procurava aprender o maior número possível de orações. Tudo aquilo que lhe falasse de Deus e da santa lei lhe era caríssimo. Propusera-se recitar determinado número de orações por dia, e enquanto não se desincumbisse do proposto voluntariamente, não se deitava. Sentia já que grande era o prêmio conferido à modéstia e ao decoro, de modo que arranjava o véu de tal maneira, que se lhe viam o menos possível, os traços infantis. A caridade sem limites, que mais tarde devia identificar-se com a própria vida, já lhe inflamava a alma predestinada. Distribuía todo o dinheiro recebido dos pais adotivos, ou o que deles conseguia arranjar sob qualquer pretexto. Todos os dias, invariavelmente pela tardinha, ia às cozinhas do castelo em busca do que sobrara e, com cuidado, levava o que conseguia colher aos pobres esfaimados, que se haviam acostumado a esperá-la. Com pães, roscas, doces, carne, que lhes matava a fome, abençoavam-na, retiravam-se mais aliviados e com a alma em festa. Tais incursões nas cozinhas não era muito do agrado de copeiros e cozinheiros e, não raro, quando Isabel aparecia, fechavam a carranca. Era costume, naqueles tempos, que as princesas e as jovens da nobreza tirassem a sorte entre os santos apóstolos para ter um deles como padroeiro especial. Isabel, que já havia escolhido a santa Virgem como protetora e advogada suprema, nutria veneração incomum por São João Evangelista, por causa da pureza virginal, da qual o apóstolo era o representante inconteste. Com ardor, pôs-se a suplicar a Nosso Senhor. – Ó Jesus meu, fazei que a sorte caia em vosso apóstolo João! Humildemente, foi ter com as companheiras e, com elas, à eleição. Para a sorte, procedia-se da seguinte maneira: levavam-se ao altar doze velas, nas quais iam escritos os nomes dos apóstolos, um em cada uma; lá eram misturadas. Em seguida, as postulantes, cada qual por sua vez, ao acaso, tirava uma das velas. Isabel, como princesa, foi a primeira. Colheu uma das velas. Era a que levava o nome de São João Evangelista. Satisfeita quis repetir a prova, para ver se o santo apóstolo, devia mesmo ser o padroeiro que Deus lhe daria. E não só mais uma, mas uma terceira vez, sempre colheu a vela que trazia o nome do apóstolo venerado pela pureza. Vendo-se recomendada ao bom apóstolo, por uma especial manifestação da Providência, sentiu crescer por ele a devoção que já era grande, e foi fiel ao culto que se propôs render-lhe por toda a vida. Tudo aquilo que lhe pedissem em nome de São João não se recusava fazer. Tal foi a primeira infância e juventude de Isabel. Em meio às graças que Deus lhe
Santa Gertrudes, Abadessa

Santa Gertrudes, irmã de Santa Mechtilde ou Matilde, nasceu em Islebe, na alta Saxônia. Eram elas condessas de Hackborn, parentes próximas do imperador Frederico II. Levadas às beneditinas de Rodersdorf, na diocese de Halberstadt, ali tomaram o hábito. Gertrudes foi feita abadessa do mosteiro, em 1294. No ano seguinte, encarregou-se do governo do mosteiro de Heldelfs, onde se retirara com as religiosas. Tendo aprendido latim na juventude, como então se fazia naquele tempo, escrevia muito nem nessa língua; daí a facilidade que encontrou para interpretar as Sagradas Escrituras, das quais tinha conhecimento pouco comum, e progredir nas ciências que tinham a religião como objeto. Da oração e da contemplação, todavia, fazia Gertrudes o principal exercício, e a elas dedicava grande parte do tempo. A santa governava sobretudo de meditar sobre a Paixão e sobre a Eucaristia. As lágrimas que a inundavam, não as podia reter. Quando falava de Jesus Cristo e dos mistérios de sua vida adorável, fazia-o com tal unção e tão vivos transportes de amor, que arrebatava a quem a ouvisse. Era habitualmente favorecida com dons extraordinários, quando orava. Os arrebatamentos, os êxtases eram-lhe, por assim dizer, familiares. Um dia, cantando na igreja: Eu vi o Senhor face a face, viu um como rosto de beleza indescritível, todo luminoso, cujos raios, abrasando-lhe o coração, lhe transmitiram delícias que nenhuma língua jamais poderia exprimir. O amor divino que a queimava e consumia parecia ser o único princípio de suas afeições e de suas ações. Daí o inteiro afastamento do mundo e das vaidades . Domou a carne e destruiu tudo aquilo que porventura pudesse opor-se ao reino perfeito de Jesus Cristo, pela prática da obediência e pela renúncia da própria vontade, pelas vigílias, pelos jejuns e abstinências. Era, tudo isso, o fundamento das virtudes admiráveis, virtudes que o Senhor se dignou dar-lhe. Em si mesma, só procurava o que era imperfeição, para aperfeiçoar-se, transmudando-se. Desejava ser desprezada pelos outros, tanto desprezava a si mesma. Costumava dizer que um dos maiores milagres da bondade divina era o de respirar ainda sobre a terra, tão imperfeita se achava. Longe de ser deslumbrada pela qualidade de superiora, comportava-se como se fora a última servidora do mosteiro. Julgava-se mesmo indigna de aproximar-se das irmãs. O amor que votava à contemplação não a fizera negligenciar os deveres comuns, pois lhe cabia o cuidado das filhas que governava, às quais devia prover nas necessidades, tanto do corpo como da alma. Seu amor por Jesus Cristo; todos os dias, pela manhã pedia-lhe proteção. As almas que sofrem no purgatório eram-lhe também objeto de caridade. Sem cessar, com muito fervor, suplicava a Deus lhes desse logo a paz do refrigério, junto aos justos. Santa Gertrudes traçou o verdadeiro retrato da alma no livro de suas Revelações. São as suas comunicações com Deus e os seus transportes de amor. Esta obra, depois da de Santa Teresa, é talvez a mais útil aos contemplativos e a mais apropriada para nutrir a piedade nas almas. Santa Gertrudes propôs diversos exercícios para que se caminhe à perfeição. O que ela prescreve pela renovação dos votos do batismo tem por objetivo levar a alma a renunciar inteiramente ao mundo e a si mesma, a se consagrar ao puro amor de Deus, cumprindo-lhe a vontade em tudo. Os temas, desenvolve-se com sublimidade e solidez. Pede a Deus que possa morrer para ela mesma, para nele ser sepultada, de modo que só Ele lhe conheça o túmulo. Não quero ter outras funções senão aquelas do amor ou que o amor dirige. Tais sentimentos são repetidos com uma admirável variedade em diversas passagens das Revelações. Na última parte, a Santa fixa-se principalmente nos ardorosos desejos de ser o mais cedo possível unida ao objeto de seu amor na glória eterna. Pede ao Salvador que a faça, por sua infinita misericórdia, tal qual tenha que ser para poder estar, um dia, na glória com Ele. Os suspiros pelos quais exprime o ardor dos desejos de se unir a Deus na beatitude são, na maior parte, tão celestes, que não se acredita sejam dum mortal, mas de habitantes dos céus. Que poderíamos dizer da castidade de Santa Gertrudes? Nenhuma esposa de Jesus Cristo jamais levou tão longe as precauções próprias para conservar a pureza da alma e do corpo. Afinal, chegou-lhe o momento pelo qual suspirava: reunir-se ao divino Esposo. Faleceu a Santa em 1334, depois de ter sido, por quarenta anos, abadessa. Sua última doença não foi, pode dizer-se, mais do que um langor do amor divino, tais foram deliciosas e inefáveis as consolações que lhe inundaram a alma. Muitos milagres atestaram que sua morte fora preciosa diante do Senhor. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 21 à 24) The post Santa Gertrudes, Abadessa appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo Alberto Magno, Bispo E Doutor Da Igreja

Santo Alberto foi um dos maiores sábios da Idade Média, em matéria de ciências naturais. Grande filósofo, grande teólogo, contribuiu na formação de Santo Tomás de Aquino. Nasceu em Lauingen, na diocese de Augsburgo, na Baviera. Levado por um tio a Bolonha, ali iniciou os estudos, passando, mais tarde, para Pádua, com alguns colegas. Quanto aos estudos que Santo Alberto fez entre os pregadores, nós o ignoramos. Em 1228, era leitor (querem alguns que professor, na cidade de Colônia), época em que procurava conciliar ao pensamento cristão a teorias de Aristóteles. Em 1234, ensinava em Hildesheim, donde passou para Friburgo de Brigau, depois para Ratisbona. Em 1245, estava em Paris, explicando as clássicas Sentenças de Pedro Lombardo. Depois do ano de 1248, encontramo-lo na Itália. Tomás de Aquino então, ouvia-o pregar. Eleito provincial da Teutônia pelo capítulo de Worms, de 1254 a 1257 permaneceu no posto a que fora elevado. Três anos mais tarde, aceitou o bispado de Ratisbona, importante centro ao sul da Alemanha, em péssimo estado, além de desorganizadíssimas. Mal acolhido pelo povo, porque o Santo era modesto e simples e toda a cidade se acostumara com o fausto do predecessor, desistiu, tempos depois, da diocese, para, a mandado do Papa Urbano IV, pregar a cruzada nos países de língua alemã. Neste novo mister, Santo Alberto, não obteve grande sucesso: os sarracenos, em 1244, tomaram Jerusalém; a expedição de São Luís, em 1245, foi, materialmente, sem muita eficácia; ademais, bruxuleava o fogo do principado cristão de Antioquia, de modo que tudo conspirava para que o ardor do povo fosse esfriando. Voltou então, a ensinar. Em 1274, Tomás de Aquino, o aluno querido, falecia. Foi uma grande perda, e a emoção fortíssima. Velho já, intelectualmente enfraquecido, compilando, a última obra, uma Summa Theologica, teve que deixar o trabalho de lado para, em Paris, defender o pensamento de Santo Tomás. Perto do fim, perdeu a memória. Conta-se que um amigo foi visitá-lo. Bateu à porta e obteve a seguinte resposta: – Alberto não está mais aqui, já se foi. A 15 de novembro de 1280, desaparecia, rodeado pelos irmãos. O Papa Inocêncio VIII, em 1484 concedeu aos pregadores de Colônia, aos quais o bem-aventurado bispo legara todos os seus livros, um ofício em sua honra, extensivo aos de Ratisbona. Proclamado Santo e Doutor da Igreja por Pio XI, a 16 de dezembro de 1931, Pio XII (Carta Apostólica de 16 de dezembro de 1941) fê-lo patrono de todos aqueles que cultivam as ciências naturais. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 32-33) The post Santo Alberto Magno, Bispo e Doutor da Igreja appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho