Search
Close this search box.

São Lourenço, Arcebispo

Era Lourenço o mais jovem filho de Maurício, príncipe rico e poderoso da província de Leinster. Maurício aproveitou-se do nascimento do filho para terminar as querelas que tinha com Donald, conde de Kildare. Para tanto, ao conde convidou como padrinho, indo a Kildare, onde Lourenço recebeu o batismo. Quando menino completou dez anos, deu-o o pai a Dermith, rei de Meath, como refém. Em companhia deste príncipe, sofreu Lourenço, terrivelmente, sendo tratado com a maior desumanidade. A saúde foi-lhe, em breve, reduzida ao estado mais precário. Maurício, ao saber o que se passava, forçou Dermith a devolver-lhe o filho, que foi entregue ao bispo de Glendenoc, o qual teve o cuidado de elevá-lo na piedade, entregando-o ao pai, em seguida. Maurício foi agradecer ao prelado, e pensava que seria melhor deixar-lhe o filho, então com doze anos. Disse ao bispo que tinha quatro filhos, sentindo grande desejo de, pelo menos um, ser consagrado ao serviço de Deus. Estava tentado a lançar à sorte, para ver a quem caberia dedicar-se ao Todo-poderoso. Lourenço, que ouvia a conversa do pai, sentiu-se muito satisfeito, uma vez que estava, havia tempo, à espera de tal oportunidade para revelar os sentimentos que lhe iam pela alma. Apressadamente, adiantou-se: – Não há necessidade de lançar mão da sorte, meu pai. Não desejo, e já de longa data, senão dedicar-me a Deus, ao serviço da Igreja. Maurício, satisfeito, tomou-o pela mão, para oferecê-lo ao Senhor. E, cheio de júbilo, disse ao jovem: – Fica sob a proteção de São Coemgin, filho, o bom protetor e patrono da diocese. Esse santo Coemgin fora um santo abade muito humilde, que vivera no século VI, naquele mesmo lugar. Entregue ao bispo, ficou Lourenço debaixo dos cuidados do bom prelado, que via o protegido avançar, de dia para dia, sempre e sempre, na prática de todas as virtudes. Lourenço não completara ainda vinte e cinco anos, quando a morte veio a busca do bispo de Glendenoc, que, ao mesmo tempo, era abade do mosteiro daquela cidade. Foi, então, o jovem eleito bispo, mas não quis aceitar o episcopado, já que as disposições canônicas exigiam que o eleito tivesse trinta anos. São Lourenço contudo, passou a governar a comunidade, que era muito numerosa, com piedade e sabedoria incomparáveis. Durante a assolação de uma fome terrível, que durou pouco mais de quatro meses, foi o jovem, como outro José, o salvador do país, pelas imensas caridades. Deus queria, entretanto, que sua virtude fosse temperada e sublimada pelas provas. Falsos irmãos, que nele, invejosos, não vislumbravam nenhuma irregularidade na conduta, cheios de rancor pelo zelo que o santo moço empregava em tudo, espicaçados pelo demônio, principiaram a caluniá-lo, para manchar-lhe a reputação. Lourenço repelia-os com o silêncio, a serenidade e a paciência. Os inimigos viram-se confundidos, e a virtude venceu: era a justiça que o Santo merecia. Entrementes Gregório, arcebispo de Dublin, falecia. Lourenço, sucedeu-lhe, não mais podendo alegar a pouca idade, porque já completara os trinta. Assim, Gelásio, arcebispo de Armagh, ordenou-o. São Lourenço, impôs-se um dever: desincumbir-se das obrigações com infatigável aplicação, e velar pela própria fé e pela daqueles que iria governar. Tinha sempre presente a preocupação de, um dia, ir prestar contas ao soberano Pastor das almas confiadas ao seu cuidado, e não desejava negligenciar, que Deus o livrasse, absolutamente. As exortações, cheias de força, que lançava, produziam grandes frutos por toda a parte. Nunca, mercê de Deus, ruborizou-se ao falar desta ou daquela virtude, porque as praticava todas, e era o exemplo em pessoa. Sua catedral, chamada da Santa Trindade, fora levantada por cônegos regulares. Lourenço induziu-os, lá por 1163, a receber a regra dos cônegos seculares da abadia de Arrouaise, fundada, depois de oitenta anos, na diocese de Arras, e que gozava de grande reputação de santidade, vindo a ser a cabeça duma numerosa congregação. Lourenço tomou o hábito de cônego regular. Almoçava e jantava no refeitório o silêncio nas horas prescritas e a assistia às matinas, que se diziam à meia-noite. Ordinariamente, ficava na igreja até o amanhecer, depois do que ao cemitério orar pelos mortos. Lourenço jamais comeu carne. Jejuava todas as sextas-feiras, passando a pão e água, não se alimentando, naqueles dias, com mais nada. Estava sempre de posse dum cilício, e frequentemente se disciplinava. Independentemente dos infelizes a quem assistia com esmolas, levava ao palácio, todos os dias, para almoçar, trinta pobres: às vezes, até mais. Tinha o mesmo zelo pelas necessidades espirituais do rebanho que lhe coubera governar. Pregava, com freqüência, a palavra de Deus. Para reanimar o fervor, de quando em quando se retirava para a solidão, o que fazia, quase sempre, no mosteiro de Glendenoc, onde um dos sobrinhos era abade. Gostava, porém, e para lá ia, duma gruta situada a pouca distância do mosteiro, na qual outrora vivera São Coemgin. Quando saía do retiro, como outro Moisés que vinha de falar com Deus, parecia cheio dum fogo celeste e duma luz toda divina. Tal era São Lourenço de Dublin. Em 1179, no concílio ecumênico de Latrão, o Papa Alexandre III nomeou-o legado na Irlanda. Anteriormente, já estivera em Cantuária, e quase fora morto, de maneira assaz estranha. Fora procurar o rei Henrique da Inglaterra por assuntos da diocese. Os monges da igreja metropolitana, que o veneravam como a um santo, suplicaram-lhe cantasse a missa solene do dia seguinte. Aquiescendo, São Lourenço passou a noite em oração diante das relíquias de Santo Tomás. No dia seguinte, quando se dirigia ao altar, um homem, saído da multidão, armado de um grosso cajado longo, aproximou-se do Santo e, sem que ninguém pudesse impedi-lo, desferiu-lhe forte golpe da cabeça, prostrando-o por terra. O agressor era louco. E, como explicou, em lágrimas, a toda a gente, tinha Lourenço como santo, daí querer matá-lo para que fosse mártir, outro Santo Tomás: aquilo que o pobre fizera, fizera-o julgando um ato meritório. Os monges e os demais assistentes haviam corrido ao pé do arcebispo caído, que tinha o rosto todo banhado em sangue. Julgaram-no morto. E

Santo Homobono

No décimo-segundo século, enquanto a bem-aventurada Maria d’Oignies edificava o país de Liége, Santo Homobono trabalhava na cidade de Cremona, na Itália. O nome da família era Tucinge. O de Homobono, ou homem de bem, recebera-o no batismo, pressagiando o que seria um dia. O pai não era rico nem pobre. E o jovem foi criado nos sentimentos da piedade e na prática das virtudes cristãs. Quando a idade o permitiu, dedicou-se ao comércio, sem passar pelo estudo das letras. Foi-lhe o guia o Espírito de Deus, por todo o curso da vida preservando-o de todos os escolhos onde lhe poderia perigar a inocência. Desde a infância, mostrou grande horror pelas injustiças. E, se fora rico, gostosamente perderia a riqueza para não pecar. Via no seu estado uma ocupação que Deus lhe dera. E dela se desincumbia como se fora um dever de obediência aos céus, por justiça a si mesmo, pela família e pela sociedade, da qual era membro. Propuseram-lhe os pais que se casasse. Obediente em tudo, desposou uma jovem virtuosa e capaz de auxiliar no governo da casa. Com ela viveu no temor de Deus e na observação dos mandamentos segundo os preceitos que o Apóstolo dava às pessoas casadas. A caridade para com os pobres não conhecia, por assim dizer, limites. Depois da morte do pai, que, então, lhe deixava bens consideráveis, aumentou ainda mais o que distribuía aos pobres, aos quais ia procurar nos próprios tugúrios. E, ao passo que os consolava, exortava-os para que se arrependessem das faltas que, porventura, a miséria o induzisse a cometer, tudo fazendo para que levassem vida essencialmente cristã. A esposa, às vezes, quando as esmolas pareciam excessivas, falava-lhe, não fosse ele lançar a família na pobreza. Santo Homobono, todavia, limitava-se sorrir docemente, e docemente fazia ver que aquele era o melhor meio de empregar o dinheiro: dar aos pobres não era emprestar a Deus? Não seria aquilo centuplicado, como o Cristo mesmo, Nosso Senhor, dissera? Lês-se no autor de sua vida, que as imensas caridades que faziam foram constantemente acompanhadas de milagres, e que Deus lhe dera o dom de multiplicar aquilo que destinava ao socorro dos desgraçados. À prática da esmola, acrescentava Santo Homobono a da abstinência e mortificação. Sabia aliar os deveres de estado aos da oração. Dedicava a esta último tempo considerável, sem contudo, descuidar-se dos demais deveres. Trabalhando, estava com o espírito voltado para Deus, em preces mudas. Assim, onde quer que estivesse, o lugar não deixava de servir para orar. Todos os dias, na igreja de São Gilles, assistia às matinas, que à meia-noite se dizia, e dali não se retirava senão da manhã seguinte, depois da missa. Era-lhe tão grande o fervor, que os que o viam, sentiam-se penetrados da mais viva devoção. Os exemplos e discursos que dava e proferia converteram muita gente, um número enorme de pecadores. Os domingos e dias de festa, passava-os inteiramente a orar; assim foi, até o dia em que Deus o chamou para lhe recompensar as virtudes. Foi num domingo, 13 de novembro de 1197, e ele assistia, como de costume, às matinas, ajoelhado diante do crucifixo, à espera da missa, que Deus o chamou. Ao Glória in excelsis, Homobono abriu os braços. E era uma cruz. Pouco depois, caía de bruços. Os que viram, julgaram que assim se pusera por devoção. Mas, ao evangelho, vendo que não se levantara, correram para ele e o acharam morto. Sicardo, bispo de Cremona, depois de lhe ter constatado o heroísmo das virtudes e a certeza dos milagres, dirigiu-se a Roma, com muitas pessoas respeitáveis para solicitar-lhe a canonização. O Papa Inocêncio III elevou-o ao número dos santos, e lhe publicou a bula em 1198. Homobono é o patrono de sua pátria. O célebre Vida, de Cremona, compôs um hino em sua honra. (Vida dos Santos, Padre Rohbacher, Volume XIX, p. 409 à 411) The post Santo Homobono appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santo Emiliano Do Cogolla, Monge

Um dos primeiros e grandes espanhóis do período visigótico, Emiliano, que conhecemos através duma Vida escrita por São Braúlio, bispo de Saragoça, nasceu em 747, me Berceo, perto de Cogolla, na Rioja, Castela. Pastor desde menino, vivendo solitário nas montanhas, ouvindo o assobio do vento e o balido das ovelhas, assim viveu até perto dos vinte anos, quando, então, ingressando nas escola dum ermitão, chamado Félix, principiou os estudos. Era nas vizinhanças de Haro, Emiliano, aplicado, sempre atento, tornado a delícia do mestre, sequioso de adquirir conhecimentos, fez grandes progressos, e, uma vez formado, tornou para casa. Pouco tempo permaneceu com os seus: todo pendor para a vida solitária, buscou as montanhas da infância e da adolescência. Alçando-se na perfeição, viveu, por quarenta anos, longe de tudo e de todos, a orar e a jejuar. Dídimo, bispo de Tarazona, que lhe conhecia o mérito, fê-lo padre, e lhe confiou a paróquia de Berceo. Generoso para com os pobres, socorria-os eficazmente, mas um dia, clérigos mal informados, denunciaram-no ao bispo, tachando-o de delapidador da Igreja. Emiliano, admirado, ferido, deixou a paróquia e subiu a montanha nas alturas até o fim da vida. Um padre, o padre Ascelo, juntou-se a ele, pouco depois que abandonou a paróquia de Berceo e lhe assistiu aos últimos momentos. Santo Emiliano morreu centenário. Na montanha, pouco depois, surgiu um mosteiro, o ilustre San Millan de La Cogolla. Cogolla era pico que se elevava na cadeia montanhosa que sempre abrigara o santo monge. Com o tempo, sobre o ´tumulo de Santo Emiliano, ergueu-se uma igreja. O resumo do martirológio diz: Em Tarazona, na Espanha Taraconeza, o bem-aventurado Emiliano, padre, que brilhou por inúmeros milagres. São Bráulio, bispo de Saragoça, escreveu-lhe a vida admirável. Faleceu em 574 (?). (Vida dos Santos, Padre Rohbacher, Volume XIX, p. 364-365) The post Santo Emiliano do Cogolla, Monge appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Martinho, Bispo De Tours

Santo Hilário de Poitiers veio a ser bispo em 353, justamente quando um soldado o procurava como discípulo, Era Martinho, filho dum tribuno militar, ou marechal de campo, originário da Panônia, a atual Hungria. Martinho havia conseguido baixa do serviço e fora ter com o novo bispo. Os germanos, fazendo uma irrupção nas Gálias, reuniam tropas para marchar contra ela. Havia, naquela ocasião, uma distribuição de liberalidades aos soldados. Martinho, que desde longo tempo pensava no retiro, teve a sutileza de não querer participar das recompensas, o que redundaria na continuação de prestação de serviço. Requereu, então, que sua parte fosse dada a um outro, ao mesmo tempo que solicitava a liberdade, porque desejava servir somente a Deus. Repreenderam-no, tacharam-no de medroso, porque, justamente no dia seguinte, travar-se-ia uma grande batalha. Martinho respondeu com santa intrepidez: – Não seja por isso: ficarei e tomarei parte na luta. Irei à frente, sem armas, sem escudo, sem outra defesa que não nome de Jesus e o sinal da cruz. Sem temor, hei de me precipitar no meio dos esquadrões inimigos e onde mais denso se me apresentar. Naquela mesma noite, porém, os bárbaros pediram a paz e Martinho obteve licença. Esta bravura heróica, já a havia mostrado na prática da virtude. Um dia, em que caminhava no mais rigoroso do inverno, em que grande número de pessoas morria de frio, encontrou às portas de Amiens um pobre nu, que implorava piedade dos passantes. Percebendo que ninguém nem sequer o infeliz lançava um olhar, pensou que Deus a ele o destinava. Havia, porém, distribuído tudo o que possuía, não lhe restando senão as armas e a roupa que envergava. Que fazer? Rasgou o manto em duas partes: ao pobre, deu metade, na outra metade, abrigando-se ele da melhor maneira possível. E tão ridículo parecia, que quem o via não podia deixar de rir e escarnecer. Na noite seguinte, em sonhos, Martinho viu Jesus coberto com a metade do seu manto, dizendo aos anjos que o rodeavam: “Quem me cobriu porque estava nu e com frio, não passa ainda de catecúmeno”. Martinho impressionado com o sonho, prontamente recebeu o batismo. Mais dois anos ficou ele no exército, vencido pelas súplicas de seu marechal de campo, com o qual vivia na mais estreita amizade, e que lhe prometera o definitivo desligamento quando terminasse seu tempo de comando. Martinho era piedoso desde os tempos da meninice. Com a idade de dez anos, às escondidas dos pais que eram pagãos, foi à igreja e ao padre pediu para ser instruído. Aos doze, desejava ardentemente a solidão do deserto, e tê-lo-ia demandado, não fora a tenra idade impedi-lo. Tinha o coração nas igrejas e mosteiros e vivia meditando no que havia de fazer quando a idade o permitisse. Foi quando surgiu uma ordem dos imperadores para que se alistassem os jovens. E lá se foi Martinho prestar serviços na milícia. Durante o período militar, preservou-se de todos os vícios que, ordinariamente, acompanham esta profissão, e fez-se querido por todos os companheiros de armas por uma bondade, uma caridade, uma paciência e humildade além das forças humanas. Terminada a fase do serviço militar, ei-lo em busca de Santo Hilário. O grande bispo não precisou de muito tempo nem de muita observação para se convencer de que estava diante dum discípulo de méritos extraordinários. Para que mais se aplicasse, quis ordená-lo diácono, mas o jovem Martinho, crendo-se indigno, humildemente solicitou que o ordenasse apenas exorcista. Um dia, em sonhos, recebeu a advertência de que devia ir ao encontro dos pais, ainda pagãos e, com o consentimento de Santo Hilário, partiu, não antes de, diante das lágrimas e das súplicas do bom bispo, prometer que voltaria. Passando os Alpes, caiu nas mãos dos ladrões. Um deles, de acha erguida, resolveu moer-lhe a cabeça, quando um segundo lhe susteve o braço, neutralizando o golpe. Martinho, as mãos atadas atrás das costas, foi puxado por um terceiro, à parte, que lhe perguntou: – Quem és tu? – Sou cristão, respondeu o jovem, sem demonstração alguma de receio. – E não tens medo? Voltou o outro a perguntar. – Não. Nunca me senti tão tranqüilo. – E donde vem essa tranqüilidade, essa calma? – De Deus, porque sei que Deus não abandona os seus seguidores nas horas amargas. Sinto-me aflito, sim, aflito, e muito, mas por vós todos, ladrões que sois e, pois, indignos da misericórdia daquele que nos criou. E, naturalmente, enveredou-se Martinho pela pregação evangélica. E aquele terceiro bandido, que o trouxera à parte, convertido, deixou que o jovem se fosse. Mais tarde, abraçou a vida monástica e contava, constantemente, esta história. Chegando à Ilíria, Martinho converteu a mãe e numerosas pessoas. O pai, contudo, continuou pagão. Quem dominava o país eram os arianos. Martinho combateu-os corajosamente, mas foi vítima de maus tratamentos: surrado publicamente, foi expulso da cidade. Sofreria pela fé católica, igualmente, em Milão, onde dominava o ariano Auxêncio, mas logo substituído por Santo Ambrósio. Martinho retornou a Poitiers em 360, quando Santo Hilário voltava de seu exílio pela fé. Reviram-se os dois amigos com uma alegria inenarrável. O bispo, que conhecia a inclinação de Martinho para a solidão, deu-lhe um terrenozinho num lugar chamado Lugugé, a duas léguas da cidade. Martinho, ali erigiu um mosteiro, o qual, parece, foi o primeiro das Gálias. (…) São Martinho continuou no episcopado a sua maneira de viver, conservando no coração a mesma humildade, a mesma pobreza de vestimentas e a mesma autoridade cristã de sempre. Vivia numa cela, pequenina, perto da igreja, mas não podendo suportar a distração das visitas que recebia, construiu um mosteiro a duas milhas da cidade, mosteiro que subsistiu até o último século, chamado de Marmoutier. Era lá, então, um deserto, rodeado, por rochas altas e escarpadas, por todos os lados, separado pelo Loire: era um lugar, abrupto, acessível apenas por um caminho estreitíssimo, difícil de se palmilhar. A cela que ocupava era de madeira, bem como as de alguns irmãos. A maior parte deles alojara-se em

Santo André Avelino, Teatino

Nascido em 1521, em Castronuovo, pequena cidade do reino de Nápoles, André manifestou a maior disposição, desde a infância, pelas virtudes. Uma fisionomia propícia expôs-lhe a castidade a grandes perigos. Triunfou, porém, pela oração, constância, e vigilância sobre si mesmo, fugindo às más companhias. Não desejando viver senão para Deus, abraçou o estado eclesiástico, fazendo-se, antes, doutor em direito canônico. Uma falta que cometeu, fê-lo deixar inteiramente o mundo. Certa vez, queixando-se na corte eclesiástica, deixou escapar uma mentira, mentira sobre um ponto que não era de grande importância. E a leitura destas palavras da Escritura: A boca que profere mentiras leva a morte à alma, causou-lhe tal impressão, que renunciou, para sempre, à profissão de advogado, passando a consagrar-se unicamente à penitência e ao santo ministério. Encarregado pelo arcebispo de Nápoles, de reformar e dirigir um mosteiro de religiosas, experimentou muitas contradições. Viu-se mesmo alvo do furor dos que lhe eram contrários e, duma feita, escapou da morte, com a qual o haviam ameaçado. Sofreu tudo com a maior resignação, sem um lamento. Perderia mesmo a vida, se assim fosse necessário, para a glória de Deus e salvação das almas. Entrando na congregação dos teatinos, em 1556, trocou o nome de Lanceloti pelo de André. E. desejando a santa perfeição, que sentia necessária, fez, com a permissão dos diretores, dois votos particulares: o primeiro combater sempre a própria vontade, e o segundo encaminhar-se sempre, no que lhe fosse possível, a perfeição. Pelo resto da vida respondeu a estes extraordinários compromissos. Suportou, sem a menor perturbação, o assassínio dum dos sobrinhos. E, não contente com impedir se perseguisse o matador, com o maior fervor solicitou-lhe o indulto. Santo, a outros tornou santos, em particular São Lourenço Scupoli, o piedoso autor do Combate Espiritual. Foi amigo de São Carlos, ajudando-o, e muito, na reforma do clero. Deus o honrou com os dons da profecia e do milagre. Aos 10 de dezembro, com 88 anos – em 1608 – esgotado pelos trabalhos e alquebrado, estava Santo André Avelino aos pés do altar para dizer a Missa. E, no fim das palavras: Introibo ad altare Dei, caiu. Recebeu, então, com ternura, com imensa piedade, os sacramentos, e morreu tranquilamente. Canonizado em 1712 por Clemente XI, a Sicília e a cidade de Nápoles, teem-no como um dos padroeiros. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 273-274) The post Santo André Avelino, Teatino appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santo André Avelino, Teatino

Nascido em 1521, em Castronuovo, pequena cidade do reino de Nápoles, André manifestou a maior disposição, desde a infância, pelas virtudes. Uma fisionomia propícia expôs-lhe a castidade a grandes perigos. Triunfou, porém, pela oração, constância, e vigilância sobre si mesmo, fugindo às más companhias. Não desejando viver senão para Deus, abraçou o estado eclesiástico, fazendo-se, antes, doutor em direito canônico. Uma falta que cometeu, fê-lo deixar inteiramente o mundo. Certa vez, queixando-se na corte eclesiástica, deixou escapar uma mentira, mentira sobre um ponto que não era de grande importância. E a leitura destas palavras da Escritura: A boca que profere mentiras leva a morte à alma, causou-lhe tal impressão, que renunciou, para sempre, à profissão de advogado, passando a consagrar-se unicamente à penitência e ao santo ministério. Encarregado pelo arcebispo de Nápoles, de reformar e dirigir um mosteiro de religiosas, experimentou muitas contradições. Viu-se mesmo alvo do furor dos que lhe eram contrários e, duma feita, escapou da morte, com a qual o haviam ameaçado. Sofreu tudo com a maior resignação, sem um lamento. Perderia mesmo a vida, se assim fosse necessário, para a glória de Deus e salvação das almas. Entrando na congregação dos teatinos, em 1556, trocou o nome de Lanceloti pelo de André. E. desejando a santa perfeição, que sentia necessária, fez, com a permissão dos diretores, dois votos particulares: o primeiro combater sempre a própria vontade, e o segundo encaminhar-se sempre, no que lhe fosse possível, a perfeição. Pelo resto da vida respondeu a estes extraordinários compromissos. Suportou, sem a menor perturbação, o assassínio dum dos sobrinhos. E, não contente com impedir se perseguisse o matador, com o maior fervor solicitou-lhe o indulto. Santo, a outros tornou santos, em particular São Lourenço Scupoli, o piedoso autor do Combate Espiritual. Foi amigo de São Carlos, ajudando-o, e muito, na reforma do clero. Deus o honrou com os dons da profecia e do milagre. Aos 10 de dezembro, com 88 anos – em 1608 – esgotado pelos trabalhos e alquebrado, estava Santo André Avelino aos pés do altar para dizer a Missa. E, no fim das palavras: Introibo ad altare Dei, caiu. Recebeu, então, com ternura, com imensa piedade, os sacramentos, e morreu tranquilamente. Canonizado em 1712 por Clemente XI, a Sicília e a cidade de Nápoles, teem-no como um dos padroeiros. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 273-274) The post Santo André Avelino, Teatino appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santo André Avelino, Teatino

Nascido em 1521, em Castronuovo, pequena cidade do reino de Nápoles, André manifestou a maior disposição, desde a infância, pelas virtudes. Uma fisionomia propícia expôs-lhe a castidade a grandes perigos. Triunfou, porém, pela oração, constância, e vigilância sobre si mesmo, fugindo às más companhias. Não desejando viver senão para Deus, abraçou o estado eclesiástico, fazendo-se, antes, doutor em direito canônico. Uma falta que cometeu, fê-lo deixar inteiramente o mundo. Certa vez, queixando-se na corte eclesiástica, deixou escapar uma mentira, mentira sobre um ponto que não era de grande importância. E a leitura destas palavras da Escritura: A boca que profere mentiras leva a morte à alma, causou-lhe tal impressão, que renunciou, para sempre, à profissão de advogado, passando a consagrar-se unicamente à penitência e ao santo ministério. Encarregado pelo arcebispo de Nápoles, de reformar e dirigir um mosteiro de religiosas, experimentou muitas contradições. Viu-se mesmo alvo do furor dos que lhe eram contrários e, duma feita, escapou da morte, com a qual o haviam ameaçado. Sofreu tudo com a maior resignação, sem um lamento. Perderia mesmo a vida, se assim fosse necessário, para a glória de Deus e salvação das almas. Entrando na congregação dos teatinos, em 1556, trocou o nome de Lanceloti pelo de André. E. desejando a santa perfeição, que sentia necessária, fez, com a permissão dos diretores, dois votos particulares: o primeiro combater sempre a própria vontade, e o segundo encaminhar-se sempre, no que lhe fosse possível, a perfeição. Pelo resto da vida respondeu a estes extraordinários compromissos. Suportou, sem a menor perturbação, o assassínio dum dos sobrinhos. E, não contente com impedir se perseguisse o matador, com o maior fervor solicitou-lhe o indulto. Santo, a outros tornou santos, em particular São Lourenço Scupoli, o piedoso autor do Combate Espiritual. Foi amigo de São Carlos, ajudando-o, e muito, na reforma do clero. Deus o honrou com os dons da profecia e do milagre. Aos 10 de dezembro, com 88 anos – em 1608 – esgotado pelos trabalhos e alquebrado, estava Santo André Avelino aos pés do altar para dizer a Missa. E, no fim das palavras: Introibo ad altare Dei, caiu. Recebeu, então, com ternura, com imensa piedade, os sacramentos, e morreu tranquilamente. Canonizado em 1712 por Clemente XI, a Sicília e a cidade de Nápoles, teem-no como um dos padroeiros. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 273-274) The post Santo André Avelino, Teatino appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santo André Avelino, Teatino

Nascido em 1521, em Castronuovo, pequena cidade do reino de Nápoles, André manifestou a maior disposição, desde a infância, pelas virtudes. Uma fisionomia propícia expôs-lhe a castidade a grandes perigos. Triunfou, porém, pela oração, constância, e vigilância sobre si mesmo, fugindo às más companhias. Não desejando viver senão para Deus, abraçou o estado eclesiástico, fazendo-se, antes, doutor em direito canônico. Uma falta que cometeu, fê-lo deixar inteiramente o mundo. Certa vez, queixando-se na corte eclesiástica, deixou escapar uma mentira, mentira sobre um ponto que não era de grande importância. E a leitura destas palavras da Escritura: A boca que profere mentiras leva a morte à alma, causou-lhe tal impressão, que renunciou, para sempre, à profissão de advogado, passando a consagrar-se unicamente à penitência e ao santo ministério. Encarregado pelo arcebispo de Nápoles, de reformar e dirigir um mosteiro de religiosas, experimentou muitas contradições. Viu-se mesmo alvo do furor dos que lhe eram contrários e, duma feita, escapou da morte, com a qual o haviam ameaçado. Sofreu tudo com a maior resignação, sem um lamento. Perderia mesmo a vida, se assim fosse necessário, para a glória de Deus e salvação das almas. Entrando na congregação dos teatinos, em 1556, trocou o nome de Lanceloti pelo de André. E. desejando a santa perfeição, que sentia necessária, fez, com a permissão dos diretores, dois votos particulares: o primeiro combater sempre a própria vontade, e o segundo encaminhar-se sempre, no que lhe fosse possível, a perfeição. Pelo resto da vida respondeu a estes extraordinários compromissos. Suportou, sem a menor perturbação, o assassínio dum dos sobrinhos. E, não contente com impedir se perseguisse o matador, com o maior fervor solicitou-lhe o indulto. Santo, a outros tornou santos, em particular São Lourenço Scupoli, o piedoso autor do Combate Espiritual. Foi amigo de São Carlos, ajudando-o, e muito, na reforma do clero. Deus o honrou com os dons da profecia e do milagre. Aos 10 de dezembro, com 88 anos – em 1608 – esgotado pelos trabalhos e alquebrado, estava Santo André Avelino aos pés do altar para dizer a Missa. E, no fim das palavras: Introibo ad altare Dei, caiu. Recebeu, então, com ternura, com imensa piedade, os sacramentos, e morreu tranquilamente. Canonizado em 1712 por Clemente XI, a Sicília e a cidade de Nápoles, teem-no como um dos padroeiros. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 273-274) The post Santo André Avelino, Teatino appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santo André Avelino, Teatino

Nascido em 1521, em Castronuovo, pequena cidade do reino de Nápoles, André manifestou a maior disposição, desde a infância, pelas virtudes. Uma fisionomia propícia expôs-lhe a castidade a grandes perigos. Triunfou, porém, pela oração, constância, e vigilância sobre si mesmo, fugindo às más companhias. Não desejando viver senão para Deus, abraçou o estado eclesiástico, fazendo-se, antes, doutor em direito canônico. Uma falta que cometeu, fê-lo deixar inteiramente o mundo. Certa vez, queixando-se na corte eclesiástica, deixou escapar uma mentira, mentira sobre um ponto que não era de grande importância. E a leitura destas palavras da Escritura: A boca que profere mentiras leva a morte à alma, causou-lhe tal impressão, que renunciou, para sempre, à profissão de advogado, passando a consagrar-se unicamente à penitência e ao santo ministério. Encarregado pelo arcebispo de Nápoles, de reformar e dirigir um mosteiro de religiosas, experimentou muitas contradições. Viu-se mesmo alvo do furor dos que lhe eram contrários e, duma feita, escapou da morte, com a qual o haviam ameaçado. Sofreu tudo com a maior resignação, sem um lamento. Perderia mesmo a vida, se assim fosse necessário, para a glória de Deus e salvação das almas. Entrando na congregação dos teatinos, em 1556, trocou o nome de Lanceloti pelo de André. E. desejando a santa perfeição, que sentia necessária, fez, com a permissão dos diretores, dois votos particulares: o primeiro combater sempre a própria vontade, e o segundo encaminhar-se sempre, no que lhe fosse possível, a perfeição. Pelo resto da vida respondeu a estes extraordinários compromissos. Suportou, sem a menor perturbação, o assassínio dum dos sobrinhos. E, não contente com impedir se perseguisse o matador, com o maior fervor solicitou-lhe o indulto. Santo, a outros tornou santos, em particular São Lourenço Scupoli, o piedoso autor do Combate Espiritual. Foi amigo de São Carlos, ajudando-o, e muito, na reforma do clero. Deus o honrou com os dons da profecia e do milagre. Aos 10 de dezembro, com 88 anos – em 1608 – esgotado pelos trabalhos e alquebrado, estava Santo André Avelino aos pés do altar para dizer a Missa. E, no fim das palavras: Introibo ad altare Dei, caiu. Recebeu, então, com ternura, com imensa piedade, os sacramentos, e morreu tranquilamente. Canonizado em 1712 por Clemente XI, a Sicília e a cidade de Nápoles, teem-no como um dos padroeiros. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 273-274) The post Santo André Avelino, Teatino appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santo Ursino, Bispo

Santo Ursino foi o primeiro bispo de Bourges. São Gregório de Tours, no À Glória dos Confessores, escreveu: A cidade de Bourges recebeu a palavra da salvação da boca de Santo Ursino, que, depois de ter sido ordenado bispo, constituiu e governou a primeira Igreja de Bourges. Ao morrer, foi enterrado no campo, junto com outros corpos que ali jaziam. Naquele campo, plantou-se extenso parreiral, de modo que tudo acabou no esquecimento. Conta-se que, quando Santo Augusto era abade de São Sinforiano de Bourges, teve um estranho sonho, em que Santo Ursino lhe apareceu e disse: – Cava a terra e procura meu corpo, porque eu sou Ursino, o primeiro bispo desta cidade. Santo Augusto respondeu: – Onde cavar, onde procurar a tua sepultura, se ignoro o lugar em que tu foste deposto? Santo Ursino, silenciosamente, tomou-o pela e conduziu-o ao local em que o haviam enterrado, e disse: – Meu corpo está debaixo desta parreira. O santo abade, acordou e, imediatamente, foi referir o sonho ao bispo, o qual não ligou a mínima importância à narrativa. Um dia, São Germano, tendo deixado Paris, passou de viagem por Bourges, onde pernoitou. Ali, teve o mesmo sonho. A Santo Augusto, São Germano contou a visão e, como o seu sonho concordava inteiramente com o do abade, ambos, de noite, acompanhados dum clérigo, buscaram a vinha e o lugar indicado por Santo Ursino. Cavara, a terra, e encontraram um sarcófago. Abrindo-o, deparou-se-lhes um corpo intacto. Santo Ursino foi, então, transportado para a basílica de São Sinforiano, a qual, logo mais, tomou-lhe o nome. A vida do primeiro bispo de Bourges é lendária. Teria assistido ao Lavapés, à Paixão, não deixando os Apóstolos durante os quarenta dias que seguiram a Ressurreição. Assistiu à Ascensão e ao Pentecostes. Depois acompanhou Santo Estevão até os eu martírio, recolhendo-lhe os restos. Enterrou-os, e foi expor todos os sucessos a São Pedro. Tendo ficado ao lado do Príncipe dos Apóstolos, acompanhou-os, mais tarde, a Roma. Ali, assistiu a sua crucifixão. O Papa São Clemente enviou-o à Gália. Indo para Bourges, Santo Ursino converteu e batizou grande número de pagãos, morrendo bastante idoso e em grande paz. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 269-270) The post Santo Ursino, Bispo appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho