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Beata Catarina De Racconigi, Virgem Dominicana

Catarina nasceu de pais pobres, Jorge e Bilia, em Racconigi, no Piemonte. Aos cinco anos, foi consagrada ao Menino Jesus: Nossa Senhora disse-lhe que Jesus lhe queria o coração. Respondeu: – Se eu o achar, eu lho darei. Maria, então, explicou-lhe que dar o coração não implicava uma coisa física, mas sim, fazer tudo para obedecer ao divino Filho e por Ele sofrer. Pouco depois, Jesus Menino aparecer-lhe-ia, acompanhado dum anjo, de São Jerônimo, de São Pedro de Verona e de Santa Catarina de Siena. Tendo recebido os estigmas, invisíveis, mas cruéis, foi duramente perseguida pelo demônio, ao qual, todavia, venceu pela ajuda do céu. Aos vinte anos, recebei o hábito da ordem terceira de São Domingos. Desde então, muito perseguida e caluniada, Satanás entrou a sugerir-lhe o suicídio, como remédio. Catarina, porém, no meio da tribulação, procurando afastar-se do maligno instigador que a queria perder, dizia: – Eu fui resgatada por Jesus. Ele cuidará de mim. Os Padres da minha ordem não me são indispensáveis. Foi por Deus que eu tomei o hábito, não por eles. Jesus é minha esperança. É que, caluniada e perseguida, por mal-formados, os dominicanos lhe recusaram o ministério. Auxiliada por Deus, porém, a tudo venceu, falecendo no exílio, porque a degredaram. Era em Caramagno, em 1547, estava com mais de sessenta anos, e foi enterrada em Garessio. Teve o culto confirmado em 1810, culto pelo qual, sem descanso, batalhou o bispo de Saluces, João Juvenal Ancina. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 36-37)     The post Beata Catarina de Racconigi, Virgem Dominicana appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Beata Catarina De Racconigi, Virgem Dominicana

Catarina nasceu de pais pobres, Jorge e Bilia, em Racconigi, no Piemonte. Aos cinco anos, foi consagrada ao Menino Jesus: Nossa Senhora disse-lhe que Jesus lhe queria o coração. Respondeu: – Se eu o achar, eu lho darei. Maria, então, explicou-lhe que dar o coração não implicava uma coisa física, mas sim, fazer tudo para obedecer ao divino Filho e por Ele sofrer. Pouco depois, Jesus Menino aparecer-lhe-ia, acompanhado dum anjo, de São Jerônimo, de São Pedro de Verona e de Santa Catarina de Siena. Tendo recebido os estigmas, invisíveis, mas cruéis, foi duramente perseguida pelo demônio, ao qual, todavia, venceu pela ajuda do céu. Aos vinte anos, recebei o hábito da ordem terceira de São Domingos. Desde então, muito perseguida e caluniada, Satanás entrou a sugerir-lhe o suicídio, como remédio. Catarina, porém, no meio da tribulação, procurando afastar-se do maligno instigador que a queria perder, dizia: – Eu fui resgatada por Jesus. Ele cuidará de mim. Os Padres da minha ordem não me são indispensáveis. Foi por Deus que eu tomei o hábito, não por eles. Jesus é minha esperança. É que, caluniada e perseguida, por mal-formados, os dominicanos lhe recusaram o ministério. Auxiliada por Deus, porém, a tudo venceu, falecendo no exílio, porque a degredaram. Era em Caramagno, em 1547, estava com mais de sessenta anos, e foi enterrada em Garessio. Teve o culto confirmado em 1810, culto pelo qual, sem descanso, batalhou o bispo de Saluces, João Juvenal Ancina. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 36-37)     The post Beata Catarina de Racconigi, Virgem Dominicana appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Gregório, O Magno

No fim do século VI, Roma desabava no caos e com ela agonizava toda uma civilização. Os rumos da história mudavam drasticamente quando um monge beneditino foi escolhido Papa. Era Gregório I, a quem a História qualificou de “o Magno“. Pe. Pedro Rafael Morazzani Arráiz, EP Como as furiosas e ritmadas ondas de um mar borrascoso irrompem com violência sobre as areias da praia, sucessivas hordas de invasores assolaram, durante mais de 150 anos, a península italiana. Em 410, os visigodos do rei Alarico I, após devastar vilas e campos, chegaram até Roma, cujas muralhas tinham 800 anos sem avistar um exército estrangeiro. E a esplendorosa e já decadente cidade das sete colinas foi saqueada durante três dias. Em vão o Papa Leão Magno tentou deter os vândalos que sulcavam impunemente, em rápidas naves, o Mar Mediterrâneo. O santo Pontífice obteve de seu rei, Genserico, apenas que a população fosse poupada. Mas durante duas trágicas semanas do ano 455, Roma foi minuciosamente pilhada por esses terríveis bárbaros. “Missa de São Gregório Magno”, por Andrea Sacchi – Basílica de São Pedro                                        santiebeati.it Em 472, o suevo Ricimero, apoiado pelos burgúndios, sitiou a capital do império, onde tentou resistir um dos últimos soberanos latinos: Antémio, mera sombra de autoridade num mundo cada vez mais convulsionado. No dia 11 de julho, a velha urbe foi, pelas tropas do caudilho suevo, saqueada mais uma vez. Como conseqüência de intrigas políticas, Rômulo Augústulo, um jovem de 13 anos, foi proclamado soberano de um império que já não mais existia. Menos de um ano durou essa triste comédia: em 476, Odoacro, à cabeça de várias tribos de germanos, ocupou aquelas terras onde tremia e chorava de medo o último dos imperadores de Roma… Uma nova horda de invasores submergiu a península no ano de 489: os ostrogodos. Quiçá 200 mil homens, calculam os historiadores. Em poucos anos, eliminaram os ocupantes da véspera, tornaram-se os donos da Itália e seu rei Teodorico entrou triunfalmente na cidade dos antigos césares. Após a morte deste grande chefe, em 526, a península italiana transformou- se durante mais de duas décadas num imenso campo de batalha onde godos e bizantinos entrechocavam-se ferozmente, disputando palmo a palmo aquela terra ensangüentada. Várias vezes a Cidade Eterna foi sitiada e conquistada. Seus grandiosos monumentos e palácios desmoronavamse e a população, outrora mais de um milhão de habitantes, somava agora menos de 100 mil seres desafortunados, na maioria oriunda de outras regiões desoladas pela guerra. Finalmente, Belisário e Narses, geniais comandantes do exército bizantino, cujo imperador Justiniano reinava na distante e despreocupada Constantinopla, exterminaram o povo dos ostrogodos. Um capítulo trágico parecia concluído e o futuro despontava sereno no horizonte dos romanos sobreviventes. A catástrofe Mas o pior estava ainda por acontecer. O sonho da restauração de um passado grandioso evaporou-se no incêndio de uma nova convulsão social. Como uma avalanche incontenível, em 568, desembocaram no norte da Itália 100 mil guerreiros seguidos por mais de 500 mil anciãos, mulheres e crianças: os lombardos. Esse povo bárbaro, de religião ariana, logo revelou ser um dos mais cruéis e sanguinários invasores que até então haviam penetrado na Europa ocidental. “À sua chegada, a Itália conservava ainda a forma romana nas suas cidades. Mas quando passavam os lombardos com os seus exércitos, desapareciam até os últimos vestígios da organização romana do município”.1 Testemunhas desses acontecimentos narram que “as igrejas eram saqueadas, os sacerdotes assassinados, as cidades destruídas e mortos os seus habitantes”. 2 Seu método de conquista consistia na violência e no terror, e para firmarem-se de modo definitivo naquelas terras, eliminavam metodicamente as elites latinas e o resto de aristocracia ainda subsistentes. Todo o norte da Itália foi conquistado e para Roma acorriam os sobreviventes, fugindo dos horrores que acompanhavam a ocupação lombarda. A luz da esperança Outono de 589. Chuvas torrenciais abateram-se sobre a Itália. Os campos ficaram alagados, perderam-se as colheitas e quase todos os rios transbordaram, destruindo pontes e inundando muitas vilas e cidades. Em Roma, o manso Tibre tornou-se uma torrente impetuosa. Saindo de seu leito e atingindo um nível jamais visto, as águas devastaram a cidade e submergiram no lodo seus bairros menos elevados. O inverno e o novo ano chegaram, e a chuva não cessava de cair. A catástrofe atingiu então proporções apocalípticas: à destruição e à fome acrescentou-se uma epidemia de peste bubônica que se alastrou rapidamente, dizimando a população. Roma agonizava, e muitos se perguntavam se não haveria chegado já o fim do mundo. No auge do drama, atingido pela peste em seu palácio de Latrão, faleceu o Papa Pelágio II. Sentindo-se desamparados no meio da borrasca, os olhos de todos voltaram-se para a única Luz do mundo: às igrejas acorriam dia e noite os sobreviventes, implorando um raio da luz divina para dissipar as angústias e incertezas que obscureciam o horizonte. Com efeito, ensina-nos o Papa Bento XVI: “A vida é como uma viagem no mar da História, com freqüência enevoado e tempestuoso, uma viagem na qual perscrutamos os astros que nos indicam a rota […]. Certamente, Jesus Cristo é a luz por antonomásia o sol erguido sobre todas as trevas da História. Mas para chegar até Ele precisamos também de luzes vizinhas, de pessoas que dão luz, recebida da luz dEle”. 3 Assim, os romanos do final do século VI perceberam, admirados, que a luz divina já brilhava para eles num límpido espelho. Então o clero, o senado e todo o povo aclamaram a uma só voz: “Gregório Papa!” Era Gregório a “luz da esperança”4 que refulgia naquele ocaso de uma civilização. Primeiros anos Vox populi, vox Dei. Gregório foi, sem dúvida, o varão providencial escolhido por Deus para governar a Igreja naqueles  No local do antigo mosteiro beneditino  erigido por São Gregório Magno  atual-  mente se encontra a Igreja de San Gre-  gorio al Cielo             David Dominguez tempos difíceis e decisivos. Viera à luz no ano de 540, numa nobre e antiga família romana, profundamente católica e com longa história de fidelidade à Cátedra de

Os Mártires De Setembro

Entre os acontecimentos da Revolução francesa, os massacres de setembro são os mais tristemente célebres. Vetado o decreto, pelo soberano, suspendendo a côngrua aos sacerdotes refratários ao juramento civil e outro decreto punindo de morte os emigrados que não retornassem, ambas resoluções da Legislativa, a atitude real provocou graves distúrbios: o povo invadiu as Tulherias, obrigando Luís XVI a cobrir-se com um barrete frígio e a fazer uma saudação à nação. Quando chegou a Paris a notícia da invasão prussiana, a agitação chegou Ao auge. E os “filósofos”, os enciclopedistas, todos os primevos da Revolução, que haviam votado tremendo ódio à religião e aos seus ministros, entraram a agir loucamente. Assim, depois do 10 de Agosto e da queda da monarquia, uma vez desaparecidos o tirano e o veto, começaram as prisões a encher-se de “refratários ao juramento de fidelidade à Constituição civil”. E tão grande era o número de presos, e os cárceres, insuficientes, tão abarrotados jaziam, que se tratou de transformar os próprios mosteiros e abadias em prisão. O massacre principiou a 2 de Setembro, no mosteiro beneditino de Saint-Germain-de-Prés, alastrando-se depois, assustadoramente, selvagemente. Por não prestar o juramento, foram mortos os bispos João Maria do Lau de Alleman, nascido em 1738, no castelo da Costa, paróquia de Brias, diocese de Perigueux, arcebispo de Arles; Francisco José de La Rochefoucauld Moumont, nascido em 1736, paróquia de São João de Angouleme, bispo de Beauvais; Pedro Luís de La Rochefoucauld (irmão de Francisco José) nascido em 1744, bispo de Saintes; e muitos padres, vigários, curas da diocese de Paris, das dioceses das províncias e pessoas do clero regular e laicos, às centenas. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XV, p. 446-447) The post Os mártires de Setembro appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Beata Joana Soderini

Veio ela ao mundo no ano 1301, numa das primeiras famílias de Florença. Nem bem sua razão começou a desabrochar, e já o seu maior prazer consistia em ouvir a narrativa dos mistérios da fé cristã, e em conversar sobre eles. Uma terna piedade lhe abrasava o coração. A Santa Virgem merecia-lhe particular devoção; honrou-a desde os mais ternos anos; todos os dias entoava-lhe louvores e dirigia-lhe fervorosas preces. Tendo Joana chegado ao conhecimento, de maneira sobrenatural, de que a sua governanta, chamada Felícia Tônia, morreria dentro de pouco tempo, preveniu a moça, e esta, submetendo-se resignadamente à vontade de Deus, se ocupou em procurar uma pessoa prudente capaz de substituí-la junto à aluna. Nessa intenção indicou a ilustre Santa Juliana Falconieri. Muito repugnava aos pais de Joana a idéia de fazê-la ingressar num estabelecimento religioso, pois era a única filha do casal, e já cogitavam dá-la em casamento a um jovem florentino de classe igualmente elevada. Porém, quando a menina lhes contou que já escolhera Jesus Cristo para esposo, não ousaram opor-se ao desejo por ela manifestado. Apenas com doze anos de idade, a jovem serva de Deus colocou-se sob a disciplina de Santa Juliana e prazerosamente envergou o hábito religioso. Sob a direção de tão hábil mestre, não tardou em realizar grandes progressos nos caminhos da perfeição. Não satisfeita por haver renunciado ao mundo e a todas as vantagens temporais que nele poderia encontrar, desejou ligar-se a Deus por laços indissolúveis e pronunciou, diante do altar de Nossa Senhora da Anunciação, seu voto de castidade perpétua. Porém, persuadida de que essa virtude evangélica só através da mortificação e da prece perdura na alma, castigou o corpo durante a vida inteira com o jejum, as vigílias, o cilício, a disciplina, e várias outras austeridades. Possuía tão grande humildade que encontrava prazer em executar as tarefas mais grosseiras da casa e em prestar às suas irmãs os serviços mais abjetos. Sua doçura, sua bondade, a alegria simples e natural que acompanhava seus atos de caridade mereceram-lhe e conquistaram-lhe a afeição de todas suas companheiras. O demônio, invejoso de tão alta pureza e virtude, envidou os maiores esforços para triunfar da serva de Deus: esta porém, cheia de confiança no auxílio do céu, resistiu tenazmente às mais difíceis e penosas tentações, suportou com paciência as mais mortificantes provações, e afinal saiu vitoriosa da luta que sustentara contra o inimigo. Para premiar a sua virtude, sem dúvida, o Senhor favoreceu-o com o dom da profecia. Joana fez várias predições, cuja veracidade foi comprovada pelos acontecimentos. Tendo chegado o tempo em que a sua bem-aventurada diretora, Santa Juliana Falconieri deixaria a terra para reunir-se ao celeste esposo, Joana prodigalizou-lhe os mais assíduos e os caridosos cuidados; recebeu, em 1340, o seu último suspiro e foi a primeira a ver a imagem do Salvador miraculosamente impressa, como um sinete, no peito daquela ilustre virgem. Comunicou o prodígio às irmãs, que não se fartaram de admirá-lo. De tal modo a impressionou aquele favor celestial que redobrou de fervor e empenhou-se, durante os vinte e seis anos que ainda viveu, em imitar todas as virtudes de que a Santa Juliana lhe dera tão belos exemplos. Enfim, rica de merecimento e gasta pelas mais rigorosas penitências, entregou pacificamente a alma ao Criador, no dia primeiro de Setembro de 1827. Seu corpo foi transportado para a Igreja da Anunciação, de Florença, assistida pelos servitas e bem depressa se tornou objeto de veneração pública. Em virtude da insistente solicitação do conde Lourenço Soderinim, patrício romano, e que pertencia à mesma família da santa religiosa o Papa Leão XII aprovou, no dia primeiro de Setembro de 1827, o culto imemorial da bem-aventurada Joana. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XV, p. 363 à 365)         The post Beata Joana Soderini appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Raimundo Nonato

Nasceu em 1204, em Portel, na diocese de Urgel, Catalunha. Deram-lhe o cognome de Nonato, que não nasceu, porque sua mãe tendo morrido antes de seu nascimento, tiraram-no do corpo pela operação cesariana. Os parentes eram de família nobre, mas pouco favorecidos de bens de fortuna. Na infância, mostrava gosto pelos exercícios de piedade e pelo cumprimento dos deveres. A penetração de seu espírito fê-lo percorrer, com tanta rapidez como êxito, a carreira das belas letras, Seu pai, que notava nele a inclinação para a vida monástica, ou pelo menos para o estado eclesiástico, mandou-o ao campo, para o fazer trabalhar numa fazenda. Sua intenção era afastá-lo da vocação e do estudo, O santo obedeceu sem replicar e por amor à solidão, encarregou-se do cuidado de pastorear o rebanho, Imitava, nas montanhas e nas florestas, a vida dos antigos anacoretas. Ora, no campo onde o jovem Raimundo pastoreava suas ovelhas, havia uma pequena igreja ou ermida dedicada a São Nicolau de Mira e nessa igreja uma belíssima imagem da Mãe de Deus. O jovem Raimundo, que tinha perdido a mãe antes de vir ao mundo, ia muitas vezes rezar com fervor diante daquela santa. Um dia, quando lhe tinha aberto de todo o coração, a santa Virgem apareceu-lhe e disse-lhe com inefável doçura: “Não temas, Raimundo, desde agora eu te recebo por meu filho; poderás, então, com toda verdade, chamar-me de tua mãe e ter certeza de minha proteção para o futuro”. Desde aquele momento, embora se considerasse o mais humilde servo da rainha dos céus, não podia deixar de a chamar bem alto com o nome de mãe e de protestar que jamais tinha dito outra,  nem que jamais a teria. Todos os dias rezava o rosário aos pés dessa imagem. Invejoso de uma juventude tão pura, o espírito das trevas apareceu-lhes sob a forma de um pastor, esforçando-se por persuadi-lo de que a um moço da nobreza não era conveniente levar vida tão rústica e solitária, que devia freqüentar lugares mais célebres. O moço respondeu que só seguiria os conselhos de sua mui doce mãe, a Virgem Maria. A esse nome o demônio fugiu com um horrível estrondo, Raimundo foi ao seu asilo costumeiro, agradeceu à sua divina libertadora e, em sua honra, consagrou a Deus a virgindade. Maria testemunhou-lhe a materna satisfação, e o aconselhou a entrar na Ordem da Redenção dos cativos, cuja fundação tinha inspirado havia pouco a São Pedro Nolasco. Raimundo não pedia coisa melhor, mas temia a oposição do pai. O conde de Cardone, inspirado pela Santa Virgem, obteve-lhe o consentimento. Era um senhor de seus parentes que vinha frequentemente em peregrinação à ermida de São Nicolau. Raimundo foi então a Barcelona e fez seus votos nas mãos de São Pedro Nolasco, fundador da Ordem das Mercês. O novo religioso tornou-se modelo de seus irmãos por seu fervor, sua mortificação e outras virtudes. Seu progresso na perfeição foi tão surpreendente que, após dois ou três meses de profissão, o julgaram digno de exercer o ofício de redentor e substituir a esse respeito, São Pedro Nolasco. Tendo sido enviado à Barbária, obteve dos agelianos a liberdade de um grande número de escravos, Quando seus fundos se esgotaram, deu-se a si mesmo como refém, para o resgate dos cristãos cuja situação era mais rude e cuja fé corria mais risco. O sacrifício generoso que fazia de sua liberdade só serviu para irritar os maometanos. Trataram-no com tanta desumanidade que teria morrido em suas mãos, se o temor de perder a soma estipulada não tivesse levado o cádi, ou magistrado da cidade, a dar ordens para que o poupassem. Deixaram-no então respirar e permitiram-lhe ir aonde quisesse. Aproveitou a permissão que se lhe concedia, para visitar os cristãos e os consolar. Abriu também os olhos a vários muçulmanos que receberam o batismo. O governador, tendo sido informado, condenou-o a ser enforcado. Mas os que estavam interessados no pagamento do resgate dos cativos, pelos quais estava como refém, obtiveram-lhe a comutação da pena e ele sofreu cruéis porretadas. Tal suplício não lhe diminuiu a coragem; julgava nada ter feito, enquanto via os irmãos em perigo de se perderem eternamente: também não deixava escapar nenhuma ocasião de ir em seu auxílio. Quando um homem, dizia ele com São Crisóstomo, desse aos pobres tesouros imensos, aquela boa obra em nada se aproxima da de um homem que contribui para a salvação de uma alma. Essa esmola é preferível à distribuição de dez mil talentos; vale mais que o mundo inteiro, por maior que pareça aos nossos olhos, pois um homem é mais precioso que todo o universo. O santo não tinha mais dinheiro para resgatar os escravos; por outro lado, era um crime capital entre os muçulmanos falar de religião aos de sua seita. Se se deixasse levar pela esperança de algum êxito, via-se exposto à morte, vítima da caridade. Retomou, entretanto, seu primeiro método, de exortar os cristãos e instruir os infiéis. O governador, informado de seu proceder, ficou muito irritado; fê-lo chicotear nas esquinas de todas as ruas, depois do que, lhe furaram os lábios com um ferro em brasa, numa praça pública e lhe fecharam a boca com um cadeado, que se abria somente quanto tinha que comer. Carregaram-no de correntes e fecharam-no numa masmorra. Lá ficou oito meses e só saiu quando os padres das Mercês trouxeram o resgate que São Pedro Nolasco mandava. Vendo que não o queriam deixar na prisão, pediu que, ao menos, lhe fosse permitido viver no meio dos escravos, que tinham urgente necessidade de socorro, Mas as ordens de seu geral, que o chamava, obrigaram-no a partir. Chegado à Espanha, foi nomeado Cardeal pelo Papa São Gregório IX. Sua nomeação a essa dignidade em nada lhe mudou os sentimentos; conservou sempre o hábito e a primitiva maneira de viver. Preferiu a cela a um palácio que lhe ofereciam; não quis ter ricas mobílias e contentou-se com o que era suficiente para as necessidades da natureza. O Papa chamou-o a

São Raimundo Nonato

Nasceu em 1204, em Portel, na diocese de Urgel, Catalunha. Deram-lhe o cognome de Nonato, que não nasceu, porque sua mãe tendo morrido antes de seu nascimento, tiraram-no do corpo pela operação cesariana. Os parentes eram de família nobre, mas pouco favorecidos de bens de fortuna. Na infância, mostrava gosto pelos exercícios de piedade e pelo cumprimento dos deveres. A penetração de seu espírito fê-lo percorrer, com tanta rapidez como êxito, a carreira das belas letras, Seu pai, que notava nele a inclinação para a vida monástica, ou pelo menos para o estado eclesiástico, mandou-o ao campo, para o fazer trabalhar numa fazenda. Sua intenção era afastá-lo da vocação e do estudo, O santo obedeceu sem replicar e por amor à solidão, encarregou-se do cuidado de pastorear o rebanho, Imitava, nas montanhas e nas florestas, a vida dos antigos anacoretas. Ora, no campo onde o jovem Raimundo pastoreava suas ovelhas, havia uma pequena igreja ou ermida dedicada a São Nicolau de Mira e nessa igreja uma belíssima imagem da Mãe de Deus. O jovem Raimundo, que tinha perdido a mãe antes de vir ao mundo, ia muitas vezes rezar com fervor diante daquela santa. Um dia, quando lhe tinha aberto de todo o coração, a santa Virgem apareceu-lhe e disse-lhe com inefável doçura: “Não temas, Raimundo, desde agora eu te recebo por meu filho; poderás, então, com toda verdade, chamar-me de tua mãe e ter certeza de minha proteção para o futuro”. Desde aquele momento, embora se considerasse o mais humilde servo da rainha dos céus, não podia deixar de a chamar bem alto com o nome de mãe e de protestar que jamais tinha dito outra,  nem que jamais a teria. Todos os dias rezava o rosário aos pés dessa imagem. Invejoso de uma juventude tão pura, o espírito das trevas apareceu-lhes sob a forma de um pastor, esforçando-se por persuadi-lo de que a um moço da nobreza não era conveniente levar vida tão rústica e solitária, que devia freqüentar lugares mais célebres. O moço respondeu que só seguiria os conselhos de sua mui doce mãe, a Virgem Maria. A esse nome o demônio fugiu com um horrível estrondo, Raimundo foi ao seu asilo costumeiro, agradeceu à sua divina libertadora e, em sua honra, consagrou a Deus a virgindade. Maria testemunhou-lhe a materna satisfação, e o aconselhou a entrar na Ordem da Redenção dos cativos, cuja fundação tinha inspirado havia pouco a São Pedro Nolasco. Raimundo não pedia coisa melhor, mas temia a oposição do pai. O conde de Cardone, inspirado pela Santa Virgem, obteve-lhe o consentimento. Era um senhor de seus parentes que vinha frequentemente em peregrinação à ermida de São Nicolau. Raimundo foi então a Barcelona e fez seus votos nas mãos de São Pedro Nolasco, fundador da Ordem das Mercês. O novo religioso tornou-se modelo de seus irmãos por seu fervor, sua mortificação e outras virtudes. Seu progresso na perfeição foi tão surpreendente que, após dois ou três meses de profissão, o julgaram digno de exercer o ofício de redentor e substituir a esse respeito, São Pedro Nolasco. Tendo sido enviado à Barbária, obteve dos agelianos a liberdade de um grande número de escravos, Quando seus fundos se esgotaram, deu-se a si mesmo como refém, para o resgate dos cristãos cuja situação era mais rude e cuja fé corria mais risco. O sacrifício generoso que fazia de sua liberdade só serviu para irritar os maometanos. Trataram-no com tanta desumanidade que teria morrido em suas mãos, se o temor de perder a soma estipulada não tivesse levado o cádi, ou magistrado da cidade, a dar ordens para que o poupassem. Deixaram-no então respirar e permitiram-lhe ir aonde quisesse. Aproveitou a permissão que se lhe concedia, para visitar os cristãos e os consolar. Abriu também os olhos a vários muçulmanos que receberam o batismo. O governador, tendo sido informado, condenou-o a ser enforcado. Mas os que estavam interessados no pagamento do resgate dos cativos, pelos quais estava como refém, obtiveram-lhe a comutação da pena e ele sofreu cruéis porretadas. Tal suplício não lhe diminuiu a coragem; julgava nada ter feito, enquanto via os irmãos em perigo de se perderem eternamente: também não deixava escapar nenhuma ocasião de ir em seu auxílio. Quando um homem, dizia ele com São Crisóstomo, desse aos pobres tesouros imensos, aquela boa obra em nada se aproxima da de um homem que contribui para a salvação de uma alma. Essa esmola é preferível à distribuição de dez mil talentos; vale mais que o mundo inteiro, por maior que pareça aos nossos olhos, pois um homem é mais precioso que todo o universo. O santo não tinha mais dinheiro para resgatar os escravos; por outro lado, era um crime capital entre os muçulmanos falar de religião aos de sua seita. Se se deixasse levar pela esperança de algum êxito, via-se exposto à morte, vítima da caridade. Retomou, entretanto, seu primeiro método, de exortar os cristãos e instruir os infiéis. O governador, informado de seu proceder, ficou muito irritado; fê-lo chicotear nas esquinas de todas as ruas, depois do que, lhe furaram os lábios com um ferro em brasa, numa praça pública e lhe fecharam a boca com um cadeado, que se abria somente quanto tinha que comer. Carregaram-no de correntes e fecharam-no numa masmorra. Lá ficou oito meses e só saiu quando os padres das Mercês trouxeram o resgate que São Pedro Nolasco mandava. Vendo que não o queriam deixar na prisão, pediu que, ao menos, lhe fosse permitido viver no meio dos escravos, que tinham urgente necessidade de socorro, Mas as ordens de seu geral, que o chamava, obrigaram-no a partir. Chegado à Espanha, foi nomeado Cardeal pelo Papa São Gregório IX. Sua nomeação a essa dignidade em nada lhe mudou os sentimentos; conservou sempre o hábito e a primitiva maneira de viver. Preferiu a cela a um palácio que lhe ofereciam; não quis ter ricas mobílias e contentou-se com o que era suficiente para as necessidades da natureza. O Papa chamou-o a

São Pamáquio, Confessor

Pamáquio era um nobre romano, riquíssimo, da ordem sanatorial. Nós o conhecemos, principalmente, através de São Jerônimo, seu contemporâneo e condíscipulo, do qual o Doutor, numa carta, diz: “Meu velho condiscípulo, camarada e amigo. Primo de Marcelo, que seria discípulo de São Jerônimo, Pamáquio, que pertencia à família dos Furii, ligada aos mais belos nomes cristãos de então, casou-se com Paulina, e segunda filha de Santa Paulo, “ilustre dirigida de Jerônimo”. Morta a esposa, fervente cristã, Jerônimo escreveu-lhe, consolando-o. E Pamáquio, tendo adotado um costume e um gênero de vida monásticos, embora permanecendo no mundo, acabou por transformar o palazzo em que vivia, no Célio, em ponto de reunião de cristãos. No século IX, podia ler-se no frontal da vastíssima residência, depois basílica, porque Pamáquio engrandeceu-a com uma abside e edifícios anexos, o seguinte: Quem fundou pelo Cristo Tal casa, e tão vasta, Tão venerável? Tu queres saber? Foi Pamáquio, No seu culto da fé Cultor Pammachius fidei: esta expressão acha-se no princípio do cânon da missa: catholicae et apostolicae fidei cultoribus. O atual título dos Santos João e Paulo chamava-se, outrora, Titulus Pammachii. Dizia, numa carta, São Jerônimo: Pamáquio, meu caríssimo Pamáquio: se eu te interpretar o nome, revelar-se-á verdadeiramente profético, e tu te mostrarás combatendo de todas as maneiras contra o diabo e a potências adversas. Com efeito, Pamáquio foi tenaz adversário de donatistas, levando mesmo muitos deles à conversão: em fins do ano 401, Santo Agostinho escrevia-lhe uma ardorosa carta, na qual lhe felicitava o feito. São Pamáquio, confessor, faleceu em 410, quando da tomada de Roma pelos bárbaros, pelas hordas loucas de Alarico na noite de 24 de Agosto. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XV, p. 345-346) The post São Pamáquio, Confessor appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Pamáquio, Confessor

Pamáquio era um nobre romano, riquíssimo, da ordem sanatorial. Nós o conhecemos, principalmente, através de São Jerônimo, seu contemporâneo e condíscipulo, do qual o Doutor, numa carta, diz: “Meu velho condiscípulo, camarada e amigo. Primo de Marcelo, que seria discípulo de São Jerônimo, Pamáquio, que pertencia à família dos Furii, ligada aos mais belos nomes cristãos de então, casou-se com Paulina, e segunda filha de Santa Paulo, “ilustre dirigida de Jerônimo”. Morta a esposa, fervente cristã, Jerônimo escreveu-lhe, consolando-o. E Pamáquio, tendo adotado um costume e um gênero de vida monásticos, embora permanecendo no mundo, acabou por transformar o palazzo em que vivia, no Célio, em ponto de reunião de cristãos. No século IX, podia ler-se no frontal da vastíssima residência, depois basílica, porque Pamáquio engrandeceu-a com uma abside e edifícios anexos, o seguinte: Quem fundou pelo Cristo Tal casa, e tão vasta, Tão venerável? Tu queres saber? Foi Pamáquio, No seu culto da fé Cultor Pammachius fidei: esta expressão acha-se no princípio do cânon da missa: catholicae et apostolicae fidei cultoribus. O atual título dos Santos João e Paulo chamava-se, outrora, Titulus Pammachii. Dizia, numa carta, São Jerônimo: Pamáquio, meu caríssimo Pamáquio: se eu te interpretar o nome, revelar-se-á verdadeiramente profético, e tu te mostrarás combatendo de todas as maneiras contra o diabo e a potências adversas. Com efeito, Pamáquio foi tenaz adversário de donatistas, levando mesmo muitos deles à conversão: em fins do ano 401, Santo Agostinho escrevia-lhe uma ardorosa carta, na qual lhe felicitava o feito. São Pamáquio, confessor, faleceu em 410, quando da tomada de Roma pelos bárbaros, pelas hordas loucas de Alarico na noite de 24 de Agosto. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XV, p. 345-346) The post São Pamáquio, Confessor appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Pamáquio, Confessor

Pamáquio era um nobre romano, riquíssimo, da ordem sanatorial. Nós o conhecemos, principalmente, através de São Jerônimo, seu contemporâneo e condíscipulo, do qual o Doutor, numa carta, diz: “Meu velho condiscípulo, camarada e amigo. Primo de Marcelo, que seria discípulo de São Jerônimo, Pamáquio, que pertencia à família dos Furii, ligada aos mais belos nomes cristãos de então, casou-se com Paulina, e segunda filha de Santa Paulo, “ilustre dirigida de Jerônimo”. Morta a esposa, fervente cristã, Jerônimo escreveu-lhe, consolando-o. E Pamáquio, tendo adotado um costume e um gênero de vida monásticos, embora permanecendo no mundo, acabou por transformar o palazzo em que vivia, no Célio, em ponto de reunião de cristãos. No século IX, podia ler-se no frontal da vastíssima residência, depois basílica, porque Pamáquio engrandeceu-a com uma abside e edifícios anexos, o seguinte: Quem fundou pelo Cristo Tal casa, e tão vasta, Tão venerável? Tu queres saber? Foi Pamáquio, No seu culto da fé Cultor Pammachius fidei: esta expressão acha-se no princípio do cânon da missa: catholicae et apostolicae fidei cultoribus. O atual título dos Santos João e Paulo chamava-se, outrora, Titulus Pammachii. Dizia, numa carta, São Jerônimo: Pamáquio, meu caríssimo Pamáquio: se eu te interpretar o nome, revelar-se-á verdadeiramente profético, e tu te mostrarás combatendo de todas as maneiras contra o diabo e a potências adversas. Com efeito, Pamáquio foi tenaz adversário de donatistas, levando mesmo muitos deles à conversão: em fins do ano 401, Santo Agostinho escrevia-lhe uma ardorosa carta, na qual lhe felicitava o feito. São Pamáquio, confessor, faleceu em 410, quando da tomada de Roma pelos bárbaros, pelas hordas loucas de Alarico na noite de 24 de Agosto. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XV, p. 345-346) The post São Pamáquio, Confessor appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho